domingo, 31 de maio de 2015

O lamento amargo da mulher muçulmana

Por Jahanara Begum

"Allah Amader Kandte Dao!" Alá, por favor, Deixa-nos chorar em paz! - Jahanara Begum 

Por favor, Alá, deixa-nos sozinhas para podermos chorar em paz. Por trás do véu, longe do olhar público, queremos chorar até não podermos mais. Este é o único direito que  tu nos deste, por todo o mundo islâmico, onde as tuas leis são seguidos à risca.  O mundo está a passar por tantas mudanças, com tantas evoluções com o passar dos anos; ano após ano, novas descobertas são feitas tanto na ciência como nas filosofias no resto do mundo, melhorando em cima de ideias e crenças antigas. Mas nós estamos amarradas para sempre às tuas rígidas e imutáveis leis, Alá. Nunca houve alguém que tivesse vindo em favor da nossa emancipação.

A nossa sociedade é única. Homens tais como Raja Ram Mohun Roy ou Swami Vivekananda  não nascem na nossa sociedade. Nenhum Sharat Chandra avança na nossa sociedade, e escreve sobre o volume de lágrimas que corre nos nossos olhos. Muçulmanos educados tais como Badruddin Tyebji, Hamid Dalwai e outros tais como eles escreveram sobre as medidas que visam parar com a matança de vacas, mas falharam ao não dizer uma única palavra simpatética em nossos favor, mulheres muçulmanas.

Abdut Jabbar consegue escrever um volume enorme sobre os eunucos - e sobre os castrados das diferentes sociedades muçulmanas - mas não tem nada a dizer em nosso favor. Pelo menos Syed Mustafa Siraj foi honesto quando disse que os Hindus podem escrever sem medo sobre as injustiças e as imperfeições do seu sistema social, mas nós, muçulmanos, temos medo de criticar os defeitos da sociedade islâmica.

Nargis Sattar começou a escrever alguns artigos relativos às leis matrimoniais islâmicas e nós ficamos esperançosas. Mas essa esperança foi, mais uma vez, retirado de nós. Mais de 100 advogadas exigiram a emancipação das mulheres nas estradas de Lahore no Paquistão islâmico. Os "heróicos" polícias Paquistaneses atacaram as mulheres advogadas com paus e cassetetes.
Uma mulher que fazia parte do partido ADMK da Índia levantou o assunto da emancipação das mulheres Indianas muçulmanas no parlamento nacional, mas todos os membros progressistas do parlamento permaneceram calados em torno do assunto visto que ninguém queria ofender os mullahs fundamentalistas e perder os voto muçulmano.

Ó Alá! Os líderes políticos e os seus apoiantes que estão nesta terra são peculiares. Eles são tal como os eunucos que viviam entre as inumeráveis, belas e jovens mulheres dos haréns. Toda a luxúria, paixão e desejo sexual que tomava conta deles não lhes valia de nada visto que eles eram eunucos e, desde logo, totalmente desamparados. Os nossos líderes políticos são tais como esses eunucos.

Estes líderes usam palavras de alta sonoridade e nobres tais como "liberdade", "anti-discriminação", "secularismo" e muitas outras palavras bonitas, mas eles não têm os meios de colocar em práctica uma única destas palavra no dia-a-dia da nossa sociedade muçulmana. Devido a isto, o choro e o lamento das mulheres muçulmanas avança; e duma era para a outra.

As lágrimas são simbolizadas pelas águas que cobrem três quartos do planeta. Que existência horrível, desumana e ilógica que nós temos. Deixando para trás as suas centenas de concubinas, o octogenário sheik da Arábia vem para a Índia para se "casar" com uma adolescente muçulmana. O evento foi notificado em todos os jornais mas, note-se, nenhum líder político chega a registar um protesto. Nenhum mullah ou maulvi declara "jihad" ou guerra santa a tais ocorrências. Pelo contrário, o mullah preside tais "casamentos mutah" que têm a duração de apenas um curto período de tempo.

Que existência insuportável é para nós viver entre as co-esposas. Inúmeras crianças, ambiente pouco saudável, pobreza e falta de educação transformam as nossas vidas sociais em algo digno de chacota. Até as cabras e as vacas têm melhores vidas que nós.
As lutas frequentes entre as co-esposas, o puxar de cabelo uma da outra é tão degradante! E, queira Deus que não, se o miyan ou o marido se envolve na discussão, nós somos então espancadas como um animal até não podermos mais. E depois do espancamento, para tornar as coisas ainda mais degradantes, o miyan leva a outra esposa para o quarto e fecha a porta na nossa cara.

Se por acaso há o mais leve defeito na atenção da esposa às necessidades físicas do miyan ou do marido, então aí ela. Ela passa a sofrer continuamente uma incerteza viva, e uma ansiedade intensa. A palavra "talaq" ou divórcio pode-se abater sobre ela a qualquer momento. A mais pequena falta de atenção pode provocar um divórcio e tudo encontra-se nas mãos do marido muçulmano. Basta que a palavra "talaq" seja dita três vezes para que o mundo sob os pés da mulher muçulmana seja agitado. A consequência? Mão-de-obra barata ou prostituição.

As crianças sofrem com a falta de amor materno, com a falta dum sentido imenso de insegurança e com a presença dum ambiente pouco saudável. Se a criança conseguir sobreviver, então a sociedade é sobrecarregada com mais pedintes e mais criminosos. Claro que isto também acontece noutras sociedades, mas ocorre em número menor e, mais importante ainda, nas outras sociedades tais eventos não têm a permissão para ocorrer em nome da sua "religião", embora na nossa sociedade os mullahs preguem tal tratamento a nós mulheres em nome do "islão".

O lema entre nós é "reproduzam-se e lucrem" - apoderem-se da terra através da maior taxa de natalidade. E nós, as mulheres muçulmanas casadas, temos que carregar todo o peso de toda a operação. É por isso que nunca encontramos uma mulher muçulmana que não esteja a cuidar dum bebé ou não esteja grávida. Eles estão sempre com uma criança, e elas morrem jovens.

Nós observamos a vida das mulheres Hindus que vivem perto de nós. Que sentido de pureza,  que segurança e que confiança que rodeia as suas vidas. Onde está a esperança da castidade e de pureza nas nossas vidas?
Se o homem muçulmano se arrepende de se ter divorciado da sua esposa, se por acaso isso chegar a acontecer, ele não pode fazer nada em relação a isso. Alá, as tuas leis da "shariat" impedem o re-casamento com o ex-marido.

Por esta altura, o mullah entra em acção e faz com que a mulher se "case" com outro homem, e ela tem que consumar o "casamento" durante 3 dias e 3 noites, e então, e só então, ela pode voltar a ser "pura e virgem". Se por acaso o novo marido se divorcia da mulher tal como era suposto, só o antigo e arrependido marido se pode casar com ela.
Por outro lado, se a noiva se revela uma boa esposa, o novo marido pode não quer o divórcio, e é então que os problemas entre os dois homens começam. Têm início lutas que em muitos casos acabam em assassinatos.

Assim é a nossa vida, Alá! A quem iremos nós recorrer com as nossas queixas e com as nossas tristezas? Se nós nos revoltarmos, seremos agredidas fisicamente e punidas segundo as leis que tu nos deixaste, Alá. Se nós nos queixarmos, seremos acusadas de hipócritas, ou "munafiq". Em todas as outras religiões, o respeito é conferido de acordo com a castidade, com o auto-controle e com a pureza. Mas isto não acontece na tua religião, Alá. O único privilégio que nós temos é o de chorar.

Existem muitos muçulmanos "educados" que estão cientes disto, mas eles não protestam porque também eles estão determinados a divertirem-se à nossa custa. Esses muçulmanos que estão realmente emancipados, abandonam-nos e não se querem preocupar com os nossos problemas. Foi connosco em mente que Kazi Abdul Oclud disse a dada altura que, durante os últimos 1400 anos, o islão foi incapaz de acender a mais pequena vela como forma de erradicar as trevas da civilização humana.

Abu Syed Ayub passou todo o seu tempo a cantar canções Tagore, casou-se com a mulher Hindu Gouri Dutta e viveu uma vida livre e saudável como qualquer outro Hindu. Mohamnled Ali Karim Chagla fez mesmo. O Vice-Presidente Hidayetullah, líderes políticos tais como Sikandar Bakht, Dr. Jeelany, Syed Mujtaba Ali também fizeram o mesmo. De facto, todas as pessoas da nossa sociedade que ascenderam e passaram a ter uma vida civilizada longe das nossas misérias, dores e problemas, moveram-se mais próximas da sociedade dos Hindus (...).

Só nós, as abandonadas, é que ficamos para trás dentro da prisão sombria controlada pelos mullahs e pelos maulvis. Nós nada mais fazemos que chorar uma dor eterna. Nenhum escritor ou repórter escreve uma história sobre nós ou tenta entender a profundeza da nossa tristeza. O Governo Indiano deu-nos o direito de voto mas negou-nos uma vida matrimonial saudável e pacífica ao perpetuar o "Código de Casamento Pessoal Muçulmano". O "Projecto de Lei do Código Hindu" emancipou as mulheres Hindus mas nós ainda somos vítimas de prácticas poligamicas, e nenhum remédio foi avançado como forma de impedir os divórcios frívolos que existem dentro da nossa sociedade islâmica.

Em relação a isto, no passado, nós costumávamos confiar nos Marxistas. As mulheres muçulmanas do Tazaquistão, Uzbequistão, Turcomenistão encontraram a sua liberdade na Rússia Soviética. Nenhum sheik da Arábia as pode comprar e estas mulheres não passam as suas vidas entre crianças inumeráveis, gravidezes sem fim e lutas degradantes com as co-esposas. Elas vivem vidas com sentido e os mullahs não têm controle sobre elas.
Mas aqui, nas nossas terras, até os Marxistas estão sob o controle dos mullahs. Um Marxista como Mansur Habibullah foi para Meca, tornou-se num ‘Haji’ só para agradar os mullahs. E toda a gente sabe que na sua vida pessoal, Habibullah não se preocupa com a sua religião. A sua vida é como a vida dum Hindu lógico.

E devido a isto, Alá, nós estávamos a dizer que tu não deste a mais pequena oportunidade de termos uma pequena paz, uma pequena felicidade. A tua falta de preocupação por nós é eterna. Durante a Idade Média, era frequente os nawabs e os sultões terem milhares de mulheres nos seus haréns. A maior parte dos nossos dias de então eram passados a chorar. Algumas passavam os seus dias planeando conspirações, outras em libertinagem e outras passavam o seu tempo levando a cabo prácticas perversas. Nós éramos o combustível para a luxuria destes sultões. Lutas sem fim ocorreram entre irmãos, entre pai e filho, e mesmo entre os próprios devido a nós mulheres.

Certamente que a carruagem da civilização tem, lentamente, atravessado muitos caminhos. Mudanças radicais ocorreram noutras sociedade e noutros países. Até a queima da ‘suttee’, uma terrível práctica Hindu, foi erradicada devido ao progresso social. O casamento de homens muito velhos com noivas muito novas que eram comum ocorrer entre alguns Hindus, seguindo o sistema ‘Kaulinya’, foi abolido com o passar do tempo.
Muitos costumes e práticas sociais maus desapareceram nas outras sociedades. Até nas nossas sociedades islâmicas algumas boas mudanças têm ocorrido, mas elas têm sido sempre em benefício dos homens muçulmanos.

Existe uma pequena povoação perto de Basra no Iraque, que era bem conhecida por fornecer eunucos para os haréns dos nawabs. Quase 60% dos jovens rapazes que eram castrados lá, morriam. Esta carnificina hoje em dia acabou. Existem muitos muçulmanos tais como Idi Amin que têm numerosas esposas mas que já não têm eunucos para olharem por elas.
Mas para nós [mulheres muçulmanas] nada mudou. Os homens da nossa sociedade não têm preocupação alguma pelas mulheres.

Ao conferir alguns direitos de posse, eles pensa que foi feito muito em favor de nós mulheres muçulmanas. De que valem estes direitos de propriedade se os nossos casamentos encontram-se marcados por uma longa linha de divórcios e re-casamentos? A lei muçulmana tem, por outro lado, ajudado a que ocorra uma maior perseguição às mulheres muçulmanas. Se a mulher muçulmana dá entrada a um processo em favor das suas posses e dos seus direitos de pensão, então o tribunal muçulmano move-se muito devagar. Durante esse tempo, o marido pode voltar a casar sem que a lei islâmica lhe cause algum tipo de impedimento.

A lei local que ajuda as mulheres de todas as outras comunidades sob condições semelhantes não são de uso algum para nós mulheres muçulmanas porque é suposto nós seguirmos as leis do islão e nada mais. Foi Abdul Rauf quem escreveu no jornal Bengali ‘Jugaantar’ a descrever as tristezas das mulheres muçulmanas por todo o país, mas, ai de nós, não houve reacção. Apareceram algumas cartas a dar o seu apoio ao artigo e nada mais.

Mas os nossos líderes muçulmanos são muito sensíveis quando as questões centram-se nos seus interesses próprios. Muzaffar Hussain escreveu a partir do norte da Índia que o filme Hindi ‘Talaq, talaq, talaq’ foi renomeado para ‘Nikaah’ sob aconselhamento dos mullahs porque estes disseram que ao afirmarem o nome do filme às suas esposas, os maridos muçulmanos estariam a pronunciar as três palavras mágicas que iriam colocar imediatamente um ponto final no casamento.

Estes homens são curiosos porque têm medo de pronunciar a palavra "talaq" mas nada fazem para erradicar os divórcios frívolos. Um grande número de mulheres muçulmanas leva uma vida desamparada e miserável devido a abominável práctica do "talaq", mas os "piedosos" muçulmanos não se preocupam com isto.

Os soldados islâmicos do Paquistão de Yahya Khan violaram centenas de milhares de mulheres do Bangladesh e mais de 200,000 mulheres engravidaram. Mais tarde, um grande número destas mulheres enlouqueceu, e enquanto o mundo islâmico manteve um silêncio total, só Mujibur Rahman as tentou ajudar.

O Irão de Khomeini está, actualmente, a matar centenas de mulheres devido ao facto delas não darem o seu apoio ao seu regime. Consequentemente, e em nome do islão, estas mulheres estão a ser chacinadas. Vishnu Upadhyay já escreveu sobre o incidente no jornal ‘Aaj Kal’, mas ninguém disse uma única palavra; o mundo islâmico continua em silêncio.

Em qualquer outra sociedade, se a mulher é violada. os jornais causam um tumulto geral, gerando uma corrente de protestos dentro da comunidade. O islão significa paz. Observar em silêncio a perseguição de mulheres talvez seja esta paz. Tal falta de preocupação para com as as mulheres tem impedido a melhoria das nossas condições.

Nenhum bênção ou demonstração de benevolência dos teus anjos foi conferida a nós e como tal, Alá, estamos-te a revelar uma vez mais a nossa tristeza. Tu és o dono deste mundo e do universo. É a ti que estamos a dirigir as nossas queixas. Tu tens-nos negado uma vida feliz.
Se por acaso nós somos uma das muitas mulheres dum muçulmano rico, então passamos os nossos dias com ciúmes, rivalidades e gravidezes sem fim. Se, por outro lado, nós pertencemos a um marido pobre, então existe o trabalho forçado durante o dia todo, e uma gravidez a seguir a outra. Onde quer que nós andemos, a espada do "Talaq" ou divórcio paira sobre as nossa cabeças. A incerteza e a insegurança das nossas vidas não só nos afecta a nós, como também afecta as nossas crianças. Elas não tê escolha senão levar uma vida de pedinte ou de crime.

Já viste [ó Alá] as multidões de mulheres muçulmanas e dos seus numerosos filhos a vaguear pela estação de Howrah em Calcutá. Podemos saber que elas são muçulmanas pela presença próxima dos mullahs barbudos. A única preocupação destes mullahs é garantir que estas mulheres continuem a ser muçulmanas. Eles não estão preocupados com a sua saúde, com o seu bem-estar, com a sua segurança, e nem nutrem por elas algum sentido de preocupação humana.

E devido a isto, as mulheres muçulmanas não têm nada por que esperar mas existem muitas lágrimas para derramar, e muito choro que não tem remédio. E por isto, nós falamos a ti, ó Alá, que tu só nos deste um único privilégio e ele é o de chorar. Por isso, deixa-nos chorar em paz e deixa-nos em paz.


- http://bit.ly/1L0kC1b

Estudo Fraudulento sobre Casamento de Mesmo Sexo, uma Lição para a ONU

Wendy Wright
NOVA IORQUE, EUA, 29 de maio (C-Fam) Acusações de fraude contra um estudo amplamente propagandeado para converter o público ao casamento de mesmo sexo está oferecendo luz sobre como as instituições de elite são vulneráveis à manipulação ideológica.

Michael LaCour
É um exemplo para os diplomatas da ONU que estão decidindo os padrões para as novas metas de desenvolvimento — e como bilhões de dólares serão gastos.
Considerando o vasto impacto que terão, há um pedido frequente para que as políticas sejam “baseadas em evidências,” apoiando-se em pesquisas acadêmicas.
Em dezembro passado, a prestigiosa revista Science publicou um estudo avaliado por outros especialistas feito por Michael LaCour sobre mudar a mente das pessoas acerca da questão polarizante do casamento de mesmo sexo. As revelações eram inacreditáveis — literalmente, como acabou se comprovando.
O estudo de LaCour mirou californianos que votaram a favor do casamento tradicional. Um grande número de pessoas mudou de opinião depois de uma conversa com o entrevistador da pesquisa que anunciou que ele era homossexual e queria casar. A mudança foi supostamente de longa duração, e os eleitores persuadiram outros em sua família a mudar de ideia.
Suas atitudes foram acompanhadas usando um “termômetro de sentimentos gays.”
Uma “experiência real com um individuo gay” era um truque especial, LaCour supôs. Ele presumiu que o apoio ao casamento natural era baseado em ignorância e preconceito, e pode ser vencido por meio de uma breve conversa com alguém que se identificava como homossexual.
Os meios de comunicação alardearam o sucesso aparente. O estudo foi propagandeado para influenciar as políticas públicas nos EUA e outros países. Dentro de dias, atraiu entrevistas de emprego para LaCour.
“Fiz nove entrevistas de emprego nas últimas três semanas,” LaCour disse ao BuzzFeed News, e a Universidade de Princeton lhe ofereceu um emprego de professor.
Entretanto, tentativas de reproduzir o estudo rapidamente revelaram falhas fatais. LaCour recusou divulgar os dados brutos, então disse que os apagou, e deu motivos conflitantes para seu índice de resposta suspeitamente elevado.
O “termômetro de sentimentos” é um “instrumento notoriamente inconfiável, que mostra muitos erros de medição,” comentaram os investigadores.
Um professor respeitado que assinou como coautor agora confessa que ele nunca viu os dados.
LaCour — que fez um projeto semelhante a favor do aborto — nega publicamente que tenha cometido um ato ilegal.
Um líder do Centro LGBT de Los Angeles, que organizou os propagandistas de LaCour, disse: “Só porque os dados não existem não prova a eficácia desse método de mudar mentes, não significa que a hipótese é falsa.”
Investigadores independentes esclareceram as falsidades de LaCour, e inadvertidamente expuseram uma disposição predominante de ignorar sinais de perigo no que se referia a direitos sexuais.
Em contraste, estudos que revelam os benefícios de estruturas estáveis e tradicionais de famílias são sujeitos aos exames mais rigorosos — e mesmo depois de serem confirmados, seus autores são marginalizados.
Sob uma nova agenda de desenvolvimento da ONU, poderá ser mais difícil corrigir um entusiasmo cego por direitos sexuais.
As Metas de Desenvolvimento Sustentável estabelecem padrões para julgar o progresso dos países. Um dos indicadores propostos para medir a “inclusão” de uma sociedade é a “existência aparente de discriminação” —que, um artigo introdutório diz, inclui orientação sexual e identidade de gênero.
O que constitui uma violação, o documento sugere, deveria ser decidido por especialistas em comitês da ONU, assim elevando as opiniões deles à condição de padrões internacionais incontestáveis.
Esses especialistas cada vez mais ultrapassam sua autoridade, e não prestam contas a ninguém. Com o orçamento enorme e inacessível da ONU, eles não arriscam perder financiamento.
O coautor de LaCour pediu que o estudo fosse cancelado. A ONU planeja adotar sua nova agenda de desenvolvimento em setembro. Estará em vigor até 2030.
Tradução: Julio Severo
Fonte: Friday Fax

sábado, 30 de maio de 2015

A REVOLTA DOS “IDIOTAS” !!!!!

“Contribuir para a defesa da Democracia e da liberdade, traduzindo um País com projeção de poder e soberano, deve ser o nosso NORTE!

Gen Marco Antonio Felicio da Silva”

É impressionante como um sem número das ditas autoridades, instaladas nos diferentes poderes da República, nos mais altos postos, a começar da Presidente da República, tratem como “idiotas” grande parcela da população esclarecida, falando de um País inexistente, manipulando e sonegando informações diante da conhecida e escabrosa situação por que passamos e que envolve, criminalmente, diversas dessas autoridades. 
Quais as razões que impedem a investigação criminal de Dilma Roussef e de Lula da Silva? “Mensalão” e “Petrolão” não passam de esquemas armados pelo PT, desviando criminosamente dinheiro público para enriquecimento ilícito e financiamento de campanhas políticas que levaram Lula e Dilma à Presidência. Lula, não é de hoje, antes de 2003, de forma comprovada, já usava dinheiro extorquido ou público, desviado, para tal. Delações premiadas recentes confirmam tais financiamentos criminosos. Como não saberiam eles, Lula e Dilma, de tal corrupção, principais favorecidos e pertencentes à cúpula do Partido, ainda mais que José Dirceu e Delúbio Soares, condenados no Mensalão, e o tesoureiro do PT, hoje, preso, João Vacari, são figuras exponenciais dos esquemas citados ?

Como acreditar num STF aparelhado que mostra juízes, com todo um passado ligado a Lula e ao PT, agindo como advogados de defesa de réus petistas ou tudo fazendo para bllndar o ex-presidente e Dilma. Tribunal que dá guarida a juíz sem saber jurídico ou militante do PT e defensor do MST, que, privilegia a imoralidade, não se sentindo impedido de julgar, apesar dos laços com os acusados de interesses e amizade ou de companheirismo presentes.

Primorosa, no sentido de manipular fatos e negar a gravidade da situação e o envolvimento criminoso de seus companheiros, é a entrevista à “Época” (04/05/2015), de Jaques Wagner (MD), também um dos citados como recebedor de propinas para sua campanha, através de delação premiada de empreiteiros e do corrupto doleiro Youssef, já preso. Segue, ele, a mesma linha do manifesto do PT (30/03/2015), que, apesar dos escancarados fatos de envolvimento criminoso no “Petrolão”, afirma, cretinamente, que o PT está sendo “atacado por suas virtudes”. Assim, nos classifica como “IDIOTAS”, como crédulos de mentiras comprovadas.

Afirma Wagner que a sua tristeza com as manifestações de ruas, “já que estavam fazendo tudo certo”, esquecendo-se da situação degradante em que se encontra o País, resultante dos governos ineptos e corruptos do PT, é a bandeira levantada, negativa, o pedido de “impeachment” de Dilma, para ele acima de qualquer suspeita. Esquece, entre outros “malfeitos” da Presidente, que o atraso de repasse de recursos para os bancos públicos, escamoteando o déficit público e manobrando para aumentar gastos que facilitariam a sua propaganda eleitoral e consequente eleição, é crime de responsabilidade que leva ao impeachment.

Os “IDIOTAS”, cada vez mais pisados, se voltam para as ruas, até mesmo não só para reivindicar mais intensamente contra as mentiras e descalabros impostos à Nação, por este bando de corruptos, como também, possivelmente, incitados à revolta e desespero crescentes, para fazer justiça pelas próprias mãos face a esse total e imoral desgoverno.

Taxação das grandes fortunas

Os pobres não são pobres por causa dos ricos. Eles são pobres por causa do Estado, são pobres porque não há concentração maior de renda do que a promovida pelo Estado quando fica com quase 40% de tudo que se produz no país!

Escrevo este artigo em defesa de meus interesses próprios. Não, não me entenda mal. Não tenho fortuna grande, nem média, nem pequena. Minha fortuna é minha família, são meus amigos, meus leitores, minha fé e meus valores imateriais. Mas considero que defendo interesses próprios, como cidadão brasileiro, quando reprovo a taxação das grandes fortunas, como qualquer aumento de impostos, porque essa é uma ideia de jerico. Dela sequer se pode dizer que vem embalada nos ideais do igualitarismo. Não no nosso caso. Não na concepção mau caráter que lhe deu origem.

O ideal do igualitarismo, é bom esclarecer, já produziu desastres em proporções suficientes para que se saiba o que acontece quando deixa de ser ideal e vira prática. No caso brasileiro, porém, a taxação das grandes fortunas não representaria isso. Tampouco significaria um pouco mais do mesmo, ou seja, ampliação da política atual, que confunde donativo com renda e que, por isso, não consegue gerar progresso social. O governo brasileiro não resolve o problema da Educação dos segmentos de baixa renda, não lhes proporciona adequado saneamento básico nem atenção à saúde e não cria condições para que esses recursos humanos se habilitem às atividades produtivas. Todos se tornam, cada vez mais, dependentes do Estado, o que é a segunda pior situação possível.

A taxação das grandes fortunas, no Brasil, seria um caso inédito. Foi pensada agora, num momento de crise fiscal pela qual não precisaríamos estar passando não houvesse, a ganância pelo poder, gerado imperdoável prodigalidade do governo no uso do dinheiro que abusivamente nos toma. Em linguagem simples, sem pedaladas retóricas, a taxação dos mais ricos viria para salvar o Estado da escassez de recursos a que ele mesmo se conduziu. Algo assim só pode parecer razoável a dois tipos de pessoas: os amigos leais do Estado perdulário e os fanáticos do igualitarismo.

Há um erro imenso em atribuir a pobreza dos pobres à riqueza dos ricos, ou vice-versa. Essa é uma ideia desorientadora, que prejudica aqueles a quem pretende ajudar. Os pobres não são pobres por causa dos ricos. Eles são pobres por causa do Estado, são pobres porque não há concentração maior de renda do que a promovida pelo Estado quando fica com quase 40% de tudo que se produz no país! E, apesar dessa monstruosa expropriação, não só rouba e se deixa roubar, mas se omite em relação às políticas e ações que poderiam promover desenvolvimento social nas populações de baixa renda. O Estado não deveria “cuidar das pessoas”, mas deveria, isto sim, proporcionar condições para as pessoas cuidarem bem de si mesmas.

Precisamos das grandes fortunas. Elas viram poupança, investimento, postos de trabalho, consumo (inclusive sofisticado, claro) e tributos. Pegar esse dinheiro e entregá-lo à gestão do Estado é uma operação absolutamente contraprodutiva: tira-o de quem o faz produzir para entregá-lo a quem só sabe gastar.

PF deflagra 'Operação Acrônimo' contra empresários que doaram para a campanha do PT

A casa está caindo geral. Os brasileiros apenas receiam o STF bolivariano, afinal, tanto trabalho para chegar lá e não rolar nada, seria uma tremenda sacanagem contra o povo, a PF, o MPF, o Juiz Moro e todos os envolvidos no combate sistemático a maior corrupção da história do Brasil

A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira uma operação que tem como alvos empresários que doaram para partidos políticos na campanha de 2014. Segundo a PF, 90 madados de busca e apreensão são cumpridos em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal. No total, cerca de 30 endereços de pessoas físicas e de 60 empresas foram incluídos na ação.

Em combate a uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro, 400 policiais participaram da Operação Acrônimo. O principal alvo é o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, dono de gráfica em Brasília.

Benedito é dono de um avião - apreendido durante a campanha com R$ 116 mil. A aeronave tem o prefixo PEG, iniciais de seus filhos: o acrônimo que batizou a operação da PF.

Na ocasião, a PF deteve Marcier Trombiere Moreira, ex-funcionário do Ministério das Cidades que atuava na campanha do candidato eleito ao governo de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT).

Entre os investigados na operação está o ex-deputado Virgilio Guimaraes (PT-MG). Também está na lista o ex-assessor do Ministério das Cidades que estava no avião que transportava o dinheiro apreendido.

Ao longo dos quase 8 meses de investigação, a PF diz que realizou acompanhamentos dos suspeitos, além de vigilâncias. A investigação também se analisou dados de notebooks, smartphones, tablets, além de outros dispositivos e mídias apreendidos durante a ação no ano passado. Segunda a polícia, mais de 600 gigabytes de informação relevante foram cruzados com outras fontes e bases de dados.Entre as medidas determinadas pela Justiça Federal está o sequestro de um bimotor turboélice King Air avaliado em R$ 2 milhões.

Em 2010, Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, dono das empresas Dialog e Gráfica e Editora Brasil, foi interrogado pela PF sobre a denúncia de que teria pago o aluguel da casa usada na campanha presidencial. Ainda teve de prestar informações sobre um grupo de inteligência da campanha da então candidata Dilma Rousseff (PT) que estaria envolvido na produção de um dossiê contra o ex-governador José Serra (PSDB).

O empresário teve também que dar explicações sobre supostas irregularidades em um contrato da Dialog com o Ministério das Cidades. A empresa tinha contratos da ordem de R$ 49 milhões com vários ministérios em 2009.

EM 2010, CASO DOSSIÊ

Em 2010, Benedito Rodrigues de Oliveira Neto foi interrogado pela Polícia Federal (PF) para falar sobre a denúncia de que um grupo de inteligência da campanha da então candidata Dilma Rousseff (PT), naquele período, estaria envolvido na produção de um dossiê contra o ex-governador José Serra (PSDB), que também disputava a Presidência da República. Bené teria ajudado a pagar o aluguel de casa usada pela campanha de Dilma.

O empresário teve ainda que dar explicações sobre supostas irregularidades em um contrato da Dialog com o Ministério das Cidades. Criada em 2004, a empresa chegou a firmar contratos da ordem de R$ 49 milhões com vários ministérios em 2009.
(Com informações de O Globo)

Ecomomia afunda, PIB cai, quebradeira aumenta e Brasil vislumbra a falência

Com tantos desmandos, corrupção, roubalheira sem fim, arrecadação caindo, cortes comprometendo quase tudo, transferência de recursos ilegais para coisas amplamente suspeitas, e gastos absurdos com as mil e uma regalias da monarquia da corrupção em Brasília e em quase todas as prefeituras e nos Estados, o Brasil beira a falência, de fato.

O pior de tudo é que o governo e o congresso estão 'cagando e andando' para o povo literalmente.

Somente uma greve geral, parar tudo, ocupar Brasília e exigir a mudança radical que o Brasil precisa. So contrário, estamos todos lascados. A economia não suporta mais. É a falência batendo na porta!
Reuters - A economia brasileira encolheu 0,2 por cento de janeiro a março ante os últimos três meses do ano passado, com os investimentos caindo novamente e registrando a maior sequência negativa da série histórica.

A retração de 0,2 por cento do PIB no primeiro trimestre deste ano foi a primeira queda trimestral desde o segundo trimestre de 2014, quando a economia encolheu 1,4 por cento.

Apesar de ruim, o resultado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira veio melhor do que a mediana das previsões de analistas, que esperavam retração de 0,5 por cento, segundo pesquisa Reuters.

Os números, no entanto, reforçaram as expectativas de uma queda mais pronunciada no segundo trimestre, o que colocaria o país em recessão técnica.


"Os dados do segundo trimestre muito provavelmente serão negativos, o que irá confirmar que o Brasil está em recessão de novo", disse o chefe de Pesquisa de Mercados Emergente da TD Securities, Cristian Maggio, em Londres.

Na análise dos setores da economia, o desempenho positivo da agropecuária evitou uma queda mais forte do Produto Interno Bruto (PIB) neste início de ano. O setor teve expansão de 4,7 por cento nos três meses até março sobre o trimestre imediatamente anterior, no período em que começou a ser colhida safra recorde de grãos no país.

"O quarto trimestre é de entressafra (nas principais culturas). Essa alta (do setor agropecuário) no primeiro trimestre é o efeito da colheita da safra de grãos que começa no fim de dezembro", disse o diretor da Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica, Carlos Cogo.

O consumo das famílias caiu 1,5 por cento no primeiro trimestre em relação aos três últimos meses do ano passado, o maior recuo desde o último trimestre de 2008, período de crise global, quando a retração foi de 2,1 por cento.
"Essa queda do consumo das famílias é reflexo do aumento de juros, o crédito está mais caro. A inflação também afetou o consumo das famílias", disse a economista do IBGE Rebeca Palis.

Para o economista Daniel Weeks, da Garde Asset Management, a demanda doméstica continua bem fraca. Após os dados do primeiro trimestre, ele manteve a projeção de queda de 1,7 por cento do PIB brasileiro em 2015, com retração em torno de 1 por cento no segundo trimestre ante o primeiro.

A despesa do governo recuou 1,3 por cento no primeiro trimestre, segundo período seguido de queda e o maior recuo desde os três últimos meses de 2008.

O PIB da indústria, por sua vez, diminuiu 0,3 por cento nos três primeiros meses de 2015, com uma queda de 1,6 por cento na indústria de transformação e de 4,3 por cento em eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana. Por outro lado, a indústria extrativa mineral subiu 3,3 por cento e a construção civil também teve desempenho positivo, de 1,1 por cento.

O setor de serviços foi outro que teve retração no primeiro trimestre, de 0,7 por cento, primeiro resultado negativo desde o segundo trimestre do ano passado, quando a queda foi de 0,8 por cento.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) --medida de investimentos-- caiu 1,3 por cento, no pior resultado desde o segundo trimestre de 2014. Também foi a sétima baixa trimestral consecutiva do indicador, na maior sequência negativa desde a compilação do dado, que teve início em 1996.

COMPARAÇÃO ANUAL

Em relação aos três primeiros meses de 2014, a economia brasileira teve retração de 1,6 por cento no primeiro trimestre deste ano.

Nessa base de comparação, a FBCF caiu 7,8 por cento, o pior desempenho desde o segundo trimestre de 2014, quando a retração foi de 7,9 por cento.


"O que mais caiu foi produção interna e importação de bens de capital. Tem tudo a ver com câmbio, incertezas, crédito mais caro e restrito, juros mais elevados e nível de confiança", disse Rebeca, do IBGE.

Os gastos do governo caíram 1,5 por cento na comparação anual, o pior resultado desde o quarto trimestre de 2000.

"Isso tem tudo a ver com o ajuste fiscal adotado pelos governos federal, estaduais e municipais. O efeito do ajuste já é visto no governo como um todo", comentou a economista do IBGE.

O consumo das famílias caiu 0,9 por cento de janeiro a março ante igual etapa do ano passado, refletindo a desaceleração da massa salarial, crédito mais restrito, juros mais elevados e inflação, segundo o IBGE.

Também na comparação anual e por setores da economia, a agropecuária cresceu 4 por cento, enquanto a indústria teve retração de 3 por cento e o setor de serviços recuou 1,2 por cento.

No acumulado em quatro trimestres, a economia brasileira teve retração de 0,9 por cento, com queda de 2,5 por cento da indústria e de 0,2 por cento em serviços. Já a agropecuária teve alta de 0,6 por cento.

A FBCP caiu 6,9 por cento no acumulado dos últimos quatro trimestres, enquanto o consumo das famílias subiu 0,2 por cento e os gastos do governo tiveram alta de 0,4 por cento. (Com informações de Reuters/Por Rodrigo Viga Gaier e Flavia Bohone/Reportagem adicional de Walter Brandimarte no Rio de Janeiro, Silvio Cacione em Brasília e Gustavo Bonato em São Paulo)

Justiça americana pede à Suíça extradição do ex-presidente da CBF, José Maria Marin

Ex-presidente da CBF, José Maria Marin (Buda Mendes/Getty Images)

O vice-presidente da CBF, José Maria Marin, e outros seis dirigentes da Fifa, foram presos na manhã desta quarta-feira (26) em um hotel em Zurique, na Suíça, sob acusações de corrupção. A polícia suíça efetuou as prisões a pedido da Justiça americana, onde corre um processo sobre corrupção na organização.

Marin foi visto deixando o hotel entre os detidos, acompanhado de policiais que carregavam sua mala e seus pertences em uma sacola plástica. O vice-presidente da Fifa, Jeffrey Webb, que é presidente da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe), também está entre os detidos.

Em nota, o Departamento de Justiça americano informou ter indiciado 14 pessoas por fraude, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha: nove dirigentes da Fifa e cinco executivos de empresas ligadas ao futebol. O grupo é acusado de armar um esquema de corrupção com propinas de pelo menos US$ 150 milhões de dólares (mais de R$ 470 milhões), que existe há pelo menos 24 anos. O pedido de extradição do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, já foi feito pelos Estados Unidos à Suíça.

Entre as acusações que os suspeitos enfrentam estão lavagem de dinheiro, crime organizado e fraude eletrônica. “O indiciamento sugere que a corrupção é desenfreada, sistêmica e tem raízes profundas tanto no Exterior como aqui nos Estados Unidos”, disse a procuradora-geral Loretta Lynch.

“Essa corrupção começou há pelo menos duas gerações de executivos do futebol que, supostamente, abusaram de suas posições de confiança para obter milhões de dólares em subornos e propina”. Além de Marin, outros dois brasileiros estão envolvidos nas investigações sobre corrupção na Fifa. O mais conhecido deles é José Hawilla, dono da Traffic Group, maior agência de marketing esportivo da América Latina.

O Departamento de Justiça norte-americano revelou que Hawilla assumiu a culpa em dezembro do ano passado por acusações de extorsão, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça. O outro acusado é José Margulies, conhecido como José Lázaro, proprietário de empresas de transmissão de eventos esportivos.

Em outro desdobramento do caso, autoridades suíças abriram uma investigação sobre como foram escolhidas as sedes para as próximas duas Copas do Mundo. Segundo a promotoria, o caso é “contra pessoas suspeitas de gestão criminosa de verbas e lavagem de dinheiro, ligadas à distribuição de verbas para as Copas de 2018 e 2022″.

Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, a Fifa disse que não há alteração nos planos de realizar as Copas de 2018 na Rússia e de 2022 no Catar. Em nota, a organização disse que está “colaborando plenamente” com as investigações na qualidade de “parte lesada”, e que “saúda ações que possam ajudar a contribuir para eliminar práticas criminosas no futebol”. Os dirigentes da Fifa estavam reunidos em Zurique para o encontro anual da organização, marcado para sexta-feira, no qual o presidente Sepp Blatter buscaria um quinto mandato. Blatter não estaria entre os presos.

Segundo o jornal The New York Times, policiais à paisana pegaram a chave dos quartos dos suspeitos na recepção do hotel Baur au Lac e, sem alarde, deram início às prisões. Eduardo Li, da Costa Rica, e o uruguaio Eugenio Figueredo, presidente da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) também teriam sido levados pelas autoridades. Li seria integrado ao comitê executivo da Fifa nesta sexta-feira.

Outro nome confirmado posteriormente foi o de Jack Warner, ex-vice-presidente da Fifa. Ali Bin Al-Hussein, príncipe da Jordânia e rival de Blatter na disputa pela presidência da Fifa, vai se reunir com seus conselheiros ainda nesta quarta-feira para discutir o impacto das prisões na eleição. No início do mês, Blatter disse estar ciente de que alguns de seus ex-colegas estavam sendo investigados.

Originalmente publicada em: Vide Versus

Eduardo Cunha nega construção do ‘Parlashopping’ estimada em R$ 1 bilhão

Eduardo Cunha nega projeto.

O deputado Eduardo Cunha (José Cruz/ABr)

Conhecido como shopping center dos parlamentares, o ‘Parlashopping’ tem valor estimado em R$ 1 bilhão. O projeto começa a ser discutido após aprovado em plenário na quinta-feira (28) pelos senadores, que autoriza o Parlamento a realizar parcerias público-privadas (PPPs), ação que hoje é exclusiva do Executivo.

Ao receber críticas, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirma que não haverá construção de shopping nenhum. “O que está sendo discutido aqui é o anexo IV, que, além de precisar de obras, de instalações elétricas, de instalações hidráulicas, tem que ter uma reforma de qualquer maneira, de manutenção, Tem gabinetes ali e áreas que precisam de novos plenários.”

O peemedebista promete que realizará reforma do anexo IV e a criação da área comercial na sua campanha para o cargo que ocupa. Segundo documento aprovado das PPPs, a iniciativa privada arcará com a obra e, em contrapartida, poderá explorar serviços do empreendimento.

Fonte:https://www.epochtimes.com.br/eduardo-cunha-nega-construcao-do-parlashopping-estimada-1-bilhao/#.VWog3NJViko

sexta-feira, 29 de maio de 2015

O 'equívoco' do desarmamento

Continuam tentando ludibriar a população e manter uma lei equivocada que não contribuiu para a redução da violência no Brasil e que ainda jogou milhões de cidadãos honestos na ilegalidade

A Comissão Especial de Segurança Pública da Câmara dos Deputados reuniu-se em Brasília, no último dia 20, para discutir o projeto de lei 3722/2012, que propõe uma legislação mais moderna, eficiente e garantidora de direitos em substituição ao fracassado Estatuto do Desarmamento.

Após uma década, a lei não contribuiu para a redução do índice de homicídios no Brasil. Em 2012, último ano com dados disponíveis no Sistema de Informação sobre Mortalidade e analisados pelo Mapa da Violência (apesar da publicação estar na edição 2015), o país registrou o maior número absoluto de assassinatos e a taxa mais alta de homicídios desde 1980. Nada menos do que 56.337 pessoas foram mortas naquele ano. Os assassinatos com o uso de armas de fogo responderam por 71%, segundo o levantamento.

Entretanto, a quantidade de armas registradas no país despencou. Dos cerca de nove milhões de registros que compunham o quadro inicial do Sistema Nacional de Armas (SINARM), hoje apenas subsistem cerca de 270 mil, diante das grandes restrições impostas ao cidadão, até mesmo para a renovação daqueles registros que já existiam, bem como 90% das lojas de armas e munições fecharam nos últimos 10 anos. O Estatuto do Desarmamento, assim, além de não contribuir para a redução de homicídios, provocou um enorme descontrole na circulação de armas no país, produzindo um efeito oposto ao que se desejava.

Apesar disso, pesquisas vinculadas ao governo, ONGs desarmamentistas e alguns “especialistas” buscam ludibriar a população brasileira e utilizam como argumentos fundamentais que o Estatuto evitou milhares de mortes e que onde houve maior número de entrega de armas em campanhas de desarmamento por cidadãos de bem foi registrado forte redução dos homicídios. Essas afirmações não são verdadeiras. Por mais que tentem, forcem, espremam e torturem os dados, não há o menor indício que aponte para uma possível eficácia do desarmamento na redução da criminalidade violenta simplesmente porque isso não aconteceu. Quem assim o faz, mente desesperadamente na tentativa de não ver aprovada uma nova e eficiente lei sobre armas no Brasil que devolve ao cidadão o seu direito de defesa.

Entre 2002 e 2012, São Paulo e Alagoas foram os Estados que mais variações apresentaram em suas taxas de homicídios por arma de fogo. Alagoas lidera o ranking nacional com uma taxa de 55 vítimas por 100 mil habitantes, de acordo com o levantamento Mapa da Violência 2015. O Estado passou de uma posição intermediária em 2002 para liderança em 2012, com um aumento de 118,9% na taxa de óbitos por arma de fogo, mesmo após restrição à comercialização promovida pelo Estatuto do Desarmamento e a realização de campanhas de entrega voluntária.

Em contrapartida, os registros legais de armas não tiveram grande alteração na região, demonstrando que o número de armas de fogo legalizadas, em posse dos cidadãos, não é responsável pelo crescimento da violência. De acordo com dados do Sinarm, em 2012, Alagoas registrou 344 novas armas de fogo, ocupando a 18º posição nacional. O número é inexpressivo, comparado a outros estados.

O Mato Grosso, por exemplo, que abriga uma população semelhante em número de habitantes ao estado de Alagoas, contabilizou taxa 415% superior de registros de armas de fogo, no mesmo período. Em 2012, todo o estado de Alagoas havia no Sinarm registradas 9.354 armas de fogo. Já o Mato Grosso, possuía 41.328 armas registradas, no mesmo ano. Apesar de possuir um número maior de armas legalizadas, o estado do centro-oeste ocupa, apenas, a 15ª posição nacional em relação aos homicídios. E, no período de 2002 a 2012, o Mato Grosso teve uma redução de 35,5% na taxa de óbitos por armas de fogo, o que comprova que armas legais não tem nenhuma relação com o número de homicídios.

Nenhuma outra região do país teve tanto investimento em campanhas de desarmamento como o Nordeste. E dados do Ministério da Justiça indicam que, no recolhimento de armas, ali se conseguiu uma ótima adesão. Nas primeiras edições da campanha, Sergipe e Alagoas foram os estados com maior número de armas entregues, mas isso, como mais uma vez se mostra, não produziu nenhum efeito no número de homicídios. As capitais dos dois estados figuram entre as 50 cidades mundialmente mais violentas. Importante também frisar que o Nordeste é, de acordo com dados da Polícia Federal, a região com o menor número de armas legais.

São Paulo, por outro lado, apostou na política de encarceramento e viu despencar o número de homicídios desde 1999, ou seja, muito antes da aprovação do Estatuto do Desarmamento. 247% é o que cresceu o número de presos no Estado de 1994 a 2013. Hoje, São Paulo tem 40% de todos os presos do país. Um forte indício, quiçá a prova, que o grande problema criminal no Brasil é a velha e conhecida impunidade.

Sendo assim, é no mínimo leviano e irônico afirmar que o acesso às armas de fogo por cidadãos de bem resultará num aumento do número de mortes, uma vez que o país em plena vigência do Estatuto e de campanhas de desarmamento amarga hoje a 11º posição no ranking internacional de mortes com o uso de armas de fogo, lembrando ainda que há algo que nenhum defensor do desarmamento explica: as taxas de homicídios com o uso de armas de fogo variaram quase exatamente igual aos homicídios com outros instrumentos o que indica, óbvio, que a atual política nacional de desarmamento – de armas de fogo apenas – não é a variante determinante. Parece-me que está algo “equivocado”, não?

*Bene Barbosa é especialista em Segurança Pública, Presidente da ONG Movimento Viva Brasil (MVB) e autor do livro “Mentiram para mim sobre o desarmamento”.

Por Bene Barbosa
Fonte:Assessoria

“Patria Educadora, Dilma?” 39 Universidades Federais estão em greve no país

Dilma adotou como lema de seu novo mandato o título – “PÁTRIA EDUCADORA” – mas o arrocho fiscal elaborado por sua equipe e aprovado no Congresso Federal teve como um de seus principais cortes orçamentários, justamente a Educação, como sendo o 3º ministério com maior corte, R$ 9,42 bilhões.

Desde o início do ano o governo federal vem fazendo cortes em repasses para Universidades Federais e não houve negociação sobre o reajuste dos salários dos servidores da área. Com todo o impasse e falta de flexibilidade do governo, quinta-feira (28), cerca de 39 instituições entraram em greve em todo o país.

Estado de S. Paulo – A paralisação de docentes foi aprovada em 18 universidades e a de funcionários técnico-administrativos, em 39. Eles pedem reposição de 27% de perdas salariais durante o governo Dilma Rousseff e revisão do contingenciamento de recursos às instituições. “O governo não negocia conosco, as federais vão fechar por inanição nos próximos meses se nada for feito”, disse Paulo Rizzo, presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).

Assim vamos caminhando rumo ao incerto em mais 4 anos de desgoverno. E como bem disse Bolsonaro, para uma possível eleição de Lula em 2018 caso as urnas eletrônicas não sejam substituídas por voto impresso. 12 anos de escândalos de corrupção, um mais grave que o outro, dentro do governo, por todos os cantos o povo rejeita o governo, mas ao fim das eleições, o candidato do governo é eleito. Ou o povo tem duas personalidades, ou algo de muito sinistro está acontecendo no processo eleitoral.

Loretta Lynch, a secretária de Justiça que escancarou a corrupção na Fifa



"Ninguém é grande demais para a cadeia. Ninguém está acima da lei."

Pouco mais de um mês após pronunciar essas palavras ao ser nomeada secretária de Justiça dos Estados Unidos, Loretta Lynch - a primeira mulher negra no cargo - coordenou a operação que prendeu oito cartolas da Fifa e foi considerada o maior escândalo da história do futebol.

Filha de um pastor protestante, Lynch nasceu quando as leis de segregação racial ainda eram vigentes nos Estados Unidos, formou-se em Direito em Harvard e ocupa hoje o principal cargo do Departamento de Justiça americano.

Ela atuava como procuradora-chefe federal no Brooklyn antes da promoção. Segundo o New York Times, Lynch supervisionou as investigações desde o início.
A decisão de dar o "ok" para a operação ir em frente e de pedir à polícia suíça que executasse as prisões foi dela.

Lynch dá entrevista sobre operação que prendeu cartolas da Fifa

Oito dirigentes da Fifa foram presos na quarta-feira - entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin.

Cartolas da Fifa foram presos nesta quarta-feira

Fifa

Nesta quarta-feira, exatamente um mês após assumir o cargo, Lynch ganhou as manchetes de todo o mundo com a prisões dos dirigentes da Fifa.

"O indiciamento sugere que a corrupção é desenfreada, sistêmica e tem raízes profundas tanto no exterior como aqui nos Estados Unidos”, disse ela.

"Essa corrupção começou há pelo menos duas gerações de executivos do futebol que, supostamente, abusaram de suas posições de confiança para obter milhões de dólares em subornos e propina."

O esquema, segundo ela, prejudicou profundamente uma vasta gama de vítimas, de ligas jovens de futebol a países em desenvolvimento que deveriam se beneficiar dos recursos gerados pelo esporte.

"As ações de hoje (quarta-feira) deixam claro que o Departamento de Justiça pretende acabar com qualquer prática de corrupção, acabar com as más condutas e trazer malfeitores à Justiça", disse Lynch, acrescentando que quer trabalhar em conjunto com outros países para alcançar este objetivo.
Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/05/150528_conheca_loretta_lynch_fifa_corrupcao_lab?ocid=socialflow_facebook

O que o PT quer tanto esconder no BNDES?

Alberto Lage

Abril de 2013


O ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento) tornou secretos os documentos que tratam de financiamentos do Brasil aos governos de Cuba e de Angola. Com a decisão, o conteúdo dos papéis só poderá ser conhecido a partir de 2027.
Abril de 2015


Nos últimos quatro anos, Lula viajou constantemente para cuidar de seus negócios. Os destinos foram basicamente os mesmos – de Cuba a Gana, passando por Angola e República Dominicana. A maioria das andanças de Lula foi bancada pela construtora Odebrecht, a campeã, de longe, de negócios bilionários com governos latino-americanos e africanos embalada por financiamentos do BNDES.
Maio de 2015


O MP afirma que o BNDES recebeu de maneira irregular do Tesouro Nacional cerca de R$ 500 bilhões, que incharam o banco nos últimos seis anos. A representação contém uma avaliação prévia do MP, que solicita investigação por parte do TCU. Segundo o MP, o dinheiro público pode ter ido parar nas contas das empresas que receberam os empréstimos no Brasil e no exterior. “A operação foi desenhada como um subterfúgio para lançar mão de recursos que, por lei, não poderiam ser destinados a empréstimos ao BNDES (…) Configura verdadeira fraude à administração financeira e orçamentária da União”, diz o documento do MP, que aponta os fatos como “graves”.

Os repasses considerados irregulares pelo MP começaram em 2008, no segundo mandato de Lula, e prosseguiram até o ano passado, no primeiro mandato de Dilma.
Maio de 2015


Dilma rejeitou a emenda que determinava o fim do sigilo em todas as operações de crédito do banco. A quebra do sigilo foi apresentada pela oposição na Câmara e mantida no Senado. O trecho vetado previa que “não poderá ser alegado sigilo ou definidas como secretas operações de apoio financeiros do BNDES, ou de suas subsidiárias, qualquer que seja o beneficiário ou interessado, direta ou indiretamente, incluindo nações estrangeiras”. A intenção da oposição era, com isso, ter acesso aos dados do financiamento do BNDES na construção do Porto de Mariel, em Cuba. As obras custaram US$ 957 milhões e receberam aporte de US$ 682 milhões do BNDES.

Afinal, o Brasil quer saber: o que há de tão grave no BNDES que o PT quer tanto esconder, a ponto de vetar a medida da oposição que revela o conteúdo dos contratos?

Fonte:http://turmadochapeu.com.br/pt-esconder-bndes/

PSOL expulsa o deputado federal Cabo Daciolo

Político deixa o Psol por infidelidade partidária, por descumprir reiteradamente o programa e o estatuto do partido

Rio - Por 54 votos 1, o deputado federal Cabo Daciolo, do Psol-RJ, está oficialmente expulso do partido por decisão do Diretório N
acional, realizada neste sábado, que acatou o relatório unânime da Comissão de Ética. O político deixa o Psol por infidelidade partidária, por descumprir reiteradamente o programa e o estatuto do partido. Na reunião do Diretório participaram, entre outros dirigentes, Luciana Genro e Chico Alencar, que votaram a favor da expulsão.

O partido ainda não decidiu se vai brigar pelo mandato de Daciolo. Em discurso neste sábado, a ex-deputada estadual Janira Rocha acusou o Psol de perseguição, mas reconheceu que Daciolo cometeu erros e que boa parte da militância queria a saída do político do partido.

Líder da greve dos bombeiros do Rio em 2011, Daciolo se elegeu deputado federal com quase 50 mil votos. Apoiado por Janira Rocha, única a votar contra a expulsão, teve pouco tempo de campanha na TV e pautou sua ainda curta trajetória na Câmara de Deputados com posições consideradas contrárias ao programa do Psol.

Primeiro, Daciolo anunciou que iria protocolar Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para incluir o texto “todo poder emana de Deus”. Apesar dos apelos da bancada para demovê-lo da ideia, o parlamentar levou a proposta adiante, apesar da defesa que o Psol faz do Estado laico.

Para a Executiva do Rio, a gota d’água aconteceu quando o deputado discursou em plenário defendendo os PMs acusados de envolvimento com o sumiço, tortura e morte do pedreiro Amarildo de Souza em 2013.

Lula e Dirceu comandavam o esquema em Santo André

Por Felipe Moura - 27/05/15 - Cesar Benjamin: Lula e Dirceu comandavam esquema em Santo André que resultou no assassinato de Celso Daniel
O sociólogo e editor Cesar Benjamin foi militante do PT de 1980 a 1995.
Foi ele que revelou na Folha, em 2009, o caso do “menino do MEP”, o preso que Lula se gabou de ter tentado subjugar sexualmente nos 30 dias em que ficara detido e “que frustrara a investida com cotoveladas e socos”.
Cesar Benjamin conhece bem as violações lulopetistas.

Em 2005, durante o escândalo do mensalão, ele já denunciava ao Estadão que “tinha havido uma série de financiamentos que desconhecíamos”, “de bancos e empreiteiras, para a campanha do Lula” de 1994(!) e que o processo de corrupção “talvez tenha começado antes”.

“Quando vejo essa situação atual, tenho consciência de que não começou agora e é a expressão de uma prática continuada e sistêmica, que foi introduzida através do Lula e do Zé Dirceu”.

Naquele ano, quase uma década antes de explodir o petrolão, Benjamin também disse à Época:

“Isso foi vivido como ascensão social para um grande número de quadros, de lideranças do PT, que mudaram individualmente de classe social. Passaram a ter um nível de vida que não tinham e viveram isso muito alegremente.”

Questionado se este processo gerou o cadáver de Celso Daniel, prefeito de Santo André assassinado em 2002, o ex-militante petista respondeu:

“Eu não acho, tenho certeza. E houve muitos cadáveres morais. Este foi o físico.”

Não só este, diga-se. Sete outras pessoas ligadas ao caso morreram, inclusive o legista que atestara que o prefeito fora barbaramente torturado antes de ser assassinado.

Agora, Cesar Benjamin voltou a tratar do assunto no Facebook, por ocasião da morte no domingo (24) de um dos fundadores do PT.

Reproduzo seu post na íntegra, grifando os trechos sobre Lula e Dirceu:

“Acabo de saber da morte de Antônio Neiva. Muito teria a dizer sobre ele: seu companheirismo, seu humor, sua lealdade, sua honestidade. Velho militante da época da ditadura, permaneceu no PT até o fim. Escolho apenas um momento das nossas vidas.

Eu era da direção do PT quando percebi que o processo de corrupção se alastrava no partido. Tentei debater isso na direção, sem sucesso, pois àquela altura todos já temiam os dois comandantes da desagregação, Lula e José Dirceu.

Restou-me levar a questão ao Encontro Nacional do PT realizado em 1995 em Guarapari, no Espírito Santo. Fui à tribuna, que ficava numa quina do grande salão, de onde era possível ver, simultaneamente, o plenário e a mesa.

Logo depois de começar meu pronunciamento, vi José Dirceu se levantar, se colocar de frente para o plenário, de lado para mim, e fazer sinais na direção de um grupo que – depois eu soube – era a delegação de Santo André.

Pelo tom da minha fala, Dirceu achou que eu trataria do esquema de corrupção nesse município, que ele e Lula comandavam e que resultaria depois no assassinato de Celso Daniel.

Ele estava enganado. Eu não falaria disso, simplesmente porque desconhecia esse esquema. Minha crítica era à perda geral de referência ética e moral no partido, que nessa fala eu denominei de ‘ovo da serpente’.

Mobilizados por Dirceu, os bandidos de Santo André saltaram sobre mim, para interromper meu pronunciamento na base da porrada.

Foi Antônio Neiva quem se interpôs entre mim e eles, distribuindo safanões e impedindo a continuidade do massacre. Foi minha última participação no PT, que agora agoniza, engolido pela serpente que cultivou.

Descanse em paz Antônio Neiva, irmão, homem honrado.

Cesar Benjamin.”

Fonte:http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2015/05/26/cesar-benjamin-lula-e-dirceu-comandavam-esquema-em-santo-andre-que-resultou-no-assassinato-de-celso-daniel/