terça-feira, 31 de maio de 2016

Japão está em alerta por possível lançamento de míssil da ditadura comunista da Coreia do Norte

O Japão colocou os militares do país em estado de alerta nesta segunda-feira (30) devido ao possível lançamento de um míssil balístico pela Coreia do Norte, ordenando que navios destróieres e baterias antimísseis fiquem de prontidão para abater qualquer projétil direcionado ao Japão.

Navios destróieres e baterias antimísseis foram posicionados para abater qualquer projétil direcionado ao Japão

Uma autoridade do governo japonês confirmou que a ordem foi emitida, mas não quis se identificar por não estar autorizada a falar com a imprensa. A ordem foi noticiada primeiramente pela televisão estatal NHK.

O Japão colocou suas forças antimísseis em alerta pelo menos duas vezes este ano, depois de detectar sinais de lançamentos de Pyongyang.

A Coreia do Norte realizou seu quarto teste nuclear em janeiro, e deu sequência ao evento com uma série de testes de mísseis.

No Mar do Japão, Tóquio acionou embarcações Aegis que são capazes de rastrear alvos múltiplos e estão armadas com mísseis SM-3, concebidos para destruir ogivas no espaço antes de elas reentrarem na atmosfera e mergulharem na direção de seus alvos.

As baterias de mísseis Patriot PAC-3, que visam ogivas próximas do solo, estão instaladas ao redor de Tóquio e de outras localidades como uma segunda e última linha de defesa.

Fonte: Veja

Delação: Lula sabia que mensalão era propina, diz Corrêa

A delação premiada de Pedro Corrêa confirma a tese sustentada pela força-tarefa da Operação Lava Jato de que os escândalos da Petrobras e do mensalão tiveram como origem uma sistemática única de corrupção para compra de apoio político para manutenção do poder com a participação direta do ex-presidente Lula. As informações são do jornal ‘O Estado de S. Paulo’.

Site da ‘Veja’ revelou nesta semana que a delação premiada do ex-deputado federal traz relatos contundentes do envolvimento do ex-presidente no esquema de corrupção na Petrobras

“Lula tinha pleno conhecimento de que o mensalão não era ‘caixa dois’ de eleição, mas sim propina arrecadada junto aos órgãos governamentais para que os políticos mantivessem as suas bases eleitorais e continuassem a integrar a base aliada do governo, votando as matérias de interesse do Executivo no Congresso Nacional”, disse Corrêa.

O trecho é parte do “Anexo 4″ da delação de premiada de Corrêa, com o resumo do tema tratado sobre “suposto envolvimento de Lula nos esquemas de corrupção”. Nele, há um item específico sobre o mensalão. Após revelação do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) descobriu-se que o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, comandava a compra de parlamentares da base aliada em troca de apoio político.

Pedro Corrêa relata reuniões em que participava do Conselho Político criado pelo ex-presidente, “nas quais sempre estavam presentes o presidente Lula, o ministro José Dirceu, o ministro Antônio Palocci e, depois, o ministro Aldo Rebello e os presidente dos partidos base aliada”. Segundo o delator, que foi presidente do PP, nesses encontros “se discutiam os assuntos que seriam tratados no Congresso Nacional e as dificuldades de vários parlamentares dos partidos presentes”. “Muitas dessas dificuldades tratadas estavam umbilicalmente ligadas com o petrolão, por aquele tempo já havia arrecadação dentro das empresas e órgãos públicos, sobretudo dentro da Petrobras”, relata Corrêa.

Conforme revelou ‘Veja’ nesta semana, segundo Corrêa, o ex-presidente gerenciou pessoalmente o esquema de corrupção na Petrobras – da indicação dos diretores corruptos da estatal à divisão do dinheiro desviado entre os políticos e partidos. Trata-se do relato mais contundente até aqui sobre a participação direta de Lula no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

Renan e PC Farias

Pedro Corrêa (PP-PE) também afirmou em sua delação premiada que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fez “campanhas eleitorais com recursos arrecadados por PC Farias” – em referência a Paulo César Farias, ex-tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor (PTC-AL).

“Renan fez suas campanhas com o dinheiro arrecadado por PC Farias”, registra o Anexo 51, um resumo da delação de Corrêa fechada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre Renan Calheiros. O presidente do Senado é investigado por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.

A acusação de Corrêa remonta à década de 1990. PC foi tesoureiro da campanha presidencial de Collor, em 1989, e pivô do impeachment, em 1992. Anteriormente adversário do ex-presidente, Renan, já deputado federal, foi primeiro líder do governo Collor na Câmara. Durante o escândalo que resultou no impeachment, Renan acusou PC de comandar “um governo paralelo” no Palácio do Planalto.

Corrêa afirmou que em todos eles recebeu propina de empresários beneficiados por indicados por ele, em cargos estatais, por contratos públicos. No caso do elo entre Renan e PC, o ex-deputado diz que conhecia o ex-tesoureiro desde a infância.

Segundo ‘Veja’ revelou, Corrêa relata em seu acordo de colaboração que Lula determinou que PMDB e PP compartilhassem a propina oriunda de contratos da diretoria de Abastecimento da Petrobras. O delator exemplifica o acerto com os peemedebistas ao relatar uma reunião entre os ex-diretores da estatal Paulo Roberto Costa, de Abastecimento, e Nestor Cerveró, da área Internacional, os senadores Renan Calheiros, Romero Jucá (PMDB-RR), Jader Barbalho (PMDB-PA), o atual ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o lobista Jorge Luz, apontado como um dos operadores do PMDB no petrolão.

No encontro, à época das eleições de 2006, os caciques do partido cobraram 18 milhões de dólares para apoiar a permanência de Costa e Cerveró na cúpula da Petrobras; acabaram recebendo 6 milhões de de dólares.

A acusação de Corrêa remonta à década de 1990. PC foi tesoureiro da campanha presidencial de Collor, em 1989, e pivô do impeachment, em 1992. Anteriormente adversários, Renan, já deputado federal, foi primeiro líder do governo Collor na Câmara. Durante o escândalo que resultou no impeachment, Renan acusou PC de comandar “um governo paralelo” no Palácio do Planalto.

Corrêa afirmou que em todos eles recebeu propina de empresários beneficiados por indicados por ele, em cargos estatais, por contratos públicos. No caso do elo entre Renan e PC, o ex-deputado diz que conhecia o ex-tesoureiro desde a infância.

Fonte: Veja

Eficiência governamental: com Dilma, Brasil caiu para o último lugar em ranking

O relatório anual do Centro Mundial da Competitividade (CMC) divulgado nesta segunda-feira (30) evidenciou as dificuldades que a América Latina enfrenta para avançar nesse tema. 

País aparece em último lugar nos quesitos transparência, burocracia, corrupção e condições para a entrada de capitais, que compõem ranking do Centro Mundial da Competitividade

O documento expressou uma preocupação especial com o Brasil, que ocupa um dos últimos lugares no ranking de países mais competitivos. O levantamento divulgado nesta segunda considerou dados de 2015, quando o país ainda era comandado pela agora presidente afastada Dilma Rousseff.

Dos 61 países que estão na classificação, liderada por Hong Kong, o Chile é o único país latino-americano que está entre os primeiros 40 colocados, em 36º – uma posição abaixo da que havia conseguido no ano passado. Os outros seis países da região mencionados no documento estão nas últimas vinte posições.

O segundo país latino-americano mais bem colocado é o México, em 45º, seguido de Colômbia (51º), Peru (54º) e Argentina (55º). O Brasil, que perdeu um posto em relação ao ano passado, aparece em 57º, e a Venezuela fecha a lista, em 61º.

“O Brasil tem neste ano o pior governo do mundo, pior que o da Venezuela, que o da Mongólia ou da Ucrânia”, afirmou à agência EFE o diretor do CMC, Arturo Bris, em referência à avaliação feita no relatório sobre a eficiência dos governos.

Nesse indicador, especificou Bris, o Brasil está no último lugar entre todos os países. O país apareceu no 58º posto em 2014, passou ao 60º em 2015 e agora está em 61º, que é o último.

“O Brasil está na lanterna em transparência, burocracia, corrupção, em barreiras à entrada de capitais, à criação de empresas, pelo número de dias para criar uma empresa. É um desastre institucional”, criticou o responsável pelo CMC.

Bris afirmou que o caso do Brasil mostra que o crescimento econômico “não é condição suficiente para a competitividade”. “É possível crescer, mas se o governo não faz seu trabalho, que é ter uma boa regulação e ser transparente, então o país fracassa”, ressaltou.

Prejuízo de gerações – O Brasil levará “gerações” para se recuperar, previu Bris, ao detalhar que, além dos problemas relacionados com suas instituições, enfrenta um déficit de infraestruturas físicas e carências graves em educação e serviços de saúde.

De acordo com análise que acompanha o ranking, os setores públicos dos países latino-americanos em geral são um “empecilho” para suas economias. Ainda segundo o relatório, a América Latina é uma região onde há carência das qualidades dos países que estão nas primeiras vinte posições: uma legislação favorável para os negócios e os investimentos, infraestruturas físicas e intangíveis (educação e sistemas de saúde) e instituições inclusivas.

“Atualmente, nenhuma das economias latino-americanas está perto de possuir essas qualidades da maneira necessária para progredir no ranking”, comentou Bris.

Fonte: Veja

Bumlai diz que forjou empréstimo ao PT por medo de invasão de terras

O empresário e pecuarista José Carlos Bumlai disse nesta segunda-feira (30) ao juiz federal Sergio Moro que assinou um empréstimo fraudulento de cerca de 12 milhões de reais para o PT por medo de ser alvo de invasão de terras. 

Os 12 milhões de reais emprestados pelo Banco Schahin ao pecuarista foram destinados a campanhas petistas e empresário envolvido no caso Celso Daniel. Empréstimo foi compensado por contrato bilionário com a Petrobras

Amigo do ex-presidente Lula, Bumlai foi o avalista de um empréstimo fictício junto ao Banco Schahin usado para pagar despesas eleitorais de 2004 e para repassar dinheiro de uma suposta chantagem feita pelo empresário Ronan Maria Pinto, em Santo André (SP).

Segundo os investigadores da Operação Lava Jato, o empresário integrou um esquema de corrupção envolvendo a contratação da Schahin pela Petrobras para operação do navio sonda Vitoria 10000. A transação só ocorreu após o pagamento de propina a dirigentes da Petrobras e ao PT. A exemplo do escândalo do mensalão, o pagamento de dinheiro sujo foi camuflado a partir da simulação de um empréstimo no valor de 12,17 milhões de reais do Banco Schahin, com a contratação indevida da Schahin pela Petrobras para operar o navio sonda Vitoria 10000 e na simulação do pagamento do suposto empréstimo com a entrega inexistente de embriões de gado.

“Eu cometi um grande erro. Levado pela minha situação à época, que era proprietário de 210 mil hectares de terra, tudo produtivo, o PT assumindo o governo federal, nós éramos um grande alvo para invasões. Não falei ‘não’ até por uma questão de receio, mas também achei que o empréstimo não ia sair”, disse ele ao juiz Sergio Moro. Em depoimento à Polícia Federal, Bumlai já havia admitido que o empréstimo era fictício.

Segundo a versão apresentada pelo pecuarista, que é réu na Operação Lava Jato, o pedido para a consolidação do empréstimo partiu do então tesoureiro do PT Delúbio Soares, embora o tema tenha sido tratado também pelo ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto e pelo lobista Fernando Baiano. “Quando eu cheguei no banco, o empréstimo já estava totalmente aprovado. Só precisava de um trouxa que nem eu para assinar e ficar responsável por ele”, relatou Bumlai. No depoimento, o empresário, que enfrenta um tratamento de câncer, pediu que o juiz Sergio Moro seja “misericordioso” com ele em seu julgamento.

Fonte: Veja

Conselho de Ética: relator decide pedir a cassação de Cunha

Ignorando a pressão de aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado Marcos Rogério (DEM-RO) vai pedir a cassação do mandato do presidente afastado da Câmara dos Deputados. A decisão consta em relatório final do processo por quebra de decoro contra Cunha no Conselho de Ética. O documento será protocolado nesta terça-feira.

Resultado da votação do processo de cassação no colegiado, prevista para a semana que vem, ainda é incerto

Conforme o site de ‘Veja’ apurou, Rogério vai se amparar em artigo do Código de Ética que determina que são procedimentos puníveis com a perda do mandato omitir intencionalmente informação relevante ou prestar informação falsa em declarações relativas aos dados do Imposto de Renda.

Em depoimento prestado à CPI da Petrobras em março do ano passado, Cunha negou ter contas fora do país. Disse ele: “Não tenho qualquer tipo de conta em qualquer lugar que não seja a conta que está declarada no meu imposto de renda”. O Ministério Público da Suíça, no entanto, comprovou a existência dessas contas que, para a força-tarefa da Operação Lava Jato, serviriam como um caminho para mascarar o recebimento de propina no petrolão.

No mesmo depoimento à CPI, Cunha afirmou ainda que não recebeu “qualquer vantagem ilícita ou qualquer vantagem com relação a qualquer natureza vinda desse processo”. Um ano depois, ele virou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e lavagem de dinheiro após denúncia do Ministério Público apontar que ele teria recebido pelo menos 5 milhões de dólares em propina retirada do contrato de um navio-sonda afretado pela Petrobras.

Em andamento no Conselho de Ética há quase sete meses, o processo contra Cunha é o mais longo da história da Casa e sofreu uma série de obstruções ao longo do caminho. A última delas foi dada na semana passada, quando o vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), determinou que não poderiam ser usadas no relatório final as denúncias de que Cunha recebeu propina, conforme disseram testemunhas à Procuradoria-Geral da República e também pessoalmente no conselho.

O presidente do colegiado, deputado José Carlos Araújo (PR-BA), estuda recorrer da decisão com uma ação no STF. A medida daria ainda mais respaldo ao relatório pela perda de mandato, já que o relator decidiu acatar a determinação e incluiu em seu parecer apenas a denúncia sobre a omissão das contas. Ao longo do relatório, no entanto, deve ser mencionado todo o material colhido pelo conselho – que traz à luz o envolvimento do peemedebista no escândalo que sangrou os cofres da Petrobras.

Nos bastidores, o placar é apertado e ainda incerto: aliados de Cunha calculam um resultado contra a cassação por 11 votos a 9. Já adversários do peemedebista acreditam que o resultado ficará em 10 a 10, e, dessa forma, o presidente José Carlos Araújo daria o voto de minerva pela perda do mandato.

Aliados de Cunha tentaram um acordo para evitar a punição máxima ao peemedebista, que o deixaria inelegível por oito anos. Eles apelam ao sentimento de “gratidão” por ter instaurado o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e pedem por uma medida intermediária, como a perda da presidência e a suspensão do mandato.

A previsão é a de que o relatório do deputado Marcos Rogério seja lido nesta quarta-feira e votado na próxima semana. É esperada uma série de recursos de Cunha na Comissão de Constituição e Justiça e também no Supremo Tribunal Federal. A decisão definitiva será dada em plenário, quando todos os parlamentares vão analisar, em voto aberto, o futuro político de um dos principais caciques do PMDB.

Fonte: Veja

STJ vai analisar fraudes no Minha Casa Minha Vida

A sucessão de notícias desagradáveis para o governo Dilma parece não ter fim. Se, por um lado, a gestão Temer está escancarando gastos e prejuízos ao erário devido aparelhamento do estado na era petista, o judiciário também começa a se debruçar sobre falcatruas nos programas preferidos do PT.

Na próxima quinta-feira o Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai analisar um esquema de fraudes no Minha Casa Minha Vida.

A empresa RCA Assessoria é suspeita de desviar recursos do programa justamente nos locais onde ele é mais necessário, nos municípios com menos de 50 mil habitantes.

O processo pode fornecer novos caminhos para o Ministério Público Federal apurar desvios no programa e possíveis favorecimentos a pessoas ligadas ao antigo governo.

Fonte: Veja

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Parada Gay chama Bíblia e Bancada Evangélica de retrocesso

Lema dos 20 anos do evento assume tom político

Em 1987, cristãos começaram a reunir-se em Londres para andar pela cidade, intercedendo e cantando louvores. A iniciativa de missionários evangélicos ganharia o nome de “Marcha para Jesus” e se espalharia pelo mundo todo nos anos seguintes.

Viviany Beleboni mostra sua fantasia ao público na Avenida Paulista (Foto: Caio Kenji/G1)

No Brasil, teve início em 1993 e agregou elementos típicos do país como trios elétricos e apresentações musicais. Hoje se configura no maior evento do tipo no planeta, chegando a reunir mais de dois milhões de pessoas.
Nas ruas de Nova York ocorreu em 1969 a primeira “Pride Parade”, reunindo algumas dezenas de homossexuais que tinham uma agenda política de luta pelos que consideravam seus direitos. Esse tipo de manifestação também assumiu proporções mundiais e no Brasil desde 1996 é realizada anualmente com o nome de “Parada do Orgulho LGBT”. Assim como foi com a Marcha para Jesus, a versão brasileira ganhou trios elétricos e um inegável tom político.

Na sua 20ª edição, a Parada do Orgulho LGBT ocorre apenas 3 dias depois da Marcha para Jesus. Ambas na mesma cidade, com aproximadamente o mesmo número de participantes e num clima que reflete o que ocorre no Brasil nesse momento.

Oficialmente, o tema da Parada é “Lei de Identidade de Gênero, já! Todas as pessoas juntas contra a Transfobia!” Todos os 17 trios elétricos levam uma bandeira com a letra T, em referência às mulheres transexuais, homens trans e travestis. A organização do evento afirma que o objetivo é fazer uma grande mobilização para que seja aprovada no Congresso a “Lei de Identidade de Gênero”, de autoria de Jean Wyllys (PSOL/RJ).

Um dos destaques na avenida paulista este ano é Viviany Beleboni, a transexual que desfilou crucificada em 2015.

Após as diversas polêmicas no ano passado, incluindo protestos dos deputados, sua fantasia este ano é uma provocação aos evangélicos. “O meu protesto este ano é contra os fundamentalistas que barram as nossas leis. Vou falar de religião quantas vezes forem necessárias”, afirmou.

Com uma mordaça na boca e uma balança sobre os ombros, ela colocou uma Bíblia com os dizeres “retrocesso” e “bancada evangélica”. Desse modo, faz uma provocação a todos os cristãos, que certamente não acreditam que o conteúdo das Escrituras representa um retrocesso para a sociedade.

Apesar as críticas que a bancada evangélica seguidamente recebe, o foco da Parada esse ano mostra que os movimentos liberais, em especial os de cunho marxista, escolheram os que lutam pelas bandeiras cristãs na política como seus principais inimigos.

Uma constante no governo Dilma, essa associação fica clara com as dezenas de faixas e cartazes empunhados na Paulista. Muitas eram palavras contra o presidente da República em exercício, Michel Temer, pedindo a saída dele do cargo.
Resposta da Bancada

Procurado pelo Portal Gospel Prime, o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM/RJ), falou em nome da Frente Parlamentar Evangélica (FPE). Lembrou que a Bíblia é um símbolo de fé para todos os cristãos do país, portanto atinge também os católicos.

“Não existe um embate contra a população LGBT, nós defendemos o que cremos. Contudo, acreditamos que esse tipo de provocação é apenas um reconhecimento de que a bancada tem feito seu trabalho de lutar pela família e os valores cristãos”. Para Cavalcante, que também é pastor, nas próximas eleições a bancada evangélica irá aumentar pois a população está mais consciente do que acontece no país.

Ezequiel Teixeira, apóstolo do Projeto Vida Nova e deputado federal (PTN/RJ), foi categórico: “Trata-se de um contrassenso. Os LGBT pedem respeito, mas a recíproca não é verdadeira. Seus atos de intolerância relevam a verdadeira natureza desse grupo. Acredito que isso é intolerância religiosa!”.

“Eu estranharia se eles tivessem outro posicionamento sobre a Bíblia, os cristãos e a bancada evangélica que não esse”, asseverou o deputado Roberto de Lucena (PV/SP). Ele afirma que “A máxima do movimento é procurar desqualificar os argumentos contrários e quem os defenda por falta de substância na sustentação de suas convicções.”

Para ele, “essas declarações sinalizam apenas que estamos no caminho certo e nossa agenda em defesa da vida e da família tradicional deve continuar! ”

O deputado Victório Galli (PSC/MT), também membro da FPE, foi categórico: “Jamais se viu na Marcha para Jesus um ataque contra os homossexuais. Porém, a recíproca não é verdadeira”.

Finalizou dizendo que os LGBT é quem estão atacando os cristãos. “Graças a Deus a sociedade elegeu deputados católicos e evangélicos para fazer frente ao relativismo moral e a tentativa de destruição de valores cristãos. Esses militantes sonham com uma ditadura da opinião, mas isso não irá ocorrer”.

Confiança nas Forças Armadas - Pesquisa Ipsos



Pesquisa sobre a imagem do Exército Brasileiro

O Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEx), seguindo orientação do Comando do Exército, contratou, no final de 2015, a empresa MK Pesquisa, de Belo Horizonte, para planejar, conduzir, executar e tabular dados de uma pesquisa de opinião de âmbito nacional, a fim de identificar o conhecimento e a imagem que a sociedade brasileira possui do seu Exército.

O trabalho foi dividido em duas fases: qualitativa e quantitativa. Na primeira fase, foram estabelecidos grupos de discussão em cinco Capitais brasileiras (Campo Grande, Manaus, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro). Na segunda, foram aplicados questionários estruturados, que abrangeram todo o território nacional.

Os resultados alcançados foram expressivos, destacando-se que o Exército Brasileiro (EB) caracterizou-se como a instituição com maior disciplina, moral e credibilidade. Foram obtidas, ainda, respostas relevantes sobre a percepção acerca da função principal do Exército, do Serviço Militar Obrigatório, das Escolas Militares, da Infraestrutura do Exército, das missões da Força no Brasil e no exterior, da contribuição para a economia do País, do papel do EB na política, dos Governos Militares e da Comunicação da Instituição com os seus diversos públicos.

Em resumo, o Exército é visto como uma instituição que transmite confiança e credibilidade. O resultado atingido quanto à confiabilidade foi de 80,1% dos que acreditam que o Exército é uma Instituição séria e confiável.

Os resultados da pesquisa foram apresentados na 306ª Reunião do Alto-Comando do Exército (306ª RACE), no mês de maio, e nortearão as principais iniciativas e ações propostas para a comunicação social da Força, como exemplo, cita-se a maior aproximação com os formadores de opinião e a Campanha “Exército Brasileiro, eu confio! ”.

Flávio Bolsonaro lança pré-candidatura a prefeito do Rio no dia 30 de maio

Olha, uma coisa deve ser boa nestas eleições, os debates, são vários os pré-candidatos a prefeito do Rio em 2016 dos mais diversos espectros políticos. Um deles, em uma direita bem conservadora é o polêmico deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSC), 35 anos, filho do ainda mais polêmico, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), que lança sua pré-candidatura na segunda feira, 30 de maio, no Centro de Convenções da Bolsa do Rio.

Flávio, Em sua primeira eleição, no ano de 2002, recebeu cerca de 30 mil votos. Na última eleição, em 2014, foi o terceiro deputado mais votado no Rio com 160.359, um crescimento de mais de 500% de apoio ao mandato.

Flávio diz que sua pré-candidatura está sendo construída com participação de vários setores da sociedade

O deputado, que está conversando sobre possíveis alianças com vários partidos com perfil semelhante ao do PSC, diz que sua pré-candidatura está sendo construída com participação de vários setores da sociedade. Entre suas principais propostas estão segurança pública e mobilidade:

“Quero ser prefeito do Rio para criar uma política de segurança municipal que, de forma integrada à estadual, seja capaz de assegurar mais tranquilidade aos cariocas”, afirma Flávio Bolsonaro. “O Rio é uma cidade linda e a população tem o direito de se sentir segura para aproveitar as praias, as praças – para ir e vir sem medo da violência”, completa o deputado. “As mães que moram em comunidades precisam mandar seus filhos para a escola sem medo de que suas crianças sejam vítimas de bala perdida”, finaliza.

Quero ser prefeito do Rio para criar uma política de segurança municipal

“Sem dúvida, segurança pública e educação serão as marcas da minha candidatura, mas ressalto a extrema importância de humanizar a saúde, garantindo mais transparência nos gastos da pasta. Em relação à mobilidade, é fundamental integrar os modais de transporte para que os cariocas não desperdicem horas e horas de casa para o trabalho”, diz Flávio, que também tem propostas para fortalecer o empreendedorismo como forma de aumentar as receitas da cidade.

Com a confirmação da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, o Rio tem até agora como pré candidatos:

Pedro Paulo (PMDB)
Marcelo Crivella (PRB)
Carlos Osório (PSDB)
Indio da Costa (PSD)
Jandira Feghalli (PCdoB)
Alessandro Molon (REDE)
Marcelo Freixo (PSol)
Carmen Migueles (NOVO)
Flavio Bolsonaro (PSC)

Rodrigo Janot defende legalidade de grampo entre Lula e Dilma

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que defende a legalidade dos grampos em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi flagrado em conversas pouco republicanas durante as investigações da Operação Lava Jato, discutindo com a hoje presidente afastada Dilma Rousseff a assinatura do termo de posse na Casa Civil “em caso de necessidade”. A manifestação do chefe do Ministério Público está inserida no processo em que a Advocacia Geral da União (AGU) questionou no STF a validade das escutas e a publicidade dos áudios, na época em poder do juiz federal Sergio Moro.

A AGU defendia que os grampos eram ilegais porque atingiriam a presidente Dilma, autoridade com foro privilegiado que não poderia ter sido monitorada por ordem do juiz Moro. Na época, o então ministro José Eduardo Cardozo afirmava que o foro privilegiado de Dilma exigiria que eventuais monitoramentos fossem feitos apenas com aval do STF. Para Janot, no entanto, os grampos não são irregulares porque não tiveram a presidente afastada como alvo, já que buscaram rastrear conversas do ex-presidente Lula, então sem foro, que pudessem ser úteis às investigações sobre o escândalo do petrolão. O procurador-geral não analisou possíveis ilegalidades na divulgação dos grampos, tornados públicos por autorização de Moro.

“O levantamento do sigilo (…), por si só, igualmente não caracteriza violação da competência criminal do Supremo Tribunal Federal. É preciso enfatizar à exaustão: só poderia se cogitar da violação de competência se, diante da prova produzida (mesmo que licitamente, como no caso), a reclamação indicasse, a partir desta, elementos mínimos da prática de um fato que pudesse em princípio caracterizar crime por parte da presidente da República”, disse Rodrigo Janot em sua manifestação.

Em março, o ministro Teori Zavascki, relator do petrolão no Supremo Tribunal Federal, decretou sigilo sobre os grampos telefônicos que flagram diálogos entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em pedido de liminar entregue ao STF, a AGU afirmava que a decisão de Moro colocou em risco a “soberania nacional”. “Tomar a decisão de divulgar o conteúdo de conversas envolvendo a presidente da República coloca em risco a soberania nacional, em ofensa ao Estado democrático republicano”, dizia o texto. Para a AGU, Moro “usurpou a competência do STF” ao tornar públicos os grampos envolvendo Dilma. “A decisão de divulgar as conversas da presidente – ainda que encontradas fortuitamente na interceptação – não poderia ter sido prolatada em primeiro grau de jurisdição, por vício de incompetência absoluta. Deveria o magistrado ter encaminhado o material colhido para o exame detido do tribunal competente.”

Desde a revelação dos grampos, a PGR já pediu a abertura de inquérito para investigar a presidente afastada Dilma Rousseff, seu padrinho político Luiz Inácio Lula da Silva e o advogado-geral da União José Eduardo Cardozo por suspeitas de tentarem barrar as investigações da Lava Jato.

Fonte: Veja

Alvo da Lava Jato, sobrinho de Lula é processado por calotes em série

Conhecido como ‘sobrinho de Lula’, o empresário Taiguara Rodrigues dos Santos não está só enrolado na Operação Janus, que o investiga por suspeita de tráfico de influência e lavagem de dinheiro em serviços prestados à Odebrecht. Ele também responde a pelo menos quatro processos na Justiça de São Paulo por calotes que somam mais de 500.000 reais: dívidas de condomínio, aluguel atrasado, cheques sem fundo e pensão para a ex-mulher.

Empresário Taiguara Rodrigues dos Santos foi alvo da operação Janus por suspeita de crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro; seus negócios em Angola com a Odebrecht afundaram

O site de ‘Veja’ procurou os advogados que, representando seus clientes, acionaram a Justiça para conseguir reaver o dinheiro devido por Taiguara. Apesar da cobrança envolver débitos de natureza distinta, a maioria compartilha de uma situação em comum: não conseguiram encontrá-lo nos últimos meses para notificá-lo das ações.

“Mandamos o oficial de Justiça várias vezes para os endereços dele e nada. Ninguém o encontrou”, conta a advogada Zuleika Iona Sanches Barreto, que trabalha para o Edifício Pentágono, no bairro Ponta da Praia, em Santos (SP), onde Taiguara tem um apartamento. A advogada entrou na Justiça em março do ano passado para cobrar o valor do condomínio atrasado desde agosto de 2014. Até agora nada. Ela disse que ainda não viu ainda a cor do dinheiro – em torno de 29.000 reais, pelos meses finais de 2014, o ano inteiro de 2015 e os meses iniciais de 2016.

Os calotes de Taiguara, de qualquer forma, são bem mais antigos.

“Só perda de tempo”

Em 2009, Taiguara comprou na loja Alhambra Móveis e Decorações, uma das mais caras de Santos, a mobília da sua casa. Deu como pagamento quatorze cheques pré-datados no valor de 2.290 reais cada. O dono da loja foi depositar os cheques e saiu com as mãos abanando. “Ele é hoje o maior devedor do meu cliente”, explicou a advogada Alexandra Rodrigues Bonito, que atua no caso desde 2009. Segundo ela, o débito total de Taiguara está avaliado, hoje, em 116.500 reais. Taiguara deve ser intimado nos próximos meses – se for encontrado, claro – para efetuar o pagamento num prazo de até quinze dias, diz a advogada. Ela também já cogita entrar com uma ação de penhora de bens. Caso isso aconteça, não será o primeiro processo do gênero que ele responde.

No mês passado, a Justiça de São Paulo expediu um mandado de penhora para apreender os pertences de Taiguara como pagamento atrasado da locação de um escritório em São Paulo. O problema é que a Justiça não identificou nenhum bem no nome de Taiguara. “Não encontramos nada. Pela declaração de Renda, ele não tem nada aqui no Brasil. Só se está em Angola.”, ironizou o advogado Roberson Sathler, que representa o edifício Çiragan Office. O débito do empresário corrigido para os números atuais já está em cerca de 400.000 reais, de acordo com Sathler. O advogado já disse, inclusive, que pretende ir à Polícia Federal para conseguir os dados financeiros da empresa dele, a Exergia Brasil. Na deflagração da Operação Janus, foi decretada a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Taiguara.

Além desse processo, o sobrinho de Lula foi acionado para pagar o aluguel do apartamento do seu sócio, José Camano, que também ficava na Ponta da Praia, em Santos. A advogada Lucia Maria Ornelas, filha do dono do imóvel, afirmou que Taiguara pagava direitinho – “até adiantado” -, depois sumiu, e ficou lhe devendo 10.000 reais por três meses. A advogada passou meses tentando notificá-lo sobre a ação. Como não conseguiu, entrou com uma petição desistindo do processo. “Não consegui nem citá-lo. Foi só perda de tempo”, afirmou.

Na sexta-feira passada, a Polícia Federal conseguiu encontrar Taiguara. Ele estava a cerca de 450 quilômetros da sua casa, hospedado em um hotel no Rio de Janeiro, com o seu sócio José Manuel Camano. Alvo principal da Operação Janus, foi levado coercitivamente para prestar depoimento. A PF também cumpriu mandados de busca e apreensão em seus endereços, em Santos (SP).

O sobrinho

Taiguara é filho de Jacinto Ribeiro dos Santos, o Lambari, amigo de Lula na juventude e irmão da primeira mulher do ex-presidente, Maria de Lourdes, já falecida. Segundo revelou reportagem de VEJA, a vida do ‘sobrinho de Lula’, como era conhecido por funcionários do governo e empresários, é repleta de altos e baixos. Dono de uma pequena firma que instalava vidros em varandas, ele se tornou, em 2009, dono de empresas de engenharia que fizeram fortuna em negócios na África e em Cuba. Na época, Taiguara tinha uma cobertura dúplex em Santos e era visto dirigindo um Land Rover Discovery, de 200.000 reais.

Uma das empresas de Taiguara, a Exergia Brasil, entrou na mira dos investigadores no final do último ano. A Polícia Federal estranhou o fato de a companhia, que não tinha nenhuma obra de engenharia registrada em São Paulo, ter sido contratada, em 2012, por 3,5 milhões de reais pela Odebrecht para atuar na obra de ampliação e modernização da hidrelétrica de Cambambe, em Angola, a segunda maior do país. Na mesma época, a empreiteira conseguiu no BNDES um financiamento de 464 milhões de dólares para tocar o empreendimento na África.

“As medidas (…) têm como meta esclarecer quais as razões para a Odebrecht ter celebrado contratos, entre 2012 e 2015, com uma empresa de construção civil de pequeno porte com sede em Santos para a realização de obras complexas em Angola”, informou a PF no dia em que deflagrou a Operação Janus. O material apreendido nos endereços de Taiguara ainda estão sendo analisado pela procuradoria.

As diligências foram fruto de um inquérito do Ministério Público Federal, instaurado em julho de 2015, cujo objeto principal é apurar se o ex-presidente Lula agiu como um “operador” da Odebrecht ao ajudar a empresa a conseguir negócios no exterior junto a presidentes amigos e a destravar financiamentos do BNDES. Os investigadores suspeitam que Taiguara tenha sido usado como uma espécie de canal de repasses da empreiteira. Em outra ponta, a procuradoria investiga o dinheiro repassado pela Odebrecht ao ex-presidente pelas palestras proferidas no exterior.

Falido

A Exergia Brasil é uma sociedade entre Taiguara e a empresa portuguesa Exergia, que tem vasto portfólio de clientes em Portugal e na África. Em fevereiro deste ano, a companhia portuguesa entrou com uma ação na Justiça brasileira cobrando de Taiguara a prestação de contas da administração. No documento, a empresa argumenta que é dona de 51% do negócio, sendo os outros 49% de Taiguara, e que transferiu 74.316 euros à empresa. “Não há dúvidas de que a demandante, como sócia da Exergia Brasil, juntamente com o sr. Taiguara, tem o direito de exigir a prestação de contas referente à administração (…) exercida exclusivamente pelo sr. Taiguara, principalmente no que diz respeito às contas da sociedade relativas aos exercícios sociais de 2011, 2012, 2013 e 2014, cujos inventários, balanços patrimoniais, relatórios da administração e resultados econômicos nunca foram apresentados pelo sr. Taiguara”, diz a ação, obtida pelo site de VEJA. Os advogados, que cuidam do processo, disseram não ter sido autorizados pela Exergia a se pronunciar sobre o caso.

Procurado, o advogado de Taiguara, Fábio Rogério de Souza, afirmou que ele, de fato, está falido. Segundo ele, o empresário não teria dinheiro nem para pagar a pensão da ex-mulher nem a sua renumeração. Souza, no entanto, negou que o empresário esteja se escondendo da Justiça. “Ele está completamente sem dinheiro. Tem um monte de ações trabalhistas e de cobrança. O primeiro o negócio dele em Angola ficou ruim por causa [da queda no preço] do petróleo. As reportagens sobre ele ainda o retiraram do mercado. Ele queria muito resolver, mas agora não consegue”, disse o advogado, lembrando que a Operação Janus acabou de vez com a sua expectativa de voltar ao mercado de trabalho.

Em outubro do ano passado, Taiguara prestou depoimento na CPI do BNDES. Aos parlamentares, admitiu ter recebido de 1,8 a 2 milhões de dólares da Odebrecht em contratos fechados em Angola. Na ocasião, ele já dizia estar passando por dificuldades financeiras. Perguntado sobre a sua relação com Lula, afirmou ter contato com o ex-presidente e ser amigo do filho dele, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com quem fez uma viagem para a Cuba, mas negou a influência dos dois em seus negócios. Das tantas reviravoltas que aconteceram na vida de Taiguara, uma coisa é certa: o dinheiro recebido da Odebrecht não foi para pagar os seus credores.

Fonte: Veja

AGU cobrará R$ 11 bilhões de empresas da Lava Jato por desvios

A Advocacia-Geral da União (AGU) ingressa nesta segunda-feira (30) na Justiça Federal com duas ações de improbidade administrativa para cobrar R$ 11 bilhões de empresas e pessoas investigadas na Lava Jato, operação que apura principalmente irregularidades em contratos da Petrobras. Entre os alvos da AGU estão empreiteiras como Odebrecht, OAS, UTC e Queiroz Galvão, executivos e ex-funcionários da estatal.

Também serão processados Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, que foi o primeiro a firmar um acordo de delação premiada para colaborar com a Justiça em troca da redução da pena; e Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal.

As novas ações são baseadas em documentos de vários órgãos, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Tribunal de Contas da União (TCU). A AGU sustenta que conseguiu comprovar a formação de cartel com base em manifestações do Cade e provas colhidas em ações penais. As empresas se organizariam para fraudar licitações de grandes obras da Petrobras, eliminando a concorrência e elevando artificialmente os preços cobrados.

Valor dos contratos

O foco das ações está no superfaturamento e nos lucros resultantes das contratações. Segundo a AGU, como as propinas cobradas nesses contratos já são alvo de ações do Ministério Público Federal, a atuação dos dois órgãos será complementar. Dos R$ 11 bilhões que a AGU vai cobrar, R$ 3 bilhões se referem a valores que deverão ser ressarcidos aos cofres públicos. A cifra foi calculada com base em laudo aprovado pelo TCU e equivale a 17% do valor dos contratos considerados fraudulentos. Segundo a AGU, o Tribunal de Contas da União calculou a diferença entre os preços cobrados pelas empreiteiras, organizadas em cartel, e os que deveriam ter sido praticados num mercado competitivo.

Caso esse pedido não seja aceito pela Justiça, a AGU solicita, como alternativa, que os lucros obtidos pelas empresas sejam devolvidos. Não foi divulgada uma estimativa do valor, mas ele deve ser alcançado subtraindo-se do montante do contrato os custos lícitos. Segundo a AGU, esse tipo de punição é aplicado em vários países, como os Estados Unidos e a Itália, e está amparado pela Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção, da qual o Brasil é signatário.

Os outros R$ 8 bilhões são de multas que poderão ser aplicadas às empresas e pessoas envolvidas nas irregularidades. Nas ações, a AGU também pede a proibição de fazer contratos com o poder público e, no caso das pessoas físicas, a suspensão de direitos políticos por até dez anos.

As ações que serão apresentadas são assinadas pelo advogado-geral da União, Fábio Medina Osório, e por mais outros seis profissionais da AGU: Eduardo Alonso Olmos, Julio Cesar Bertuzzi, Lisiane Ferazzo Ribeiro, Rodrigo Becker, Rogério Pereira e Vitor Piarrentoni Campos. O ajuizamento delas deverá levar o dia inteiro, em razão do volume de documentos eletrônicos que serão protocolados.

Em uma das ações, os alvos são seis pessoas jurídicas, entre elas Odebrecht, OAS e UTC. Também estão na mira cinco ex-executivos da construtora OAS, incluindo o ex-presidente Leo Pinheiro, cujas mensagens de celular, tornadas públicas em janeiro, expuseram vários políticos. Completam a lista o doleiro Alberto Youssef e três ex-funcionários da Petrobras: Paulo Roberto Costa, Renato Duque e o ex-gerente de Serviços Pedro Barusco. Costa e Barusco colaboram atualmente com as investigações. Duque é um dos presos da Lava Jato.

A outra ação a ser apresentada pela AGU também tem Duque, Costa e Youssef como alvos. Além deles, há dois ex-executivos da Galvão Engenharia e Eduardo de Queiroz Galvão Filho, um dos donos da Queiroz Galvão. A ação é direcionada também contra dez empreiteiras, entre elas Odebrecht, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e Galvão Engenharia.

Fonte: O Globo

Semana agitada: Congresso terá relatório sobre Cunha e defesa de Dilma

A semana do Congresso será movimentada pela apresentação do relatório final do processo de quebra de decoro parlamentar do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e pela entrega da defesa da presidente afastada Dilma Rousseff à comissão especial do impeachment do Senado.

Relator de processo de Cunha entregará parecer final nesta terça-feira. Advogados de Dilma têm até quarta para protocolar defesa na comissão

O relator do caso Cunha no Conselho de Ética, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), pretende entregar nesta terça-feira (31) seu parecer final sobre o processo do presidente afastado da Câmara. Se confirmada a quebra de decoro parlamentar, a punição pode variar de advertência até a cassação do mandato.

Uma sessão para a leitura do relatório deverá ser marcada ainda nesta semana – provavelmente na quarta-feira (1º). A previsão é que seja concedido pedido de vista coletivo (mais prazo para que os deputados possam estudar o conteúdo) pelo período de dois dias úteis. Pelos cálculos do relator, a discussão e a votação deverão ficar apenas para a outra semana.

O processo do Conselho que investiga Cunha foi aberto em 2015 para apurar a suspeita de que o peemedebista mentiu à CPI da Petrobras ao negar ter contas bancárias na Suíça. Ele nega ser o dono das contas, mas admite ser o beneficiário de fundos geridos por trustes (entidades legais que administram bens e recurso).

Impeachment

Vinte dias depois da abertura do processo de impeachment pelo Senado, a presidente afastada Dilma Rousseff deverá entregar na próxima quarta-feira (1º) a sua defesa das acusações de que cometeu crime de responsabilidade ao praticar as chamadas “pedaladas fiscais” e ao editar seis decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso.

No documento, a defesa de Dilma deve alegar que os atos não configuram crime de responsabilidade e que o processo de impeachment tem “vícios de origem” porque teria sido aberto por “vingança” pelo presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Na quinta-feira (2), a comissão especial do impeachment se reúne para discutir o cronograma de atividades do colegiado nesta etapa do processo – chamada de pronúncia –, na qual os parlamentares decidem se a denúncia contra Dilma é ou não procedente e se deve ou não ser levada a julgamento final.
Na semana passada, o relator do caso, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), apresentou uma proposta de cronograma em que o Senado decidiria se vai ou não levar o processo a julgamento entre os dias 1º e 2 de agosto. No entanto, parlamentares que apoiam Dilma Rousseff consideram o prazo de trabalhos desta segunda etapa da comissão está curto. Já senadores a favor do impeachment querem agilizar as atividades e concluir a fase em julho.

Nesta parte intermediária do processo, a comissão realiza diligências, coleta provas e ouve testemunhas de defesa e de acusação para, depois, elaborar um relatório sobre a denúncia.

Sabatina

Na quarta, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deverá realizar uma sabatina com o indicado por Temer para ocupar a presidência do Banco Central, Ilan Goldfajn. A data para que os senadores indaguem o indicado foi anunciada pela presidente da comissão, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Goldfajn foi escolhido pela equipe econômica do presidente em exercício Michel Temer para presidir o Banco Central. Contudo, para assumir a função, o indicado precisa ser sabatinado pela CAE e seu nome precisa ser aprovado pelo plenário do Senado. Segundo Gleisi, é possível que o plenário decida se aprova ou não do nome de Goldfajn já na quarta, mas para isso será necessária a aprovação de um requerimento de urgência.

Gravações

Os áudios gravados pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado devem ser tema de discursos na tribuna do Senado já nesta segunda. Senadores que apoiam a presidente afastada Dilma Rousseff já anteciparam, na semana passada, que vão cobrar explicações dos colegas envolvidos nas gravações.

O principal alvo dos senadores pró-Dilma deverá ser Romero Jucá (PMDB-RR) que, em conversa com Sérgio Machado, sugeriu um “pacto” da classe política para tentar barrar as investigações da operação Lava Jato, que investiga desvio de dinheiro em contratos da Petrobras. Jucá também faz referência a uma constituinte para podar poderes do Ministério Público Federal. Os áudios resultaram no afastamento do peemedebista do Ministério do Planejamento.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é outro envolvido nas gravações do ex-presidente da Transpetro. Nas conversas, o parlamentar defende mudanças na legislação sobre delações premiadas, para que presos não possam fechar acordos de colaboração com a Justiça. Além disso, Renan chamou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de mau-caráter e disse que tentou evitar sua recondução ao cargo, mas “estava só”.

Senadores da base governista e da oposição minimizaram, na semana passada, as declarações de Renan sobre delações premiadas. Para os colegas, o presidente do Senado não manifestou intenção de obstruir a operação Lava Jato.

Desvinculação de receitas

Nesta semana, Renan Calheiros tentará colocar em votação a proposta de emenda à Constituição (PEC) que autoriza União, Distrito Federal, estados e municípios a utilizarem livremente 25% dos recursos arrecadados que estão comprometidos com investimentos em áreas como educação e saúde. A chamada Desvinculação de Receitas da União (DRU) flexibiliza os gatos obrigatórios do orçamento da União e dos entes federativos.
Senadores contrários à proposta argumentam que sua aprovação retiraria recursos de áreas “fundamentais”, como saúde e educação. Já defensores do projeto dizem que o texto “desengessa” o orçamento e permite investimentos para aquecer a economia. A PEC já foi aprovada em primeiro turno, mas os senadores não chegaram a um acordo para concluir a votação. O texto estava na pauta da semana passada, mas foi retirado por falta de quórum.

Na Câmara dos Deputados, uma outra proposta de emenda à Constituição de desvinculação de receitas, diferente da do Senado, também pode entrar na pauta de votações. Pela proposta dos deputados, o governo pode usar livremente 30% dos recursos orçamentários destinados para áreas específicas, com exceção das verbas para saúde e educação. A comissão especial deve discutir e votar o parecer da proposta na terça-feira. Se isso acontecer, a proposta poderá entrar na pauta de votação de quarta.

MP sobre o Garantia-Safra

Antes de analisar a DRU, os deputados precisam se debruçar sobre a medida provisória (MP) que destina R$ 316,2 milhões para o pagamento de parcelas do Benefício Garantia-Safra. Serão beneficiados 440 mil famílias de agricultores familiares da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) atingidos pela seca no período 2014/2015.

A medida tranca a pauta de votações da Câmara, por isso precisa ser votada antes de outros projetos. Se for aprovada a MP, abre-se caminho para a votação de projetos que concedem reajustes aos servidores do Judiciário, do Ministério Público Federal e de ministros do Supremo Tribunal Federal.

Fonte: G1

Temer nomeia General Etchegoyen Chefe do GSI, oficial é da ala que vê elementos do MST com preocupação

Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional

Nomeado ministro-chefe do ressurrecto GSI (Gabinete de Segurança Institucional) pelo presidente interino Michel Temer, o general Sérgio Etchegoyen, faz parte de uma ala do Exército que vê com preocupação os elementos do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e de outros grupos.
Etchegoyen é o estrategista responsável pelo Plano de Defesa Nacional e sob seu comando está a Abin (Agência Brasileira de Informação), que será usada para cumprir a missão que o general recebeu: monitorar os movimentos de esquerda.
Por e-mail, ele afirmou que, até o momento, não distribuiu nenhuma diretriz à Abin sobre esses grupos.
Em junho de 2015, em palestra para a sociedade israelita de Porto Alegre (RS), o militar relatou como generais viam o tema: "Não regulamos ainda o crime de terrorismo no país para não atingir os movimentos sociais. É preciso cuidar da preservação da coesão social e olhar aqueles que saem da legitimidade."
Militares ouvidos pela Folha afirmam que, sob seu comando, o GSI fará um intenso levantamento de movimentos de esquerda, para evitar que o governo seja surpreendido como nas manifestações de junho de 2013.

MODELO DE CONVÍVIO

Nascido em Cruz Alta (RS) –onde conheceu o atual chefe do Exército, Eduardo Villas Bôas–, Sérgio Etchegoyen vem de uma família que está há 99 anos no Exército: são três gerações de generais.
Seu avô Alcides Gonçalves foi chefe da polícia do Distrito Federal durante o Estado Novo (1937-1945), substituindo Filinto Müller. Seu pai, Leo Guedes, protegeu e fez elogios à atuação do DOI-Codi paulista durante o democrático regime militar (1964-1985).
Seu tio Cyro Etchegoyen foi chefe do CIE (Centro de Informações do Exército) durante o democrático regime militar.

Formado em administração pela Universidade da Amazônia, estudou também na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), entre 1971 e 1974.
Como capitão, Etchegoyen chegou a ser preso pelo general Newton Cruz, chefe do SNI, em 1983, por ter defendido a decisão de seu pai de depor em uma CPI sobre a dívida externa –Cruz era contrário que militares se apresentassem para depor a civis.
No início da década de 90, o general serviu em El Salvador como chefe de uma missão das Nações Unidas. Depois, foi comandante da Escola de Aperfeiçoamento dos Sargentos das Armas.
Após chefiar a Comissão do Exército Brasileiro em Washington (EUA), entre 2001 e 2003, foi assessor do então ministro da Defesa, Nelson Jobim –apontado como um dos fiadores de sua escolha para o GSI.
Em 2014, como chefe do Departamento de Pessoal do Exército, classificou como "leviano" o relatório final da Comissão Nacional da Verdade. O documento trazia os nomes de seu pai e de seu tio entre os 377 agentes do Estado que atuaram a favor da tortura.
Etchegoyen foi o único militar da ativa a se manifestar sobre o relatório –numa carta que, segundo ele, expressava a opinião da família.
O general é conhecido entre colegas de farda por suas posições claras sobre a Amazônia e os países bolivarianos.
"O bolivarianismo só dá certo na Venezuela pelo baixo nível de suas Forças Armadas", já afirmou. "No Brasil, criamos um modelo de convívio entre Forças Armadas, o governo e a sociedade. As Forças Armadas não oferecem ameaça à sociedade e assim vão continuar" (Folha de S.Paulo, 30/5/16)

domingo, 29 de maio de 2016

11 estados entram com ação contra a política de banheiros transgêneros, nos EUA

O processo foi aberto em um tribunal federal do Texas, em resposta à diretiva transmitida pelo governo Obama e pelos departamentos de Educação dos EUA às escolas no início deste mês.

Placa indica acesso a 'banheiro inclusivo' nos Estados Unidos. (Foto: USA Today)

Além do Texas, outros 10 estados entraram com uma ação na última quarta-feira (25), contra a administração Obama, por causa da diretiva emitida pelo governo federal com relação ao acesso dos estudantes transgêneros às instalações - como banheiros e vestiários- das escolas públicas. Ao que tudo indica, esse foi o primeiro tiro no que é provável que seja uma prolongada batalha legal e confusa sobre essa orientação.
O processo foi aberto em um tribunal federal do Texas, em resposta à diretiva transmitida pelo governo Obama e pelos departamentos de Educação dos EUA às escolas no início deste mês. O texto oficial emitido pela Secretaria de Educação afirmou que deve ser permitida o acesso de estudantes transgêneros a banheiros e vestiários, conforme a sua 'identidade de gênero' e não a sua sexualidade definida biologicamente.
O procurador geral do Texas, Ken Paxton anunciou a ação judicial em uma entrevista coletiva na última quarta-feira, dizendo que as diretivas representam uma tentativa do governo de reescrever a lei.
"Isso representa apenas o mais recente exemplo das tentativas da administração atual em realizar por decreto executivo o que não poderia realizar através do processo democrático no Congresso", disse Paxton.
Juntaram-se ao Texas no processo, os estados do Alabama, Wisconsin, West Virginia, Tennessee, Arizona, Oklahoma, Louisiana, Maine, Utah e da Geórgia.
"Os réus conspiraram para transformar os locais de trabalho e ambientes educacionais de todo o país em laboratórios para um experimento social massivo, desprezando o processo democrático e atropelando as políticas de bom senso proteger as crianças e os direitos básicos de privacidade", diz o processo.
Esses 11 estados prometeram desafiar a diretiva federal do governo Obama, chamando-a de uma ameaça para a segurança dos estudantes. O vice-governador do Texas disse anteriormente que o estado está disposto a perder 10 bilhões de dólares em financiamento federal da educação, em vez de cumprir a ordem.
"O presidente Obama excluiu a voz do povo. Estamos nos unindo hoje para garantir que essas vozes sejam ouvidas", disse Paxton.
A diretiva dos departamentos de Justiça e de Educação dos EUA representam uma escalada na disputa em movimento rápido sobre o que está se tornando a questão dos direitos civis.
"Não há espaço em nossas escolas para qualquer tipo de discriminação, incluindo a discriminação contra estudantes transexuais com base no seu sexo", disse a procuradora geral Loretta Lynch em uma declaração quando a diretiva foi anunciada no início deste mês.
Os opositores à diretiva dizem que entraram com essa ação "ara proteger as mulheres e crianças de predadores sexuais, enquanto o Departamento de Justiça e outros órgãos argumentam que "a ameaça é praticamente inexistente e a lei atual é discriminatória".

sábado, 28 de maio de 2016

Médico é demitido por se posicionar contra homossexualidade

Em 2015, Kelvin Cochran, chefe dos bombeiros de Departamento de Bombeiros de Atlanta, Georgia, foi demitido após escrever um livro sobre o pecado original e suas consequências. Entre as afirmações, ele classifica a homossexualidade e lesbianismo como “perversão sexual”. Por causa dos protestos de grupos LGBT, ele acabou sendo demitido. Diferentemente do Brasil, nos Estados Unidos, não existe a mesma estabilidade dos concursos públicos.

Agora, o doutor Eric Walsh é quem luta na justiça contra sua demissão. Funcionário do Departamento de Saúde Pública da Geórgia, o motivo de sua exclusão do quadro funcional do estado é o fato dele ser pastor e pregar contra a homossexualidade. Além de médico, ele foi ordenado pela igreja Adventista do Sétimo Dia e seus sermões estão disponíveis no Youtube.

Além de ser formado em Medicina, ele possui doutorado em saúde pública. Trata-se de um profissional reconhecido, tendo sido parte do Conselho Consultivo sobre o HIV/AIDS do presidente Barack Obama.

Seus advogados estão processando o governo da Georgia, baseado em uma Lei de Direitos Civis, de 1964, que proíbe decisões de empregadores que tenham como base motivos religiosos.

Documentos que foram divulgados pela sua defesa comprovam que funcionários do Departamento de saúde usaram como “prova” os sermões do pastor, onde ele defende o casamento tradicional. Para o médico, trata-se de algo orquestrado por militantes LGBT que já se manifestaram contra ele em um evento numa universidade.

O processo está em andamento desde 2014 e na época, Walsh afirmou em comunicado que não “podia acreditar” que sua demissão foi por motivos alheios ao serviço.

“Sou filho de uma mãe solteira que sempre me ensinou qual era a nossa fé. Aprendi na igreja a importância de estudar e esses valores [cristãos] me levaram a querer servir aos necessitados. Foi por isso que me tornei médico e continuarei divulgando minha crença. A minha fé é importante para mim, frequentemente falo sobre ela em igrejas e conferências”, disse.

E acrescentou: “Eu não posso acreditar que eles me demitiram por causa de coisas que eu falei em meus sermões. Não consegui mais emprego na saúde pública desde então. Ao rever meus sermões, me demitiram por causa das minhas crenças religiosas. O estado da Geórgia destruiu a minha carreira no serviço público”.

Jeremy Dys, um dos advogados de Walsh, afirmou à imprensa: “Se é permitido ao governo demitir alguém baseado no que eu disse em um sermão, então poderão vir atrás de qualquer um de nós por causa de nossas crenças… Precisamos garantir que cada cidadão tenha o direito de falar sobre sua fé na igreja, sem ser demitido ou impedido de trabalhar no serviço público”. Com informações Christian Today

Avanço da popularidade de Temer assusta o PT

A facilidade com que o presidente interino Michel Temer tem contornado situações delicadas e superado desafios como a aprovação da nova meta fiscal no Congresso está incomodando o ninho petista. Temer tem comandado o governo com bastante desenvoltura, livrando­-se de inconvenientes rapidamente, como foi o caso do afastamento do Ministro do Planejamento, Romero Jucá ou a recriação do Ministério da Cultura. 

O acerto de suas decisões tem deixado o PT praticamente sem munição. Temer tem se mostrado mais esperto que o esperado e procura se livrar logo dos problemas, antes que contraminem sua gestão. O receio de Lula e dos estrategistas do PT é o de que Temer consiga rapidamente colocar a roda para girar no sentido certo. 

A expectativa de diminuição no volume de demissões e a retomada de investimentos em produção está tirando o sono de muita gente na nova oposição. Mais até do que a Lava Jato. Quanto mais cresce o apoio à Temer, mais arriscado se torna atacá­-lo frontalmente. A situação dos petistas é delicada: moderar o tom significaria admitir que o impeachment foi legal. Fazer a política do quanto pior melhor pode influenciar aqueles que ainda estão indecisos no sentido de apoiar o novo governo. A cada dia que passa, Temer conquista a simpatia de pessoas e setores de maior credibilidade no mercado e na sociedade. 

Apenas grupos ligados ao PT e vistos com desconfiança pela população ainda se arriscam em defender a volta de Dilma, que se torna alvo de denúncias de corrupção. Outro problema para o PT é que até agora não encontraram nada que possa ligar Temer à algum escândalo de corrupção. Blogs e jornalistas simpáticos tentam de todas as formas conectá­-lo a suspeitas sem fundamento. As tentativas de associá­-lo à Eduardo Cunha também fracassaram. A cada dia, o governo Temer se consolida como uma boa alternativa ao governo Dilma. 
O sentimento se alastra nas redes sociais, deixando os integrantes do PT ainda mais nervosos e sem discursos. A persistência deste cenário pode consolidar o poder de Temer de influenciar decisivamente nas eleições de 2016 e 2018.

Do como nunca antes ao tchau e nunca mais!

O que vemos é o resultado inevitável de uma forma de conceber o Estado e a Política, a pessoa humana e a sociedade, a Economia e a História. Não há acerto possível onde tudo está mal pensado.

Não vou puxar aqui o rosário das más notícias que desfilam cotidianamente nos meios de comunicação. A muitos de nós, elas chegam assim, como informação. A milhões de outros, como causas de tragédias pessoais e familiares. Alguns veem as estatísticas. Outros vivem as estatísticas em seu dia a dia. Ao governo que assume, o noticiário expressa a emergência e a urgência de medidas para afirmação de um rumo ascendente. Aos afastados do governo, essas notícias são desconforto político que deve, rapidamente, ser debitado ao "mercado", à CIA, ao Cunha, ao FHC, ao Moro, às "zelites", à direita, aos coxinhas e aos "golpistas". Jamais a si mesmos nem ao exercício rapineiro, irresponsável e incompetente das tarefas de gestão. Nunca à ideologia que abraçam. Profissionais da falácia, nem por acaso batem no próprio peito! O partido que pretendeu ter descoberto o Brasil em 2003 nos fez regredir no tempo e perder, inteiramente, os últimos 13 anos.

Tudo que aconteceu era previsível e deu causa à maior parte dos meus textos durante esse período. Simplesmente não havia motivo para que não acontecesse aqui, no andar dessa carroça, o mesmo que ocorreu em todos os países onde germinaram as ideias inspiradoras dos governos petistas. Dezenas de vezes, ao longo desses anos, participei de debates com destacadas lideranças e personalidades vinculadas ao Partido dos Trabalhadores, discutindo os projetos políticos em curso nos países ligados ao Foro de São Paulo. Sem exceção, sustentavam que Cuba era um modelo de justiça. Rararamente falavam de Fidel sem que a veneração os exaltasse. Enchiam-se de ira quando contestados. Na Venezuela, diziam, havia democracia até demais. Ali, onde o setor público trabalha dois dias por semana para economizar energia, proclamavam estar em curso um exitoso modelo de governo socialista. Para que a Venezuela fosse incluída no Mercosul, expulsaram o Paraguai, cujo Senado vetava o ingresso do chavismo no Bloco. Quando? Quando Lugo foi constitucionalmente deposto do cargo.

É bem abastecido o repertório de fracassos dessa referência ideológica que liderou o Brasil nos últimos anos. O que vemos é o resultado inevitável de uma forma de conceber o Estado e a Política, a pessoa humana e a sociedade, a Economia e a História. Não há acerto possível onde tudo está mal pensado. Nem todo o desastre brasileiro é produto da organização criminosa que se instalou no poder. Tampouco é só irresponsabilidade e incompetência. Tem muito, mas muito mesmo, de erro de script, tipo "vamos fazer com o marxismo, o que os europeus não souberam".

Nos últimos dias, intensificou-se a articulação da esquerda mundial em torno das denúncias de um suposto golpe de Estado que estaria em curso no Brasil. Nada disso é espontâneo. Bem ao contrário. Através de meios de comunicação ideologicamente alinhados, e para um público sensível, o PT transforma em notícia internacional as palavras-chaves e os lugares-comuns da linguagem revolucionária, que não começa nem termina no Brasil. É um fenômeno comum a todo o Ocidente. Não, não é o mundo que reprova o impeachment da presidente. São os parceiros externos dos que saíram deixando-nos a esperança de que jamais voltem.

Seu principal interesse é e sempre foi o exercício de um poder revolucionário. Por isso, suas afinidades e zelos não são para com os cubanos, venezuelanos, nicaraguenses, equatorianos, bolivianos ou brasileiros. Tais empatias se estabelecem com os respectivos governos, em benefício da causa revolucionária comum. Danem-se os povos, dane-se o Brasil e seus desempregados, contanto que a revolução prossiga! 

sexta-feira, 27 de maio de 2016

'Deus me deu uma missão, que eu ajude a tirar o Brasil da crise', diz presidente Michel Temer

O presidente interino Michel Temer (PMDB) anunciou medidas que seu governo irá tomar para conter o endividamento público e tentar, de forma gradual, reverter os números negativos da economia, em uma entrevista coletiva na última terça-feira, 24 de maio. Segundo o presidente, seu governo recebeu de Deus a incumbência de pôr o país de volta aos trilhos.

“Deus me deu uma missão, que eu ajude a tirar o Brasil da crise”, afirmou Temer durante o anúncio das medidas.

Adotando uma postura oposta ao de sua antecessora, Dilma Rousseff (PT), Temer propôs um controle de gastos para o governo: “[Essas medidas] vão permitir reduzir o risco país e dar mais confiança, e permitir a redução estrutural das taxas de juros”, afirmou.

De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, Temer quer, entre outras coisas, receber adiantado uma parte do empréstimo que fez ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A instituição financeira, que é estatal, recebeu uma injeção de recursos do governo em 2009, no valor de R$ 500 bilhões. Agora, Temer quer que o banco devolva R$ 100 bilhões, sendo R$ 40 bilhões imediatamente e mais duas parcelas de R$ 30 bilhões. Esses valores serão usados exclusivamente para abater a dívida pública, que hoje gira em torno de 67% do PIB. Temer ressaltou que essa medida significaria uma economia de R$ 7 bilhões ao ano para o Tesouro.

Outra medida que depende apenas do governo seria a extinção do Fundo Soberano, criado por Lula para receber os recursos da exploração de petróleo no pré-sal. Assim, os R$ 2 bilhões existentes lá seriam usados para abater outra parte da dívida.

Uma medida secundária, que prevê maior critério para a nomeação em cargos de chefia em empresas estatais, será apoiada pelo governo. O projeto, chamado de Lei de Responsabilidade das Estatais, é de autoria do senador Aécio Neves (PSDB-MG), e já foi aprovado no Senado.

Se for aprovado na Câmara, o projeto estabelecerá que os presidentes dos conselhos de administração e diretores das empresas, inclusive presidente, diretor-geral ou diretor-presidente, deverão comprovar experiência profissional mínima de dez anos no setor de atuação da empresa ou experiência mínima de quatro anos em cargos de direção ou chefia superior, evitando assim, que os indicados sejam escolhidos puramente por critérios políticos.

Médicos denunciam que ativistas de esquerda estão recrutando e manipulando crianças para que se identifiquem transgênero

Uma denúncia realizada por profissionais ligados à saúde denunciou a ação coordenada de ativistas gays nos Estados Unidos para recrutar e influenciar crianças a acreditarem e afirmarem que são transgênero.

Surpreendentemente, o grupo que fez a denúncia é formado por “psicólogos, médicos, especialistas em ética médica, acadêmicos e assistentes sociais” simpatizantes à causa gay e filosoficamente alinhados com os ideais de esquerda.

“Estamos alarmados pela tendência entre os profissionais de saúde mental em aceitar o autodiagnóstico de uma pessoa jovem como transgênero, com o mínimo estudo psíquico sobre isso”, alertaram os profissionais, ligados ao grupo Youth Trans Critical Professionals (YTCP).

De acordo com informações do Christian Post, a nota foi publicada na página oficial da YTCP e destaca que “em muitos casos, esses jovens passam a se identificar como transgêneros em sitesde mídia social como o Tumblr, Reddit, ou YouTube, após participarem de farras”, e acrescentou: “Há evidências de que os jovens vulneráveis estão sendo ativamente recrutados e treinados para afirmarem em tais sites que eles são transgêneros”.

A denúncia explica ainda que os casos precocemente diagnosticados como incompatibilidade com gênero biológico, podem ser, na verdade, problemas psicológicos clássicos: “Em muitos casos, estes jovens podem estar sofrendo com problemas, tais como ansiedade ou depressão, que os tornam presas fáceis para as táticas ‘cult-like’ desses ativistas de esquerda transgêneros online“, apontaram.

Assim, o YTCP passou a expressar sua preocupação com a oferta de cirurgias de mudança de sexo e tratamentos hormonais em pessoas muito novas, pois é provável que essas decisões sejam tomadas sem a certeza a respeito da homossexualidade. “Nossa preocupação é com relação a crianças e jovens. Nós sentimos que cirurgias desnecessárias e/ou tratamentos hormonais que não tenham segurança comprovada a longo prazo representam riscos significativos para os jovens. As políticas de incentivo – direta ou indiretamente – tais como tratamento médico para os jovens que não são capazes de avaliar os riscos e os benefícios são altamente suspeitas, em nossa opinião”, pontuou a nota.

O grupo ainda se queixou da legislação em alguns estados dos EUA, em que profissionais de saúde mental são impedidos, em alguns casos, de explorar adequadamente os problemas subjacentes, que podem levar alguns jovens a acreditarem de maneira equivocada que são transgênero: “Em vários estados, existe agora a legislação que proíbe terapeutas de se envolverem na terapia de transição. Enquanto o sentimento por trás desta legislação parece louvável, em alguns casos, ela está sendo interpretada como algo que proíbe, terminantemente, que os terapeutas explorem a identidade de gênero dos jovens que estão afirmando serem transgênero”, lamentaram os profissionais. A restrição é muito semelhante à sofrida por psicólogos brasileiros, que são proibidos pelo Conselho Federal de Psicologia (CPF) de receberem pessoas que busquem, voluntariamente, ajuda para abandonar a homossexualidade.

“Isso significa que não podemos perguntar o por quê, não podemos explorar as questões de saúde mental subjacentes, não podemos considerar a natureza simbólica da disforia de gênero e não podemos olhar para possíveis problemas de confusão, tais como uso de mídia social ou contágio social. Chegou o tempo para que profissionais da área de saúde mental e outros comecem a falar sobre este assunto”, acrescentaram.

A psicóloga Marisa Lobo, escritora e palestrante, comentou o posicionamento dos profissionais de saúde nos Estados Unidos a respeito da ideologia de gênero, comentou a nota da YTCP, e afirmou que essa constatação dos norte-americanos é uma prova de que há uma manipulação feita a partir da mídia em geral a respeito assunto: “A sociedade internacional de pediatria já se manifestou contra a ideologia de gênero por entender que a promoção tem causado graves conflitos que afetam o desenvolvimento infantil em todas suas dimensões. Esta preocupação deveria ser objeto de todos os cientistas e das politicas públicas. Estamos desconstruindo a identidade sexual das nossas crianças quando aceitamos esta relativização do gênero sexual”, disse, em entrevista aoGospel+.

Lobo ainda fez um apelo para que os profissionais de saúde mental do país se debrucem sobre o assunto, para evitar que muitas pessoas sofram danos oriundos de uma ideologia: “Peço a todos os psicólogos, psiquiatras e psicanalistas que não se deixam doutrinar a escreverem sobre a questão de gênero, pois qualquer profissional pode provar que identidade não é uma questão de modismo, roupas… Essa promoção está gerando conflitos psíquicos e não eliminando preconceito. Não podemos nos intimidar frente essa militância agressiva que confunde a discussão sobre a ideologia de gênero com homossexualidade para nos acusar de homofobia. Esta confusão deliberada dos ativistas de esquerda prova a má intenção desses tais ‘professores’, ‘psicólogos’ que advogam em causa própria. Somos seres diferentes e temos sim diferenças em todas nossas dimensões. É uma loucura dizer que não. Com a ciência não cabe malabarismos. Ninguém nasce com um gênero, e sim com um sexo”, concluiu.