quinta-feira, 30 de junho de 2016

‘Determinar final de operações PF': diz bilhete encontrado na casa de João Santana

A Polícia Federal está tentando decifrar algumas anotações do publicitário João Santana e de sua esposa Mônica Moura. Entre os documentos apreendidos nas residências do casal em Camaçari, Salvador e São Paulo, há bilhetes, e-mails, agendas, notas fiscais e documentos que podem ajudar a elucidar o esquema de caixa dois, desvios de dinheiro público e lavagem de dinheiro em torno do petrolão. Uma dessas anotações mostra o casal tentando montar uma estratégia para minar os trabalhos da Operação Lava Jato.

Materiais com anotações foram encontradas no apartamento do casal em Salvador. Os laudos da perícia técnica poderão ajudar a decifrar as intenções dos documentos

Essa anotação foi recolhida em uma busca no apartamento do casal no luxuoso bairro do Corredor da Vitória, em Salvador. Há uma folha com anotações manuscritas, em cor azul, em uma caderneta Tilibra, onde se lê: “Determinar final de operações PF”, o que seria clara referência a uma estratégia para tentar controlar o trabalho da polícia. Na capa da caderneta está escrito “Bondade”. Os peritos estão tentando entender outras anotações na mesma página, como “estabilidade penal, consciência”, e “caráter, digo”. Em seguida, há anotação “Sem Chavez”, possível referência aos negócios de publicidade do casal na Venezuela. Há também referência a um “H. Costa” e ao “Sist. Político”.

A polícia também apreendeu quatro folhas de cadernetas com manuscritos diversos. Na primeira folha consta a anotação “Dossiê”. Ao lado, há anotações: “vdi se escurecer” e “vdi escir quem”. Em outra folha constam várias anotações, mas o relatório da PF só transcreveu as mais legíveis, que são: “cobrar”, “todos do povo foram acusados (GET, JK, Brizola)”, uma clara referência aos ex-presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek e o ex-governador Leonel Brizola. Na mesma lauda há as seguintes anotações: “seu governo”, “ver com quem to falando” e “não conseguiu… o estado + rico, como um… o BR empobrecido”.

No apartamento do casal em Indianápolis, em São Paulo, outros materiais apreendidos mostram que João e Mônica acompanham todas as investigações envolvendo o PT. Foram encontradas fotos impressas relativas a um procedimento investigatório que se iniciou com informações que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o COAF, enviou ao Ministério Público e à Polícia Federal. Na busca, também foram encontradas fotos impressas de peças relativas a um inquérito policial e os depoimentos dos petistas João Vacari Neto e Paulo Frateschi. Outro documento importante que a polícia encontrou no apartamento do casal em São Paulo foi um conjunto de nove laudas com “histórico das correções feitas nas declarações de capitais brasileiros no exterior” dos sócios do Grupo Polis, de João e Mônica. Essas correções teriam sido feitas por pelo escritório Souza, Schneider, Pugliese e Sztokfisz Advogados. Há um quadro comparativo com os nomes de João Santana, Mônica Moura, Ayle Axe de Souza Santana e Daniel Moura Marques Requião. Os laudos da perícia técnica poderão ajudar a decifrar as intenções do casal.

Fonte: Veja

Impeachment de Dilma vai terminar depois dos Jogos Olímpicos

O julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff vai ficar para depois da Olimpíada do Rio, que vai de 5 a 21 de agosto. De acordo com os prazos da Lei do Impeachment, o julgamento final de Dilma não ocorrerá antes do dia 26 de agosto. Isso é o que asseguraram ao ‘Globo’ assessores do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, que conduz essa fase do processo no Senado. Eles garantem que o julgamento não ocorrerá nas mesmas datas do evento esportivo.

Está marcado para o dia 9 de agosto a votação da pronúncia (análise do resultado da comissão do impeachment no plenário), uma das últimas fases do processo. Em seguida, como prevê a Lei do Impeachment, será aberto prazo de 48 horas para a acusação se manifestar e para apresentar a lista de testemunhas sugeridas. Depois, a defesa terá prazo igual para proceder da mesma forma.

Na sequência, será necessário aguardar pelo menos dez dias até o início do julgamento final do processo. A partir do dia 25 de agosto, Lewandowski poderá marcar a data do julgamento — que não precisa, necessariamente, ser no dia seguinte, uma sexta-feira. Ele poderá agendar, por exemplo, para a semana seguinte. Não há previsão de quanto tempo vai durar o julgamento final no Senado.

Interferência no jogos

Na terça-feira, em Washington, o diretor-executivo do Comitê Organizador Rio 2016, Sidney Levy, contou que pediu informalmente ao presidente interino, Michel Temer, que o julgamento do impeachment não ocorra durante a Olimpíada. Ele afirmou que o Comitê Olímpico Internacional (COI) também tem essa preocupação e que conversou sobre isso com Temer. Segundo ele, contudo, o presidente disse que não pode fazer nada, pois o rito depende do Congresso.

“Rezo para que o impeachment seja votado antes dos Jogos. Se minhas preces não forem atendidas, que seja depois dos Jogos. Acredito que o ideal é que isso não ocorra durante os Jogos”, disse Levy em um debate sobre a Rio 2016 no Council of the Americas.

Ele afirmou que, se a votação do impeachment ocorrer durante os Jogos, poderia significar a “perda de uma oportunidade” e um “desperdício de energia”.

O diretor do Comitê Organizador afirmou que, dos 95 chefes de Estado previstos na abertura dos Jogos, cerca de 60 já confirmaram presença. O presidente Barack Obama ainda é uma incógnita, mas ele torce para que, ao menos, a primeira-dama, Michelle Obama, esteja no Rio.

Levy também disse aos jornalistas que os Jogos serão abertos pelo presidente interino e que todos os ex-presidentes foram convidados a participar da cerimônia da abertura, porém até o momento nenhum deles confirmou presença.

Fonte: O Globo

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Festas juninas dos deputados custam 20 milhões ao país; confira

Entre os dias 20 de junho e 1º de julho, os contribuintes brasileiros gastarão cerca de 20 milhões de reais para ver os deputados federais que os representam tirarem dias extras de folga durante o período de festas juninas em um ano de crise econômica e política.

Os deputados federais deixaram de trabalhar em sete dos últimos 10 dias úteis para homenagear São João e São Pedro
Na semana passada, por determinação de Waldir Maranhão (PP-MA), o controverso presidente interino da Câmara dos Deputados, a Casa ficou parada durante três dos cinco dias úteis, a justificativa era o feriado de São João, no dia 24 de junho. Nesta, o recesso branco durará quatro dias e o santo homenageado é São Pedro, em 29 de junho. A única data em que está prevista a realização de uma sessão em que pode haver votações é nesta terça-feira (28), ainda assim, a expectativa é que não haja quórum mínimo para deliberações, que é a metade dos 513 deputados.

O cálculo do custo dos parlamentares aqui citado é baseado no valor diário que eles representam aos cofres públicos: 2,87 milhões de reais. A conta é feita sobre salários além dos gastos com auxílio moradia, verba de gabinete, alimentação, transporte, aluguel de veículo e imóveis, além de verbas com a divulgação do mandato. Ele não inclui, por exemplo, o valor da manutenção e funcionamento dos prédios da Câmara nem o quanto é pago para os servidores concursados ou terceirizados.

Em nota divulgada pela sua assessoria de imprensa, Maranhão informou que a paralisação se deve aos “festejos juninos, durante os quais há grande mobilização popular, especialmente na região Nordeste do país”. Nesses dias, as comissões continuarão funcionando, mas possivelmente estarão esvaziadas. O detalhe é que, em menos de um mês, está prevista outra folga geral na Câmara, que é o recesso parlamentar oficial entre os dias 18 e 31 de julho. A decisão dele também leva em conta o período de campanha eleitoral que se aproxima. Em agosto, começará o prazo em que os concorrentes às prefeituras e às Câmara de Vereadores iniciam a divulgação de suas candidaturas. Deputados federais estão entre os principais concorrentes a prefeitos de diversos municípios.

A decisão de Maranhão de paralisar os trabalhos desagradou a gregos e troianos. O nanico e oposicionista PSOL emitiu uma nota para chamar o deputado do PP de “perdulário e irresponsável”. “Esse tipo de posicionamento irresponsável e monocrático tem um custo para o contribuinte. Afinal, é ele quem paga a multa pelas remarcações das passagens aéreas. Figuras como Maranhão, que ora atendem a interesses do centrão, ora do próprio Eduardo Cunha, ora do governo interino de [Michel] Temer desmoralizam a Câmara dos Deputados e a atividade parlamentar”, afirma o documento assinado pelos seis deputados da legenda.

Do lado governista também houve chiadeira. “Num momento como esse, em que deve haver um esforço em torno do processo de reconstrução nacional e de recuperação da economia e projetos importantes estão na pauta da Câmara, é inadmissível que uma decisão unilateral do presidente interino paralise os trabalhos durante uma semana”, reclamou o líder do PSDB, Antonio Imbassahy.

“Quando temos só um dia na semana de trabalho há um estímulo para que os deputados continuem na sua base e não venham para a sessão”, disse o líder do Governo na Câmara, André Moura. Inicialmente, a intenção da gestão Temer era votar dois projetos que considera prioritários nestes dias de paralisação, a medida provisória 718, que altera algumas regras tributárias no período dos Jogos Olímpicos e a proposta que crias normas de governança nas empresas estatais.

Antônio Augusto de Queiroz, diretor de documentação do Departamento de Intersindical de Assessoria Parlamentar (uma ONG que estuda o Legislativo brasileiro), entende que essa paralisação foi feita apenas para prorrogar a cassação do mandato do deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “É uma manobra para Cunha ganhar tempo. Não fazia sentido paralisar a agenda do Congresso neste momento”, ponderou.

Ainda assim, na avaliação de Queiroz, a gestão Temer não será prejudicada com o recesso branco. “Os principais temas estão neste momento com o Senado. Se essas medidas ficarem para a próxima semana, não haverá problemas. Além disso, a base está bastante homogênea, coisa que não estava no Governo Dilma. Ou seja, não há riscos para o Governo Temer no Legislativo”.

Na Casa ao lado, o Senado, a expectativa é que não haja paralisação principalmente por causa da Comissão do Impeachment de Dilma Rousseff (PT), que quer concluir os trabalhos o quanto antes, e porque boa parte dos senadores querem dar ao presidente interino Michel Temer o respaldo legislativo que ele precisa para se manter no cargo.

A decisão sobre essa pausa ou não nos trabalhos deve ser tomada na próxima semana pelo presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele já demonstrou que tem interesse em seguir trabalhando e faz as articulações políticas nesse sentido, mas sua vontade ainda depende do aval da maioria dos congressistas, conforme previsto na Constituição Federal.

Fonte: El País

Janot ‘aprova’ perdão da pena de José Dirceu no mensalão do PT

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, opinou pela concessão do perdão da pena imposta ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu no processo do mensalão do PT. Dirceu atualmente está preso na Operação Lava Jato e já foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro, do Paraná.

A decisão se basearia na concessão do chamado indulto natalino, decreto presidencial publicado no fim do ano passado pela presidente Dilma

A decisão sobre a concessão do chamado indulto natalino, baseado em decreto presidencial publicado no fim do ano passado, será tomada pelo relator das execuções penais do mensalão no STF, ministro Luís Roberto Barroso.

Janot narrou que, no começo deste ano, Dirceu pediu o perdão da pena, mas que a pedido da Procuradoria o ministro entendeu que era o caso de aguardar decisão do juiz do Paraná sobre o processo que corria contra ele na Lava Jato.

Na ocasião, o procurador argumentou que as práticas de crime cometidas por Dirceu desvendadas na Operação Lava Jato ocorreram até o fim de 2014, com operações de lavagem de dinheiro, e por isso o ex-ministro cometeu falta grave durante a pena do mensalão.

Após ser condenado na Lava Jato, o ex-ministro informou ao Supremo que o juiz Moro reconheceu na sentença que os crimes teriam ocorrido até novembro de 2013, quando Dirceu não havia começado a cumprir pena. Em razão disso, a defesa afirmou que não houve falta grave e reiterou o pedido de perdão da pena.

Novo parecer da PGR

No novo parecer protocolado no Supremo nesta segunda (27), Janot afirmou que continua considerando que ocorreu falta disciplinar de natureza grave durante o cumprimento da pena do mensalão porque ele foi condenado em definitivo em outubro de 2013 em uma das penas e o juiz entendeu que houve lavagem até o mês de novembro.

Para o procurador, no entanto, isso não impede a concessão do indulto porque a lei prevê que a falta grava deve ter sido cometida em até um ano antes do decreto publicado.

Segundo Janot, Dirceu preenche os requisitos previstos na lei que autorizou o perdão das penas porque era réu primário e cumpriu um quarto da punição. “Ante o exposto, o procurador-geral da República manifesta-se pelo reconhecimento do indulto ao sentenciado, com a consequente declaração de extinção da punibilidade.”

Caso o ministro Barroso conceda o perdão da pena, Dirceu permanece preso na Lava Jato, onde ainda está em prisão provisória porque foi condenado na primeira instância e ainda recorre.

No mensalão, Dirceu foi preso no fim de 2013 para cumprir pena de sete anos e onze meses de prisão por corrupção ativa – foi considerado chefe do esquema de compra de apoio parlamentar nos primeiros anos do governo Lula. José Dirceu ficou cerca de um ano no semiaberto, quando é possível deixar o presídio durante o dia para trabalhar, e estava em prisão domiciliar, no regime aberto, quando foi novamente detido na Lava Jato, em agosto do ano passado.

Fonte: G1

Advogado é suspeito de ter pago R$ 32 mil em loft de Gleisi Hoffmann

A Operação Custo Brasil indica que o advogado Guilherme de Salles Gonçalves, suposto repassador de propinas para o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento/Governo Lula e Comunicações/Governo Dilma), bancou R$ 32 mil referentes a custos de um loft alugado em Brasília para uso da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) durante a campanha de 2010.

O advogado Guilherme Gonçalves teria usado seu escritório para bancar despesas de caráter eleitoral da senadora

Gonçalves, preso pela Polícia Federal no domingo (26), no Aeroporto Internacional de São Paulo em Guarulhos, quando chegou de uma viagem a Portugal, teria usado seu escritório em Curitiba para bancar despesas de caráter eleitoral da petista. Gleisi é alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal. Ela detém foro privilegiado perante a Corte.

Nesta segunda-feira (27), Gonçalves foi ouvido em audiência de custódia pelo juiz Paulo Bueno de Azevedo, da 6.ª Vara Federal Criminal, que deflagrou a Custo Brasil.

Além do advogado tiveram a prisão decretada outros dez alvos da operação, que investiga o esquema Consist, entre eles Paulo Bernardo. O esquema Consist é um suposto desvio de R$ 100 milhões a partir de empréstimos consignados no âmbito do Ministério do Planejamento, na gestão do marido de Gleisi.

Parte daquele montante, em torno de R$ 7 milhões, teria sido repassada para o escritório de Gonçalves, ligado ao PT – do escritório teria saído a propina para Paulo Bernardo, no mesmo valor.

Em agosto de 2015, a Operação Pixuleco II, desdobramento da Lava Jato, fez buscas no escritório e apreendeu documentos que indicam o elo de Gonçalves e campanhas eleitorais do partido e de Gleisi em 2010.Na segunda-feira, após o depoimento de Gonçalves, a defesa do ex-ministro pediu reconsideração da ordem de prisão preventiva. O juiz federal assinalou que a audiência “não tem por objetivo produção de prova, conforme esclarecido a todos os investigados”.

Mesmo assim, o próprio Guilherme Gonçalves “decidiu falar sobre uma série de questões referentes ao caso concreto, negando basicamente as suspeitas e indícios que recaem sobre ele”.

O juiz anotou que ainda não foram apresentadas provas documentais, como, por exemplo, uma perícia que demonstraria que os valores da Consist ficaram com o advogado.

“Contudo, o próprio investigado Guilherme, em dado momento, parece ter admitido que, às vezes, o Fundo Consist pagava algumas despesas para PB, que seria Paulo Bernardo”, assinalou o juiz na ata da audiência de custódia. “Na sua alegação, isto não seria algo ilícito, porém prática comum de seu escritório, que seria especializado em questões eleitorais.”O juiz federal destacou. “Estamos diante, portanto, de um fato que pode ter múltiplas interpretações, qual seja, o pagamento para Paulo Bernardo retirado do Fundo Consist. A possível justificativa não retira do fato, máxime quando aparentemente admitido pelo investigado Guilherme de Salles Gonçalves, o seu caráter indiciário. Desta forma, os indícios, por enquanto, subsistem.”

Na audiência, Gonçalves, espontaneamente, disse que teria concordado com uma redução no valor de seus honorários. “Não caberia ao Juízo formular perguntas nesta fase de audiência de custódia, porém não poderia restringir a fala do investigado, máxime quando ele a considera útil à sua defesa. Assim, posta essa premissa, a princípio, pareceu um pouco estranho ao Juízo que o investigado estivesse prestando um serviço absolutamente regular e, de inopino, concordasse com a redução dos valores, máxime quando os indícios por ora demonstram que a redução dos valores se deu justamente por ocasião da saída de Paulo Bernardo do Ministério do Planejamento.”

“Nem se diga que a versão de Guilherme de Salles Gonçalves já confirma plenamente a de Paulo Bernardo. Cumpre notar que esta pode até ser a conclusão após a instrução. Porém, ao menos por enquanto entendo que os indícios de materialidade e autoria delitiva subsistem nos autos, bem como os requisitos cautelares da prisão preventiva dantes mencionados”, ressaltou o juiz Paulo Bueno de Azevedo.

O magistrado anotou que Guilherme Gonçalves mencionou encontro com Paulo Bernardo na Polícia Federal. “As negativas dos fatos por ambos é algo natural, diante dos indícios que apontam que eles atuaram conjuntamente no alegado esquema.”

“Após o depoimento de Guilherme de Salles Gonçalves, não vislumbro, ao menos por ora, razões para rever a decisão de manutenção da prisão preventiva de Paulo Bernardo. Portanto, mantenho a prisão preventiva de Paulo Bernardo, sem prejuízo de análise de eventual petição escrita a ser apresentada pela defesa técnica”, assinalou Azevedo.

O juiz pediu ao Ministério Público Federal manifestação sobre os pedidos de revogação da prisão preventiva apresentados por escrito e sobre os pedidos de desbloqueio de valores dos alvos da Operação Custo Brasil.

Defesas

A defesa do ex-ministro Paulo Bernardo, em nota, disse que “o depoimento de Guilherme Gonçalves deixa claro que Paulo Bernardo não se beneficiou de maneira alguma dos valores que foram recebidos da Consist”.

A assessoria de Gleisi Hoffmann também publicou nota. “Nesta segunda-feira (27), a senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) se manifestou da tribuna do plenário do Senado e criticou a ação da Polícia Federal, que na quinta, 23, prendeu seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo.

“Nem em pesadelos eu teria sido capaz de supor que estaria aqui, nesta tribuna, para defender meu marido de uma prisão”, declarou Gleisi, com a voz embargada. “Mas aqui estou para apontar uma injustiça, sentindo na própria pele o que aflige diariamente milhares de pessoas atingidas pelo abuso do poder legal e policial. Aqui estou, serena e humilde, mas não humilhada”, continuou. Gleisi disse que a prisão foi um despropósito, pois Bernardo não apresentava risco de fuga e se colocou à disposição da Justiça diversas vezes para esclarecer os fatos.

A senadora acusou a PF de cometer excessos com o intuito de espetacularizar o processo. Na quinta-feira (23), agentes da PF fizeram buscas no apartamento funcional em que a petista mora com Paulo Bernardo, em Brasília. O alvo foi exclusivamente o ex-ministro. A PF não apreendeu documentos da senadora porque tal medida só poderia ser executada por ordem do Supremo Tribunal Federal.

Ainda na tribuna do Senado, Gleisi disse que a Justiça atua de maneira seletiva e promove espetáculos midiáticos contra alguns políticos. “A operação montada para a busca e apreensão em nossa casa e para a prisão do Paulo foi surreal. Até helicópteros foram usados, força policial armada, muitos carros. Para que isso, chamar atenção? Demonstração de força? Humilhação? Gasto de dinheiro público desnecessário, é isso. Foi uma clara tentativa de humilhar um ex-ministro nos governos Lula e Dilma.”

Fonte: época Negócios

Juiz mantém preso Paulo Bernardo e demais investigados da Custo Brasil

Alvo da Operação Custo Brasil, o advogado Guilherme Gonçalves, que foi preso sábado (26) após voltar de uma viagem a Portugal, foi ouvido na tarde desta segunda-feira (27) na 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo. A oitiva de Gonçalves pelo juiz federal Paulo Bueno de Azevedo começou às 14h30 e terminou por volta das 15h30. Depois da audiência do advogado, o juiz decidiu manter presas todas as pessoas detidas na operação, incluindo o ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff Paulo Bernardo, o ex-secretário de Gestão do prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) Valter Correia e o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, que se entregou à Justiça na sexta-feira.

“A decisão do juiz da 6ª Vara Criminal foi de que os motivos da prisão preventiva permanecem”, disse o procurador da República Rodrigo de Grandis. Os dez presos pela Custo Brasil, deflagrada na quinta-feira passada, são acusados de participação no esquema de corrupção que desviou cerca de 100 milhões de reais em um contrato de gestão de empréstimos consignados do Ministério do Planejamento durante a gestão de “PB”, como Bernardo é conhecido, entre 2005 e 2011.

Segundo o procurador, os presos continuarão detidos na sede da Superintendência da Polícia Federal na Lapa, Zona Oeste de São Paulo, onde deverão ser ouvidos até o fim desta semana. De Grandis acrescentou que o Ministério Público tem “vários elementos” para acusar os investigados. “Não só colaborações premiadas, mas elementos documentais, provas técnicas e e-mails”, afirmou.

O ex-vereador do PT Alexandre Romano, conhecido como Chambinho, foi o delator do esquema implantado na pasta para rechear os bolsos de Paulo Bernardo e irrigar o caixa dois de campanhas petistas, como as da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), mulher do ex-ministro. Chambinho listou em seus depoimentos de colaboração à Justiça como petistas das mais diversas matizes embolsaram dinheiro e receberam benesses a partir de favores políticos e desvio de recursos em estatais.

Após a audiência de Gonçalves, seu advogado, Rodrigo Sánchez Rios, disse que seu cliente sempre agiu de forma transparente e que hoje falou ao juiz “sobre a origem dos contratos e os trabalhos que ele prestou para a Consist durante cinco anos”. A Consist é a empresa apontada como responsável pela gestão fraudulenta do esquema de crédito consignado montado no Ministério do Planejamento. “Em nenhum momento, pela perícia que apresentamos, há uma retirada de dinheiro vultoso do escritório destinado a algum servidor público”, disse Rios.

O advogado de Guilherme Gonçalves informou que amanhã deverá apresentar ao juiz um pedido de soltura junto de contratos entre o escritório de Gonçalves e a Consist. “A defesa insiste que isso [a prisão] é desproporcional e desnecessário. Não há nenhum dado que prove que, eventualmente, esse valor recebido por um advogado tenha sido repassado para um servidor público”.

Fonte: Veja

Contra a corrupção, modelo de investigação da Lava Jato se dissemina pelo país

Dois meses após o juiz Sérgio Moro ter previsto que os trabalhos da Lava-Jato em Curitiba poderiam ser encerrados até dezembro, a operação volta a tomar corpo, se espalha e mostra fôlego para alcançar governadores e prefeitos. A planilha da Odebrecht, com cerca de 200 nomes e ainda não decifrada, registra repasses desde as eleições municipais de 2012.

Pelo menos R$ 68 milhões trazidos do exterior se transformaram em dinheiro em espécie pelas mãos de doleiros identificados como Kibe e Dragão. Esse dinheiro foi entregue a beneficiários de propina, o que mostra o potencial de danos que a Lava-Jato pode causar no cenário político, incluindo as eleições de 2018.

A transparência dada às apurações da Lava-Jato já serve como modelo de investigações que envolvem homens e dinheiro públicos. E gera filhotes. Pelo menos três novas operações — Cratons, O Recebedor e Custo Brasil — trilham o caminho do dinheiro cujos meandros foram identificados em Curitiba.

Já foram identificados desvios na Ferrovia Norte-Sul, na Integração Leste-Oeste, nas obras do Rio São Francisco e na extração ilegal de diamantes em terras dos índios cinta-larga, cujo dinheiro transitava pela conta de um dos doleiros da Lava-Jato, Carlos Chater.

“É importante que o exemplo de atuação e a tecnologia de investigação que usamos em Curitiba se espalhem e se tornem padrão dentro do Ministério Público; o Federal e o Estadual. É para isso que estamos trabalhando, para que o exemplo da Lava-Jato se torne corriqueiro”, afirma o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa.

A Custo Brasil foi deflagrada semana passada em São Paulo e levou à prisão Paulo Bernardo, ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff e marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). O juiz Paulo Bueno Azevedo, da 6ª Vara Federal de São Paulo, manteve documentos sob sigilo, mas tornou pública a razão das prisões.

Em despacho, Azevedo disse que a democracia não pode mais conviver com processos secretos e que “há evidente interesse da sociedade em saber as razões pelas quais, por exemplo, se determina a prisão de um ex-ministro de Estado”. Afirmou ainda que a decisão da própria Justiça deve ser fiscalizada pela sociedade.

“Ninguém em particular tem o poder de impedir o avanço das investigações. A sinalização da impossibilidade de obstrução dos processos penais é claríssima. Há uma consciência coletiva sobre a imprescindibilidade do avanço da Lava-Jato, e ela serve de vigília para que o Judiciário, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal prossigam no seu dever”, afirma o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Ayres Brito.

Até Moro já confidenciou a interlocutores ser improvável que os trabalhos da Lava-Jato em Curitiba terminem ainda este ano. Parte das investigações que envolvem o ex-presidente Lula retornaram ao juiz.

Em Pernambuco, a Operação Turbulência investiga um esquema ilegal que pode ter financiado a campanha de Eduardo Campos (PSB), ex-governador do estado e candidato à Presidência em 2014, quando morreu num acidente aéreo. O esquema, que incluía o avião no qual Campos viajava, teria movimentado R$ 600 milhões. A ex-senadora Marina Silva, da Rede, provável candidata à Presidência em 2018, foi vice na chapa de Campos e chegou a liderar as intenções de voto na corrida presidencial, logo após a tragédia.

Fonte: O Globo

Compra de medicamentos é nova fonte de fraudes na Petrobras

Tribunal de Contas da União (TCU) investiga a compra irregular de medicamentos por funcionários da Petrobras que lesou a empresa em R$ 6 milhões por mês. A denúncia foi divulgada neste domingo (26) pelo Fantástico, da TV Globo. O programa de compra de remédios, benefício concedido a 300 mil pessoas, representava um gasto de R$ 20 milhões (30% deles sob suspeita de fraude).

A compra só podia ser feita pelo beneficiário, em farmácias credenciadas, com receita em seu nome e cartão do plano de saúde da empresa. Foram identificadas mais de 13 mil receitas irregulares em seis meses. Em razão dos desvios, o programa foi suspenso em setembro.

Ao Fantástico, a estatal petrolífera informou que os funcionários que cometeram irregularidades podem perder seus cargos e ter de ressarcir a empresa dos valores gastos indevidamente.

Fonte: Istoé

terça-feira, 28 de junho de 2016

Feijão brasileiro doado a Cuba foi vendido pelos Castros

O site Marti Noticias administrado por cubanos exilados no estrangeiro fez uma grave denúncia de que os alimentos doados a Cuba foram vendidos no mercado privado pelo governo dos Castro.

É necessário lembrar que no final de 2015 a Presidente Dilma Roussef fez uma grande doação de feijão a Cuba retirada do estoque humanitário do governo brasileiro. Esse estoque deveria ser usado para distribuição a fim de solucionar abastecimento em situação de crise humanitária.

A pergunta que muitos perguntam é que, se a produção de arroz ultrapassou 500 mil toneladas, o feijão foi em torno do 69 mil, a banana 700 mil, e tubérculos e raízes atingiram 2,9 milhões de toneladas, como é possível o preço de venda destes alimentos não tenham dado o sinal mínimo de redução durante todo o ano passado.

A situação é ainda mais suspeito porque as empresas agrícolas, cooperativas e os agricultores não podem comercializar diretamente os seus produtos no mercado, eles são forçados a vendê-los a empresas de armazém e comercialização dos ministérios da Agricultura e do Comércio Interior, que são responsável pela distribuição na rede de varejo dos mercados agrícolas estatais.

E vai adiante a denúncia.

Esta situação põe a nu o negócio fraudulento de funcionários dos ministérios da Agricultura e do Comércio Interior, que em conluio mafioso com intermediários e revendedores desviam grandes remessas de produtos agrícolas para as redes de vendas privadas desses produtos.

É na rede de vendas privadas onde o dinheiro é abundante. Portanto, eles não têm interesse em mercados agrícolas estatais devido aos baixos preços que são forçados a vender suas mercadorias e não lhes proporcionam os lucros que eles procuram. Se o povo come ou não, isso não é problema deles.

A doação de feijão dos estoques humanitários brasileiros, na verdade, foi, mais uma vez, uma ação para financiar a ditadura comunista dos irmãos Castro.

https://tercalivre.com/2016/06/26/feijao-brasileiro-doado-a-cuba-foi-vendidos-pelos-castros/

Sergio Moro é aplaudido durante show da banda Capital Inicial na cidade de Curitiba (PR)

Dinho Ouro preto, líder da banda Capital Inicial, dedicou a música “Que país é esse” ao magistrado Sergio Moro, responsável por julgar as ações da Operação Lava-Jato em primeira instância, durante show na noite do ultimo dia 25, em Curitiba.

Ao fazer críticas aos políticos corruptos julgados por Sergio Moro, Dinho Ouro Preto dedicou a música ao magistrado, que acompanhava o show em uma espécie de camarote, no teatro Positivo, que foi exaustivamente aplaudido pela multidão que acompanhava o evento.

Moro retribuiu o carinho da multidão, levantando-se, acenando e se curvando aos aplausos.

Veja o vídeo:

Tiro no pé: Perícia exigida por Dilma confirma crimes cometidos por ela

Novamente Dilma, através de seus defensores, faz prova contra si mesma. Quem não se lembra do perito que o governo Dilma chamou para tentar desqualificar gravações coletadas pela justiça, e que confirmou a veracidade delas.


Não só as pedaladas fiscais ocorreram, como os créditos suplementares contaram com ações direta da presidente afastada

A chicana era mais uma das manobras da defesa da presidente afastada: exigir que uma perícia fosse feita em cima das provas levantadas pela Tribuna de Contas da União e pela comissão do impeachment. Negada pelos senadores, a revisão seria garantida por Ricardo Lewandowski, presidente do STF que arbitra o julgamento da petista, mesmo tendo sido nomeado pelo PT – no caso, por Lula – logo após o estouro do Mensalão, em 2005.

Mas o novo laudo confirmaria os crimes cometidos por Dilma Rousseff: ela de fato assinou os créditos suplementares sem autorização do Congresso, portanto, ilegais. Isso por si só configura o crime de responsabilidade praticado pela presidente afastada.

A perícia também confirma que as pedaladas (fraudes) fiscais aconteceram, ainda que não tenha conseguido identificar uma ação direta da presidente na operação de crédito. E a imprensa – com o perdão da redundância – esquerdista comemora o detalhe. Ora… Tal operação se concretizava no não repasse dos bilhões que o Tesouro devia aos bancos estatais. Logo, era necessária uma “não-ação”, ou o simples fingimento de que a dívida não existia para se seguir gastando em ano eleitoral – como de fato aconteceu.

De certo, dará mais uma canseira. A esquerda gritará que as pedaladas não ocorreram, que o golpe foi confirmado pela perícia. É justamente essa “narrativa” que os defensores do impeachment devem combater. Os crimes ocorreram. Mesmo a perícia exigida pela defesa de Dilma os confirma.

Onça Juma, a mártir de uma Olimpíada que o Brasil não precisava

Artigo do Cel R1 Fernando Montenegro detalha os cuidados que o CIGS tem com os animais e e sua própria experiência pessoal

Coronel R1 Fernando Montenegro
Forças Especiais do Exército, Guerreiro de Selva Nº 3.922, foi Instrutor
Chefe do Centro de Instrução de Guerra na Selva e Comandou a Pacificação dos Complexos do Alemão e da Penha no Rio de Janeiro.
Atualmente na Reserva e Consultor de Segurança, morando em Portugal.

O AMBIFALCO, em Portugal, é uma organização que desenvolve atividades de educação ambiental e histórica com aves de rapina; paralelamente, recebe e acolhe aves irrecuperáveis dos centros de recuperação. Além disso, promove a conservação desses animais e a proteção do meio ambiente. Várias pessoas que visitam o Palácio de Mafra acabam por não resistir e pagam para posar nas fotografias com esses animais. A verba é revertida para os cuidados com os animais.

Quem permanece olhando de fora, percebe que o momento é crítico do contato e o tratador pode ter que tomar uma atitude drástica, caso o animal saia do controle e ameace a segurança física das pessoas, o que seria intolerável. Essa atividade existe, sustenta e promove interesse pela temática do meio ambiente em inúmeras unidades de conservação e parques temáticos ao redor do planeta.


Os animais que se encontram em cativeiro ali são como idosos abandonados num lar de caridade. Não teriam chance de sobreviver no ambiente selvagem, assim como os idosos não resistiriam nas ruas. Situação similar verifica-se no Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva do Exército Brasileiro e vários outros estabelecimentos que existem em todos os continentes acolhendo animais irrecuperáveis.


O evento que marcava a passagem da tocha olímpica em Manaus não poderia deixar de ter a participação do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), cujo zoológico é o 2º ponto turístico mais visitado de Manaus e os animais fazem parte da mística da unidade. Literalmente, todas as vezes que as onças não participam de atividades com o público, ouvimos reclamações.


Para quem não sabe, as onças são as celebridades do CIGS nos eventos públicos e isso pode vir a ser repensado. Assisti a centenas deles com a participação da Juma e outros felinos, ela comportava-se muito bem e era acostumada a essa atividade. Juma era uma das onças mais bem comportadas nas paradas militares.


Tenho certeza que não era o desejo de ninguém chegar a esse extremo. As onças do CIGS e outras unidades militares que tem possibilidade de interagir com humanos tem sua preparação iniciada desde o desmame e nunca comem carne. São alimentadas apenas com ração de felinos para não sentirem o gosto de sangue, evitando o estímulo ao instinto de caça.


Entretanto, já houve eventos em que onças escaparam e foram recapturadas sem atacarem ninguém. No passado, também já houve situações em que os animais tiveram que ser abatidos por razões de segurança. Normalmente, pede-se que não se deixe as crianças soltas correndo ou por perto, assim como pessoas usando roupas de cor vermelha ou com ferimentos expostos, pois os felinos ficam realmente muito excitados.


O zoológico do CIGS surgiu em 1967 a partir da necessidade de apresentar aos alunos do Curso de Operações na Selva, os elementos da fauna e flora amazônicas mais importantes. Em 1969, foi ampliado e aberto ao público em geral. O Zôo é parte integrante da Divisão de Veterinária, cujas instalações atuais foram inauguradas em 04 de junho de 1999, dentro da atual legislação ambiental.


O Zôo, é praticamente um refúgio de animais apreendidos por órgãos ambientais que não podem retornar ao habitat e possui em seu acervo somente animais amazônicos brasileiros, contando atualmente com cerca de 170 animais distribuídos em 56 espécies. A manutenção dessa estrutura que também envolve recursos humanos qualificados é cara e dispendiosa. Por sua vez, a disputa entre as dezenas de veterinários voluntários para servir no CIGS é enorme e a escolha dificílima.


Aqueles que não conseguem, temtam fazer algum estágio no hospital do Zoo para valorizar o currículo. O CIGS é o um dos principais centros de referência no tratamento e manuseio de felinos da América e, normalmente, somente os zoológicos sem recursos não enviam seus tratadores e veterinários para fazerem estágios lá .






Área do Centro de Instrução do CIGS (CICIGS)


É importante esclarecer também que não se realiza captura de animais para o Zôo. Cabe ainda ressaltar que são ainda realizados estudos sobre a fauna e a flora da região, em apoio a órgãos de pesquisa nacionais e internacionais, contribuindo assim para a preservação e conservação das espécies, dentro de um plano de gestão ambiental que inclui ainda o Campo de Instrução do CIGS (CICIGS).


A educação ambiental promovida pelo Zôo é direcionada a militares, universidades, escolas e as comunidades mais carentes da área do Campo de Intrução do CIGS. Uma das principais ferramentas na sensibilização das pessoas da preservação das espécies e do habitat é justamente quando ocorre essa proximidade. Os visitantes ficam hipnotizados com a beleza do animal e imploram para tirar fotografias.


O trabalho junto aos animais é desenvolvido no Hospital Veterinário, dotado em sua infra-estrutura de salas de cirurgia e anestesia, radiologia, medicina interna e ambulatorial.


O CIGS ainda abriga as instalações do Núcleo Avançado de pesquisas do IBEx (NAPIBEx). O complexo abrange um Laboratório de Pesquisas em Nível de Segurança Biológica NB2, com possibilidades técnicas que, permitirão, no futuro, a evolução para o Nível de Segurança Biológica NB3.


A equipe de pesquisadores é constituída de militares da área de saúde do Exército Brasileiro, com qualificações em nível de Pós-graduação, Mestrado e Doutorado. 


Alguns dos projetos em desenvolvimento são:


- Avaliação do Soro Antiofídico Trivalente Liofilizado.
O soro possui uma validade de cerca de três vezes maior do que o soro líquido convencional, não necessita de conservação sob refrigeração, podendo ser armazenado em ambiente natural e, é o primeiro trivalente no Brasil. Esse soro possibilitaria para os militares de Pelotões de Fronteiras e população de comunidades distantes a diminuição de seqüelas como amputações de membros, complicações renais e até óbito pelo acidente ofídico.


-“Avaliação do Estabelecimento de focos Filariose na Amazônia – Roraima”.
Existem ainda três projetos de pesquisa amazônica em fase de implantação: o primeiro deles é sobre “Investigação e controle de Tuberculose em Conscritos do Exército Brasileiro”; o segundo deles realiza “Pesquisa sobre a incidência da Larva migranscutânea e Larva migrans Visceral em Organizações Militares” e o último, verifica a “Diversidade Genética e Biológica de Trypanosoma cruzi”.


Tem-se buscado fazer o reconhecimento nos municípios envolvidos, a começar por São Gabriel da Cachoeira e seus Pelotões Especiais de Fronteira, de modo a levantar possibilidades e dificuldades, a fim de adequar os projetos propostos à realidade encontrada.


A razão de ser do CIGS é a capacitação de recursos humanos para o combate na selva visando proteger a Amazônia Brasileira. Ao longo desse processo de aperfeiçoamento que já dura mais de meio século, essa escola passou a ser considerada por muitos países como o melhor centro de instrução para combate na selva do mundo. Basta observar as centenas de alunos estrangeiros formados até hoje.


Os cursos e estágios funcionam no gigantesco campo de instrução com o perímetro de 250 Km e 1.250Km², o equivalente a duas vezes e meia a região metropolitana de Manaus, com mais de dois milhões de habitantes. Tais dimensões permitem que sejam conduzidas uma variada gama de operações e um rodízio na utilização das áreas de instrução, possibilitando que o meio ambiente se regenere. Basta olhar as fotografias aéreas desse campo de instrução e de outros, sob a responsabilidade do Exército, para que se perceba a significativa contribuição que as Forças Armadas brasileiras prestam na conservação do meio ambiente.


Além das onças fazerem parte do folclore amazônico e fascinarem as pessoas com sua beleza, elas materializam o espírito do Guerreiro de Selva por todas as suas características. O distintivo dos especialistas em combate na selva é uma onça devido à astúcia, coragem e adaptabilidade ao ambiente.

É lógico que houve falha na segurança e que o animal ficou estressado na cerimônia. Entretanto, acidentes e incidentes ocorrem em todas as profissões e em todos os lugares. O Exército Brasileiro já está tomando as providências cabíveis, investigando o que ocorreu e serão tomadas providências para mitigar esses riscos. O momento mais crítico do manuseio das onças é ao retirá-las das jaulas e ao devolvê-las. E foi nesse contexto que ocorreu e não na cerimônia da tocha olímpica, como muitas pessoas estão veiculando. É possível que tenha havido alguma falha humana na colocação da coleira ou da corrente da Juma, o que será esclarecido.

Se o CIGS não acolhesse os felinos apreendidos pelo IBAMA, teriam que ser abatidos, pois não podem ser reintroduzidos. É provável que o Exército reveja a forma de participação dos felinos nas paradas militares. Não menos importante também é que as milhares de pessoas que as milhares de pessoas que visitaram o CIGS ao longo desses anos e fizeram questão de tirar a foto mais tradicional de todas, ao lado daquele magnífico felino, pensem no assunto e verifiquem se, com essa atitude, não passaram a compartilhar a responsabilidade pelo abate. 

O incidente ocorreu fora do evento da Tocha olímpica e dentro das instalações do Zoo, que faz parte da área do CIGS. As onças participam semanalmente das formaturas militares do CIGS, que ocorrem a 50m de suas jaulas. Assim sendo, na minha opinião, não cabe algumas declarações de que necessitaria de autorização do IBAMA.

A repercussão que o lamentável incidente tem tido é unicamente pelo fato de ter ocorrido quando vários jornalistas e pessoas estavam no interior do CIGS. O procedimento de segurança de abate de animal é uma medida extrema que ocorre em qualquer zoológico ou centro de reabilitação quando se considera que a integridade física de alguém possa estar ameaçada, as declarações do Exército apontam nessa direção. Cabe-nos apenas lamentar, aguardar as investigações e os novos reajustes sobre a participação dos felinos nos eventos.




Logo do CIGS com a figura da onça JUMA

Juma já é imortal, as suas fotografias foram estampadas no distintivo do CIGS e no distintivo do curso de Guerra na Selva. Milhares de pessoas têm fotografias com ela e estão postadas no facebook. É interessante conhecer alguns detalhes do CIGS e suas atividades para entender melhor o cenário do evento. No atual contexto do Brasil, quando muitas pessoas rejeitam as Olimpíadas e alguns aproveitam para se promover, uma onça que não tinha nada a ver com isso, acabou virando mártir.

SELVA!
Fonte;http://www.defesanet.com.br/toa/noticia/22741/Onca-Juma--a-martir-de-uma-Olimpiada-que-o-Brasil-nao-precisava/

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Venezuela: oposição supera número de assinaturas exigidas para referendo

A oposição venezuelana afirmou nesta quarta-feira (22) que superou a quantidade de assinaturas requeridas pelo Poder Eleitoral para solicitar a ativação de um referendo revogatório que possa acabar com o mandato do presidente Nicolás Maduro. Os opositores validaram 236.386 assinaturas, muito mais que as 195.721 exigidas pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para solicitar que se inicie o processo da convocar o referendo, segundo informou em entrevista coletiva Carlos Ocariz, porta-voz da aliança Mesa da Unidade Democrática (MUD).

“Fomos superando um por um todos os obstáculos que nos puseram, com disciplina, organização, força, paixão e, sobretudo, com o espírito democrático que nos movimentou como povo”, comentou Ocariz. Embora o CNE tenha solicitado em abril pouco menos de 200.000 assinaturas – o que equivale a 1% do censo eleitoral – para este passo, a oposição coletou 2 milhões, das quais apenas 1,3 milhão foram certificadas pelo Poder Eleitoral para passar à validação, que é a fase que está em curso.

Ocariz reiterou a denúncia que a oposição vem fazendo desde segunda-feira, quando iniciou o processo de validação, sobre a quantidade de máquinas que o CNE instalou para que as pessoas validassem sua assinatura. Segundo os opositores só foram instaladas 300 máquinas em pouco mais de 100 pontos do país, o que consideram “insuficientes” para que mais de um milhão de pessoas possam validar sua assinatura em apenas cinco dias. “Milhares de pessoas ficaram do lado de fora nas filas pelo terceiro dia consecutivo”, relatou Ocariz.

Uma vez superada esta fase, os opositores deverão voltar a colher assinaturas, desta vez o equivalente a 20% do censo eleitoral, ou seja, cerca de quatro milhões de pessoas, o que seria o penúltimo passo para o referendo. Após a nova coleta e validação de assinaturas, o último passo é a aprovação do referendo pela do CNE.

Fonte: Veja

Delúbio Soares e Bumlai participam de acareação

O ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) Delúbio Soares e o pecuarista José Carlos Bumlai vão participar de uma acareação nesta segunda-feira (27), em virtude de um processo da Operação Lava Jato. Bumlai participará por videoconferência por São Paulo e Delúbio em Curitiba, na Justiça Federal.

Delúbio é acusado de lavagem de dinheiro em processo que envolve mais oito pessoas.

Antes da acareação, por volta das 14h, Bumlai será ouvido pelo juiz Sérgio Moro como testemunha de acusação em um processo que tem Delúbio como um dos réus.

A acareação foi um pedido da defesa de Delúbio Soares. Ele nega a narrativa de Bumlai de que o ex-tesoureiro tenha participado de reunião em que foi negociado empréstimo de R$ 12 milhões do Banco Schahin para Bumlai. Segundo o pecuarista, o destinatário final era o PT. A acusação sustenta que ele intermediou o empréstimo que Bumlai diz ter recebido do Banco Schahin e repassado ao PT.

Dos R$ 12 milhões, segundo o MPF, o empresário Ronan Maria Pinto recebeu R$ 6 milhões – ele também é réu no processo.

De acordo com o MPF, o empréstimo foi pago por meio da contratação do Grupo Schahin como operador do navio-sonda Vitória 10.000, pela Petrobras, em 2009, ao custo de US$ 1,6 bilhão.

Ainda conforme as investigações, em depoimento ao Ministério Público Federal, Marcos Valério, operador do mensalão, afirmou que parte do empréstimo obtido por Bumlai era destinado Ronan Maria Pinto, que extorquia dirigentes do PT. O MPF afirma não ter provas, até o momento, que expliquem os motivos da extorsão.

O dinheiro, segundo a acusação, tinha como fim a compra de ações do jornal “Diário do Grande ABC”. O MPF diz que o objetivo de comprar ações era, segundo Marcos Valério, porque o jornal estava ligando Ronan Maria Pinto a denúncias da morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel.

Fonte: G1

Delação da Odebrecht tem revelações sobre blogs favoráveis ao PT

No acordo de delação premiada da Odebrecht existem também itens de menor potência. 

Entre os cerca de 90 temas que os advogados negociam com os procuradores, consta um capítulo sobre pagamentos aos blogs que faziam a defesa dos governos Lula e Dilma Rousseff e do PT. Além de verbas públicas, a turma também recebia das empresas envolvidas na Operação Lava Jato.

Fonte: ÉPOCA

PGR investiga se Renan recebeu propina no exterior

A Procuradoria-Geral da República investiga se o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recebeu propina no exterior, referente a um negócio da Petrobras na Argentina. Segundo o jornal Folha de S. Paulo desta segunda-feira, o inquérito é sigiloso e foi assinado pela vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, em novembro do ano passado.

Essa é a primeira frente de investigação da Lava Jato que relaciona Renan a um possível recebimento de vantagem indevida também fora do país. Até agora, o senador foi apontado como beneficiário do esquema de corrupção instalado na Petrobras por meio de doações legais ou dinheiro em espécie.

Segundo o jornal, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) também são investigados no mesmo inquérito. “O repasse de vantagem pecuniária indevida a Renan Calheiros, Jader Barbalho e Aníbal Gomes, por meio de valores em espécie no Brasil ou transferências para contas bancárias no exterior, pode configurar os crimes de corrupção passiva qualificada e de lavagem [de dinheiro]”, diz o documento.

A investigação tem como base a delação premiada do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano. Em seu depoimento à força-tarefa da Lava Jato, Baiano afirmou que a Petrobras vendeu sua participação acionária na empresa argentina Transener mediante o pagamento de propina pelo lobista Jorge Luz. Segundo o delator, houve pagamento de propina para que a Petrobras efetuasse a venda a empresários argentinos porque o negócio estava acertado com os americanos.

Baiano disse que Jorge Luz repassou os valores ao “pessoal do PMDB” no Brasil pelo fato de eles serem os responsáveis por manter, naquela época, Nestor Cerveró na diretoria da área de Internacional da Petrobras.

Ainda de acordo com Baiano, o então ministro argentino Julio de Vido e o ex-ministro argentino Roberto Dromi participaram da operação. O delator não soube confirmar, no entanto, se eles receberam propina – mas desconfia que Dromi tenha recebido por ter costurado o negócio.

De acordo com a Folha, a Polícia Federal levantou os registros de entrada e saída do país de Jorge Luz e o filho dele, Bruno Luz, além de outros envolvidos no negócio. Os investigadores também buscam por contas no exterior ligadas a esses personagens.

A PF identificou que Cerveró foi à Argentina quatro vezes em 2006 e 2007 antes de o negócio ser concretizado. Em 26 de março de 2006, ele participou, inclusive, de uma reunião com o então ministro Julio de Vido, do governo Néstor Kirchner. Por sua vez, Jorge Luz viajou para Buenos Aires em 10 de março de 2006. Ele e o filho também viajaram com frequência para Miami, Europa e, no caso de Bruno, ao Panamá em 2013. O país é conhecido por ser um paraíso fiscal.

Por meio de nota, enviada à Folha, o presidente do Senado reafirmou que “como nas demais ocasiões, não recebeu vantagens de quem quer que seja” e que “a possibilidade de se encontrar algum recurso sem origem justificada nas contas do senador é zero”.

Aníbal Gomes disse que refuta as acusações e prestará os esclarecimentos às autoridades no momento certo.

Procurado, Jader Barbalho não foi encontrado. Ele já havia dito que não conhece Fernando Baiano e que nunca recebeu “nenhum centavo”. Também não responderam ao contato do jornal a defesa de Jorge Luz e de seu filho Bruno Luz.

Quando a delação de Baiano veio a público, Julio de Vido afirmou que não conhecia o delator nem Jorge Luz e que não sabe como eles podem ter ajudado na transação, segundo o jornal.

Fonte: Veja

domingo, 26 de junho de 2016

Reino Unido deixa União Europeia e líderes cristãos comentam o caso

Já nesta sexta-feira (24), em um pronunciamento, o primeiro-ministro David Cameron afirmou que o Reino Unido "deve buscar um novo primeiro-ministro". Ele deve deixar o cargo em outubro.

O primeiro-ministro David Cameron anunciou sua renúncia ao cargo nesta sexta-feira (24). (Foto: Reuters).

Uma parceria que durou 43 anos foi finalizada na última quinta-feira (23). O Reino Unido decidiu se retirar da União Europeia (UE), abrindo um período de comentários diversos sobre como essa ação irá atingir a política e outras frentes. Há também o questionamento para o continente e para a sua própria unidade, visto que as opiniões se divergem.

Por 52% dos votos a 48%, a maioria dos britânicos optou pelo Brexit, ou seja, a saída do bloco. Existe, por esse motivo, o receio de uma recessão e de cortes nos gastos públicos anunciados pelo primeiro-ministro David Cameron. Tal medo não foi suficiente para deter a vontade do eleitorado britânico de retirar o país da UE.

A votação foi bastante acirrada, sendo que as duas opções do referendo se alternaram diversas vezes na liderança. Ao final, o Brexit saiu vitorioso ao abrir uma vantagem de mais de meio milhão de votos com cerca de metade dos distritos eleitorais apurados que não foi revertida na fase final da contagem. Com apenas 16 distritos eleitorais de 382 a serem apurados, a saída liderava com 52% dos votos contra 48% a favor da permanência. O comparecimento às urnas foi de 72%.

Já nesta sexta-feira (24), em um pronunciamento, o primeiro-ministro David Cameron afirmou que o Reino Unido "deve buscar um novo primeiro-ministro". O parlamentar anunciou sua renúncia ao cargo em frente ao número 10 de Downing Street, residência oficial do premiê britânico. Ele deve deixar o cargo em outubro.

Comentários

A notícia de imediato repercutiu pelo mundo e líderes cristãos se pronunciaram. Glauco Barreira Magalhães Filho é professor de Diraito na Universidade Federal de Fortaleza e pastor evangélico. Ele salienta o contexto histórico da união. “A União Europeia começou como um bloco econômico, mas, com o passar do tempo, começou a criar uma cultura imposta dogmaticamente aos países membros. Foi decidido que essa cultura criaria uma nova Europa, pois não manteria compromisso com a herança histórica (judaico-cristã) que lhe era peculiar”, publicou em sua conta oficial no Facebook.

“Com base nessa nova cultura, foi estabelecida uma tentativa de colonização ideológica de países da África (que sofreram embargos econômicos por manterem o valor da família tradicional e não aceitarem o aborto), Israel sofreu estigmas e o islamismo explodiu na Europa. Além disso, foram relativizadas a soberania nacional e a identidade cultural dos países. Foi criado um Direito sobreposto ao Direito de cada nação, mas sem a legitimidade democrática que esses tinham. A soberania popular foi abalada”, pontuou.

“A saída do Reino Unido pode trazer problemas econômicos iniciais? Sim. Mas o dinheiro não é o critério maior. Que Mamon caia por terra!”, finalizou Glauco.

Já Krish Kandiah, fundador da “Home For Good”, declarou que está triste pela novidade. "A votação do Reino Unido é uma notícia extremamente decepcionante, mas Deus ainda reina e ainda somos chamados para ser construtores de paz", publicou.

Em contrapartida, Francisco Razzo que é professor de filosofia na PUC-SP e voz ativa da comunidade católica contra o aborto, ressaltou que o fator que une o povo é a cristandade. “O que dá unidade civilizacional à Europa é a cristandade. Qualquer outra tentativa está fadada ao fracasso”, disse.
Fonte - http://guiame.com.br/gospel/mundo-cristao/reino-unido-deixa-uniao-europeia-e-lideres-cristaos-comentam-o-caso.html

Lava Jato retoma investigações sobre Lula e familiares após sinal verde do STF. Moro reativou processos

A Força-tarefa da Operação Lava Jato confirmou ter retomado as investigações que envolvem ex-presidente após receber sinal verde do STF. Os investigadores se debruçam sobre os inquéritos contra Lula que apuram a prática dos supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na compra e reforma de imóveis, em recebimentos por palestras e em doações ao instituto que leva seu nome. 

Todos os inquéritos e processos relativos ao ex­-presidente Lula e sua família foram reativados pelo juiz federal Sérgio Moro nos sistemas da Justiça Federal do Paraná, na sexta-feira. Voltaram a ser analisados os pedidos de busca e apreensão e quebra de sigilos que tiveram como alvo o ex-­presidente Lula e sua família. 

Os procuradores disponibilizaram todos os arquivos relativos a frentes de investigações que apuram corrupção e lavagem de dinheiro na compra e reforma do sítio, em Atibaia (SP), no negócio do tríplex do Condomínio Solaris, no Guarujá (SP), nos pagamentos para a LILS – empresa de palestras do ex­-presidente – e nas doações para o Instituto Lula, entre outros. 

“O eminente ministro Teori Zavascki determinou, acolhendo parecer do exmo. procurador-­geral da República, a devolução do inquérito. Tendo os autos retornado, traslade-­se para estes autos cópia do parecer apresentado no Inquérito 4220 e cópia da decisão de 13 de junho de 2016 na 26/06/2016 na Reclamação 23.457”, despachou Moro, que conduz todos os processos da Lava Jato em primeira instância.


http://www.imprensaviva.com/2016/06/lava-jato-retoma-investigacoes-sobre.html

sábado, 25 de junho de 2016

Prefeito Petista de Maricá, Washington Quaquá ofende verbalmente o Deputado Federal, Jair Bolsonaro (PSC)

O Prefeito Petista de Maricá, Washington Quaquá, partiu para a vergonhosa agressão verbal novamente, e dessa vez, a vítima foi o grande Líder da Direita Deputado Federal, Jair Bolsonaro (PSC).

Através de um vídeo no Facebook nesta sexta-feira (24), o Deputado Federal Jair Bolsonaro falou sobre o esquerdopata Festival Internacional da Utopia.

“Tudo que é de ruim hoje no Brasil está na sua cidade: MST, Direitos Humanos, Dilma, Homenagem ao Che Guevara. A escoria do mundo infelizmente está em nossa querida Maricá. Somos solidários as pessoas de bem desse município. A festa dessa esquerdália, mais cedo ou mais tarde vai acabar”, disse Bolsonaro.



Logo após as declarações de Bolsonaro, Quaquá respondeu em seu facebook.

“Olha o jegue! O imbecil! O corno! O energúmeno do Bolsonaro! Vai caçar uma r*la Bolsonaro e sai
do armário!”, disse o esquerdopata Quaquá.


Deputado Eduardo Bolsonaro HUMILHA o Pânico

O deputado Federal Eduardo Bolsonaro foi convidado do Pânico no rádio e os “humoristas” tentaram ridicularizar os militares e a legalização do armamento. Eduardo Bolsonaro honrou o sobrenome e deu uma aula no programa.

Veja neste vídeo os melhores momentos da entrevista que era pra ser uma arapuca pra Família Bolsonaro e acabou se tornando uma das melhores aulas que já se teve no rádio sobre moral e bons costumes. Confira !!!

sexta-feira, 24 de junho de 2016

STJ determina que Paulo Henrique Amorim cumpra pena por injúria racial

Apresentador da TV Record, Paulo Henrique Amorim sofreu mais uma derrota judicial. Em decisão de 15 de junho e divulgada na imprensa nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a execução imediata de pena imposta ao comunicador em processo envolvendo outro profissional da imprensa, o comentarista político Heraldo Pereira, da Rede Globo. Em 2013, PHA, como o jornalista também é conhecido, tinha sido condenado a 1 ano e 8 meses de reclusão por injúria racial, pois tinha se referido ao colega de trabalho como “negro de alma branca”.

A mensagem considerada ofensiva pela Justiça, com Amorim sofrendo derrotas em instâncias inferiores, foi publicada originalmente no blog editado por ele, o Conversa Afiada. No mesmo post voltado a criticar o jornalista da Globo, o apresentador e blogueiro afirmou que Heraldo durante toda a carreira na comunicação “não conseguiu revelar nenhum atributo para fazer tanto sucesso, além de ser negro e de origem humilde”. As afirmações foram, de acordo com decisão anterior do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), “desrespeitosas e acintosas à vítima, excedendo os limites impostos pela própria Constituição Federal”.

A condenação por parte do TJDFT previa que Amorim cumprisse a pena em regime aberto, uma vez que se tratava de alguém sem histórico de condenação definitiva. A decisão da última semana por parte do STJ, porém, abre espaço para a possibilidade de o apresentador ter de cumprir pena em regime fechado, já que informações dão conta de que a acusação vai recorrer sob a alegação de que ele deixou de ser réu primário. A base da argumentação será outro processo, já que PHA foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ter chamado Merval Pereira de “jornalista bandido”. No caso envolvendo Heraldo Pereira, o editor do Conversa Afiada tem pendentes recursos extraordinário e ordinário no STF.

Fonte: Portal Comunique-se

Dono da UTC, Ricardo Pessoa, é condenado a 8 anos pela Lava Jato

Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC Engenharia, foi condenado a 8 anos e 2 meses de prisão em ação penal originada a partir da Operação Lava Jato. Ele foi condenado por corrupção e pertinência à organização criminosa.

O acordo de delação foi assinado por Ricardo Pessoa e o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, em maio de 2015, e foi homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki no dia 23 de junho do mesmo ano.

A pena dele deverá ser cumprida em regime aberto diferenciado, que implica proibição de viajar ao exterior, de mudar de domicílio e de se ausentar por mais de 15 dias sem a autorização da Justiça. Ele deve apresentar relatórios semestrais sobre suas atividades.

A defesa de Ricardo Pessoa considerou a sentença justa, uma vez que absolveu por lavagem de dinheiro e levou em consideração fatos incontroversos da colaboração.

O empreiteiro é delator na Lava Jato, acordo de delação foi feito em Brasília porque Ricardo Pessoa citou pessoas com foro privilegiado. A sentença do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, é de quinta-feira (23).

Pessoa foi preso na 7ª etapa da operação, em novembro do 2014, junto com diversos executivos e ex-executivos de construtoras. Ele foi solto em abril de 2015 para cumprir prisão domiciliar.

O doleiro Alberto Youssef, o empresário Márcio Andrade Bonilho e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa também eram réus nesta mesma ação penal.

Para Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, Moro extinguiu o processo, sem julgamento de mérito, por ambos têm condenação pelos mesmos crimes em outra ação penal.

Márcio Andrade Bonilho foi absolvido do crime de corrupção, de acordo com o juiz, por ausência de prova. Ele era o sócio responsável pela administração da importadora Sanko-Sider.

Segundo as investigações, Ricardo Pessoa era o chefe do clube VIP das construtoras que formaram um cartel para assumir contratos bilionários da Petrobras.

As empresas ajustavam previamente qual delas iria vencer as licitações, manipulando os preços. Com o superfaturamento, pagavam propinas. Havia uma espécie de regulamento, como em um campeonato de futebol, para que as obras na Petrobras fossem divididas de acordo com o interesse de cada empresa.

Fonte: Veja

Esquema no Ministério do Planejamento abastecia o caixa dois do PT

O esquema de corrupção montado no Ministério do Planejamento durante a gestão de Paulo Bernardofoi usado para abastecer o caixa do Partido dos Trabalhadores, segundo os autos do inquérito da Operação Custo Brasil deflagrada nesta quinta-feira. Entre os destinatários da propina, aparecem os nomes dos ex-tesoureiros do PT Paulo Ferreira e João Vaccari Neto (um sucedeu ao outro no cargo) e do ex-vereador petista Alexandre Romano, o Chambinho, que fechou acordo de delação premiada com a Lava Jato e cujos depoimentos fundamentam a operação de hoje. De acordo com as apurações, os três eram responsáveis por arrecadar dinheiro em nome do partido. Os tesoureiros tiveram a prisão preventiva decretada, junto com a do ex-ministro, pela 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

O objeto principal da operação é um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Consist e o Ministério do Planejamento, em 2010. A empresa em questão prestaria assessoria na gestão de empréstimos consignados concedidos a servidores da pasta. Como taxa de administração, os funcionários pagavam à Consist 1 real em cada parcela mensal, enquanto o custo real seria de 30 centavos, conforme os investigadores. Esse sobrepreço, que teria alcançado a cifra de 100 milhões de reais entre 2010 e 2015, era repassado para o bolso de políticos, como os ex-ministros Paulo Bernardo eCarlos Gabas, operadores do esquema e, principalmente, para o PT, por meio de dezenas de empresas-fantasmas.

O dinheiro endereçado ao partido foi intermediado inicialmente pela empresa de fachada CRLS Consultoria e Eventos, depois pela PolitecTecnologia da Informação, e, por fim, pela Jamp – as três teriam sido indicadas por Vaccari. Esta última é ligada ao lobista – e agora delator – Milton Pascowitch, que já disse à Lava Jato ter entregue dinheiro em espécie na sede do PT. Diretores da Consist relataram aos investigadores que “não houve qualquer prestação de serviço” correspondente aos pagamentos. O valor recebido por essas empresas foi de pouco mais de 10 milhões de reais em prol do PT.

Segundo os autos, após deixar o cargo de tesoureiro, Paulo Ferreira teria orientado Romano a “tratar do tema Consist” com Vaccari Neto, que havia assumido o seu lugar. Um dos argumentos que baseiam o pedido de prisão de Ferreira é que ele teria tentado “interferir” no depoimento de Pascowitch à força-tarefa da Lava Jato, “afinando [com ele] o discurso”, o que caracteriza, portanto, tentativa de obstrução das investigações.

Alexandre Romano, por sua vez, teria indicado para os repasses as empresas NSG TI Solution, SWR Informática, Instituto João Baptista Romano, Logix 8 Participações, Link Consultoria Empresarial, SX Comunicação e Portanova e Advogados Associados. Segundo o inquérito, parte do dinheiro era remetido a ele “por sua atuação como lobista junto ao Partido dos Trabalhadores”. Em coletiva, o procurador da República Andrey Borges afirmou que 80% da propina destinada a Romano ficava com o PT. Não é possível precisar o valor total do esquema recebido pelo partido, pois o dinheiro passava pela conta de diversas empresas até chegar ao seu destino final.

Paulo Bernardo — Em relação aos pagamentos feitos ao ex-ministro Paulo Bernardo, as evidências colhidas pelos investigadores são mais claras. A PF identificou, por meio de cerca de 100 notas fiscais apreendidas, um repasse de 7.170.031,74 reais para o escritório do advogado Guilherme Gonçalves, que prestava assessoria jurídica às campanhas da senadora Gleisi Hoffmann (PT-RR), mulher de Paulo Bernardo. Oitenta por cento desse valor seria destinado a pagar despesas do ex-ministro, como, por exemplo, a renumeração de um assessor, do motorista e do próprio advogado.

Segundo a procuradoria, o acerto inicial era de que Paulo Bernardo receberia 9,6% do total do faturamento da Consist. Quando ele deixou o Ministério do Planejamento, em 2011, para assumir o das Comunicações, a propina destinada a ele foi reduzida para 4,8%, e entre 2014 e 2015, diminuiu novamente para 2,9%. Quem teria assumido o seu posto como mantenedor do esquema foi o então secretário de Gestão do Planejamento, Valter Correia da Silva, também preso hoje, que no ano passado deixou o cargo para ser secretário de Gestão do prefeito Fernando Haddad (PT). Nesta quinta, ele pediu exoneração para se defender no caso.

Fonte: Veja