sábado, 30 de abril de 2016

Marco Feliciano investigará irregularidades no movimento esquerdista estudantil

CPI apurará como a UNE gastou quase R$ 80 milhões
O deputado pastor Marco Feliciano (PSC/SP) conseguiu 216 assinaturas para dar início a Comissão Parlamenta de Inquérito (CPI) da UNE – União Nacional dos Estudantes. O requerimento foi protocolado e aguarda agora pelo presidente da Câmara dos Deputados.
Seu início depende do encerramento das CPIs em andamento no Congresso. O regimento da Casa prevê que podem funcionar somente cinco CPIs ao mesmo tempo. Logo, o início de uma nova comissão precisa esperar o encerramento de outra.
Sendo assim, não há previsão para o início desta. Mas o assunto tem chamado atenção da mídia, especialmente por conta dos manifestos pró-Dilma que a entidade vem fazendo, ao mesmo tempo que continuam aumentando as denúncias de corrupção ligados ao governo.
O objetivo é investigar a destinação de verba pública à UNE. Como era esperado, nenhum parlamentar dos partidos de esquerda (PT, PCdoB e PSOL) assinou o requerimento. Miro Teixeira (RJ) foi o único da Rede que subscreveu. Alguns deputados do PCdoB (partido que comanda a UNE) tentaram convencer os colegas a não assinarem, mas sem sucesso.
Em pronunciamento na Câmara, Marco Feliciano afirmou: “A sociedade precisa saber o que se passa numa entidade tão importante e de tantas tradições quanto a UNE”. Citou o recebimento da organização de mais de 60 milhões de reais do erário público, além de verbas da Petrobrás para eventos educacionais, que na verdade foram de cunho “político-partidário”.
Lembrou ainda que os membros da UNE fazem “uso indiscriminado das mídias sociais para atacar quem pensa diferente de seus membros, que se portam como verdadeiros militantes sectários”. Feliciano foi alvo de protestos da entidade por ser pastor. O manifesto do Partido Comunista do Brasil, apresentado em seu site oficial, fala sobre seu desejo de abolição das religiões. Este é um conhecido princípio marxista.
Com quase 80 anos de fundação, a UNE é a organização estudantil mais conhecida do país. Contudo, não presta contas publicamente e por seus cofres passam milhões a cada ano. Durante a maior parte do governo do PT vem recebendo verba pública. Segundo o deputado Elizeu Dionizio (PSDB/MS), que entregou o pedido juntamente com Feliciano, “A imprensa trouxe várias denúncias, que, pela nossa ótica precisam ser apuradas”.

Vereador petista é flagrado vendo site pornográfico em plena sessão

Um vereador de Santa Catarina foi flagrado vendo conteúdo pornográfico no computador durante uma sessão do legislativo. O político é o petista Lino Peres, com mandato na Câmara de Florianópolis. A imagem foi divulgada por diversos perfis do Facebook.

Segundo o portal ClicRBS e os administradores da página Fl0r1p4 m1l gr4u (a primeira a divulgar a imagem), a foto é verdadeira. Peres aparece em frente à tela do computador com a página “PornHub” aberta. Ao fundo, na Mesa Diretora, é possível ver o vereador Ricardo Camargo Vieira (PMDB).

Logo que tomou conhecimento da repercussão negativa do fato, a assessoria de Lino Peres divulgou uma nota oficial para explicar a situação, alegando que provavelmente há um vírus no computador.

“O vereador não sabe como o site pornográfico apareceu em seu computador. Anti eticamente, a foto divulgada não tem fonte e este tipo de atitude compromete a imagem institucional da Câmara Municipal de Florianópolis”, diz o comunicado. “O fato é que esse comportamento não condiz com o histórico do vereador Prof. Lino Peres, conhecido por séria e ilibada atuação em seu primeiro mandato na Câmara.”

Veja a íntegra do comunicado que o vereador de Florianópolis divulgou para se justificar:

Nota de esclarecimento do vereador prof. Lino Peres

A fotografia que corre nas redes e sugere que o vereador Prof. Lino Peres estivesse acessando um site pornográfico durante o expediente da Câmara Municipal de Florianópolis foi tirada oportunisticamente e seu mandato repudia a tentativa de espetacularização.

Durante a mesma sessão ordinária, Lino Peres comunicou à presidência da Casa, em questão de ordem, que “uma imagem estranha, de conteúdo sexual”, em suas palavras, surgiu em seu computador, numa provável ocorrência de vírus ou de um acidente. O mandato já fez um Boletim de Ocorrência e as providências legais cabíveis estão sendo tomadas.

O vereador não sabe como o site pornográfico apareceu em seu computador. Antieticamente, a foto divulgada não tem fonte e este tipo de atitude compromete a imagem institucional da Câmara Municipal de Florianópolis.

O fato é que esse comportamento não condiz com o histórico do vereador Prof. Lino Peres, conhecido por séria e ilibada atuação em seu primeiro mandato na Câmara.

Mandato do vereador Professor Lino Peres

O BRASIL PRECISA QUE A VERDADE SEJA DITA!

Apelo a todos que não só assistam, bem como compartilhem esse vídeo.

Jair Messias Bolsonaro!

Este breve documentário retrata fatos históricos que ao longo de décadas a esquerda brasileira vem tentando esconder.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Por mudança na lei, atletas do tiro criticam estatuto do desarmamento

De forma unânime, competidores brasileiros destacam falta de distinção para quem vive do esporte e civis; "Sou da Paz" explica que tenta conter desvio de finalidade

Um dos esportes mais tradicionais das Olimpíadas, presente desde a primeira edição, o tiro esportivo é uma das esperanças do Brasil para conquistar medalhas no Rio 2016. 

Atletas falam em burocracia para compra de armas e munições (Foto: André Durão)

Aliás, foi justamente neste esporte que o país garantiu seu primeiro ouro, com Guilherme Paraense, na Antuérpia, em 1920. Hoje, atletas de ponta como Felipe Wu, Cássio Rippel e Júlio Almeida, campeões em suas modalidades no Pan-Americano de 2015, vão representar o time brasileiro nos Jogos, em agosto. No evento-teste realizado na última semana, no entanto, os competidores desabafaram contra o que consideram um dos maiores problemas para o surgimento de novos talentos e uma maior competitividade deles próprios no cenário mundial: o estatuto do desarmamento.

Criada em 2003, a lei restringe o comércio de armas de fogo e munições com a prerrogativa de diminuir a violência e o número de homicídios no país. Sem entrar na discussão da eficácia ou não do estatuto para a diminuição desses índices, os atletas brasileiros reclamam de uma falta de distinção entre eles e o cidadão comum que busca ter uma arma para defesa pessoal. Para os competidores, deveria haver uma lei específica que os ajudasse na aquisição de equipamentos de uma forma menos burocrática e mais barata, já que boa parte deles é importada. Segundo eles, o tipo de armas que usam são muito diferentes do que os bandidos buscam. Sendo assim, não haveria uma justificativa de que poderia "cair em mãos erradas".

- Atrapalha muito, porque ele (estatuto do desarmamento) não faz distinção. Ele foi feito para tentar evitar um problema de criminalidade, mas não há distinção para o esporte ali. Então acaba atrapalhando demais. Você acaba sendo tratado como se fosse um cara querendo comprar uma arma normal. Vamos ficar só nas armas olímpicas, que não são usadas no dia a dia. Uma pistola livre, que é uma arma que se carrega um a um, e é gigante a arma. Você não vai andar com uma arma dessas na rua, mesmo que você queira. E a lei não permite também que você ande com ela carregada. Essa é a diferença do atleta desportivo. Quando você tira um porte para andar com ela carregada, o atleta desportivo, mesmo a documentação em dia, não pode andar com a arma carregada. Se for pego com arma carregada está infringindo a lei. Então essa arma vai separada da munição sempre. Ninguém vai querer fazer um assalto com uma arma de competição. Não tem como. A 22 até poderia. Mas, se você tem dinheiro para comprar uma arma com 5 tiros, você vai comprar uma 9 milímetros com 15 tiros. Ou uma 38, que vai ter uma efetividade muito maior para fazer um assalto do que uma arma de competição - explicou Júlio Almeida.




























LULA QUER PUNIR PROCURADOR QUE TEVE A OUSADIA DE INVESTIGÁ-LO

SUSPEITO DE CHEFIAR ESQUEMA, LULA QUER PUNIR QUEM O INVESTIGA

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram, nesta quarta-feira, 27, no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), um pedido para que um dos principais integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, seja afastado das investigações que envolvem o petista. É que, segundo o procurador, uma linha de investigação aponta Lula como o chefe da quadrilha que roubou a Petrobras.

A defesa alega que o procurador tem dado "declarações de pré-julgamento" e expressando "juízos de valor" sobre Lula na imprensa sem "nenhum fato concreto, julgamento justo ou mesmo apuração concluída". Os advogados também acusam Carlos Fernando de "ter afrontando o princípio da presunção da inocência e sigilo de Justiça, e por ter revelado um anseio pessoal em envolver indevidamente o ex-presidente na Lava Jato".

Os advogados pedem também que o Conselho atue para que o procurador não dê mais declarações sobre as investigações que envolvem o ex-presidente e seus familiares. A petição lembrou que o próprio procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em mensagem enviada no mês passado aos membros do Ministério Público, pediu para que os procuradores evitassem radicalização e partidarização de investigações criminais.

No fim de semana, em entrevista à revista Época, Carlos Fernando afirmou que há uma linha de investigação que aponta Lula como o chefe do esquema de desvios da Petrobras. Nesta quarta, ele deu declarações semelhantes à Rádio Jovem Pan.

Atualmente, as investigações sobre o ex-presidente estão sob os cuidados do Supremo Tribunal Federal e não da força-tarefa responsável pela Lava Jato.

O relator do caso no CNMP, responsável por tratar de questões administrativas relacionadas a procuradores do Ministério Público, será o conselheiro Leonardo Henrique de Cavalcante Carvalho.

Mulher que defecou na foto de Bolsonaro é professora de criança na rede pública de São Paulo

O protesto com cuspes sobre a foto de Jair Bolsonaro parecia o fundo do poço da crise política, daí apareceu o vídeo de uma mulher Priscilla Toscano, 30, que urina e defeca sobre a foto do político em plena luz do dia.


Click AQUI para ver o vídeo degradante


Agora, o mais interessante: ela foi contratada para ser Orientadora de Teatro do Programa Vocacional da Prefeitura de São Paulo no último dia 14 de abril, conforme o Diário Oficial.

Questionamos a Secretaria Municipal de Cultura, responsável pela contratação, sobre as providências que teriam sido tomadas. A resposta foi evasiva.

Foram 4 perguntas:

– O cargo em questão é de orientação de crianças e adolescentes?
– A SMC já conversou com sua contratada sobre o episódio?
– Tomará alguma providência?
– A performance pública afeta a contratação?

A Secretaria Municipal de Cultura respondeu apenas uma pergunta: não conversou ainda.

Em nota, informou que a artista foi contratada por edital de chamamento público para oficinas de teatro e que vai coletar o material disponível na internet, avaliar e pedir esclarecimentos.

Veja a resposta da Secretaria Municipal de Cultura:


Antes disso, adivinhe o que fazia a moça que defecou na avenida Paulista? Era professora de crianças na prefeitura de São Paulo. Exonerada de uma EMEF, Escola Municipal de Ensino Fundamental, em outubro de 2014, mas nunca mais ficou longe da prefeitura de Fernando Haddad, fazendo trabalhos artísticos esporádicos.

Participa da Virada Cultural – na última, apresentou-se com um grupo pelo valor de R$ 13 mil 450 reais.

Formada pela USP e Unesp, com especialização no Canadá, França e Espanha, a artista de performances é reconhecida em sua área principalmente pela ousadia na exploração do corpo e a temática ligada à sexualidade.

Faz performances de pintura corporal e realiza trabalhos de “vaginal paiting”, pintura com tinta saída da vagina. Em uma de suas performances a tinta é introduzida em sua vagina pelo ator que participa da cena e espirrada em uma tela. Em outra performance, a tinta azul sai de sua vagina quando ela está em pé e então ela se coloca no chão com as pernas para o ar e um ator introduz em sua vagina um vaso com rosas brancas.

Há adultos que gostam, a questão aqui é outra: por que a prefeitura de São Paulo insiste em contratar essa profissional para lidar com crianças e adolescentes?

O descaso e a nota lacônica da Secretaria Municipal de Cultura mostram que não existe uma resposta. Faz quase uma semana que essa moça defecou na avenida Paulista, em plena luz do dia. Até agora, a prefeitura de São Paulo não sabe nem dizer se o fato tem ou não relação com a sua contratação para orientadora vocacional.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Crise: salário de 87% dos venezuelanos não dá para comprar comida

O aumento do preço e a escassez crônica de produtos na Venezuela faz com que muitas famílias lutem todo dia para colocar comida na mesa. Uma pesquisa recente realizada por três universidades que frequentemente criticam o governo mostra que 87% dos entrevistados dizem que seu salário não é suficiente para comprar comida.

12% dos entrevistados não comem três refeições por dia

A Pesquisa sobre Condições de Vida dos Venezuelanos (Encovi), feita com aproximadamente 1.500 famílias, constatou porcentagens crescentes de carboidratos nas dietas, e aponta que 12% dos entrevistados não comem três refeições por dia.

A recessão econômica na Venezuela está forçando muitas famílias a reduzir o consumo de alimentos e fazer refeições menos equilibradas.

Casos reais

Venezuelanos precisam enfrentar filas imensas para conseguir comprar o mínimo de alimentos

Alida Gonzalez, dona de casa de 65 anos, e seus quarto familiares que moram na favela de Petare, perto da capital Caracas, agora pulam uma refeição todo dia e comem cada vez mais carboidratos no lugar de proteínas, que são muito caras ou simplesmente estão em falta.

“Com o dinheiro que gastávamos com o café da manhã, almoço e jantar, agora conseguimos comprar só o café da manhã, e um não muito bom”, diz Gonzalez à agência Reuters.

Em um dia recente a comida encontrada em sua casa era apenas meio quilo de frango, quatro bananas, um pouco de óleo de cozinha, um pequeno pacote de arroz e uma manga. A família não sabia quando conseguiria comprar mais.

Um salário mínimo agora corresponde a cerca de 20% do custo de alimentar uma família de cinco pessoas, de acordo com um grupo de monitoramento. E as filas formadas em supermercados aparecem antes do amanhecer.

“Você precisa entrar nessas filas que nunca acabam – todo dia, cinco da manhã até a tarde – para ver se você consegue uns sacos pequenos de farinha ou um pouco de manteiga”, diz o motorista de táxi Jhonny Mendez, de 58 anos, que vive com mais quatro familiares em Caracas. Em sua casa, a Reuters fotografou vegetais, macarrão, farinhas e molho de tomate.

Natalia Guerra, de 45 anos, mora em uma pequena casa em Petare com mais sete parentes, sendo que apenas um deles tem um salário significativo.

Ela lembra de quando comprava leite para os seus filhos, mas agora não consegue encontrar nenhum para seus netos. “Somos uma família grande, e constantemente está ficando difícil para nós comermos”, diz.

Apoiadores do governo apontavam orgulhosos para uma melhoria na alimentação sob o líder socialista Hugo Chavez, que durante seu governo de 14 anos usou lucros do petróleo para subsidiar alimentos para os pobres, e ganhou aplausos das Nações Unidas.

Mas o presidente Nicolás Maduro, seu sucessor, enfrenta a queda no preço do petróleo, que fornece quase toda a renda estrangeira. Ele ainda diz haver uma “guerra econômica” liderada pela oposição, embora os críticos veem isso como uma desculpa.

Fonte: G1

Lava Jato: Delegado diz que ministro deve ter compromisso contra corrupção

Integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato, o delegado da Polícia Federal Eduardo da Silva Mauat fez críticas indiretas, sem citar nomes, à possibilidade de o advogado Antônio Claudio Mariz de Oliveira chefiar o Ministério da Justiça. “Um ministro que não esteja comprometido verdadeiramente com o combate à corrupção e o fornecimento de meios para as instituições vinculadas à pasta estaria fora desse contexto e, em defesa desse processo de mudança, deveria ser vetado ou derrubado”, disse Mauat. 

As críticas do delegado se referem ao advogado Antônio Claudio Mariz de Oliveira que pode chefiar o Ministério da Justiça num possível governo Temer

O delegado disse que não falava pela Lava Jato: “Falo por mim”, acrescentou.

A celeuma criada em torno da possível nomeação de Mariz surgiu de sua atuação como defensor de empreiteiros investigados pela força-tarefa e também por ter assinado manifesto contra a Lava Jato, em janeiro de 2016. As críticas do advogados se referem ao instrumento da delação premiada.

“Acredito que o trabalho até aqui realizado e o envolvimento da sociedade em torno da mudança da imagem do País interna e externamente é um processo irreversível, mas que precisa ser defendido”, afirmou o delegado.

A condução da Lava Jato pelo juiz federal Sérgio Moro já foi objeto de elogios, no início das investigações, em março de 2014, e, nesta fase atual, começou a receber críticas de vários juristas do País. As desaprovações se avolumaram no dia em que o magistrado autorizou a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sala do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A medida foi vista por vários acadêmicos da área como desnecessária. Mas antes que Lula fosse levado a depor sob transmissão televisiva de todo o País, a operação já chegara a ser alvo de divergências entre juristas pelo volume das delações premiadas, das coercitivas e pelas frequentes aparições públicas de Moro.

“Seu senso de heroísmo está equivocado. O juiz-herói é aquele que tem a coragem da discrição, a obsessão com a imparcialidade. Aquele que não negocia direitos fundamentais mesmo quando estes atrasam a investigação. O desafio é impedir que a Lava Jato naufrague, e que não desperdice mais uma vez a oportunidade histórica”, declarou ao professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Conrado Hubner Mendes.

Em outras frentes, Moro foi ovacionado. Nos protestos de rua de março contra o governo Dilma, o juiz foi tratado como herói por alguns manifestantes na Avenida Paulista.

Fonte: Correio Braziliense

Governo decide sonegar informações a Temer para dificultar transição

Em reunião nesta quarta-feira (27) com o ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, deputados federais do PT traçaram uma estratégia de reação ao eventual governo do vice-presidente Michel Temer. 

Estratégia em caso de confirmação do afastamento de Dilma Rousseff pelo Senado seria deixar o vice-presidente ‘à míngua’

A ordem do Palácio do Planalto é deixar Temer “à míngua”, sem informações sobre a gestão, e acelerar os programas em andamento pela presidente Dilma Rousseff.

Com a certeza de que a votação do impeachment no Senado, prevista para o dia 11 de maio, afastará Dilma por até 180 dias, o governo e o próprio PT já preparam os próximos passos do divórcio litigioso. Um dos participantes da reunião desta quarta-feira – que contou com a presença de 45 dos 57 deputados petistas e ocorreu na sede do PT – afirmou, ainda, que não haverá “transição” de governo, com informações sobre cada pasta. “Transição é quando há um governo eleito, com legitimidade. Não é este o caso”, argumentou o parlamentar.

Na reunião com Berzoini, houve críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não se posicionou sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República para afastar o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do cargo. O presidente da Câmara é réu em ação autorizada pelo Supremo, acusado de desviar recursos no esquema de corrupção da Petrobras, e enfrenta processo de cassação do mandato no Conselho de Ética da Câmara.

Fonte: Veja

ATENÇÃO fazendeiros, governo prepara golpe com novas demarcações indígenas antes da saída de Dilma, diz ministro

Áreas de demarcação não foram reveladas

Foto após a solenidade de criação do CNPI / Divulgação/Funai

A presidente Dilma Roussef, diante da iminente possibilidade de afastamento devido à votação do impeachment no Senado, determinou a aceleração da demarcação e homologação de terras indígenas, conforme anunciou o ministro da Justiça, Eugênio Aragão, durante a solenidade de instalação do CNPI (Conselho Nacional de Política Indigenista), nesta quarta-feira (27).

"Diante de tanta notícia triste, eu quero dar uma notícia boa também. Nós vamos, durante a semana que temos pela frente, nos esforçar por declarar e também homologar novas terras indígenas", afirmou o ministro durante o evento.

O ministro destacou, ainda, que a presidente Dilma Rousseff participará, na próxima sexta-feira (29), as atividades de encerramento do conselho nesta semana. Entretanto, o ministro não adiantou as regiões das demarcações. "A presidente determinou que nós nos reuníssemos com os ministérios que também têm interferência na demarcação das terras indígenas para que nós possamos o mais rápido possível encontrar pontos comuns para adiantar essa pauta", disse.
Conselho

O Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI) foi instalado nesta quarta-feira (27), no Ministério da Justiça, e contou com a participação de conselheiros e representantes dos povos indígenas e do governo federal. Com o objetivo de fomentar a participação dos indígenas na construção de uma política indigenista brasileira, o CNPI é fruto de 9 anos de trabalho da Comissão Nacional de Política Indigenista, instalada em 2007.

Criado por meio de decreto presidencial e não por projeto de lei, o CNPI é uma instância consultiva, e os integrantes poderão propor ações e programas para os povos indígenas e estabelecer prioridades e critérios para a condução e acompanhamento da implementação de políticas voltadas para eles. É composto por 45 membros, sendo 28 representantes dos povos e organizações indígenas, dois de entidades indigenistas e 15 do Poder Executivo Federal.
Reunião

A primeira reunião do CNPI está marcada para quinta (28) e sexta-feira (29) próximas. A expectativa é que, na sexta-feira, a presidenta Dilma Rousseff se encontre com os integrantes do conselho, quando o assunto de novas demarcações e homologações podem surgir. Lembrando que a segunda maior população indígena brasileira está em Mato Grosso do Sul, que vive muitos conflitos de retomadas entre indígenas e fazendeiros.

Fonte;http://www.midiamax.com.br/brasil/governo-prepara-demarcacao-indigenas-eventual-saida-dilma-ministro-298866

quarta-feira, 27 de abril de 2016

AGRONEGÓCIO VAI PEDIR A TEMER QUE UTILIZE O EXÉRCITO EM CONFLITOS CONTRA OS SEM-TERRAS

Congressistas da Frente Parlamentar da Agropecuária pretendem levar propostas que diminuam drasticamente conflitos no campo e invasões de terras.

Os graves problemas decorrentes de conflitos armados no campo e invasões de terras em todo o Brasil, em razão da deficiência de políticas públicas de governo, e opondo os fazendeiros a movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), podem estar com os dias contados. Antecipando a suspensão da presidente Dilma Rousseff em meio ao processo de impeachment, um grupo de congressistas pertencentes à "bancada rural" da Câmara e Senado, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), num almoço realizado nesta terça-feira (26), concordou em apresentar propostas que possam beneficiar o setor da agricultura no Brasil, com o objetivo de que o vice-presidente Temer, se vier a ser empossado, tenha melhor interlocução para com os parlamentares.

Durante a reunião dos parlamentares da bancada rural, constatou-se que a bancada contribuiu favoravelmente com a maioria dos votos em prol do impeachment da presidente Dilma. O governo do PT é habitualmente mais próximo dos movimentos sociais, por questões ideológicas e pela histórica proximidade do ex-presidente Lula ao MST. Os parlamentares, dessa forma, pretendem brevemente, até mesmo nessa semana, apresentar ao vice-presidente da República, Michel Temer, um documento preparado pela Frente e entidades do agronegócio recheados de propostas para a área.

A FPA pretende que suas sugestões possam ser implementadas por um possível governo Michel Temer, que não toleraria conflitos que tragam mais instabilidade, desde que o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff resulte no afastamento definitivo da atual mandatária, de acordo com o prosseguimento dos trabalhos e desfecho no Senado Federal que encaminhe para isso.
O papel do Exército

Uma das propostas mais polêmicas que será apresentada a Temer, trata-se da utilização das Forças Armadas, em nível nacional, para coibir conflitos no campo e invasões de terras. Atualmente, essas ações ficam a cargo das polícias militares dos estados. Outro tema sensível e bastante complexo, de acordo com a FPA, é a situação que envolve a demarcação de terras indígenas no Brasil. 

Os representantes do agronegócio acreditam que estas medidas poderão controlar a propagação da violência no campo, que por vezes resulta até mesmo em vítimas fatais, em razão de conflitos envolvendo fazendeiros e os movimentos sociais. Não se conhece ainda qualquer reação de Temer a esta questão.

Comissão do impeachment aprova convite para Barbosa e Kátia Abreu

A comissão especial do impeachment no Senado aprovou nesta quarta-feira (27) requerimentos para convidar os ministros Nelson Barbosa (Fazenda) e Kátia Abreu (Agricultura), além de juristas e acadêmicos, sobre o processo da presidente Dilma Rousseff.

Depois da aprovação dos requerimentos, os integrantes da comissão se revezaram em pronunciamentos de oito minutos.

Os pedidos foram aprovados em votação simbólica (sem a contagem de votos) após um acordo entre os partidos.
Pelo cronograma do colegiado, os primeiros a serem ouvidos, já na quinta-feira (28), serão os autores do pedido de impeachment. Um deles, o jurista Helio Bicudo, já afirmou que não irá comparecer. Janaína, outra autora, confirmou presença. Miguel Reale JR., o terceiro autor, ainda não deu uma confirmação.

Na sexta-feira (29), será a vez da defesa de Dilma, a ser apresentada pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.

Veja abaixo os depoimentos que foram aprovados pela comissão:

29 de abril (sexta-feira):
José Eduardo Cardozo, advogado-geral da União
Nelson Barbosa, ministro da Fazenda
Kátia Abreu, ministra da Agricultura
Representante do Banco do Brasil

2 de maio (segunda-feira):
Júlio Marcelo de Oliveira, procurador de Contas junto ao Tribunal de Contas da União (TCU)
Carlos Velloso, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF)
José Maurício Conti, professor da USP

3 de maio (terça-feira):
Professor Geraldo Luiz Mascarenhas prado, professor da UFRJ
Ricardo Lodi Ribeiro, professor da UERJ
Marcello Lavenère, ex-presidente da OAB

Os trabalhos do colegiado começaram na terça-feira (26), com a eleição do relator, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), a quem caberá elaborar um parecer recomendando a instauração ou o arquivamento do processo para ser apresentado no dia 4 de maio e votado no dia 6.

A expectativa é que o relatório dele seja submetido ao plenário principal do Senado no dia 11 de maio. Para ser aprovado, é necessário haver maioria simples dos senadores (41 de 81). Se for favorável à instauração do processo, Dilma será afastada da Presidência da República por 180 dias. Nessa hipótese, o vice-presidente Michel Temer assumirá o comando do Palácio do Planalto.

Fonte: G1

A CALÚNIA DE SEMPRE

Gen Augusto Heleno

Esse governo e, principalmente, os dois gurus da petralhada têm o hábito de mentir descarada e diariamente. A Rede Brasil é paga com nosso dinheiro para tecer loas aos vermelhinhos de qualquer espécie e torcer os fatos em prol da perpetuação do PT no poder.

Recentemente, distorceu as palavras do Cmt EB, na palestra que proferiu na UNICEUB, em Bsb. É uma emissora bolivariana. Ainda bem que é traço eterno de audiência.

Ontem a Sra Rousseff teve o desplante de dizer que quer a união, a harmonia e que nunca incitou a discórdia. Como pode ser tão cínica e dissimulada. Realizou eventos no Palácio do Planalto, onde parceiros seus incitaram a guerra civil. E ela abraçou-os calorosamente.

Ainda não entendeu, porque é curtinha de cabeça, que para ser denunciada por crime de responsabilidade não precisa assaltar (aliás sua especialidade quando terrorista) banco, ter conta na Suíça, furtar celular no meio da rua ou praticar um sequestro. Basta um delito econômico que viole as leis. No caso específico dessa senhora, a manipulação premeditada do orçamento, as pedaladas fiscais, o estelionato eleitoral bastariam, não só para tirá-la da Presidência, como para sentá-la no banco dos réus. Quantas crianças e idosos podem ter falecido por conta da falência da saúde?; quantas crianças perderam tempo em escolas ineficientes, cuja preocupação é lavar-lhes cerebralmente, na doutrina petista do politicamente correto?; quantas famílias acreditaram que os imóveis, que compravam no Minha casa, Meu suplício, tinham um mínimo de qualidade? Fora o dinheiro sujo das empreiteiras, (que alimentou sua campanha de reeleição) e a derrocada da Petrobras.

Os petralhas insistem na tese do golpe, depois que, eles sim, golpearam o Brasil com um direto no queixo, que fará o país rolar no ringue do desemprego e da improdutividade, por algumas décadas.

Sejam patriotas, juntem sua sapiência e vão fazer palestras em Cuba, na Venezuela, na Coreia do Norte, no Equador e na Bolivia.

Adeus, queridos.

Governo vai liberar toda a verba da PF antes da votação do impeachment; entenda

Ao que parece o governo já prevê uma derrota no Senado contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Segundo anúncio do ministro da Justiça, Eugênio Aragão, nesta terça-feira (26), o governo vai liberar R$ 160 milhões, o equivalente à verba orçamentária restante, para a Polícia Federal até o final deste ano, antes da data prevista para a votação do pedido de abertura de impeachment no Senado.

Em entrevista a jornalistas, segundo matéria do ‘O Dia’, Aragão disse que a medida visa garantir que a PF não fique “a mercê de chantagens políticas” após o dia 11 de maio, data em que o Senado deve votar em plenário a admissibilidade do pedido de impeachment de Dilma. Caso o processo seja aceito, a presidente será afastada do cargo por até 180 dias até a decisão final do Senado.

“Nós estamos garantindo que todos os recursos da Polícia Federal para até o final do ano lhes sejam já repassados antes do dia 11 de maio. […] Todos os recursos serão repassados, significa, a Polícia Federal não ficará a mercê de eventuais chantagens políticas. A Polícia Federal simplesmente fará o que tiver que fazer, porque nós daremos todos os meios para isso”, disse o ministro.

Vingança contra o PMDB

Críticos do impedimento de Dilma apontam a possibilidade de um eventual governo do vice-presidente Michel Temer atuar para abafar investigações em curso, especialmente as da Operação Lava Jato, que apuram um bilionário esquema de corrupção na Petrobras, na qual há citações de vários políticos, entre eles do PMDB, partido do qual Temer é presidente licenciado.

O ministro disse ainda que pretende concluir, junto com o Ministério do Planejamento e também até 11 de maio, as negociações sobre as campanhas salariais dos policiais federais e dos policiais rodoviários federais. Aragão disse que sua pasta estuda outras medidas para garantir autonomia à PF, que podem ser tomadas por meio de portarias, decretos ou medidas provisórias.

Fonte: R7

Exército dos EUA lança ciberataque contra o Estado Islâmico

O Exército dos EUA está lançando ataques virtuais contra o grupo Estado Islâmico (EI) – informou o general americano Peter Gersten nesta terça-feira (26), no momento em que o Pentágono procura maneiras de acelerar a luta contra os extremistas.

No início deste mês, o subsecretário da Defesa, Robert Work, relatou: “estamos lançando ciberbombas no EI”

A coalizão liderada pelos Estados Unidos tem bombardeado combatentes do EI no Iraque e na Síria desde agosto de 2014. Já há algum tempo oficiais americanos defendem a importância de usar técnicas cibernéticas, como sobrecarregar as redes do EI, para limitar as comunicações do grupo e sua capacidade de alcançar novos potenciais recrutas.

“Agora começamos a usar nossas extraordinárias capacidades virtuais nessa luta contra o Daesh (acrônimo do EI em árabe)”, disse Gersten, referindo-se apenas a um esforço “altamente coordenado”, que tem sido “bastante efetivo”.

Em fevereiro passado, o secretário americano da Defesa, Ashton Carter, e o chefe do Estado-Maior, general Joe Dunford, declararam que os EUA estão determinados a “acelerar” a campanha contra o EI e que a guerra eletrônica desempenharia um papel crescentemente importante nisso.

No início deste mês, o subsecretário da Defesa, Robert Work, relatou: “estamos lançando ciberbombas no EI”.

No domingo, o jornal ‘The New York Times’ publicou que o Cibercomando dos EUA fez “implantes” nas redes do EI e, através deles, será possível monitorar o comportamento do grupo, imitar e alterar as mensagens de seus comandantes. Com isso, seria possível direcionar os combatentes para áreas a serem atingidas por “drones”, ou por ataques aéreos.

O Cibercomando é responsável por proteger as redes do Exército americano e algumas redes civis de ataques virtuais, além de mobilizar suas próprias estratégias de ofensiva virtual, se necessário.

Até 2018, haverá mais de 6.000 especialistas técnicos militares e civis trabalhando em 133 equipes. Um desses times, com 65 pessoas, atua hoje no Oriente Médio e realiza operações virtuais contra as redes do EI.

O almirante Michael Rogers, à frente do Cibercomando e da Agência de Segurança Nacional, deu uma breve declaração nesta terça.

“Reconhecemos, publicamente, que estamos usando o virtual como outra ferramenta contra o Isil”, disse Rogers em uma conferência sobre cibersegurança na Georgetown University, referindo-se ao EI.

“Quero que tenham consciência: vamos brigar com vocês no campo de batalha cinético. Vamos brigar com vocês com a dinâmica da informação. Estamos comprometidos com essa luta”, insistiu.

Fonte: Correio Braziliense

‘PEC do Diploma’ pode impedir nova candidatura de Lula

Se aprovada pelo Congresso, uma proposta de emenda à Constituição vai proibir a candidatura de quem não tiver ensino superior. O texto, apresentado em março, impediria, por exemplo, a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto.

Apresentada em 15 de março pelo deputado Irajá Abreu (PSD-TO), a proposta foi assinada por 190 deputados, 19 a mais do que o necessário.

Irajá é filho da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, aliada da presidente Dilma Rousseff. O texto é assinado por nove petistas, entre eles os deputados Marco Maia (RS), Pepe Vargas (RS) e Sibá Machado (AC).

Na justificativa, Irajá diz buscar “estabelecer um patamar superior” para os representantes. De acordo com ele, “a disponibilidade de conhecimentos integrados por uma visão acadêmica pode propiciar com maior efetividade uma visão mais profunda da realidade brasileira”.

O deputado diz ainda que hoje muitos integrantes do Legislativo possuem dificuldade de leitura, “o que impede que os membros atuem de modo efetivo nas suas funções constitucionais”.

O texto abre uma exceção para aqueles sem graduação. Quem já é senador, vereador ou deputado federal, estadual ou distrital e não possui ensino superior poderia se candidatar novamente ao mesmo cargo.

Tramitação da ‘PEC do Diploma’

A proposta aguarda apreciação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que ainda não começou os trabalhos de 2016. Se aprovada a admissibilidade na CCJ, a Câmara cria uma comissão especial para analisar a PEC.

O colegiado tem 40 sessões plenárias para votar um parecer. Se for positivo, a proposta vai a plenário.

Lá são necessários três quintos dos deputados, ou seja, 308 votos, para aprovação.

O texto é votado em dois turnos e, se aprovado, segue para o Senado. Lá, a PEC também passa pela Comissão de Justiça e pelo plenário, igualmente em dois turnos.

Fonte: Brasil Post

Relatório final: processo de cassação de Delcídio será apresentado dia 3

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado agendou para o próximo dia 3 de maio a apresentação do relatório que deve pedir a cassação do mandato do ex-líder do governo Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), preso em novembro por suspeitas de ter atuado para impedir as investigações da Operação Lava Jato.

Delcídio deveria ter prestado depoimento ao colegiado nesta terça (26), mas pela quarta vez alegou que não poderia comparecer diante dos senadores porque não teve acesso às provas que o citam em processos no Supremo Tribunal Federal (STF). Diante da nova ausência, os parlamentares decidiram que não vão mais colher o depoimento de Delcídio, mas aceitam que ele encaminhe uma manifestação por escrito até a próxima semana.

Fonte: Veja

STF mantém Marcelo Odebrecht preso e tira da cadeia ex-executivos

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (26) manter a prisão preventiva do presidente afastado da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, preso em junho do ano passado no âmbito da Operação Lava Jato.

Ministros entenderam que, solto, ele poderia obstruir investigações. Ex-executivos estavam presos havia dez meses devido à Lava Jato

Na mesma sessão, no entanto, os ministros mandaram tirar da cadeia dois ex-executivos da empreiteira que foram presos na mesma ocasião, Rogério Araújo e Márcio Faria, que ficarão em recolhimento domiciliar e serão monitorados com tornozeleira eletrônica.

Em relação aos dois, o STF substituiu a prisão preventiva por diversas medidas cautelares: além da permanência em casa com monitoramento eletrônico, deverão ficar afastados da direção de qualquer das empresas investigadas no caso e estarão proibidos de manter contato com os demais investigados.

Além disso, serão obrigados a comparecer a cada 15 dias à Justiça e a todos os atos do processo a que respondem. Só poderão mudar de endereço com autorização judicial e ficam proibidos de deixar o país, devendo entregar seus passaportes à Polícia Federal.

No caso de Marcelo Odebrecht, o relator, Teori Zavascki, recomendou a manutenção da prisão preventiva, sob o argumento de que foram encontradas anotações indicando que ele ainda poderia atrapalhar as investigações e ou mesmo o processo penal.

As anotações traziam orientações para Araújo e Faria apagarem dados de seus celulares, evitar movimentação em contas bancárias e ainda “vazar doação de campanha”. O último trecho foi interpretado pelo ministro como tentativa de obter apoio político para tentar obter a soltura.

Votaram nesse sentido Teori Zavascki, Cármen Lúcia e Celso de Mello. O ministro Gilmar Mendes ficou vencido porque entendia que, no caso de Marcelo Odebrecht, também era possível converter a prisão por recolhimento domiciliar e as demais restrições, sendo acompanhado pelo ministro Dias Toffoli.

Defesas

Na tribuna, o advogado de Marcelo Odebrecht, Nabor Bulhões, argumentou que o juiz Sérgio Moro, da primeira instância, decretou três prisões preventivas para evitar a análise dos pedidos de liberdade nas instâncias superiores.

“No afã de manter a prisão preventiva a qualquer custo, a qualquer pretexto, ou sob pretexto algum, o eminente magistrado de primeiro grau desconstituiu todos os dois decretos de prisão que constituiu objeto da impetração […] É como se o eminentíssimo juiz tivesse aplicado espécie de reset processual”, afirmou perante os ministros.

No pedido para soltar Marcelo Odebrecht, a defesa argumenta que ele não apresenta mais risco às investigações.

“A instrução já terminou […] Tanto o Ministério Público Federal quanto o Juízo do feito afirmam e reafirmam peremptoriamente que as provas dos crimes imputados seriam estritamente documental e corroborativa da prova testemunhal da acusação – todas elas calcadas em depoimentos de delatores”, diz a peça.

Na defesa de Márcio Faria, a advogada Dora Cavalcanti afirmou que é investigado desde abril de 2014, no início da Lava Jato, e desde então tem ficado à disposição da Justiça para esclarecimentos.

O relator do caso, Teori Zavascki, e a ministra Cármen Lúcia votaram pela manutenção da prisão preventiva, pelo fato de Márcio Faria ter dupla cidadania e, portanto, haver a possibilidade de ele fugir do país. Ambos foram vencidos por Gilmar Mendes, Celso de Mello e Dias Toffoli.

A advogada de Rogério Araújo, por sua vez, argumentou que o cliente “não é violento, não tentou fugir do país, não tentou destruir provas”, além de ser pai e avô. Também disse que ele atendeu todas as solicitações feitas pela Justiça e retornou do exterior para prestar contas.

No caso de Araújo, os ministros entenderam por unanimidade converter a prisão preventiva pelas medidas alternativas.

Outros pedidos

Marcelo Odebrecht, Márcio Faria e Rogério Araújo tiveram pedidos de liberdade negados no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), segunda instância da Justiça Federal.

No STF, os habeas corpus foram analisados pelos ministros Teori Zavascki (relator e primeiro a votar), Dias Toffoli, Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia.

Em janeiro, durante o plantão do recesso no Judiciário, o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, também negou liberdade a Marcelo Odebrecht, por não ver “ilegalidade flagrante” na prisão, mas encaminhou o processo para o gabinete de Zavascki.

Em março deste ano, a Justiça Federal condenou Marcelo Odebrecht a 19 anos e quatro meses de prisão, por crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ele foi considerado mandante de pagamentos de R$ 108 milhões e US$ 35 milhões em propina a agentes da Petrobras.

Na mesma sentença, foram condenados Márcio Faria, Rogério Araújo, Cesar Ramos Rocha e Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, assim como o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque.

Parecer de Sérgio Moro

Ainda em janeiro, o juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, enviou ofícios à Corte informando os motivos que o levaram a decretar, por duas vezes, a prisão do dono da construtora dos outros dois executivos.

Ele negou uma suposta tentativa sua de, com suas decisões, evitar a análise delas pelos tribunais superiores, em recursos apresentados pela defesa, conforme apontaram advogados.No ofício ao STF, Moro rebate alegações da defesa questionando suas decisões.

Aponta, por exemplo, “provas documentais” vindas da Suíça mostrando depósitos em contas secretas dos ex-executivos da Petrobras Paulo Roberto Costa, Renato de Souza Duque e Pedro Barusco provenientes de contas off-shore controladas pelo próprio Grupo Odebrecht.

Além disso, apontou orientação de Marcelo Odebrecht aos executivos da construtora para apagar mensagens de seus celulares, supostamente para destruir provas. Numa delas, o empresário escreve: “Higienizar apetrechos MF e RA” e noutra pede “para parar/anular (dissidentes da PF)”. Para Moro, trata-se de “aparente cooptação ilícita de policiais federais para atrapalhar as investigações”.

Fonte: G1

Suécia entra em alerta por risco de ataque do grupo muçulmano ISIS

Os serviços de inteligência suecos (Sapo) investigam uma possível ameaça de terrorismo na capital, Estocolmo, informou a imprensa local nessa terça-feira (26). Autoridades iraquianas teriam avisado a Suécia sobre a entrada de sete ou oito membros do Estado Islâmico no país com a intenção de atacar alvos civis.

Autoridades iraquianas teriam avisado o governo sueco sobre a entrada de membros do grupo jihadista no país em 2015 com a intenção de atacar alvos civis na capital, Estocolmo

Segundo a agência Reuters, a fonte de segurança iraquiana responsável pelo alerta informou que os terroristas chegaram ao país escandinavo em 2015, pela Turquia.

Uma porta-voz dos serviços de inteligência suecos disse que não iria comentar nenhum detalhe específico de ameaça, mas afirmou estar trabalhando com a polícia comum, assim como com parceiros nacionais e internacionais, para investigar o caso.

A polícia e as agências nacionais estão agora em alerta, embora a Sapo tenha advertido que recebe esse tipo de informação “muitas vezes”. O nível de ameaça terrorista nacional está atualmente no número 3, considerado “elevado”, em uma escala de 5 pontos.

Fonte: Veja

terça-feira, 26 de abril de 2016

Raimundo Lira e Anastasia comandarão comissão do impeachment no Senado

Instalada nesta terça-feira (26) para analisar o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff, a comissão especial do impeachment do Senado elegeu, em sua primeira reunião, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) para a presidência do colegiado e o senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) para a relatoria.

Raimundo Lira – PMDB (à esq.) será presidente; Antonio Anastasia – PSDB (à dir.), relator. Governistas protestaram contra indicação do senador tucano para relatoria

Embora a escolha de Raimundo Lira tenha ocorrido por aclamação, não houve consenso para definir o nome do relator da comissão. A indicação do parlamentar tucano pelo Bloco da Oposição para o posto-chave do colegiado gerou protesto entre senadores do PT.

Os petistas não queriam ver um senador de seu principal adversário político com poder para influenciar diretamente no futuro político da presidente da República. O relator é o responsável pela elaboração do parecer que recomendará a instauração do processo de impeachment ou o seu arquivamento.

“Nós, do PT, que temos a presidenta sob julgamento, entendemos que não seria adequado que tivéssemos o relator. Assim como não é possível que o PSDB, que patrocina essa causa, tenha a função e o papel de ter a relatoria. Uma comissão assim começa muito mal. O ideal seria que pudéssemos construir aqui um nome que tivesse o apoio de todos”, ponderou o líder do PT na Casa, senador Humberto Costa (PE).

As discussões em torno da escolha de Anastasia para a relatoria se estendeu por quase três horas. Senadores governistas apresentaram consecutivas questões de ordem pedindo que o senador do PSDB fosse declarado suspeito e impedido para relatar o processo de impeachment na comissão.

Os parlamentares aliados ao Palácio do Planalto reclamaram que, em razão de integrar um partido que já manifestou publicamente apoio ao impeachment, Anastasia não tinha imparcialidade suficiente para relatar o processo. Já opositores do governo se revezaram nos microfones da comissão para sustentar que o impedimento sugerido pelos governistas não está previsto no regimento interno do Senado.

Todos os questionamentos dos governistas foram foram rejeitados pela maioria dos integrantes da comissão. Apesar das reclamações dos senadores do PT e do PC do B, Anastasia acabou eleito para relatar o processo de afastamento de Dilma no Senado.

Cronograma

A partir desta terça-feira, Antonio Anastasia terá até dez dias úteis para elaborar um parecer recomendando ao Senado a instauração ou o arquivamento do processo de impeachment. A previsão é de que a comissão especial fará reuniões diárias até a votação do relatório.

Ainda que o rito de impeachment do Senado não determine que a defesa da presidente se manifeste nesta primeira fase de tramitação do processo na Casa, Raimundo Lira disse que abrirá espaço para os defensores de Dilma e os autores do pedido de afastamento se manifestarem ainda nesta semana no colegiado.

Pelas contas do presidente da comissão especial, o parecer final do relator deverá ser apresentado em 4 de maio e deve ser discutido pelo colegiado nos dias 5 e 6 de maio.

Se as previsões de Raimundo Lira se confirmarem, o parecer deverá ser votado pela comissão em 6 de maio. Ainda de acordo com a estimativa do senador do PMDB, o relatório de Anastasia deverá ser submetido ao plenário principal do Senado no dia 11 de maio.

Caso o relatório da comissão seja favorável à instauração do processo e seja aprovado por maioria simples dos senadores no plenário (41 de 81), Dilma será afastada da Presidência da República por 180 dias. Neste hipótese, o vice-presidente Michel Temer assumirá o comando do Palácio do Planalto.

Julgamento do impeachment

Se o plenário do Senado decidir afastar Dilma para julgar seu processo de impeachment, inicia-se a fase de coleta de provas. Neste caso, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, assumirá a condução do processo.

Para cassar o mandato da presidente em definitivo, a oposição terá de obter no plenário os votos de, pelo menos, 54 dos 81 senadores, equivalente a dois terços dos parlamentares da Casa.

No pedido de impeachment, os autores da denúncia afirmam que a presidente da República cometeu crime de responsabilidade ao atrasar pagamentos do Tesouro Nacional a bancos públicos com o objetivo de melhorar artificialmente a situação fiscal do país. Essas manobras são chamadas de “pedaladas fiscais”.

Além disso, os três juristas que pediram o afastamento da petista do comando do país alegam que o governo federal publicou decretos para a abertura de créditos suplementares de valor elevado sem a autorização prévia do Congresso Nacional.

O governo justifica que os motivos apresentados para embasar o pedido de impeachment não configuram crime de responsabilidade por parte da presidente da República.

‘Chicana’

Antes da eleição, a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) apresentou uma questão de ordem para que fosse incluído, entre a lista dos autores da denúncia, o nome do advogado Flávio Henrique Costa Pereira, que é advogado do PSDB.

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) respondeu à questão de ordem, afirmando que o advogado apenas representava os autores da denúncia, por isso, não deveria ser incluído entre os autores da denúncia. Cunha Lima chamou de “chicana”, tentativa de criar dificuldade, a questão de ordem de Vanessa Grazziotin.

Fonte: G1

AGU entra com recurso para anular sessão do impeachment na Câmara

A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou um recurso na Câmara nesta segunda-feira (25) para anular a sessão do plenário da Casa que votou pelo prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. 

Advocacia-Geral da União alega que houve irregularidades na sessão. Secretaria da Mesa da Câmara afirma que votação obedeceu as normas

A AGU pede ainda que o processo, atualmente em tramitação no Senado, volte para a Câmara para que seja refeita a votação.O recurso alega que houve irregularidades na sessão do impeachment.

A AGU lista, como irregulares, os fatos de o relator do processo, Jovair Arantes (PTB-GO), ter discursado na tribuna no dia da votação; de ter havido orientação dos líderes para a votação das bancadas e também de grande parte dos deputados, ao votar contra Dilma, não terem usado como justificativa o crime de responsabilidade atribuído a ela, e sim manifestações de que estavam votando, por exemplo, pela família e pela cidade natal.

O recurso foi encaminhado ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que não tem prazo para responder.

Fonte: G1

Lava Jato: investigações miram aliados de Michel Temer

Integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato estão investigando aliados do vice-presidente Michel Temer, como os ex-ministros do Turismo Henrique Eduardo Alves (que já foi alvo de mandado de busca e apreensão) e da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Os investigadores já trabalham com a hipótese de que eles virem ministros num governo do PMDB. Assim, retomariam o foro privilegiado e passariam para a esfera do Supremo Tribunal Federal (STF) saindo da alçada do juiz Sérgio Moro.

O time de Temer e a Lava Jato – Aliados do vice-presidente respondem a uma ação penal e diversos inquéritos que apuram corrupção na administração pública

Segundo matéria do ‘O Globo’, caso o deslocamento ocorra, Alves e Geddel se somarão a três alvos centrais da Lava Jato, também próximos a Temer. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é réu numa ação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no esquema de desvios da Petrobras; denunciado em inquérito que apura quatro contas mantidas na Suíça; e investigado em outro procedimento devido a mais nove contas no exterior. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) é investigado no inquérito que apura formação de quadrilha e num segundo procedimento no STF. O senador Valdir Raupp (PMDB-RR) também é investigado por formação de quadrilha e alvo de um segundo inquérito.

Fontes com acesso às investigações relatam que o caso de Alves é o mais avançado. Em dezembro de 2015, quando era ministro do Turismo, a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão em um apartamento dele, em Natal. Investigadores relatam haver indícios de uma atuação casada de Alves e Cunha na arrecadação de recursos para campanhas eleitorais. Essa é uma das linhas de investigação do inquérito aberto para investigar o presidente da Câmara a partir das delações premiadas dos donos da Carioca Engenharia. Os empreiteiros detalharam nove contas bancárias no exterior cujos depósitos teriam beneficiado Cunha.

A força-tarefa em Curitiba tem em mãos relatórios com as trocas de mensagens entre o ex-ministro do Turismo e executivos da construtora OAS. Pelo teor das mensagens, Alves promete favores à empresa em tribunais de contas. Os torpedos registram pedidos de doações a Léo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira. Henrique Alves foi derrotado na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte em 2014.

O caso de Geddel é semelhante. A força-tarefa em Curitiba também analisa a troca de mensagens entre ele e Léo Pinheiro. ‘O Globo’ revelou, em janeiro, que o ex-ministro da Integração Nacional atuou na Caixa Econômica Federal, na Secretaria da Aviação Civil da Presidência e na prefeitura de Salvador para atender a interesses da OAS. Ele foi vice-presidente de Pessoa Jurídica na Caixa.

Além do lobby no governo, Geddel pediu recursos à empreiteira para campanhas de aliados na Bahia e para sua candidatura derrotada ao Senado em 2014.

Já os senadores Jucá e Raupp são investigados no principal inquérito da Lava Jato no STF, que apura formação de quadrilha. Além disso, cada um é alvo de um segundo inquérito. A PF apontou indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em pedido de doação de campanha em 2014 feito por Jucá ao dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa. Conforme relatório da PF, doações de R$ 3 milhões, solicitadas aos filhos de Jucá e do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), podem se configurar propina de um pacote de R$ 30 milhões acertado entre o empreiteiro e o senador Edison Lobão (PMDB-MA).

Propina

A PF sustenta que a propina teria sido acertada a partir de contrato obtido pela UTC nas obras da usina nuclear Angra 3, em Angra dos Reis. Jucá também aparece nas trocas de mensagens dos executivos da OAS. Ele apresentou uma emenda a medida provisória de interesse da empreiteira, de acordo com os torpedos.

Jucá e Raupp, também foram citados na delação do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS). Segundo Delcídio, propinas foram pagas a partir das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte para o “grupo de José Sarney, do qual fazem parte Edison Lobão, Silas Rondeau, Renan Calheiros, Romero Jucá, Valdir Raupp e Jader Barbalho”. Delcídio fez menção aos ex-ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha, aliados de Temer. O senador afirmou que foi diretor de Gás e Energia da Petrobras com apoio do PMDB da Câmara e do Senado, o que incluiu Padilha e Moreira.

Fonte: O Globo

Comissão do impeachment define hoje relator e presidente

A comissão do impeachment no Senado vai realizar a primeira sessão na manhã desta terça-feira (26), quando está marcada a eleição de presidente e relator do colegiado. 

PMDB, maior partido no Senado, indicou Raimundo Lira para a presidência. Bloco de oposição quer Antonio Anastasia (PSDB-MG) para a relatoria

A sessão está prevista para 10h. Nesta segunda (25), o Senado elegeu os 21 membros titulares da comissão e os 20 suplentes que vão analisar o processo contra a presidente Dilma Rousseff.

O PMDB, partido com o maior número de senadores, indicou Raimundo Lira (PMDB-PB) para a presidência. A indicação de Lira foi bem aceita por oposição e governo. Mas o PSDB, que integra o segundo maior bloco do Senado, quer indicar o senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) para a relatoria, o que vem sendo contestado por parlamentares governistas.

O tucano ficaria responsável por elaborar parecer pela admissibilidade ou não do processo. Se for instaurado o procedimento de impeachment, Dilma terá que se afastar da Presidência por 180 dias. Também cabe ao relator elaborar parecer final sobre o mérito das acusações, recomendando ou não a cassação do mandato.

Nos últimos dias, os partidos indicaram nomes para compor a comissão, de acordo com o tamanho das bancadas. Dos nomes indicados para suplente da comissão, a 21ª vaga ainda depende de indicação do PMDB, que ficou com assento disponível devido à troca feita após o senador Waldir Maranhão (PMDB-PB) desistir da vaga de titular.

Na previsão de Lira, o parecer pela instauração ou não do processo de impeachment deve ser votado na comissão no dia 9 de maio. No plenário, a votação deve ocorrer por volta do dia 12 de maio.

Trâmite do processo

A partir da instalação da comissão especial, prevista para esta terça-feira, o relator terá 10 dias úteis para elaborar um parecer pela admissibilidade ou não do processo de impeachment. O relatório é votado na comissão e, depois, submetido ao plenário. A oposição quer concluir a votação no plenário entre os dias 11 e 15 de maio.

Para que Dilma seja afastada por até 180 dias, basta o voto da maioria – 41 dos 81 senadores. Se isso ocorrer, inicia-se a fase de coleta de provas, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, assumirá a condução do processo e Dilma terá direito de apresentar defesa. Para cassar o mandato da presidente, o quórum exigido no plenário é maior – dois terços, ou 54 dos 81 senadores.

Fonte: G1