quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Pais marcam protesto contra uso de saia por alunos em colégio do RJ

Para uma das mães, o problema não é a saia e sim a inclusão da ideologia de gênero

Pais marcam protesto contra uso de saia por alunos

Pais de alunos do colégio federal Pedro II, no Rio de Janeiro, farão neste sábado (1º) uma manifestação contra a decisão da reitoria que acaba com a distinção de uniformes entre alunas e alunos.

Para Luciana Duarte, 36 anos, mãe de um aluno de 14 anos e integrante do movimento Mães pela Escola Sem Partido, o problema não é a saia, mas sim a ideologia de gênero pregada com essa decisão.

“O problema não é a saia. É a ideologia de gênero que está sendo enfiada goela abaixo dos alunos e dos país sem que tenha havido discussão sobre isso”, disse ela ao jornal O Estado de São Paulo.

Os pais dos alunos se comunicam através de um aplicativo de celular e criticam a postura da escola que tende para o lado dos movimentos sociais que defendem o feminismo e o movimento LGBT.

Aline Freitas, 41 anos, mãe de um aluno de 8, pretende tirar o filho da escola por conta dos debates promovidos que não são condizentes com a idade da criança.

“Para mim está sendo um pesadelo. Meu filho participou de um debate sobre o machismo e sobre estupro, quando houve aquele caso do estupro coletivo. Uma criança de 8 anos não é machista. Não quero que fiquem inserindo essas coisas na cabeça dele”, disse ela.

A mesma mãe também critica a adoção do nome social por alunos transexuais sem a autorização dos pais. “É uma afronta um adolescente poder mudar o nome na secretaria. É tirar a autoridade do pai e da mãe”, disse ela.
Colégio diz que a medida tem como objetivo a inclusão

O chefe de Supervisão e Orientação Pedagógica do colégio, Carlos Alexandre Duarte, defende o posicionamento da reitoria dizendo que a instituição não está negando a diferença entre homens e mulheres.

“O fim da distinção de gênero na especificação do uniforme não significa que o colégio esteja incentivando estudantes do sexo masculino a virem de saia”, afirma.

De acordo com Duarte, a decisão “é fruto de uma discussão ampla que ocorreu na comunidade escolar ao longo de mais de dois anos e que teve a participação dos estudantes”.

E se refere a um “saiato” promovido por alguns alunos em defesa a um menino que foi impedido de entrar na escola por vestir uma saia em 2014.

“O Pedro II não está negando as diferenças entre homens e mulheres. Na verdade, a medida visa à inclusão de uma parcela de nossos estudantes que são transgêneros”.

Juiz determina que ponte no DF seja mantida Costa e Silva até nova lei


Foto de Bento Viana

Atualização terça, 27.9, 14h32 – O juiz Carlos Frederico de Medeiros, da Vara de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Brasília, deu sentença pela volta do nome do presidente Costa e Silva numa ponte da capital. Mas a situação continuasub judice.

O juiz determinou a nulidade da aprovação da lei aprovada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, e sentenciou que a instituição de direito terá de escolher novo nome, que não seja a do ex-presidente – e neste contexto por ora Costa e Silva continua o nome da pote.

A ponte teve o nome alterado em homenagem ao militante de esquerda Honestino Guimarães.

Na ação, impetrada por grupo de advogados, os requerentes reclamam que não houve consulta popular, o que fere a Lei 4052 e Artigo 362 da Lei Orgânica do DF.

Na sentença, o juiz determina que as placas sejam mantidas com o nome de Honestino, por questão de economia, diante do cenário do caixa do GDF.

http://colunaesplanada.blogosfera.uol.com.br/2016/09/27/juiz-determina-que-ponte-no-df-seja-mantida-com-nome-de-costa-e-silva/

Lava Jato analisa movimento de R$ 52 milhões de empresa de palestras de Lula

A Operação Lava Jato está investigando os valores movimentados pela LILS Palestras, Eventos e Publicações, empresa de palestras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo procuradores da operação, a empresa “distribuiu a Lula, a título de lucro, R$ 7.589.936,14, ou seja, 36% do total auferido pela entidade no período (destacando-se que a maior retirada, de R$ 5.670.270,72 aconteceu em 2014, ano da deflagração da fase ostensiva da ‘Operação Lava Jato’)”.

De acordo com o blog do Fausto Macedo, no jornal O Estado de S. Paulo, a LILS movimentou entre 2011 e 2015 um total de R$ 52,3 milhões. Foram R$ 27 milhões recebidos, sendo R$ 9,9 milhões de seis empreiteiras acusadas de cartel e corrupção na Petrobrás, o que levantou suspeita dos procuradores da operação.

Além da empresa de palestra, estão sob investigação as doações e contribuições feitas para o Instituto Lula.

Uma nova denúncia criminal contra o ex-presidente deve ser aberta ainda esse ano.

Fonte: Notícias ao Minuto

Para Polícia Federal, Guido Mantega pode tentar fugir do país

A Polícia Federal diz ter identificado risco de o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega fugir do Brasil entre setembro e outubro deste ano. O petista chegou a ser preso na 34ª fase da Operação Lava Jato, na semana passada, segundo a edição desta quinta-feira (29) do jornal ‘Folha de S. Paulo’.

Segundo investigadores, o ex-ministro estava com passagem comprada para o dia seguinte para Paris com embarque marcado para o dia seguinte ao da prisão

Segundo matéria do site ‘Veja’, nascido na Itália, Mantega tem dupla cidadania. Investigadores relataram que Mantega e a mulher, Eliane Berger, estavam com passagens compradas para Paris com embarque marcado para o dia seguinte ao da detenção, ocorrida na última quinta-feira.

De acordo com a PF, após ser alvo de prisão temporária, revogada horas mais tarde pelo juiz Sergio Moro, Mantega remarcou a viagem para 8 de outubro com retorno previsto para o dia 15 do mesmo mês. O advogado do ex-ministro, José Roberto Batochio, negou que Mantega tivesse uma reserva para o dia seguinte à operação, mas confirmou que o ex-ministro e a mulher planejavam viajar para Paris no dia 8 de outubro.

Batochio afirma que o petista não planejou fugir do país. “Isso é uma sórdida invencionice”, afirmou. Entretanto, considerando haver risco de fuga, a PF segue monitorando o petista após sua soltura. No início desta semana, a polícia identificou que o ex-ministro petista cancelou a reserva para outubro.

De acordo com investigadores, o bilhete comprado garantia ao passageiro a possibilidade de embarcar em qualquer voo em que houvesse vaga – outro ponto rechaçado pela defesa do petista. Diante do possível plano de Mantega para sair do Brasil, a PF sugeriu informalmente ao juiz Sergio Moro que apreendesse o passaporte do ex-ministro.

Até a tarde desta terça, porém, não havia medidas cautelares que impeçam o ex-ministro de viajar para o exterior.

Fonte: Veja

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Lula e Marisa recebem citação da Justiça sobre denúncia na Lava Jato

O ex-presidente Lula e sua mulher, Marisa Letícia, foram intimados pela primeira vez após a denúncia do Ministério Público Federal que acusou o ex-presidente de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Após não encontrar Lula e Marisa em sua residência em duas ocasiões, a oficial de Justiça citou e intimou ambos no último sábado após ler os termos do mandado para o casal. A certidão, com as assinaturas do ex-presidente e de Marisa Letícia, foi anexado hoje ao processo. A informação é da ‘Agência Brasil’.

A citação demorou quatro dias a ser feita devido ao desencontro entre a oficial de justiça e o ex-presidente. Na última quarta-feira, o casal não estava no local. A oficial de justiça voltou à residência do ex-presidente na sexta-feira e entregou um bilhete ao porteiro do prédio informando que retornaria no dia seguinte. No sábado, então, encontrou Lula e Marisa Letícia no prédio. Outro acusado pelo Ministério Público Federal, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, também foi citado e intimado por meio de sua vizinha.

Em outros casos da Lava Jato, o juiz Sérgio Moro teve dificuldade em intimar alguns dos réus, como Claudia Cruz, mulher do deputado cassado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

A citação e intimação tem como objetivo avisar o réu do recebimento da denúncia e em relação ao prazo de 10 dias para que seus advogados apresentem uma resposta à acusação.

Arquivo X

Eike Batista, cujo depoimento foi uma das bases para a 34ª fase da Operação Lava Jato, que teve como alvo o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, pediu para fazer parte do processo que investiga Mantega e mais 15 como interessado. Eike lembrou que compareceu espontaneamente na Procuradoria da República no Paraná para prestar depoimentos, que vieram a fazer parte da acusação do Ministério Público Federal.

Fonte: Agência O Globo

Para as mãos de Moro: Gleisi e marido viram réus na Lava Jato

Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu nesta terça-feira (27) denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Com a decisão do colegiado, os dois passam à condição de réus nas investigações da Operação Lava Jato. A informação é da ‘Agência Brasil’.

Em maio, o casal foi denunciado ao Supremo sob a acusação de ter recebido R$ 1 milhão para a campanha da senadora em 2010. De acordo com depoimentos de delatores na Lava Jato, o valor é oriundo de recursos desviados de contratos da Petrobras. Ambos foram citados nas delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Os ministros seguiram o voto do relator, ministro Teori Zavascki. Para o ministro, a denúncia descreveu a conduta individual dos acusados e indicou que Paulo Bernardo solicitou o pagamento ao ex-diretor, que determinou a Youssef a entrega dos recursos, por meio de uma pessoa interposta.

Ao contrário do que sustentou as defesas, Zavascki afirmou que não houve contradições nos depoimentos dos delatores.

“Em declarações prestadas nos autos de colaboração premiada, Alberto Youssef não só confirmou a realização da entrega de valores, detalhando a maneira como procederam os pagamentos, reconhecendo, ainda, mediante fotografia, a pessoa do denunciado Ernesto Rodrigues, como responsável por receber a quantia da denunciada Gleisi Hoffmann”, afirmou o ministro.

O entendimento do relator foi acompanhado pelos ministros Celso de Mello, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

Pela acusação, o subprocurador da República Paulo Gonet, representante da Procuradoria-Geral da República (PGR), disse que os denunciados tinham plena ciência do esquema criminoso na Petrobras e da “origem espúria” dos valores recebidos por meio de Ernesto Kugler Rodrigues, empresário ligado ao casal, que teria intermediado o repasse de Paulo Roberto Costa. Rodrigues também foi denunciado.

“Paulo Roberto Costa esperava, com esse repasse de quantias obtidas criminosamente, colher o apoio do casal denunciado para permanecer nas suas funções de diretor da Petrobras.”, disse Gonet.

Outro lado

No julgamento, o advogado da senadora, Rodrigo Mudrovitsch, disse que as afirmações de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef foram desmentidas ao longo das investigações da Operação Lava Jato. Para a defesa, a acusação contra o casal foi baseada somente em supostas iniciais de Paulo Bernardo, encontradas em uma agenda de Costa, durante as investigações.

“Nós temos dois colaboradores premiados, ambos beneficiados e premiados por sua colaboração, que apontam dois trilhos de investigação completamente díspares e desconexos entre si. O que há aqui até agora, é simplesmente uma anotação unilateral PB 1,0.”, disse Mudrovitsch.

A advogada de Paulo Bernardo, Verônica Stermann, afirmou que o ex-ministro não tinha responsabilidade sobre a manutenção de diretores na Petrobras. Além disso, segundo a defesa, Youssef e Costa confirmaram que não receberam pedidos de repasse de propina de Paulo Bernardo.

A defesa de Ernesto Kugler Rodrigues defendeu a rejeição da denúncia por entender que não há descrição sobre a participação dele nos crimes de lavagem de dinheiro e de corrupção, que teriam ocorrido pela suposta intermediação do recebimento de R$ 1 milhão.


Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Ronald Reagan: um exemplo cristão contra o comunismo



Jesus disse: “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam.” (Mateus 5:44 RC)
Reagan e líder soviético Gorbachev

O presidente americano Ronald Reagan proclamou 1983 como Ano da Bíblia. Mas a Bíblia tinha não só uma presença teórica na sua vida e presidência.
Ele combateu o aborto, um dos principais flagelos espirituais e morais na sociedade americana.
E ele combateu o comunismo — sem alimentar ódio em si mesmo e em seus inimigos. Nas batalhas furiosas com a União Soviética, que espalhava guerra, ódio e terror no mundo inteiro, Reagan queria se sentar e conversar à mesa com esses ditadores.
Um ativista anticomunista furioso jamais quereria conversar com os líderes vermelhos. Ele retribuiria ódio com ódio, como Hitler fazia. Mas Reagan realmente se sentou com eles. Aliás, ele levou Mikhail Gorbachev, o líder soviético, para seu rancho, para sentir sua vida de família e sua recepção calorosa.
Reagan trabalhou para extinguir o ódio soviético com consideração conservadora cristã.
Margaret Thatcher disse: “Reagan venceu a Guerra Fria sem dar um tiro.” O tiro dele foi seu rancho!
Reagan era firme e forte contra os comunistas soviéticos e suas ações. Mas ele estava sempre aberto para conversar, até mesmo em seu espaço não-político: seu rancho.
Uau! Geralmente, as pessoas levam para seus ranchos só seus amigos.


Reagan e líder soviético Gorbachev

Reagan levou Gorbachev para seu rancho porque ele queria cultivar amizade, não ódio. A União Soviética sabia cultivar ódio. Reagan sabia cultivar amizade.
Bem diferente do governo de Barack Hussein Obama, um nome inspirado numa ideologia religiosa de ódio. Obama, como marxista, não tem feito nenhum esforço para se sentar com o presidente russo Vladimir Putin, para conversar com ele e tê-lo como amigo em seu rancho. Seu governo tem cultivado ódio numa época em que a Rússia não é a União Soviética.
Se Reagan tivesse estado na presidência dos EUA nos últimos oito anos, tenho certeza de que Putin já teria desfrutado de seu rancho várias vezes a essa altura. Se foi “fácil” Reagan conversar com lideres soviéticos, seria mais fácil com Putin.
O movimento conservador precisa de mais Reagans, homens fortes e resolutos contra a ideologia marxista, mas sempre dispostos a cultivar amizade, não ódio.
Sem a Bíblia, é impossível fazer isso. Reagan fez porque a Bíblia era importante para ele.

Versão em inglês deste artigo: Ronald Reagan: A Christian Example against Communism

Prisão de Palocci coloca Lava Jato cada vez mais perto de Lula

A prisão de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e ex-chefe da Casa Civil, representa mais uma baixa na longa lista de petistas que chegaram ao poder com Luiz Inácio Lula da Silva em 2003 e que caíram por acusações de corrupção no mensalão, na Lava Jato ou em ambos (veja o infográfico abaixo). Palocci é o 12º nome dessa lista, que inclui outros três ex-ministros — como José Dirceu, um ex-presidente da Câmara, um ex-líder do governo no Senado, um ex-presidente e um ex-vice do PT, três ex-tesoureiros da legenda e um ex-secretário-geral do partido. A informação é do ‘Correio Braziliense’.
A narrativa construída pelos procuradores da Lava-Jato e pelo juiz Sérgio Moro, na opinião unânime dos petistas, leva direto ao ex-presidente

A narrativa construída pelos procuradores da Lava Jato e pelo juiz Sérgio Moro, na opinião unânime dos petistas, leva direto ao ex-presidente Lula, que passa a ser o principal alvo a ser buscado, embora não se saiba em quanto tempo essa situação vá ocorrer. A 35ª fase da Lava Jato levou para a prisão temporária em Curitiba o homem que, ao lado de Dirceu, permitiu que o ex-torneiro mecânico chegasse ao Planalto.

Dirceu foi o responsável por abrir a cabeça do partido para compor alianças menos ortodoxas e aceitar, por exemplo, um empresário (José Alencar) como vice de Lula em 2002. E foi Palocci quem idealizou a Carta ao Povo Brasileiro, que amansou o PIB e provou que o PT, caso chegasse ao poder, não descumpriria contratos ou promoveria o calote na dívida externa.

Curiosamente, Palocci, ex-prefeito de Ribeirão Preto, até então, sequer fazia parte da cúpula petista. Herdou a vaga de coordenador do programa de governo após o assassinato do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, em janeiro de 2002. Foi o responsável por conduzir o ajuste fiscal do primeiro mandato, ao lado do então presidente do Banco Central, Henrique Meirelles — hoje ministro da Fazenda do governo de Michel Temer.

Confira o infográfico abaixo















STF julga denúncia contra a senadora Gleisi Hoffmann e o seu marido

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar nesta terça-feira (27), no período da tarde, a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo.

Em maio, Gleisi e Paulo Bernardo foram denunciados ao Supremo sob a acusação de ter recebido R$ 1 milhão para a campanha da senadora em 2010

Em maio, Gleisi e Paulo Bernardo foram denunciados ao Supremo sob a acusação de ter recebido R$ 1 milhão para a campanha da senadora em 2010. De acordo com depoimentos de delatores na Operação Lava Jato, o valor é oriundo de recursos desviados de contratos da Petrobras. Ambos foram citados nas delações do doleiro Alberto Youssef.

Em documento encaminhado ao Supremo, a defesa do casal diz que as acusações são “meras conjecturas feitas às pressas” em função de acordos de delação premiada. “A requerida [senadora] jamais praticou qualquer ato que pudesse ser caracterizado como ato ilícito, especialmente no bojo do pleito eleitoral ao Senado Federal no ano de 2010, na medida em que todas as suas contas de campanha foram declaradas e integralmente aprovadas pela Justiça Eleitoral.”

O relator da denúncia é o ministro Teori Zavascki. O colegiado também é formado pelos ministros Celso de Mello, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

Fonte: Correio Braziliense

‘Eu estava falando a verdade’, diz caseiro que denunciou Palocci em 2006

Francenildo Santos Costa ouvia rádio na manhã desta segunda-feira (26) quando soube que o ex-ministro ‘havia sido preso na 35ª fase da Operação Lava Jato. “Quando eu vi a notícia veio tudo na minha cabeça”, diz Francenildo, que afirmou ter voltado à sua mente a turbulência que viveu em 2006. A informação é do site ‘Época’.

Francenildo Costa o caseiro que denunciou Palocci de gerenciar uma mansão em Brasília destinada a fazer lobby diz que a operação da PF deixou o ex-ministro da Fazenda “enroscado até o pescoço”

O ex-caseiro ficou conhecido por ter revelado que Palocci, quando ocupava o Ministério da Fazenda, usava uma mansão em Brasília para dar festas e negociar propinas. O caso resultou na demissão de Palocci do cargo pelo ex-presidente Lula. Além disso, Francenildo teve seu sigilo bancário quebrado. O ex-caseiro chegou a ser acusado de ter recebido R$ 38 mil para depor contra Palocci, mas depois provou que havia recebido R$ 24.990,00 de seu pai biológico para evitar um processo de paternidade.

Francenildo disse à reportagem de ‘Época’ que por ele “tanto faz” que Palocci esteja preso ou solto. “Eu não senti nada.” Mas depois admitiu ter se sentido “aliviado” com as revelações feitas sobre o ex-ministro, acusado de participar de desvio de recursos públicos: “Isso mostra que eu estava falando a verdade”. Para ele, as informações apresentadas pela força-tarefa da Lava Jato indicam que Palocci está “enroscado até o pescoço”. Segundo ele, a notícia da prisão do “chefe”, como se referia ao ex-ministro, não foi surpresa. “Eu já estava esperando que isso ia acontecer. É aquela coisa de que a hora vai chegar”, diz.

Em meio ao escândalo do mensalão, Francenildo contou o que viu na mansão em que trabalhava no Lago Sul, região nobre de Brasília. Em 2006, ele concedeu entrevista ao jornal ‘O Estado de S. Paulo’ e depois confirmou em depoimento à CPI dos Bingos que Palocci usava a casa para dar festas e fazer reuniões de lobby, na qual usava seu cargo e prestígio para obter vantagens.

Francenildo hoje se dedica a atividades como pintura de casas e serviços de jardinagem. “Eu faço de tudo, menos roubar”, se defende. Ele aguarda a resolução do processo que move contra a Caixa Econômica Federal pedindo indenização por ter seu sigilo bancário quebrado e suas informações publicadas. “O processo está no mesmo, a indenização não sai”, diz, dez anos depois do escândalo no qual ficou conhecido.

Fonte: Época

Operação Lava Jato deve ficar uma semana sem prender; entenda

A partir desta terça-feira (27), eleitores não podem ser presos ou detidos, salvo em flagrante ou para cumprimento de sentença criminal. A regra está prevista no Código Eleitoral, que entrou em vigor em 1965 e serve para garantir a liberdade do voto.

Eleitores não podem ser presos a partir desta terça-feira (27), salvo em casos de flagrante ou para cumprimento de sentença criminal

No próximo domingo (2), mais de 144 milhões de eleitores vão às urnas para eleger vereadores e prefeitos. A regra vale até 48 horas após o encerramento do pleito.

Na prática, mandados de prisão não devem ser cumpridos pela Polícia Federal, principalmente na Operação Lava Jato, até a semana que vem, para evitar nulidades nos processos criminais. A regra foi inserida na legislação eleitoral em 1932, com o objetivo de anular a influência dos coronéis da época, que tentavam intimidar o eleitorado. Atualmente, juristas questionam a impossibilidade das prisões, mas a questão nunca foi levada ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A proibição está no Artigo 236, do Código Eleitoral, e o texto diz: “Nenhuma autoridade poderá, desde 5 (cinco) dias antes e até 48 (quarenta e oito) horas depois do encerramento da eleição, prender ou deter qualquer eleitor, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto”.

Fonte: Época Negócios

Supremo passa à Lava Jato provas contra 10 parlamentares

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o compartilhamento com a força-tarefa da Operação Lava Jato – equipe de procuradores que investiga, na primeira instância, o esquema de corrupção na Petrobras – de provas relacionadas às investigações de dez deputados e senadores.

A autorização partiu do ministro Teori Zavascki. Procuradores da Lava Jato vão avaliar se movem ações de improbidade. Objetivo dessas ações seria ressarcimento de cofres públicos por prejuízos

O pedido, feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, visa a abertura de ações de improbidade administrativa – cujo objetivo é obter o ressarcimento aos cofres públicos e cobrar multa por prejuízos causados à estatal.

O compartilhamento só é possível porque o chamado foro privilegiado dos parlamentares (direito de ser julgado somente no STF) se restringe às ações penais e não inclui ações cíveis, como as de improbidade.

As provas a serem enviadas ao Paraná estão dentro de denúncias já apresentadas ao STF contra os senadores Fernando Collor de Mello (PTC-AL), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Benedito de Lira (PP-AL) e os deputados federais Luiz Fernando Faria (PP-MG), José Otávio Germano (PP-RS), Roberto Britto (PP-BA), Nelson Meurer (PP-PR), Aníbal Gomes (PMDB-CE), Athur Lira (PP-AL) e Vander Loubet (PT-MS).

Os procuradores da força-tarefa ainda deverão avaliar se cabe a abertura das ações de improbidade.

“O material probatório produzido é extremamente relevante, pertinente e necessário para possibilitar a instauração de apuração na esfera de responsabilização por ato de improbidade administrativa ao fim do enquadramento das condutas de agentes públicos e terceiros envolvidos, notadamente porque complementam e auxiliam na compreensão do complexo esquema de desvio de verbas públicas em detrimento da Petrobras”, diz documento assinado pelo procurador Deltan Dallagnol.

A autorização do ministro Teori Zavascki foi assinada no último dia 25 de agosto.

“É possível verificar, pelas razões apresentadas, aparente correlação entre os elementos probatórios colhidos nos mencionados procedimentos com os fatos objeto dos inquéritos civis, instaurados para apurar a prática de atos de improbidade administrativa no âmbito da Petrobras e da BR Distribuidora”, escreveu o ministro.

Fonte: Notícias

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Os católicos idiotas úteis de George Soros

Uma série de documentos notáveis foram vazados pela Wikileaks recentemente. A “sociedade aberta” de George Soros (Open Society Policy Center), ao que parece, fez doações de 650 mil dólares a duas organizações religiosas ou “baseadas na fé”. Inicialmente, isso pode se assemelhar a uma conversão religiosa de Soros. Mas não é. Indo mais fundo, essa motivação filatrópica possui um motivo bem mais banal: a política.

No entanto, havia uma dimensão bastante interessante para as doações a esses dois grupos – “PICO” e “Fé na Vida Pública” (Faith in public life, FPL) - que, além de serem “baseadas na fé", gerenciam redes de ativistas “grass roots” (grass roots em inglês significa “pessoas separadas da elite” ou “gente comum”). Soros estava contribuindo para recrutar 10 mil voluntários, enquanto treinava outros 3.500 para uma mobilização, a fim de influenciar a Igreja Católica em 2015 durante a visita do Papa Francisco aos Estados Unidos.

Num primeiro momento, as doações parecem benignas. Como presidente de um grupo não-partidário, eu entendo que é preciso dinheiro para disseminar as ideias de uma organização às pessoas religosas. O que é desconcertante, no entanto, é a intenção política (muito óbvia pelos documentos) para manipular os líderes da Igreja Católica. Tem-se a impressão de que Soros e seus companheiros de viagem enxergam as lideranças das comunidades religiosas em geral e, principalmente da Igreja Católica, como meros idiotas úteis a serem manipulados para promoção de suas agendas políticas e secularistas.

Apesar disso, os “justiceiros sociais” dessas duas organizações beneficiadas por Soros (PICO e FPL) aparentemente não possuem nenhum escrúpulo moral sobre o recebimento de dinheiro de fontes que, a julgar por várias “empresas” de caridade de George Soros, veem a Igreja Católica e outros grupos religiosos tradicionais como uma grande parte dos problema sociais que procuram erradicar. De acordo com os documentos vazados, uma parte das doações monetárias de Soros foi gasta promovendo John Gehring, um ex-assistente de diretor de mídia, na Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, como comentarista dos meios de comunicação nacionais de mídia.

Gehring entrou em conflito com os bispos católicos em 2012 após a emissão de uma nota que fornecia aos jornalistas perguntas antagônicas para confrontarem os bispos sobre a Quinzena da Liberdade religiosa daquele ano. Ele também encorajou os jornalistas a desafiarem qualquer alegação de que a Primeira Emenda de garantias de liberdade religiosa estava sob ataque.

A visita do Papa Francisco aos Estados Unidos, em 2015, seguiu o lançamento, no início do ano, de sua encíclica “Laudato Si”. Ambas definiram não apenas o cenário da Conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, em Paris, mas um amplo debate religioso e político sobre essas questões, precisamente o que o Santo Padre pretendia. Os documentos vazados revelam, entretanto, que o FPL e a PICO tinham muito mais que um debate como seu objetivo.

Eles queriam, por exemplo, “arregimentar bispos para mais expressar publicamente mensagens de justiça econômica e racial, a fim de criar uma massa crítica de bispos que estejam alinhados com o Papa”. Eles também relatam que “os grupos locais de PICO estão capitalizando a dinâmica da visita do Papa, como planejado, para pressionar por uma série de reformas políticas estaduais e locais, inclusive em Minnesota, um estado com população católica significativa nas regiões suburbanas e rurais, onde dezenove paróquias e, distritos-chave legislativos estão prontas a apoiar campanhas legislativas para obter carteiras de motorista para imigrantes, regular empréstimos individuais, e aumentar, em todo o estado, licenças familiares pagas. Os 650 mil dólares também ajudaram a lançar as sementes para os esforços de PICO e FPL para “mudar as prioridades da Igreja Católica nos Estados Unidos para se concentrar em questões de injustiça e opressão".

Outros detalhes dos múltiplos vazamentos de minutas de reuniões da Open Society revelam o trabalho de uma rede política “progressista” que se estende para além da PICO e da FPL nos corredores do próprio Vaticano. 

“A fim de aproveitar este momento, vamos apoiar as atividades organizadas pela PICO para envolver o Papa em questões de justiça econômica e racial, usando inclusive a influência do Cardeal Oscar Rodriguez Maradiaga, assessor do Papa, e enviar uma delegação para visitar o Vaticano na primavera ou no verão, para permitir a ele ouvir diretamente os católicos de baixa renda da América”.

As minutas continuam: “ao aproveitar a visita papal para mostrar a crítica ao que o Papa chama de “uma economia de exclusão e desigualdade” e sua rejeição às teorias de redistribuição, PICO e FPL vão trabalhar para construir uma ponte visando maior conversa sobre as preocupações econômicas básicas e mudar paradigmas e prioridades nacionais na preparação para a campanha presidencial de 2016”. Tendo em conta os esforços evidentes contra alguns grupos de ativistas de base religiosa, que essencialmente parecem perto de influenciar a atual campanha presidencial e até mesmo levantar dinheiro usando a imagem do Papa Francisco, eu acredito que o investimento do sr. Soros foi bem sucedido.

Isso não é educação. Isso é manipulação política, a fim de colocar a Igreja Católica na agenda política do sr. Soros; um esforço cínico, bem financiado, para explorar os fiéis e atingir fins morais e políticos duvidosos.

O Sr. Soros deveria ser condenado por usar seu dinheiro dessa forma, e as organizações baseadas na fé que o aceitaram deveriam ter vergonha.


Publicado no Washington Times.

O padre Robert A. Sirico é presidente do Acton Institute em Grand Rapids, Michigan.

Tradução: Dayane Mota e Milena Popovic

Editoras ocidentais se subjugam ao Islã

Quando o romance Os Versos Satânicos de Salman Rushdie foi publicado em 1989 pela Viking Penguin, a editora britânica e americana foi submetida a assédio diário perpetrado por islamistas. Conforme salienta Daniel Pipes, o escritório londrino mais parecia "um acampamento armado" com proteção policial, detectores de metal e acompanhantes para visitantes. Nos escritórios da Viking em Nova Iorque, cães farejavam pacotes e o lugar foi considerado "local sensível". Muitas livrarias foram atacadas e outras tantas ainda se recusavam a vender o livro. A Viking gastou cerca de US$3 milhões em medidas de segurança em 1989, o ano fatal para liberdade de expressão no Ocidente.

Não obstante, a Viking jamais se acovardou. Foi um verdadeiro milagre que o romance finalmente tenha sido publicado. Outras editoras, no entanto, hesitaram. Desde então, a situação só piorou. A maioria dos editores ocidentais agora hesitam. Esse é o significado do novo caso de Hamed Abdel-Samad.

Por criticar o Islã, Abdel-Samad vive sob proteção policial na Alemanha e, assim como Rushdie, paira sobre ele uma fatwa. Depois da fatwa vieram os insultos: ser censurado por uma editora livre.

A Irmandade Muçulmana deu a Abdel-Samad tudo o que um menino egípcio pudesse imaginar: espiritualidade, camaradagem, companheirismo, um propósito. Em Gizé, Hamed Samad se filiou à Irmandade. Seu pai havia lhe ensinado o Alcorão, a Irmandade explicou a ele como traduzir esses ensinamentos em ações concretas.

Abdel-Samad repudiou a Irmandade Muçulmana após ficar um dia no deserto. A Irmandade deu a todos os novos militantes uma laranja após uma caminhada de horas sob o sol escaldante. Eles foram orientados a descascá-la. Em seguida, a Irmandade solicitou a eles que enterrassem a fruta na areia e comessem a casca. No dia seguinte, Abdel-Samad deixou a organização. Aquilo era a humilhação necessária para transformar um ser humano em terrorista.

Abdel-Samad tem hoje 46 anos e reside em Munique, na Alemanha, onde se casou com uma dinamarquesa e trabalha no Instituto de História e Cultura Judaica na Universidade de Munique. Em seu vilarejo natal egípcio, seu primeiro livro causou alvoroço. Alguns muçulmanos queriam queimar o livro.

O último livro de Abdel-Samad, Der Islamische Faschismus: Eine Analyse, acaba de ser queimado em uma fogueira, não no Cairo pelos islamistas, mas na França por franceses metidos a santo.

O livro é um best-seller na Alemanha, onde foi publicado pela consagrada editora Droemer Knaur. A tradução para o idioma inglês foi publicada nos EUA pela editora Prometheus Books, com o título Islamic Fascism. Há dois anos, a editora francesa Piranha, adquiriu os direitos para traduzir o livro de Abdel-Samad "Fascismo Islâmico" para o idioma francês. A data do lançamento foi até postada na Amazon: 16 de setembro. Mas na última hora, a editora suspendeu o lançamento. Jean-Marc Loubet, chefe da editora, informou ao agente de Abdel-Samad que a publicação do livro no momento era algo impensável em França, não só por motivos de segurança, mas também porque isso daria mais força à "extrema-direita".

Por criticar o Islã, Abdel-Samad vive sob proteção policial na Alemanha e, assim como Rushdie, paira sobre ele uma fatwa. Depois da fatwa vieram os insultos: ser censurado por uma editora livre. Isto é o que os soviéticos faziam para destruir os escritores: destruíam seus livros.

O caso do Sr. Abdel-Samad não é novo. Numa época em que dezenas de escritores, jornalistas e estudiosos enfrentam ameaças dos islamistas, é imperdoável que editores ocidentais não só concordem em se ajoelhar, mas muitas vezes sejam os primeiros a capitular.

Na França, por criticar o Islã em uma coluna intitulada "recusamo-nos a mudar a civilização" escrita para o diário Le Monde, o famoso escritor Renaud Camus, perdeu a Fayard, editora de seus livros.

Antes dele, de uma hora para a outra, se tornar "malvisto" no establishment literário de Paris, Renaud Camus era amigo de Louis Aragon, o famoso poeta comunista e fundador do surrealismo e estava perto de entrar para "os imortais" da Academia Francesa. Roland Barthes, a estrela do Collège de France, escreveu o prefácio do romance mais famoso de Renaud Camus Tricks, o livro cult-classic da cultura gay.

Logo um tribunal de Paris condenou Camus por "islamofobia" (uma multa de 4.000 euros), referente a um discurso preferido por ele em 18 de dezembro de 2010, no qual ele falou sobre o "Grand Remplacement", a substituição do povo francês pelo cavalo de Troia do multiculturalismo. Foi naquela ocasião que Camus se tornou persona non grata na França.

A Joia De Medina, um romance da escritora americana Sherry Jones sobre a vida da terceira esposa de Maomé foi primeiro adquirido e em seguida descartado pela poderosa editora Random House, que já tinha pago um adiantamento e lançado uma ambiciosa campanha promocional. A nova editora de Sherry Jones,Gibson Square, foi então atacada com bombas incendiárias pelos islamistas em Londres.

Depois foi a vez da Yale University Press, que publicou o livro "The Cartoons That Shook the World" (As Caricaturas que Abalaram o Mundo) de Jytte Klausen, sobre a história das polêmicas "caricaturas de Maomé" que foram publicadas pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten em 2005 e a crise que se seguiu. Mas a Yale University Press publicou o livro sem as caricaturas e sem quaisquer imagens do profeta muçulmano Maomé que deveriam constar no livro.

"A capitulação da Yale University Press diante das ameaças, que sequer tinham sido feitas, é o mais recente e talvez o pior episódio na incessante capitulação em face do extremismo religioso -- particularmente o extremismo religioso muçulmano -- que se espalha em toda a nossa cultura", segundo observou o falecidoChristopher Hitchens. A Yale provavelmente também espera receber a mesma doação de US$20 milhões do Príncipe Al-Wwaleed bin Talal da Arábia Saudita que ele acaba de dedicar à Universidade George Washington e Harvard.

Na Alemanha, Gabriele Brinkmann, consagrada romancista, também de repente ficou sem editora. De acordo com a sua editora Droste, o romance Wem Ehre Geburt ("A Quem a Honra Dá a Luz") pode ser considerado "um insulto aos muçulmanos" e expor o editor à intimidação. Brinkmann foi solicitada a censurar algumas passagens, ela se recusou, perdendo assim a editora.

Esta mesma covardia e capitulação já permeia por todo o setor editorial. No ano passado, a feira mais prestigiada do livro da Itália em Turim escolheu (depois engavetou) a Arábia Saudita como sua convidada de honra, apesar de muitos escritores e blogueiros estarem encarcerados no reino islâmico. Raif Badawi foi condenado a uma pena de 1.000 chibatadas, 10 anos de prisão além de uma multa de $260.000.

Agora muitos editores ocidentais também estão "rejeitando obras de autores israelenses", de acordo com a Time.com, independentemente de suas posturas políticas.

Foi depois da publicação de Os Versos Satânicos de Salman Rushdie que muitas editoras ocidentais começaram a se curvar diante da intimidação. Christian Bourgois, uma editora francesa, se recusou a publicarOs Versos Satânicos após ter adquirido os direitos de publicá-lo, assim como o fez a editora alemãKiepenheuer, que afirmou estar arrependida por ter adquirido os direitos do livro e decidiu vendê-los a um consórcio de cinquenta editoras da Alemanha, Áustria e Suíça, associadas sob o nome de "UN-Charta Artikel 19."

Não são só os editores de Rushdie que capitularam, outras editoras também decidiram cortar os laços e voltar a fazer negócios com Teerã. A Oxford University Press decidiu participar da Feira do Livro em Teerã, juntamente com dois editores americanos, McGraw-Hill e John Wiley, apesar do pedido do editor de Rushdie, a Viking Penguin, para que boicotassem o evento iraniano. Esses editores optaram por responder à censura assassina com a rendição, dispostos a sacrificarem a liberdade de expressão no altar de negócios, como se não tivesse acontecido nada: vender livros era mais importante do que a solidariedade com os colegas ameaçados.

É como se na época da queima de livros pelos nazistas, as editoras ocidentais não só tivessem ficado em silêncio, como também convidado uma delegação alemã a ir a Paris e Nova Iorque. É tão inimaginável hoje?


Giulio Meotti, editor cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.

Publicado no site do Gatestone Institute.

Tradução: Joseph Skilnik

Vergonha do PT: os escândalos desde a Lula até o terremoto com a Lava Jato


Um vídeo com Waldomiro Diniz, então assessor da Presidência para assuntos parlamentares, deu início, em fevereiro de 2004, à série de escândalos envolvendo o Partido dos Trabalhadores (PT) após Luiz Inácio Lula da Silva assumir a Presidência da República, no ano anterior. Waldomiro foi afastado do cargo depois da divulgação de imagens em que aparece cobrando propina para arrecadar dinheiro para a campanha eleitoral do partido, em 2002, quando era presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj). No decorrer do processo, descobriu-se que ele também era ligado ao bicheiro Carlinhos Cachoeira, empresário preso por acusações de envolvimento no crime organizado e corrupção. A informação faz parte do Acervo do ‘O Globo’.

Ex-assessor da Presidência, Waldomiro Diniz, foi afastado do cargo após divulgação de imagens em que aparece cobrando propina para o PT. Ele também era próximo do bicheiro Carlinhos Cachoeira

Pouco mais de um ano depois, em 15 de junho de 2005, o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), da base aliada do governo, detalhou, no Conselho de Ética da Câmara, em depoimento transmitido ao vivo pela TV, o esquema de corrupção que consistia na compra de votos comandado pelo governo do PT, o mensalão. Ele acusou, entre outros altos dirigentes petistas, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. Deputados eram periodicamente pagos com dinheiro público, desviado com a ajuda do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e do operador, o publicitário Marcos Valério.

Dirceu foi demitido da Casa Civil em 21 de junho, mas continuou sua vida pública como deputado federal (PT-SP). No entanto, em 30 de novembro, a Câmara dos Deputados cassou o seu mandato por quebra de decoro, com 293 votos a favor e 193 contra.

Em meados de setembro de 2006, um novo escândalo iria abalar o PT: a Polícia Federal prendeu dois integrantes do partido (chamados posteriormente, de “aloprados” por Lula) com R$ 1,7 milhão, que tentavam negociar um falso dossiê que ligava José Serra e Geraldo Alckmin — candidatos tucanos ao governo de São Paulo e à Presidência, respectivamente — ao Escândalo dos Sanguessugas. Esta operação da Polícia Federal, deflagrada em 4 de maio de 2006, investigava fraude em licitação de compra de ambulâncias para municípios e pôs na cadeia os deputados Bispo Rodrigues (PFL-RJ) e Ronivon Santiago (PP-AC).

“Aloprados”. Cerca de R$ 1,7 milhão do que seria usado pelos petistas para comprar um dossiê contra tucanos, em SP

Um dos “aloprados” era Hamilton Lacerda, ex-assessor de Aloizio Mercadante, do PT, também candidato ao governo de São Paulo. A PF apreendeu ainda com os petistas R$ 1,7 milhão em notas de real e dólar, cujas imagens foram vazadas em 29 de setembro para a imprensa, a dois dias das eleições.

Em 2012, José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino, integrantes da cúpula do PT, foram condenados pelo STF por corrupção ativa e formação de quadrilha

Em junho de 2011, no primeiro ano do mandato da presidente Dilma Rousseff, houve a primeira turbulência no governo. Pela segunda vez, Antonio Palocci foi demitido do cargo de ministro-chefe da Casa Civil, dessa vez, sob suspeita de enriquecimento ilícito e tráfico de influência como consultor, no período em que era deputado. Em 27 de março de 2006, Palocci havia sido demitido da Casa Civil após ter sido acusado pelo presidente da Caixa Econômica, Jorge Mattoso, de participação na quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Em seguida, Dilma iniciou uma “faxina” nos ministérios que seguiu até 2012. Perderam o cargo sob suspeita de malfeitos os ministros Wagner Rossi (Agricultura), Orlando Silva (Esporte), Pedro Novais (Turismo) e Mário Negromonte (Cidades).

Em 22 de outubro de 2012, oito anos após a explosão do escândalo do mensalão, José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, todos integrantes da cúpula do PT, foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção ativa e formação de quadrilha. Em agosto de 2014, Genoino pediu progressão de regime e passou a cumprir a pena em casa, assim como Delúbio e Dirceu.

Mas todos os escândalos até então descobertos seriam ofuscados pela Operação Lava Jato, deflagrada em 17 de março de 2014, tendo à frente o juiz Sérgio Moro, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Suas investigações, desdobradas em fases, levaram à descoberta do maior escândalo de corrupção do país, com o foco inicial no desvio de recursos da Petrobras. Cerca de R$ 2,9 bilhões já foram recuperados. Incentivados pela delação premiada, réus disseram que parte da propina do esquema ia para o PT.

Acusado de receber propina de contratos da Petrobras para o PT, em doações oficiais e em espécie, o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto foi preso, na 10ª fase da operação, em abril de 2015, e condenado a dez anos de prisão pelo juiz Sérgio Moro, em setembro. Na 23ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Acarajé, o marqueteiro das campanhas de Dilma e Lula, João Santana, foi preso junto com a sua mulher, Mônica Moura, em 22 de março de 2016. Eles são acusados de receber propina no exterior, repassada pela Odebrecht, uma das empreiteiras envolvidas no escândalo.

Poucos dias depois, chegaram à imprensa acusações do ex-líder do governo, senador Delcídio Amaral, contra Dilma e Lula no escândalo da Petrobras. Em sua delação premiada, o senador disse que ambos teriam atuado para atrapalhar as investigações da Lava Jato. Delcídio havia sido preso em flagrante, em dezembro de 2015, ao tentar comprar o silêncio do delator Nestor Cerveró, executivo da Petrobras entre 1975 e 2014.

Na 24ª fase da operação, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo da Polícia Federal. Em 4 de março de 2016, ele foi levado, coercitivamente, de seu apartamento em São Bernardo do Campo (SP) para prestar depoimento numa sala da PF no aeroporto de Congonhas. Sua relação com empreiteiras é investigada. Filhos de Lula e o braço-direito Paulo Okamoto também são alvos da operação.

Fonte: O Globo

Lava Jato: PF prende Palocci em nova etapa que investiga Lula

A Polícia Federal prendeu na manhã desta segunda-feira (26), na 35ª fase da Operação Lava Jato, o ex-ministro Antonio Palocci, em São Paulo. Chefe da Fazenda no governo Lula e da Casa Civil no primeiro mandato de Dilma, Palocci é suspeito de atuar diretamente como intermediário dos interesses da Odebrecht, a maior empreiteira do país e cujo diretor-presidente, Marcelo Odebrecht, está atrás das grades desde junho do ano passado.

Operação investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Estão sendo cumpridos 45 mandados judiciais, sendo três de prisão

Considerada uma das fases mais importantes da Lava Jato, a nova etapa das investigações sobre o petrolão apura também supostos favorecimentos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele próprio já réu em dois processos relacionados ao escândalo de corrupção na Petrobras, por meio do Setor de Operações Estruturadas, considerado um departamento da propina da Odebrecht. As suspeitas de novas benesses em favor de Lula teriam intermediação do pecuarista José Carlos Bumlai, já preso na Lava Jato. Investigadores que atuam no caso estimam que este flanco da apuração superaria o que foi descoberto de Lula sobre o tríplex no Guarujá e sobre o sítio de Atibaia. Os novos indicativos envolvem um prédio que seria destinado ao ex-presidente.

Batizada de Operação Omertà, em referência ao pacto de silêncio dos mafiosos, a 35ª fase da Lava Jato nesta segunda-feira recolheu evidências de que Palocci atuou deliberadamente para garantir que o Grupo Odebrecht conseguisse contratos com o poder público. Em troca, dizem os investigadores, o ex-ministro e seu grupo eram agraciados com propina. A atuação de Palocci foi monitorada, por exemplo, na negociação de uma medida provisória que proporcionaria benefícios fiscais, no aumento da linha de crédito junto ao BNDES para a Odebrecht fechar negócios na África e em uma interferência na licitação para a compra de 21 navios sonda para exploração da camada pré-sal.

Em agosto, ‘Veja’ revelou que, em suas negociações para a colaboração premiada, o ex-marqueteiro petista João Santana se dispôs a dizer aos investigadores do petrolão como os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega – Mantega foi alvo da 34ª fase da Lava Jato na última semana – haviam se encarregado de negociar o caixa paralelo na campanha de Dilma em 2014. Palocci é o personagem principal de um dos capítulos da delação de João Santana. Nele, além da “conta” que o ex-ministro detinha com empresas investigadas no petrolão, Palocci seria delatado ao lado do braço-direito Juscelino Dourado, que distribuía parte do dinheiro do caixa dois.

Estão sendo cumpridas ordens judiciais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

No ano passado, a Polícia Federal havia aberto inquérito para apurar a participação de Antonio Palocci no escândalo do petrolão. Em acordo de delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou que, em 2010, o doleiro Alberto Youssef intermediou, em nome de Palocci, propina de 2 milhões de reais para a campanha de Dilma. Os valores deveriam ser retirados da propina de 2% cobrada pelo Partido Progressista (PP) em contratos com a Petrobras. “No ano de 2010, [Paulo Roberto] acredita que quando Antonio Palocci já não ocupava nenhum cargo no governo federal, recebeu uma solicitação, por meio de Alberto Youssef, para que fossem liberados 2 milhões de reais do caixa do PP, para a campanha presidencial de Dilma Rousseff”, diz trecho da delação do ex-diretor da petroleira.

Fonte: Veja

Cristãos são crucificados, queimados e esmagados na ditadura comunista da Coreia do Norte

Ditador Kim Jong-Un faz perseguição implacável

Os cristãos na Coreia do Norte enfrentam estupros, torturas, escravidão e são mortos simplesmente por causa da sua fé, comprova um novo e contundente relatório da Christian Solidarity Worldwide (CSW).

A CSW, ONG inglesa que luta pela liberdade publicou este mês o relatório “Total Negação: Violações de Liberdade de Religião ou Crença na Coreia do Norte”, que mostra como não existe liberdade de religião ou crença no país liderado pelo ditador Kim Jong-Un.

“As crenças religiosas são vistas como uma ameaça à fidelidade exigida pelo Líder Supremo, então qualquer pessoa que mantenha a fé acaba sendo severamente perseguida”, afirma o documento. “Os cristãos sofrem de modo significativo por que o partido comunista que lidera o país os rotula como antirrevolucionários e imperialistas.”

Entre os casos documentados de violência contra os cristãos há casos de pessoas “colocadas em uma cruz com uma fogueira embaixo, esmagados por um rolo compressor, jogados de cima de pontes e pisoteados até a morte”.

Outros crimes bárbaros incluem “execuções sem julgamento, extermínio, escravidão/trabalho forçado, transferência forçada de população, prisões arbitrárias, torturas, perseguição, sequestros, estupro e violência sexual, entre outros atos similares”.

Existe uma política de “culpa por associação”, em muitos casos, fazendo com que os parentes dos cristãos também sejam presos, mesmo que não professem a fé cristã, ressalta o relatório.

Embora oficialmente sejam conhecidos apenas 13.000 cristãos na Coreia do Norte, acredita-se que o número real seja muito maior. Existem 121 locais de culto religioso na Coreia do Norte, afirma o Centro de Dados dobre Direitos Humanos da Coreia do Norte, incluindo 64 templos budistas, 52 templos Cheondoista, três igrejas protestantes, uma catedral católica e uma igreja ortodoxa russa.

As cinco igrejas ficam na capital, Pyongyang, no entanto, analistas acreditam que elas servem apenas para tentar mostrar uma boa imagem da Coreia do Norte diante da comunidade internacional, pois não há cultos.

Segundo informações de missões, existem 500 igrejas domésticas na Coreia do Norte, formadas principalmente por pessoas cujas famílias eram cristãos antes de 1950 – início da Guerra da Coreia que dividiu o país. No entanto, eles não poderão estabelecer líderes nem usar materiais religiosos.

O ministério Cornerstone International, que trabalha com os cristãos naquela região, estima que existam entre 200 e 300 mil cristãos norte-coreanos vivendo no país, que não são reconhecidos pelo governo, a verdadeira igreja subterrânea.

Eles são obrigados a praticar sua fé em segredo, pois se forem pegos, serão enviados para campos de trabalhos forçados, bastante conhecidos pela população. Um homem que conseguiu fugir de um deles explicou à CSW que conheceu um prisioneiro que foi enviado para o campo simplesmente porque tinha passado um mês na China estudando a Bíblia.
Templos abertos, mas vazios

Os cristãos não são o único grupo religioso a sofrer sob o regime comunista. Budistas e Cheonistas [crença tradicional coreana] também são tratados como inimigos da revolução, embora a CSW acredite que “o regime pode ter um maior grau de tolerância com as crenças consideradas nativas da Ásia ou da península coreana”. Um dos principais argumentos contra as igrejas é que elas fariam parte de uma tentativa de dominação estrangeira.

Segundo o extenso relatório do CSW, os templos abertos parecem mais com museus que com prédios de atividades religiosas. “Estas instalações, organizações e instituições permanecem abertas para mostrar a existência de pluralismo religioso e aceitação, mas a realidade é outra”, sublinha o material.

A CSW pede que a comunidade internacional apoie o encaminhamento da Coreia do Norte para o Tribunal Penal Internacional, onde será investigada todas as suas violações de direitos humanos.

Sua petição diz que “Muitos norte-coreanos estão sofrendo por causa de sua fé, e a comunidade internacional precisa agir urgentemente para acabar com a impunidade e garantir a prestação de contas… Todo esforço deve ser feito para buscar a responsabilização e justiça para o povo da Coreia do Norte, que sofre abusos dos direitos humanos em uma escala sem paralelo no mundo moderno”.Com informações de Christian Today

Trump promete reconhecer Jerusalém como capital “unificada” de Israel

Caso ele seja eleito, EUA pode mudar relação com Israel

Enquanto Barack Obama vai à ONU fazer ameaças veladas a Israel, defendendo a independência da Palestina, Benjamin Netanyahu ganha apoio público do possível sucessor na Casa Branca.

Trump promete reconhecer Jerusalém como capital de Israel

Neste domingo (25) o candidato republicano Donald Trump reuniu-se com o premiê israelense durante cerca de uma hora em sua residência mais famosa, a Trump Tower, em Nova York. Depois da conversa, anunciou que, caso seja eleito, reconhecerá Jerusalém como a capital “unificada” de Israel.

Em um comunicado de imprensa, sua equipe afirmou: “Trump reconheceu que Jerusalém foi a capital eterna do povo judeu por mais de 3.000 anos, e que os Estados Unidos, sob o governo Trump, finalmente aceitarão o mandato do Congresso de reconhecer Jerusalém como a capital unificada do Estado de Israel”.

Luta antiga

Após a Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel recuperou a posse da metade leste de Jerusalém. De modo oficial, anexou-a como parte de seu território em 1980, declarando Jerusalém como sua capital.

Contudo, os Estados Unidos e a maioria dos membros das Nações Unidas não reconhecem seu status de capital e essa situação sempre é um tema-chave nas negociações de paz com os palestinos, que também querem tê-la como sua capital.

O Congresso americano aprovou uma lei em 1995 que reconhecia Jerusalém unificada como capital de Israel e pedia a mudança da embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém. Mesmo assim, nenhum presidente americano levou adiante, afirmando que violaria a autoridade do Executivo em Política Externa.

Na mesma noite, mas hora depois, Hillary Clinton também conversou em privado com Netanyahu em um Hotel de Nova York. No material divulgado à imprensa, sua equipe de campanha limitou-se a falar dos “interesses gerais estratégicos” entre os dois países e lembrou o apoio militar prometido pelos Estados Unidos a Israel. Não houve menção à Jerusalém.

domingo, 25 de setembro de 2016

LULA, DILMA, OS AVIÕES DE CARREIRA E OS JATINHOS

por Percival Puggina. Artigo publicado em 25.09.2016

Quem nunca disse bobagem que atire a primeira pedra. Por prudência, e em benefício das minhas, só me disponho a fazê-lo quando as bobagens passam a ser insistentemente repetidas, tais como o petismo parece prescrever a seus discípulos. É nessa toada de repetir frases sem nexo com a realidade, em busca de um efeito político, que Lula conseguiu a proeza de dizer e repetir três tolices numa única e bem conhecida frase. Ei-las: 1ª) graças aos governos petistas, pobres viajam de avião, 2ª) os ricos a bordo não gostam dessa companhia e 3ª) por coisas assim, os ricos são contra o PT.

Quem dera fosse verdadeira a afirmação de que pobres viajam de avião! Nossas companhias aéreas seriam blue ships na bolsa de valores, beneficiadas pelo ingresso, em seu mercado, de 60% da população nacional! Chega a ser cruel essa afirmação num país em que os pobres têm dificuldades para custear a tarifa dos ônibus. Quem viaja de avião comprando o próprio bilhete não pode ser considerado pobre. Essa possibilidade é ainda menor se levarmos em conta os autoindulgentes parâmetros socioeconômicos desenvolvidos pelo marketing petista que criou uma classe média a partir de R$ 300. Pobre, então, seria alguém com renda inferior a essa.

Por outro lado, a ideia de que a presença de pobres a bordo das aeronaves comerciais seja incômoda aos outros passageiros é um agravo gratuito tanto a uns quanto a outros. Na minha experiência, a bordo só são incômodos os bêbados, os mal-educados e os malcheirosos. Lula, então, estaria confundindo pobreza com isso e riqueza com esnobismo. Finalmente, afirmar que a suposta ascensão social dos miseráveis teria sido a causa do antagonismo que o PT enfrenta é a maior das três leviandades contidas na tal frase. A ascensão social de todos a todos beneficiaria, ora essa!

Com três tolices em uma única afirmação, Lula e aqueles que as repetem expressam a patologia ideológica que os faz necessitar do conflito (no caso, do conflito de classes) tanto quanto um intelecto livre necessita da verdade. E sobre a relação de Lula com a verdade ninguém pode falar com mais conhecimento de caso e causa do que dona Marisa Letícia.

Aliás, se há transporte do mundo onde pobre não embarca é nesses jatinhos a que Lula e Dilma se afreguesaram. Imagino que há mais de uma década ambos não enfrentam as filas, os apertos e os pacotinhos de bolacha dos aviões de carreira. Essas viagens seriam muito valiosas para aferirem sua popularidade.
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* Percival Puggina (71), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.


Fonte - http://www.puggina.org/artigo/puggina/lula-dilma-os-avioes-de-carreira-e-os-jatinho/8117

Putin prepara 'nova KGB'

Desde que Putin, um ex-agente secreto, se consolidou no poder, a influência das agências de inteligência cresce em Moscou. Uma reforma completa do setor estaria em curso, com a criação de superministério de segurança.

Um comboio chamou a atenção recentemente em Moscou. No início de julho, imagens de um cinegrafista amador divulgadas na internet mostravam um grupo de homens jovens em cerca de 30 carros estilo jipe Mercedes-Benz nas ruas da capital russa.

Eles eram estudantes da academia do Serviço Federal de Segurança (FSB), a atual agência de inteligência russa, que comemoravam sua graduação. Os jovens, todos de camisas brancas, se apresentavam como uma tropa de elite, como soberanos em seu país.

O escândalo gerado pela divulgação das imagens foi motivado pelo que muitos consideraram uma arrogante ostentação por parte dos formandos. Mais tarde, o FSB informou que os agentes e seus superiores foram rebaixados de cargo, alguns até dispensados.

O incidente parece ser um símbolo do atual status do serviço secreto na Rússia. Desde que o presidente Vladmir Putin assumiu o poder, a influência das agências de inteligência é cada vez maior. O próprio Putin era agente da KGB – o notório serviço secreto da era soviética. No final dos anos 1990, ele chefiou a FSB, criada para substituir a antiga agência. Há anos ele vem nomeando outros ex-agentes para ocupar posições importantes no governo.

Superministério de inteligência

A partir de agora, tudo indica que essa tendência será ainda mais reforçada. Nesta segunda-feira (19/09) o jornal moscovita Kommersant divulgou que o governo planeja realizar uma reformulação completa do setor, com a criação de um novo Ministério de Segurança e Inteligência, que receberia a sigla MGB.

Esse superministério seria criado a partir da FSB, incorporando o Serviço de Inteligência Exterior (SVR) e uma parcela da guarda de serviços do Estado (FSO), responsável pela segurança de políticos e autoridades de alto escalão.

"Na realidade, se trata da FSB retomando as tarefas da KGB", afirmou o Kommersant.

Há também planos para que o novo ministério investigue alguns casos especialmente controversos e supervisione as investigações de outros órgãos do Judiciário. A previsão do jornal é de que o MGB deverá ser criado ainda antes das eleições presidenciais em 2018.

As mudanças começaram há alguns meses, com a criação da Guarda Nacional, corporação, diretamente controlada por Putin, formada com base nas chamadas tropas internas, uma unidade militarizada do Ministério do Interior. Seu líder é Viktor Zolotov, o ex-chefe de segurança do presidente. Alguns analistas apontam que o objetivo da Guarda Nacional será, principalmente, reprimir protestos por parte de civis.

O Kremlin não confirmou nem tampouco desmentiu a reportagem do Kommersant. O porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, se recusou a comentar o artigo. Também não está claro se o novo ministério será de fato chamado de MGB. O jornalista russo Oleg Kashin tem suas dúvidas, afirmando que a sigla remete a um passado sombrio.

O antigo serviço secreto soviético era conhecido como MGB entre 1946 e a morte do ditador Josef Stalin, em 1953. "Foi apenas durante alguns anos após a Segunda Guerra Mundial, mas numa época em que havia uma terrível onda de repressão stalinista", lembra Kashin.

Se o FSB realmente agregar esses poderes, e com eles o antigo nome da era stalinista, se encaixaria perfeitamente na concepção de retorno aos símbolos soviéticos em Moscou.

Saudades de Stalin

Esse processo foi iniciado no ano 2000 com a reintrodução da melodia do hino nacional soviético. Stalin e seu "pulso de ferro" têm sido glorificados durante anos pela imprensa estatal. Memoriais ao antigo líder são novamente erguidos em todo o país, e sua imagem aparece com frequência em painéis de propaganda.

Nos últimos dois anos, particularmente com a anexação da Península da Crimeia pela Rússia, esse processo parece ter ganhado novo impulso. Em março, o Centro Levada, um instituto independente de pesquisas, conduziu um levantamento sobre Stalin, que revelou que a maioria da população (54%) avalia seu papel na União Soviética como positivo.

Um em cada quatro russos considerou que o terror de Stalin teria sido uma "necessidade". Essas opiniões, segundo o Centro Levada, são cada vez mais comuns. Com esse pano de fundo, a reforma – e renomeação – do FSB poderá ser o próximo passo da retomada dos antigos símbolos soviéticos.