Para 58% da população brasileira, mulheres infectadas pelo vírus zika não deveria ter permissão para abortar. A maioria também mantém a postura mesmo em casos de confirmação de que o bebê terá microcefalia (51%), a má-formação no cérebro de recém nascidos.
Esse é o resultado de uma pesquisa do Datafolha divulgada nesta segunda-feira (29). A defesa do direito ao aborto nestes casos foi feita por 32% dos entrevistados e 10% não opinaram. A rejeição ao aborto é maior entre mulheres (61%, ante 46% dos homens).
Estudos recentes reforçam as evidências de que a epidemia de zika pode estar associada ao surto de casos de bebês nascidos com microcefalia no Brasil. Um grupo de estudiosos de questões ligadas às mulheres, o Instituto Anis, já afirmou que pretende apresentar em até dois meses uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para permitir a legalização do aborto decorrente de contágio pelo zika.
O processo deverá pedir à Corte que conceda o direito às gestantes de interromper a gravidez caso tenham sido infectados pelo vírus que pode causar, entre outras doenças, microcefalia nos fetos.
Nesta segunda-feira (29), o ministro da Saúde Marcelo Castro disse que a posição do ministério é a da “defesa da legalidade”. “Nós somos agentes públicos e cabe a nós não fazer as leis, mas aplicá-las. E as leis brasileiras não permitem o aborto nesses casos de microcefalia. É permitido no caso de anencefalia, no caso de estupro e no caso de perigo de vida iminente da mãe. O Supremo Tribunal Federal vai julgar sobre isso. É um debate que a sociedade está fazendo”, disse.
Metade dos eleitores brasileiros não votaria em Lula se as eleições presidenciais de 2018 fossem hoje. Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (29) indica que 49% dos brasileiros não votariam no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se o pleito fosse hoje.
Ex-presidente fica atrás de Aécio e Marina em intenções de voto, mas dentro da margem de erro
A aversão a Lula está numa crescente, segundo o instituto, uma vez que, em novembro, era de 47% e, em dezembro, de 48%.
O Datafolha destaca que a rejeição atual a Lula é mais alta que aquela atingida nos meses que sucederam o escândalo do mensalão, em 2005.
A lista de rejeição tem ainda Aécio Neves (PSDB) com 23% e Michel Temer (PMDB), com 21%. A pesquisa mostrou ainda que José Serra (PSDB), com 19%, seguido de perto por Geraldo Alckmin (PSDB), com 17%, e Marina Silva (Rede), com 15%.
A pesquisa Datafolha foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro de 2016 com 2.768 eleitores de 171 cidades do País. A margem de erro do estudo é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Simulações
Apesar da rejeição ao seu nome, Lula não está completamente fora da disputa à Presidência da República. Em disputas estimuladas para a Presidência no primeiro turno, Lula fica atrás de Aécio e Marina, mas não é carta fora do baralho. Isso porque a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
No primeiro cenário, em que Lula e Aécio estão no páreo, o petista tem 20% das intenções de voto — mesmo nível conquistado em dezembro de 2015. Já Aécio tem 24% da preferência, três pontos percentuais a menos que em dezembro. Marina Silva tem 19% e brancos e nulos totalizam 16%. Jair Bolsonaro (PP) teria 6% dos votos; Ciro Gomes (PDT), 5%; Eduardo Jorge (PV), 2%; e Michel Temer (PMDB), 1%. Indecisos são 5%.
Na segunda simulação, com Geraldo Alckmin (PSDB), o petista tem os mesmos 20% que conquistaria contra Aécio — em dezembro, tinha 22% nessa hipótese. Marina Silva (Rede) lidera a corrida presidencial nessa simulação, com 23% das intenções de voto. Brancos e nulos seriam 19% do total, enquanto Alckmin teria 12%, Jair Bolsonaro (PP) conquistaria 7%, Ciro Gomes atingiria 6%. Luciana Genro (PSOL) ficaria com 3%, e Eduardo Jorge (PV) atingiria 2%. Indecisos são 6% nesta simulação.
Na terceira hipótese, Marina Silva teria 23% dos votos, Lula ficaria com 21% e José Serra (PSDB) atingiria 15%. Completam a corrida à Presidência 2018 os eventuais candidatos Jair Bolsonaro (6%), Ciro Gomes (5%), Luciana Genro (3%), Michel Temer (2%) e Eduardo Jorge (2%). Brancos e nulos são 18% nessa simulação, enquanto os indecisos somariam 6%.
No quarto cenário, com os três possíveis candidatos tucanos, Aécio Neves teria 20%, Lula ficaria com 19%, Marina totalizaria 17%, Serra conquistaria 7% e Alckmin chegaria aos 5% — mesmo patamar de Bolsonaro. Completam a lista Ciro Gomes (4%), Luciana Genro (2%), Michel Temer (1%) e Eduardo Jorge (1%). Brancos e nulos seriam 13%, e os indecisos 5%.
O Estado Islâmico já atraiu mais de 30.000 jovens de 100 países para engrossar as fileiras de seu exército terrorista, desde 2014.
Um xeique saudita, proibido de entrar em 30 países da Europa e acusado de aliciar jovens para o Estado Islâmico, pregou no Brasil em janeiro deste ano
O chamado para que muçulmanos que vivem no Ocidente lutem na guerra que espalha destruição e morte no Iraque e na Síria ou participem de atentados em seu próprio país geralmente começa com a pregação, pela internet ou em mesquitas, de líderes religiosos radicais, que apresentam a morte em nome da religião como algo altamente recomendável para quem quer provar o comprometimento com o Islã. Assim foram recrutados os jovens que perpetraram os ataques de janeiro e novembro do ano passado em Paris. A mesma estratégia de aliciamento religioso levou um casal de muçulmanos que vivia na cidade americana de São Bernardino a matar catorze pessoas em nome da jihad, a guerra santa. O Brasil não está imune à atuação dos pregadores radicais. Segundo matéria exclusiva da revista ‘Veja’ desta semana, no mês passado, entre 18 e 28 de janeiro, o xeique saudita Muhammad al-Arifi pregou a jovens e crianças muçulmanos em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina. Considerado um dos muçulmanos mais influentes do mundo, Al-Arifi é tratado na Europa como uma ameaça proporcional ao seu sucesso.
O clérigo de 45 anos entrou no radar dos serviços de inteligência europeus com a deflagração da guerra civil na Síria, em 2011. Ele passou a usar a internet para defender a reação violenta dos sunitas contra o regime de Bashar Assad, pertencente à minoria alauita, alinhada com o ramo xiita do islamismo. “É garantida a permissão para lutar àqueles que estão sendo perseguidos. Vocês estão no front, mas nós iremos segui-los e lutaremos com vocês”, disse o clérigo em uma de suas manifestações. Al-Arifi possui o maior número de seguidores nas redes sociais do Oriente Médio e suas declarações têm a força de um canhão. Ele contabiliza 14,3 milhões de fãs no Twitter e 21 milhões no Facebook. Em 2013, disse em uma conferência de apoio às forças anti-Assad que “os xiitas são infiéis que devem ser mortos”. Presente à conferência estava o então presidente egípcio Mohamed Morsi, integrante do grupo fundamentalista Irmandade Muçulmana, que foi deposto em um golpe militar no mês seguinte.
Em 2012, durante uma das frequentes visitas que fez ao Reino Unido, Al-Arifi pregou aos muçulmanos da mesquita Al Manar Centre, em Cardiff, capital do País de Gales. O discurso incandescente do saudita foi acompanhado por agentes de segurança britânicos, que detectaram o risco potencial do clérigo. Sua retórica exaltava a nobreza dos muçulmanos que ofereciam a vida em combates em nome do Islã. Dois anos depois, o jovem Reyaad Khan e os irmãos Nasser e Aseel Muthana, que estavam na plateia de Al-Arifi, apareceram em um dos vídeos de propaganda do Estado Islâmico. Khan, de 21 anos, morreu em julho do ano passado em um ataque com drone realizado pela Inglaterra. A constatação de que suas mensagens em favor da jihad podem ter levado os ingleses a se alistar nas fileiras do EI fez com que o governo inglês proibisse, em 2012, a entrada de Al-Arifi no Reino Unido, alegando que ele “representava uma ameaça à segurança”.
Membro da vertente sunita do islamismo, Al-Arifi é um expoente do wahabismo, que surgiu na Arábia Saudita no século XVIII e promove a leitura estrita e literal do Corão. O wahabismo é a matriz ideológica de organizações terroristas como a Al Qaeda, o Boko Haram, da Nigéria, e o Estado Islâmico. Muçulmanos mais moderados, como o xeique Zane Abdo, do Centro Islâmico de South Wales, em Cardiff, vetaram a presença de Al-Arifi na mesquita. Até no Marrocos, um país de maioria muçulmana, Al-Arifi foi hostilizado e cancelou a visita. Em 2012, organizações de direitos humanos da Suíça denunciaram a visita iminente de Al-Arifi ao país. O governo suíço se convenceu de que as pregações de Al-Arifi feriam a lei por fazer apologia da violação dos direitos das mulheres, da homofobia e do antissemitismo. Por causa desse parecer, as autoridades emitiram uma ordem proibindo sua entrada no país, decisão que alcançou os outros 25 países signatários do Acordo Schengen, de livre trânsito entre as fronteiras.
Em São Paulo, Al-Arifi visitou a Liga Juventude Islâmica Mesquita do Pari, localizada na região central da capital. Ele participou das orações e fez palestras para os fiéis. Seu anfitrião, o xeique brasileiro Rodrigo Rodrigues, reagiu com indignação às acusações que pesam contra Al-Arifi. Procurado por ‘Veja’, Rodrigues negou que o colega tenha um discurso radical e sugeriu que o saudita é vítima de uma campanha difamatória e de perseguição de países como a Inglaterra. Segundo um frequentador do templo, em nenhuma das palestras públicas Al-Arifi deu mostras de radicalismo. Mas nos encontros pessoais, nos quais era apresentado ou falava rapidamente com alguns brasileiros convertidos, ele fazia uma abordagem mais contundente. Al-Arifi dizia: “Você é um bom muçulmano?”. Ao ouvir um “sim”, ele completava: “Então, diga-me qual é a sua jihad”. Depois de ouvir as explicações sobre o esforço que cada um dizia fazer, ele parabenizava, mas fazia uma ressalva enigmática: “Nunca se esqueça daqueles irmãos que literalmente dão a vida pela religião”.
Al-Arifi visitou também a favela Cultura Física, na cidade de Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo. O saudita foi apresentado ao rapper César Rosalino, que, depois de transitar pelo budismo, pela umbanda e pelo pentecostalismo, converteu-se ao Islã e adotou o nome de Abdul al Qadir. Al-Arifi foi conhecer uma casa de oração na qual se reúnem moradores que abraçaram o discurso de transformação social que o rapper associou à religião. Vivendo da venda de roupas estampadas artesanalmente com os símbolos de organizações terroristas como Hammas e Jihad Islâmica, Al Qadir proporcionou ao saudita um dos pontos altos da visita ao Brasil. De acordo com um participante do encontro, Al-Arifi ficou bastante interessado em patrocinar a expansão de mussalas – as casas de oração que não possuem a liderança de um xeique – como forma de difusão do islamismo no Brasil.
Como a versão do Islã almejada por Al-Arifi é de uma religião de intolerância e violência, o interesse dele pelo Brasil não deve ser ignorado pelas autoridades. Segundo um policial federal que atua no monitoramento de extremistas, não é por acaso que o saudita visitou áreas socialmente vulneráveis e conflagradas, como as favelas. Os estudos mais recentes com convertidos no Ocidente mostram que a combinação de fatores como a busca por reconhecimento social e a revolta natural da juventude está na origem do processo de radicalização islâmica. Na Europa, muitos dos que acabaram se juntando ao Estado Islâmico tinham problemas com drogas ou participavam de pequenos delitos antes de canalizar suas frustrações pessoais para a violência religiosa.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deve deixar a pasta ainda nesta semana. Segundo a colunista Monica Bergamo, da ‘Folha de S. Paulo’, interlocutores da equipe de Dilma Rousseff dizem que ele já tomou a decisão, mesmo que a presidente preferisse que ele continuasse. Os dois já teriam inclusive conversado sobre a eventual demissão.
Ainda de acordo com a colunista, Cardozo, que já ameaçou pedir demissão em outras oportunidades, não deve voltar atrás. Mas não está descartada a possibilidade de ele ser aproveitado em outro cargo.
Cardozo deixa o cargo em uma semana conturbada com denúncias que podem envolver a sua campanha eleitoral, em especial depois da prisão do marqueteiro petista João Santana, e com a presidente que está cada vez mais isolada e distante até mesmo do PT.
A pressão sobre Cardozo, vinda do PT, de partidos da base do governo e de representantes de setores empresariais, chegou a limites “intoleráveis” nas últimas semanas.
Francisco confirma que não visitará a Argentina em 2016 e evidencia a distância com o novo presidente do seu país
Os dois argentinos mais importantes e poderosos, o papa Francisco e opresidente Mauricio Macri, enfim celebraram seu primeiro encontro no Vaticano. Macri viajou a Roma para aplainar uma relação com o Papa que parecia complexa já antes de sua chegada ao Governo. Mas os gestos indicam que as coisas saíram pior que o esperado. O encontro durou apenas 22 minutos, o rosto de Francisco era muito sério, frio. Segundo o presidente, o Papa confirmou que também não viajará à Argentina em 2016, mas garante que o fará “o mais breve possível”. Francisco está percorrendo o continente desde que é Papa – Brasil, Paraguai, Bolívia, México –, mas até agora evitou seu país.
Existem dois fatores que medem o índice de cordialidade dos encontros do papa Francisco com os mandatários estrangeiros. Um é seu rosto durante o tradicional intercâmbio de presentes. O outro, a duração do encontro privado. E, nesta ocasião, os dois fatores falam de um encontro frio, especialmente em se tratando de um Papa argentino e o presidente de seu país. Comparem-se o rosto e as brincadeiras de Jorge Mario Bergoglio com Barack Obama, Raúl Castro ou mesmo na última audiência com o rei Juan Carlos, e sua atitude diante de Mauricio Macri. Um rosto sério, comedido, sem nenhum indício de cumplicidade ou as brincadeiras que já fazem parte da estratégia do primeiro Papa latino-americano para propiciar o diálogo até com quem – do ponto de vista religioso, cultural ou político – está mais distante de suas convicções.
Os argentinos veem, há três anos, uma cara de Jorge Bergoglio que não conheciam. Um Francisco risonho, entusiasta, sempre sorridente, feliz. Quando era arcebispo de Buenos Aires, o Papa aparecia em público quase sempre mal-humorado, duro, em combate permanente para defender suas ideias. O comentário mais recorrente na Argentina assim que começaram a ser divulgadas imagens do encontro do Papa com Macri é que havia voltado aquela expressão dura, séria, distante. O presidente argentino insistiu que a reunião tinha sido “muito boa”, mas ele e seu principal assessor, o equatoriano Jaime Durán Barba, sabem melhor que ninguém que a política moderna é feita com imagens e a que ficará é esse gesto de Francisco.
“Bom dia, senhor presidente”, foi o cumprimento do Papa, ao que Macri respondeu: “Como vai, Francisco? É um prazer”. A seguir se dirigiram à biblioteca do Palácio Apostólico, onde permaneceram 22 minutos. O verdadeiro conteúdo da conversa não costuma ser revelado, mas alguns mandatários – como no caso de Macri – costumam comentar alguns detalhes com a imprensa. O presidente argentino disse que Bergoglio pediu que tivesse “paciência” à frente do Governo da nação, e que não hesitasse na hora de enfrentar os dois principais problemas da Argentina: “O narcotráfico e a corrupção”.
Segundo a sala de imprensa do Vaticano, que em geral não dá muitos detalhes sobre esse tipo de encontro, durante o transcurso da conversa, qualificada como “cordial”, foram abordados temas “de mútuo interesse”, entre eles “a ajuda ao desenvolvimento integral, o respeito aos direitos humanos, o combate à pobreza e ao narcotráfico, a justiça, a paz e a reconciliação social”. Temas talvez muito numerosos e graves para serem tratados em 22 minutos.
Os kirchneristas não tardaram em usar as imagens para apontar que o Papa mandou uma mensagem crítica ou de desconfiança em relação a Macri, que vem adotando medidas duras como um forte aumento da energia elétrica e, ao mesmo tempo, tenta limitar os aumentos salariais para controlar a inflação.
Macri descartou implicitamente este tipo de interpretação e insistiu que o Papa e ele concordam em alguns pontos da agenda básica. “Francisco insistiu na unidade”, afirmou. O macrismo tenta convencer o Papa a apoiá-lo porque os três eixos que definiu como objetivos estratégicos são os mesmos que Bergoglio sempre defendeu: pobreza zero, combate ao narcotráfico e unidade. Macri queria que a viagem a Roma servisse para desfazer o mito de sua má relação com o Papa, que ele desmente toda vez que lhe perguntam. Mas as imagens que chegaram a todos os argentinos servirão, sobretudo, para consolidar essa ideia.
O Ministério da Justiça divulgou nesta sexta-feira, (26) que a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar as suspeitas de crimes cometidos pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso envolvendo o envio de dinheiro para e jornalista com quem teve um caso extraconjugal, Miriam Dutra, na Espanha por meio de um contrato da empresa Brasif Exportação e Importação S. A .
O inquérito correrá sob sigilo de Justiça e terá como base as afirmações da jornalista em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, na qual ela afirmou que o ex-presidente, com quem teve um caso extraconjugal, assinou um contrato fictício com a empresa pelo qual recebeu US$ 3 mil mensais entre 2002 e 2006. Ainda segundo Mirian, o ex-presidente teria enviado, por meio de contas no exterior, dinheiro para sustentar ela e seu filho Tomás no exterior quando ainda comandava o País.
A jornalista afirma ainda que chegou a ser “exilada“, pois teria sofrido pressão para não voltar ao Brasil na época em que FHC disputava a reeleição. O ex-presidente admitiu ter contas no exterior e ter dado um apartamento de 200 mil euros a Tomás, filho de Mirian, mas negou ter cometido irregularidades e mesmo ter participado do contrato da Brasif com Miriam.
A Brasif foi concessionária das lojas de free shop em vários aeroportos brasileiros até 2006 e hoje atua em diferentes ramos. A empresa também divulgou nota afirmando que FHC não teve participação na contratação de Mirian Dutra.
Todos os partidos estão implicados. A nova lei foi votada em um clima de indiferença e de leviandade que causa vertigens.
Na quinta-feira 18 de fevereiro, sub-repticiamente, em surdina, sob a indiferença geral e o desinteresse absoluto da mídia, a Assembleia Nacional aprovou em caráter definitivo o projeto de lei sobre a imigração apresentado por Manuel Valls e Bernard Cazeneuve. A reforma aí prevista transforma profundamente o sistema francês de imigração. Essa lei – por que não dizê-lo? por que dissimulá-lo? – vai, sem a menor dúvida, operar no sentido da abertura, do acolhimento, do fortalecimento dos direitos dos estrangeiros e, doutra parte, deve atuar no sentido do enfraquecimento dos instrumentos do Estado para a luta contra a imigração ilegal.
Essa lei cria um cartão plurianual de quatro anos (artigo 313-17 do Código de ingresso e permanência de estrangeiros e direito de asilo – CESEDA). Com isso, dá fim ao sistema clássico francês representado pelo cartão de permanência temporária, válido por um ano e renovável ao longo de cinco anos, como pré-condição para a concessão do título de residência de dez anos. Esse sistema impunha um período probatório a um solicitante estrangeiro, que devia dar provas de sua vontade de integração antes de obter um título durável de permanência. De agora em diante, o estrangeiro obtém, ao fim do primeiro ano, um cartão de permanência de quatro anos, ficando dispensado de renovar seus comparecimentos periódicos junto à autoridade.
A nova lei aprovada ontem prevê um dispositivo particular em favor dos estrangeiros em situação irregular, enfermos, após três meses de residência. Acometidos de alguma doença de “gravidade excepcional” – termo que abrange quase todas as doenças graves, inclusive psiquiátricas –, desde que não tenham meios pessoais para serem cuidados em seus países (renda suficiente, previdência social, hospital próximo ao domicílio), obtêm o direito de se regularizarem na França e de utilizarem o sistema de saúde francês (artigo L313-11-11 do CESEDA). Incumbe à administração, se pretende negar a regularização, apresentar as provas de que o estrangeiro dispõe pessoalmente dos meios de ser cuidado em seu país. Esse dispositivo abre uma brecha perigosa, que deve alargar-se mais e mais, sem que possamos ver quando irá parar.
Ainda, a lei Valls-Cazeneuve torna infinitamente mais complicada a luta contra a imigração ilegal. Ela suprime a retenção administrativa de cinco dias, durante a qual a autoridade pode decidir pela manutenção da retenção e, se for o caso, pela deportação do estrangeiro em situação irregular. Essa retenção, com a nova lei, passa a ser de quarenta e oito horas (artigo L551-1). Ora, os juízes são, em sua maioria, extremamente reticentes em manter essas retenções em virtude de seu distanciamento relativamente aos estrangeiros em situação ilegal que não tenham cometido delitos penais (a jurisprudência e a Lei Valls de 31 de dezembro de 2012 descriminalizaram a permanência irregular). Em 48 horas, é totalmente impossível à autoridade organizar a deportação de um estrangeiro em situação irregular. O dispositivo de luta contra a imigração ilegal deverá ficar, portanto, em grande parte obstruído. Ademais, a nova lei interdita que se mantenham retidas administrativamente as famílias com um membro em menoridade (artigo L551-1 et L561-2). A partir de então, a deportação de famílias em situação irregular resulta quase impossível.
Atualmente, para quatro situações de deportação, apenas uma é efetivamente levada a cabo. A nova lei tem potencial suficiente para agravar ainda mais a paralisia do Estado na luta contra a imigração ilegal.
Na situação atual, quando a crise dos imigrantes chega ao seu clímax na Europa, essa reforma terá necessariamente por efeito o enfraquecimento do Estado na gerência do problema da imigração. Ainda, com essa lei, ganha força a ala mais ideológica do Partido Socialista. O alarde de rigor, através da constitucionalização da revogação de nacionalidade, totalmente inútil, mal esconde a tendência a uma abstenção mais geral. Mas todos os partidos estão implicados. A nova lei foi votada em um clima de indiferença e de leviandade que causa vertigens. Apenas um deputado dos Republicanos esteve presente à Assembleia quando do voto final, concluído em menos de uma hora. Nenhum dos dois deputados da Frente Nacional assistiu a essa sessão (nem à precedente). É interessante ver que esse partido, que prosperou a partir de um discurso anti-imigração, tenha se mostrado totalmente ausente em um debate assim estratégico. Enfim, uma vez mais, face a um interesse essencial para o futuro do país, em plena crise migratória, a classe política na sua totalidade, assim como a mídia, foi surpreendida em manobras de evasão, em atitude profundamente dissimulada. Irresponsáveis todos, e todos culpados.
Como todo o cidadão de bem, sempre fui obediente à lei e à ordem. Como soldado, além disso, sempre fui subordinado à hierarquia e à disciplina, mas, se no futuro próximo houver guerra, o que restará a fazer além de encarar a luta?
Como ainda acredito que os bons sempre vencem, nada temo.
Uma gangue de arruaceiros, bandidos, fanáticos, adesistas e corruptos, conduzindo uma massa de prisioneiros da fome e da ignorância colocou o PT, o Lula e a Dilma lá e permitiu coniventemente que eles quebrassem e desmoralizassem o Brasil.
São esses mesmos traidores da Pátria que agora querem “ir à guerra” para garantir o poder sobre a massa falida em que transformaram o País!
Não passam de hienas desesperadas tentando manter a posse do que resta da carcaça.
O caos transformou o engodo em realidade e trouxe–nos a possibilidade de alijar do poder, definitivamente, o PT e seus apaniguados, como já foi feito anteriormente pelo próprio PT por nada mais do que uma Fiat Elba!
É natural que os desmascarados não queiram entregar de bom grado seus postos e privilégios.
Se vivêssemos ainda no tempo em que o crime não compensava, em que a lei, a ordem e a honestidade de propósitos estavam acima de tudo, quando os homens de bem estavam no governo e os bandidos e terroristas na clandestinidade, na cadeia, no exílio ou no cemitério, nenhuma hiena com as qualificações do Sr Lula da Silva teria coragem para fazer qualquer tipo de ameaça à Nação.
Se houver guerra, como querem o agitador mor e seus cúmplices, teremos que encará-la e ir à luta, com a convicção de que estaremos do lado certo e que teremos conosco os homens e as mulheres que foram preparados para lutar pelo que é direito com as armas do direito!
Com certeza, desta vez, eles não precisarão usar a iniciativa que lhes outorga a lógica da vontade da nacional, porquanto, como em Berlim, “ainda existem juízes no Brasil”! (*)
Em 13 de março teremos mais uma oportunidade de mostrar-lhes a força das nossas convicções, da nossa vontade e do nosso repúdio!
Nota-se uma compreensão apenas superficial das questões relacionadas ao Brasil. Contudo, pelo texto depreende-se que a notícia sobre possibilidade de intervenção militar no BRASIL já ultrapassou as fronteiras e tornou-se assunto na mídia e comunidade acadêmica de outros países.
Segundo o jornal ONLINE The CONVERSATION, o clima político do Brasil é tão polarizado e fragmentado que há várias vertentes possíveis no desenrolar dos acontecimentos. O Jornal disse que a saída de Eva CHIAVON da DEFESA e posterior assunção de um Secretário geral MILITAR foi uma demonstração de força dos militares, que sempre acharam que o cargo de secretário-geral era um dispositivo para civis exercerem influência sobre as Forças Armadas.
Segundo o CONVERSATION, enquanto alguns tentam desesperadamente incriminar Dilma Rousseff, manifestantes de direita solicitam abertamente uma intervenção militar.
O jornal menciona a Comissão da Verdade e diz que o Brasil enfrenta problemas reais entre o governo federal e Forças Armadas. Menciona ainda a exoneração do general Mourão do Comando MILITAR do SUL. O periódico diz ainda que o Ministério da Defesa no país é embrionário.
Veja o texto traduzido pela Revista Sociedade militar (Trad. livre).
O clima político do Brasil é tão polarizado e fragmentado como nunca foi, e está ficando cada vez mais desagradável. Enquanto alguns tentam desesperadamente incriminar a presidente Dilma Rousseff, uma minoria de manifestantes de direita pede abertamente uma intervenção militar. Isso tudo ocorre um ano depois de um grande relatório sobre o uso da tortura durante o regime militar, que ocorreu no Brasil entre 1964 e 1985. Como essas memórias ainda estão frescas, parece que outro golpe militar é altamente improvável – mas o Brasil, no entanto, enfrenta problemas políticos reais com suas forças armadas, e estes não podem ser ignorados.
O comandante do Exército, general Villas Boas, recentemente dispensou o Geral Mourão de sua posição como chefe do Comando Militar do Sul. Mourão tinha violentamente criticado o governo de Dilma, e teria chamado reservistas do exército para “despertar uma batalha patriótica”. Isso é preocupante, porque alguns oficiais reformados defenderam o general demitido.
Mas a liderança militar atual vê claramente a democracia como o único jogo no país. Os políticos têm aumentado significativamente o seu controle sobre os militares desde o retorno à democracia em 1985.
Ainda assim, os generais podem (e devem) usar o seu substancial peso político para defender seus interesses institucionais, enquanto as autoridades civis se omitem, muitas vezes para evitar conflitos com os comandantes. Este acordo desconfortável é em parte devido à fraqueza notória do Ministério da Defesa do Brasil.
Criado em 1999, o ministério permanece quase embrionário pelos padrões dos departamentos governamentais nacionais. Ele ainda não oferece um plano de carreira para os burocratas civis. E isso significa que está dominado pelos militares, a quem os ministros muitas vezes têm de contar para negociar questões políticas difíceis.
Celso Amorim, o ex-ministro da Defesa e das Relações Exteriores, fez reveladora comparação de suas experiências com burocracias do respectivo ministério: “No Ministério das Relações Exteriores, eu poderia ser um guerreiro. No Ministério da Defesa, eu tinha que ser um diplomata. “
Luta pelo poder
Diferenças ideológicas têm complicado os assuntos civis e militares desde que Luiz Inácio Lula da Silva venceu a eleição presidencial em 2002. Alguns membros do alto escalão de seu Partido dos Trabalhadores eram ex-insurgentes contra o regime militar. Sua sucessora escolhida a dedo, Dilma Roussef, foi um deles. Ela foi uma vítima de tortura enquanto era prisioneira política.
Por outro lado, as forças armadas continuam a chamar o golpe de 1964 de uma “revolução democrática”, que salvou o Brasil do comunismo. Conservadores militares e políticos se opõem a medidas sensatas de aumentar a supremacia civil. Eles querem manter os militares livres da influência dos ” esquerdopatas “, ou esquerdistas patológicos.
Em setembro de 2015, a cúpula militar ficou furiosa por um decreto presidencial que transferira a autoridade sobre a maioria das promoções para o Ministério da Defesa. Mas o fator mais crucial gerador da indignação não era o conteúdo do decreto, mas maneira muito lamentável do governo de lidar com a questão.
O projeto inicial garantiu que comandantes militares manteriam sua alçada. Mas, enquanto o ministro da Defesa Jacques Wagner estava em uma licença de ausência, o secretário-geral do ministério, Eva Chiavon, fingiu que os comandantes tinham consentido a modificação. O decreto, em seguida, entrou em vigor com a assinatura do presidente Rousseff.
A liderança militar rapidamente pressionou o governo a emitir uma errata da ordem executiva e sub-delegar a responsabilidade de lidar com as promoções de volta para os comandantes. Depois desse episódio, as forças armadas realmente conseguiu aumentar a sua margem de manobra no Ministério da Defesa.
Então, no curso de uma remodelação do gabinete em outubro, secretário-geral Chiavon foi substituído por um general aposentado do exército . Os chefes militares sempre tiveram suas dúvidas sobre o cargo de secretário-geral, que a viam como um dispositivo para exercer influência civil sobre eles.
Longo caminho adiante
Esta foi uma oportunidade perdida para fortalecer a mão do estado civil. burocracias militares em geral são conhecidos pela sua inércia institucional e supervisores civis precisam ter certeza de que eles podem nomear os agentes a quem eles confiam e orientá-los de forma mais eficaz.
Não se engane, a resistência militar contra ameaças de supostos regimes ideológicos e resistência ao papel apropriado de civis em assuntos militares são problemas preocupantes para muitos países. Mas se o Brasil quer desempenhar um papel verdadeiramente fundamental nos assuntos mundiais , ele vai precisar de suas forças armadas para executar missões cada vez mais sofisticadas e tarefas como a que está atualmente no Haiti , por exemplo.
Forças armadas do Brasil deve aceitar plenamente que as autoridades civis devem dar as ordens, independentemente da sua experiência ou filiação partidária. A orientação política não é considerada imprópria, é o estado normal das coisas em qualquer democracia.
Mas, líderes civis também tem que estudar-se sobre assuntos militares se eles querem exercer contrapeso sobre a influencia das forças armadas. Caso contrário, os militares vão continuar a desfrutar (e exigir) um tratamento preferencial.
A longo prazo, isso pode ser um pouco mais produtivo para a democracia no Brasil do que um punhado de generais de cabeça quente flertando com a restauração da tutela militar.
The Conversation atua em cinco países, a sede fica na Austrália. O texto foi publicado nos EUA e é de Christoph Harig
A frase foi criticada pela Conferência Episcopal que pede respeito à fé de milhões de portugueses
Cartaz pró-LGBT afirma que Jesus tinha dois pais
Em Portugal uma campanha do Bloco de Esquerda (BE) em apoio a adoção de crianças por casais homossexuais tem gerado uma grande polêmica.
Isso porque a entidade política pró LGBT resolveu colocar uma imagem de Jesus Cristo e dizer que “Jesus também tinha 2 pais”, causando uma grande confusão com os cristãos e gerando revolta por parte da Conferência Episcopal.
Manuel Barbosa, porta-voz da Conferência Episcopal, emitiu uma nota dizendo a propaganda é “uma afronta aos crentes”.
“Deve haver respeito pela liberdade de expressão. Sabemos que esse respeito deve ser sempre um respeito mútuo. A liberdade implica sempre relação e corresponsabilidade e, este respeito mútuo, não sei se está presente no anúncio deste cartaz”, disse ele em entrevista à agência Lusa.
O religioso não tem dúvidas de que o cartaz “afronta os crentes que seguem Jesus Cristo e os que são da igreja, naturalmente”.
O jornal Público divulgou que o cartaz com a imagem de Jesus é apenas uma das diversas campanhas que o BE pretende distribuir pelo país, citando que há ainda um outdoor com desenhos que representam diferentes tipos de famílias acompanhados da palavra “Igualdade”.
Sobre o cartaz, a deputada do BE, Sandra Cunha, disse que a intenção não é ofender os cristãos, apenas “mostrar às pessoas que sempre existiram famílias diferentes e que essa não é uma realidade nova nem recente”.
Ainda segundo a deputada, os dois pais a que se refere o cartaz são o pai espiritual e o pai terreno de Jesus Cristo.
Mas para o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa essa analogia não faz nenhum sentido para tentar promover o casamento gay e a adoção de crianças por esses casais.
“Essa dos pais espirituais é abusiva. Penso que há um certo aproveitamento, num período em que na igreja se está a viver um tempo forte de Quaresma, depois a Páscoa e o Ano da Misericórdia. Não sei se é coincidência ou se é propositado”, disse.
Eles reclamam do fechamento de contas e grupos administrados que promovem o terrorismo nas redes sociais
Estado Islâmico faz ameaças ao fundador do Facebook
Em um novo vídeo divulgado pelo Estado Islâmico eles prometem atacar os fundadores das redes sociais Twitter e Facebook. Isso porque as empresas resolveram bloquear conteúdo terrorista nas redes sociais.
No vídeo que ameaça Jack Dorsey, do Twitter, e Mark Zuckerberg, do Facebook, o EI promete tomar dez contas para cada uma que for bloqueada por divulgar o terrorismo.
“Se vocês fecharem uma conta, nós tomaremos dez em troca e logo seus nomes serão apagados, após deletarmos seus sites, se Alá quiser”, diz trecho da ameaça.
Durante o vídeo as imagens dos dois executivos aparecem perfuradas com balas e os terroristas ainda afirmam ter o controle de mais de 10.000 contas e 150 grupos no Facebook, além de 5.000 perfis no Twitter.
Na primeira semana de fevereiro o Twitter anunciou a suspenção de 125.000 contas relacionadas ao terrorista desde meados de 2015.
A empresa já está ciente das ameaças, mas afirmou que não irá se pronunciar sobre este vídeo porque as ameaças são frequentes. “Acontece o tempo todo”, disse um porta-voz do Twitter.
Em março do ano passado a empresa de Dorsey já havia sido ameaça pelo EI. Na época os terroristas disseram que a guerra virtual se tornaria real, isso porque a empresa faz questão de fechar as contas dos terroristas no microblog.
Em janeiro deste ano diversos empresários de tecnologia se reuniram com o governo americano para discutir formas de combate ao terrorismo on-line. Entre eles estavam os executivos do Twitter, Facebook, Apple, Microsoft, além de Michael Rogers, diretor da Agência de Segurança Nacional, e James Comey, diretor do FBI. Com informações Veja
A esquerda transformou o sistema educacional brasileiro no pior de todo o mundo razoavelmente desenvolvido.
O objetivo último do sistema educacional brasileiro ao final do ciclo de estudos é que os educandos atinjam o mesmo padrão de idiotia de seus professores.
O ensino de literatura portuguesa foi excluído formalmente do curriculum nacional. Dizemos formalmente por que na prática real da sala de aula ele já foi eliminado faz tempo. Da mesma forma como o ensino de literatura nacional já foi eliminado e substituído pelo ensino de uma pseudo-história literária do país. E a história nacional e universal propriamente ditas foram substituídas pela exibição de sequências temporais de exemplos de "luta de classes" e de "injustiça social" que marcam a vida no planeta.
O ensino da norma culta do idioma foi substituído pela relativização de sua importância por meio da consideração do falar natural iletrado como fato social a ser apreciado. Por sua vez, o ensino dos rudimentos de ciências naturais deu lugar à pseudociência do ambientalismo embalada na vigarice pedagógica da multidisciplinaridade e estudo do meio, que nunca serviram para ensinar ciência a ninguém. E até mesmo o rigor lógico formal aparentemente instransponível da matemática foi corrompido por estratégias falaciosas de ensino envolvendo “contextualização” como pretexto para não se ensinar a disciplina como ela deve ser ensinada e aprendida.
A esquerda transformou o sistema educacional brasileiro no pior de todo o mundo razoavelmente desenvolvido, matando no nascedouro de uma geração qualquer possibilidade de nos constituirmos como civilização. O sistema de educação nacional pública e privada serve tão somente para doutrinar segundo a agenda ideológica marxista da esquerda, para implantar e reforçar estereótipos de vítima social ou de culpa por dívida histórica, conforme o segmento de renda atendido, ambos devidamente apresentados sob o eufemismo de consciência social ou consciência crítica.
O objetivo último do sistema educacional brasileiro ao final do ciclo de estudos é que os educandos atinjam o mesmo padrão de idiotia de seus professores, que por sua vez já saem devidamente idiotizados das favelas de pensamento em que se transformaram os cursos de licenciatura das universidades brasileiras, incluindo as universidades públicas de mais prestígio.
No dia em que os brasileiros derrotarem a esquerda e conseguirem retomar as rédeas de seu destino na tentativa de se constituir como nação civilizada, coisa que ainda não somos e jamais seremos enquanto a esquerda estiver no poder, uma das primeiras medidas a serem tomadas será jogar no lixo tudo o que se fez e se produziu em termos de educação nas últimas duas décadas, pois nada do que foi feito nessa área nos últimos anos pode ser aproveitado. Pelo contrário, a nossa miséria civilizacional se explica em grande parte pelo crime continuado de lesa pátria que a esquerda vem praticando nos últimos anos desde que tomou de assalto o sistema de educação nacional, quando deu início à marcha rumo à idiotia que nos transformou em pária entre as nações.
Comuna Aldo REBELO leva ÁRABES para conhecer nosso sistema de MONITORAMENTO de fronteiras.
A imprensa divulgou pouco esse evento, que ocorreu pouco depois do carnaval.
Logo depois do carnaval uma gigantesca comitiva de representantes de países árabes visitou, a convite do ministro Aldo Rebelo, a Brigada de Cavalaria Mecanizada sediada em Dourados. Mato Grosso do SUL (MS). Lá é a sede do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteira (Sisfron). Em meio a comitiva estavam embaixadores e diplomatas da Arábia Saudita, Argélia, Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Jordânia, Kuait, Líbano, Líbia, Liga Árabe, Marrocos, Mauritânia, Palestina, Sudão e Tunísia.
Aldo disse que o Sisfron “tem despertado interesse em todos os países”, como demonstrou a visita. “Ele pode ser adaptado às necessidades de outros países, e diplomatas que aqui estão vão relatar o que viram a seus governos.
O Brasil tem enormes territórios, espaço aéreo e marítimo, e queremos compartilhar nossa experiência com os países amigos”, ressaltou o ministro. O mais velho da comitiva, o embaixador Ibrahim Mohamed Khalil, da Palestina, agradeceu a ALDO REBELO pela oportunidade de conhecer nossos sistemas de DEFESA.
Aldo rebelo parece um ministro GENEROSO no que diz respeito a fornecer informações sobre nosso território, fronteiras e sistemas de monitoramento. Há algumas semanas ele convidou o Ministro da DEFESA da Rússia para realizar visita ao Brasil, conhecer nossa organização militar e nosso território.
“Seria interessante a Rússia conhecer nossa doutrina militar de forma mais próxima e o reconhecimento do terreno, que é diferente“. Disse Aldo Rebelo quando realizou o convite por meio do embaixador da Rússia no Brasil.
Paulo Okamotto é conselheiro fiscal da Brasilprev por indicação do ex-presidente e fatura R$ 6,4 mil
Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula. (Foto: Marcia Minillo / Editora Globo.)
Além dos pitacos na vida do ex-presidente, Paulo Okamotto, que preside o Instituto Lula, também emite suas opiniões no conselho fiscal da Brasilprev. Recebe um jeton de R$ 6,4 mil por mês. Adivinha quem conseguiu a vaga para ele?
HUMALA NEGA TER RECEBIDO PROPINA E CONVOCA EMBAIXADOR BRASILEIRO
O PRESIDENTE PERUANA OLLANTA HUMALA TERIA RECEBIDO PROPINA DA ROUBALHEIRA À PETROBRAS. FOTO: DAILYBEAST
A força-tarefa da Polícia Federal na Operação Lava Jato apresentou provas à Justiça que indicam que até o presidente peruano Ollanta Humala Tasso foi beneficiado com dinheiro do esquema de corrupção que roubou bilhões da Petrobras. Segundo a PF, uma tabela apreendida com um dos executivos da empreiteira Odebrecht contém as iniciais OH ao lado de um valor de R$ 4,8 milhões. Para a PF, é uma referência a Humala.
Se a hipótese for confirmada, Humala teria recebido propina do grupo Odebrecht para agilizar a burocracia e conceder obras para a empreiteira brasileira no Peru. Humala também contratou o marqueteiro de Dilma e Lula, João Santana, preso na 23ª fase da Operação Lava Jato, para a campanha que venceu em 2011.
O presidente peruano rejeitou a hipótese apresentada pela polícia brasileira e até convocou o embaixador brasileiro em Lima, capital peruana, para “expressar a rejeição das alegações e exigir informações oficiais em relação às acusações”. A Odebrecht Peru também nega que tenha subornado ou pago qualquer propina a autoridades peruanas. Só uma das obras da Odebrecht Peru, o Gasoduto do Sul, rendeu US$ 7,3 bilhões ao grupo. A Odebrecht no Brasil se recusou a comentar o caso.
As acusações se dão no dia em que autoridades suíças realizaram a primeira prisão internacional oriunda das investigações da Operação Lava Jato.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recomendou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o perdão da pena de oito condenados do mensalão, mas disse que só vai se pronunciar sobre a concessão de indulto natalino ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu quando a Suprema Corte decidir se ele deve ou não voltar a cumprir pena em regime fechado.
Procurador-geral da República só não se manifestou sobre José Dirceu, preso pela Operação Lava Jato
Os pareceres de Janot, com base no decreto presidencial do indulto de Natal, beneficiam Delúbio Soares, Romeu Queiroz, Valdemar Costa Neto, Bispo Rodrigues, Vinícius Samarane, Rogério Lanza, João Paulo Cunha e Pedro Henry. Caberá ao ministro Luís Roberto Barroso, relator dos processos, decidir sobre a concessão do indulto aos oito condenados.
Dirceu, no entanto, voltou a ser preso preventivamente em agosto em Curitiba por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. Por causa disso, ele precisará esperar o Supremo decidir sobre um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) de outubro do ano passado, para que o ex-ministro volte ao regime fechado.
O Ministério Público argumenta que, mesmo depois de condenado e preso, o ex-ministro teria supostamente continuado a cometer crimes. No mensalão, Dirceu foi condenado a sete anos e 11 meses de prisão.
Por ter cumprido mais de 26 meses da pena e por não ser reincidente, a defesa de Dirceu encaminhou ao STF um pedido semelhante ao dos demais condenados para que a Corte perdoe a pena dele no mensalão e conceda o indulto natalino, conforme o decreto presidencial assinado por Dilma Rousseff no fim do ano passado.
O ex-ministro Dirceu estava cumprindo pena em regime aberto em Brasília quando voltou a ser preso, em agosto do ano passado. As investigações da Polícia Federal apontam indícios de crimes de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O grupo de trabalho que investiga o esquema de corrupção na Petrobras apurou que o ex-ministro movimentou 71,4 milhões de reais desde 2007 em nome de sua empresa, a JD Consultoria. As movimentações teriam ocorrido mesmo após a condenação dele no processo do mensalão. O ex-ministro diz que os pagamentos se referem a serviços de consultoria prestados a empresas.
O Ministério Público Federal (MPF) anunciou nesta quinta-feira (25) a coleta de mais de 1,5 milhão de assinaturas para o projeto lei de combate à corrupção. A proposta prevê dez alterações da legislação atual, entre elas o aumento de penas para crimes relacionados à corrupção e a criminalização das doações não declaradas em campanhas eleitorais. Ela deverá ser enviada ao Congresso Nacional em meados de abril. Para apresentar à Câmara dos Deputados um projeto de lei de iniciativa popular é preciso coletar o equivalente em assinaturas de 1% do eleitorado brasileiro: o país tem 142.822.046 eleitores, segundo mais recente levantamento do Tribunal Superior Eleitoral.
Evento do Ministério Público Federal (MPF), nesta quinta-feira (25), para divulgar que o número de 1,5 milhões de assinaturas necessárias para projeto, intitulado ’10 Medidas contra a Corrupção’
“A ideia é apresentar esse conjunto de assinaturas ao Congresso com o pleito de instalação de uma comissão para apreciação das propostas. Sabemos que já existem vários projetos de lei com escopos similares ou até mesmo com o mesmo teor. Portanto, nossa expectativa é de que tudo seja aglutinado de forma que a Câmara e o Senado possam se debruçar sobre eles”, informou o subprocurador-geral da República, Nicolau Dino.
De acordo com o procurador Deltan Dallagnol, que integra a força-tarefa da Operação Lava Jato, a proposta foi endossada por 880 entidades que se empenharam na coleta de assinaturas. “O que vemos hoje é um movimento da sociedade, de baixo para cima, por mudanças que ansiamos desde que o Brasil é Brasil”, afirmou Dallagnol, durante cerimônia de comemoração do sucesso da campanha de apoio ao projeto. “Este volume de assinaturas demonstra que não somos meros espectadores, somos protagonistas da história”, afirmou Dino.
Outros pontos previstos no projeto são: tornar crime o enriquecimento ilícito de agentes públicos, quando o patrimônio for incompatível com a renda, ainda que não seja possível provar a origem dos recursos; a prisão preventiva para evitar que suspeitos de corrupção ocultem ou dissipem o dinheiro ganho com o crime; além do confisco do patrimônio do condenado por corrupção, sem distinção direta entre os ganhos extraídos exclusivamente do crime e os lucros posteriores e responsabilização dos partidos políticos.
A mulher e sócia do marqueteiro petista João Santana, Mônica Moura, afirmou à Polícia Federal que a empreiteira Odebrecht pagou, por caixa dois, despesas da campanha à reeleição do ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez, em 2011. Conforme a versão apresentada por Mônica, o custo de propaganda da campanha do presidente-ditador naquele ano foi de 35 milhões de dólares e “grande parte do valor foi recebido de maneira não contabilizada”.
Mônica Moura afirmou que custo da campanha foi de 35 milhões de dólares e “grande parte do valor foi recebido de maneira não contabilizada”
Segundo ela, “em razão das dificuldades de pagamento”, na época procurou o então executivo da Odebrecht Fernando Miggliaccio, já que ele “colaboraria no custeio de parte da campanha”. Ao longo de três anos e até 2014, os dois mantiveram “diversos contatos”, inclusive encontros na sede da Odebrecht, disse Mônica à polícia.
Ela ainda estimou em “3 a 4 milhões de reais” os valores pagos pela Odebrecht no exterior, embora os investigadores da Operação Lava Jato atribuam à empreiteira repasses de pelo menos 3 milhões de dólares do grupo do herdeiro Marcelo Odebrecht por meio da empresa offshore Klienfeld. E apresentou uma versão quase vitimista sobre os milhões de dólares recebidos no exterior: “Em todas as suas campanhas, se não fosse por imposição dos contratantes, preferia que fosse tudo contabilizado”.
As investigações da Operação Lava Jato encontraram uma mensagem manuscrita por Mônica Moura que evidencia a desenvoltura com que ela trata com um operador de propinas os métodos para receber recursos em contas secretas fora do Brasil. Em um bilhete endereçado ao operador Zwi Skornicki e ao filho dele, Bruno, ela envia cópia de um contrato que firmou com outra empresa para receber recursos no exterior, mas reclama ser “muito burocrático”. Decide, então, recorrer a uma versão mais simples e – claro – “por motivos óbvios”, nas palavras dela, sem identificação da empresa.
Para o Ministério Público, o bilhete e a ligação com o operador de propinas Zwi Skornicki mostram que “ela não pretendia deixar rastros da comunicação e, futuramente, da operação”. “O contexto da investigação conduz à conclusão de que Mônica Regina Cunha Moura, João Cerqueira de Santana Filho, Zwi e Bruno Skornicki pretendiam transferir recursos entre eles de forma oculta e no exterior, fora do alcance das autoridades brasileiras, notadamente pelo caráter ilícito da transação”, conclui a força-tarefa da Lava Jato.
Em depoimento à Polícia Federal, Mônica Moura disse que a maior movimentação da conta secreta Shellbill ocorreu a partir de 2011, e confessou que, para receber recursos, foi firmado um contrato fictício com a empresa Klienfeld, offshore ligada à Odebrecht. Ela ainda apresentou sua versão sobre o papel de Zwi Skornicki na trama. Segundo ela, os pagamentos feitos por Zwi ocorreram para quitar débitos da campanha presidencial de José Eduardo Santos à presidência de Angola, em 2012. Dos 50 milhões de dólares cobrados pelo casal Santana para a pré-campanha, campanha e consultoria de discursos de Santos, que está no poder desde o final dos anos 1970, 20 milhões de dólares foram pagos por meio de um contrato de gaveta. Zwi então foi procurado em seu escritório para repassar 4,5 milhões de dólares para o casal.
Repatriação
Ao apresentar seus argumentos sobre a manutenção de dinheiro em contas secretas no exterior, Mônica Moura apresentou uma versão inusitada. Disse que “deixou de declarar suas contas no exterior pois aguardava a promulgação de eventual lei de repatriação de valores, o que retiraria o caráter ilícito da manutenção da conta na Suíça em nome da Shellbill”.
Aprovada pela Câmara dos Deputados em novembro e pelo Senado em dezembro, a Lei da Repatriação era uma das medidas do governo para tentar reequilibrar as contas públicas e financiar a reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
A lei oferece incentivos para a declaração voluntária de bens e de recursos adquiridos até 31 de dezembro de 2014 e mantidos ao exterior. Em troca da anistia de crimes relacionados à evasão de divisas, o contribuinte pagará 15% de Imposto de Renda e 15% de multa, totalizando 30% do valor repatriado. Sem a nova lei, o devedor teria de pagar multa de até 225% do valor devido, além de responder na Justiça e na esfera administrativa, dependendo do caso.
O promotor argentino Alberto Nisman, que morreu no ano passado poucos dias depois de acusar a então presidente da Argentina, Cristina Kirchner, de acobertar a suposta participação do Irã no atentado a um centro judaico, aparentemente foi assassinado, afirmou nesta quinta-feira (25) um agente que investiga o caso.
Nisman foi encontrado morto no banheiro de seu apartamento em Buenos Aires 13 meses atrás. O caso foi classificado como suicídio, uma ideia que os familiares e amigos consideraram absurda. Pesquisas mostram que a maioria dos argentinos acredita ter se tratado de um homicídio.
“Os indícios até este momento sustentam a hipótese de que Alberto Nisman foi vítima de um crime de homicídio”, escreveu Ricardo Saenz, procurador-geral da Corte de Apelações Criminais de Buenos Aires, em uma recomendação para que o caso seja encaminhado às autoridades federais e tratado como uma investigação de assassinato.
Foi a primeira vez que uma autoridade jurídica classificou a morte como homicídio. A revelação veio à tona em meio a uma série de mudanças realizadas desde a posse do novo presidente, Mauricio Macri, em dezembro.
Durante sua campanha, Macri se comprometeu a desvendar o mistério da morte de Nisman e prometeu justiça quando se reuniu, no mês passado, com as filhas do promotor.
Quando o corpo foi encontrado, faltava menos de um dia para que ele comparecesse perante o Congresso para delinear sua acusação, segundo a qual Cristina tentou encobrir o suposto papel do Irã no atentado à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) com um caminhão-bomba em 1994.
Encontrado no chão, com uma pistola a seu lado e uma bala na cabeça, Nisman vinha conduzindo o inquérito a respeito do ataque.
Cristina disse que Nisman foi induzido por um ex-chefe da agência de espionagem da Argentina e seus asseclas a fabricar alegações infundadas para desestabilizar seu governo. Ela especulou que o ex-espião achou necessário silenciá-lo.
“Eles o usaram enquanto estava vivo e depois precisaram que morresse”, afirmou ela vários dias depois da morte do promotor.
Teerã negou reiteradamente qualquer ligação com o atentado, e um juiz argentino descartou as acusações de Nisman contra Cristina, considerando-as improcedentes.
Um grupo de 125 refugiados afegãos chegou nesta quarta-feira (24) a Cabul vindos da Alemanha. A iniciativa foi qualificada por Berlim como “o primeiro passo” para o retorno voluntário de milhares de afegãos, depois de 150.000 solicitarem asilo ano passado na Alemanha. Os imigrantes, alguns deles crianças, aterrissaram na capital afegã após decidirem voluntariamente retornar, informou o Ministério de Repatriação e Refugiados do Afeganistão em comunicado.
A embaixada da Alemanha em Cabul afirmou em nota que os retornados “se deram conta de que seu futuro está no Afeganistão, após uma difícil viagem à Alemanha pelas mãos de traficantes” de pessoas. A Alemanha e o Afeganistão estão negociando um acordo para facilitar o retorno dos refugiados que desejam voltar.
O grupo chegou em um voo fretado pago pelo governo alemão, que concedeu “uma pequena ajuda de reintegração”, dada em parceria com a Organização Internacional de Imigração, segundo a nota. No início do mês, o governo afegão, após visita do ministro de Interior da Alemanha Thomas de Maizière a Cabul, declarou que não admitirá um acordo com a Alemanha que ajude a deportação, mas só o retorno voluntário com ajuda alemã.
A Alemanha recebeu cerca de 150.000 dos 250.000 afegãos que em 2015 solicitaram asilo em 44 países. Com uma população de 32 milhões de habitantes, o governo afegão calcula que seis milhões de afegãos são refugiados ou solicitantes de asilo em 74 países, enquanto outros seis milhões retornaram ao país desde 2002.
MINISTRO ACRESCENTA FIGURÕES AOS INVESTIGADOS NO PETROLÃO
INVESTIGAÇÃO É DE CRIMES ELEITORAIS REVELADOS POR RICARDO PESSOA. (FOTO: NELSON JR)
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), anexou novos fatos sobre o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em um inquérito mantido até esta quarta-feira, 24, sob sigilo na corte. Ambos são investigados por supostos crimes eleitorais com base na delação do dono da UTC, Ricardo Pessoa, obtida no âmbito da Operação Lava Jato.
As novas informações integram a delação do diretor financeiro da UTC, Walmir Pinheiro. O delator disse ao Ministério Público que foram feitas três doações eleitorais, de R$ 250 mil cada uma, ao ministro e então candidato petista ao governo de São Paulo em 2010.
Pinheiro afirmou que jamais esteve pessoalmente com Mercadante. No entanto, ele disse que, das três doações, uma foi feita pela UTC, a segunda pela Constran e a terceira “por fora”. Ele não se recordava da forma como o pagamento foi operacionalizado e tampouco para quem o dinheiro em espécie foi entregue.
Ao incluir as informações no inquérito de Mercadante e Aloysio, Mello atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). “O pagamento de vantagens pecuniárias indevidas a Aloysio Nunes Ferreira e Aloizio Mercadante pelo grupo empresarial UTC, em valores em espécie e inclusive sob o disfarce de doação eleitoral ‘oficial’, pode configurar os crimes de corrupção passiva ou de falsidade ideológica eleitoral e de lavagem de dinheiro”, escreveu a vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, ao STF em novembro.
Wiecko destaca que os fatos já são objeto de investigação no Supremo. Por isso, ela pede o “simples apensamento” das informações prestadas por Pinheiro ao inquérito que corre sob relatoria de Celso de Mello.
Ricardo Pessoa, dono da UTC, já havia relatado em delação premiada que originou a abertura do inquérito uma reunião Mercadante na qual foram acertadas doações políticas. De acordo com o empreiteiro, o ministro, então candidato ao governo paulista em 2010, presenciou um acerto no qual ficou acordado que R$ 250 mil seriam repassados em doação oficial à campanha e outros R$ 250 mil seriam dados em espécie, tendo saído do caixa 2 da empreiteira.
Pessoa afirmou que a reunião ocorreu em um apartamento no bairro de Alto de Pinheiros, região nobre de São Paulo, com a presença também do então coordenador da campanha petista e atualmente presidente do diretório estadual do PT, Emídio Souza. Mercadante sustenta que recebeu R$ 500 mil em doação oficial declarada à Justiça Eleitoral e rechaça a tese de existência de caixa 2.
Sobre Aloysio Nunes, Pinheiro afirmou que soube de um encontro entre o tucano e Ricardo Pessoa, no qual ficou acertada doação oficial de R$ 300 mil para campanha do senador e R$ 200 mil em espécie. Ele afirmou ainda que, normalmente, o pagamento em espécie é utilizado para “pagamento de boca de urna”.
A informação vai ao encontro do declarado por Pessoa, que relatou ter acertado com Aloysio Nunes doação para campanha eleitoral no valor de R$ 500 mil, sendo R$ 300 mil feitos por repasses oficiais e R$ 200 mil em dinheiro. O encontro, segundo o dono da UTC, foi feito no escritório político do senador e então candidato, na Avenida 9 de Julho, em São Paulo.
Pedidos
Celso de Mello também autorizou, conforme pedido da PGR, o envio para outros foros competentes de informações sobre o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), o ex-ministro Hélio Costa (PMDB-MG) e o ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP).
No mesmo despacho, o ministro do STF determinou o arquivamento da menção feita sobre os deputados Paulinho da Força (PSD-SP), Luiz Sérgio (PT-RJ) e sobre ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner.
Popularidade baixa pode não afetar o impeachment da presidente
Depois de analisar cinco processos de impeachment na América Latina, inclusive o do ex-presidente Fernando Collor, o professor de ciência política da Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, Anibal Pérez Liñan afirma que a baixa popularidade da presidente Dilma Rousseff não deve interferir no processo de impeachment, apesar do momento delicado e “explosivo” enfrentado pelo governo.
Autor do livro Presidential Impeachment and Political Instability in Latin America(“Impeachment Presidencial e Instabilidade Política na América Latina”, em tradução literal), Liñán traça um histórico desses processos na região e afirma:”o que resta da boa relação da presidente com o Congresso pode ser suficiente para salvá-la”.
Pesquisa de opinião CNT/MDA divulgada nesta quarta-feira mostra leve melhora da avaliação do governo em outubro, mas 62,4% dos entrevistados acham o governo ruim. Em relação ao desempenho pessoal de Dilma, 73,9% o desaprovam.
Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista com Liñan:
No seu livro, o senhor analisou cinco casos de impeachment de presidentes latino-americanos, inclusive do Collor. Pela sua pesquisa, como a deterioração da aprovação da presidente Dilma Rousseff no último ano, apesar das oscilações, pode influenciar ou determinar o sucesso do processo de impeachment?
Anibal Pérez Liñán - O que acontece com os índices de popularidade é que quando eles estão muito baixos, enviam um sinal para os tubarões atacarem a presidente. A baixa aprovação diz à classe política que um presidente está fraco e que, por isso, podem atacar a presidente de forma segura, pressionando pelo impeachment.
O que pesa a favor da presidente agora, de certa forma, é que estamos em 2016, e não em 2018, porque senão Dilma estaria em sérios apuros por causa do calendário eleitoral. Neste ano a situação é mais segura para ela, porque os políticos têm menos incentivo e menos poder e pressão pública para pressionar pelo impeachment.
Mas o senhor acredita nisso mesmo no contexto atual de um Congresso hostil, economia ruim, baixa aprovação e medidas impopulares?
Liñán- Ela está enfrentando um coquetel explosivo: situação econômica ruim, escândalos e oposição fortes, o contexto é bastante ruim. Mas ainda não está claro para mim se a classe política realmente vai pressionar pelo impeachment, porque os escândalos no Brasil atualmente atingem não apenas o governo, mas toda a classe política, por diferentes razões – veja o caso de FHC.
Claro que a credibilidade do governo é ameaçada, mas acho que até agora os políticos estão um pouco tímidos porque os problemas atingem a todos.
Pelas análises que o senhor fez nos últimos anos, acredita que há chances de Dilma reverter, e não apenas melhorar, a queda na popularidade do governo observada nos últimos meses?
Liñán- Não acho que ela vai reverter a ponto de se tornar uma presidente extremamente popular, mas acredito que ela pode estabilizar a situação de modo que possa aumentar um pouco essa aprovação para criar mais estabilidade até o fim do mandato.
É difícil prever se ela vai conseguir, porque há aqui um fator imprevisível que torna a democracia brasileira mais forte: a capacidade investigativa de continuar mostrando novas informações e expondo escândalos contra o governo e a classe política como um todo – isso é muito difícil de controlar.
Isso é curioso – justamente por causa das investigações, a crise política ganha novas facetas todas as semanas aqui no Brasil. De que forma essa montanha-russa, novas acusações, novas investigações e o noticiário afetam a popularidade e influenciam o momentum do impeachment?
Liñán- Esse é sempre o caso: escândalos midiáticos, no meio de um processo de crise econômica, criam um contexto explosivo para presidentes. Por isso, a presidente Dilma está em uma posição muito fraca, sem dúvida.
Temos que esperar para ver se ela vai ter capacidade de controlar a situação, reduzir os efeitos dos escândalos. E isso vai depender muito do governo e, claro, de as investigações continuarem a expor novos escândalos capazes de manter o governo na opinião pública.
Mas de certa forma esse é um ponto forte da democracia brasileira, em comparação a outros países da região. Há uma certa “justiça poética” – o sistema brasileiro foi capaz de desenvolver formas de investigar a classe política mais do que outras nações da região.
No seu livro, o senhor analisa o uso da ferramenta do impeachment em cinco processos na América Latina. Quais são os fatores que influenciam a queda de alguns líderes e a permanência de outros depois de uma intensa crise política? E nesse sentido, quais são as chances de Dilma permanecer no poder?
Liñán- Há certas condições que enfraquecem um governo – a economia, por exemplo. E, quando você combina uma crise econômica com escândalos e investigações, isso cria as condições favoráveis para um impeachment.
Quando isso acontece em um ano eleitoral, acaba pressionando os congressistas e candidatos (a favor do) impeachment, porque eles querem enviar um sinal aos eleitores de que não têm relação nenhuma com aquilo e que querem combater a corrupção.
No entanto, a experiência de outros países latino-americanos mostra que, nesse ponto, quando a tempestade está formada, a melhor proteção de um presidente é ter criado uma boa relação com o Congresso, formar uma coalizão forte e mantê-la ao longo dos anos.
Esse é um capital político que um presidente tem no Congresso que dá uma certa vantagem para atravessar e sobreviver à tormenta. E nesse sentido, acho que o Brasil tem mais experiência nessa boa relação com o Congresso do que muitos outros países, e por isso acho que, apesar das condições adversas, a presidente pode ter uma pequena vantagem para chegar talvez até o final do seu mandato.
Então o melhor conselho que você poderia dar à presidente é tentar manter a boa relação que ela ainda consegue ter com parte do Congresso?
Liñán- Sim, porque a Constituição do Brasil até ajuda a presidente no processo de impeachment em algum sentido, porque o processo requer muitas fases e maioria nas votações no Congresso.
Mas o fator fundamental aqui é o capital político que ela ainda preserva no Congresso e que foi construído muito antes de a crise política eclodir. O fato de não estarmos em um ano eleitoral a ajuda, mas, dito isso, as investigações têm um papel importante e podem mudar o curso da política.
O senhor analisou o processo de impeachment do Collor. Como era então esse apoio dele no Congresso e quais as principais diferenças entre o que houve com ele e a situação atual da presidente?
Liñán- Há duas diferenças fundamentais. A primeira é a experiência econômica do governo. O Collor assumiu em um momento pior e teve que tomar medidas monetárias muito restritivas. Já Dilma fez parte daquele grupo do PT que governou o Brasil no momento de maior prosperidade da história da América Latina e, embora isso tenha acabado por causa da crise internacional e dos erros agora visíveis na política econômica, o PT ainda tem vantagem sobre o momento econômico que o Collor enfrentou.
A outra diferença é que Collor achava que poderia governar o país sozinho, de forma isolada. E o PT nunca cometeu esse erro, sempre ficou claro para eles a necessidade de coalizão. E é claro que Lula foi muito mais carismático que a Dilma e que hoje essa política do “toma lá, dá cá” é parte do problema da corrupção.
Ainda sobre a relação entre popularidade e impeachment – houve algum caso que o senhor estudou em que um presidente tivesse popularidade mais baixa que a atual da presidente?
Liñán- Eu diria que há um caso em que o presidente tinha até mais apoio e enfrentou um processo de impeachment: o de Ernesto Samper na Colômbia, em 1994.
Ele foi acusado de usar dinheiro do tráfico para financiar a campanha, e a única razão pela qual se manteve no poder foi porque era um bom político e construiu uma boa coalizão com o Congresso, o que permitiu que ele continuasse no cargo.
Na minha pesquisa, percebi que os presidentes tirados do poder são líderes que fracassaram em formar essa boa relação com o Congresso, seja porque eles não tinham a experiência, ou como no caso do Collor, não tinham a vontade de fazê-lo.
E esse não é o caso da Dilma, porque o PT tem construído essa coalizão no poder, mas de toda forma é difícil de prever o que pode acontecer porque a situação precária da economia e os constantes escândalos afetam esse relacionamento e distanciam os congressistas da presidente.
O fundamental aqui é se a popularidade dela é baixa o suficiente (a ponto) que os congressistas passem a crer que ela é tão fraca que vale a pena o custo político de atacá-la. Se eles vão querer fazê-lo ou não, vai depender da capacidade do governo de mantê-los do lado da presidente.