sexta-feira, 31 de julho de 2015

CRISE E INSTABILIDADE DO GOVERNO BRASILEIRO PREOCUPAM PAÍSES VIZINHOS

A crise política e econômica brasileira tem sido acompanhada com preocupação pelos países da América do Sul. O grau de inquietude muda de acordo com a intensidade da relação de cada país da região com o Brasil, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil.

Três motivos justificam a apreensão: a incerteza política; o fato de a Petrobras e empreiteiras investigadas na Lava Jato terem investimentos na região; e os possíveis efeitos da recessão econômica brasileira.

Maior economia regional, o Brasil costuma ser chamado pelos vizinhos de “gigante da América do Sul” – um gigante que tanto pode influenciar sua vizinhança por sua “saúde” ou “por seus problemas”.

“Parece que estamos vendo o fim do ciclo” de influência do Brasil em países como Bolívia, Argentina e Venezuela, opinou o analista político e econômico boliviano Javier Gómez, do Centro de Estudos para o Desenvolvimento Trabalhista e Agrário (CEDLA, na sigla em espanhol), em La Paz.

Na Argentina, a maior preocupação atual é com a desvalorização do real, que poderia afetar a economia do país e o comércio bilateral, de acordo com economistas.

Ao mesmo tempo, analistas argentinos estão atentos aos fatos políticos, “como o risco de impeachment” e seu possível efeito nos investimentos internacionais.

Nos países com menor vinculo econômico e comercial com o Brasil, as preocupações são outras. No Chile, a expectativa é se a situação política chegará a comprometer a esperança de que o Brasil se aproximará da Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, Peru e México).

“(A presidente) Dilma enfraquecida afeta interna e externamente”, disse o professor de Ciências Política Guillermo Holzmann, da Universidade de Valparaíso.

No Peru, na Colômbia e no Equador, as atenções se voltam sobretudo ao desenrolar das investigações da operação Lava Jato envolvendo as empreiteiras brasileiras com obras milionárias em seus territórios.

Confira as principais preocupações de nossos vizinhos.
Argentina

Em função dos fortes vínculos econômicos e comerciais com a Argentina, o Brasil tem sido citado nas conversas de políticos e empresários argentinos que temem que a crise política complique ainda mais o governo de Dilma Rousseff e que a desvalorização do real afete a economia vizinha.

Nos últimos dias, a Lava Jato e os possíveis efeitos cambiais têm sido destaque na imprensa argentina.

“O Brasil preocupa muito. Primeiro pela recessão, porque um Brasil que retrocede afeta diretamente a Argentina”, disse o economista Marcelo Elizondo, da consultoria econômica DNI, de Buenos Aires. Segundo ele, 50% das exportações industriais argentinas são enviadas ao Brasil e a retração econômica brasileira significa menos compras externas.

Além disso, a desvalorização do real torna os produtos argentinos mais caros ao mercado brasileiro.

“Em relação ao âmbito político, existe inquietude entre setores empresariais daqui porque o governo brasileiro realiza reformas econômicas que perdem vigor em função da crise política”, disse.

Nos bastidores de alguns setores políticos e entre analistas comenta-se em Buenos Aires que, se a crise política brasileira continuar, pode “ter eco” na política da Argentina, que elege o sucessor de Cristina Kirchner em outubro.

“O próximo governo (argentino) não terá o poder que tem o de Cristina. E se o risco de impeachment de Dilma aumentar, poderá ter eco aqui”, disse um dos analistas, pedindo anonimato. “Um Brasil fraco não é bom para a Argentina. Investidores que esperam o novo governo para investir, pensando em exportar ao Brasil a partir do ano que vem, podem acabar revendo seus planos, infelizmente.”

Bolívia

A Bolívia tem percebido três efeitos econômicos ligados ao Brasil, segundo o analista político e econômico Javier Gómez, da CEDLA: “Retração nos investimentos da Petrobras no país, desvalorização do real (o que facilita as importações de produtos brasileiros já realizadas pelo país andino) e a queda no preço do gás exportado para o Brasil, em função do recuo do preço internacional do petróleo”.

Porém, o que tem intrigado analistas bolivianos é a política brasileira. “Nos últimos anos, o Brasil foi um modelo (político, econômico e social) que influenciou outros países como a Bolívia, a Argentina e a Venezuela. Mas parece que estamos vendo o fim desse ciclo”, disse Gómez.

Quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a Presidência, em 2003, foram intensificadas as viagens presidenciais aos países da América do Sul – o que não ocorreu na gestão Dilma. Nas viagens de Lula, principalmente, foram anunciados diferentes acordos bilaterais e regionais e obras de empreiteiras brasileiras na região.

O período coincidiu ainda com a maior presença da Petrobras na região, incluindo na Bolívia.

“As coisas estão mudando. A Petrobras tem o direito de produzir 70% da produção do gás do país, mas, com os investimentos da empresa estancados, o país já busca outros parceiros”, agregou Gómez.
Chile

No Chile, analistas entendem que o quadro atual da política e da economia brasileira preocupa não somente a América do Sul, mas “ao mundo”, afirmou por e-mail o professor de Ciências Política da Universidade de Valparaíso, Guillermo Holzmann.

“O impacto (no Chile) do quadro atual brasileiro parece mínimo devido ao contexto (de recuo) na China e (crise) na Grécia, mas sem dúvida é um caso de preocupação mundial”, afirmou.

Segundo ele, a principal preocupação no Chile hoje é que a situação no Brasil “afete os planos de incorporação (do país) na Aliança do Pacífico e aos investimentos ligados às exportações (brasileiras) através de portos chilenos para o Pacífico”.

Outro analista chileno, Ricardo Israel, da Universidade Autônoma do Chile, foi mais direto ao dizer que o quadro atual mostra novamente o “Brasil como o eterno país do futuro”.

“Quando parece que vai decolar como potência e chegar ao desenvolvimento, algo acontece. Normalmente uma ferida autoprovocada que o faz retroceder.”
Peru, Equador e Colômbia

Empreiteiras brasileiras investigadas na Lava Jato têm diferentes projetos nesses três países. Os empreendimentos incluem obras de infraestrutura, irrigação e mineração, entre outros.No Peru, muitos dos acordos foram assinados nos governos de Alejandro Toledo (2001-2006) e Alan García (presidente pela última vez entre 2006 e 2011).

Os dois planejariam ser candidatos à sucessão do atual presidente Ollanta Humala, em 2016, e especula-se que, dependendo do andar das investigações da Lava Jato no Brasil, a operação poderia “atingir a campanha presidencial” e operações anticorrupção semelhantes no Peru.

Especialista em Economia, o professor da Universidade de San Marco, Carlos Aquino, disse que em termos econômicos a crise brasileira não afetaria os peruanos. Quando perguntado sobre as empreiteiras disse que “até agora são especulações”.

Na Colômbia, segundo o jornal El Tiempo, o governo estaria “ativando os controles” para evitar problemas nos contratos assinados com a Odebrecht. “O vice-presidente Germán Vargas Lleras disse que o estatuto anticorrupção prevê que qualquer condenação internacional em termos de subornos inabilitará uma empresa por 20 anos para contratos com o Estado”, informou.
Paraguai e Uruguai

Nos dois menores países do Mercosul, a crise brasileira também tem sido destaque diário na imprensa e tema nas conversas de autoridades locais.

No entanto, no caso do Paraguai, o analista político e econômico Fernando Masi, do Centro de Análise e Difusão da Economia Paraguaia, disse que a percepção é que o Brasil vai sair “rápido” da crise por ter “poder político” e “instituições fortes”. Ele admitiu, porém, que o Paraguai deverá crescer menos que o esperado neste ano, em função da recessão brasileira.
Venezuela

Por estar tão atolada em sua própria crise, a Venezuela tem olhado pouco para o que acontece no Brasil, segundo o analista venezuelano Luis Vicente León, da consultoria Datanalisis, de Caracas.

“São tantos problemas aqui que o Brasil tem surgido de forma muito paralela em algumas conversas, mas não é o que preocupa nesse momento”, disse.

Segundo ele, além das incertezas no governo de Nicolás Maduro, existe preocupação com a queda no preço internacional do petróleo – essencial para o país.

“Lula foi muito próximo de Chávez e Dilma é muito cordial com Maduro, mas hoje Cuba tem maior influência aqui do que o Brasil”, disse.

Segundo ele, porém, a oposição venezuelana poderia chegar a incluir os casos de corrupção envolvendo empreiteiras brasileiras na campanha para a eleição legislativa de dezembro.



FONTE: BBC

CATTA PRETA DÁ ENTREVISTA ESTRANHA

EM QUE NÃO REVELA NADA

A advogada Beatriz Catta Preta, ao se apresentar no Jornal Nacional

Não se fala em outra coisa. Responsável por firmar nove acordos de delação premiada de réus da Operação Lava Jato, a advogada Beatriz Catta Preta disse ao “Jornal Nacional” que deixou o caso e decidiu abandonar a advocacia porque se sentiu ameaçada.
“Depois de tudo que está acontecendo, e por zelar pela minha segurança e dos meus filhos, decidi encerrar minha carreira”, afirmou.
Segundo reportagem da Folha, ela disse que a pressão aumentou após um de seus clientes, o lobista Julio Camargo, mencionar em depoimento que pagou US$ 5 milhões em propina ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“Vamos dizer que [depois do depoimento de Julio Camargo] aumentou essa pressão, essa tentativa de intimidação a mim e à minha família”, disse, se referindo à insistência de a CPI ouvi-la.

AMEAÇAS CIFRADAS?

Mas a advogada não revelou como seriam essas intimidações. “Não recebi ameaças de morte, não recebi ameaças diretas, mas elas vêm de forma velada, elas vêm cifradas.”

Questionada sobre a origem das supostas tentativas de intimidação, Catta Preta respondeu que elas vinham de integrantes da CPI que votaram a favor de sua convocação. Disse também que não podia afirmar se Eduardo Cunha integrava esse grupo.

Acerca do valor de R$ 20 milhões que teria recebido por seus honorários na Lava Jato, Catta Preta afirmou que o número é “absurdo”. “Não chega perto da metade disso”, disse.

A advogada explicou que os pagamentos foram feitos no Brasil por meio de transferência bancária ou em cheque, com emissão de nota fiscal e recolhimento de impostos.

A criminalista também negou que tenha cogitado mudar de país. Ela afirmou que passou o último mês nos Estados Unidos de férias com a família.

TRADUÇÃO SIMULTÂNEA

Muito estranha esta entrevista da advogada, a ponto de necessitar de tradução simultânea. 1) Não fugiu, foi apenas tirar férias, abandonando os clientes em fase decisiva dos inquéritos. 2) Não diz quem a ameaçou. 3) Não houve ameaças diretas, “mas elas vêm de forma velada, elas vêm cifradas”. 4) Como foram as tais ameaças? Por telefone, por e-mail, por Facebook, redes sociais ou bilhetinhos? 5) Se tirou férias exatamente quando Júlio Camargo deu o depoimento, como pôde ser encontrada para ser “ameaçada”? 6) Por que não denunciou as ameaças? 7) Não pode atribuir a Eduardo Cunha as ameaças. 8)Tem medo de quê, de quem?

Sinceramente, a fraqueza da entrevista-denúncia de Beatriz Catta Preta diminui sua importância como advogada. Imaginem se todo advogado for se curvar a esse tipo de ameaça cifrada, que se resume na verdade apenas a uma convocação para prestar depoimento, em que ela nem precisaria dizer nada. Como advogada, nota zero. Deveria devolver a carteira da OAB e os honorários dos clientes que ela abandonou sem justa causa.

(DES) GOVERNO PROMOVE CORTE DE MAIS DE R$2 BILHÕES NA SAÚDE E EDUCAÇÃO

São Paulo – O governo decidiu cortar 1 bilhão de reais no orçamento de Educação e outros quase 1,2 bilhão de reais em recursos da Saúde como parte do contingenciamento adicional de 8,6 bilhões de reais anunciado na semana passada, conforme decreto publicado nesta quinta-feira em edição extra do Diário Oficial da União.

Também sofreram pesada restrição de gastos os ministérios das Cidades (1,3 bilhão de reais) e dos Transportes (875 milhões de reais), em medidas que irão afetar programas de educação, investimentos em infraestrutura e gastos de custeio.

No decreto, o governo também apresentou uma meta indicativa de resultado primário para o governo Federal (Tesouro, Previdência e empresas estatais) de déficit de até 18 bilhões de reais para o período entre janeiro e agosto deste ano, mas encerrando o ano com saldo positivo de 5,831 bilhões.

Mais cedo nesta quinta-feira, fontes do governo haviam informado que o bloqueio de verbas da Educação poderia chegar a 2 bilhões de reais. O governo, no entanto, conforme uma das fontes, alterou a programação inicial optando por não fazer um corte profundo em programas de caráter social.

Com o slogan “Brasil Pátria Educadora”, o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) já havia feito um corte de quase 9,5 bilhões de reais na Educação neste ano, impondo à pasta a desaceleração em vários programas educacionais.

Em entrevista a jornalistas mais cedo nesta quinta-feira, o secretário do Tesouro, Marcelo Saintive, havia dito que os ministérios com os maiores orçamentos seriam os mais afetados pelo corte adicional de gasto. As pastas com as maiores verbas orçamentária são Saúde, Educação, Cidades, Defesa e Transportes.

Com o corte adicional, sobe para o montante recorde de 78,6 bilhões de reais as verbas bloqueadas do orçamento federal deste ano, em novo aperto para o controle das contas públicas.

Ainda assim, o governo não está obtendo bons resultados. No mês passado, o governo central (Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central) registrou déficit primário de 8,206 bilhões de reais, no pior resultado para meses de junho das contas públicas desde 1997, início da série histórica.

Com esse resultado, o governo central encerrou o primeiro semestre do ano com déficit primário de 1,598 bilhão de reais, no pior desempenho para o período da série de dados iniciada em 1997.

Devido às dificuldades, o governo reduziu a meta de superávit primário do setor público consolidado deste ano a 8,747 bilhões de reais, equivalente a 0,15 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) ante 66,3 bilhões de reais, ou 1,1 por cento do PIB. Nesta quinta-feira, Saintive disse que os resultados obtidos até o momento não são os que o governo gostaria, mas afirmou que a nova meta fiscal será cumprida ao fim do ano.

FONTE: EXAME

ROMBO ASTRONÔMICO NAS CONTAS DO GOVERNO CHEGA A R$ 8,206 BI

Brasília – O governo central (TesouroBanco Central e Previdência Social) registrou déficit primário de 8,206 bilhões de reais em junho, pior resultado para esse mês, abatido pela fraca arrecadação em meio ao cenário econômico e político conturbado.

Com isso, no acumulado do primeiro semestre, a economia feita para pagamento de juros fechou negativa em 1,598 bilhão de reais, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira, primeiro déficit neste período desde o início da série histórica, em 1997.
“O quadro é claro: o ciclo econômico tem afetado a arrecadação”, disse o secretário do Tesouro, Marcelo Saintive.

Com forte queda na arrecadação e gastos em nível elevado, o governo anunciou na semana passada redução drástica da meta de superávit primário do setor público consolidado –governo central, Estados, municípios e estatais– a 0,15 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e incluiu uma cláusula que permite abatimentos.
Na ocasião, anunciou também corte adicional de gastos de 8,6 bilhões de reais, ampliando para 78,6 bilhões de reais o bloqueio de verbas do orçamento federal no ano para reforço do ajuste fiscal. No mês passado, a arrecadação federal teve queda real de 2,44 por cento, fechando a primeira metade de 2015 com recuo real de 2,9 por cento em consequência do fraco nível de atividade.
Em junho, o Tesouro registrou déficit primário de 1,915 bilhão de reais, enquanto a Previdência Social e o Banco Central apresentaram saldos negativos de 6,267 bilhões de reais e de 23,9 milhões de reais, respectivamente.
Ainda segundo o Tesouro, as receitas líquidas somaram 81,138 bilhões de reais em junho, com alta de 3,4 por cento em relação a junho de 2014, mas com queda real (descontada a inflação) de 5 por cento. Já as despesas avançaram num ritmo bem maior, ficando em 89,343 bilhões de reais em junho, alta de 11,1 por cento sobre um ano antes, e com alta real de 2,1 por cento no período.
Nesta semana, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s sinalizou que pode tirar o selo de bom pagador do Brasil, em meio ao cenário fiscal e político conturbado, abalado pelas denúncias de corrupção dentro da operação Lava Jato.

FONTE: EXAME

quinta-feira, 30 de julho de 2015

O Estado ditatorial

Osmar José de Barros Ribeiro

Nos dias que correm, o Brasil vive um momento talvez decisivo na sua História. É chegada a hora de uma faxina geral nos usos e costumes da sociedade, desde sempre permeada pelo patriarcalismo das classes dirigentes, no mais das vezes cevadas pelos favores do Estado. Foi assim desde os tempos de Colônia, passando pelo Império e chegando à República. Desta ou daquela forma, habituamo-nos a considerar a ação do Estado como solução para todo e qualquer problema.

Hoje, atingimos um ponto a partir do qual as decisões serão tomadas com a certeza de que não desejamos regressar a um passado problemático e doloroso quando, sendo governo um partido de orientação esquerdista voltado para a conquista definitiva do Poder, ele nada mais tem a oferecer que problemas em todas, sem exceção, Expressões do Poder Nacional.

Externamente, demos as costas a aliados tradicionais e a valiosos parceiros comerciais. Sem maiores protestos, assistimos os “iluminados” petistas dobrarem-se docemente às exigências de governos bolivarianos, apoiarem ditadores de países da África e, preocupando-se mais com a Argentina do que com o Brasil, quase levarem o Mercosul à total inoperância. Acresce que a obediência aos ditames do Foro de São Paulo decretou toda uma série de fracassos diplomáticos e, à quase paralisia, o outrora orgulhoso e eficiente Ministério das Relações Exteriores.

Internamente, os governos petistas lançaram-se, sem meias medidas, à elevação dos gastos ditos sociais, à concessão de aumentos disparatados para determinadas carreiras do serviço público e a gastos mal feitos nos setores da educação e da saúde. Isso, sem falar na criação, à custa do erário, de “campeões nacionais”. Em resumo, agiram e agem ainda como se os cofres do Tesouro fossem inesgotáveis. O resultado, obviamente, não poderia ser outro: inflação, desemprego, juros na estratosfera e inquietação popular, coisas que independem da “vontade política” ou que outro nome tenha, dos governantes.

Aos desacertos internos e externos veio somar-se o problema da corrupção, permeando a alta administração da Petrobras além de setores do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, com reflexos negativos no moral social. Hoje, nesse ambiente de caos, pela primeira vez na nossa História assistimos grandes empresários serem presos em virtude de ligações complicadas com a alta cúpula estatal e líderes políticos temerem por seu futuro em função de contatos pouco republicanos com firmas importantes. Não pairam dúvidas quanto a estarmos convivendo com uma organização criminosa, enquistada no Estado, que foi estruturada e cresceu a partir do primeiro governo petista, sem que isso signifique que até então fossemos dirigidos por castas vestais.

Mantidos na ignorância por longos anos, extratos ponderáveis da sociedade brasileira aceitam e esperam que o Estado os sustente de alguma forma e lhes diga como e o que fazer. Fácil concluir que vivemos num Estado ditatorial que se arroga tal direito e faz taboa rasa do livre arbítrio de cada cidadão para guiar-se na vida e nas atividades do dia a dia. É o inferno do dirigismo estatal, onde a burocracia tudo sabe e tudo pode.

A saída para o problema existe. Há que reduzir ao máximo o apetite pantagruélico do Estado Leviatã, através a eliminação pura e simples de Ministérios, Secretarias e cargos em comissão, de forma a caber ao governo central apenas aquelas atividades ligadas à moeda, às relações exteriores e à defesa do território nacional. Que as demais sejam (e quase sempre o são) entregues à iniciativa de cidadãos empreendedores contando, se e quando possível, com o apoio necessário; que os recursos gerados nos estados e municípios neles permaneçam, em lugar de serem recolhidos pela União. Em resumo, que nos tornemos uma verdadeira Federação.

Osmar José de Barros Ribeiro, em 28 de julho de 2015

Em palestra, Moro diz que Justiça sem participação popular "é limitada"

Juiz Sergio Moro (centro) não falou sobre a Lava Jato e recusou-se a atender pedidos de entrevistas dos jornalistasJuiz Sergio Moro (centro) não falou sobre a Lava Jato e recusou-se a atender pedidos de entrevistas dos jornalistas
Em palestra realizada na noite desta quarta-feira (29) no Sesc da Esquina, na região central de Curitiba, o juiz Sergio Moro, que atua na Operação Lava Jato, afirmou que "sem a participação popular, a ação da Justiça é limitada".

A frase foi dita dentro de um contexto de agradecimento, feito por Moro ao público presente na palestra, que atraiu cerca de 400 pessoas, lotando dois auditórios, um deles com capacidade de 300 lugares e outro com 120 cadeiras.

Na sala principal, Moro falou direto com o público presente durante uma hora. No outro auditório, a palestra foi transmitida ao vivo em telão. Em ambos locais, o público aplaudiu de pé o juiz da Lava Jato durante o início e o fim de sua explanação sobre o tema "Lavagem de Dinheiro".

No decorrer da palestra, o juiz evitou qualquer comentário sobre a Lava Jato. Ele fez apenas uma ressalva, agradecendo o apoio que as instituições que atuam na operação estão recebendo da sociedade civil organizada. 

Durante quase uma hora, Moro falou sobre a Operação Mãos Limpas, desenvolvida na década de 80 na Itália, alertou para a necessidade de "seguir o rastro do dinheiro" em operações que envolvem corrupção e defendeu a aprovação do anteprojeto de lei 402/2015, que tramita no Senado.

O texto prevê alterações no Código de Processo Penal, possibilitando maior eficácia e agilidade à condenação criminal sentenciadas por Tribunais de Apelação ou do Júri, ainda que que caibam a recursos, permitindo, como regra, a prisão em condenações de crimes graves, após condenação em segunda instância ou pelo júri.
Semelhança entre Brasil e Itália

O juiz, que é um estudioso da Operação Mãos Limpas, fez comparações entre a Justiça brasileira e a italiana. Lembrou que 40% dos condenados na Operação Mãos Limpas não cumpriram penas devido a prescrição de crimes ou alterações na lei.

Ele afirmou que o rito processual no Brasil é semelhante ao da Itália, e demonstrou preocupação com o fato. Para Moro, a contrarrevolução do mundo político no caso italiano, apesar do impacto da operação, impediu que houvessem mudanças significativas no combate aos crimes.

O juiz tem dúvidas se a situação será a mesma no Brasil ou se "vamos aproveitar esses momentos para melhorar nossas instituições para que esses casos não se tornem excepcionais no futuro". Moro acredita que ações contra casos de corrupção identificados deveriam ser rotina nos julgamentos da Justiça brasileira.
Lotação esgotada

Anunciada no perfil do Facebook do Instituto dos Advogados do Paraná, a palestra com Moro teve as inscrições extrapoladas em algumas horas. A ideia inicial de uma palestra para 100 pessoas no auditório da entidade teve que ser alterada para um local maior. Mesmo assim, segundo o presidente do Instituto, José Lúcio Glomb, mais de 1.200 pessoas se cadastraram para uma lista de espera, no caso de alguma desistência, o que não acabou ocorrendo.

A pedido de Moro -que não queria o evento transformado em "show business", segundo Glomb -, o número foi ampliado para 300 pessoas. Com o comparecimento previsto de outras pessoas, o Sesc liberou mais um auditório no prédio anexo, para que o público assistisse à palestra no telão.

Policiais militares se posicionaram do lado de fora do prédio e policiais federais se infiltraram entre os presentes para garantir a segurança do juiz federal, mesmo sem ele ter solicitado. Moro chegou e saiu do evento dirigindo seu veículo, levando a mulher ao lado. Ele cumprimentou jornalistas, mas não deu qualquer declaração.

A crise na Venezuela e o Brasil

Rubens Barbosa*

Sem perspectiva de solução, a crise política e econômica na Venezuela deveria preocupar o governo brasileiro, pela possibilidade de um desenlace violento e caótico com agudos efeitos sobre os países vizinhos e a região.

Durante 16 anos, o "socialismo bolivariano" interveio de forma crescente na economia, expropriou bens, controlou preços e câmbio, a corrupção se ampliou e a violência e a criminalidade aumentaram exponencialmente. A capacidade produtiva do país está seriamente afetada, com exceção do setor de petróleo, apesar de crescentes problemas. Na agricultura, a invasão de terras e as expropriações fizeram a produção estagnar e o país agora tem de importar quase 2/3 de todos os alimentos que consome.

A queda do preço do petróleo – que se poderá acentuar com o acordo com o Irã – e o crescente custo de produção reduziram a principal fonte de recursos do governo. Essa situação foi agravada pelo fornecimento de petróleo a preços subsidiados aos países da Alba e da Petrocaribe e pela redução dos investimentos no setor. A produção caiu significativamente e grande parcela é exportada para a China como parte do pagamento dos US$ 14,5 bilhões pendentes do empréstimo de US$ 56 bilhões concedido nos últimos oito anos. Tais políticas, combinadas com a necessidade de importar 40 mil barris/dia de gasolina para o fornecimento ao mercado interno, a preços muito baixos, fizeram com que as reservas caíssem rapidamente para US$ 15 bilhões na semana passada, com tendência declinante se o pagamento do serviço da dívida externa e a importação de insumos, alimentos e remédios forem mantidos.

Esse quadro se deteriorou ainda mais com Nicolás Maduro, depois da morte de Hugo Chávez, pela crescente escassez de alimentos, desvalorização da moeda, inflação galopante (estimada em 189% em 2015) e crescimento negativo (cerca de 7%).

Na área política, a situação não é menos dramática. O governo bolivariano controla totalmente o Legislativo e o Judiciário. Nas últimas eleições, o candidato da oposição Henrique Capriles teria vencido, se as alegadas fraudes tivessem sido apuradas de forma transparente e democrática. A oposição está dividida e, de forma crescente, reprimida. Muitos de seus líderes estão presos e outros foram cassados sem julgamento.

A corrupção e as alegações de narcotráfico com a participação de membros do governo aumentam, com militares e civis acusados de participar dessas atividades ilícitas. Segundo o Wall Street Journal, o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, estaria sendo investigado pelas autoridades de Washington pelo envolvimento no tráfico de drogas. O presidente Barack Obama, por essa razão, impôs sanções a grande número de funcionários venezuelanos, proibindo seu ingresso nos EUA.

As Forças Armadas estão aparentemente unidas no apoio ao governo socialista e contam com a assistência e a instrução de força de segurança cubana. O regime venezuelano tem recorrido ao apoios da China, da Rússia, do Irã e do Brasil para sobreviver. As fricções com a Guiana em torno de território contestado se agravam. A Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) não interferem, já que a Venezuela, com o apoio dos países sul-americanos, prefere utilizar a União de Nações Sul-americanas (Unasul) para tentar reduzir as tensões políticas internas. Recentemente, por pressão da Unasul, inclusive do Brasil, houve um avanço concreto com a convocação para dezembro de eleições parlamentares, ameaçadas de adiamento pela baixa popularidade governamental (abaixo de 20%) e pelo risco concreto de derrota do governo. Os resultados dessa eleição poderão ser o estopim da crise mais grave.

O Brasil já sente as consequências da crise: o intercâmbio comercial está em queda em virtude das restrições cambiais e companhias brasileiras, inclusive as construtoras, não estão sendo pagas. O governo tem sido solicitado a fornecer mais alimentos para consumo da população venezuelana, conforme se noticiou durante a visita do controvertido Diosdado Cabello, que foi recebido pelo ex-presidente Lula e pela presidente Dilma. No âmbito do Mercosul – que se reuniu na semana retrasada e decidiu pela continuação das restrições comerciais –, o governo do PT terá de se posicionar, se houver "ruptura da ordem política", e aplicar a cláusula democrática, com a suspensão da Venezuela do Mercosul. Recentemente, duas comissões de parlamentares brasileiros visitaram Caracas: uma, integrada por representantes da oposição, foi impedida de sair do aeroporto e cumprir programa de visitas que incluía encontros com o governo, com a oposição e com presos políticos; outra, formada por representantes da base de apoio ao governo do PT, conversou com o governo de Maduro e, na volta, produziu um relatório dando conta da total normalidade da situação política e econômica no país.

Nesse cenário, o governo brasileiro – que mantém, por afinidade ideológica, firme apoio ao socialismo bolivariano – deveria se preparar para as possíveis implicações sobre nossos interesses. Como mitigar as consequências de uma situação que fuja do controle das autoridades de Caracas, produza refugiados, que passarão para o nosso território, e que aumente a violência terrorista e o crime organizado, sobretudo o tráfico de drogas? A defesa da fronteira e ajuda humanitária já deveriam estar sendo preparadas.

O Brasil não terá como fugir de suas responsabilidades de líder regional. A crise – que, parece, se avizinha – terá de ser enfrentada levando em conta a defesa da democracia e dos direitos humanos sem restrições ou qualificações. As afinidades ideológicas devem cessar quando as práticas de opressão política silenciam as vozes que pedem liberdade e ordem interna. Mais cedo do que se espera, a política externa do governo do PT vai ser testada pelos acontecimentos na Venezuela.

*Rubens Barbosa é presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesp

quarta-feira, 29 de julho de 2015

SÉRGIO MORO MANDA PRENDER UM ALMIRANTE… BOTA CORAGEM NISSO!

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (28) a 16ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Radioatividade.
O foco das investigações desta fase são contratos firmados por empresas envolvidas na Lava Jato com a Eletronuclear, as obras da usina nuclear Angra 3 e pagamentos de propina a funcionários da estatal.

Os agentes cumprem 30 mandados judiciais, sendo dois de prisão temporária e cinco de condução coercitiva. Eles acontecem em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói e Barueri.

Entre os presos está o presidente licenciado da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva.

Ele pediu o afastamento do cargo em abril, após virem à tona notícias de que ele teria recebido propina nas obras da usina nuclear de Angra 3. Parte das revelações foram feitas na delação premiada de Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa. O almirante nega ter recebido pagamentos indevidos.

A outra prisão temporária foi de Flávio David Barra, executivo da Andrade Gutierrez responsável por representar a empresa no consórcio de Angra 3.

Eles serão levados à sede da PF em Curitiba, onde deverão chegar na noite desta terça, por volta das 20h30. Os mandados de prisão têm validade de cinco dias.
Editoria de Arte/Folhapress

Já os mandados de busca e apreensão acontecem contra Ricardo Ourique Marques, Renato Ribeiro Abreu, Petronio Braz Junior, Othon Luiz Pinheiro da Silva, Maria Celia Barbosa da Silva, Flavio David Barra, Fabio Andreani Gandolfo, Luiza Barbosa da Silva Bolognani e Ana Cristina da Silvia Toniolo.

Os mandados ainda atingem as empresas Eletronuclear, Aratec Engenharia Consultoria e Representações.
Outro alvo da opera
ção foi o escritório do engenheiro Ricardo Ourique Marques, diretor da Techint Engenharia e Construção, uma das empresas beneficiadas na licitação da usina Angra 3.

Há cerca de dois meses, ele declarou à Polícia Federal que se reuniu em 2010 com Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho, assessor financeiro do então governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB-RJ) –que se candidatou à reeleição naquele ano– e com o diretor de Abastecimento da Petrobras à época, Paulo Roberto Costa. Segundo Marques, eles pediram recursos para a campanha de Cabral.

O engenheiro foi ouvido na Polícia Federal em maio, pelo delegado Milton Fornazari, que está à frente do inquérito do Superior Tribunal de Justiça que investiga o envolvimento de Cabral e de seu sucessor, o atual governador Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ) no escândalo do Petrolã(FOLHA)

http://cristalvox.com.br/2015/07/28/sergio-moro-manda-prender-um-almirante-bota-coragem-nisso/

BOLSONARO, FUTURO PRESIDENTE DO BRASIL É ACLAMADO POR 750 NOVOS POLICIAIS CIVIS DO RJ


Na formatura de 750 Oficiais de Cartório da Polícia Civil do Rio de Janeiro BOLSONARO foi aclamado.
Bolsonaro agradeceu a forma carinhosa como foi recebido pelos formandos.
Parabéns a todos, O BRASIL É NOSSO !
(No Maracanazinho-RJ).

Verba para desastres é cortada pela metade em 2015

Cerca de 1.135 municípios já foram reconhecidos pela Defesa Civil por estarem em situação de calamidade pública ou de emergência. Apesar do elevado número e das constantes chuvas, como as que atingiram o Amazonas no início do ano e o Rio Grande do Sul recentemente, a verba para prevenção e resposta a desastres caiu mais de 50% em 2015. A queda representa R$ 886,4 milhões a menos para iniciativas de defesa civil e para obras de macrodrenagem, por exemplo. Até junho deste ano, R$ 868,4 milhões foram destinados para essas iniciativas. Em igual período do ano passado, a verba repassada para estados e municípios, ou de maneira direta em ações de interesse nacional do governo federal, já havia ultrapassado R$ 1,7 bilhão. 

Os dados são referentes ao programa orçamentário “Gestão de Risco e Resposta a Desastres”, que vigora desde o 2012, quando foi aplicado o último Plano Plurianual (2012-2015). Além disso, o levantamento do Contas Abertas também contabiliza restos a pagar das rubricas Prevenção e Preparação para Desastres, Resposta aos Desastres e Reconstrução e Drenagem Urbana e Controle de Erosão Marítima e Fluvial No caso do programa, além da tardia aprovação de Lei Orçamentária Anual deste ano e do ajuste fiscal que tem “paralisado” as contas do governo, a própria previsão orçamentária da rubrica para 2015 já apontava que os desastres naturais tinham perdido importância na pauta governamental. 

Os recursos destinados ao programa sofreram queda de 35,6% de 2014 para este ano, se comparadas as dotação de 2015 e 2014 aprovadas no Congresso Nacional. Assim, as iniciativas da rubrica possuem orçamento de R$ 2,7 bilhões em 2015, contras o R$ 4,2 bilhões do exercício passado. 
Dessa forma, um velho problema do governo na área voltou a acontecer: as ações de respostas recebem recursos, enquanto as de prevenção não saem do papel. Neste ano, por exemplo, 63% do total pago pelo governo, equivalente a R$ 563,4 milhões, foi destinado às ações de Defesa Civil, isto é, pronta resposta e reconstrução para restabelececimento da ordem pública e a segurança da população em situações de desastre. Na outra ponta, os R$ 304,4 milhões, do total de R$ 1,7 bilhão autorizado para o ano, foram aplicados na preparação e prevenção a desastres. Assim, a ação de apoio a sistemas de drenagem urbana sustentável e de manejo recebeu apenas apenas R$ 159,6 milhões dos R$ 900,7 milhões previstos no orçamento. 

Na mesma situação se encontra, a realização de projetos e obras para contenção ou amortecimento de cheias e inundações e para contenção de erosões marinhas e fluviais. Dos R$ 288 milhões autorizados no orçamento, R$ 13,3 milhões foram pagos. Os recursos são destinados ao planejamento e execução das atividades voltadas para prevenir a ocorrência de desastres e para reduzir os riscos associados a escorregamento de encostas. De acordo com o especialista em defesa civil Edmildo Sobral é nas ações de prevenção aos desastres que se concentram os maiores problemas da área. Segundo ele, não há interesse governamental de investir em iniciativas que visam evitar a ocorrência de desastres. Sobral ressaltou que as ações de prevenção que deveriam ser o “carro-chefe” não são bem executadas, além de não possuírem recursos satisfatórios. Para ele, o ajuste fiscal pode ter ocasionado a queda do aporte orçamentário do programa. “Qual é a atitude do governo? Deixam ainda menor o percentual do orçamento para prevenção, porque quando os desastres acontecem, a administração pode fazer remanejamento de outras rubricas para das as respostas”, explica ele. 

Recursos para Estados São Paulo, que dominou as pautas dos noticiários no ano passado por conta do baixo índice de precipitação e consequente racionamento de água, foi o estado mais beneficiado com verbas de prevenção e resposta aos desastres em 2015: R$ 134,4 milhões. Logo em seguida, Pernambuco, que recebeu R$ 119,4 milhões. O Ceará ocupa a terceira posição com R$ 91 milhões destinados por meio do programa. Amazonas e Rio Grande do Sul ocupam a 12ª e 16ª colocação no “ranking” dos estados. A unidades da federação receberam R$ 28 milhões e R$ 11,5 milhões, respectivamente, em 2015. O governo do Rio Grande do Sul decretou situação de emergência coletiva para os municípios mais afetados pelas chuvas que atingem o estado nas últimas semanas. Em um primeiro momento, 26 cidades, consideradas as mais atingidas pelos alagamentos, foram incluídas no plano. No entanto, outros municípios poderão ser incluídos, de acordo com o avanço da chuva. Questionados sobre os dados, nem o Ministério da Integração nem o Ministério das Cidades encaminharam respostas.

GOVERNO PASSA POR CIMA DO CONGRESSO E REPETE MANOBRA CONSIDERADA IRREGULAR PELO TCU

O governo repetiu na semana passada uma manobra que está na mira do Tribunal de Contas da União (TCU) no julgamento das contas da presidente Dilma Rousseff em 2014. Ao anunciar a redução da meta fiscal deste ano, na quarta-feira, a equipe econômica aplicou, baseada nessa nova previsão, um corte de R$ 8,6 bilhões nos gastos públicos. Esse bloqueio no orçamento foi embasado na nova meta, que, no entanto, ainda precisa ser aprovada pelo Congresso.

No processo de análise das contas de 2014, o TCU aponta como uma das distorções, ao lado das “pedaladas fiscais”, operação semelhante, feita sem aval do Legislativo. Em novembro do ano passado, em vez de cortar R$ 28,5 bilhões em gastos, o governo liberou R$ 10 bilhões com base na provável aprovação, pelo Congresso, do projeto que alterava a meta fiscal.
Os ministros do TCU sustentam, com base em acórdão aprovado no mês passado, que a operação foi irregular. A justificativa é que o governo “utilizou” a gestão orçamentária de 2014 “para influir na apreciação legislativa do projeto de lei 36/2014”, em referência à proposta que alterava a meta fiscal do ano passado. Essa é uma das distorções que podem levar a corte a uma inédita rejeição das contas federais. A oposição conta com essa reprovação para reforçar a tese de impeachment de Dilma.

A semelhança entre as operações preocupa o Planalto. Numa reunião sobre o quadro fiscal do governo na semana passada, a presidente e ministros da área econômica discutiram o assunto. Avaliaram, no entanto, que a defesa para a manobra do ano passado, recém-apresentada ao TCU, serviria para justificar também o que foi feito agora.

O TCU decidiu conceder 30 dias para a presidente esclarecer os problemas nas contas do ano passado. A defesa formal, com mais de mil páginas, foi entregue na quarta-feira ao tribunal. No documento, o governo argumenta que um corte de gastos públicos de R$ 28,5 bilhões em novembro de 2014 “levaria inevitavelmente ao agravamento da situação econômica já desfavorável”.

Defesa. O governo argumenta que, tradicionalmente, a equipe econômica administra o Orçamento entre janeiro e dezembro baseada em projetos e medidas provisórias que elevam a arrecadação (pela alta de impostos, por exemplo) ou diminuem despesas (como mudanças de regras de programas públicos), que estão em tramitação no Congresso.

Além disso, o governo também observa na defesa que essa prática ocorre há muitos anos, sem nunca ter chamado a atenção do TCU. “A prática de usar cenários prospectivos não é uma coisa nova. Isso aconteceu em 2009, quando o governo alterou a meta fiscal, e também em 2002”, disse o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, há duas semanas.

O caso de 2002, quando o presidente era Fernando Henrique Cardoso (PSDB), é repetido na defesa. Em abril daquele ano, o governo deixou de alterar o Orçamento baseado em projetos que estavam em tramitação no Congresso e, também, em “estudos internos” para a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o que aumentaria a arrecadação.

Meta. Oficialmente, a meta fiscal deste ano continua a ser de R$ 66,3 bilhões, o equivalente a 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB). O projeto de lei enviado ao Congresso propõe a redução da meta para 0,15% do PIB. Esse dinheiro será usado pela União, Estados e municípios para o pagamento dos juros da dívida pública. O governo sofre com os efeitos da recessão na economia, que reduziu fortemente a arrecadação e dificultou o cumprimento de uma meta mais elevada. Com isso, a equipe econômica também admite que a dívida pública aumentará neste ano, uma vez que menos recursos fiscais serão usados para seu abatimento.

O corte de gastos anunciado no mesmo dia foi feito sob a premissa de que a nova meta entrará em vigor após aprovação do Congresso. Mas, se fosse preciso contingenciar gastos para chegar à meta de 1,1% do PIB, o volume dos cortes deveria ser muito superior.

IMPEACHMENT: O CERCO ESTÁ SE FECHANDO

IMPEACHMENT: O CERCO ESTÁ SE FECHANDO.

- Na data de hoje, 27, em cumprimento à solicitação do Presidente da Câmara, Deputado Eduardo Cunha, protocolei novas informações sobre a Denúncia por crime
s de responsabilidade praticados pela Presidente Dilma Rousseff.
- Corrupção, “pedaladas-fiscais”, improbidade administrativa, afrontas aos Poderes Legislativo e Judiciário, devidamente comprovados, possibilitam a abertura do processo de Impeachment.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Vídeo chama a atenção para faraônicos empréstimos do BNDES à governos “amigos do PT”

As informações foram divulgadas através do vídeo “A Bomba que o PT não quer que estoure” pelo canal O Brazil de fora do Brasil e citam diversas “fortunas” entregues pelo governo através de financiamentos feitos pelo BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social.

Banco Nacional? Gozado esse nome, não? Pelo menos diante do contexto de bilhões retirados dos “nacionais” e enviados para os “internacionais” mui amigos do governo petista, como Cuba, Venezuela e outros governos nos moldes ditatoriais.

Confira o vídeo :

GOVERNO TINHA OBRIGAÇÃO DE PROTEGER A ADVOGADA CATTA PRETA

Carlos Newton

A notícia é espantosa e já se antevia nas primeiras informações reveladas sobre a súbita mudança da criminalista Beatriz Catta Preta para Miami. Afirmamos aqui que era muito estranho que um escritório de advocacia renunciasse simultaneamente à defesa de vários clientes milionários. Agora surge a explicação do inusitado gesto, divulgada pelo colunista Felipe Moura Brasil, no site da revista Veja: a criminalista teve de fugir do país.
Para se proteger, Beatriz Catta Preta fugiu do país
Quando reproduzimos a importantíssima informação dele, enviada pelo advogado e jornalista José Carlos Werneck, o jurista Jorge Béja imediatamente nos mandou a seguinte mensagem.
“Meus Deus, aonde vamos parar? É muito grave e perigosa a situação do país. A advogada fugiu do Brasil para preservar sua vida e a de seus filhos. É a dedução que se faz. Especialista em Delação Premiada, por ela conduzida — e foi a Delação Premiada que possibilitou que a verdade fosse descoberta —, essa moça foi embora. Com medo, certamente. E ela não defendeu ninguém. Apenas conduziu a Delação Premiada, dizendo e informando a seus clientes e a todos os partícipes do processo, como o procedimento deveria ser seguido. Ou seja, o que pode e o que não pode. Foi apenas uma orientadora. Nada mais. E sua atuação foi fatal.”
FORA DO PAÍS
O colunista Felipe Moura Brasil publicou que algo de muito grave fez com que Catta Preta decidisse sair de cena – e há indícios de que ela estava apavorada quando o fez. “Em maio, por razões desconhecidas, deixou de mandar o filho à escola e pediu à direção o trancamento da matrícula. Em junho, foi a vez de tirar também a menina mais nova da escolinha que frequentava. Um advogado próximo a Catta Preta afirmou a Veja que ouviu de um amigo em comum aos dois que ela vinha recebendo ameaças e que, por isso, teria saído ‘fugida’ do país. Há duas semanas, “dispensou recepcionistas e secretária e parou de atender o celular. Na segunda-feira 20, enviou um e-mail a todos os seus clientes anunciando que não mais faria a defesa deles. Ato contínuo, deixou o Brasil”, assinalou o jornalista.
Notem que a partida da criminalista foi tão às pressas que nem cobrou seus honorários aos clientes. Na Advocacia, sabe-se que os réus, quanto mais ricos, mais renitentes se mostram na hora de pagar a seus defensores. E Beatriz Catta Preta deixou tudo de lado e partiu em busca de segurança.
AMEAÇADA E INSEGURA
O fato é que a advogada paulista se sentiu ameaçada e insegura. É casada com um ex-cliente, Eduardo Catta Preta. Ele foi preso em 2011 por passar dólares falsos, cumpriu a condenação em liberdade e vinha trabalhando com a mulher na parte administrativa do escritório. Para ela, que é mãe, nada vale mais do que a segurança dos dois filhos. No lugar dela, qualquer outra mulher faria o mesmo.
Onde está a Ordem dos Advogados do Brasil, que tão prontamente se colocou à disposição dos advogados da Odebrecht para defender supostos direitos deles? O Ministério da Justiça, que tem sido tão disponível para defender um governo altamente corrupto, como se isso fosse missão da pasta, onde se meteu? Da mesma forma, por onde anda a Secretaria dos Direitos Humanos, que tem status de ministério? E as milhares de ONGs que dizem trabalhar pelos perseguidos e excluídos, onde estão escondidas essas estranhas organizações?
Mais de 24 horas depois da divulgação deste clamoroso fato que desonra o país, ainda não se viu nenhum pronunciamento em favor dos direitos da advogada Beatriz Catta Preta. Alguém esperava alguma coisa diferente?
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PS – A chamada imprensa pré-paga está explorando ao máximo o fato de o marido da advogada ter sido processado e cumprido pena. Mas não se deve misturar as coisas. Cada um de nós é responsável por seus atos. E paga por eles(C.N.)

Cerca de 30 atletas cubanos desertaram durante Jogos Pan-Americanos

Atletas cubanos desertaram durante o Pan de Toronto

Cerca de 30 atletas cubanos teriam desertado durante a realização dos Jogos Pan-Americanos, em Toronto, que serão encerrados neste domingo, segundo fontes consultadas pela "Agência Efe".

As últimas deserções envolveriam atletas do time masculino de hóquei sobre a grama. No último sábado, a seleção do país perdeu para Trinidad e Tobago por 13 a 0, na disputa pelo sétimo lugar, com apenas oito dos 11 jogadores do elenco.

Os primeiros registros aconteceram na seleção da canoagem, logo nos primeiros dias de competição. Liosmel Ramos, Wilber Turro, Manuel Suárez e Orlando Sotolongo abandonaram as instalações da modalidadde, se aproveitando da proximidade do local com a fronteira com os Estados Unidos.

Neste domingo, o vice-presidente da Organização Esportiva Pan-Americana (Odepa), Ivar Sisniega, afirmou que se reuniu com a delegação cubana em Toronto, para discutir o assunto, mas que a entidade pouco pode fazer.

"Como organização, não é algo que nos agrade, mas é um tema individual. Não há muito o que possamos fazer. Nos solidarizamos com Cuba, mas esta é uma decisão individual", disse o dirigente, que não confirmou o número de desertores.

O executivo-chefe do Comitê Organizador Local, Saäd Rafi, também não quantificou os atletas que deixaram o país, em entrevista coletiva concedida neste domingo. Fontes ouvidas pela "Efe", no entanto, apontam que há, pelo menos, 28 desertores, mas que provavelmente o número supera os 30 desportistas.

Meios de imprensa que fazem oposição ao regime cubano apontam para deserções também entre atletas dos saltos ornamentais, da equipe feminina de hóquei sobre a grama e remadoras. Todos estariam nos Estados Unidos.

Segundo as fontes consultadas pela "Efe", o alto número de deserções pode ser consequência do temor de que, com o restabelecimento das relações entre Havana e Washington, mudem as leis nos Estados Unidos, aumentando a dificuldade para obtenção de residência.

Além dos abandonos em solo canadense, pouco antes do início do Pan, dois jogadores da seleção de beisebol abandonaram os companheiros durante uma viagem para amistosos de preparação nos Estados Unidos.