segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Gilmar Mendes chama Janot de "advogado de Dilma"


(Folha) O ministro Gilmar Mendes, integrante do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), reagiu com duras críticas aos termos usados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em parecer pelo arquivamento de uma investigação nas contas da campanha de Dilma Rousseff. 

Mendes disse à Folha que Janot deveria "se ater a cuidar da Procuradoria da República e procurar não atuar como advogado da presidente". O pedido, feito por Gilmar, mirava apurar uma gráfica, a VPTB, que recebeu R$ 22,9 milhões do comitê petista, mas não funciona no endereço em que está registrada –a VTPB nega irregularidades. 

O ministro disse ainda estar "convencido da necessidade da investigação diante da relevância dos fatos, independente da questão eleitoral". Sob condição de anonimato, outros membros do TSE reprovaram os termos usados por Janot. No parecer, o chefe do Ministério Público Federal disse julgar "inconveniente" que a Justiça Eleitoral e o seu órgão se tornassem "protagonistas exagerados do espetáculo da democracia". 

OPOSIÇÃO

O parecer também despertou reações entre líderes dos partidos de oposição a Dilma, em especial no PSDB. Na peça, o procurador diz que "não interessa à sociedade que as controvérsias sobre a eleição se perpetuem" e recomenda que "os eleitos devem usufruir das prerrogativas de seus cargos" e, os derrotados, "conhecer sua situação e se preparar para o próximo pleito". 

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que disputou o Planalto em 2014 como vice do colega Aécio Neves (PSDB-MG), disse que Janot pareceu querer dar "lições de moral" à oposição, o que "não cabe na pena de um procurador-geral, cuja função é investigar indícios de crimes". Em outra frente, líderes da oposição a Dilma na Câmara divulgaram nota dizendo que "a 'pacificação social', aludida pelo procurador, só virá quando não pairarem dúvidas sobre os métodos utilizados pelos candidatos para vencer as eleições". 

No texto, os líderes do PSDB, DEM, PPS e SD ressaltam ainda que algumas das suspeitas de irregularidades que pairam sobre a campanha de Dilma foram reveladas pela operação Lava Jato, conduzida pela Procuradoria e pela Polícia Federal. 

Após as reações, a assessoria do Ministério Público divulgou nota segundo a qual o parecer "foi estritamente técnico" e que segue a avaliar outras representações sobre a campanha petista. Sobre o caso, diz que "os fatos narrados não trazem indícios de que os serviços não tenham sido prestados pela gráfica, nem apontam majoração artificial de preços".

Cristãos sofrem emboscada de terroristas islâmicos no Quênia

Militantes do grupo fundamentalista islâmico Al-Shabaab, conhecido como “Movimento do Jovem Guerreiro”, armaram uma emboscada e assumiram o controle de uma vila, na cidade de Lamu, no Quênia. A informação foi divulgada pelo Portas Abertas em seu site.
De acordo com o site de notícias AllAfrica, há cerca de 100 suspeitos, conforme os relatos de uma testemunha ocular: “Militantes invadiram a aldeia às 5 da manhã, e obrigaram os moradores a se reunirem num mesmo lugar, onde fizeram sermões religiosos durante uma hora. Agora as pessoas estão deixando suas casas por medo de novos ataques”.
Ashagrie, analista da Portas Abertas, explica: “Os cristãos no Quênia têm vivido sob constante ameaça por parte desse grupo de radicais, em particular, os que vivem no nordeste e áreas costeiras. O que torna a situação mais complexa é o fato de que os terroristas usarem diferentes táticas”.
“A tática atual de tomar o controle de uma aldeia e pregar sobre a religião deles, pode indicar dois fatores importantes. Em primeiro lugar, os militantes podem querer se apresentar como algo mais do que apenas um grupo sanguinário. Em segundo lugar, pode ser possível que eles tenham a pretensão de recrutar mais membros. De qualquer maneira, o incidente indica que o Al-Shabaab é uma ameaça potente para todos os cristãos do Quênia”, conclui.
Fonte: Portas Abertas

domingo, 30 de agosto de 2015

Grupo pró-PT sugere fuzilar a classe média

“Se a gente entende que o nosso inimigo principal é a classe média, nós vamos ter de decidir o que vamos fazer com ela: se vamos exportar para Miami ou se vamos fuzilar.”

A declaração, que chocou os participantes de uma palestra na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), na última quarta-feira (26), partiu do secretário do movimento popular socialista Brigadas Populares, Sammer Siman.
A reportagem sobre essa declaração foi publicada na edição desta sexta-feira (28) no jornal A Tribuna, assinada pelo repórter Vitor Carletti, da editoria de Política.

O grupo a que Sammer pertence apoiou a Presidente contra Aécio Neves (PSDB), no segundo turno das eleições presidenciais do ano passado. No primeiro, apoiou Luciana Genro (Psol).
Um áudio da palestra de Sammer na Ufes, em que foi apresentado o perfil socioeconômico dos manifestantes que foram às ruas no último dia 16 pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff, confirma a declaração.

Antes de sugerir o fuzilamento da classe média, Sammer disse o que País precisa de outro projeto. “Se a gente pensa que é necessário recompor um projeto de nação, isso passa por recompor um projeto geral de sociedade”, disse, na ocasião.
Em entrevista, Sammer afirmou ter sido mal interpretado: “A declaração foi em um contexto irônico porque há uma ausência de projeto de País.”
A sugestão de atacar de forma radical aqueles que querem a saída de Dilma da presidência não é novidade. Neste mês, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, e o presidente da Câmara de Porto Seguro (BA), Élio Brasil (PT), declararam disposição para “pegar em armas” para defender o mandato de Dilma, se a oposição insistir no discurso de impeachment.

Ouça o trecho da fala de Sammer durante a palestra no qual ele fala do fuzilamento da classe média:

Imigrantes muçulmanos radicalizados tomando posse de cidades da França

Exército faz planos de emergência para conter desordens violentas na França 

(InfoWars) As forças de segurança da França estão se preparando para agitações civis em massa enquanto imigrantes radicalizados estão tomando posse de bairros inteiros, de acordo com fontes de inteligência.

O exército está fazendo planos de emergência para a “reapropriação de território nacional,” conquistando novamente áreas de cidades, no evento de populações de imigrantes obtendo armas e se tornando abertamente hostis às autoridades.
“Há muitos filhos de imigrantes de quarta geração que se sentem alienados e estão revoltados nos subúrbios e a possibilidade de radicalização é cada vez mais provável,” a fonte de inteligência disse ao jornal inglês Telegraph, acrescentando que redes altamente organizadas de militantes islâmicos estão contrabandeando rifles automáticos Kalashnikov e mísseis antitanques para a França.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND: Radicalized Muslim immigrants taking over French cities

"O país pede socorro"

10 meses atrás fomos as urnas com a opção de mudarmos um sistema ou de permanecermos andando para trás. Por razões diversas o atraso venceu, hoje enxergamos e choramos 20 anos de retrocesso. 
PIB negativo, renda per capta reduzida, desemprego assustador e dívida pública crescente.

Temos uma presidente incompetente, sem autoridade e representatividade, nula e isolada. Sem apoio político partidário e popular, que insiste em ficar presidente por teimosia, arrogância e ganância de poder, cercada por ladrões profissionais.

Mas precisamos nessas horas refletirmos e aprendermos com os erros cometidos. Olharmos o presente e o futuro com olhos bem diferentes do passado recente.

Me chama a atenção de ainda permanecermos presos a conceitos e modismos que foram implantados em nossas cabeças. O que vem a ser " o politicamente correto" ( tenho horror a esta ridícula expressão)? Falar que se é de direita é um crime social inaceitável. Mas dizer que é de esquerda ou comunista não. Ouvir marginais ameaçarem a população com armas ou com um esquema corrupto paramilitar não causa a mesma rejeição dos que pedem intervenção militar. Olhemos pela ótica da legalidade, qual dessas situações acima colocadas é constitucional? E por que somos tímidos, medrosos, covardes em defendermos nossas opiniões, sentimentos e desejos? Não ser bem vistos socialmente? É inaceitável, inadmissível o que este país está passando e seu povo sofrendo.

Durante longos anos um plano foi arquitetado, nos últimos 13 anos este mesmo plano foi solidificado na estrutura política brasileira. Não tenho dúvidas de que a crise que vivemos é proposital, implantada para acabar com todo um futuro de progresso e melhoria social. Era este o caminho que o país traçava após o início do Plano Real. Nos fizeram retroagir a década de 60 e iludiram os mais necessitados.

Temos que dar um giro de 360 graus no Brasil. Unirmos nossas forças, acreditarmos nela e brigarmos para que o Brasil seja dos brasileiros e não de um quadrilha internacional de aproveitadores marginais.

Este governo não vai acabar com esta crise, pelo contrário, vai aprofunda-la mais e mais. Olhemos para nossos vizinhos venezuelanos e enxergaremos o que podemos ser amanhã.
Necessária se faz uma ação urgente do verdadeiros brasileiros.
Medo, covardia e passividade só levam a um forte, sofrido e irremediável arrependimento.


Alexandre da Costa Carvalho

LEVY FIDELIX FALA QUE AVISOU EM 2014 QUE A DILMA QUEBRARIA O BRASIL. E ISTO ESTÁ ACONTECENDO AGORA

Levy Fidelix, ex-Presidenciável, conta sobre os bastidores da campanha de 2014 e fala abertamente sobre os momentos mais emocionantes e especialmente sobre as mentiras e o mundo rosáceo que Dilma mostrava aos eleitores brasileiros na TV/RÁDIO.

Levy Fidelix já dizia que o Brasil estava quebrado e ninguém acreditava pelas altíssimas dívidas que o governo Dilma estava assumindo junto aos bancos e as obras superfaturadas que hoje estão sendo comprovadas pela operação Lava-Jato. Levy também dizia sobre a implantação do projeto gramscista e bolivariano do PT em transformar o Brasil em um estado comunista.
Assista ao vídeo e entenda o porquê Dilma ganhou, mas está prestes a ser apeada do poder pelo TSE.
Acompanhe mais informações através do blog. Acesse:http://goo.gl/JYh0la

sábado, 29 de agosto de 2015

Moro responde a Dilma e diz que delação é "traição entre criminosos"

SÃO PAULO. O juiz federal Sérgio Moro, que conduz a maior parte dos processos da Operação Lava-Jato, respondeu na manhã deste sábado a crítica da presidente Dilma Rousseff sobre o instituto da delação premiada, ferramenta que vem permitindo à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal revelar crimes no âmbito da Petrobras e ministérios do governo federal.
Durante palestra na subseção Jabaquara da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na Zona Sul de São Paulo, Moro defendeu a colaboração premiada desde que sustentada em provas independentes e classificou-a como uma "traição entre criminosos".
- Às vezes, as únicas pessoas que podem servir como testemunhas de crimes são os próprios criminosos. Uma das regras é que tudo o que o colaborador disser, precisa encontrar prova de colaboração. (...) É traição? É traição, mas é uma traição entre criminosos. Não se está traindo a Inconfidência Mineira, não se está traindo a Resistência Francesa - disse o juiz no encontro com advogadso.
Em junho, Dilma disse em entrevista que "não respeitava delator", ao ser questionada sobre os depoimentos do dono da Construtora UTC, Ricardo Pessoa, que citou políticos da base aliada de seu governo como beneficiários de crimes de corrupção. Na ocasião, a presidente citou um personagem da Inconfidência Mineira para tentar explicar porque não respeitava delator.
- Tem um personagem que a gente não gosta porque as professoras nos ensinam a não gostar dele. Ele se chama Joaquim Silvério dos Reis, o delator. Eu não respeito delator, até porque eu estive presa na ditadura e sei o que é. Tentaram me transformar em uma delatora. A ditadura fazia isso com as pessoas presas. Então, não respeito nenhuma fala. Agora, acho que a Justiça, para ser bem precisa, tem que pegar tudo que ele disse e investigar, sem exceção - disse, na época.
Silvério dos Reis era um coronel e fazendeiro mineiro no século XVIII. Crítico dos altos impostos cobrados pela Coroa Portuguesa, integrou a Inconfidência Mineira, que planejava lutar pela independência do Brasil. No entanto, diante da possibilidade de ter suas dívidas perdoadas pela Coroa, ele delatou outros inconfidentes e o movimento foi reprimido.

CPI da Petrobras aprova convocação de José Dirceu

A CPI da Petrobras aprovou nesta quinta-feira (27) a convocação do ex-ministro José Dirceu para dar esclarecimentos sobre a suspeita de que tenha recebido propina por meio de sua empresa, a JD Consultoria, em contratos com a Petrobras. O depoimento será colhido na próxima semana, quando a comissão se deslocará a Curitiba.

O ex-ministro foi acusado pelo empresário Milton Pascowitch de receber propina de empresas contratadas pela Petrobras. Segundo a acusação, o dinheiro era proveniente de contratos firmados pelas empresas Hope e Apolo com a Petrobras.

A propina seria intermediada inicialmente por Júlio Camargo, que representava várias empresas junto à Petrobras, e depois por Pascowitch, que acusou Dirceu de receber 1,5% do valor dos contratos da Hope com a Petrobras.

Pascowitch disse ainda que outra empresa, a Personal, que fornece mão de obra terceirizada para limpeza da Petrobras, pagava mensalmente entre R$ 500 mil e R$ 800 mil ao grupo de Dirceu. O delator também afirmou que uma obra da Petrobras teve sobrevalor só para que houvesse recursos suficientes para repassar a Dirceu.

Também foram aprovadas as convocações de César Ramos Rocha (da Andrade Gutierrez), Márcio Faria (da Odebrecht), Celso Araripe de Oliveira (ex-gerente de projetos da Petrobras), Alexandrino Alencar (da Odebrecht), Jorge Zelada (ex-diretor da Área Internacional da Petrobras), Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura (considerado elo do PT e do ex-ministro José Dirceu na Petrobras) e Elton Negrão de Azevedo (da Andrade Gutierrez).

Também foram colocadas em votação de última hora as acareações entre o doleiro Alberto Youssef e o operador do PMDB, Fernando Soares, o Fernando Baiano. O requerimento não foi aprovado por falta de quórum.

Pela programação da comissão, as oitivas começarão na segunda-feira (31), a partir das 9h, com os depoimentos de Dirceu, João Antônio Bernardi Filho (da empresa Saipem), Otávio Marques de Azevedo (Andrade Gutierrez), o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Zelada, e Elton Negrão de Azevedo (ex-diretor da Andrade Gutierrez).

No dia seguinte (1) será a vez de Marcelo Odebrecht, Márcio Faria da Silva (da Odebrecht), Rogério Santos de Araújo (executivo da Odebrecht e do estaleiro Jurong), César Ramos Rocha (executivo da Andrade Gutierrez), Alexandrino de Salles Ramos de Alencar (diretor Odebrecht) e Celso Araripe de Oliveira (ex-gerente de Projetos da Petrobras).

Na quarta-feira (2) serão ouvidos: Ricardo Hoffmann (da Borghi Lowe Propaganda e Marketing) e Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura. A CPI ainda tenta organizar uma agenda de acareações na quarta e na quinta-feira (3).

Fonte: R7 e Em.com

PL que combate o infanticídio em áreas indígenas é aprovado

O texto defende a proteção de crianças, adolescentes, mulheres e portadores de deficiências

PL que combate o infanticídio em áreas indígenas é aprovado

Nesta quarta-feira (26) a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1057/07 que combate o infanticídio nas áreas indígenas. O projeto também prevê a proteção dos direitos fundamentais de crianças, adolescentes, mulheres e idosos vulneráveis nessas comunidades.
“Direitos humanos são para todos, independentemente de sua cultura, que não pode violar o direito fundamental da vida”, afirmou o deputado Marcos Rogério (PDT-RO), relator do projeto.

O infanticídio é uma prática comum em tribos indígenas que matam as crianças que nascem com problemas de saúde física ou mental, assim como gêmeos, filhos de mãe solteira e os considerados “portadores de má-sorte”.

O texto ainda abrange homicídio, abuso sexual ou estupro individual ou coletivo, escravidão, tortura, abandono de vulneráveis e violência doméstica.

O PL 1057/07 obriga os órgãos responsáveis pela política indigenista, como a Fundação Nacional do Índio (Funai), a usar todos os meios necessários para proteger crianças, adolescentes, mulheres, pessoas com deficiência e idosos indígenas de práticas que atentem contra a vida, a saúde e a integridade físico-psíquica.


Os deputados ficaram divididos durante a votação, enquanto muitos defendiam o projeto outros criticavam e alegavam inconstitucionalidade. Um dos opositores ao texto foi o deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) que acredita que a lei, se aprovada no Senado e sancionada pela presidente Dilma, irá negar a identidade cultural dos índios.
Já o deputado Moroni Torgan (DEM-CE) foi a favor e afirmou: “Não acredito que uma cultura que tire a vida seja mais importante que a vida. Se é para matar uma vida em nome de uma cultura, mata a cultura em nome da vida, que é muito melhor”.

Outra opositora ao texto aprovado foi a deputada Jandira Feghali (RJ), que entende as práticas dos índios como uma expressão religiosa. “Não estamos aqui defendendo assassinato, estamos defendendo a vida dessas crianças por meio de uma mediação cultural. Do jeito que está aqui, vamos colocar a tribo inteira na cadeia, obrigando todos a denunciar o risco de algo acontecer”.

Mas o deputado e pastor Takayama (PSC-PR) discorda, e diz que não se trata de religião, mas de defender a vida. “Não está certo que, se uma criança nasceu com pequena deficiência na perna, por exemplo, o chefe da tribo possa mandar matar de uma maneira horrível na frente dos pais”.

O PL 1057/07 foi apelidado de Lei Muwaj em homenagem a uma mãe da tribo dos suruwahas que se rebelou contra a tradição de sua tribo e salvou a vida da filha, que seria morta por ter nascido com deficiência.

Cunha diz que eventual proposta de recriação da CPMF não passará na Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, afirmou nesta quinta-feira (27) que uma eventual recriação da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) não passará na Câmara. Apelidada de imposto do cheque, a CPMF existiu de 1997 a 2007.

Eduardo Cunha: solução para a crise econômica depende da retomada da confiança e não do aumento da carga tributária

A imprensa noticiou que o governo estuda a volta do tributo devido à queda na arrecadação e que negocia inclusive a partilha da receita entre estados e municípios, o que poderia ganhar o apoio de governadores e prefeitos.

Eduardo Cunha avaliou, no entanto, que há "muito pouca chance" de aprovar a matéria. Segundo ele, esse é um tema negativo para o governo e o desgaste seria inevitável.

Situação da economia
Cunha lembrou que o governo já tentou recriar a CPMF e não conseguiu. "Não conseguiu ter votos num momento que o governo tinha uma base muito forte e a economia estava melhor que hoje”, afirmou. “É pouco provável querer resolver o problema de caixa achando que pode cobrar mais da sociedade em impostos.”

Para o presidente da Câmara, a solução para a crise econômica depende da “retomada da confiança” e não do aumento da carga tributária. “Eu, pessoalmente, sou contrário à recriação da CPMF neste momento e acho pouco provável que tenha apoio na Casa, mas, se vier a proposta do governo, será colocada para tramitar normalmente, como qualquer proposta”, disse.

Eduardo Cunha considera que o possível apoio dos governadores e prefeitos à recriação da CPMF não vai influenciar a posição dos deputados. Ele citou o debate do pacto federativo, promovido desde o início do ano pela Câmara para melhorar a distribuição de recursos entre os entes federados.
Reportagem – Geórgia Moraes
Edição – Pierre Triboli

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'

Volta da CPMF planejada por Dilma revolta o país

Em 2010, na campanha eleitoral, Dilma Rousseff jurou de pés juntos que não traria de volta o imposto do cheque: "Não, eu não penso em recriar a CMPF porque acredito que não seria correto", disse Dilma, em entrevista ao SBT Brasil. Em 2014, pegou no pé de Marina Silva sobre o seu voto contra a CPMF, mas também não prometeu trazer de volta a maldita contribuição. Agora, com o país quebrado por ela mesma, quer mais este imposto de volta. Empresários e consumidores já se organizam, junto com a oposição, para impedir mais este assalto ao bolso do brasileiro.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Economia do Brasil afunda e entra em recessão

Por Rodrigo Viga Gaier e Patrícia Duarte

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A economia brasileira entrou em recessão técnica oficialmente ao encolher mais do que o esperado no segundo trimestre, com contração da indústria, serviços e agricultura, assim como queda nos investimentos e consumo das famílias, pavimentando ainda mais o caminho para o país fechar 2015 com o pior desempenho da atividade em 25 anos.

Entre abril e junho, o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 1,9 por cento sobre os três meses anteriores e caiu 2,6 por cento na comparação anual, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Pesquisa Reuters apontava que a economia teria queda de 1,7 por cento entre abril e junho frente ao trimestre anterior e de 2 por cento sobre um ano antes.

O resultado de abril a junho foi o pior desde o início de 2009, auge da crise financeira global, tanto na base anual quanto trimestral. Também foi o segundo período de três meses consecutivo de contração no Brasil, depois da queda revisada de 0,7 por cento no primeiro trimestre deste ano contra o período imediatamente anterior.

"O consumo já não é mais o motor de crescimento pois as pessoas estão começando a se ajustar à realidade..., estão pisando no freio. Estamos lidando com muito mais desemprego e confiança mais baixa", afirmou o economista-sênior do BESI, Flavio Serrano.

Segundo o IBGE, no trimestre passado, o consumo das famílias teve o pior resultado em mais de 14 anos, com queda de 2,1 por cento sobre janeiro a março. Foi o segundo período seguido de contração, depois de queda de 1,5 por cento no primeiro trimestre.

"O consumo das famílias reflete uma deterioração do emprego e da renda no país. Há ainda encolhimento do crédito, aumento da inflação e os juros estão mais altos", afirmou a coordenadora da pesquisa de PIB do IBGE, Rebeca Palis.

Ainda segundo o IBGE, o consumo do governo foi exceção aos números negativos, com crescimento de 0,7 por cento no período.

O cenário econômico brasileiro não podia ser pior, com atividade encolhendo e desemprego crescente e inflação elevada--hoje, acima de 9 por cento em 12 meses, muito além do teto da meta do governo, de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Pelo lado da oferta, o desempenho também foi sofrível, atingido em cheio pela falta de confiança e os sinais de perda de fôlego da China, uma dos principais parceiros do país, podem piorar ainda mais esse quadro daqui para frente.

Pesa ainda a grave crise política e fiscal, que colocou em risco o selo de bom pagador do país. A presidente, Dilma Rousseff lida com taxas de aprovação em mínimas históricas e enfrenta resistência política às medidas de austeridade que têm o objetivo de salvar a nota de grau de investimento do país.

Segundo o IBGE, o setor industrial encolheu 4,3 por cento contra janeiro a março, pior momento desde o primeiro trimestre de 2009. Já a agropecuária caiu 2,7 por cento no mesmo período e os serviços tiveram retração de 0,7 por cento.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), uma medida de investimentos, despencou 8,1 por cento no segundo trimestre ante o período anterior, também o pior desempenho desde o primeiro trimestre de 2009.

Pela pesquisa Focus do Banco Central, que ouve semanalmente uma centena de economistas, a projeção é de que o PIB encolherá 2,06 por cento neste ano e 0,24 por cento em 2016. Se confirmado o resultado de 2015, será a pior recessão do país desde 1990.

O IBGE manteve a conta de que o país cresceu apenas 0,1 por cento em 2014, comparado com 2013.



AJUDA EXTERNA

Com a alta do dólar em relação ao real, o setor externo teve uma participação positiva na economia, mas não deve repetir o feito daqui para frente diante do novo cenário chinês, com sinais de desaceleração da segunda maior economia do mundo.

Segundo o IBGE, as exportações cresceram 3,4 por cento no trimestre passado, sobre o período imediatamente anterior, e 7,5 por cento na comparação anual.

Poucos motores externos de crescimento ainda existem agora

que a demanda chinesa por matérias-primas brasileiras desacelerou e os preços das commodites caíram, ofuscando a vantagem cambial dos produtos brasileiros. Neste ano, até a véspera, o dólar já subiu 33,63 por cento sobre o real.

"O resultado do PIB só não foi pior porque a gente teve contribuição razoável do setor externo. Deu ajuda bastante importante", afirmou a economista-chefe da Rosenberg & Associados, Thais Zara, acrescentando que o PIB teve contribuição de -5,2 por cento da absorção doméstica e de +2,7 por cento do setor externo, na comparação anual.

Ele informou ainda que vai piorar sua projeção para a queda do PIB deste ano, que está em 2 por cento.



(Reportagem adicional de Caio Saad, no Rio de Janeiro)

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O Exército, legado e sagrado compromisso

Eduardo Dias da Costa Villas Bôas

Servir à Pátria é o sagrado compromisso dos integrantes do Exército Brasileiro. A adequada compreensão e a incondicional dedicação a essa nobre missão é o legado maior que nos deixou Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, cuja sua vida é uma história de renúncia, coragem e patriotismo. 
Chefe militar invicto e cidadão inatacável, tornou-se Patrono do Exército Brasileiro não apenas pela grandeza de suas conquistas na luta pela independência, na manutenção da integridade nacional ou nas campanhas do Prata, mas também pela visão de estadista com que cuidou da reconciliação dos brasileiros nas lutas fratricidas que pacificou, e pelo respeito e dignidade que dedicou àqueles que derrotou nos conflitos externos.

A trajetória deste grande general ensina aos soldados de todos os tempos que a grande e generosa nação que almejamos todos exige a permanente vigilância pela sua integridade e impõe a capacitação de suas Forças Armadas para garantir seus interesses e assegurar sua soberania.

À integridade territorial construída por Caxias seguiu-se a obra ainda por terminar da integração de todas as regiões do País à vida socioeconômica brasileira.

Nessa epopeia, ninguém superou Cândido Mariano da Silva Rondon, o marechal Rondon, militar e sertanista que no início do século passado desbravou os mais inóspitos sertões para unir o Brasil pelas linhas telegráficas, mapeou territórios selvagens e demarcou nossas fronteiras. Seu espírito humanista garantiu que as comunidades indígenas até então desconhecidas tivessem respeitadas suas culturas e sua integridade. Mato-grossense descendente de índios bororós e terenas, cunhou a frase imortal que foi sua divisa no trato com os silvícolas: “Morrer se preciso for, matar nunca”.

A continuidade desse esforço nos nossos dias pode ser vista no entusiasmante trabalho de nossos soldados que, longe de tudo e contra todas as dificuldades, representam o Estado brasileiro nos mais remotos pontos das nossas fronteiras, levando, juntamente com a nossa Bandeira, a mão amiga para socorrer aquelas longínquas populações.

Esse ideal de integração territorial, que outrora motivou portugueses a construírem mais de 60 fortes para rechaçarem as investidas de espanhóis, holandeses, ingleses e franceses, permanece vivo nos projetos estratégicos que hoje impulsionam o Exército para o futuro.

Com esse propósito a Força Terrestre conduz o arrojado Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), para ampliar o controle da nossa extensa faixa de fronteira, aliando recursos de alta tecnologia desenvolvidos por empresas nacionais à concepção que integra as ações das Forças Armadas com todos os órgãos responsáveis pela segurança pública e de fiscalização, nas três esferas do poder.

O Sisfron, apoiado numa extensa e sofisticada rede de sensores, interligados a sistemas de comando e controle, por sua vez conectados às unidades operacionais com capacidade de resposta em tempo real, permitirá um salto de qualidade e eficiência na melhoria da vigilância daqueles limites internacionais para o combate aos delitos transfronteiriços, a par de importantes benefícios sociais, como controle ambiental, informações climáticas, alerta e atuação em desastres naturais, educação, saúde e vigilância sanitária, entre outros.

A tradição vitoriosa herdada de Caxias prossegue inviolada até os nossos dias, honrada pelos pracinhas que há 70 anos cruzaram o Atlântico na gloriosa campanha da Força Expedicionária Brasileira em campos italianos, pelos milhares de soldados que desde 1948 cooperam para a paz mundial nas missões das Nações Unidas ou da Organização dos Estados Americanos e por aqueles que devolvem a cidadania usurpada aos moradores de comunidades antes dominadas por organizações criminosas.

Esse cidadão fardado, o seu Soldado, que representa a força da nossa Força, sustentado por valores culturais, morais e éticos cultuados pelo povo a que serve e protege, pavimenta o sólido percurso que permite à instituição gozar de elevados níveis de confiabilidade perante a sociedade.

Dessa forma, o Exército faz-se presente no cotidiano da nossa gente, com responsabilidade e competência, atuando em resposta às demandas conjunturais que lhe exigem a presença, como na condução da Operação Pipa, na pacificação dos complexos do Alemão e da Maré, no socorro à população diante das calamidades, no combate à dengue e nos eventos de singular importância e de visibilidade internacional, como a visita do papa na Jornada Mundial da Juventude, a Copa do Mundo e, no próximo ano, a Olimpíada.

O Exército de Caxias, fiel ao que preceitua o artigo142 da Constituição federal, é o instrumento capacitado, juntamente com a Marinha de Tamandaré e a Força Aérea de Eduardo Gomes, a garantir a normalidade do ambiente propício ao desenvolvimento, no qual a verdadeira democracia, despojada de adjetivos ou condicionantes, e a visão generosa dos homens e das mulheres de bem em torno da prevalência dos interesses nacionais criem o ambiente de oportunidades que induzirá a prosperidade que tanto perseguimos.

A ação do Exército foi, é e sempre será orientada para a defesa de nossa soberania e da sociedade a que servimos, pela manutenção da integridade territorial e garantia da estabilidade social, na senda da legitimidade que o respeito à legalidade conquista.

Em breve retorno aos feitos de Caxias, constatamos que o Exército Brasileiro mantém a sua missão constitucional como farol, fiel ao sagrado compromisso com a Pátria, sempre ao lado da sociedade e em perfeita harmonia com os valores que caracterizam desde sempre a instituição.

*Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, General de Exército, é Comandante do Exército Brasileiro

GOVERNO MANTÉM 113 MIL CARGOS DE CONFIANÇA, 18 MIL ATENDEM A PRESIDENTE

É um festival de cargos com altos salários e muitas regalias.

O governo anunciou na segunda-feira (24) uma reforma administrativa para cortar gastos. O POVO SÓ ACREDITA VENDO NA PRÁTICA.

Os planos incluem o fim de dez ministérios e o corte de mil cargos de confiança. PARA RIR OU CHORAR?

Ao logo dos últimos meses, tem sido divulgada uma série de dados sobre como a “máquina pública” aumentou nos últimos anos. Atualmente, o Poder Executivo possui 39 ministérios com orçamento de R$ 2,8 trilhões em 2015.

Para fazer a administração funcionar cerca de 616 mil servidores civis ativos trabalham em órgãos, autarquias e fundações. De 2002 para cá, foram quase 130 mil servidores federais civis a mais no quadro.

100 mil cargos, funções de confiança e gratificações

O Poder Executivo federal possui quase cem mil cargos, funções de confiança e gratificações. Somente os chamados cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) somam 22.559. Tanto a quantidade de servidores como as “comissões” cresceram significativamente nos últimos anos. Nos últimos 13 anos, cerca de 30 mil novos cargos, funções de confiança e gratificações foram criados. Os DAS eram de 18.374 em 2002.

Só a presidência tem 18 mil servidores

Com a intenção de dar maior visibilidade e prestígio a algumas áreas, ou para criar cargos atrativos politicamente, a Presidência da República cresceu de forma significativa nos últimos anos. Em 2007, eram 5.697 funcionários. Em março passado, a quantidade passou a ser de exatos 18.388 servidores. A quantidade de servidores da Presidência da República inclui a Vice-Presidência, as Secretarias, que possuem status de ministério, a Controladoria Geral da União (CGU), a Advocacia Geral da União (AGU) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Também são contabilizados servidores da ANTAQ, a ANAC e do Ipea. A estrutura da Presidência da República, também está a Secretaria de Relações Institucionais, que ainda existe com status ministerial, embora a função de titular do cargo estivesse sendo desempenhado pelo vice-presidente, Michel Temer. Também integram as secretarias de Promoção da Igualdade Racial, das Micro e Pequenas Empresas, Assuntos Estratégicos, de Direitos Humanos e de Políticas para Mulheres. 

39 ministérios

A principal mudança vai ser na Esplanada dos Ministérios. Hoje são 39. Pelo menos dez vão ser cortados, segundo promessa do Governo. Em 1985, no governo José Sarney era 25. O governo Fernando Collor reduziu para 16. E depois o número só foi aumentando, Itamar Franco teve 23 ministros. Fernando Henrique deixou o governo com 32 ministérios. O presidente Lula, com 37. A presidente Dilma Rousseff tem, hoje, 39 ministérios: 13 são do PT; 7, do PMDB. Mas outros sete partidos também estão na Esplanada.

Fonte: Com informações do Contas Abertas

OPERAÇÃO FLAGRA TRABALHO ESCRAVO EM OBRA DO GOVERNO FEDERAL

Seis homens foram resgatados em Santa Rita de Cássia (BA) e haviam sido contratados para obras do Programa Nacional de Habitação Rural
Uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA) resgatou seis homens em condições análogas às de escravo no município de Santa Rita de Cássia, na Bahia. Eles trabalhavam para a Associação Cultural e Recreativa do Distrito de Stela Dubois em um assentamento do Incra e vivam em alojamentos insalubres. Eles foram contratados para construir casas populares do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), do governo federal.

Os operários dormiam em alojamentos improvisados, sem sanitários, nem água potável ou local para armazenar e preparar alimentos. A associação burlava o sistema da Caixa Econômica Federal ao atuar como empreiteira, quando o projeto original se destinava a financiar construções em regime de mutirão. A negociação previu pagamento por casa construída em valores inferiores ao piso salarial da construção civil na região.
A inspeção foi realizada entre 17 e 21 de agosto, da qual participaram o procurador do Trabalho Ilan Fonseca, a auditora-fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego, Larissa Fonseca Landulfo Jorge, e autoridades do governo estadual da Bahia.
TAC – O presidente da associação, Moacyr Fontes de Brito, assinou um termo de ajuste de conduta (TAC) com o compromisso de pagar rescisões de contrato dos operários, que variam de R$1,8 mil a R$9,9 mil, e de assinar carteira de trabalho. Além das rescisões, cada um dos operários resgatados receberá indenização de R$ 5 mil.
A diretoria da associação também se comprometeu a pagar R$ 130 mil por danos morais coletivos. O dinheiro será revertido para o Fundo de Promoção do Trabalho Decente (Funtrad), que foi instituído pelo governo da Bahia para financiar projetos e ações em prol de melhores condições de trabalho no estado.
O pagamento aos resgatados deve ser feito até 4 de setembro. Já a indenização por danos morais coletivos deve ser depositada até o 21 de setembro na conta do Funtrad. Caso haja atraso no pagamento, Moacyr Brito e a associação poderão ter que pagar multa de R$65 mil.
Obrigações – No TAC, a Associação Stela Dubois se comprometeu a sempre registrar os funcionários em carteira de trabalho e a fazer os pagamentos até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado mediante recibo. Também é obrigada a garantir alojamentos em alvenaria que tenham alvará da prefeitura, equipados com água encanada, energia elétrica, sanitários, cozinha ou refeitório, colchões, roupas de cama e armários.
O acordo também veda a contratação de operários por meio de terceiros. O documento se refere apenas à obra fiscalizada, que previa 25 casas em assentamento do Incra na Vila Pa, Beira-Rio, a cerca de 20 quilômetros do centro de Santa Rita de Cássia. O termo ainda proíbe a associação de contratar pedreiros ou qualquer outro trabalhador para a construção de casas dentro do Programa Nacional de Habitação Rural, que é destinado exclusivamente à construção de casas em regime de mutirão e sem remuneração pelos beneficiários das moradias.

Fonte: Informações da Procuradoria-Geral do Trabalho

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Nós, do Exército Brasileiro!

Gen Bda Paulo Chagas
Fomos nós, do Exército Brasileiro, que lutamos nos Guararapes contra o invasor holandês, justificados e motivados pelo sentimento de pátria que o amálgama de raças e o amor à terra fazia surgir.
Fomos nós que asseguramos a Independência, que lutamos na Cisplatina e que defendemos a honra, os interesses, a soberania e o patrimônio da Pátria nas guerras e conflitos internos que abalaram, ameaçaram e fixaram nossas fronteiras e asseguraram a unidade nacional.
Fomos nós que, aliados a antigos adversários, fizemos malograr as intenções expansionistas de Solano Lopes.
Somos nós, do Exército Brasileiro, que temos na consciência o peso da participação na derrubada do Império e que conhecemos a responsabilidade que nos cabe na instauração desta República que, até os dias de hoje, envergonha a história política do Brasil.

Fomos nós que lutamos em Canudos, no Contestado e na 1ª Grande Guerra Mundial. Fomos nós que, ao morrermos movidos pelos ideais "tenentistas", escrevemos a epopeia dos "18 do Forte"

Fomos nós, do Exército Brasileiro, que ajudamos a colocar Getúlio no poder e não o impedimos de implantar o Estado Novo.

Somos os mesmos que, em 35, sofremos na carne a traição e a agressão assassina de comunistas fardados, falsos camaradas, idiotizados pelo internacionalismo vermelho.

Fomos nós que lutamos na Itália e que trouxemos de lá lauréis de bravura e de abnegação que refletem nosso exacerbado amor à liberdade e à justiça.

Somos os mesmos, os do Exército Brasileiro, que, em MARÇO DE 1964, assumimos a liderança do clamor popular que repudiava a ameaça comunista que, mais uma vez, nos rondava às escâncaras e à sorrelfa, pregando mentiras e preparando o golpe de morte aos valores pelos quais sangráramos em guerras e revoluções.

Fomos nós, do Exército Brasileiro, que lutamos nas matas do Araguaia contra uma guerrilha de lunáticos, preparados por fanáticos da utopia comunista e liderados por falsos profetas que pregavam o ódio e exploravam desigualdades e injustiças que nunca pretenderam ou seriam capazes de corrigir.

Somos os mesmos que, atônitos, vimos surgir nos grandes centros a ação deletéria, covarde e assassina de terroristas treinados longe da Pátria que, misturados às próprias vítimas, as usavam como escudo e camuflagem. Aprendemos, não sem perdas e sem o sacrifício de pessoas inocentes, a conhecê-los, a combatê-los e a vencê-los!

Fomos nós que, com o espírito aberto e pacificador de Caxias, assistimos ao retorno dos banidos, dos fugitivos da justiça e dos exilados e que, inocentemente, alimentamos a crença de que, anistiados, voltavam ao convívio e ao aconchego da Pátria para ajudar na construção do Brasil livre, desenvolvido e democrático que o desejo da maioria impunha construir.

Fomos nós, do Exército Brasileiro, que, como Soldados da Paz, arriscamos nossas vidas na África, no Timor Leste e na Bósnia. Fomos nós que, ao levarmos a paz e a solidariedade ao sofrido povo do Haiti, morremos com ele, soterrados no cumprimento do dever.

Fomos nós, do Exército Brasileiro, que conduzimos e executamos as operações que resultaram na retomada de áreas ocupadas por facínoras e traficantes nos complexos de favelas do Rio de Janeiro, devolvendo e assegurando àquelas comunidades os direitos de cidadãos que a covardia, a omissão, os interesses e a conivência de políticos, governantes e até de policiais lhes haviam tirado.

Este rápido, superficial e incompleto passeio pela história de nossos feitos, faz ver que nós, do Exército Brasileiro, desde Guararapes até a "Maré", carregamos e continuaremos a carregar a herança desses fatos e responsabilidades que não pertencem ao passado ou aos que lá estiveram naqueles momentos, mas a nós todos, soldados de ontem, de hoje e do amanhã, porque é herança de honra, de glória e de responsabilidade!

O que está feito não pode ser mudado e pertence a todos nós. Não há como apagar a história nem há como fugir à responsabilidade sem deixarmos de ser nós mesmos. Não há ordem ou desconforto, de quem quer que seja, que nos possa fazer esquecer ou ser menos responsáveis ou orgulhosos dos feitos e fatos que compõem a nossa história, sob pena de termos que abdicar do orgulho de sermos nós, os do Exército Brasileiro!

JORNAL BRITÂNICO TRAÇA PERFIL DE DILMA E QUESTIONA SE A PETISTA SOBREVIVERÁ A CRISE

A edição do jornal britânico The Observer de domingo trouxe um perfil da presidente Dilma Rousseff e questionou se a petista terá condições para sobreviver à crise que se instaurou em seu governo.
A reportagem, relembra o passado de ex-guerrilheira comunista de Dilma e pontua os principais dilemas de seu segundo mandato, inclusive o embate com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.
Segundo o semanário, que é publicado aos domingos, Dilma optou pelo silêncio como estratégia para enfrentar a turbulência.
“Isso (silêncio) se provou uma virtude e um defeito em uma carreira pitoresca de ativista estudantil a tecnocrata para líder da sétima maior economia do mundo”, diz o jornal.
“Nos anos 70, Rousseff foi detida e *supostamente torturada durante a *intervenção militar sem delatar os nomes de seus camaradas do submundo marxista”, acrescenta.
“Atualmente, no entanto, sua falta de vontade para se engajar em um debate e construir alianças é amplamente visto como um fator chave em uma crise política que a tornou a presidente mais impopular desde a redemocratização”, finaliza.
De acordo com o periódico, menos de um ano depois de ser reeleita, a presidente enfrenta uma “coalizão fragmentada, uma economia claudicante e o maior escândalo de corrupção na história do país”.
O jornal lembra que há insatisfação mesmo entre os mais pobres, que formam a base eleitoral de Dilma.
“A hostilidade era esperada das famílias de classe média, branca e rica, mas Rousseff também desapontou muitos dos que a colocaram no poder”, diz.
O semanário compara o governo de Dilma com o de seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e diz que, durante seu mandato, o PT “perdeu o brilho”.
“Diplomatas admitem reservadamente que a presidente tem pouco interesse na política externa. Ambientalistas condenam sua aprovação do fraco código florestal, a construção da hidrelétrica na floresta amazônica e o desenvolvimento de combustível fóssil pela Petrobras”.
CUNHA
O jornal lembra o embate de Dilma, quando ainda era ministra de Minas e Energia, com o atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a ponto de ela ter quebrado o protocolo durante a posse do peemedebista, deixando o Congresso pela porta por onde entrou, de modo a evitar cumprimentá-lo.
“Cunha, agora presidente da Câmara, parece não ter perdoado ou esquecido o deslize. Apesar de pertencer ao partido aliado de Rousseff, ele concorreu contra o candidato de Dilma à presidência da Câmara e venceu”.
NUNCA FOI ELEITA NEM PARA VEREADOR
O jornal assinala ainda que, antes de se tornar presidente, Dilma nunca havia sido eleita para qualquer cargo político.
“Ela foi uma escolha controversa para substituir Lula, mas inicialmente se provou um sucesso com os eleitores, facilmente vencendo a eleição de 2010 e conduzindo o boom econômico e levando a cabo uma política de redistribuição de renda que lhe assegurou seus índices de aprovação a 80% *e que agora não passa de 7%”.
“A subsequente desaceleração do crescimento erodiu sua sustentabilidade, mas ela ainda conseguiu enfrentar os protestos de 2013 e as vaias das multidões da Copa do Mundo no ano seguinte para assegurar sua reeleição em 2014″. “Desde então, os aliados vêm firmemente abandonando a sua base”, diz o jornal.
Segundo o semanário, “as alternativas para Dilma ? renúncia, impeachment ou golpe” seriam provavelmente piores para o país. “O dilema parece ter sido reconhecido por empresários e pela mídia tradicional, que vem recentemente atenuando as reivindicações pela remoção da presidente pelo temor de que o país perca o grau de investimento”, finaliza. (Com informações de The observer, via BBC, editado por FCS Brasil) Leia o texto original.