sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Comissão Nacional da Verdade (mentira) enfrentará primeira ação por danos morais

Filhos de um militar listado pela CNV como violador de direitos humanos pedem indenização financeira e a exclusão do nome do pai do relatório final apresentado em dezembro de 2014
Por Mariana Sanches - O Globo - 29/01/15

General Floriano Aguilar Chagas
 (Foto: Regimento Osório)

SÃO PAULO - Foi ajuizada nessa semana a primeira ação por danos morais contra a Comissão Nacional da Verdade, na Justiça Federal de Porto Alegre. Os cinco filhos de Floriano Aguilar Chagas, ex-adido do Exército na Embaixada do Brasil em Buenos Aires de 1973 a 1975, pedem que o nome do pai seja excluído da lista de responsáveis por violações ao direitos humanos publicada pela CNV em dezembro passado, questionam a recomendação feita pelo órgão de revisão da Lei da Anistia e pedem reparação financeira a todos os filhos do General, já que Chagas morreu em 2012.

De acordo com a investigação da CNV, Chagas teria feito parte da Operação Condor, que interligou as forças repressivas das ditaduras militares do Cone Sul. Segundo o relatório, ele "mantinha contato frequente com agentes argentinos e chilenos da área de informações" e "teve participação no sequestro de Joaquim Pires Cerveira e João Batista Rita, ocorrido em Buenos Aires em 5 de dezembro de 1973".

No processo, a família argumenta que não há provas suficientes que desabonem a conduta profissional do pai. O processo menciona os 18 do Forte de Copacabana, a Intentona Comunista e a Revolução Constitucionalista de São Paulo para comparar o heroísmo de Chagas ao dos protagonistas dessas passagens históricas. Quanto à revisão da anistia, o advogado da família sentencia: “Não se Deve Mexer com Tigres Adormecidos”.

Procurado pelo GLOBO, o advogado Amadeu Weinmann, responsável pela ação, afirmou que o relatório promove “injúria e calúnia” contra o General Chagas. Disse que ao se relacionar com agentes argentinos e chilenos, Chagas estava cumprindo com a sua função de adido militar, de integrar a região. E afirmou que a família não pretende receber somas vultosas porque não quer se igualar àqueles que “recebem milhões por mês porque participaram da ‘contra-revolução’”, em referência aos militantes de esquerda que combateram a ditadura e hoje recebem indenização.

José Carlos Dias, membro da CNV, disse que ainda não foi notificado da ação, mas, falando em tese, afirmou:

— É natural que as pessoas esperneiem, que queriam ser excluídas da lista. Mas tudo o que nós fizemos foi estritamente baseado em fatos, portanto, a ação não tem o menor cabimento. 


Observação do site www.averdadesufocada.com
A Comissão da Verdade nas suas acusações, bem como as denuncias feitas pelo Ministério Público em ações cíveis e criminais contra agentes do Estado que combateram a luta armada apresentam, como testemunhas, militantes da luta armada, alguns assassinos confessos, terroristas, sequestradores ou parentes de militantes que são interessados nestas ações. A maioria são pessoas que continuam, até os dias de hoje, com o mesmo desejo das décadas de 60 e 70 quando tentaram, pelas força das armas, a tomada do poder para implantação de uma república marxista-leninista em nosso país.
No caso acima, o general Floriano Aguillar Chagas, que exercia a função de Adido Militar junto à Embaixada do Brasil em Buenos Aires, na data do alegado sequestro de Joaquim Pires Cerveira, foi um dos atingidos por estas acusações. 
O mesmo tem acontecido com vários agentes do Estado que, também, constam na lista de torturadores da CNV.
Ainda nos referindo ao mesmo caso de Joaquim Cerveira, que segundo a Comissão da Verdade, teria sido sequestrado em dezembro de 1973 e sido levado para o Rio de Janeiro e posterirmente para o DOI de São Paulo, segundo fomos informados a filha do senhor Cerveira teria dito em depoimento à CNV que um militante vira o coronel Ustra, em janeiro de 1974, no DOI em uma ambulância chutando o seu pai que estava em estado deplorável e dizendo: “este não fala mais”. 
A bem da verdade, o coronel Ustra declara, com a maior veemência, que o então Major Cerveira nunca esteve sob sua guarda e responsabilidade; que durante o seu comando nunca esteve no DOI/CODI/II Exército; e que, também, ele não poderia ter sido visto na citada ambulância porque, segundo consta ns suas Folhas de Alterações do Exército Brasileiro, nesta época já estava em férias e em trânsito para Brasília, para onde fora transferido para exercer a função de Instrutor na ESNI.

Fonte:http://www.averdadesufocada.com

Ataque terrorista de grupo ligado ao ISIS causa 32 mortes no Egito

O Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, encurtou sua visita a Adis Abeba, capital da Etiópia, devido aos atentados “terroristas” no Monte Sinai, que causaram pelo menos 32 mortos, segundo comunicado da presidência do Egito.
O grupo egípcio Ansar Beit al-Maqdis, é um grupo de jihadistas ligado ao Estado Islâmico (ISIS), que reivindicou hoje (30) os ataques, onde a maioria das vítimas são militares. O ataque contra as forças egípcias é o mais severo dos últimos três meses.
Em Washington, a porta-voz do Departamento do Estado, Jen Psaki, também condenou os ataques, frisando que “os EUA se mantêm firmes no apoio ao governo egípcio e aos seus esforços para combater a ameaça do terrorismo” no país.
A visita de Sissi à Etiópia se deu pela “24ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana”. O encontro está previsto para durar dois dias. O tema do evento é “2015: Ano da Capacitação e Desenvolvimento da Mulher Rumo à Agenda 2063 de África”.

Petrobras: o problema pode ser bem maior do que parece

Vista do logotipo da Petrobras no seu prédio, no Rio de Janeiro, Brasil, em 12 de dezembro de 2014 (VANDERLEI ALMEIDA/AFP/Getty Images)

A Petrobras finalmente divulgou anteontem (28), de madrugada, seus relatórios contábeis referentes ao terceiro trimestre de 2014, encerrado em 30 de setembro daquele ano. As demonstrações financeiras trazidas a público sem a chancela de auditores independentes que se recusaram a assiná-las, foram publicadas ao arrepio da lei, das normas da CVM, da SEC (regulador do mercado de capitais americano) e dos contratos com os credores.

Ao contrário do esperado pelo mercado, o balanço da companhia apresentou um lucro da ordem de 3 bilhões de reais, embora a própria empresa afirme que esse lucro não corresponde à realidade e que ajustes nos valores dos ativos fixos precisam ser feitos, a fim de glosar a existência de investimentos superfaturados, principalmente relacionados com as falcatruas investigadas pela Operação Lava-Jato.

Portanto, mais do que as demonstrações contábeis em si, o mercado esteve interessado no comunicado da presidente Graça Foster. Diz ela:

“No dia 13/11/14, em consequência dos fatos e provas produzidos no âmbito da Operação Lava Jato, a Petrobras postergou a divulgação dos resultados do 3T-2014. Em suma, os depoimentos aos quais a Petrobras teve acesso revelaram a existência de atos ilícitos, como cartelização de fornecedores e recebimentos de propinas por ex-empregados, indicando que pagamentos a tais fornecedores foram indevidamente reconhecidos como parte do custo de nossos ativos imobilizados, demandando, portanto, ajustes”.

Em razão da impraticabilidade de quantificação desses valores, a empresa contratou peritos independentes para fazer uma avaliação de todos os ativos fixos derivados de contratos firmados, a partir de 2004, entre a Petrobras e empresas citadas na Operação Lava Jato. Os ativos referidos somam, no balanço, cerca de R$ 188 bilhões, praticamente 1/3 de todos os ativos contabilizados (R$ 600 bilhões).

Segundo a presidente, “O resultado das avaliações indicou que os ativos com valor justo abaixo do imobilizado totalizaram R$ 88,6 bilhões de diferença a menor. Os ativos com valor justo superior totalizaram R$ 27,2 bilhões de diferença a maior frente ao imobilizado” (sic).

Trata-se de um sobrepreço absurdo. 88 bilhões de reais num total de 161 bilhões (188 – 27). Ou seja, mais de cinquenta por cento dos valores contabilizados em determinados projetos. Simplesmente, não dá para acreditar que tudo isso seja resultado apenas superfaturamento de obras ou de propinas pagas a funcionários e políticos, especialmente se considerarmos que a Petrobras é um monopsônio em diversas atividades. Essa descrença, entretanto, longe de amenizar o problema, torna-o ainda mais complicado.

Na humilde opinião deste escriba, as divergências entre os valores contabilizados e o valor real de mercado dos investimentos lançados no balanço da Petrobras podem decorrer, entre outros, dos seguintes fatos:

1 – Superfaturamento de projetos e obras por parte do cartel de empreiteiras que, comprovadamente, há muito vem operando dentro da estatal, para deleite de funcionários e políticos corruptos;

2 – Existência de maus investimentos e/ou investimentos sem qualquer avaliação técnica, mas apenas política. Por exemplo, instalações de refinarias em locais tecnicamente inoportunos, mas levadas a cabo por interesses políticos eleitoreiros;

3 – Obrigação política de realizar investimentos com conteúdo mínimo nacional, o que, no mais das vezes, encarece e atrasa os investimentos;

4 – Obrigação de apresentar índices de lucratividade sempre altos, não só para manter a aura de eficiência da empresa, como também para pagar dividendos e participações aos dirigentes e empregados, o que pode levar ao lançamento de algumas (ou muitas) despesas operacionais à conta de investimentos (reduzindo o valor das despesas e aumentando o custo dos ativos).

A descontinuidade dos projetos das refinarias Prêmium I e II, que gerou um prejuízo bruto de R$ 2,7 bilhões neste balanço, é um exemplo claro de como decisões políticas e sem qualquer amparo técnico podem causar prejuízos enormes, ainda que eles nem sempre sejam visíveis à primeira vista. O mesmo pode-se dizer do recente imbróglio envolvendo a Sete Brasil e a construção de plataformas e sondas com conteúdo nacional mínimo.

À luz dos fatos trazidos ao conhecimento do público até agora, e que vão muito além daqueles investigados pela Operação Lava-Jato, não seria nada improvável a existência ativos superfaturados também entre os outros R$ 410 bilhões que ficaram fora das avaliações contratadas pela diretoria da Petrobras, o que, caso confirmado, poderia elevar os ajustes necessários à estratosfera.

O impacto de uma reavaliação global dos ativos, além do eventual prejuízo contábil, traria para a realidade palpável as demonstrações financeiras, nas quais hoje ninguém, em sã consciência, acredita.

Além dos pagadores de impostos e dos pequenos acionistas, quem deveria estar realmente interessado em analisar um balanço que espelhe minimamente a realidade seriam os credores da Petrobras. Qualquer analista de crédito, por mais inexperiente, sabe que um dos principais índices de avaliação de risco é a relação entre o valor da dívida e o patrimônio da empresa. Nas atuais circunstâncias, o único valor efetivamente conhecido é o volume da dívida – que já é considerada a maior dívida empresarial do mundo. Seria bom conhecer também qual é o tamanho efetivo do patrimônio que garantiria os créditos concedidos.

João Luiz Mauad Administrador de empresas
Originalmente publicada em: Instituto Liberal

MPF lança site sobre a Lava Jato

(Gazeta do Povo) O Ministério Público Federal lançou nesta quarta-feira (28) um site que reunirá as principais informações sobre a Operação Lava Jato. CLIQUE AQUI.  A página reúne uma série de dados, como número de pessoas sob investigação, quantidade de procedimentos instaurados e a íntegra das denúncias apresentadas pelo MPF. O site foi produzido pela força-tarefa que cuida da Lava Jato, criada em abril de 2014 pelo MPF, em parceria com a Secretaria de Comunicação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em nota divulgada pela assessoria do MPF, o coordenador da força-tarefa, o procurador da República Deltan Martinazzo Dallagnol, afirma que o site reforça o compromisso do órgão "com a transparência e a prestação de contas do trabalho já realizado". "Trata-se da maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o país já teve. Com as denúncias, o MPF começa a romper a impunidade dos poderosos grupos econômicos e políticos que, há muitos anos, articulam-se contra os interesses do país", disse Dallagnol em nota. O objetivo é que o site seja atualizado constantemente com os novos desdobramentos da Operação.

O site compila ainda os principais resultados, em números, da Lava Jato até agora. Os crimes já denunciados envolvem cerca de R$ 2,1 bilhões, sendo que R$ 450 milhões já são considerados recuperados e R$ 200 milhões foram bloqueados em bens. Os números consideram atualizações até dezembro. Segundo a Procuradoria, foram apresentadas 18 acusações criminais realizadas pelo órgão até o momento, contra 86 pessoas, pelos crimes de corrupção, crime contra o sistema financeiro nacional, tráfico transnacional de drogas, formação de organização criminosa, lavagem de ativos, entre outros. São 150 pessoas e 232 empresas sob investigação. No total, 12 acordos de colaboração premiada - a exemplo do que fez o doleiro Alberto Youssef - foram feitos com pessoas físicas.

É possível ainda tirar dúvidas como o que originou a Operação e qual a relação do caso com outros escândalos, com o do Banestado, no qual o doleiro Youssef também estava envolvido. Com linguagem didática e com uso de artes e diagramas, o site traz curiosidades como "por que alguém procura um doleiro?". Estão disponíveis explicações de termos técnicos como o conceito de delação premiada e empresa offshore. Há ainda uma área de interação com o MPF, por meio de um link "denuncie aqui", que disponibiliza um endereço de e-mail para contato.

Equipe

Duas equipes trabalham na linha de frente dos desdobramentos da Lava Jato. A primeira, a chamada de Força Tarefa, atua na Justiça Federal do Paraná, onde o caso é conduzido. Fazem parte deste grupo os procuradores da República Deltan Martinazzo Dallagnol, Antônio Carlos Welter, Carlos Fernando dos Santos Lima, Januário Paludo, Orlando Martello Junior, Athayde Ribeiro Costa, Diogo Castor de Mattos, Roberson Henrique Pozzobon, Paulo Roberto Galvão e Andrey Borges, que atua como colaborador.


Em Brasília, um grupo de trabalho instituído na última semana pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, atua para auxiliar o PGR nos processos em trâmite no Supremo, com investigação e acusação de parlamentares e autoridades que têm foro privilegiado. O segundo grupo é composto pelos procuradores regionais da República Douglas Fischer, Vladimir Aras, Danilo Dias; pelos procuradores da República Andrey Borges de Mendonça, Bruno Calabrich, Fábio Coimbra, Rodrigo Telles de Souza, Daniel Resende Salgado; e os promotores Sergio Fernandes e Wilton Queiroz.

Em ano eleitoral, Dilma abre um rombo de quase R$ 100 bilhões nas contas públicas

Deveria ter poupado R$ 80,8 bilhões. Ao apagar das luzes de 2014, mudou a lei para legalizar o calote. Mesmo assim prometeu R$ 10 bilhões de superavit. Não aconteceu. O ano chegou ao fim com um déficit de R$ 17,2 bilhões, mostrando gastança e descontrole. Se deveria ter poupado 80 e teve déficit de 17, o rombo é de 97. A matéria a seguir é da Folha de São Paulo.

A presidente Dilma Rousseff fechou o último ano do primeiro mandato com um rombo nas contas do governo. As despesas do chamado governo central (Tesouro, BC e Previdência) com pessoal, programas sociais, custeio e investimentos superaram as receitas em R$ 17,2 bilhões. 

Com o impulso do calendário eleitoral, os gastos foram acelerados e chegaram a R$ 1,031 trilhão; já a arrecadação, prejudicada pela fragilidade da economia e por medidas de alívio tributário, ficou em R$ 1,014 trilhão. O governo teve de tomar dinheiro emprestado para cobrir compromissos cotidianos e obras de infraestrutura --em economês, houve deficit primário, de 0,3% do PIB. Trata-se do primeiro deficit do gênero apurado pelo Tesouro desde 1997, quando teve início a série histórica. 

Com outra metodologia, o Banco Central apontou um pequeno resultado negativo no caixa federal naquele ano. Ainda mais sem precedentes é o contraste entre os números e a meta anunciada pela administração petista: até setembro, a equipe de Dilma sustentava que seriam poupados R$ 80,8 bilhões --um superavit primário-- para o abatimento da dívida pública. 

CRISE GLOBAL
Chegou-se ao ápice de um processo de deterioração das contas públicas iniciado em 2009, quando o governo Lula enfrentou a crise global com aumento de gastos, redução de impostos e mais empréstimos nos bancos públicos. 

Reeleita, Dilma declarou que a estratégia --cujas consequências incluem alta da inflação e do deficit nas contas externas-- chegou ao limite. Isso significa uma ameaça à expansão de despesas como Previdência, Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e investimentos em infraestrutura, que têm puxado o desequilíbrio orçamentário. A nova equipe econômica já anunciou elevações de impostos, cortes no custeio e restrições à concessão de benefícios como pensões, seguro-desemprego e abono. Ainda assim, permanecem dúvidas quanto à promessa de poupar R$ 55,3 bilhões neste ano, para conter a escalada da dívida pública.

Como informou o secretário do Tesouro, Marcelo Saintive, o governo herda R$ 226 bilhões em despesas pendentes de anos anteriores. Parte poderá ser cancelada, mas há gastos, como subsídios represados aos bancos públicos, que terão de ser executados. Ele evitou críticas à gestão anterior, mas disse que a Fazenda trabalhará com "transparência, tempestividade e cumprimento de regras" para "recuperar a credibilidade".

Polícia Federal exige que Graça Foster entregue contratos da Odebrecht

A Polícia Federal solicitou à presidente da Petrobras, Graça Foster, informações sobre dois contratos da estatal com Construtora Norberto Odebrecht, alvo da Operação Lava Jato, por meio de um consórcio formado para executar obras na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

O consórcio Conest foi formado pelas empreiteiras Odebrecht e OAS e venceu dois contratos já apontados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em 2013, por sobrepreço de quase R$ 150 milhões.

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou em sua delação premiada que recebeu US$ 23 milhões da Odebrecht. O executivo Rogério Santos do Araújo foi apontado por ele como responsável por indicar o banco na Suíça onde foi depositado o dinheiro, entre 2008 e 2009.

A Polícia Federal abriu inquérito em outubro do ano passado tendo a Odebrecht como alvo. Quatro contratos com a Petrobras são alvo dos investigadores da Lava Jato. Os dois que foram alvo de pedido de informação envolvem as obras da Abreu e Lima.

Esses contratos podem levar à Lava Jato a ligação do doleiro Alberto Youssef - alvo central das investigações - com o consórcio formado pela Odebrecht. Em depoimento prestado à Justiça Federal, o sócio-gerente das empresas Sanko Sider e Sanko Serviços, Márcio Bonilho, confessou ter pago "comissões" à Youssef por intermediação na venda dos produtos da empresa para empreiteiras.

"Eu fechei negócios com o (consórcio) CNCC, fechei negócios com o Conest, fechei negócios com a UTC, fechei negócios com Engevix, com o Estaleiro, fechei? Não recordo todos, mas fechei meia dúzia de negócios, assim, com 10 empresas distintas", respondeu Bonilho ao ser perguntado pelo juiz federal Sérgio Moro, sobre qual negócio ele conseguiu por intermédio de Youssef.

Acusado numa das ações penais da Lava Jato por ser associar a Youssef, o sócio do grupo Sanko admitiu que assinou contratos com uma empresa fantasma do doleiro e que "os contratos e notas fiscais foram produzidos fraudulentamente para justificar pagamento de 'comissões'".

Os dois contratos são das Unidades de Destilação Atmosférica - UDA (U-11 e U-12) e das Unidades de Hidrotratamento de Diesel (U-31e U-32), de Hidrotratamento de Nafta (U-33 e U-34), e de Geração de Hidrogênio - UGH (U-35 e U-36). Só um dos contratos, assinado em 2009, rendeu ao consórcio R$ 3,1 bilhões.

A Odebrecht, em nota, repudiou categoricamente as declarações do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. A empresa afirma que não fez pagamentos ou depósitos para Costa e nem para qualquer outro executivo ou ex-diretor da estatal. (Informações de Estadão via A Tarde)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Vice-presidente da Venezuela é chefe do ‘Cartel dos Sóis’, afirma ex-chefe de segurança

Diosdado Cabello (E), com o ditador Nicolás Maduro. Atrás imagem do falecido Hugo Chávez (Juan Barreto / AFP / Getty Images)

O ex-chefe de segurança de Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e vice-presidente do Partido Socialista Unido (PSUV), afirma que Cabello também é chefe do cartel narcoterrorista conhecido como “Cartel de los Soles” (Cartel dos Sóis).

O agente de segurança é Leamsy Salazar, que fugiu para os Estados Unidos e chegou em Washington na segunda-feira (26), de acordo com um artigo divulgado pelo InterAmerican Security Watch.

A notícia foi amplamente divulgada nas mídias de língua espanhola, e as redes sociais de usários que falam espanhol estão aquecidas sobre o desenvolvimento do assunto.

Emil Blasco, correspondente em Washington do Diario ABC de Madrid, enviou uma série de tweets em 26 de janeiro, afirmando que Salazar está em busca de proteção nos Estados Unidos e que vai testemunhar contra Cabello, dizendo que ele é o cabeça do Cartel dos Sóis.

Salazar não era apenas chefe de segurança Cabello. Ele atuou como chefe de segurança para o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez por 10 anos, e é considerado a pessoa de mais alto escalão a desertar da Venezuela.

Salazar supostamente chegou aos Estados Unidos com a ajuda de agentes da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA).

Cartéis da Venezuela

Bernardo Jurado, ex-capitão da Marinha venezuelana, declarou no programa de língua espanhola da América Tevé de Miami, a Mano Limpia, que o mais recente desenvolvimento é coerente com processos anteriores.

Jurado disse que Raúl Isaías Baduel, ex-ministro da Defesa da Venezuela, que foi condenado à prisão por Hugo Chavez, escreveu uma carta para a elite militar dizendo que o general Henry de Jesús Silva também está envolvido com o narcoterrorismo.

Em 2008, o Departamento do Tesouro dos EUA pediu para que as contas nos Estados Unidos de Rangel Silva fossem bloqueadas sob a acusação de que ele havia ajudado as FARC em atividades de narcotráfico.

Baduel afirmou que a elite política da Venezuela também está envolvida com o grupo terrorista Hezbollah no tráfico de drogas. Hezbollah tem um escritório na Venezuela.

Jurado também disse que o ex-juiz venezuelano Luis Velasquez Alvaray havia afirmado que Cabello também faz lavagem de dinheiro para as FARC, o que impactou diretamente a economia da Venezuela.

Felix Jiménez, chefe aposentado da DEA para NY e o Caribe, explicou também no programa de TV A Mano Limpia que a Venezuela tem três principais cartéis de drogas.

O primeiro cartel é o ‘Cartel do Sol’, formado por militares que tem um sol como emblema em seus uniformes. O ‘Cartel dos Sóis’ é um termo que o cartel assumiu quando as operações de tráfico de drogas se espalharam por toda estrutura militar venezuelana – operação pela qual Cabello é supostamente responsável. Os dois cartéis são tecnicamente o mesmo.

O terceiro cartel é o menos influente dos cartéis bolivarianos.

Jiménez disse que, em 1998, os Estados Unidos assinaram um acordo com a Colômbia para combater o narco-terrorismo. Os dois principais grupos que focavam combater na época eram: As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o Exército de Libertação Nacional (ELN).

No final da década de 1990, dois cartéis colombianos – o cartel de Medellín e o cartel de Cali – entraram em declínio. Então, quando os militares da Colômbia iniciaram a ofensiva contra as FARC, os guerrilheiros fugiram através da fronteira para Venezuela e assimilaram os cartéis de Medellín e Cali, que tinham controle sobre a região.

As FARC, nesse movimento, invadiram os territórios venezuelanos de Apulia, Cura e Táchira com a intenção de se apropriarem do porto Cabello para que pudessem mais facilmente enviar drogas para os Estados Unidos e Europa.

O ‘Cartel do Sol’ cresceu com os soldados que foram designados para proteger carregamentos de drogas das FARC, e uma vez que eles foram pagos pelas FARC com drogas, em vez de dinheiro, eles se envolveram no tráfico de drogas em nível nacional formando o ‘Cartel dos Sóis’ que, de acordo com Salazar, é comandado por Cabello.

Jiménez disse que “com o consentimento do ex-ditador Hugo Chávez”, os soldados se juntaram ao tráfico de drogas e formaram o ‘Cartel dos Sóis’. O uso plural de “sol” é utilizado para simbolizar todo o aparato militar que se envolveu com o narcoterrorismo.

Se as alegações de Salazar forem verdadeiras, isso significa que um dos mais poderosos oficiais da Venezuela, Diosdado Cabello, também é um pilar da corrupção na Venezuela e responsável por fortalecer os laços com grupos terroristas como o Hezbollah e as FARC.

Fonte:https://www.epochtimes.com.br

Faculdades particulares entram com três ações judiciais contra MEC

Agora, para obter o Fies, é exigida a nota mínima de 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não ter zerado a redação para obter o financiamento – antes era preciso apenas ter feito o exame (Arquivo ABr)


A Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) retirou da Justiça ação contra as alterações feitas pelo MEC nas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) em dezembro do ano passado. A entidade diz que não desistiu da judicialização, apenas mudará de estratégia. Vai dividir a ação em outras três e buscará o apoio de outras entidades.

“Ao dividir, vamos nos aprofundar nos temas de acordo com a discussão jurídica. Agora teremos três frentes e mais entidades assinando junto”, diz a presidente da Fenep, Amábile Pacios.

As mudanças foram feitas pelo Ministério da Educação (MEC) por meio de portaria no final do ano passado. Agora é exigida a nota mínima de 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não ter zerado a redação para obter o financiamento – antes era preciso apenas ter feito o exame.

A portaria proíbe que o aluno acumule bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni) e o financiamento em cursos diferentes. A complementação das bolsas parciais no mesmo curso e na mesma instituição continua sendo permitida.

Outra mudança estabelece a emissão de títulos do Tesouro, por meio dos quais as mantenedoras recebem o crédito do Fies. A emissão será feita em oito vezes no ano para as mantenedoras com número igual ou superior a 20 mil matrículas do Fies. Antes a emissão era feita mensalmente.

Uma das ações questionará a constitucionalidade da alteração de uma lei por meio de portaria. Outra será em relação à recompra restrita a oito vezes por ano. A terceira, questionando a nota mínima. A Fenep estima uma redução de 20% no número de jovens beneficiados com as políticas educacionais no setor privado.

O Ministério da Educação (MEC) diz que as mudanças foram feitas em prol da qualidade do ensino superior e que o diálogo com as entidades é permanente. O ministro Cid Gomes chegou a defender o endurecimento das medidas.

“Acho é pouco essa exigência de patamar de 450 [pontos no Enem para acessar o Fies] e vou defender mais rigor. Em vez de rigor no aluno, posso exigir rigor no curso. Só vou aceitar financiar matrícula nos cursos bons, que tenham conceito excelente”, disse.

Segundo o assessor do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, formado por cinco entidades voltadas para a educação superior particular, Sólon Caldas, a entidade segue dialogando com o MEC.

“O setor privado é parceiro do MEC, estamos dialogando para encontrar um denominador comum que atenda aos envolvidos e principalmente ao aluno”, diz e acrescenta que a posição da entidade até o momento é pela não judicialização.
Originalmente publicada em: Portal EBC

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A comunista Marta volta a criticar a comunista Dilma: 'Faz a vaca engasgar de tanto tossir'

Piada pronta, petista é tudo junto e misturado

Senadora fez duros ataques à presidente e ao PT em artigo. Afirma que Dilma age sem transparência e que partido está atarantado sob 'sérias denúncias'

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) deu sequência nesta terça-feira às duras críticas que tem feito à presidente Dilma Rousseff e ao PT. Em artigo publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, Marta ataca a condução da política econômica por Dilma – e afirma: não houve transparência do governo federal diante do cenário econômico.

"Temos vivido crises de todos os tipos: crise econômica, política, moral, ética, hídrica, energética e institucional. Todas elas foram gestadas pela ausência de transparência, de confiança e de credibilidade", escreve a senadora. "Se tivesse havido transparência da condução da economia no governo Dilma, dificilmente a presidente teria aprofundado os erros que nos trouxeram a esta situação de descalabro", continua. Marta trata na sequência do aumento das tarifas promovido no primeiro mês do novo mandato da presidente, além do cenário de inflação alta e elevação dos juros. Ainda critica o que chamou de "diminuição dos direitos trabalhistas". Para a senadora, Dilma faz "a vaca engasgar de tanto tossir".

Marta critica a nomeação de um nome que "agrada ao mercado e à oposição" para a Fazenda, em referência a Joaquim Levy, sem que a presidente tenha dito uma palavra a respeito. "Se tudo ia bem, era necessário alguém para implementar ajustes e medidas tão duras e negadas na campanha? Nenhuma explicação". E prossegue: "O PT vive situação complexa, pois embarcou no circo de malabarismos econômicos, prometeu, durante a campanha, um futuro sem agruras, omitiu-se na apresentação de um projeto de nação para o país, mas agora está atarantado sob sérias denúncias de corrupção".

Na sequência, a senadora critica o silêncio da presidente Dilma Rousseff, que não fala em público desde sua posse, em 1º de janeiro. "A peça se desenrola com enredo atrapalhado e incompreensível. O diretor sumiu", finaliza.

Roubalheira na Petrobras: juiz Sérgio Moro já bloqueou R$ 118 milhões dos corruptos

(O Globo) Chega a quase R$ 120 milhões o valor bloqueado no país em contas e aplicações financeiras de 16 investigados na Operação Lava-Jato e em três empresas — a D3TM, usada pelo ex-diretor da Petrobras Renato Duque, a Hawk Eyes e a Technis, usadas pelo lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano. O levantamento foi feito a pedido do juiz Sérgio Moro, para verificar os valores de fato bloqueados e os já transferidos para conta judicial. O montante é de R$ 118 milhões. Os valores encontrados no exterior não estão contabilizados neste levantamento.

No decorrer do processo, o dinheiro bloqueado pela Justiça é remetido a uma conta judicial. Se ao fim do julgamento o réu for de fato condenado, o valor é destinado à vítima. No caso, a Petrobras. Se houver valor bloqueado que ultrapasse o prejuízo apurado, a diferença é destinada à União - o que é considerado improvável por envolvidos na investigação.

Os maiores valores são de Gerson Almada, vice-presidente da Engevix, com R$ 37.501.580,02, que também possui ações bloqueadas sem levantamento de valor no Banco Fator e valores no Credit Suisse. A defesa de Almada já havia recorrido à Justiça, pois o valor do bloqueio na conta do executivo supera os R$ 20 milhões determinados inicialmente pelo juiz Sérgio Moro.

A segunda quantia mais alta é a de Ildefonso Colares Filho, ex-presidente e ex-conselheiro da Queiroz Galvão, que teve R$ 18.143.300,59 bloqueados, seguida pelos R$ 11.999.872,66 bloqueados de Agenor Franklin Magalhães Medeiros, presidente da área internacional da OAS. Boa parte do valor bloqueado dos executivos está em fundos de previdência. Os valores detidos em ações não foram levantados, mas os papéis estão bloqueados.

O menor valor é o de Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB no esquema de desvio de dinheiro da Petrobras. Ele é apontado como um homem "rico", com patrimônio em nome de terceiros e dinheiro depositado em nomes de offshores fora do Brasil. Foram bloqueados R$ 6,6 milhões na conta da technis e R$ 6,5 milhões em nome da Hawk Eyes.

Renato Duque, ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras, é o único do grupo cujas investigações ainda estão em curso. O Ministério Público Federal ainda não apresentou denúncia contra ele.

Veja os valores de cada um:
  • Gerson de Mello Almada, vice-presidente da Engevix - R$ 37.501.580,02
  • Ildefonso Colares Filho, ex- presidente da Construtora Queiroz Galvão - R$ 18.143.300,59
    • Agenor Franklin Magalhães Medeiros, presidente da área internacional da OAS - R$ 11.999.872,86
      • Erton Fonseca, presidente da divisão industrial da Galvão Engenharia - R$ 9.064.215,67
      • Technis - R$ 6.643.516,19
      • Hawk Eyes - R$ 6.565.741,41
      • Eduardo Hermelino Leite, vice-presidente Camargo Corrêa - R$ 4.728.421,16
      • Renato Duque, ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras - R$ 4.045.446,63
      • João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da Construções e Comércio Camargo Correa - R$ 2.783.400,41
      • Othon Zanoide de Morais Filho - Diretor-de desenvolvimento comercial da Vital Engenharia,do Grupo Queiroz Galvão - R$ 1.148.552,68
      • Sérgio Cunha Mendes, Vice-Presidente Executivo da Mendes Júnior Trading Engenharia - R$ 734.615,62
      • José Ricardo Breghirolli, funcionário da OAS - R$ 691.177,12
      • Walmir Pinheiro Santana, diretor da UTC - R$ 663.964,87
      • Dalton Avancini, presidente da Camargo Corrêa Construções e Participações - R$ 151.647,42
      • D3TM - R$ 151.647,42
      • José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS- R$ 67.903,99
      • Valdir Lima Carreiro, diretor da UTC - R$ 32.366,77
      • Fernando Falcão Soares, representante de vendas, apontado como lobista - R$ 8.873,79

      Freira implora por cristãos estuprados, vendidos e mortos pelo ISIS

      Refugiados vivem 'como animais' em campos de refúgio

      Leo Hohmann
      É a temporada de "paz na Terra", mas a irmã Hatune Dogan sente um calafrio no seu espírito, que só poderia ser sentido em um tempo de guerra.


      Hatune Dogan

      A freira cristã ortodoxa o sente a cada nova atrocidade cometida contra as minorias Yazidi e cristãs da Síria e do Iraque. Ela o sente nas igrejas queimadas em todo o Egito e na matança de crianças inocentes no Paquistão.
      Por esta razão, ela trouxe uma palavra de advertência para os americanos em uma visita na semana passada em Minnesota, onde ela falou com vários grupos de igrejas.
      O clima político de hoje lembra o de 1915 e em sua pátria, a Turquia, quando sua família sofreu a crueldade do califado otomano, que massacrou 3 milhões de cristãos e reduziu outros à condição de cidadãos de segunda classe sob a subjugação ou "dhimmitude".
      O ISIS não tem nada de novo, disse ela, é apenas o ressurgimento do lado negro do Islã.
      "O ISIS não é fanático. O ISIS não é mais terrível. O ISIS representa os crentes muçulmanos reais que gostam de seguir o Corão e a Maomé", disse o fundador da Warburg, a Fundação da Irmã Hatune sediada na Alemanha, uma organização de ajuda em nível mundial, que foi homenageada pelo governo alemão por sua dedicação aos direitos humanos.
      "Outros dizem que eles é que são muçulmanos. Eles dizem acreditar no Corão, mas eles não o seguem", disse ela.

      Os cristãos armênios representam cerca de metade dos 3 milhões de pessoas que perderam a vida na Turquia, mas a outra metade era de cristãos de várias origens étnicas – ortodoxos gregos, ortodoxos sírios e protestantes. Todos sentiram as crueldades da guerra santa islâmica contra as suas cabeças.

      A irmã Hatune chegou na última quinta-feira (18/12/2014) no aeroporto de Atlanta para uma parada em seu caminho de volta para a Alemanha. Ela estava vestida com roupas pretas tradicionais e um hábito que cobre o cabelo dela. Ela usava um crucifixo simples de madeira ao redor de seu pescoço e levou com ela uma cópia já gasta pelo uso do Corão, que se tornou seu companheiro constante por onde passa para ensinar sobre a atual situação no Médio Oriente.

      Ela acredita que os cristãos do Ocidente precisam saber o que está escrito no livro sagrado dos muçulmanos. Se o fizessem, eles iriam perceber que tudo o que o Estado islâmico, também chamado de ISIS, está fazendo já foi feito no passado por muçulmanos devotos que conquistaram um povo e que eles veem como "infiéis".

      Onde estão todos os cristãos?

      A irmã Hatune aponta para o fato de que 96 por cento das pessoas que povoaram o Oriente Médio, na virada do século VIII, eram cristãos. Agora, a população cristã diminuiu para 6 por cento. A Turquia já foi quase toda cristã, mas agora é 0,03 por cento cristã. O Iraque tinha 1 milhão de cristãos sob Saddam Hussein, mas agora apenas alguns milhares permanecem e as igrejas de Bagdá estarão quase vazias neste Natal.
      "Onde estão os cristãos? Onde estão essas pessoas? Basta perguntar a si mesmo", disse a freira destemida, cuja língua nativa é o aramaico.
      Sua família viveu inicialmente na Turquia, como judeus, mas depois toda a sua aldeia se converteu ao Cristianismo.
      Nascida em 1970, a filha do meio entre 10 filhos, a irmã Hatune aprendeu a falar 13 línguas, mas nenhuma a torna mais orgulhosa do que o aramaico.
      "Esta é a língua de Jesus", ela disse ao WND.
      A Fundação Irmã Hatune funciona em 35 países com Mateus 25:34-40 como a sua declaração de missão – alimentando, vestindo, abrigando e prestando assistência médica aos pobres e perseguidos do mundo. Ela tem feito viagens regulares para o Oriente Médio desde 2005, e o ISIS apresenta um novo desafio: tentar resgatar as crianças órfãs de suas garras.
      A irmã Hatune voltou para seu convento na Alemanha por apenas alguns dias antes de ela fazer outra viagem ao Oriente Médio para celebrar o Natal com os cristãos perseguidos. Ela estava com eles em novembro, quando ela visitou os campos de refugiados no Iraque, na Jordânia, no Líbano e na Turquia. Ela também foi furtivamente para a Síria para se reunir com os cristãos de lá.
      "Eles precisam de seu apoio. Sem o seu apoio eles não podem continuar", diz ela em um vídeo mostrando como é um grupo de refugiados de Yazides. "Eles vivem como animais. Morrendo de fome. Sem nenhum alimento. Sem saúde. Ninguém deveria ter que viver assim".
      É uma situação difícil que ela conhece muito bem. A pergunta "O que aconteceu com todos os cristãos?" é puramente retórica e completamente pessoal. Sua família viveu durante o genocídio de 1915, na Turquia, país de onde seus pais fugiram em 1985.
      Sua tia-avó, Sarah, viveu a perseguição em Zaz, uma pequena aldeia no sudeste da Turquia, em 1915.
      "Ela tinha 18 anos de idade, muito bonita. Um dos homens muçulmanos a viu e disse: 'Ela é linda. Ela pertence a mim'", disse a irmã Hatune.
      Sarah tinha quatro irmãos, a mãe e o pai, vários primos, tias e tios que viviam na aldeia.
      "Doze ao todo, em outubro de 1915, eles os mataram na frente de seus olhos", disse a irmã Hatune, apontando com as mãos e falando com um forte sotaque. "Atiraram neles diante de seus olhos".
      A operação foi realizada por jihadistas islâmicos, ambos os turcos e os curdos, com a bênção do exército turco.
      "Foi planejado", disse ela.
      Ao todo, 365 membros da igreja de sua família, St. Demetrios, foram assassinados, o que representa cerca de metade da população da aldeia.
      "Primeiro eles atiraram neles. Mais da metade ainda estavam vivos quando eles os queimaram vivos na igreja, em 1915, na minha aldeia", disse ela.
      Sua bisavó tinha dois filhos e foi forçada em 1921 a implorar aos seus senhores muçulmanos para deixá-la manter um deles e criá-lo como um cristão.
      É a mesma experiência que está ocorrendo hoje sob o ISIS no Iraque e na Síria.
      "As moças mais bonitas eles tomam para serem suas esposas e dizem: 'agora você tem de ser muçulmana'", disse a irmã Hatune.
      As outras são forçados a se converterem ou morrerem. Muitas foram mortos na frente de seus pais. Ela tem um vídeo contrabandeado para fora do Iraque, que mostra três meninos, em torno de 5 ou 6 anos de idade, sendo psicologicamente atormentados por seu eventual assassino.
      "Digam-me a cabeça de quem devo cortar em primeiro," o homem pergunta a eles em árabe.
      Uma longa faca de açougueiro está pronta em uma mesa ao lado dele.
      "Vamos colocar a cabeça aqui", diz ele, enquanto os meninos gritam de terror.
      Eles dão um passo atrás, mas os limites da pequena sala não deixam espaço para onde correr.
      Quando nenhum dos meninos dá um passo à frente para oferecer o pescoço, o homem grita: "Venham todos vocês. Venham todos vocês!".
      Ele pega um dos meninos. O de camisa branca. O menino grita e os outros dois choram.
      "Você é do ISIS?", O homem grita para o menino que está gritando. "Você é do ISIS?".
      "Não!", O menino responde em meio às lágrimas.
      Todos os três foram decapitados. A freira disse que recebeu o vídeo de um parente dos três rapazes.
      Em outro vídeo, filmado em 2013, três padres cristãos são mostrados sendo levado para fora em um campo com as mãos amarradas. Um homem muçulmano luta com um sacerdote e joga-o no chão e corta-lhe a cabeça, enquanto várias centenas de muçulmanos gritam: "Allahu Akbar! Allahu Akbar! Allahu Akbar!".
      Irmã Hatune segura no colo um menino desnutrido na Índia, uma das dezenas de países em que a sua fundação trabalha.

      ‘Eu acredito em Ação’

      Baseando-se em seu próprio historico de família, a irmã Hatune recentemente terminou o trabalho de seu 13º livro, "I Believe in Action" (Eu acredito em ação), escrito para comemorar o 100º aniversário do genocídio cristão na Turquia. Neste livro, ela compara a vida de Jesus com a de Maomé, o principal profeta do Islã.

      "Eu não escrevo da minha cabeça. São todos fatos", disse ela. "Maomé veio e trouxe a morte, a decapitação, a pedofilia. Ele dormiu com uma menina de 9 anos de idade, casou-se quando ela tinha 6 anos de idade. Sabemos porque ela diz isso no Hadith. No Iêmen hoje, onde a xariá é a lei, eles têm que se casar com a menina antes de sua primeira menstruação, no máximo aos 13 anos de idade, porque está escrito".

      A irmã Hatune folheia o seu Corão e encontra um outro verso que diz esse livro que leva os muçulmanos a assassinarem os cristãos no Oriente Médio.
      "Vinte e cinco vezes no Corão diz para matarem os cristãos, porque estamos envolvidos em politeísmo", disse ela, explicando que os muçulmanos não entendem o conceito da Santíssima Trindade. “Além disso, o Corão diz para não fazer amizade com os cristãos”.

      A Europa está a caminho de se tornar o próximo campo de batalha do Islã, em especial na Bélgica e na França, onde os muçulmanos representam de 6 a 10 por cento da população. O país de adoção da irmã Hatune, a Alemanha, tem pelo menos 4 por cento de muçulmanos e tem mais de 4.000 mesquitas.
      "A mesquita não é apenas para a oração", disse a freira. "É para se prepararem para matar o incrédulo e controlarem o mundo".
      No Corão há 97 versos contra o incrédulo.
      "E há versos contra os cristãos que dizem que Deus é Pai, Filho e Espírito Santo, ou que Jesus é o Filho de Deus. Eles têm de ser decapitados, a cabeça cortada no pescoço; nenhuma outra interpretação. Isto é o que os muçulmanos estão fazendo. Os muçulmanos normais, que são realmente muçulmanos, têm que seguir esta regra", disse ela. "Nunca haverá paz na Terra se esses versículos do Corão não forem parados. Está no Corão, no Hadith e na Sunna 36.800 vezes, as palavras 'corte', 'mate' ou 'ataque'. Como pode haver paz na Terra?".

      O Corão também dá permissão aos homens muçulmanos para estuprarem meninas e mulheres que são mantidas em cativeiro como escravas (Sura 23:5-6).

      Em cidades conquistadas, o ISIS tem marcado as casas dos cristãos com um símbolo vermelho do Nazareno. Em seguida, são visitadas por combatentes do ISIS que trazem horrores indizíveis sobre as famílias.
      A irmã Hatune diz que isto é justificada pela Sura 5:33 do Corão, que afirma:

      "De fato, a pena para aqueles que travam uma guerra contra Alá e Seu Mensageiro e se esforçam na terra [para causar] corrupção é nenhuma outra senão que eles sejam mortos ou crucificados ou que suas mãos e pés sejam cortados a partir dos lados opostos ou que sejam exilados da terra".

      Os defensores do islamismo no Ocidente dizem que o versículo é tirado de contexto por "islamofóbicos", mas a irmã Hatune acredita no contrário.
      "Aqueles entre nós, cristãos do Oriente Médio. Nós os conhecemos. Sabemos as suas regras", disse ela.
      Hoje, existem 57 países islâmicos que vivem sob a lei islâmica.
      "A educação não é permitida para as meninas. As mulheres são criadas para o sexo para os seus senhores", disse ela. "Se ela for estuprada ela tem que trazer quatro homens com ela como testemunha. Claro que isso é impossível, então ela será apedrejada. Existem muitas mulheres e meninas que morrem de apedrejamento".
      A irmã Hatune lembra de ir para a escola na Turquia quando era uma jovem. Mesmo que todos na sua aldeia fossem cristãos, nenhum cristão era autorizado a ocupar posições de autoridade sob a lei islâmica, porque todos os seus professores eram muçulmanos. Se as crianças cristãs fossem pegas indo à igreja o professor iria surrá-las, geralmente, batendo as mãos com uma haste de metal.
      Ela disse que o governo turco confiscou todas as armas dos cristãos antes de lançar uma jihad violenta contra eles.
      "Aldeia por aldeia eles vinham e diziam: 'Se você não der suas armas vamos colocá-lo na prisão por sete anos'", disse ela.
      Com a idade de 14 anos, a irmã Hatune deixou a Turquia com seus pais, em 1985, encontrando refúgio na Alemanha. Ela se juntou a um mosteiro chamado Irmãs Servidoras de Cristo quando tinha 16 anos.
      "Nós éramos uma família rica. Eles ameaçaram meu pai de cortá-lo aqui", disse ela com um puxão na parte inferior de sua orelha. "Ele fugiu. Ele disse que isso foi o suficiente. Temos de deixar tudo e ir embora".
      Theodore Shoebat, filho de um ex-terrorista palestino que virou cristão, Walid Shoebat, descreveu a Irmã Hatune em 30 de dezembro de 2013 em um artigo como uma moderna Madre Teresa dos dias atuais.
      "A disposição de Hatune para ajudar os perseguidos é tão imensa que ultrapassa o que alguém está fazendo hoje no Oriente Médio", escreveu Shoebat. "Ela já visitou 38 países e trabalhou no Ministério da Caridade e Serviço Social no Zimbabwe, na Turquia e na Índia. Seus atos de justiça naturalmente recebem a ira vociferante dos jihadistas, nas palavras de Dogan, 'eu recebo 18 ameaças de morte em sete línguas'".

      Uma mensagem para a América

      A irmã Hatune veio para a América na semana passada para buscar doações para o seu ministério para as minorias perseguidas do Iraque, da Síria, do Egito e da Índia. A maioria destas minorias são cristãos, mas muitos no Iraque e na Síria são da antiga seita Yazidi. Em um vídeo, a Irmã Hatune aparece em um campo de refugiados Yazidi cercada por famílias que não têm nada, senão as roupas do corpo.
      Ela veio para a América com um pedido de ajuda. Mas ela também veio com uma mensagem para os americanos.

      "A América está convidando seus próprios assassinos para a sua porta", disse ela, referindo-se à política dos Estados Unidos de acolher os refugiados muçulmanos através do programa de refugiados das Nações Unidas.
      O site WND relatou em 11 de dezembro que a ONU indicou 9.000 refugiados, em sua maioria muçulmanos da Síria, para o reassentamento em cidades norte-americanas e os EUA aceitaram quase 2 milhões de pessoas de países muçulmanos desde 1992.

      "Você já tem uma sociedade paralela na América", disse a irmã Hatune. "Em 50 anos eles vão matar aos seus netos diante de seus olhos. O Oriente Médio já está aqui nos Estados Unidos. É aqui. Não é muito longe daqui. Ele está à porta de cada americano".
      Essa é uma mensagem que muitas igrejas em Minnesota não estavam prontas para ouvir, disse Debra Anderson, que dirige uma seção local da ‘Aja em favor da América’ e patrocinou a recente visita da Irmã Hatune.
      "Ela queria fazer algo na prática. Ela sentia que a fé sem obras era morta", disse Anderson. "Mas foi difícil convencer outros a convidá-la para falar em igrejas em Minnesota. Alguns não queriam convidá-la por causa de sua mensagem. Eles acham que ela critica muito os governos muçulmanos".
      Um grupo da igreja que a convidou para falar deu-lhe uma recepção que Anderson descreveu como "gelada".
      Eles visitaram uma ordem de freiras católicas e "cinco ou seis delas saíram de perto no fim de sua apresentação", disse ela.
      "Algumas das fotos do sofrimento humano, que ela mostrou em sua apresentação, eu acho que elas ficaram realmente abaladas", disse Anderson. "Eu não sei se elas já tinham sido contestadas em sua forma de pensar assim. Mas eram todos fatos. Dissemos a elas para verificarem com outros especialistas.
      "Mas tinha esta freira que apenas veio me interromper e dizer, 'Eu não vou ouvir mais nada dela'", disse Anderson. "Eu sofri para conseguir levá-la para as igrejas. Eu realmente sofri".
      Anderson disse que colocou um pedido para falar em locais para cerca de 800 pessoas em sua lista de e-mail que representam diversas denominações cristãs.
      Apenas alguns responderam com convites.
      Uma das freiras do convento em Minnesota interrompeu a apresentação da irmã Hatune com uma preocupação específica.
      "Irmã, isso é o suficiente", disse ela, expressando sua preocupação sobre a potencial reação contra os muçulmanos na comunidade se a documentação da irmã Hatune chegasse a ser amplamente divulgada.
      Mas enquanto alguns rejeitaram os casos de milhares de meninas sendo estupradas e as imagens de cristãos sendo crucificado pelo ISIS ou de muçulmanos jogando futebol com as cabeças de suas vítimas, outros reagiram vindo depois e perguntando como eles poderiam obter mais informações e possivelmente envolver-se em ajudar os cristãos perseguidos.
      "Minha missão é ajudar as pessoas que sofrem onde eles estão", disse a irmã Hatune. "Eles não podem vir a mim, então eu vou a eles. Cem por cento das doações vão para as pessoas que sofrem. Somos todos voluntários. Nós somos totalmente independentes. Nós não temos nenhum grande doador agora. Eu gostaria. Temos dois peixes e cinco pães, e Deus os está multiplicando".
      O trabalho é realizado por 5.000 voluntários com uma equipe que não recebe nenhum salário, disse a irmã Hatune.
      Um homem idoso alemão deixou para a freira ortodoxa um pequeno salário para viver, quando ele morreu. Ela paga de seu próprio bolso para viajar, ou tem um patrocinador que paga o seu voo, como foi o caso com a sua viagem para Minnesota.
      Agora ela está fazendo planos para voltar ao Oriente Médio no Natal, na esperança de trazer alguns presentes para as crianças.
      Um dos que ouviram a mensagem dela perguntou se ela estava com medo.
      "Todo mundo tem medo", disse a irmã Hatune. "Mas eu sou chamada para demonstrar solidariedade. Você faz isso, não com conversas, mas com ação, com o dever. Jesus é o meu guarda-costas".
      A freira diz que a cultura islâmica é, basicamente, "como um cão", que deve ser confrontado. Se há um vazio ou uma fraqueza na cultura cristã, os muçulmanos vão sentir a fraqueza e continuar a marcha para frente e intimidar a cultura nativa.
      "Você não pode ter medo da cultura do Islã", disse ela. "Se você correr, eles vão vir atrás de você como faz o cão. Você deve defender seu território. Eu não digo lutar. Digo resistir. Eu digo-lhes: 'Pare. Eu não quero você. Eu tenho meu próprio Deus’. Eles vêm aqui pensando em conquistar o país. Se eles não aceitam o modo de vida americano, que voltem para suas terras originais. O governo tem que entender isso".