terça-feira, 29 de novembro de 2016

Estamos voltando para um cenário parecido com o da Guerra Fria

Rodrigo Caetano
Guerras são eventos complexos. E difícil apontar apenas um motivo para o estouro de um conflito. Mas, em todos os casos, na um ponto em comum: o componente econômico.

Duas indústrias, em particular, foram apontadas como as grandes culpadas pela maioria dos conflitos nos últimos 20 anos: petróleo e defesa. Na avaliação de Hakan Buskhe, CEO da sueca Saab, no entanto, trata-se de uma atribuição imprecisa, no caso da indústria de armamentos.

O comandante da fabricante do caça Gripen, que teve 36 unidades compradas pelo Brasil por US$ 4,7 bilhões, acredita que quanto maior for a capacidade dos países de se defenderem, maior será a chance de se alcançar a paz. “Ter as fronteiras definidas faz parte do conceito de pais”, afirma Buskhe. “Nesse sentido, existem a responsabilidade e a obrigação de defendê-las, de acordo com as leis internacionais.”

O momento, no entanto, não é bom. Para o executivo, o mundo está caminhando na direção errada. A falta de diálogo entre os líderes mundiais pode colocar as grandes nações em posição de enfrentamento, sem a possibilidade de se voltar atrás. Brasil e Suécia têm um papel importante incentivando a diplomacia. Ao mesmo tempo, as parceiras Saab e Embraer podem aproveitar para fazer negócios. Confira a entrevista:
DINHEIRO: Mudanças recentes na geopolítica mundial, como o crescimento da extrema direita nos Estados Unidose na Europa, geraram uma expectativa de alta nos gastos militares. Como a Saab e a Embraer estão posicionadas nesse mercado, globalmente?
HÃKAN BUSKHE: Infelizmente, as tensões estão aumentando. Suécia e Brasil fizeram essa parceria, que envolve várias empresas. Mas, claro, Saab e Embraer são as mais importantes. Nós vemos oportunidades no mercado internacional. Podemos fornecer, não só o avião inteiro, mas também componentes.

No último ano, o mundo passou por mudanças não muito positivas. Os líderes estão conversando pouco entre eles. Isso não é bom. É comum as pessoas acharem que essa situação é favorável ao mercado de defesa. Mas não é o caso, pois traz insegurança para todos. Agora, vemos uma demanda por nossos produtos de alta tecnologia.
DINHEIRO: O sr. mencionou a venda de componentes do Gripen, não apenas o avião inteiro. Isso significa que o mercado que se abre para aSaab e a Embraer é muito maior do que se imaginava?
BUSKHE: Existem partes do avião, que serão fabricadas no Brasil, e também componentes fornecidos por empresas brasileiras, que podem ser vendidos para outros países, inclusive a Suécia.
DINHEIRO: De quantos países, especificamente, estamos falando?
BUSKHE: Da versão atual do Gripen, 100 unidades foram vendidas para a Suécia e 66 para outros quatro países (África do Sul, Hungria, República Checa e Tailândia). O avião que será entregue ao Brasil é uma nova versão, totalmente renovada. A expectativa é de que as vendas da versão brasileira ultrapassem 400 unidades.
DINHEIRO: Saab e Embraer acabam de inaugurar um centro de desenvolvimento no País. Qual será o papel dele no desenvolvimento do Gripen?
BUSKHE: Uma versão de dois lugares do Gripen será desenvolvida no Brasil. Nós prometemos transferência total de tecnologia. E somos pessoas monótonas.  Invariavelmente, cumprimos nossas promessas. O contrato com o Brasil foi ratificado em setembro do ano passado, em Londres. Em pouco mais de um ano, já inauguramos nosso centro tecnológico.

Nesse meio tempo, estivemos treinando mais de 100 técnicos brasileiros da Embraer, na Suécia. Ao todo, já treinamos cerca de 500 profissionais. Quase todos estarão trabalhando no centro. A questão é que, quando se aprende uma coisa nova, se essa habilidade não e utilizada logo, acaba seperdendo. Por isso consideramos muito importante o desenvolvimento que será feito em Gavião Peixoto (cidade no interior de São Paulo onde estão localizados o centro de desenvolvimento e a futura fábrica do Gripen).
DINHEIRO: A Saab e a Suécia podem ser monôtonas em relação às promessas, mas o Brasil é uma verdadeira montanha russa. Nos últimos dois anos, algumas empresas do setor defesa reclamaram de atrasos no pagamento por parte do governo. Como o sr. Vê essa situação?
BUSKHE: Fazemos negócios com mais de uma centena de países. Às vezes, as coisas vão bem, às vezes vão mal. Não tem um fluxo constante de recursos nem do nosso próprio país. É natural nesse mercado. Isso é a vida real. Mas, pensamos no longo prazo. Quando se tem um período de baixa, os projetos não são abandonados. No caso específico do Gripen, todo o programa de financiamento foi feito com o banco de fomento sueco. Por essa perspectiva, está tudo correndo normalmente. E acredito fielmente no potencial do Brasil.
DINHEIRO: Os pagamentos, então, são feitos via Suécia...
BUSKHE: De certa forma, mas quem libera os recursos são as autoridades brasileiras, não suecas. E dependendo do cumprimento dos prazos. Se ficarmos parados como gatos gordos não recebemos.
DINHEIRO: A sua parceira Embraer esteve envolvida em um caso de corrupção internacional, no qual fez um acordo com as autoridades americanas. Há, também, expectativas de cortes de pessoal na empresa, aqui no Brasil. Isso afeta, de alguma forma, o relacionamento entre as duas companhias?
BUSKHER: Eles tiveram alguns momentos difíceis. Do nosso lado, somos totalmente transparentes e temos políticas claras em relação à corrupção. Não trabalhamos dessa maneira. Então, para a SAAB é muito bom que a Embraer tenha resolvido essa situação com os acordos firmados nos Estados Unidos. Todo esse processo foi feito de forma transparente e a direção atual mostra comprometimento.

Em relação às demissões, no mundo dos negócios, às vezes você contrata, às vezes você demite. Ajustes são necessários. Claro que é mais divertido contratar. Mas, no final das contas, se você não ajusta, todo mundo acaba sem emprego. Tenho total confiança na Embraer.
DINHEIRO: O sr. diria que o Brasil e a Embraer estão ganhando relevância no cenário internacional? O que isso representa para a SAAB?
BUSKHER: Nós gostamos de fazer parcerias pelo mundo. Agora, nossa estratégia não é multinacional. Fazemos alianças locais. No mercado de defesa, acreditamos que muitos países, como o Brasil, gostariam de desenvolver suas próprias capacidades para se tornarem menos dependentes de outros países.

Isso inclui defesa cibernética, satélites, armas, controle de tráfego aéreo e, no nosso caso especifico, aviões de combate. Entre 25% e 30% da nossa receita anual vai para a pesquisa de desenvolvimento. Sempre me perguntaram por que nós compartilhamos essa propriedade intelectual. Mas, ao desenvolvermos algo na Suécia que os outros países também podem usar, nos tornamos mais fortes.
DINHEIRO: Agora, no mercado de defesa, é preciso escolher algum lado, correto? Como a Saab avalia os parceiros? É possível, por exemplo, vender armas para os Estados Unidos e, ao mesmo tempo, para a Rússia?
BUSKHE: Brasil e Suécia são países neutros. Se temos problemas com um vizinho, isso não significa que vamos desqualificar um terceiro país por conta disso. Existem regulações e normas. E, claro, monitoramos nossos parceiros. O mundo, no entanto, não é tão simples. Não é fácil como escolher o time A ou o time B. Talvez, do ponto de vista de negócios, pode parecer simples.

Agora, não sei se o mundo está nesse ponto. Os líderes devem conversar entre si, e não se esconder em trincheiras. Enfim, acompanhamos nossos parceiros, mas não acho que devemos escolher lados.
DINHEIRO: O fato de Brasil e Suécia adotarem essa postura de neutraliadade é bom para os negócios de Saab e Embraer, então...
BUSKHE: Nos diversos lugares do mundo, o cenário competitivo é totalmente diferente. Na Ásia, por exemplo, onde estamos tentando fazer negócios, competimos com americanos, russos, grandes potências europeias e, agora, com os chineses. Somos um país pequeno, com metade da população de São Paulo, o que nos deixa sem a possibilidade de fazer pressões políticas.

Nosso diferencial é a capacidade técnica. Algumas vezes, líderes preferem não escolher este ou aquele bloco. Então, preferem vir até nós. Outras vezes, há um comprometimento de países com este ou aquele bloco, e fica difícil para nós. O problema, no momento, é que há no mundo uma forte tendência de formação de times novamente. Estamos voltando para um cenário parecido com o da Guerra Fria e isso não é positivo.
DINHEIRO: O sr. mencionou a Ásia. Neste momento, com a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, há uma expectativa de que os asiáticos busquem novos parceiros de defesa, saindo do guarda chuva americano, ao menos parcialmente. Isso também acontece em outras regiões. Há uma janela de oportunidade para Brasil e Suécia?
BUSKHE: Ainda não está claro o que o presidente Trump irá fazer. Os Estados Unidos têm um legado e uma responsabilidade naquela região. Muitos americanos ainda têm na memória histórias de lutas nas ilhas do Pacífico. Temos de esperar para ver. Acho que nada será tão fácil. Uma coisa é fazer campanha, outra é comandar um país. Hoje se discute se o livre comércio prejudicou a distribuição de riqueza.

Mas as pessoas esquecem-se dos enormes avanços que tivemos. O combate à pobreza foi recorde nos últimos anos. Há poucos países, atualmente, onde crianças são impedidas de ir à escola. Se voltarmos 30 ou 40 anos, veríamos uma situação totalmente diferente. A questão é que a percepção não é essa, ao que parece. Estamos olhando para o controle das fronteiras e não para formas de nos ajudarmos. Acho isso ruim para o mundo.
DINHEIRO: Essa questão não é um paradoxo para a indústria de defesa? O pensamento comum é de que a paz é ruim para esse mercado e que quanto maiores forem as tensões, melhor para as empresas.
BUSKHER: Se a consequência é guerra, não é bom para nós, definitivamente. Guerra são devastadoras. Mas, não devemos esquecer que a paz global, após a Segunda Guerra Mundial, está baseada em tratados da ONU e outras legislações do tipo. E que ter as fronteiras definidas faz parte do conceito de país. Nesse sentido, existe a responsabilidade e a obrigação de defendê-las, de acordo com as leis internacionais. Isso vale, também, para o espaço aéreo. Para cumprir essa obrigação, é preciso ter certas capacidades. Dessa maneira, se mantém a paz.
DINHEIRO: Em teoria, portanto, quanto maior for a capacidade dos países se defenderem, maior será a chance de se ter paz?
BUSKHER: Sim. No mínimo, você tem uma situação que não gera a possibilidade de conflito. Na Suécia, não temos uma guerra há mais de 200 anos. O que estamos vendo, agora, é um aumento nas possibilidades de guerra. Na Europa, há uma situação na Ucrânia. Na Síria, o conflito pode se acirrar ainda mais. Há tensões no Mar do Sul da China e na Coreia do Norte. Estamos na direção errada.
DINHEIRO: Qual seria o pior cenário, em relação a esses conflitos?
BUSKHER: O pior cenário seria no caso de líderes utilizarem essas disputas para acalmar os ânimos da população, criando mais tensão. Em dado momento, é possível se colocar em uma situação em que não há volta. Não se trata de algo inédito. Infelizmente, o momento atual tem as mesmas características de tempos tenebrosos da história mundial. Suécia e Brasil podem ter um papel importante incentivando o diálogo.
DINHEIRO: Qual seu maior medo: Donald Trump, Vladimir Putin ou Xi Jinping?
BUSKHER: Meu maior medo é que eles não conversem. E que essas três nações gigantes tentem encontrar soluções para outros países, sem consultá-los.

Autointitulado 'homem-bomba' Garotinho cogita pedir proteção policial

Ele mostrou um dossiê com supostas provas de que “o mar de lama” da gestão do ex-governador Sérgio Cabral é maior do que foi noticiado

Autointitulado “um homem-bomba”, por conta de provas que afirma ter contra “105 pessoas e empresas” que acusa de corrupção, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) cogita pedir proteção policial para resguardar sua integridade física. Ele responde em liberdade a um processo por compra de votos em sua cidade, Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, nas últimas eleições, e está em seu apartamento, no bairro do Flamengo, zona sul da capital.

“Já conversamos a respeito e estamos avaliando o pedido de proteção”, disse ao Estado nesta segunda-feira (28/11) sua filha Clarissa Garotinho, deputada federal (PR-RJ). Garotinho, que foi governador do Rio entre 1999 e 2002, deu entrevista ao programa “Conexão Repórter”, do SBT, veiculada na noite deste domingo (27) na qual mostrou um dossiê com supostas provas de que “o mar de lama” da gestão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) é maior do que o que já foi noticiado – Cabral é acusado de chefiar uma quadrilha que recebeu pelo menos R$ 224 milhões em propinas de empreiteiras entre 2007 e 2014, e foi preso dois dias depois de Garotinho, junto com nove outros investigados.

“Eu temo pela minha vida e eu tenho que zelar por ela. Se eu falar o que você quer saber, o que eu tenho vontade de falar e que o público quer saber, eu posso amanhã facilitar a fuga dessas pessoas (pessoas supostamente envolvidas no esquema de Cabral que ainda estão em liberdade). Minha prisão foi uma retaliação, foi uma perseguição e uma injustiça. Meus inimigos são os poderosos do Rio, envolvidos nas denúncias que venho fazendo. Sofri ameaça. Disseram ‘se você me envolver, eu vou fazer com que alguém te envolva, vou criar um escândalo para você’”, disse Garotinho, mostrando um calhamaço encadernado com as supostas denúncias.

A mulher do ex-governador, Rosinha Garotinho (PR), atual prefeita de Campos, chorou durante a gravação, feita no apartamento do casal, ao falar de sua apreensão quanto à segurança de seu marido. “Ele sabe muito. A Justiça tinha que cuidar da vida dele. Eu temo pela vida dele, ele tem um monte de documentos que ainda não entregou. Eu acho que ele deve dizer parte do que ele sabe, mas não deve falar tudo”, declarou Rosinha. “Eu acho que a própria entrevista é uma forma de proteção”, afirmou Clarissa hoje.

Garotinho, que é secretário de Governo de Rosinha em Campos, nega ter comprado votos. Para a Justiça Eleitoral, ele se valeu do programa social Cheque Cidadão, que concede R$ 200 por mês a famílias pobres, para convencer eleitores a votar em seus aliados.

Trump deve por fim ao ‘acordo’ com Cuba sem abertura do regime

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (28) que porá um fim ao “acordo” com Cuba se o governo da ilha comunista não promover a abertura do regime.

No domingo, o futuro chefe de gabinete, Reince Priebus, disse que Trump esperará “alguns movimentos” do governo de Cuba para decidir como serão as relações

“Se Cuba não está disposta a fazer um acordo melhor para o povo cubano, e os cubano-americanos em seu conjunto, porei um fim no acordo”, tuitou o magnata.

Durante as primárias, Trump foi o único candidato republicano que apoiou a abertura com Cuba, mas, em sua busca por votos na Flórida nas eleições gerais, prometeu que “revogaria” as medidas executivas do presidente Barack Obama, “a não ser que o regime dos Castro” restaurasse “as liberdades na ilha”.

O futuro chefe de gabinete, Reince Priebus, disse no domingo que Trump esperará “alguns movimentos” do governo de Cuba para decidir como serão as relações. Se nada ocorrer, o republicano reverterá a aproximação iniciada em 2014.

“Não vamos ter um acordo unilateral com Cuba sem algumas mudanças no governo”, indicou Priebus em entrevista à FoxNews, após citar temas como a repressão, presos políticos e liberdades na ilha.

Ao comentar a morte de Fidel, Trump chamou o ex-líder cubano de “brutal ditador” e prometeu que seu governo “fará o possível para garantir que o povo de Cuba possa iniciar finalmente o caminho em direção à prosperidade e à liberdade”.

Em comunicado, Trump disse que Fidel “oprimiu seu próprio povo” e deixou um “legado de fuzilamentos, roubo, sofrimento inimaginável, pobreza e negação de direitos humanos fundamentais”.

Desde dezembro de 2014, os governos de Obama e Raúl Castro restabeleceram as relações diplomáticas, abriram embaixadas nas respectivas capitais e retomaram os voos comerciais diretos entre os dois países. No entanto, o presidente democrata não conseguiu apoio suficiente no Congresso, controlado pelos republicanos, para derrubar o embargo imposto à ilha.

Fonte: Veja

Lava Jato: Juiz marca depoimento de Lula para fevereiro

O juiz substituto da 10ª Vara Federal, em Brasília, Ricardo Leite, marcou para o dia 17 de fevereiro de 2017 o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ação penal em que ele é réu acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Dois dias antes, às 10h, o juiz substituto ouvirá o depoimento do ex-senador Delcídio do Amaral, que é réu na mesma ação.

Além de Lula e Delcídio, o pecuarista José Carlos Bumlai e o filho dele Maurício Bumlai, além do banqueiro André Esteves, Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete de Delcídio; e o advogado Edson Ribeiro são acusados de tentar comprar o silêncio de ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Exceto Delcídio, que será ouvido no dia 15 de fevereiro, todos os demais serão ouvidos no dia 17 de fevereiro.

O pecuarista José Carlos Bumlai será interrogado por meio de videoconferência, já que cumpre prisão domiciliar em São Paulo. Lula e os demais confirmaram que virão à Brasília para as oitivas.

Todos os envolvidos são acusados de tentar impedir que Cerveró assinasse acordo de delação premiada com a força-tarefa de investigadores da Operação Lava Jato.

Entretanto, Bernardo disse nunca ter ouvido os nomes do pecuarista José Carlos Bumlai ou do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos encontros que teve com Delcídio.

Ele confirmou ter recebido uma primeira remessa de R$ 50 mil enviados por Delcídio como uma “ajuda à família”, mas disse não ter ficado com a quantia. O dinheiro teria sido devolvido a Edson Ribeiro, então advogado de Nestor e intermediário do pagamento, para que ele cobrisse custos processuais.

Fonte: Agência Brasil

Coordenador da Lava Jato critica ‘projeto de lei da intimidação’ do Senado

O coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, procurador da República Deltan Dallagnol, criticou hoje o projeto que modifica o texto da lei de Abuso de Autoridade (Lei 4.898/1965), em tramitação no Senado.

Deltan Dallagnol afirmou que não faz sentido o texto do projeto de lei do abuso de autoridade em tramitação no Congresso

“Só as autoridades máximas de cada órgão, só os presidentes das casas legislativas, são responsabilizados na esfera de crime de responsabilidade. E eles querem transferir a responsabilidade para juízes e promotores que não estão no topo da hierarquia das decisões políticas. Isso é algo que não faz sentido, o que me faz acreditar que esse projeto esteja sendo avançado por pessoas específicas dentro do Parlamento. Na minha perspectiva, podemos caracterizar esse projeto, do modo como [está] escrito, como um projeto de lei da intimidação”, afirmou o procurador.

O Projeto de Lei do Senado (PLS) 280/2016 foi apresentado pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), que considera a legislação vigente defasada e defende que alterações são necessárias para resguardar direitos dos cidadãos contra eventual autoritarismo do Estado.

A proposta apresentada por Renan prevê que servidores públicos e membros do Judiciário e do Ministério Público possam ser punidos caso sejam determinadas prisões “fora das hipóteses legais”, como submeter presos ao uso de algemas sem que apresentem resistência à prisão e fazer escutas sem autorização judicial, atingindo “terceiros não incluídos no processo judicial ou inquérito”.

“A ideia de criar um crime específico para juízes e promotores como se fossem parte do problema faz sugerir que seja uma manifestação da ideia de estancar a sangria [promovida pela Lava Jato]”, acrescentou o procurador, em palestra sobre as dez medidas contra a corrupção na Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro.

Para Deltan Dallagnol, um dos problemas do projeto é a redação ampla dos crimes, como faltar com o decoro. “Então passa a ser crime de responsabilidade faltar com o decoro. A consequência para esse crime de faltar com decoro é a demissão sem qualquer gradação. O que é mais grave é que essa ação poderia ser proposta pelo próprio investigado contra o investigador. Isso faria a vida de qualquer juiz e promotor um inferno”, completou.

Pauta do Senado

Na quinta-feira (1º/12), será realizada sessão temática no plenário do Senado sobre mudanças na Lei de Abuso de Autoridade. Foram convidados o juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos em primeira instância da Operação Lava Jato, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

Fonte: Veja

Ex-gerente da Petrobras confessa propina recebida em caixas de uísque

Glauco Legatti afirmou em depoimento “espontâneo” que recebeu dinheiro vivo em caixas de uísque do operador Shinko Nakandakari como propina

Em depoimento espontâneo à Operação Lava Jato, o engenheiro Glauco Legatti, funcionário aposentado da Petrobras, confessou ter recebido propina do operador Shinko Nakandakari, um dos delatores do esquema de corrupção na estatal. Legatti, que atuou como gerente-geral da Refinaria do Nordeste, em Abreu e Lima (PE), entre 2008 e 2014, declarou que Shinko deu a ele caixas de uísque recheadas de dinheiro vivo.

Em audiência em junho de 2015, frente ao juiz federal Sérgio Moro, o engenheiro havia negado o recebimento de R$ 400 mil, em propina, de Nakandakari – este havia declarado, em sua delação, que pagou os R$ 400 mil a Legatti, parceladamente, “a pedido da Galvão Engenharia”.

Na ocasião, Legatti depôs como testemunha em ação contra executivos da Galvão Engenharia, uma das empreiteiras acusadas de fazer parte do cartel que se apossou de contratos bilionários da Petrobras.

Delação premiada
Legatti teve sua tentativa de delação premiada frustrada e, então, decidiu procurar a Lava Jato para prestar depoimento “de forma espontânea”, em 9 de novembro deste ano, como tentativa de receber benefícios legais. O engenheiro disse que conheceu Nakandakari “por volta de 2001/2002”.

“Em algum momento, Shinko (Nakandakari) chegou a lhe oferecer vantagem indevida para que atuasse de alguma forma que não chegou a esclarecer, mas que o declarante negou, em razão de sua amizade e porque ficou preocupado que Shinko fosse lhe ficar cobrando favores; que isso ocorreu por volta de 2010, quando já estava na RNEST”, relatou.

O engenheiro contou que, em 2013, ele e Nakandakari se encontraram “com frequência” no Rio para jantar e tomar drinks em hotéis. Em um dos encontros, declarou, Nakandakari disse que a “diretoria” estava muito contente com o trabalho dele na RNEST Segundo Legatti, por “diretoria” ele entendeu Galvão Engenharia, “já que Shinko era uma pessoa vinculada” à empreiteira na época.

“Shinko voltou a oferecer vantagem indevida ao declarante, que novamente o declarante negou; que o declarante deixou claro para Shinko que ajudaria a Galvão no que fosse possível, mas nada fora ou contra suas atribuições; que de qualquer maneira, Shinko entregou ao declarante, em um determinado jantar, uma caixa de uísque; que Shinko disse ao declarante que, dentro da caixa, havia um outro presente; que dentro da caixa, havia dinheiro, em espécie”, contou.

Caixa de uísque
Legatti disse que este encontro ocorreu no Hotel Sofitel. Em outra oportunidade, relatou, Shinko Nakandakari deu-lhe “uma nova caixa de uísque”. “A segunda vez ocorreu no Caesar Park, em um café da manhã, também em uma caixa de uísque; que ainda houve uma terceira entrega de dinheiro, na casa do declarante, da mesma forma (também dentro de uma caixa de uísque); que em todas as vezes, a caixa estava em uma sacola de free shop; que era prática comum de Shinko presentear o declarante com uísques e bebidas, e que portanto a primeira entrega não lhe surpreendeu, exceto pelo fato de estar com dinheiro dentro”, disse.

O engenheiro afirmou que, na primeira entrega, recusou o presente, “mas Shinko insistiu, dizendo que era uma presente dele”, então, “acabou ficando com o dinheiro, assim como ocorreu em mais duas ocasiões”.

“O declarante não se recorda quando as entregas ocorreram e com qual intervalo; que não sabe o total que recebeu do declarante (talvez R$ 120 mil algo em torno disso), mas que nega ter recebido R$ 400 mil; que acredita que Shinko pagasse outras pessoas, porque ele dizia que, quando iria entregar dinheiro em espécie ao declarante, ia de carro para o Rio de Janeiro, e que não parece crível que fosse viajar de carro só para levar dinheiro para o declarante”, diz seu depoimento.

“Para o declarante, sempre pareceu que os pagamentos vinham de Shinko, mas que lhe restou claro que, para Shinko, os pagamentos advinham da Galvão, ou seja, se originavam de sua atuação na Galvão; que Shinko, em determinado momento, parou de lhe presentear com caixas com dinheiro, já por ocasião do início da Lava Jato.”

Glauco Legatti disse ainda que Shinko Nakandakari nunca lhe indicou os nomes de quem, na Galvão Engenharia, determinava os pagamentos em seu favor.

MORREU O GRÃO-SENHOR DA SENZALA

por Percival Puggina. Artigo publicado em 

A "revolução" cubana me despertou tanta curiosidade que um dia, em 2001, resolvi conhecer a ilha dos Castro. Supunha que o comunismo, essa ideologia funesta, estivesse com os dias contados e visitar Cuba era o modo mais econômico de ainda ver de perto uma sociedade sob tal regime. Ao retornar ao Brasil, as pessoas com quem conversava sobre a viagem me pediam que colocasse as observações num livro. Assim, voltei a Havana no ano seguinte para colher subsídios e escrever "Cuba, a tragédia da utopia", publicado em 2004. Nessa viagem, após cometer a imprudência de telefonar, contatar e encontrar-me em público com vários dissidentes, pude experimentar e compartilhar, com eles, o temor, a insegurança e a sensação de viver sob vigilância de um Estado totalitário. Fui seguido, filmado e, por via das dúvidas, busquei (inutilmente, aliás) proteção da embaixada brasileira, já então sob orientação petista. Continuei acompanhando a vida cubana através de correspondentes. Voltei de novo em 2011 atualizando observações e dados para uma edição ampliada do livro de 2004, em fase final de redação.
Há, em minha biblioteca, dezenas de livros sobre Cuba. Desde os primeiros, escritos ainda em 1960 por jornalistas e membros do mundo acadêmico de esquerda norte-americano, até os mais recentes, de autores que serviram pessoalmente a Fidel Castro como membros do serviço secreto ou segurança pessoal. Mas não se engane, leitor. A maior parte da bibliografia é laudatória. Visa ao proselitismo. Pretende convencer que o regime é muito bom; o resto do mundo é que não presta.
Quem conhece a realidade local sabe que o povo da ilha, faz tempo, jogou a toalha da esperança no tablado da luta cotidiana. Ninguém mais acredita no governo, no regime, ou em dias melhores. Ninguém, fora da nomenklatura, crê que possa haver refeições satisfatórias além da cada vez mais subnutrida libreta de racionamento. Depois de quase seis décadas de semeadura de ódios aos ianques, o maior anseio e único horizonte da população é o retorno deles com suas verdinhas e seus empreendimentos, soprando ares de liberdade.
Estes momentos que seguem à morte do tirano proporcionaram um novo alento à propaganda comunista no Brasil. A mesma mídia que chorou a eleição de Trump aproveitou o embalo e ofereceu compungidos e afetuosos necrológicos a Fidel. Dir-se-ia que certos jornalistas tinham perdido o vovô, velhinho bom, que dedicara a vida ao ideal da sociedade igualitária. Uma hipocrisia descomunal! Nestes tempos de internet, todos sabem que Fidel, desde que chegou ao poder, viveu como um nababo; que se apropriou de uma ilha, Cayo Piedra, onde construiu um paraíso particular (e não diz que é de um amigo dele); que tinha várias residências com diferentes mulheres; que sua despensa sempre foi abastecida das melhores iguarias que o dinheiro pode comprar. Quem descreve com mais detalhes e credibilidade os requintes da cozinha de Fidel Castro (num país com mais de meio século de racionamento) é o irrequieto frei Betto, em "O Paraíso Perdido". Nessa obra, cada capítulo conta algo de sua atividade como intelectual revolucionário itinerante e dos lautos banquetes com que se nutria para essa faina. Muitos deles, sentado à mesa farta do carniceiro do Caribe.
Então, leitor, morreu um hipócrita. Por lógica intrínseca, irrecusável pela razão e pela visão em todas as suas experiências, igualitarismo é o formato que tomou a escravidão no século XX. Os membros da elite política do partido ún
ico são os novos senhores dessas poucas senzalas nacionais ainda remanescentes em desditosas nações contemporâneas.
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* Percival Puggina (71), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Muçulmanos do EI atacam com armas químicas rebeldes apoiados pela Turquia

Vinte e dois rebeldes sírios favoráveis à Turquia foram feridos em um ataque químico do grupo Estado Islâmico (EI) no norte da Síria, anunciou neste domingo (27) o exército turco. O anúncio foi feito pelo estado-maior do exército turco em um comunicado citado pela agência pró-governamental Anadolu.

Segundo o exército, o ataque aconteceu na região da localidade de Jaliliya, ao leste de Al Rai.

Os rebeldes feridos foram levados à Turquia por equipes da agência do governo turco encarregada de situações de emergência (AFAD) e deram entrada em um hospital da cidade fronteiriça de Kilis, segundo a imprensa turca.

Os socorristas usavam roupas especiais e máscaras de gás, segundo imagens da televisão onde se podiam ver alguns rebeldes sírios transportados em macas ao hospital.

Os rebeldes sírios apoiados por militares turcos tentam expulsar os extremistas do EI da área fronteiriça com a Turquia, no norte da Síria.

Até agora, retomaram o controle de Jarablus e Al Rai e avançam para Al Bab.

O exército turco que apoia ativamente a oposição síria interveio em agosto no norte do país para enfrentar os radicais e os rebeldes curdos sírios.

Fonte: AFP

Filho de Cerveró reafirma que foi pressionado para impedir delação

Filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, o ator Bernardo Cerveró reafirmou nesta segunda-feira (28), em depoimento à Justiça Federal de Brasília, que sofreu pressão do ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) para impedir que o pai fechasse um acordo de delação premiada com o Ministério Público.

O depoimento foi prestado dentro do processo que apura se houve uma tentativa de obstruir a Justiça na Operação Lava Jato. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um dos sete réus desta ação penal.

A denúncia, apresentada em maio deste ano, diz que, além de Delcídio, atuaram para comprar o silêncio de Cerveró o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o banqueiro André Esteves, o pecuarista José Carlos Bumlai e o filho dele, Maurício Bumlai, o ex-chefe de gabinete de Delcídio Diogo Ferreira e o advogado Edson Ribeiro.

Em quase duas horas de depoimento, Bernardo não mencionou a participação de Lula e Bumlai, mas principalmente de Delcídio e Edson em tentativas de evitar a delação, aceita no final do ano passado e que levou à prisão de Delcídio.

No depoimento, Bernardo também reafirmou que recebeu R$ 50 mil de Edson Ribeiro, enviados por Delcídio, para que Nestor Cerveró não mencionasse casos envolvendo o senador na delação. Posteriormente, o próprio Delcídio teria pedido a Bernardo o silêncio de Nestor Cerveró numa reunião no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

“No Santos Dumont, ele diz explicitamente, ele me pede textualmente para não fazer delação. Que ele [Nestor] ia ficar refém dos procuradores. Que o Paulo Roberto [ex-diretor da Petrobras, que também fechou acordo de delação] tinha ficado endividadíssimo”, disse Bernardo.

Segundo Bernardo, Delcídio e Edson também teriam tentado evitar que outro delator da Lava Jato, o lobista Fernando Baiano, mencionasse o senador em sua delação.

“Para o meu espanto, ele [Edson] pede para eu passar a mensagem para o Gustavo para que Fernando Baiano não falasse do senador. Então, ele me colocou na situação de cometer um crime de obstrução de Justiça”, narrou. Bernardo disse que chegou a conversar com Gustavo Soares, irmão de Baiano, para obter provas que ajudassem a fechar o acordo de delação.

Lula e Bumlai

A acusação do Ministério Público diz que Bumlai e Lula estariam por trás do pagamento feito a Bernardo, conforme depoimento prestado por Delcídio em sua própria delação premiada.

No depoimento, contudo, o filho de Cerveró disse que sabia somente que o dinheiro havia sido enviado pelo senador, desconhecendo a origem do recurso.

“Os pagamentos eram nesse sentido. Vai haver ajuda a família, contanto que não houvesse delação. O Edson fala isso claramente […] Foi-se criando claramente a figura da preservação do senador em função dessa ajuda, condicionada à não menção de certos [fatos]”, disse Bernardo.

A suposta participação de André Esteves no pagamento foi mencionada a Bernardo pelo próprio Delcídio, numa conversa gravada que teve com o senador em Brasília, em novembro do ano passado.

Na ocasião, o senador também disse que o banqueiro ajudaria a pagar despesas desde que Nestor não citasse a participação dele num suposto esquema envolvendo postos de combustível.

Fonte: G1

José Dirceu recebe cobrança de R$ 10 mi da Receita na cadeia

O ex-ministro José Dirceu recebeu uma intimação da Receita Federal dentro da cadeia. As informações são da coluna de Mônica Bergamo, do jornal ‘Folha de S. Paulo’, desta segunda-feira (28).
De acordo com jornal, o Fisco quer cobrar imposto sobre supostas propinas recebidas pelo ex-ministro por meio de sua empresa de consultoria e pelo escritório de advocacia do qual ele era sócio.
O ex-ministro é suspeito de usar os nomes de duas pessoas jurídicas para esconder renda de pessoa física. A defesa de Dirceu alega que apenas a Justiça pode determinar se o que ele recebeu era propina ou não.
Dirceu garante que fez todos os serviços de forma regular e que recolheu os impostos devidos. Ainda segundo a coluna, a cobrança feita pelos auditores é de R$ 10 milhões.
Fonte: Folha de S. Paulo

Empresa de Lulinha é alvo de investigações da Lava Jato

Um laudo da Polícia Federal mostra que a Cervejaria Petrópolis, do empresário Walter Faria, depositou cerca de R$ 7 milhões nas contas da Gamecorp, de Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula, entre 2005 e 2016. A Gamecorp movimentou mais de R$ 300 milhões no período.

A força-tarefa apura em que condições os pagamentos foram realizados. De acordo com ‘O Globo’, investigadores da Operação Lava Jato suspeitam que a Odebrecht possa ter utilizado a cervejaria como intermediária de pagamentos de propina da empreiteira e como “doleira” do banco Meinl Bank Antígua, comprado pela Odebrecht para movimentar propinas.

Lulinha é sócio na Gamecorp de Fernando Bittar, que já é investigado na Lava Jato por ser um dos proprietários do sítio de Atibaia, utilizado pelo ex-presidente Lula.

Esclarecimentos

O grupo Petrópolis informou em nota que os pagamentos à Gamecorp têm lastro “em contratos cujos objetos foram a captação e edição de imagens para a TV Corporativa do Grupo Petrópolis, além de transmissão e veiculação da programação”.

A Gamecorp, por meio do advogado Cristiano Zanin Martins, disse que já prestou todos os esclarecimentos solicitados, “demonstrando a inexistência de qualquer irregularidade na sua atuação”

'É preciso atender a voz das ruas', diz Temer sobre anistia do caixa 2

Em entrevista coletiva neste domingo (27/11), ao lado dos presidentes da Câmara e do Senado, Michel Temer celebrou acordo que retira emenda

O presidente Michel Temer (PMDB) e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciaram neste domingo (27/11) mais um acordo para evitar que o Congresso aprove anistia ao caixa 2 em campanhas eleitorais. Os três líderes oficializaram o pacto para que a proposta não seja incluída no projeto que trata das dez medidas contra a corrupção, iniciativa do Ministério Público, que foi apoiada por mais de dois milhões de pessoas.

De acordo com Temer, a decisão foi tomada após a comoção pública diante da proposta. “É preciso atender a voz das ruas”, afirmou em entrevista coletiva no Palácio do Planalto ao lado dos presidentes da Câmara e do Senado. “Não vamos patrocinar essa emenda. É impossível a Presidência da República sancionar matéria desta natureza”, afirmou.

Renan disse que os presidentes da Câmara e Senado concordam que “essa matéria não deve tramitar”, pois não é prioridade. Segundo ele, as matérias econômicas são prioritárias, e devem ser votadas para acelerar a retomada do crescimento.

Ao falar sobre a crise econômica, o presidente afirmou que os três irão “propor reformas para fazer com que o Brasil saia da recessão. Vamos incentivar a indústria, comércio e o agronegócio”. Temer diz que sua palavra “é o diálogo”, não só com o Congresso, mas com todos os setores. Ele diz que vai negociar a reforma da Previdência com os sindicatos.

A iniciativa visa dar uma mensagem de compromisso com o combate à corrupção num momento em que o próprio presidente da República enfrenta questionamentos éticos por conta do caso Geddel. Ao ser questionado sobre o problema gerado na cúpula de seu governo, Temer disse que o perfil do sucesso de Geddel da Secretaria de Governo será alguém de “boa conduta” e com bom diálogo no Congresso. Além disso, afirmou que é errado dizer que vai “assumir” a articulação política do governo, pois afirma sempre a ter feito com “muita naturalidade”.

Votação

A expectativa é de que o texto seja votado na terça-feira (29) pela Câmara. A proposta do MPF é que o caixa 2, termo popular dado à prática de não contabilizar despesas de campanha, seja tipificado como crime. Mas, nos bastidores, líderes partidários vêm articulando mudanças na proposta para que o procedimento deixe de ser punido.

Após tratativas com Temer, Maia e Renan se comprometeram a conversar com os representantes das bancadas no Congresso e desmobilizá-los. O objetivo é que o assunto seja resolvido no Legislativo.

'Intifada do fogo': incêndios provocados por muçulmanos chegam a Jerusalém

Mais de 20 muçulmanos da palestina foram presos, suspeitos de terem provocado as chamas

"Intifada do fogo": incêndios chegam a Jerusalém

O drama dos incêndios florestais continua em Israel. Com a ajuda de voluntários e até aeronaves enviadas por outros países, os incêndios na região central e norte de Israel foram controlados.

Na região portuária de Haifa, além das florestas, muitas casas e edifícios foram atingidas e cerca de 700 residências acabaram sendo totalmente consumidas pelo fogo. Cerca de 75 mil habitantes tiveram que deixar seus lares. A maioria começou a voltar nesta sexta, após os focos terem sido apagados a longo da semana.

Durante esta sexta-feira, a maior preocupação está no entorno da capital Jerusalém, onde um incêndio está queimando uma região florestal junto aos montes. A vila de Beit Meir é uma das mais atingidas. Enviado pelo governo dos EUA, hoje pela manhã aterrissou em Tel Aviv o “US supertanker”, o maior avião de combate a incêndio do mundo. As autoridades dizem estar esperançosas que todos os incêndios serão apagados neste sábado.

Diversas cidade declararam estado de calamidade e pediram que a população abandonasse suas casas. São mais de 100 equipes de bombeiros e voluntários que trabalham incessantemente para conter as chamas.

Ato de terrorismo

Para as autoridades e parte da imprensa, esses ataques coordenados são uma “intifada do fogo”, uma vez que foram apreendidos coquetéis molotov perto de alguns focos, indicando que se trata de algo planejado.

Citando as centenas de focos de incêndio que surgiram desde terça-feira, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o ministro da Segurança Pública Gilad Erdan e o ministro da Educação Naftali Bennett deram declarações a diferentes órgãos de imprensa no mesmo tom. Eles acreditam que os incêndios são atos de “terrorismo”.

Há vários indícios disso. Um carro foi encontrado abandonado perto de um foco de incêndio na cidade de Oranit. Além de ter placas falsas, a polícia encontrou vários pedaços de pano embebidos em gasolina dento do automóvel, o que seria uma prova incontestável que dentro dele foram preparadas bombas incendiárias.

Através das imagens de câmaras de segurança, foram identificados mais de 20 palestinos que são suspeitos de terem começado os focos. Eles estão presos e devem responder judicialmente.

O surgimento de novos focos nesta madrugada colaborou para o entendimento de que isso é fruto da ação coordenada. Ademais, existem milhares de manifestações nas redes sociais dos países árabes vizinhos de Israel que dão apoio aos palestinos e torcem para que Israel seja consumido em um grande incêndio. A hastag #IsraelisBurning [#Israelemchamas] chegou a figurar na terceira posição do ranking mundial do Twitter. Com informações de The Times of Israel [2]

Europa: a elite política contra a liberdade de expressão

Enquanto os cidadãos europeus são presos e processados por exercerem seu direito à liberdade de expressão, um comissário da UE como Günther Oettinger (esq.) chama uma delegação de visitantes chineses de "olhos puxados" e ainda é recompensado com uma promoção pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker (direita).

Na Europa, agora os governos é que são os inimigos da hora? Há evidências crescentes de que expressar até mesmo uma opinião que é ligeiramente contrária à política oficial do governo pode acabar levando o indivíduo à prisão ou no mínimo garantir uma visita amigável da polícia kafkiana local. Será que a Europa se tornou de fato um estado policial?

Vários governos europeus estão deixando claro aos seus cidadãos que será considerado crime criticar migrantes ou as políticas migratórias europeias. Aqueles que "passam dos limites" de acordo com as autoridades, estão sendo detidos, julgados e por vezes condenados.

Na Holanda, a polícia fez visitas a pessoas que ingenuamente teceram comentários negativos em relação aos centros para candidatos a asilo no Twitter em outubro de 2015. Na cidade de Sliedrecht, os policiais foram ao escritório de Mark Jongeneel e lhe disseram que ele havia "tuitado além da conta" e que ele deveria "tomar mais cuidado": seus tuítes "podem indicar algo sedicioso". Seu delito? O município havia feito uma reunião com os cidadãos sobre a instalação de um centro para refugiados na região e Jongeneel havia postado alguns tuítes. Um deles assinalava: "o colégio de #Sliedrecht apareceu com a proposta de acolher 250 refugiados nos próximos dois anos, mas que péssima ideia!" Anteriormente ele já havia tuitado: "será que devemos aceitar isso?!"

Ele não foi o único. Em Leeuwarden de acordo com a revista semanal New Europe:

"cerca de vinte opositores dos planos (de estabelecer centros para candidatos a asilo) naquela região receberam visitas de policiais em suas casas. O mesmo aconteceu em Enschede e em algumas regiões como Brabant, onde de acordo com a mídia holandesa as pessoas que criticaram a chegada de refugiados e criaram uma página nas redes sociais sobre o tema foram orientadas a cancelarem a atividade".

Um porta-voz da polícia nacional explicou que dez unidades de inteligência de "detetives digitais" monitoram as páginas do Facebook e contas no Twitter em tempo real a procura de mensagens que estão indo "longe demais", para que eles possam visitar aquelas pessoas e informar a elas "o efeito que uma publicação ou tuíte na internet pode ter." Em outras palavras, a Holanda está adotando a censura de estado, levantando assim a pergunta: a Holanda se tornou um estado policial?

No Reino Unido Scott Clark foi preso em fevereiro de 2016 por ter publicado uma mensagem na página do Facebook da Scottish Defense League dizendo que os refugiados sírios irão "ver o nosso lado feio". Segundo um boletim de notícias, ele se referia às agressões sexuais contra as mulheres em Colônia, na Alemanha na Passagem do Ano Novo cometidas por homens de aparência árabe ou norte-africana como justificativa para seus comentários na internet nos quais ele também assinalou: "se alguma coisa acontecer com alguma jovem eu vou cuspir no rosto dos membros do conselho regional que pressionaram mais e mais para que eles fossem alojados aqui. "Ele também ressaltou": sem sombra de dúvida há uma invasão islâmica. Sem sombra de dúvida as coisas estão piorando. Acabei de ver 15 sírios no pub local, eu me opus à chegada deles desde o começo".

Ewan Wilson, inspetor da Delegacia Distrital de Dunoon ressaltou ao jornal Guardian:

"Espero que a detenção deste indivíduo mande uma mensagem inequívoca de que a Polícia da Escócia não vai tolerar nenhuma forma de atividade que possa, porventura, incitar o ódio e provocar comentários ofensivos nas redes sociais".

Na Alemanha, o casal Pedro e Melanie M. foi acionado em um processo criminal por ter criado um grupo no Facebook que criticava a política de migração do governo. Segundo os boletins de notícias a página anunciava: "os refugiados de guerra e econômicos estão inundando o nosso país. Eles trazem consigo terrorismo, medo e tristeza. Eles estupram nossas mulheres e colocam nossos filhos em perigo. Coloquem um ponto final nisso!"

No julgamento Peter M. justificou seus comentários na internet salientando: "não se pode sequer expressar uma opinião crítica sobre os refugiados, sem ser rotulado de nazista. Eu queria criar um fórum de discussão onde é possível dizer o que se pensa sobre os refugiados..." Ele disse que no seu papel de administrador do grupo removeu observações pró-nazistas e radicais, mas uma vez que o Facebook já tinha excluído a página, não era mais possível apresentar evidências no tribunal.

Em seu veredito o juiz ressaltou: "a descrição do grupo é uma série de generalizações com um claro viés de direita". Peter M. foi condenado a nove meses, mas teve a pena suspensa e sua esposa foi condenada a pagar uma multa de €1.200, o juiz acrescentou: "espero que você tenha entendido a gravidade da situação. Se você aparecer novamente na minha frente acabará na cadeia".

Na Alemanha criticar migrantes e as políticas migratórias do governo pode ter outras consequências draconianas. Em setembro de 2015 o jornal Die Welt reportou que as pessoas que expressam pontos de vista "xenófobos" nas redes sociais correm o risco de perderem o direito de ver seus próprios filhos. Não há sequer a necessidade de ter havido um delito penal para que um tribunal possa considerar que o bem-estar da criança está sendo posto em perigo e restringir o direito dos pais de verem seu filho ou proferir que "um educador" esteja presente durante um encontro entre pai e filho e que ele (educador) possa "intervir, se necessário." Também é possível proibir certas atitudes, expressões ou encontros na presença da criança. Como último recurso, o tribunal pode tirar de vez o filho da guarda do pai.

Segundo Eva Becker, presidente do Grupo de Trabalho sobre Direito da Família na Ordem dos Advogados da Alemanha (DAV), "o fator decisivo é um entendimento saudável das pessoas". Becker estima que não seria o suficiente considerar que o bem-estar da criança esteja em perigo se um pai disser que ele preferia não ter imigrantes sírios em seu bairro. Por outro lado, se um pai ou uma mãe fizer comentários ameaçadores contra os refugiados na presença da criança, ele ou ela terá "excedido claramente o limite crítico".

Não chega nem a ser relevante o fato desses comentários serem criminosos ou não, de acordo com a lei alemã. Mesmo um comentário que não é considerado crime pode impelir um pai para além do "limite crítico". Não é crucial que o ato em si seja criminoso e sim se ele "influencia" a criança de uma maneira que coloque em perigo o seu bem-estar. Se um tribunal considerar que o bem-estar da criança corre perigo, o pai pode ter os seus direitos de acesso à criança preliminarmente limitados.

Atitudes, mais do que palavras, são consideradas ainda mais incriminatórias. Segundo Becker, uma coisa é conversar depreciativamente com conhecidos sobre os candidatos a asilo na presença da criança, pior mesmo é levar a criança a manifestações "xenófobas".

Becker nunca disse o que deve ser entendido como "xenófobo". Parece implícito no caso da xenofobia que se trata de uma via de mão única, deixa de fora a xenofobia islâmica contra os não-muçulmanos por exemplo, no entanto nenhuma tentativa é feita para que haja uma definição, embora esta seja, indubitavelmente, a parte crucial da questão.

Ao passo que cidadãos europeus comuns correm o risco de serem presos e processados por terem feito comentários "xenófobos", o assunto é completamente diferente para os que estão nos altos escalões da União Europeia.

Em um discurso proferido em Hamburgo em outubro, o comissário alemão da economia digital da UE Günther Oettinger chamou uma delegação de ministros chineses em visita à Alemanha de "olhos puxados" ("Schlitzaugen"), expressão esta normalmente considerada racista. Oettinger sequer se preocupou em pedir desculpas, mas ressaltou ao jornal Die Welt que era importante ver seus comentários num "contexto mais amplo".

A Comissão Europeia também se recusou a se retratar ou avaliar os comentários de Oettinger (que, aparentemente, também depreciavam mulheres e homossexuais). Margaritis Schinas, principal porta-voz da Comissão, assinalou aos repórteres perplexos: "não temos nada a acrescentar". Perguntado se haverá uma investigação sobre os comentários, ele respondeu: "não temos um FBI na Comissão".

Recentemente em 28 de outubro o Presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker promoveu Oettinger ao cargo altamente cobiçado e poderoso de vice-presidente responsável pelo orçamento da UE.

É óbvio que a lei não é igual para todos. Comissários da UE podem fazer comentários "xenófobos" e serem promovidos, cidadãos europeus no entanto, por exercerem o seu direito à liberdade de expressão, são presos e processados.


Judith Bergman é escritora, colunista, advogada e analista política.

Publicado no site do Gatestone Institute.

Tradução: Joseph Skilnik

sábado, 26 de novembro de 2016

O assassino e ditador comunista Fidel Castro morre em Cuba aos 90 anos

Morre o assassino comunista Fidel Castro, o ditador  que se tornou uma lenda global no ramo de repressão e mortes

Em 1959, Fidel liderou um grupo relativamente pequeno de comunistas que tomou o poder em Cuba e tirouFulgêncio Batista do poder
Fidel Castro, o assassino que liderou a Revolução Cuba na de 1959, há 57 anos, era tido como ditador cruel em Cuba. O ditador cubano morreu na sexta-feira, 25, aos 90 anos.

O comunicado da morte de Fidel Castro foi feito por seu irmão Raúl Castro, o atual ditador de Cuba. Seu corpo será cremado.

Brizola e Marighella

A esquerda brasileira foi financiada, na década de 1960, pelo governo de Cuba. Fidel repassou mais de 1 milhão de dólares para Leonel Brizola e Darcy Ribeiro fazerem a revolução no Brasil. Não fizeram. O cubano teria chamado Brizola de El Ratón — o que os brizolistas contestam. Betinho, o irmão de Henfil, teria devolvido dinheiro aos cubanos. Mais tarde, quase no final da década de 1960, Fidel financiou a Ação Libertadora Nacional (ALN) e outros grupos guerrilheiros no combate à ditadura civil-militar brasileira. Carlos Marighella era seu homem no Brasil. José Dirceu, do Molipo, também era ligado ao ditador.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Mensagens reforçam que sítio de Atibaia pertence a Lula

Mensagens eletrônicas obtidas pela Polícia Federal comprovam que o então assessor do gabinete pessoal do então presidente Lula, Rogério Aurélio Pimentel, coordenou as obras da reforma do sítio em Atibaia. Lula responde a inquérito por ter recebido benesses de empreiteiros que reformaram o imóvel, registrado em nome dos empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna, sócios do filho de Lula.
 
Mais provas de que Lula é dono do sítio. Mensagens eletrônicas obtidas pela PF mostram que Rogério Aurélio Pimentel, assessor do então presidente Lula, orientou as reformas na propriedade

Os e-mails fazem parte de um relatório da Operação Lava Jato. São mensagens trocadas pelo engenheiro Igenes Irigaray Neto, que cuidou pessoalmente da reforma do sítio. Nelas, Igenes troca informações com o assessor do gabinete pessoal de Lula sobre detalhes da reforma do que classifica como “residência Atibaia”.

Em 18 de novembro de 2010, Igenes envia a Rogério Aurélio Pimentel uma mensagem na qual são anexados projetos para a construção da suíte que abrigaria Lula no sítio. “Segue (sic) 3 plantas das suítes com propostas diferentes de implantação e locação de varandas, qualquer coisa estou à disposição”, escreveu Igenes. No dia 22 de novembro de 2010, Pimentel envia mensagem para o engenheiro com informações sobre “Proposta de Sauna (Residência Atibaia)”, diz que “ficou perfeito” e pede que seja enviada a planta do galpão naquele mesmo dia. Na sequência, completa: vai passar no sítio para ver se tem “alguma alteração” para fazer no local. Ele diz que vai conversar com Fernando, que seria referência a Fernando Bittar, um dos donos do sítio.

Rogério Aurélio Pimentel foi assessor da Presidência da República até fevereiro de 2011. Foi o responsável por cuidar do transporte dos bens pessoais de Lula para o Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, no período em que as obras eram realizadas no local. Para a Polícia Federal, a reforma do sítio foi feita “no interesse da família Lula da Silva”. Outras mensagens mostram que Igenes Irigaray mantinha contatos com Emerson Cardoso, do Grupo Bertin, para fazer a reforma do sítio. O preço total que o engenheiro ganhou pela obra teria sido de 262.000 reais, que teriam sido pagos pelo Grupo Bertin.

Outro personagens que trocam mensagens eletrônicas sobre a reforma do sítio são os engenheiros Romulo Dinalli, da Usina São Fernando, que pertence ao amigo do ex-presidente Lula, José Carlos Bumlai, e Frederico Marcos de Almeida Horta, da Odebrecht. A PF já havia encontrado no apartamento de Lula arquivo com 130 recibos de materiais de construção usados na reforma do sítio. Também foram recolhidas duas notas fiscais em nome de Rogério Aurélio Pimentel, relacionadas à reforma do sítio.

Fonte: Veja

Governo comunista da Venezuela confisca remédios doados a ONG cristã

A alfândega da Venezuela confiscou um carregamento chileno de remédios doados à organização católica Cáritas, que pretendia distribuí-los em bairros pobres com escassez aguda. As autoridades alegaram que a entidade por não cumpriu os requisitos para a importação.

Doação que inclui 75.000 unidades de medicamentos foi confiscada

A doação, que inclui 75.000 unidades de medicamentos, além de suplementos alimentares, foi declarada em “abandono legal” na última terça-feira, após o vencimento do prazo de 30 dias para a apresentação da documentação.

“Esta mercadoria chegou sem nenhuma permissão, não cumpre os requisitos para a nacionalização”, explicou o serviço alfandegário (Seniat) na sua conta de Twitter. De acordo com o órgão, os medicamentos foram entregues ao Instituto Venezuelano de Seguro Social.

Data de validade

A presidente do Cáritas Venezuela, Janeth Márquez, disse nesta quinta-feira (24) que o carregamento chegou ao país em 23 de agosto, mas a organização não teve resposta do Ministério da Saúde sobre as permissões de nacionalização.

“Estamos muito tristes, alguns medicamentos já venceram, e outros vencem em dezembro. Esperemos que sejam entregues aos mais necessitados, é o que queriam os nossos irmãos chilenos”, acrescentou.

Márquez informou que a Cáritas insistirá na obtenção de uma permissão para receber remédios doados do exterior. Segundo a Federação Farmacêutica, a escassez atinge 85% dos medicamentos.

“Queremos que a chegada de alimentos e medicamentos seja prioridade na mesa de diálogo (entre o governo e a oposição). Nos prometeram novas doações, mas esperamos pela permissão”, afirmou.

A Venezuela passa por um crise que se agravou com a queda dos preços do petróleo em 2014, e que se caracteriza por um desabastecimento agudo de alimentos e remédios, além de fortes tensões políticas.

Nas negociações iniciadas em 30 de outubro para resolver a situação, a aliança opositora pediu ao governo que seja permitida a entrada dos medicamentos doados à Cáritas.

Roubo

Nesta quinta-feira, na sessão do Parlamento, de maioria opositora, o deputado José Manuel Olivares denunciou que o governo “roubou” os remédios enviados do Chile.

“Hoje o governo venezuelano rouba ajuda humanitária, a saída para venezuelanos que morrem por falta de medicamentos. Estamos falando de 75.000 unidades de remédios”, disse Olivares.

Fonte: Veja

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

'Israel desaparecerá em 10 anos', ameaça general da República Islâmica do Irã




General afirma que palestinos “serão libertos da ocupação”

"Israel desaparecerá em 10 anos", ameaça Irã

Um alto comandante militar iraniano afirmou que os árabes palestinos “se livrariam de Israel” dentro de, no máximo, 10 anos. Falando aos estudantes na capital Teerã e citado pela agência de notícias oficiais Fars, o general de brigada Mohammad Reza Naqdi assegurou que os territórios palestinos serão “libertos da ocupação de Israel”.

Naqdi acredita que os pensamentos e a ideologia que levaram à Revolução Islâmica do Irã podem ajudar os árabes a livrarem-se de Israel. Ele alega que seu país conseguiu “se livrar” em 1979 da má influência dos Estados Unidos, da agressão de Saddam Hussein e também ajudou os libaneses a se livrar dos americanos.

“Considerando estes acontecimentos, a libertação da Palestina pela Revolução Islâmica não é algo improvável”, afirmou o general. Seus comentários ecoam um outro discurso, que ele fez no início deste mês, quando previu que o presidente eleito Donald Trump irá levar os Estados Unidos a um colapso, que será visto nas próximas décadas.

“De acordo com a análise feita por quem realmente toma as decisões por lá, os Estados Unidos vão entrar em colapso financeiro até 2035. Eu acho que esta é uma análise otimista, pois isso ocorrerá muito antes”, afirmou ele à Fars. As declarações foram repercutidas em Israel pela rede Arutz Sheva.

Os comentários demonstram que o governo do Irã está retomando a retórica frontalmente anti-Israel e antiamericana. No início deste mês, o ministro iraniano da Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, afirmou que Israel é a maior ameaça à humanidade, à paz mundial e à segurança internacional.

O principal líder do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, já se referiu a Israel como um “câncer” e no passado ameaçou “aniquilar” as cidades israelenses de Tel Aviv e Haifa. Em março, o exército iraniano testou mísseis de médio alcance que tinham a inscrição: “Israel deve ser varrido da Terra”.

Em maio, um alto comandante militar iraniano ameaçou Israel, assegurando que seu país poderia invadir o Estado judeu “em breve” e destruí-lo “em menos de oito minutos” caso decidisse bombardeá-lo.

Dois meses depois, o general Hossein Salami, reiterou a ameaça: “Graças a Alá, nossa capacidade de destruir o regime sionista é maior do que nunca. Só no Líbano, há 100.000 mísseis prontos para serem disparados”. Listou ainda que existem dezenas de milhares de mísseis de longo alcance que poderiam ser lançados de territórios islâmicos contra o “território ocupado” de Israel.

Trump nomeia pastor embaixador de Israel e vai reconhecer Jerusalém; entenda

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou o pastor batista Mike Huckabee como novo embaixador do país em Israel, e prometeu que reconhecerá Jerusalém como capital da nação israelense. A informação foi publicada no ‘Daily Mail’.

Mike Huckabee é um ex-apresentador de TV, foi governador do estado de Arkansas e disputou duas vezes as prévias do Partido Republicano para se candidatar à presidencia dos EUA, sendo a última em 2016, da qual desistiu por falta de apoio político e terminou se aliando a Trump.

De acordo o ‘Daily Mail’, Donald Trump quer dar uma chacoalhada nas relações entre os Estados Unidos e os países do Oriente Médio, como forma de se opor à maneira que essas nações se posicionam nas discussões diplomáticas.

A mudança da embaixada norte-americana de Tel-Aviv para Jerusalém já havia sido aprovada pelo Congressonorte-americano há décadas, mas todos os presidentes do país, desde então, protelaram a decisão, para evitar uma crise com as nações vizinhas a Israel.

“Isso vai acontecer. O ‘governador’ Huckabee vai com isso até o fim”, afirmou um porta-voz da equipe de transição presidencial à imprensa. Nenhuma outra nação instalou sua embaixada em Jerusalém, mas o Parlamento e o Supremo Tribunal de Israel estão localizados na parte ocidental da cidade, e Israel capturou Jerusalém oriental na “Guerra dos Seis Dias” de 1967, tomando o controle da Jordânia.

Fonte: Daily Mail