domingo, 31 de julho de 2016

Estado Islâmico executa homem e expõe seu corpo na rua, após condená-lo por 'apostasia'

 O grupo terrorista tem usado métodos como este na execução de cristãos - os quais são chamados pelos extremistas de "infiéis". As imagens são fortes.

Homem chora ao saber da morte de seus dois filhos, em Alleppo, Síria. (Foto: Reuters)

O grupo terrorista Estado Islâmico executou e crucificou um homem na província de Aleppo, norte da Síria, diante de centenas de moradores, acusando-o de apostasia, após ele se recusar a participar de um momento de orações em uma mesquita, de acordo com relatórios locais.

A vítima era um homem de 28 anos de idade, identificado como Hussein Muhammad, que foi preso pela chamada 'polícia religiosa' do Estado Islâmico, na cidade de al-Bab antes de ser condenado por um tribunal especializado em aplicar a lei Sharia, de acordo com a o site do Oriente Médio, 'ARA News'.

"O juiz decidiu executar e crucificar o homem em público, alegando que ele era um apóstata, que se recusou a cumprir com deveres da lei Sharia e violou as leis básicas do Califado", informou uma fonte anônima citada pelo jornal .

Muhammad foi primeiramente executado a tiros na quinta-feira (28) e depois seu corpo foi pendurado em um poste de energia elétrica para todo mundo ver.

"O corpo da vítima permaneceu exposto por três dias e o Estado Islâmico avisou que quem tentasse tirar o corpo dali seria 'impiedosamente castigado", informou um ativista.

Homem é pendurado em poste, após ser executado por cometer 'crime de apostasia', segundo tribunal de lei Sharia, em Alleppo. (Foto: ARA News)

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos com sede em Londres diz que documentou mais de 2.353 execuções de civis sírios durante 25 meses, desde que o grupo terrorista declarou a instauração de seu califado.

O Estado Islâmico - também conhecido como 'ISIS', 'ISIL' ou 'Daesh' - é uma ramificação da Al Qaeda e quer estabelecer um califado (governo islâmico unificado) a partir da chamada 'região do Levante'.

Apesar de o grupo terrorista sunita estar perdendo território no Iraque e na Síria, ele ainda tem cerca de 18.000 a 22.000 combatentes nessas áreas.

Somente por parte dos Estados Unidos, cerca de 13.000 ataques aéreos por parte da coalizão internacional já foram executados nas áreas dominadas pelo Estado Islâmico, de acordo com o diretor da CIA, John Brennan.

O grupo terrorista utiliza métodos brutais para torturar e punir aqueles que considera serem seus inimigos, incluindo os muçulmanos que não acreditam na sua visão do islamismo. No entanto, os cristãos e outras minorias religiosas (como os Yazidis) estão entre seus principais alvos.

Lula, um caso perdido

O título acima expressa minha convicção de que o ex-presidente já está condenado a uma das muitas grades em que se pode conter um ser humano: a que o confina ao pequeno séquito dos que compartilham os mesmos vícios e desvios morais.

Entenda-me o leitor. Assim como os dependentes químicos se reúnem, qual escombros humanos, em terrenos baldios e obscuros recantos das cidades, assim também pessoas na situação moral e legal de Lula agrupam-se por semelhança e fogem do convívio com pessoas de bem. Um dia, porém, o mal feito às ocultas, nos porões, é proclamado desde os telhados. E o que estava nas páginas dos processos, nas denúncias, nas provas e nos privilégios de foro, vai para as manchetes dos jornais. Acaba o teatro e a vida real começa. Pode ser curto, muito curto, o caminho entre a conduta viciosa ou criminosa e essa forma de reclusão por rejeição e repulsa social.

Será ele preso, condenado e cumprirá pena? Sei lá! No dia em que eu entender nossa Justiça e, de modo especial, a Suprema Corte, que certamente exercerá o último grau de jurisdição no processo de todos os notáveis hoje investigados, provavelmente haverá outra composição por lá e nós estaremos vivendo num Brasil melhor. Não, não tenho resposta para essa pergunta. Nosso STF faz "desacontecer" fatos que todos viram e ouviram. Mas Lula já está sendo punido, embora ainda não como se espera. Ele está contido, preso. Basta vê-lo, como o vi agora, há poucos minutos, na TV.

Quando Delcídio Amaral perdeu o mandato de senador, agravou-se a situação do ex-presidente. O Procurador Geral da República pediu ao ministro Teori Zavascki que o processo - que incluía Lula - fosse enviado para Curitiba e para o juiz Sérgio Moro. Ouriçou-se a morofobia do estadista de Garanhuns que, por seu advogado, solicitou a remessa para a Justiça Federal de São Paulo. O ministro, porém, acabou enviando tudo para Brasília, considerando que lá foi praticada a maior parte dos atos denunciados.

Não poderia desabar sobre os muitos problemas do ex-presidente algo mais inoportuno do que a decisão do juiz Ricardo Leite tornando-o réu no exato momento em que choraminga perante a ONU supostas injustiças e perseguições que estaria sofrendo por parte de Sérgio Moro. Imagine só a situação: tapado de orgulho das próprias virtudes, inocente como um anjo de Rafael, vê seu delírio persecutório desfazer-se com o reconhecimento de outra robusta hipótese criminal em vara diferente, longe da tenebrosa Curitiba de seus mais freqüentes arrepios.

Orgulho, ambição e vaidade formam um explosivo coquetel. E Lula o bebeu até a última gota.


sábado, 30 de julho de 2016

Caso de Lula pode levar ‘pelo menos 2 anos’, diz ONU; entenda

A Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou que recebeu a denúncia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o Brasil. Entretanto, a instituição alertou que o processo pode levar “pelo menos dois anos” para ser concluído e que existe uma fila de casos pendentes de mais de 500 outras pessoas. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) manifestou seu repúdio à petição de Lula, que na verdade mira o juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, em que o ex-presidente é investigado.

Em sua explicação, a ONU disse que a denúncia foi apresentada ao Comitê de Direitos Humanos. “Os funcionários do escritório da ONU vão examinar a petição, fazer um resumo legal e enviar aos membros do Comitê para que avaliem”, informou a assessoria de imprensa da ONU. “Membros vão decidir se o caso pode ser registrado”, indicou. Um dos critérios será se “todas as avenidas legais domésticas foram esgotadas”. Se for registrado, o caso entra como os pendentes no Comitê.

A entidade se reúne três vezes por ano, com cerca de 40 casos a cada encontro. Existe a possibilidade de que um caso ganhe prioridade, mas somente se for de expulsão de um país ou alguém que esteja no corredor da morte.

AMB repudiam denúncia de Lula contra Moro

Para a AMB, o juiz Sérgio Moro, é exemplo da intimidação aos magistrados de todo o país e “tem sido alvo recorrente de grande pressão” por sua atuação na Lava Jato

Para a entidade, a Corte Internacional não deve ser utilizada para constranger o andamento de quaisquer investigações em curso no país e, principalmente, aquelas que têm como prioridade o combate à corrupção. A AMB diz ver com “perplexidade” as “tentativas de paralisar o trabalho da Justiça brasileira”.

“O Brasil possui órgãos constituídos de controle interno e externo para acompanhar o trabalho desempenhado pela magistratura. É inadmissível a utilização de quaisquer outros meios, que não os legais e constitucionalmente estabelecidos, para tentar inibir o trabalho de agentes públicos no desempenho de suas funções”, diz a nota.

Para a entidade, o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato é exemplo da intimidação aos magistrados de todo o país e “tem sido alvo recorrente de grande pressão” por sua atuação na operação.

No texto, a associação ainda reitera as críticas ao Projeto de Lei do Senado (PLS) que altera os crimes de abuso de autoridade. “Nas entrelinhas, o projeto prevê uma série de penalidades para tentar paralisar juízes e juízas, além de procuradores e policias, por desempenharem o seu ofício como determina a legislação”, diz a entidade lembrando que, caso estivesse em vigor, a lei inviabilizaria uma operação como a Lava Jato.


“O País e toda a sociedade precisam estar atentos aos ataques contra o Poder Judiciário, para que tal absurdo não avance no Congresso Nacional, com o único objetivo de favorecer investigados e envolvidos em grandes casos de corrupção”, segue a nota da AMB.

Por fim, a entidade aponta a importância de um “Judiciário forte e independente” e diz que qualquer movimento contrário “será um retrocesso contra a transparência e a resposta que o povo brasileiro espera no combate à corrupção”.

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Fonte: Correio Braziliense

Victório Galli quer acabar com a ideia que homossexuais 'educam melhor'

Deputado usa pesquisa científica para derrubar argumento de ativistas LGBT

Galli quer acabar com a ideia que homossexuais "educam melhor"

A ideia de que casais homossexuais “educam melhor” seus filhos vêm sendo repetida à exaustão nos últimos anos. Impensável décadas atrás, o conceito parece ter se tornado sinônimo de alguma evolução cultural. Contudo, não existe qualquer base científica para embasar tais argumentos.

O deputado federal professor Victório Galli (PSC/MT) está querendo, segundo ele próprio, “desfazer o mito”. Em um artigo abrangente publicado em seu site pessoal, o parlamentar cristão analisou o que chama de “mentira repetida na tentativa de fazer parecê-la verdade”.

Em um momento onde existem diversos ataques ao Estatuto da Família, proposto pela bancada evangélica da qual Galli faz parte, a pertinência de pesquisas nessa área possuem relevância determinante.

Segundo ele, “o Relatório de Regnerus é um sucesso, na medida em que responde à questão fundamental: “Crianças educadas por homossexuais são diferentes daquelas criadas por pai e mãe?”. A conclusão do mato-grossense é que “não é preciso uma opinião conservadora para se ver o óbvio. O estudo traz exceções em todas as categorias. Há casos onde filhos criados por homossexuais têm desempenho superior aos demais, porém essa não é a regra”.

O deputado do PSC lamenta que a maior parte da imprensa vem divulgando os argumentos da militância LGBT sem verificar a veracidade das afirmações. “Vamos tratar o assunto com responsabilidade e com a verdade”, pediu.

Por ser professor, Galli acredita que o debate sobre todos os temas é importante, desde que os fatos sejam apresentados com clareza. Voltando a falar do estudo sobre o qual se debruçou, ele assevera: “A maior conclusão do relatório não é de que arranjos homossexuais sejam negativos em essência, porém está claro que estamos diante de mais uma afirmação de que famílias biológicas intactas, pai e mãe juntos, são positivas e geram adultos emocionalmente estáveis, pois são a base da sociedade”.

Dizendo estar acostumado a ser atacado pelos defensores da ‘agenda gay’, ele explica que está pronto para o debate aprofundado sobre o tema, pois essa é sua obrigação como representante eleito pelo tema.

Reclama ainda que a questão é séria e não vê maturidade nas argumentações, apenas a repetição de frases de efeito e “hipóteses não testadas”. Por isso, ele traz o assunto à tona e deseja que a sociedade brasileira esteja melhor informada sobre o assunto.

Promete que vai continuar estudando e escrevendo sobre o tema, mesmo sabendo que será perseguido pelas militâncias de esquerda. “O ativismo LGBT quer, forçosamente, inculcar na mente das pessoas uma pauta ideológica. Estão legislando em causa própria, a despeito da realidade, do bem-estar de nossas crianças. Alguém tem de parar isso”, finaliza.
Suposições são diferentes de conclusões

No começo desta década, dois estudos foram publicados sobre o assunto. Em 2010, foi divulgado um, assinado pelos sociólogos Judith Stacey (da New York Univiersity) e Tim Biblarz, (da University of Southern California).

Comparando casos de adoção por casais gays e casais heteros, a conclusão deles é que não havia uma “diferença significativa” entre o desempenho das crianças nos dois quadros propostos. Ao final da publicação, Stacey afirma que “especulava” e “suspeitava” que dois homens cuidariam melhor de um filho que um arranjo tradicional de um pai e uma mãe. A afirmação, por mais dúbia que pareça, foi pinçada por uma parte da mídia e divulgada como um fato inequívoco.

Dois anos mais tarde, o professor Markus Regnerus, sociólogo da Universidade do Texas, publicou na revista científica “Social Science Research” uma pesquisa de abordagem similar, mas com resultados bastante distintos.

A abrangência de Mark é mais significativa. Ele entrevistou 15.058 pessoas, incluindo 3.000 jovens adultos criados em lares gays – evitando crianças ou adolescentes, que ainda estão psicologicamente em formação. Seu estudou destacou tanto pessoas criadas por mães que estavam em um relacionamento lésbico quanto os educados por pais que viviam em relacionamentos homoafetivo.

Com o título de “Estudo de Estruturas Familiares”, a pesquisa do professor Regnerus destacou as instabilidades emocionais existentes em adultos criados por casais homossexuais.

Além disso, apontou que adultos criados por casais de lésbicas e homens gays possuem uma maior incidência de uso de maconha ou cigarro, fazem mais uso de programas assistenciais do governo, e um percentual maior deles está na prisão ou desempregado – quando comparados pessoas da mesma faixa etária criados em estruturas familiares tradicionais.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Ex-presidente Lula vira réu por tentativa de obstruir a Lava Jato

O ex-senador Delcídio do Amaral, o ex-chefe de gabinete Diogo Ferreira, Andre Esteves, o advogado Edson Ribeiro, o pecuarista José Carlos Bumlai e seu filho Maurício Bumlai também viraram réus

A Justiça Federal aceitou hoje (29) denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-senador Delcídio do Amaral, e mais cinco acusados pelo crime de obstrução das investigações da Operação Lava Jato.

Com a decisão, Lula e Delcídio passam à condição de réus na ação penal, além do ex-controlador do Banco BTG André Esteves, Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete de Delcídio; o empresário José Carlos Bumlai e o filho dele, Maurício Bumlai, e o advogado Edson Ribeiro.

Todos os envolvidos são acusados de tentar impedir o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró de assinar acordo de delação premiada com a força-tarefa de investigadores da Operação Lava Jato.
Na semana passada, o MPF reiterou a denúncia contra os acusados, que já haviam sido denunciados ao Supremo Tribunal Federal (STF), pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

No entanto, no dia 24 de junho, o ministro Teori Zavascki remeteu o processo para a Justiça Federal em Brasília, por entender que a suposta tentativa de embaraçar as investigações ocorreu na capital federal. Além disso, com a cassação do mandato de Delcídio do Amaral, nenhum dos envolvidos permaneceu com foro privilegiado na Corte.

Denúncia contra Lula


Juízes repudiam denúncia de Lula contra Moro na ONU

Para a Associação dos Magistrados Brasileiros, a Corte Internacional não deve ser utilizada para constranger o andamento de quaisquer investigações em curso no País e, principalmente, aquelas que têm como prioridade o combate à corrupção.

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) manifestou nesta quinta-feira (28/7) seu repúdio à petição encaminhada pelo ex-presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, ao Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) na qual denuncia o juiz Sérgio Moro e os procuradores da República que atuam na Operação Lava Jato por “falta de imparcialidade” e “abuso de poder.”

Para a entidade, a Corte Internacional não deve ser utilizada para constranger o andamento de quaisquer investigações em curso no País e, principalmente, aquelas que têm como prioridade o combate à corrupção. A AMB diz ver com “perplexidade” as “tentativas de paralisar o trabalho da Justiça brasileira”.

“O Brasil possui órgãos constituídos de controle interno e externo para acompanhar o trabalho desempenhado pela magistratura. É inadmissível a utilização de quaisquer outros meios, que não os legais e constitucionalmente estabelecidos, para tentar inibir o trabalho de agentes públicos no desempenho de suas funções”, diz a nota.

Para a entidade, o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato é exemplo da intimidação aos magistrados de todo o País e “tem sido alvo recorrente de grande pressão” por sua atuação na operação.

No texto, a associação ainda reitera as críticas ao Projeto de Lei do Senado (PLS) que altera os crimes de abuso de autoridade. “Nas entrelinhas, o projeto prevê uma série de penalidades para tentar paralisar juízes e juízas, além de procuradores e policias, por desempenharem o seu ofício como determina a legislação”, diz a entidade lembrando que, caso estivesse em vigor, a lei inviabilizaria uma operação como a Lava Jato.

“O País e toda a sociedade precisam estar atentos aos ataques contra o Poder Judiciário, para que tal absurdo não avance no Congresso Nacional, com o único objetivo de favorecer investigados e envolvidos em grandes casos de corrupção”, segue a nota da AMB.

Por fim, a entidade aponta a importância de um “Judiciário forte e independente” e diz que qualquer movimento contrário “será um retrocesso contra a transparência e a resposta que o povo brasileiro espera no combate à corrupção”.

Em depoimento, executivo cita pressão de Edinho Silva por doações

Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, também falou de reunião que acusa Ricardo Berzoini de cobrar 1% de todos os contratos da construtora com o governo federal

O presidente afastado da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, disse na quinta-feira (28/7) ter sido pressionado pelo ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social Edinho Silva para fazer repasses à campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff, em 2014. O depoimento foi dado à força-tarefa da Operação Lava Jato após o executivo ter fechado acordo de delação. Ele cita quatro encontros ocorridos durante o período eleitoral com o titular da pasta e o assessor especial de Dilma Giles Azevedo.

O executivo voltou a citar uma reunião, em 2008, em que acusa o então presidente da legenda, Ricardo Berzoini, de cobrar 1% de todos os contratos da construtora com o governo federal. “Quis jogar com ele (Edinho) no sentido de ele entender que eu estava ali (em 2014) cumprindo orientação também deles próprios (PT, após acordo com Berzoini), de 2008”, disse.

Em 2014, a Andrade Gutierrez doou R$ 21 milhões para a campanha de Dilma e R$ 20 milhões para a campanha de Aécio Neves.

Edinho é investigado pela 13ª Vara Federal de Curitiba com base em delações premiadas que afirmam que ele pediu R$ 20 milhões para a campanha de Dilma, em 2014, mediante pressão. O ex-ministro, então tesoureiro da campanha, teria dito a doadores que qualquer repasse “se pagaria”.

Procurado na noite de quinta, ele não foi localizado. Edinho tem negado a prática de qualquer irregularidade e diz sempre agir “de maneira ética”. A defesa de Giles também não foi localizada. Em ocasiões anteriores, Berzoini negou ter pedido repasses de propina à Andrade Gutierrez. A Andrade não comenta investigações em andamento e a assessoria de Dilma informou que ela também não iria comentar.

Odebrecht: executivos vão delatar mais de 100 políticos; confira nomes

Nas negociações do acordo de delação premiada, executivos da construtora Odebrecht, entre eles o ex-presidente da empresa Marcelo Odebrecht, apontaram mais de cem deputados, senadores e ministros, entre outros políticos, como beneficiários diretos de desvios de dinheiro público, ou como recebedores de outras vantagens, como repasses de verba para suas campanhas, por exemplo. Entre os citados há pelo menos dez governadores e ex-governadores, segundo informou ao ‘Globo’ uma fonte ligada às investigações.

Marcelo Odebrecht, foi um dos que citou nomes de políticos ao negociar acordo de delação. Entre os citados há pelo menos dez governadores e ex-governadores

Entre os citados nas negociações preliminares estão o governadores do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB); de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB); e de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). Não estão claras ainda as circunstâncias em que cada um dos governadores aparece no roteiro das delações. Na lista também constam vários ex-governadores, entre eles Sérgio Cabral (PMDB-RJ). As informações sobre Cabral, que já foi citado por outros delatores, entre eles Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, são consideradas consistentes pelos investigadores.

Os depoimentos dos executivos da Odebrechet estão previstos para começar nesta sexta-feira (29), segundo o blog do jornalista Lauro Jardim, do ‘Globo’. Serão 15 os depoentes.

Os acordos de delação de Marcelo e de outros diretores da empresa são os mais temidos desde o início da Operação Lava Jato, há dois anos. Maior empreiteira do país, a Odebrecht tem obras e contratos com a administração pública dos três Poderes, e em praticamente todos os estados do país. Só no ano passado, a empresa faturou mais de R$ 130 bilhões com negócios no Brasil e no exterior.

Depois de uma primeira etapa complicada, com avanços e recuos, os acordos de delação da Odebrecht estão avançando de forma significativa. Após acertos prévios com advogados, os procuradores estavam até agora conversando com os investigados. Nessas conversas prévias, os réus apresentam as linhas gerais das denúncias a serem feitas, conforme as bases estabelecidas nos entendimentos iniciais entre advogados e o Ministério Público Federal.

Arquivos da propina

Segundo matéria do ‘Globo’, as negociações avançaram tanto que foi dado como certa a assinatura do acordo de Marcelo e outros executivos. As tratativas evoluíram, sobretudo, depois que advogados da empresa informaram ao Ministério Público Federal que estavam conseguindo recuperar os arquivos eletrônicos do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, destinado a pagar propina a pedido de outras áreas da empresa.

As provas constantes nesses arquivos são consideradas essenciais para o desfecho das negociações. Para os procuradores era necessário que as acusações estivessem amparadas em indícios. Eles não queriam correr o risco de ouvir relatos importantes, concordar com benefícios penais para os réus e, depois, não terem como denunciar e punir os parlamentares, ministros e governadores acusados.

O fato de contar mais e apressar a busca de provas fez com que a Odebrecht saísse na frente da construtora OAS, uma de suas principais rivais. É possível que a Odebrecht feche acordo antes da OAS, mas isso não significa que esta empreiteira vá ficar sem um entendimento com o Ministério Público Federal. Está marcada para esteuma nova rodada de negociação entre advogados da OAS e procuradores, e é possível que o caso ganhe novos desdobramentos.



Fonte: O Globo

Lewandowski suspende prisão de prefeito condenado por fraude e desvio de dinheiro público

Em decisão que contraria o entendimento adotado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal em fevereiro, o presidente da corte, Ricardo Lewandowski, concedeu liminar que suspende o imediato cumprimento da pena aplicada contra um réu condenado em segunda instância. 

Decisão do presidente da corte sobre prefeito de cidade da Paraíba contraria entendimento adotado pelo plenário do STF

Ao analisar habeas corpus apresentado ao STF pela defesa de José Vieira da Silva, prefeito de Marizópolis, na Paraíba, o ministro avaliou que, à primeira vista, a execução das penas antes do trânsito em julgado da sentença e com recurso pendente submete Vieira a um “flagrante constrangimento ilegal”. No início do mês, o decano da corte, ministro Celso de Mello, também suspendeu por meio de liminar um mandado de prisão contra um réu condenado em segunda instância.

Vieira foi condenado em 2012 pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) à perda do cargo e à prisão por crime de responsabilidade. Ele é acusado de fraude e desvio de recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). O prefeito recorria em liberdade até que o TRF-5 acatou o pedido do Ministério Público Federal com base na decisão tomada em fevereiro pelo STF.

No despacho, Lewandowski avaliou que a fundamentação apresentada para decretar a prisão de Vieira “mostrou-se frágil, inidônea”, pois apenas fez referência ao julgamento do Supremo, que, mesmo tendo “sinalizado possível mudança de entendimento jurisprudencial, não possui qualquer eficácia vinculante”. De acordo com o presidente da corte, o precedente aberto pelo STF não pode ser aplicado de forma indiscriminada e automática a todos os casos, sem levar em conta o princípio da individualização da pena. E prossegue: “Se por um lado, o princípio constitucional da presunção de inocência não resta malferido diante da previsão, em nosso ordenamento jurídico, das prisões cautelares, desde que observados os requisitos legais, por outro, não permite que o Estado trate como culpado aquele que não sofreu condenação penal transitada em julgado, sobretudo sem qualquer motivação idônea para restringir antecipadamente sua liberdade”.

O ministro também afirma que sequer foi assegurado ao condenado o “duplo grau de jurisdição” previsto na Constituição Federal, diante da prerrogativa de foro do prefeito, que teve o TRF-5 como seu juiz natural.

Em fevereiro, ao analisar um pedido de habeas corpus que questionava a expedição de um mandado de prisão pelo Tribunal de Justiça de São Paulo sem que a sentença tivesse transitado em julgado, o pleno do STF avaliou que a questão não fere o princípio constitucional da culpabilidade penal, alterando entendimento anterior da própria corte.

Votaram pela liberação da prisão os ministros Teori Zavascki, relator do caso, Edson Fachin, Roberto Barroso, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Celso de Mello e Lewandowski, se posicionaram contra a alteração. Lewandowski acompanhou os votos divergentes por considerar “irretocável o princípio da presunção de inocência”.

Ambos votos vencidos em plenário, Celso de Mello e Lewandowski concederam as liminares em meio à expectativa de que a corte volte a analisar a prisão antes do trânsito em julgado – quando se esgotam todas as possibilidades de recurso. Encarado como uma forma de combater a morosidade da Justiça, o entendimento da maioria do STF tem como defensor o juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância em Curitiba.

Fonte: Veja

Desemprego recorde: 11,6 milhões estão sem trabalho, diz IBGE


A taxa de desemprego no país ficou em 11,3% (ou 11,6 milhões de pessoas) no trimestre encerrado em junho deste ano. A taxa é superior aos 10,9% observados em março deste ano e aos 8,3% do trimestre encerrado em junho de 2015. 


Taxa de desemprego sobe para 11,3% no segundo trimestre e é a maior desde 2012


Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado do segundo trimestre deste ano é o mais alto da série histórica, iniciada em março de 2012. Segundo a pesquisa, o contingente de desocupados chegou a 11,6 milhões de pessoas, 4,5% (ou 497 mil pessoas) a mais do que o trimestre encerrado em março e 38,7% (ou 3,2 milhões de pessoas) a mais do que no trimestre encerrado em junho de 2015.


A população empregada (90,8 milhões de pessoas) manteve-se estável em relação a março de 2016. Já em relação a junho de 2015, houve um recuo de 1,5%, ou seja, menos 1,4 milhão de pessoas. Já os empregos com carteira assinada no setor privado (34,4 milhões) ficou estável em relação a março deste ano e caiu 4,1% na comparação com junho do ano passado.Fonte: EBC


Venezuela: ‘decreto trabalhista’ é o mesmo que trabalho forçado; entenda

A organização Anistia International (AI) declarou nesta quinta-feira (28) que o novo decreto imposto pelo governo da Venezuela, que determina que qualquer empregado pode ser obrigado a trabalhar em tarefas de agricultura como forma de combater a crise alimentícia no país, equivale a trabalho forçado.

País determinou que, no combate à fome, qualquer pessoa pode ter que atuar na agricultura; para a Anistia International, regra ‘é completamente inútil’ e equivale a trabalho forçado

A diretora da AI para as Américas, Erika Guevara-Rosas, afirmou que “tentar abordar a severa falta de alimentos na Venezuela forçando o povo a trabalhar no campo ‘é como tentar curar uma perna quebrada com um curativo“.

“O novo decreto é completamente inútil em termos de encontrar formas para que a Venezuela saia da crise em que ficou imersa por anos. As autoridades venezuelanas devem focar em pedir e levar de maneira urgente a ajuda humanitária que milhões de pessoas necessitam em todo o país e desenvolver um projeto efetivo a longo prazo para solucionar esta crise”, concluiu.

O decreto, publicado oficialmente nesta semana, estabelece que as pessoas que trabalham em empresas públicas e privadas podem ser convocadas a trabalhar em organizações estatais especializadas na produção de alimentos.

Além disso, estabelece que esses empregados deverão trabalhar temporariamente nessas companhias por um mínimo de 60 dias e seus “contratos” poderão ser renovados automaticamente por um período extra de 60 dias ou retornarão a seus trabalhos originais.

O problema do desabastecimento de produtos básicos na Venezuela começou há pouco mais de três anos e foi se agravando com a passagem dos meses.

Fonte: Veja

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Ditadura comunista da Coreia do Norte proíbe a importação de qualquer produto que se pareça com uma cruz

"Algumas figuras ou formatos nas roupa das mulheres podem se parecer muito com uma cruz, dependendo de quem está olhando para elas", acrescentou uma fonte que confirmou a informação sobre o decreto.

Ditador norte-coreano, Kim Jong Un

A Coreia do Norte não só acusou o governo Estados Unidos de declarar guerra após a última rodada de sanções econômicas contra Kim Jong Un, mas o regime também proibiu todas as importações de produtos que se assemelhem a uma cruz, como grampos de cabelo e gravatas.

O diretor-geral do departamento de assuntos norte-americanos no Ministério das Relações Exteriores da Coréia do Norte, O Han Song Ryol disse à Associated Press nesta quinta-feira (28), que o governo dos EUA "cruzou a linha vermelha", ao punir diretamente o ditador Kim.

"O governo Obama foi tão longe que se atreveu a contestar a suprema dignidade da República Democrática da Coreia (RPDC), para se livrar de sua posição desfavorável durante o confronto político e militar com a Coreia do Norte", disse Han, argumentando que colocar Kim na lista sanções criou condições para uma guerra.

"Os Estados Unidos têm cruzado a linha vermelha para o nosso confronto", acrescentou o representante norte-coreano. "Consideramos este triplamente amaldiçoado como uma declaração de guerra".

A agência Associated Press observou que, embora a Coreia do Norte tenha enfrentado inúmeras sanções no passado, as sanções de julho foram pela primeira vez contra o próprio ditador Kim Jong Un, que foi colocado na lista de pessoas sancionadas por várias violações dos direitos humanos, documentadas pela Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas.


Repressão
Em paralelo a esta tensão entre os governos da Coreia do Norte e dos Estados Unidos, a Radio 'Free Asia' (RFA) informou nesta semana que os guardas das fronteiras norte-coreanas têm recebido ordens para barrar todas as importações estrangeiras que mostrassem qualquer semelhança com uma cruz.

Uma fonte anônima da RFA coreana disse que o decreto para confiscar os produtos é um nova forma de repressão do país.

"Nós sempre tivemos que nos certificar de que não havia caracteres coreanos nos rótulos dos produtos que eram trazidos da China", disse a fonte. "Agora temos que verificar novamente para ver que não há nada que se pareça com uma cruz".

A fonte disse que tais marcas (semelhanças) nem sempre são óbvias e às vezes podem ser apenas uma coincidência.

"Algumas figuras ou formatos nas roupa das mulheres podem se parecer muito com uma cruz, dependendo de quem está olhando para elas. Projetos transversais também aparecem em grampos das mulheres e faixas de cabelo ou em gravatas dos homens", acrescentou.

"Estes produtos são mais propensos a serem confiscados quando passam pelas alfândegas".

Pelo o 14º ano consecutivo, a Coreia do Norte foi listada como o primeiro país da lista de locais onde os cristãos sofrem mais perseguição religiosa. A lista é atualizada anualmente pela missão Portas Abertas, nomeando o país como o maior perseguidor dos cristãos em todo o mundo.

O CEO da Missão Portas Abertas, David Curry disse ao 'Christian Post', em uma entrevista no mês de janeiro, que mais de 70.000 cristãos foram presos por causa de sua fé em 2015. Execuções de cristãos também aconteceram, devido à intolerância religiosa, embora os números oficiais sejam difíceis de apurar.

Há uma proibição total do Cristianismo sob o regime de Kim. Professar sua fé ou simplesmente possuir uma Bíblia pode ser considerado um crime, passível de punição com prisão ou algo pior.

"Repassar informações da Coreia do Norte para fora é notoriamente difícil. Isso é o que torna o fato da Coreia do Norte ser o primeiro país da lista da Portas Abertas, algo ainda mais surpreendente. Nós nem sequer sabemos quantos cristãos já foram martirizados na Coreia do Norte", disse Curry CP naquela época.

"No entanto, o país se mantém no topo. Isso é porque ele usa todos os poderes de seu governo para suprimir a fé cristã, para punir até mesmo a mais básico das coisas, tais como possuir uma Bíblia".

Líderes religiosos pedem mais segurança em locais de culto na França

Os líderes religiosos da França pediram nesta quarta-feira (27) ao presidente François Hollande o reforço na vigilância dos locais de culto, um dia após um padre ser degolado em uma igreja do Norte do país por militantes do Estado Islâmico (EI), segundo matérias do jornal ‘O Globo’. Representantes de cristãos, muçulmanos, judeus e budistas fizeram um pronunciamento após a reunião.

O presidente francês Hollande se reuniu com líderes das principais religiões do país, um dia depois do atentado a uma igreja católica terminar com o assassinato de um padre

Hollande se reuniu com os líderes das principais religiões do país um dia depois que dois criminosos invadiram uma igreja da cidade de Saint-Etienne-du-Rouvray, tomaram seis reféns e degolaram um padre de 86 anos.

O arcebispo de Paris, monsenhor Vingt-Trois, pediu aos fiéis que não se deixem arrastar para o jogo político do EI, “que quer colocar os filhos de uma mesma família uns contra os outros”.

Por sua vez, o presidente da Federação Protestante da França (FPF), o pastor François Clavairoly, estimou que vigiar cada lugar de culto na França é algo totalmente inconcebível e inviável.

Segundo ‘O Globo’, 700 sinagogas e escolas judaicas e mais de mil das 2.500 mesquitas da França contam com proteção militar. O país tem ainda 45 mil igrejas católicas, 4.000 templos protestantes, 2.600 evangélicos e 150 locais de culto ortodoxo.

Fonte: G1

Medo de Moro? Lula apela a ONU e alega violação de direitos humanos

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva entrou com uma petição na Organização das Nações Unidas (ONU) alegando violação dos direitos humanos na condução da Operação Lava Jata, onde é acusado de corrupção. As informações são do site do jornal ‘The Telegraph’.

Segundo o jornal, Lula pode ser preso e ofuscar os Jogos Olímpicos Rio-2016. Ele recorreu ao famoso advogado britânico Geoffrey Robertson, especializado em direitos humanos, que defendeu o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, o ex-lutador de boxe Mike Tyson e o autor indiano Salman Rushdie.

No entanto, o que parece é que Lula está com medo, pois pode ser preso a qualquer momento pelo juiz Sergio Moro, como afirma o próprio advogado de defesa: “(…) As transcrições, bem como o áudio das conversas, estão sendo libertados para uma imprensa hostil. O juiz está invadindo sua privacidade e pode prendê-lo a qualquer momento e, em seguida, pode ser julgado sem um júri”, disse o advogado britânico.

Cabe lembrar que, na semana passada, o Ministério Público Federal do Distrito Federal apresentou à Justiça de Brasília denúncia contra Lula, o ex-senador Delcídio do Amaral, o pecuarista José Carlos Costa Bumlai, André Esteves (ex-controlador do banco BTG Pactual) e mais 3 pessoas. Eles são acusados de agirem irregularmente para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

Fonte: Terra, CBN e InfoMoney

‘Abuso de autoridade': Moro critica lei que Renan Calheiros corre para aprovar

Um dos projetos prioritários da agenda do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o da lei que tipifica crimes de abusos de autoridades foi duramente criticado na noite desta quarta-feira (27) pelo juiz Sérgio Moro. Em palestra na abertura do encontro nacional de procuradores jurídicos da Federação das Apaes, em Brasília, o juiz da operação Lava Jato fez um apelo para que os senadores rejeitem ou remodelem a redação atual que, segundo ele, é um retrocesso preocupante e pode ser usado para intimidar juízes, procuradores e autoridades policiais que investigam “poderosos”.

Projeto é prioridade da agenda de Renan Calheiros, presidente do Senado, que é alvo da Lava Jato

Ao citar a importância de não só avançar além da Lava Jato no combate à corrupção sistêmica, com aprovação das dez medidas em análise na Câmara, Moro fez um alerta para o risco de se evitar retrocessos “que muitas vezes estão atrás da porta a nos surpreender”.

Segundo Moro, “a proposta inicial talvez fosse positiva, mas a redação atual da lei, na forma que está colocada sugere a possibilidade da sua utilização para intimidação de juízes, procuradores e autoridades policiais, não por praticarem abusos, mas por cumprirem seu dever com independência em processos envolvendo figuras poderosas”.

Ao criticar o projeto, Moro fez um apelo para que os senadores tenham sensibilidade e o rejeitem ou remodelem a atual redação para evitar sua “utilização indevida”.

Para uma plateia formada por dirigentes e procuradores das Apaes, Moro anunciou que não tinha muita informação sobre o setor, mas que falaria sobre o que faz. A mestre de cerimônia era sua mulher, Rosângela Moro, procuradora jurídica da Federação das Apaes. Ele fez uma retrospectiva da operação Lava Jato desde a prisão do doleiro Alberto Yousseff, prisão dos diretores da Petrobras que levaram ao desmonte do Petrolão e a devolução de bilhões de recursos desviados.

Ganância

Segundo matéria do ‘O Globo’, ao falar da enormidade dos valores devolvidos pelos diretores presos da Petrobras, Moro observou que a regra do jogo era o pagamento de propina e a “ganância” dos dirigentes da empresa. Sem citar nominalmente Pedro Barusco, citou o seu caso, em que chegou a devolver US$ 98 milhões.

Ele citou o caso da compra de Pasadena, dizendo que talvez o prejuízo seja ainda maior que a propina paga. “Há um testemunho que diz que a refinaria foi adquirida propositalmente por ser velha, porque as obras de reforma gerariam ainda mais propina”, disse o juiz.

Ao ser questionado sobre em que momento percebeu que a operação Lava Jato tinha esbarrado em uma organização criminosa, com “peixes graúdos”, Moro contou que foi a partir da delação premiada do ex-diretor Paulo Roberto Costa. Até então se investigava a lavagem de dinheiro de doleiros presos. “Aí eu me assustei, como qualquer um assustaria”.

Em outra avaliação, Moro disse que apesar de receber muito elogios, os trunfos até agora são o resultado do trabalho de uma equipe enorme de procuradores, policiais e autoridades envolvidas na operação. “Foi possível chegar nesse momento porque a operação teve o apoio da sociedade. Esse não é um trunfo de um burocrata, de um juiz de primeira instância”, completou.

O juiz federal não falou das investigações sobre o Lula.

Fonte: O Globo

Justiça confirma condenação de Genoino e mais 6 em esquema

O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região confirmou nesta terça-feira (26) a decisão que condenou o ex-deputado José Genoino (PT-SP), o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, o empresário Marcos Valério e outros quatro ex-dirigentes do banco BMG por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro.

Processo foi desmembrado do mensalão em 2006 e tramitava em Minas Gerais. Ex-presidente do PT teve a pena reduzida de 4 para 2 anos, 10 meses e 20 dias

O processo é um braço do mensalão que foi desmembrado pelo ex-ministro Joaquim Barbosa, no Supremo Tribunal Federal, e tramitava na Justiça de Minas. Na denúncia, apresentada em 2006, o Ministério Público Federal afirmou que a liberação de recursos pelo BMG ao PT e às empresas ligadas a Valério se deu de maneira irregular porque a situação financeira dos tomadores era incompatível com o valor emprestado e as garantias se mostraram insuficientes.

Com relação a Genoino, a pena foi reduzida de 4 para 2 anos, 10 meses e 20 dias a ser cumprida em regime aberto. A ele é atribuído o crime de falsidade ideológica por simular empréstimos para camuflar dinheiro ilegal para o PT, que presidia à época.

O advogado de Genoino, Claudio Alencar, disse que vai recorrer da decisão. “No final prevaleceu a tese de que os empréstimos foram simulados, mas isso não é verdade. Todos foram quitados pelo PT”, disse. Ele afirmou que não houve determinação do tribunal para que a pena seja cumprida imediatamente.

Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende os ex-diretores do BMG, também disse que irá recorrer da decisão. O mesmo fará Marcelo Leonardo, advogado de Marcos Valério, que ressalta o fato de algumas penas terem sido reduzidas pelo tribunal. A defesa de Delúbio não foi localizada.

Fonte: Veja

Associação Americana de Pediatras fulmina ideologia de gênero: é abuso infantil!

Ninguém nasce com um gênero. Todos nascem com um sexo biológico.

A Associação Americana de Pediatras urge os educadores e legisladores a rejeitarem todas as políticas que condicionam as crianças a aceitarem como normal uma vida de personificação química e cirúrgica do sexo oposto. São os fatos, e não a ideologia, o que determina a realidade.

1. A sexualidade humana é um traço biológico binário objetivo: “XY” e “XX” são marcadores genéticos de saúde, não de um distúrbio. A norma para o design humano é ser concebido ou como macho ou como fêmea. A sexualidade humana é binária por design, com o óbvio propósito da reprodução e florescimento da nossa espécie. Esse princípio é evidente em si mesmo. Os transtornos extremamente raros de diferenciação sexual (DDSs) — inclusive, mas não apenas, a feminização testicular e hiperplasia adrenal congênita — são todos desvios medicamente identificáveis da norma binária sexual, e são justamente reconhecidos como distúrbios do design humano. Indivíduos com DDSs não constituem um terceiro sexo.

2. Ninguém nasce com um gênero. Todos nascem com um sexo biológico. Gênero (uma consciência e percepção de si mesmo como homem ou mulher) é um conceito sociológico e psicológico, não um conceito biológico objetivo. Ninguém nasce com uma consciência de si mesmo como masculino ou feminino; essa consciência se desenvolve ao longo do tempo e, como todos os processos de desenvolvimento, pode ser descarrilada por percepções subjetivas, relacionamentos e experiências adversas da criança, desde a infância. Pessoas que se identificam como “sentindo-se do sexo oposto” ou “em algum lugar entre os dois sexos” não constituem um terceiro sexo. Elas permanecem homens biológicos ou mulheres biológicas.

3. A crença dele ou dela de ser algo que não é indica, na melhor das hipóteses, um pensamento confuso. Quando um menino biologicamente saudável acredita que é uma menina, ou uma menina biologicamente saudável acredita que é um menino, existe um problema psicológico objetivo, que está na mente, não no corpo, e deve ser tratado como tal. Essas crianças sofrem de disforia de gênero (DG). Disforia de gênero, anteriormente chamada de transtorno de identidade de gênero (TIG), é um transtorno mental reconhecido pela mais recente edição do Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-V). As teorias psicodinâmicas e sociais de DG/TIG nunca foram refutadas.

4. A puberdade não é uma doença – e os hormônios que bloqueiam a puberdade podem ser perigosos. Reversíveis ou não, os hormônios que bloqueiam a puberdade induzem a um estado doentio — a ausência de puberdade — e inibem o crescimento e a fertilidade em uma criança até então biologicamente saudável.

5. Cerca de 98% dos meninos e 88% das meninas confusos com o próprio gênero acabam aceitando o seu sexo biológico depois de passarem naturalmente pela puberdade, segundo o DSM-V.

6. Crianças que usam bloqueadores da puberdade para personificar o sexo oposto vão requerer hormônios do outro sexo no fim da adolescência. Esses hormônios (testosterona e estrogênio) estão associados a riscos para a saúde, o que inclui, entre outros, o aumento da pressão arterial, a formação de coágulos sanguíneos, o acidente vascular cerebral e o câncer.

7. O índice de suicídio é 20 vezes maior entre adultos que usam hormônios do sexo oposto e se submetem a cirurgias de mudança de sexo – inclusive nos países mais afirmativos em relação aos chamados LGBTQ, como a Suécia. Que pessoa compassiva e razoável seria capaz de condenar crianças e jovens a esse destino, sabendo que, após a puberdade, cerca de 88% das meninas e 98% dos meninos vão acabar aceitando a realidade com boa saúde física e mental?

8. É abuso infantil condicionar crianças a acreditarem que uma vida inteira de personificação química e cirúrgica do sexo oposto seja normal e saudável. Endossar a discordância de gênero como normal através da rede pública de educação e de políticas legais servirá para confundir as crianças e os pais, levando mais crianças a serem apresentadas às “clínicas de gênero” e aos medicamentos bloqueadores da puberdade. Isto, por sua vez, praticamente garante que essas crianças e adolescentes vão “escolher” uma vida inteira de hormônios cancerígenos e tóxicos do sexo oposto, além pensarem na possibilidade da mutilação cirúrgica desnecessária de partes saudáveis do seu corpo quando forem jovens adultos.

Michelle A. Cretella, M.D.
Presidente da Associação Americana de Pediatras

Quentin Van Meter, M.D.
Vice-Presidente da Associação Americana de Pediatras Endocrinologista Pediátrico

Paul McHugh, M.D.
Professor Universitário de Psiquiatria da Universidade Johns Hopkins Medical School, detentor de medalha de distinguidos serviços prestados e ex-psiquiatra-chefe do Johns Hopkins Hospital

Fonte:http://modestiasaojose.blogspot.com.br/2016/05/associacao-americana-de-pediatras.html

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Turcomenistão, um país comunista que proíbe atividades religiosas

O país é governado por um partido comunista que retirou direitos como a liberdade de imprensa e de informação

Uma nova lei no Turcomenistão, localizado na Ásia Central, proíbe atividades religiosas não registradas, o que atinge principalmente aos cristãos do país.
O governo também pretende, através de uma nova comissão que controla a religião, estipular os lugares novos de culto.

O caso é delicado, pois o Turcomenistão é um dos lugares mais restritivos do mundo. Além do direito religioso, outros direitos básicos são proibidos para a população é acesso à informação, nem mesmo literaturas religiosas são permitidas, quer seja a Bíblia.

Por conta da nova lei, uma igreja localizada na cidade de Mary não poderá realizar seu tradicional acampamento de verão para crianças.
Todos os anos a igreja reúne as crianças para dias de lazer e ensinamentos. Porém este ano o pastor já foi avisado por policiais secretos que o evento está proibido.

O acampamento cristão de Mary incomoda tanto as autoridades que um desses policiais secretos já organizou uma invasão no evento. Em 2013 as crianças foram atacadas enquanto estavam acampadas e os membros foram multados por visitarem uma outra cidade e falarem da fé cristã naquele lugar.

A nova lei do país já chamou a atenção de órgãos defensores dos direitos religiosos. O Fórum 18, uma organização norueguesa, já tentou discutir com membros do Parlamento do Turcomenistão, porém eles se recusaram a falar sobre o tema.

A organização usa o artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos que garante que “toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência, religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”.

O país é governado pelo Partido Comunista do Turcomenistão.

'Matar cristãos é uma prioridade do grupo muçulmano Estado Islâmico', diz pesquisador americano

Os números mostram a história dessa guerra travada sobre o cristianismo. Os cristãos formavam 14% da população da região em 1910. Hoje, eles compreendem apenas 4%. Mais de 100 mil cristãos fugiram sozinhos do Iraque.


A brutal execução da última terça-feira (26) onde um padre foi degolado no norte da França, chocou o mundo. A violência sem sentido, a completa falta de respeito pela Igreja e a maneira vil em que o ato foi realizado é repugnante. A matança de cristãos está no topo da lista de prioridades do Estado Islâmico.

"Em seus discursos, os membros do Estado Islâmico tem repetidamente escolhido os cristãos e judeus como inimigos em particular", escreveu Shashank Joshi - pesquisador sênior da Royal United Services Institute - no The Telegraph.

"A guerra contra os cristãos vem sendo explícita há décadas pelas ideias fascistas, fanáticos e fundamentalistas que compõem o mundo islâmico", pontuou.

Os números mostram a história dessa guerra travada sobre o cristianismo. Os cristãos formavam 14% da população da região em 1910. Hoje, eles compreendem apenas 4%. Mais de 100 mil cristãos fugiram sozinhos do Iraque.

Mas a ideologia mortal do Estado Islâmico não está solidamente controlada apenas pelos soldados. Os atacantes têm algo em comum: a maioria não é religiosa e em grande parte têm antecedentes criminais e muitas vezes sofreram de algum tipo de doença mental.

"Não existem muitas evidências de que o Estado Islâmico tenha o controle de alguns dos últimos ataques mais significativos. No entanto, eles colhem os frutos da publicidade, prestígio e ilusão de sucesso”, escreveu Joshi.

Então, o que vem depois? Bem, a pressão política continuará a existir e o presidente francês, Hollande, será chamado para cortar a liberdade das pessoas, a fim de aumentar a segurança nacional, algo que não vai cair bem com grande parte da população francesa.

"Estas medidas terão apenas um efeito limitado sobre um problema que reside no campo da ideologia e inspiração”, ressaltou o pesquisador. "Este não é um choque de civilizações ou uma guerra entre religiões, mas é, evidentemente, um assalto a ambos", explicou.

História de um ex-militante

Zurab (nome fictício, por razões de segurança) é um ex-militante do Estado Islâmico. Ele revelou a barbárie cometida pelos terroristas na época em que defendeu a jihad na Síria, deixando sua família, na Rússia, para servir o grupo terrorista na Síria.

O ex-militante comentou que cristãos não têm chance de sobrevivência sob o domínio do EI. "Eles nem sequer falavam com os cristãos, eles eram simplesmente mortos no local. Assim que eles os encontrassem, eram mortos publicamente. Eu testemunhei muitas execuções", disse.

Dois meses depois de entrar para o EI, Zurab foi enviado para as linhas de frente. Ali, ele pôde testemunhar no que as regra do EI na Síria implicam, e começou a se preocupar. "Depois de um mês eu compreendi a realidade do que estava acontecendo. Era pior do que a tirania das forças do governo", pontuou.

TSE envia ao STF suspeitas sobre fornecedora da campanha de Dilma

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, decidiu enviar para o Supremo Tribunal Federal (STF) indícios de irregularidade sobre uma fornecedora da campanha de 2014 da presidente afastada Dilma Rousseff – a DCO Informática Comércio e Serviços, que atuou no envio de mensagens durante as eleições e recebeu R$ 4,8 milhões pelo serviço.

DOC Informática não tem alvará de funcionamento e apenas um notebook. Empresa enviou mensagens na eleição e recebeu R$ 4,8 milhões em 2014

Gilmar Mendes é relator da prestação de contas de campanha de Dilma, que foi aprovada pelo plenário do TSE no fim de 2014 com ressalvas, mas que continuam sob investigação no âmbito fiscal e criminal – na área penal, as suspeitas são de crimes fiscais, como sonegação e lavagem de dinheiro.

Em fevereiro deste ano, o TSE pediu apuração sobre a DCO e outras seis empresas fornecedoras da campanha por suspeitas de irregularidades. Segundo dados da prestação de contas, entre 21 de outubro e 25 de outubro de 2014, somente a DCO recebeu R$ 4,8 milhões da campanha de Dilma Rousseff.

Em maio, Gilmar Mendes também já havia encaminhado para a Polícia Federal e ao Ministério Público Federal informações sobre a mesma empresa depois que a Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais apontou situação irregular na DCO Informática.

Agora, o TSE encaminhou para o Supremo novas suspeitas, remetidas pela Secretaria de Finanças de Uberlândia, de que o estabelecimento não tem alvará de funcionamento e nem identificação na fachada; tem apenas um notebook e 3 funcionários sem carteira assinada; além de não ter apresentado a documentação exigida pelo órgão público municipal.

Desde que Gilmar Mendes apontou indícios de irregularidade na campanha de Dilma e decidiu por investigar as suspeitas, o PT e os responsáveis pela campanha da presidente afastada têm afirmado que as contas oram aprovadas por unanimidade pelo próprio TSE e foram declaradas à Justiça Eleitoral.

STF

No Supremo existe uma apuração em andamento, depois que a Polícia Federal instaurou inquérito para apurar se houve crimes na aplicação de recursos durante a campanha e irregularidades envolvendo os prestadores de serviço.

A PF pediu à Justiça de Brasília para quebrar sigilo fiscal, bancário e de email de empresas e pessoas físicas que prestaram serviços à campanha de Dilma. A Justiça remeteu o caso para o STF em janeiro deste ano porque se tratava de apuração envolvendo a campanha da presidente atualmente afastada. Dilma, porém, não é alvo da investigação.

O relator do caso é o ministro Luiz Edson Fachin e atualmente a apuração está sob análise da Procuradoria Geral da República, desde 23 de fevereiro, a quem caberá decidir se o caso correrá no STF – por eventualmente envolver pessoas com foro privilegiado – ou se voltará para a primeira instância da Justiça.

Além das investigações sobre as contas de campanha, Dilma, e o presidente em exercício, Michel Temer, também são alvo no TSE de quatro pedidos de cassação do mandato por parte do PSDB. As informações enviadas ao STF, porém, não fazem parte das ações que pedem a cassação dos mandatos da chapa eleita em 2014, mas, em tese, poderão ser utilizadas nos processos apresentados pelo PSDB.

Fonte: G1

Mulher de Lula cobra R$ 300 mil investidos em triplex no Guarujá

A ex-primeira dama, Marisa Letícia, entrou com uma ação contra a construtora OAS e a cooperativa habitacional dos bancários, a Bancoop, para reaver R$ 300 mil que afirma ter pago na compra de cota-parte de um empreendimento em Guarujá, no litoral de São Paulo. Os valores teriam sido desembolsados entre 2005 e 2009. As informações são do programa ‘Bom Dia Brasil’.

Investimento foi feito em cota-parte de empreendimento na cidade. Operação Lava Jato investiga aquisição de triplex; Lula nega ter sido dono

A Operação Lava Jato investiga se o imóvel seria do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e se estaria ligado a esquema de corrupção na Petrobrás. O caso está nas mãos do juiz federal Sérgio Moro.

A defesa do ex-presidente Lula nega que ele tenha sido dono de um apartamento no edifício, afirma que a família desistiu da compra e que não foi beneficiada pela construtora OAS.

Em nota divulgada na terça-feira (26), os advogados de Marisa Letícia afirmaram que ela e “seus familiares não adquiriram qualquer unidade do Edifício Solaris, apenas reclamam o direito ao ressarcimento do que investiram na cota-parte”.

A construtora OAS, que assumiu a conclusão da obra, disse que não foi notificada sobre a ação e que, por esse motivo, não irá se manifestar.

A Bancoop afirma que todas as obrigações sobre o Edifício Solaris, onde fica o apartamento, são de responsabilidade da OAS, que assumiu a obra em 2009.

Investigação

Segundo o Ministério Público Federal, Lula está sendo investigado porque há indícios de que ele recebeu dinheiro desviado da Petrobras por meio da execução de reformas no apartamento triplex do Guarujá e do sítio de Atibaia, no interior de São Paulo. O ex-presidente chegou a ser levado para depor de forma coercitiva no aeroporto de Congonhas em março.

Também são alvo de investigação pagamentos que passam de R$ 30 milhões para o Instituto Lula e para a empresa de palestras do ex-presidente.

Lula nega ter sido beneficiado ou cometido irregularidades.

Fonte: G1

As falhas que levaram ao vexame da Vila Olímpica; entenda

Entenda a encrenca por trás da Vila dos Atletas. As falhas cometidas pelas empresas que construíram a Vila Olímpica e que transformaram o Rio em motivo de vergonha internacional

Uma sucessão de erros, desentendimentos, atrasos e demonstrações de pura inépcia levou ao vexame da Vila dos Atletas. Confira abaixo as falhas cometidas – registradas em matéria pela ‘Veja Rio’ – por várias empresas que fizeram com que a entrega dos 3.600 apartamentos divididos em 31 torres às delegações estrangeiras se transformasse em motivo de vergonha internacional para os cariocas.

1) A Vila dos Atletas começou a ser erguida em 2013 e sempre esteve entre as obras mais adiantadas dos jogos. Para realizar a construção, foi fundada a empresa Ilha Pura Empreendimentos Imobiliários, em que 50% das ações pertencem à incorporadora carioca Carvalho Hosken, a dona do terreno de 820 000 metros quadrados onde foi construído o complexo, e 50% ao braço imobiliário da Odebrecht, a Odebrecht Realizações (OR). O acordo previa ainda que a prefeitura arcaria com toda as obras do entorno, como acesso e urbanização. Do valor estimado em 3 bilhões de reais para as obras, 2,3 bilhões de reais vieram de um financiamento da Caixa Econômica Federal, que hoje detém as hipotecas dos apartamentos.

2) Mesmo com as obras em ritmo acelerado, as divergências entre as partes envolvidas no processo não tardaram a aparecer. No início de 2014, o comitê organizador da Rio 2016 começou a questionar o pagamento dos aluguéis dos apartamentos à Ilha Pura durante os meses de retirada dos móveis, quando os jogos acabassem, previsto para durar entre setembro de 2016 e junho de 2017. Pelo acordo inicial, a proposta era que a Rio 2016 pagasse pelo aluguel – na verdade repasses para quitação das parcelas do financiamento da Ilha Pura com a Caixa – até a entrega das chaves de volta à incorporadora. Depois de muita discussão e meses de impasse fechou-se um acordo em torno do assunto em maio de 2014, quando a presidente Dilma Rousseff ameaçou bloquear o repasse do banco estatal.

3) Com um estande de vendas pirotécnico, que custou mais de um milhão de reais, as metas da Ilha Pura Empreendimentos eram ambiciosas: colocar no mercado e vender pelo menos 600 unidades na etapa de lançamento. A operação, realizada no segundo semestre de 2014, foi um desastre. Surpreendida pelo início da crise no mercado imobiliário, a empresa só encontrou compradores para 200 unidades do complexo, propagandeado com uma obra de altíssimo padrão e preços entre 700 000 e 4,2 milhões de reais.

4) Com o impacto da crise e da baixa captação de patrocínios, o comitê organizador dos jogos pediu o adiamento da entrega para economizar nos aluguéis dos apartamentos. O contrato previa a entrega em janeiro de 2016, prazo que foi posteriormente adiado para março e finalmente maio. Como o volume de apartamentos era muito grande, a entrega foi feita mediante laudos fotográficos e não vistorias presenciais, uma a uma, de todas as unidades, como acontece no mercado imobiliário. É nessa fase que os proprietários encontram problemas e reivindicam as soluções junto à construtora. O fato de as conexões com a rede de água ainda estarem em regime provisório e com a ligação elétrica desligada também dificultou a vistoria. As conexões de gás e a instalação de aquecedores ficaria a cargo de uma das fornecedoras dos jogos, a empresa Komeco, o que também dificultou a avaliação no momento da entrega. A Rio 2016 chegou a reclamar da situação precária de parte apartamentos posteriormente, mas a incorporadora considerou a entrega concluída e se recusou a fazer reparos.

5) A conexão completa de todas as torres com a rede água só foi concluída no início de julho e a vazão total só foi atingida há uma semana. O fornecimento de energia também atrasou. Ambas as empresas responsáveis pela operação, a Cedae, pertencente ao governo do Estado, e a Light, enfrentam problemas financeiros. A primeira foi incluída em um plano de privatização e a segunda, privada, está a procura de novos donos.

6) A entrega e instalação de móveis ficou a cargo dos Correios. Sem fiscalização adequada por parte dos responsáveis pela Vila, a operação ocorreu de forma errática, com áreas bem-sucedidas e outras nem tanto. Como resultado, caixas de papelão, restos de plástico e embalagens foram abandonados nos apartamentos. Marcas de pés enlameados no chão de cerâmica clara eram rotina por todos os prédios. Roupas de cama e toalhas de banho, bem como artigos de cozinha, foram colocados em lugares que ainda estavam sujos com resíduos da fase de construção.

7) Itens fáceis de remover e carregar dos apartamentos, como torneiras, chuveiros, lâmpadas e até espelhos de banheiro foram furtados. Às vésperas da entrega, o administrador do complexo contratou 400 pessoas para a tarefa gigantesca de arrumar 3600 apartamentos e a área comum dos prédios. Um contingente, obviamente, insuficiente.

8) Uma vez constatado que não haveria mais tempo para corrigir tudo, começou uma operação de emergência. Alguns representantes de delegações, entre elas Estados Unidos e Inglaterra, contrataram funcionários para arrumar seus apartamentos. O fato de parte dos imóveis estar em boa situação e outros em estado precário dificultou a administração da crise. A prefeitura mandou equipes da Comlurb ao local recolher as embalagens e restos da mudança que ficaram pela Vila, com a condição de que seus funcionários não entrassem nos prédios. A organização convoca equipes para trazer todo o entulho para o térreo de cada uma das torres de 17 andares. Muita coisa fica para trás no processo.

9) A Austrália, insatisfeita com a condição de seus apartamentos, joga pesado e torna-se a primeira delegação a protestar formalmente contra a confusão, apesar de, nessa altura, as críticas já serem comuns na Vila.

10) O prefeito Eduardo Paes faz uma brincadeira imprópria e caso vira crise ao dizer que colocaria um canguru na porta do prédio para agradar aos australianos. Mais de 600 homens são convocados pelas construtoras Odebrecht e Carvalho Hosken para fazer uma força tarefa e entregar o complexo pronto em dois dias. O estrago, entretanto, já estava feito.

Fonte: Veja Rio