sexta-feira, 31 de março de 2017

O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR: ”MARÇO”

 Gen Gilberto Pimentel
Presidente do Clube Militar
28 de março de 2017
Há trinta e dois anos, no mês de março é sempre igual. A mídia, aquela mesma mídia que à época incitou, cobrou e desafiou as Forças Armadas a deixarem os quartéis e dar um basta na situação de anarquia e nas claras ameaças à nossa frágil democracia, rebusca seus arquivos na cata obsessiva de “atos e fatos”, que denigram a inevitável intervenção dos militares e o governo de salvação nacional que se seguiu, de resto também exigido pela massa das forças vivas do país.
Nem uma palavra sobre a realidade caótica que vivia a nação no período que antecedeu o 31 de Março, sob patrocínio e financiamento do governo instituído. Nada sobre a intenção que tinham os próprios dirigentes, à frente o presidente da República, de transformar o país numa ditadura vermelha como confessam abertamente hoje, uns poucos corajosos e insuspeitos líderes, à época participantes da subversão marxista.
Completo silêncio a respeito das incontestáveis realizações que ocorreram no período em que os militares estiveram no poder. Nem uma palavra sobre termos nos transformado na oitava economia do mundo. Nada, absolutamente nada, sobre as monumentais hidrelétricas que até hoje nos abastecem de energia limpa; sobre as rodovias penetrantes e transversais que ligaram definitivamente o país de norte a sul, de leste a oeste; o salto das comunicações; obras do porte de uma Rio-Niterói; o desenvolvimento da Amazônia. Nem uma linha sobre o clima de ordem e segurança que reinava na sociedade. Nada disso interessa.
Preferem reviver em longas e repetitivas arengas a “história” do guerrilheiro do Araguaia cujo corpo até hoje não foi encontrado ou de fantasiosos massacres de índios patrocinados pelo regime. Logo o Exército, que deu um Marechal Rondon ao Brasil. Que ainda hoje cuida da saúde, da educação e da integração do silvícola, como nenhuma outra instituição o faz, nos mais afastados rincões da selva amazônica.
Exalta a mídia o clima de liberdade que hoje predomina no país. E quem pode contestar o valor da liberdade? É claro que todo ser humano deseja vivê-la! Foi exatamente para assegurá-la que as FFAA foram às ruas naqueles anos. Foi para impedir que se implantasse aqui um regime totalitário cujo princípio é exatamente o da negação desse precioso valor.
Mas que liberdade é essa que hoje desfrutamos e que é tão apregoada pela mídia? “Liberdade para quê, afinal?”, perguntou um amigo meu dia desses. A liberdade não existe simplesmente pela liberdade. A liberdade tem que ser sustentáculo para uma vida melhor, para existir de verdade, pressupõe respeito ao próximo, a observância de valores, ordem, submissão às leis.
Existe isso hoje no país? Da parte da classe dirigente em geral? Quem se sente seguro e protegido hoje, sob qualquer aspecto, no ambiente em que vive? O nome que se dá à liberdade quando se ultrapassam os seus limites é libertinagem. Acho que disso estamos mais próximos.
Enfim, 31 de Março para mim é dia de profunda reflexão. Desejamos, ardentemente, que nunca mais se repita. As nossas FFAA são e sempre serão democratas por princípio. É essencial que a sociedade, sobretudo os mais jovens, que não viveram aqueles anos conheçam os fatos exatamente como se passaram e o que desejavam aqueles maus brasileiros, muitos deles ainda hoje ativos e inconformados com a derrota que sofreram. Estão prontos para repetirem seus erros.
A mídia presta um grande desserviço à História do País ao renegar, por escusas conveniências, o papel que desempenhou naqueles anos e mostrar a verdade verdadeira. Isso está documentado. Inútil escamotear. E nós que vivemos aqueles anos vimos também. Daí nossa angústia.
http://clubemilitar.com.br/o-pensamento-do-clube-militar-77/

Somos eternamente gratos há esses homens de honra. Esses sim foram os verdadeiros presidentes do Brasil - Salve 31 de março

O QUE OS GOVERNOS MILITARES FIZERAM EM 21 ANOS
Comparamos os 21 anos do governo daqueles, com os 25 anos dos governos atuais. Quatro anos mais!

Claro que vai haver gente que dirá que naquela época o esquadrão da morte matava. É verdade! Matava bandidos. Até acreditamos que morreram inocentes. Mas e hoje? Também não morrem centenas, milhares de inocentes, nas mãos de bandidos? E o governo o que faz? Não tem se mostrado  eficiente para acabar com esse derramamento de sangue!
Tem gente morrendo todos os dias.
O governo não é capaz nem de por fim a essa corrupção que enoja e inunda constantemente as páginas dos jornais brasileiros e internacionais.
As realizações

Pensando bem, achamos que, por causa das realizações daqueles governos passados, é que se colhe alguns frutos atualmente. Apesar de o governo atual ainda ser mal agradecido. Diz ser ele o responsável pelo sucesso da economia. "Nunca antes neste pais..." E atrás deste bordão despeja vilipêndios sobre administrações anteriores.

Este país está crescendo, sim! Mas graças à iniciativa privada, pois a infraestrutura continua sem investimentos. O agronegócio, grande responsável pelo crescimento do nosso PIB, tem de enfrentar estradas esburacadas, portos e aeroportos defasados para realizar suas exportações. Sem falar no MST que ainda destrói o que está pronto e sendo
produzido no campo.

A infraestrutura deste país, data dos governos militares e anteriores. Atualmente, só de alguns governos estaduais, principalmente São Paulo e outros estados progressistas.

Mas vamos às obras realizadas por aqueles governos entre 1964 e 1985. E nos corrijam se houver exageros ou erros:

-  Restabelecimento da autoridade;

- Criação de 13 milhões de empregos;

- A Petrobrás aumentou a produção de 75 mil para 750 mil barris/dia de petróleo;

- Estruturação das grandes construtoras nacionais;

- Crescimento do PIB de 14%;

- Construção de 4 portos e recuperação de outros 20;

- Criação da Eletrobrás;

- Implantação do Programa Nuclear;

- Criação da NUCLEBRÁS e subsidiárias;

- Criação da EMBRATEL e TELEBRÁS (antes, não havia "orelhões" nas ruas nem se falava por telefone entre os Estados);

- Construção das Usinas ANGRA I e ANGRA II;

- Desenvolvimento das INDÚSTRIAS AERONÁUTICA e NAVAL (em 1971 o Brasil foi o 2º maior construtor de navios do mundo);

- Implantação do PRÓ-ÁLCOOL em 1976 (em 1982, 95% dos carros no país rodavam a álcool);

- Construção das maiores hidrelétricas do mundo: TUCURUÍ, ILHA SOLTEIRA, JUPIÁ e ITAIPÚ;

- Brutal incremento das exportações, que cresceram de 1,5 bilhões de dólares para 37 bilhões; o país ficou menos dependente do café, cujo valor das exportações passou de mais de 60% para menos de 20% do total;

- Rede de rodovias asfaltadas, passou de 3 mil para 45 mil km;

- Redução da inflação galopante com a criação da Correção Monetária, sem controle de preços e sem massacre do funcionalismo público;

- Fomento e financiamento de pesquisa: CNPq, FINEP e CAPES;

- Aumento dos cursos de MESTRADO e DOUTORADO;

- INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM;

- Criação do FUNRURAL, a previdência para os cidadãos do campo;

- Programa de merenda escolar e alimentação do trabalhador;

- Criação do FGTS, PIS, PASEP; (**)

- Criação da EMBRAPA (70 milhões de toneladas de grãos); (**)

- Duplicação da rodovia RIO-JUIZ DE FORA e da VIA DUTRA;

- Criação da EBTU;

 - Implementação do Metrô em SÃO PAULO, RIO DE JANEIRO, BELO HORIZONTE, RECIFE e FORTALEZA;

 - Criação da INFRAERO, proporcionando a criação e modernização dos aeroportos brasileiros (GALEÃO, GUARULHOS, BRASÍLIA, CONFINS, CAMPINAS - VIRACOPOS, SALVADOR, MANAUS);

- Implementação dos PÓLOS PETROQUÍMICOS em São Paulo (Cubatão) e na Bahia (Camaçari);

- Investimentos na prospecção de petróleo no fundo do mar que resultaram na descoberta da bacia de Campos em 1976;

- Construção do PORTO DE ITAQUÍ e do terminal de minério da Ponta da Madeira, na Ilha de São Luís no Maranhão;

- Construção dos maiores estádios, ginásios, conjuntos aquáticos e complexos desportivos em diversas cidades e universidades do país;

- Promulgação do 'Estatuto da Terra', com o início da Reforma Agrária pacífica;

- Polícia Federal;

- Código Tributário Nacional;

- Código de Mineração;

- Implantação e desenvolvimento da Zona Franca de Manaus;

- IBDF - Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal;

- Conselho Nacional de Poluição Ambiental;

- Reforma do TCU;

- Estatuto do Magistério Superior;

- INDA - Instituto de Desenvolvimento Agrário;

- Criação do Banco Central (DEZ/64);

- SFH - Sistema Financeiro de Habitação;

- BNH - Banco Nacional de Habitação; (***).

- Construção de 4 milhões de moradias;

- Regulamentação do 13º. salário;

- Banco da Amazônia;

- SUDAM;

- Reforma Administrativa, Agrária, Bancária, Eleitoral, Habitacional, Política e Universitária;

- Ferrovia da soja;

- Rede Ferroviária ampliada de 3 mil e remodelada para 11 mil Km;

- Frota mercante de 1 para 4 milhões de TDW;

- Corredores de exportações de Vitória, Santos, Paranaguá e Rio Grande;

- Matrículas do ensino superior de 100 mil em 1964 para 1,3 milhões em 1981;

- Mais de 10 milhões de estudantes nas escolas (que eram realmente escolas);

- Estabelecimentos de assistência médico sanitária de 6 para 28 mil;

- Crédito Educativo;

- Projeto RONDON;

- MOBRAL;

- Abertura da Transamazônica com instalação de agrovilas;

- Asfaltamento da rodovia Belém-Brasília;

- Construção da usina hidrelétrica de Boa Esperança, no Rio Parnaíba;

- Construção da Ferrovia do Aço (de Belo Horizonte a Volta Redonda);

- Construção da PONTE RIO-NITERÓI;

- Construção da rodovia RIO-SANTOS (BR 101); e

- E o mais importante, impediram a implantação de uma 'FARC' no Brasil'.
(Dezembro/2008)

quarta-feira, 29 de março de 2017

PF prende conselheiros do TCE-RJ e leva Picciani pai para prestar depoimento

Entre os presos está o presidente do tribunal de contas, Aloysio Neves. De acordo com seu currículo no site do tribunal, Neves foi chefe de gabinete da presidência da Alerj durante as gestões de Sérgio Cabral
(1995 a 2003) e Jorge Picciani (2003 a 2010).
Procurado, o TCE não tinha um posicionamento de imediato sobre as investigações.
A operação, chamada O Quinto do Ouro, "cuida de investigar a suposta participação de membros do tribunal de contas do RJ, os quais seriam responsáveis por zelar pelos atos firmados pelo Estado, no recebimento de pagamentos indevidos oriundos de pagamentos indevidos de contratos firmados com o Estado do Rio de Janeiro em contrapartida ao favorecimento na análise de contas/contratos sob fiscalização no Tribunal", disse a PF em comunicado.
A ação tem uma ligação distante com as investigações da Lava Jato, mas não faz parte diretamente dela, de acordo com a Polícia Federal. A operação foi deflagrada com base em informações de delação premiada de um conselheiro do TCE, segundo a fonte que falou com a Reuters sob condição de anonimato.
No total foram expedidos 43 mandados judiciais para serem cumpridos nesta quarta-feira, a maioria na cidade do Rio de Janeiro, mas também nos municípios de Duque de Caxias e São João do Meriti, na Baixada Fluminense.
"Por se tratar de uma investigação que tem como alvos membros de um Tribunal de Contas Estadual, os trabalhos correm sob a presidência de um ministro do STJ no curso de um inquérito judicial", informou a PF, acrescentando que o nome da operação é uma referência à figura histórica do “Quinto da Coroa”, um imposto correspondente a 20 por cento que a Coroa Portuguesa cobrava dos mineradores de ouro no período do Brasil Colônia.
As operações de combate à corrupção acontecem no momento em que o Estado do Rio enfrenta grave crise econômica, que vem comprometendo o funcionamento dos serviços prestados à população, e política, com a prisão de importantes lideranças locais, como o ex-governador Sérgio Cabral e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, ambos do PMDB.
Na semana passada, o Ministério Público realizou cerimônia no Rio para a devolução de 250 milhões de reais repatriados do grupo de Cabral, sendo que parte do dinheiro foi destinada ao pagamento de salários.

(Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier)

terça-feira, 28 de março de 2017

Blogueiro diz ser ‘inimigo capital’ de Moro e quer afastar juiz

A defesa do blogueiro de esquerda Eduardo Guimarães, ligado ao PCdoB e ao PT, que vazou no Blog da Cidadania dados de uma ofensiva da Operação Lava Jato contra o ex-presidente Lula, pediu nesta segunda-feira (27) a suspeição do juiz federal Sergio Moro. O advogado Fernando Hideo Iochida Lacerda questionou a imparcialidade do magistrado e afirmou que há uma relação de hostilidade entre seu cliente e o juiz.

Defesa do blogueiro Eduardo Guimarães quer excluir juiz Sergio Moro de processo sobre embaraço à Operação Lava Jato: ‘São inimigos capitais’

“O juiz Sergio Moro jamais poderia ter praticado quaisquer destes atos em procedimento judicial contra Carlos Eduardo Cairo Guimarães, pois são inimigos capitais. A inimizade capital entre o cidadão Sergio Fernando Moro e o cidadão Carlos Eduardo Cairo Guimarães é antiga, recíproca e manifesta”, escreveu o defensor.

Guimarães promoveu uma representação contra Moro no Conselho Nacional de Justiça e faz críticas ao magistrado e à Operação Lava Jato. No ano passado, Moro representou criminalmente contra Guimarães por ameaça, em decorrência de postagens ofensivas que o blogueiro publicou na internet. Em uma delas, ele afirma que “delírios de um psicopata investido de um poder discricionário como Sergio Moro vão custar seu cargo, sua vida”. Nesse processo, o juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, indeferiu em dezembro pedidos de busca e apreensão e de condução coercitiva de Guimarães.

Moro conduz outro processo, no qual Guimarães é suspeito de embaraçar investigação de organização criminosa. O juiz autorizou a condução coercitiva de Guimarães na semana passada, bem como quebras de sigilo do blogueiro e busca e apreensão no endereço dele. Por causa da repercussão negativa entre entidades jornalísticas, que apontaram possível violação de sigilo da fonte, Moro depois voltou atrás para excluir dos autos provas que pudessem revelar quem repassara as informações reservadas ao blogueiro.

O Ministério Público e a Polícia Federal, no entanto, já haviam identificado o nome de uma servidora da Receita Federal que fazia parte do núcleo de investigações sobre Lula e de um jornalista que teriam enviado a Guimarães uma decisão sigilosa de Moro. Em depoimento na PF, o blogueiro confirmou ter avisado a um assessor de Lula sobre as ações da Lava Jato.

Fonte: Veja

39ª fase da Lava Jato: Moro expede mandados só para o Rio de Janeiro

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (28), a 39ª fase da Operação Lava Jato. Os seis mandados judiciais, expedidos pelo juiz Sergio Moro, são cumpridos na cidade do Rio de Janeiro. Segundo o jornal Bom Dia Brasil, da TV Globo, há pelo menos um mandado de uma prisão preventiva.

Os seis mandados judiciais são cumpridos apenas na cidade do Rio na manhã desta terça (28)

A superintendência da Polícia Federal do Paraná fala sobre a operação em entrevista coletiva marcada para as 10h. A etapa desta terça foi batizada de Paralelo, em uma referência ao mercado clandestino de valores e a atuação dos investigados.

A Operação Blackout, 38ª fase da Lava Jato, foi deflagrada em 23 de fevereiro deste ano e prendeu os lobistas Jorge Luz e Bruno Luz, pai e filho respectivamente, apontados como operadores do PMDB. Na ocasião, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão preventiva no Rio.

Fonte: Veja

PSOL tenta legalizar aborto no Brasil

STF deu 5 dias para Temer e Congresso se posicionarem sobre assunto

O PSOL, partido de Jean Wyllys, continua tentando impor sua agenda liberal e entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para descriminalizar aborto até 12ª semana. Relatora da ação ajuizada pelos socialistas, a ministra Rosa Weber, determinou nesta segunda-feira (27), que o presidente Michel Temer, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados se posicionem sobre o caso. O prazo dado por ela é de cinco dias.

De acordo com o Estadão, Weber pediu também que a ministra-chefe da Advocacia-Geral da União, Grace Mendonça, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviem pareceres sobre a ação.

Em sua decisão, escreveu: “Considerando, portanto, a pretensão liminar deduzida, requisitem-se informações prévias, nos termos do que prescreve o art. 5º, § 2º, da Lei nº 9.882/1999, ao presidente da República, ao Senado Federal e à Câmara dos Deputados. Após, dê-se vista ao advogada-geral da União e ao procurador-geral da República”.

O argumento do PSOL é que a criminalização do aborto afetaria “desproporcionalmente” mulheres negras e indígenas, pobres, de baixa escolaridade e que vivem distante de centros urbanos. O partido argumenta que “onde os métodos para a realização de um aborto são mais inseguros do que aqueles utilizados por mulheres com maior acesso à informação e poder econômico, resultando em uma grave afronta ao princípio da não discriminação”.

O desejo do PSOL é que sejam suspensas prisões em flagrante, inquéritos policiais e andamento de processos baseados nos artigos 124 e 126 do Código Penal, que pune quem aborta com um a três anos de detenção. Se o aborto for provocado por terceiros, com o consentimento da gestante, a pena sobe para quatro anos.

Até o momento a bancada evangélica, que sempre se manifestou contrária ao tema, não emitiu nota nem se manifestou oficialmente.

Precedente legal

Em novembro do ano passado, a 1ª Turma do STF criou um precedente legal para a descriminalização do aborto durante o primeiro trimestre de gestação. Ao julgar um caso, que envolvia funcionários e médicos de uma clínica clandestina no Rio de Janeiro, os livrou da prisão preventiva. Com isso, passou a servir como base para decisões de juízes de outras instâncias pelo País.

Naquele julgamento, além de Rosa Weber, mostraram-se favoráveis à legalização do aborto nos três primeiros meses de gravidez os ministros Luís Roberto Barroso e Edson Fachin.

Além disso, tramita no STF uma ação que pede a descriminalização do aborto no caso de grávidas infectadas pelo vírus da zika. Esse processo está a cargo da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia.

Brasil é o segundo país que mais rechaça o aborto, indica pesquisa

Apenas 13% dos brasileiros apoiam o aborto quando a mulher desejar, conforme indica recente pesquisa divulgada nesta semana, a qual mostra que o Brasil fica atrás somente do Peru quanto ao rechaço da população a esta prática.

A pesquisa Ipsos foi divulgada nesta semana à imprensa e afirma que o Brasil “está em penúltimo lugar entre os 24 países participantes do estudo sobre apoio ao direito à interrupção de gravidez”.

O levantamento foi feito entre os dias 20 de janeiro e 3 de fevereiro nos seguintes países: África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Hungria, Índia, Itália, Japão, México, Peru, Polônia, Rússia, Servia, Suécia e Turquia.

Os dados mostram como os brasileiros reverteram uma tendência de aumento do apoio ao aborto e este percentual voltou a cair. Em 2014 esse número era de 13%, tendo passado a 16% em 2016 e agora, em 2017, voltou aos 13%.

Entre os países pesquisados por Ipsos, os peruanos são os que mais rejeitam o aborto, pois apenas 12% concordam com tal prática, a qual é apoiada somente por 22% dos mexicanos, que estão atrás do Brasil.

Quando a questão é a aprovação ao aborto, os países europeus lideram o ranking. De acordo com a pesquisa, 77% dos suecos apoiam a prática abortista, seguidos pelos húngaros, com 67%, e franceses, com 65%.

A pesquisa sinalizou ainda que, no Brasil, 17% são totalmente contra o aborto, independente do cenário; e 21% afirmam que o aborto não deve ser realizado, exceto em casos em que a vida da mãe esteja em perigo.

Para o levantamento foram entrevistadas 17.551 pessoas, sendo adultos de 18 a 64 anos nos Estados Unidos e no Canadá e de 16 e 64 anos nos demais países. A margem de erro é de 3,5%.

Paternalismo da direita tem origem em seus principais intelectuais. Precisamos superar isso...Paternalismo da direita tem origem em seus principais intelectuais. Precisamos superar isso...

A conduta paternalista da direita em relação a esquerda, em especial a extrema-esquerda, é um dos pontos mais fracos da guerra política. Basicamente os direitistas costumam partir do equivocado princípio sob o qual esquerdistas são, em geral, estúpidos e leigos, quando de fato deveriam pensar que são mal intencionados e perversos.

Pode parecer pouco, mas isso gera problemas táticos gravíssimos. Quando você pensa que um inimigo é tolo, você não se preocupa com ele, não se prepara para enfrentá-lo. Nisso ele pode te surpreender, te dando uma rasteira a qualquer momento. No entanto, já abordei este tema diversas vezes por aqui, hoje quero aprofundá-lo no sentido de entender a sua origem.

O que considero de mais preocupante na direita de hoje, tanto a liberal quanto a conservadora, é o fato de não existirem intelectuais que atuem voltados para o campo político no sentido tático. Há cientistas políticos, há filósofos, há economistas e até sociólogos, mas é totalmente escassa a existência de articulistas táticos, estrategistas ou pelo menos racionalistas céticos. A origem pode estar diretamente ligada aos nossos próprios pensadores...

Se voltarmos algumas casas na história, podemos pensar em grandes nomes do passado e alguns que ainda estão vivos. Mises, por exemplo, foi um grande intelectual do século XX, um grande difusor das ideias liberais. Porém, em sua trajetória, ele dedicou-se muito mais profundamente ao estudo da economia e, se muito, da filosofia, não da política. Sua contribuição política para a direita é nula. Da mesma forma o filósofo inglês Roger Scruton, que certamente tem fortes contribuições para a cultura ocidental, mas é uma nulidade no campo político.

Quero que fique claro, antes de qualquer coisa, que não os estou desmerecendo. O trabalho deles foi importante e ainda é. O que falta, na realidade, é algo complementar, e isso não é obrigação de Mises, Hayek, Scruton ou Kirk, mas nossa. Estes, por não direcionarem sua obra no sentido que proponho, quando chegaram a tocar no assunto, ainda que de passagem, acabaram estimulando justamente a postura paternalista que a direita possui hoje. Para citar um exemplo específico, quero pegar uma passagem do próprio Scruton:

 "O intelectual de esquerda é tipicamente um jacobino. Acredita que o mundo é deficiente em sabedoria e justiça, e que a falha reside não na natureza humana, mas nos sistemas de poder estabelecidos. Ele se opõe ao poder estabelecido, como o defensor da 'justiça social' que retificará a antiga queixa dos oprimidos." (SCRUTON, Roger - Pensadores da Nova Esquerda; capítulo 1)

Em seguida, outro trecho: 


 "O intelectual de esquerda é também um 'libertário'. Ele deseja justiça social para as massas e também emancipação para si mesmo. A opressão que rege o mundo, acredita ele, atua externa e internamente." (SCRUTON, Roger - Pensadores da Nova Esquerda; capítulo 1)

Os dois trechos acima, com destaques meus, estão em uma mesma página. Ao longo do livro, mais ideias similares se repetem constantemente. Posturas idênticas ou bem parecidas podem ser encontradas no livro "A Mentalidade Anticapitalista", de Ludwig von Mises, ou em "O Caminho da Servidão", de Friedrich Hayek, ou ainda em obras de Russel Kirk. Percebe-se, portanto, que é um padrão. Qual o problema com este padrão?

Se você estimula as pessoas a pensarem que quem mata, rouba e aniquila rivais em busca de poder é um "libertário" que deseja "justiça social", naturalmente isso cria a ideia de que estamos lidando com meras vítimas de um mal maior, não com os próprios causadores deste mal. O princípio aplicado aí é o mesmo dado aos bandidos pelos defensores dos "Direitos Humanos", que os tratam como "vítimas da sociedade", quando na realidade são eles que fazem outras pessoas de vítimas de seus crimes.

Esquerdistas não são "jacobinos em busca de justiça social", tampouco querem a "libertação das massas". Todo esquerdista é essencialmente um trapaceiro, este é o ponto. Tratá-los como vítimas de uma suposta ignorância - que, a priori, nem temos como medir - é um erro grosseiro no âmbito tático. Pode ser verdade, sim, que a maioria dos esquerdistas não entenda muito sobre filosofia ou história. Pode ser verdade que muitos deles não saibam nada de economia. O ponto é que isso não tem a menor relevância. Na prática, o que realmente importa é aquilo que eles fazem e o que buscam - também já abordei isso diversas vezes por aqui.

Não devemos, no entanto, descartar os estudos da filosofia, da economia ou de outras ciências. Eles são importantes. Só não podemos confundi-los ao tentar trazê-los para o mundo real. A política funciona de forma totalmente alheia aos interesses ideológicos, eles no máximo servem como ponto de partida para algo. A política também não dá a mínima para princípios éticos e filosóficos, estes só servem para julgar os atos depois de praticados. 

O que a direita precisa, urgentemente, é superar este problema. Estes intelectuais, embora tenham contribuído muito em suas áreas, criaram também um cacoete terrível em liberais e conservadores, justamente porque se preocupavam demais com análises morais em vez de análises táticas. É corriqueiro encontrar comentários de pessoas, tanto em meu blog como em outros similares, que me dão conta da fraqueza de conhecimento técnico por parte da direita. Algumas pessoas, ao lerem minhas análises, simplesmente parecem surtar como se o que eu estivesse dizendo aqui fosse completamente absurdo, quando na realidade é extremamente óbvio.

Neste sentido, temos muito o que aprender com esquerdistas. Eles são intelectualmente muito superiores e organizados, tanto no meio político como acadêmico. No longo prazo, é isso o que lhes garante a hegemonia - que, aliás, não se engane, eles ainda possuem!

segunda-feira, 27 de março de 2017

Moro dá prazo para PF se manifestar sobre vídeo de coercitiva de Lula

O juiz federal Sérgio Moro deu cinco dias para que a Polícia Federal se manifeste sobre um suposto vídeo gravado durante a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em março do ano passado. O prazo foi concedido na sexta-feira (24). A informação é do ‘Correio Braziliense’.

A gravação, segundo a defesa de Lula, será usada no filme “Polícia Federal – A lei é para todos”. O longa, da produtora carioca New Group & Raconto e associados, custará R$ 12 milhões e será “um thriller policial político inspirado em fatos reais”.

Em manifestação a Moro, também na sexta-feira, os advogados do petista afirmaram que “a condução coercitiva em desfavor do peticionário (Lula) – medida autorizada por este Juízo e executada no dia 4 de março de 2016 – constituirá a principal cena do filme”. Para a defesa, o uso do suposto vídeo tem como objetivo “macular” a imagem de Lula “perante a sociedade”.

“Ocorre que para a gravação da cena os produtores tiveram acesso integral a uma suposta filmagem realizada pela Polícia Federal no dia da medida que privou a liberdade do peticionário por cerca de cinco horas”, alegaram os advogados.

A defesa pediu a Moro que determinasse à produção do filme que se abstivesse de usar a gravação e que fosse apurado “a responsabilidade criminal dos agentes policiais”.

Ao analisar o pedido da defesa de Lula, o juiz da Lava Jato afirmou que “não cabe a este Juízo impor censura a veículos de comunicação ou mesmo à produção de algum filme”. “Não são eles sequer partes deste processo”, anotou. “Não consta que qualquer gravação efetuada durante a diligência de condução coercitiva tenha sido disponibilizado à produção do filme ou a qualquer veículo de imprensa. Se o último fato tivesse ocorrido, aliás, provavelmente tais imagens já teriam sido publicizadas.”

Moro determinou: “Antes de qualquer providência, intime-se a autoridade policial responsável pelo caso para prestar oportunos esclarecimentos e se manifestar sobre a petição (da defesa de Lula).”

Fonte: Correio Braziliense

Evangélicos podem se unir em torno de Bolsonaro, diz especialista

“Nosso jeito de fazer política é católico”, afirma a antropóloga Christina Vital

Nas últimas eleições presidenciais, a candidatura do Pastor Everaldo (PSC) à presidência apesar da votação baixa, acabou sendo um marco na história política dos evangélicos. Pela primeira vez alguém usando um título eclesiástico se lançava na conquista do cargo mais alto do executivo.


Há décadas líderes religiosos são eleitos para postos no legislativo. Agora estudiosos acreditam que poderão se consolidar mais projetos políticos construídos por setores evangélicos.

Christina Vital, antropóloga da Universidade Federal Fluminense (UFF), autora do livro Religião e Política: medos sociais, extremismo religioso e as eleições de 2014, defendeu à agência de notícias DW que deverá haver uma “moderação” no tom para as próximas eleições presidenciais, ano que vem.

“Para vencer é preciso moderar e falar para a sociedade de um modo mais geral”, garante.

“Temos uma formação cultural e um jeito de fazer política cujo referencial é católico. Quando os evangélicos se apresentam na política, em todo o tempo eles estão lidando com esse elemento cultural”, explica a especialista.

Para ela, a eleição de Marcelo Crivella a prefeito do Rio de Janeiro é um exemplo disso. “O senador tinha uma fala acolhedora e pautada na gestão eficiente. Ele fez alianças muito amplas com diferentes setores da sociedade”, resume.


Mas um dos pontos principais é que ele não fez uma apresentação religiosa de sua candidatura, embora não negasse sua vinculação religiosa. Com isso conseguiu conquistar os eleitores não evangélicos.

Vital acredita que possa haver uma “unidade evangélica” em torno da candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro. “Sua candidatura visa produzir uma unidade evangélica em torno de seu nome. A novidade é que as lideranças evangélicas de diferentes denominações têm tentado aparar essas arestas e esta competição institucional em nome de “um bem maior”, analisa.

Segundo a antropóloga, existem outras barreiras a serem vencidas. “Temos uma formação cultural e um jeito de fazer política cujo referencial é católico. Quando os evangélicos se apresentam na política, em todo o tempo eles estão lidando com esse elemento cultural.”

Olhando-se para os números, embora seja sabido que evangélicos nem sempre votam em evangélicos, é preciso lembrar que eles são mais numerosos na Classe C e hoje possuem o maior número de eleitores, cerca de 54% do eleitorado.

Isso pode mudará mudar o perfil dos políticos no próximo pleito, uma vez que essa camada da sociedade “formada num seio religioso privilegia o empreendedorismo, a meritocracia, as conquistas individuais e tem aspirações burguesas”.

Outro aspecto a ser levado em conta é o perfil conservador da maioria da população brasileira. Com informações Valor

sábado, 25 de março de 2017

AGU pede rejeição de ação movida por Lula contra delegado da PF

Luiz Inácio Lula da Silva pede R$ 100 mil de indenização por danos morais supostamente sofridos na atuação do delegado na Operação Lava Jato

A Advocacia-Geral da União (AUG) defende o delegado da Polícia Federal Filipe Hille Pace na ação em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pede R$ 100 mil de indenização por danos morais supostamente sofridos na atuação do delegado na Operação Lava Jato. O pedido partiu do próprio delegado, de acordo com a Advocacia-Geral. A ação corre na 5ª Vara Cível de São Bernardo do Campo.

A Procuradoria Regional da União na 3ª Região, unidade da AGU que atua no caso, afirma que a independência da Polícia Federal (PF) e o bom funcionamento da Operação Lava Jato estarão comprometidos se os agentes públicos responsáveis pelas investigações criminais ficarem sujeitos a retaliações judiciais por parte dos acusados e investigados pela prática de atos ilícitos.

O dano moral alegado pelos advogados do ex-presidente teria acontecido na referência ao nome dele em um relatório feito sobre investigação contra Antonio Palocci. Mesmo sem ter Lula como alvo do inquérito, o delegado disse que havia respaldo probatório e coerência para se considerar que ele era o “Amigo” das planilhas da Odebrecht.

A AGU afirma que não houve irregularidade. “A postura do réu foi absolutamente correta. Deu-se ciência dos elementos encontrados durante a investigação sob sua presidência ao delegado competente para investigar o autor. Se assim não procedesse, o réu fatalmente incorreria em violação a dever funcional ou até mesmo responsabilização de ordem penal”, diz a AGU, que pode representar agentes públicos federais em processos que respondem por atos praticados no cumprimento do dever.

Na representação, a advocacia alega que os agentes públicos não podem responder diretamente por eventuais danos causados a terceiros, e que a administração pública deve responder por tais danos e posteriormente buscar o ressarcimento junto ao agente, se comprovado dolo ou culpa na atuação individual.

A unidade da AGU ressalta que a simples indicação de que há elementos para apurar a prática de uma conduta supostamente ilícita “não é, por si só, suficiente para gerar indenização por danos morais, mesmo que se conclua, ao final, pela inocência do indicado, mormente quando não resta comprovada qualquer conduta arbitrária ou ilegal por parte da autoridade”.

Os advogados da União também afirmaram que a conclusão de que há indício de que o ex-presidente era o “Amigo” da planilha de Marcelo Odebrecht não foi baseada em “meras conjecturas fantasiosas” ou na opinião pessoal “leviana” do réu, como alegado pelo ex-presidente, mas “em provas robustas colhidas ao longo de uma investigação minuciosa e exaustiva”. Dizem ainda que “as provas foram geradas no corpo de uma investigação lícita, sem qualquer arbitrariedade, abuso de poder ou desvio de finalidade”.

Outro ponto afirmado é que as publicações na imprensa de reportagens com esta referência a Lula “não decorreram da vontade do réu, mas do direito fundamental de informar e ser informado”. “A proporção da repercussão jornalística é diretamente proporcional à imagem pública do autor”, contesta a AGU.

Também de acordo com a representação da AGU, a ação deveria ser julgada pela Justiça Federal, por envolver a atuação de delegado em investigação de supostos crimes que teriam lesado os cofres da União.

Lula ataca procurador: 'acha que a Bíblia dele dá solução para tudo'

‘Nem Moro, nem Dallagnol, nem PF têm a honestidade que eu tenho’, desafia ex-presidente

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a atacar o juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol nesta sexta-feira (24). Durante a abertura do seminário que o PT promoveu em São Paulo, com o nome “O que a Lava-Jato fez pelo Brasil”.

Para Lula, os principais elementos da força-tarefa que investiga a corrupção no país não tem a honestidade que ele tem. “Nem o Moro, nem o Dallagnol, nem o delegado da Polícia Federal têm a lisura, a ética e a honestidade que eu tenho nestes 70 anos de vida”, bradou o político, que na prática já está fazendo campanha para as eleições presidenciais do ano que vem.

No encerramento do evento, ele defendeu também a aprovação da lei de abuso de autoridade no Congresso.
Para Lula, os integrantes magistrado e os policiais federais fizeram “a coisa mais sem vergonha da história deste país”. Ele se referia à condução coercitiva de que foi alvo em março do ano passado.

“A Polícia Federal, que é uma instituição que eu aprendi a respeitar e a fortaleci, mas na hora que ela invade a casa de uma pessoa. Na minha casa, entraram com máquina fotográfica no peito, máquina de filmar, e deram para a Veja fazer um filme com as filmagens que eles fizeram na minha casa”, reclamou.

Numa tentativa de inverter os argumentos, mesmo não conseguindo se desvencilhar das centenas de vezes que seu nome aparece nas delações, asseverou: “A Lava-Jato não precisa do crime. Primeiro, ela acha o criminoso e depois coloca o crime em cima do criminoso”.

Partindo para a forma mais baixa de argumentação, Lula atacou o procurador Dallagnol, chamando-o de “moleque” e debochando da fé evangélica professada por ele. “Aquele Dallagnol (vem) sugerir que o PT foi criado para ser uma organização criminosa… O que aquele moleque conhece de política? Ele nem sabe como se monta um governo. Não tem a menor noção. Ele acha que sentar em cima da Bíblia dele dá solução para tudo”.

Essa não é a primeira vez que o pré-candidato do PT mostra desprezo pelos valores cristãos do magistrado. Um ano atrás, a Polícia Federal divulgou uma conversa do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e de Lula onde o ex-presidente já ridicularizava o fato de alguns dos membros da força-tarefa serem evangélicos.

“Esses meninos da Polícia Federal e esses meninos do Ministério Público se sentem enviados de Deus”, disse Lula. “Os caras do ministério público são crentes. É uma coisa absurda”, respondeu Paes. 

Com informações O Globo

O verdadeiro preconceito do Ocidente: rejeição aos cristãos perseguidos

Representantes da ONG Open Doors, juntamente com outras ONGs concederam uma entrevista coletiva à imprensa para apresentar um relatório intitulado "Ataques Motivados pela Religião Contra Refugiados Cristãos na Alemanha" em 2016.

Finalmente depois de anos de apatia e imobilismo, Washington está estendendo a mão amiga, deveras necessária, aos cristãos do Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump anunciou recentemente que será dada prioridade aos cristãos perseguidos quando se tratar de aplicar o status de refugiado nos Estados Unidos.

Cristãos e yazidis estão sendo expostos ao genocídio nas mãos do ISIS e de outros grupos islâmicos, que estão empenhados em uma campanha de grandes proporções para escravizar as minorias não muçulmanas remanescentes e destruir o seu patrimônio cultural.
Em 2006 o estudioso Hannibal Travis salientou:
"Lamentavelmente o Ocidente rejeitou a ideia de solidariedade para com os cristãos do Oriente Médio priorizando a diplomacia baseada em interesses petrolíferos e no conflito árabe-israelense. Assim sendo, os Estados Unidos, Grã-Bretanha e França têm ignorado as perseguições aos cristãos do Iraque, Líbano, Egito e Sudão, ao mesmo tempo em que correm para salvar os países muçulmanos ricos em petróleo como a Arábia Saudita e o Kuwait, bem como as minorias sitiadas como curdos, bósnios e kosovares. Até o dia de hoje sabe-se que as tropas americanas acantonadas no Iraque nem sempre intervêm para impedir a perseguição aos cristãos, talvez por não quererem ser vistos como "tomando o partido dos cristãos" e com isso provocar retaliações".
Por esta razão os assim chamados liberais no Ocidente -- e até mesmo cristãos -- começaram a se opor à medida.
Cristãos autóctones no Iraque e na Síria não só estão sendo expostos ao genocídio nas mãos do Estado Islâmico (ISIS) e de outros grupos islamistas, como também tiveram seus pedidos de imigração para os países ocidentais postos em segundo plano pela ONU, vergonhosamente, sem causar nenhuma surpresa.
Um grupo de armênios do Iraque, por exemplo, fugiu de suas casas depois que o ISIS apareceu. Optaram por ir para Yozgat, Turquia. Em 21 de dezembro de 2015 o jornal Agos publicou a seguinte matéria sobre eles:
"Eles vivem em condições subumanas. A ONU não pode agendar nenhuma entrevista para pedido de imigração antes de 2022. Eles não sabem como irão sobreviver nestas condições por mais sete anos. A única coisa que eles querem é se reunir com seus parentes".
Yozgat, uma das cidades da Anatólia onde os armênios foram submetidos aos assassinatos mais abomináveis e exílio nas mãos dos muçulmanos durante o genocídio de 1915, é o lugar onde armênios se encontram novamente, desta vez lutando pela sobrevivência em meio ao desemprego, miséria, perseguição, intolerância e doença.
Sant Garabedyan, 23, disse que aos cristãos não são oferecidos empregos.
"Estive em Yozgat por dois meses. Somos em oito morando na mesma casa... Ninguém me contrata porque sou cristão. Minha esposa é caldeia e não usa crucifixo porque tem medo."
Alis Şalcıyan disse que eles deixaram o Iraque por temerem o ISIS.
"Estamos aqui há um ano. Ainda em Bagdá ficamos apavorados quando o ISIS invadiu o Iraque... Uma pessoa na rua viu o meu crucifixo e cuspiu no chão olhando nos meus olhos. Depois disso eu o tirei e o deixei em casa... Nós demos entrada em um pedido de imigração na ONU, no entanto eles marcaram a entrevista para 2022, apesar de terem feito outros agendamentos para o ano que vem. Somos obrigados a ficar aqui esperando por mais sete anos".
Gazar Setrakyan ressaltou que eles deixaram Bagdá na noite em que o ISIS invadiu a cidade: "quando os militantes do ISIS invadiram Bagdá, pintaram 'casa de cristãos' na porta da nossa casa. Ficou impossível continuar lá. Deixamos o nosso lar e três lojas, tivemos que fugir".
Lusin Sarkisyan disse que seu filho, que trabalhou para os americanos no Iraque foi alvo do ISIS. "Um belo dia militantes ISIS ameaçaram meu filho dizendo que matariam a sua família se ele continuasse a trabalhar para os americanos. Tivemos que fugir".
Sarkisyan acrescentou que os funcionários da ONU marcaram uma entrevista para avaliar um pedido de imigração para 2018. "Não sei o que vamos fazer até lá".
Mesmo quando os países europeus acolhem refugiados cristãos, eles não os protegem dos ataques de muçulmanos que ocorrem nos alojamentos de refugiados.
De acordo com os resultados de um levantamento, uma pesquisa do grupo de defesa cristão Christian Open Doors USA, os refugiados de descendência cristã e yazidi que fugiram da perseguição de lugares como a Síria e o Iraque continuam enfrentando ataques por motivos religiosos na Alemanha.
Desde fevereiro de 2016 cerca de 800 refugiados cristãos e yazidis foram atacados por outras etnias nos acampamentos e centros de assistência, de acordo com um boletim intitulado "Falta de proteção às minorias religiosas na Alemanha" realizado entre os dias 15 de fevereiro e 30 de setembro de 2016.
"Ao ser questionado sobre a natureza dos ataques, a agressão foi a palavra mais comumente citada, seguida por ameaças de morte, dirigidas diretamente aos próprios refugiados cristãos ou às suas famílias na Alemanha ou em seus países de origem.
"Ataques sexuais foram assinalados por 44 vítimas. Outras formas de perseguição compreendem insultos, ameaças em geral e agressões físicas que não haviam sido definidas como agressão. Dos entrevistados, 11% se sentiram intimidados por música alta/orações".
De acordo com o testemunho de um refugiado do Iraque, ele recebeu ameaças de morte depois que muçulmanos viram que ele estava lendo a Bíblia:
"Eles queriam que eu me convertesse novamente ao Islã. O diretor do estabelecimento afirmou ser impotente e sem condições de me proteger. Como eu temia ser morto, relatei a situação a um assistente social que em seguida registrou a denúncia. As ameaças de morte se intensificaram. O intérprete tentou banalizar as ameaças e ocultá-las da secretaria do bem-estar social. O departamento então instruiu a gerência do estabelecimento a dar mais de si a fim de garantir a minha segurança. Ela não tinha condições para isso e por esta razão fui transferido para outro alojamento".
"Alguns muçulmanos disseram", segundo revelou um refugiado do Irã: o Islã nos permite derramar seu sangueseu espírito e suas vestes são impuras".
Uma refugiada do Irã assinalou:
"No início todos eram bons conosco. Então perceberam que eu era cristã. Eles pegaram a água suja que usavam para limpeza e, do piso superior, jogaram-na em cima da gente... Não sei o que aconteceu depois disso. Até hoje (17 dias após o ocorrido) minha denúncia ainda não foi registrada".
Segundo o relatório, os yazidis, minoria autóctone, religiosa perseguida no Oriente Médio, também estão expostos a agressões e discriminação.
"Dos 10 refugiados yazidis, três foram ameaçados de morte, dois sofreram assédio sexual e cinco sofreram outras formas de perseguição. Seis relataram que ocorrências dessa natureza aconteceram repetidas vezes. Em três casos os criminosos eram refugiados como eles e nos outros três os familiares dos funcionários da segurança perpetraram os crimes. Cinco vítimas não registraram nenhuma denúncia por considerá-la inútil".
Integrantes do staff nos alojamentos de refugiados também estão envolvidos na discriminação. Quase um terço dos entrevistados disseram que o grosso da discriminação e violência vêm principalmente dos guardas dos alojamentos de descendência muçulmana. De acordo com o relatório:
"Em caso de conflito, um grande número de funcionários muçulmanos se solidarizam com seus irmãos muçulmanos, obstruindo ou minimizando as reclamações. Intérpretes influenciam o resultado dos procedimentos no asilo de forma ilícita e, por vezes, até se envolvem ativamente na discriminação dentro dos alojamentos".
Um cristão do Irã assinalou: "eu tive um problema e o denunciei reiteradamente aos canais competentes. Há uma pessoa que vive insultando nossas mães e irmãs. Ele disse que somos 'neciz' (impuros)".
"O quadro do serviço de segurança é formado integralmente por árabes e eles só ajudam seus patrícios", ressaltou um cristão da Eritreia. "Sempre que alguém faz algo de errado no alojamento, eles dizem: 'Foram os cristãos', ainda que não tenhamos feito nada".
Somente em raras ocasiões o prejudicado se dispõe a prestar queixa(17% ou seja: 129 pessoas) na polícia de acordo com o relatório.
"Se incluirmos os relatórios e queixas apresentados à administração do alojamento, apenas 28% (213) requisitaram a proteção das autoridades alemãs. 54% dos inquiridos (399) deram razões específicas para não registrar queixas: 48% estavam com medo, principalmente da recorrência de ataques ou de que a situação iria piorar ainda mais (36%). Outros motivos são a falta de oportunidades seguras para entrar em contato ou se comunicar com a polícia ou com as autoridades competentes devido a barreiras linguísticas e (14%) a impressão de que o relatório seria de alguma maneira inútil".
Em outros países europeus - entre eles Áustria, Suíça, França, Reino Unido, Suécia, Holanda, Itália, Espanha e Grécia - os refugiados cristãos e yazidis também estão expostos a ataques nas mãos de refugiados de descendência muçulmana.
O governo alemão também está rejeitando pedidos de asilo de refugiados cristãos, deportando-os injustamente, segundo um pastor alemão.
De acordo com a CBN News o Dr. Gottfried Martens, um pastor da Igreja Luterana Trindade em Berlim, realçou que o governo alemão está rejeitando praticamente todos os pedidos de asilo da maioria dos refugiados iranianos e afegãos de sua igreja, que esperam há anos na Alemanha para que o governo dê atenção aos seus casos.
O arcebispo de Aleppo, Jean-Clément Jeanbart, da Igreja Greco-Católica Melquita disse em uma entrevista:
"O egoísmo e os interesses submissamente defendidos pelos seus governos irão no final também liquidá-los. Abram os olhos. Vocês não viram o que aconteceu recentemente em Paris?"
Ao que tudo indica, eles não abriram os olhos. Parece que eles ainda estão em estado de negação. De acordo com dados do governo dos Estados Unidos, dos quase 11.000 refugiados sírios aceitos pelos Estados Unidos no ano fiscal de 2016, apenas 56 eram cristãos.
Quando alguém levanta a questão dos países ocidentais, tendo em vista os migrantes muçulmanos da Síria e do Iraque sem a devida checagem no tocante aos vínculos jihadistas, ao mesmo tempo em que se deixa para trás as vítimas dos jihadistas, cristãs e yazidis, esse alguém é acusado de ser "intolerante" e "racista". Mas o verdadeiro preconceito está no abandono dos perseguidos e inofensivos cristãos e yazidis do Oriente Médio, principais vítimas do incessante genocídio na Síria e no Iraque.
É verdade que os muçulmanos xiitas e até mesmo certos muçulmanos sunitas - em particular os não praticantes, moderados e seculares - também estão ameaçados pelo Estado Islâmico. Mas o ISIS e demais organizações islamistas não estão procurando destruir o Islã e acabar com os muçulmanos. Muito pelo contrário, eles visam institucionalizar ainda mais o Islã e até mesmo expandir a influência islâmica em outros países e estabelecer um califado (império islâmico) com base nas escrituras islâmicas.
Ajudar as minorias religiosas no mundo muçulmano não é apenas uma questão humanitária, mas também uma questão política de vital importância para o Ocidente. Há quem acredite que os EUA ou o Ocidente não deveriam se envolver na política do Oriente Médio.
No entanto, se o Ocidente continuar fazendo vista grossa à radicalização islâmica no Oriente Médio e Norte da África, o que ele espera que irá acontecer no próprio Ocidente?
Enquanto os islamistas continuarem atingindo "vitórias" pelas nações e enquanto os cristãos e demais não muçulmanos continuarem a ser exterminados, os islamistas amealharão mais poder e coragem de se expandir para a Europa e outras regiões do planeta.
A ideologia islâmica radical nunca para no lugar onde toma o poder. É uma ideologia genocida, imperialista e colonialista. Ela tem como meta matar ou subjugar todos os não muçulmanos que estejam sob seu domínio. A jihad islâmica começou no século VII na Península Arábica. Na sequência, por meio de massacres e pressão social, incluindo o imposto jizya e a instituição da dhimmitude, ela se expandiu por três continentes - Ásia, África e Europa - perseguindo um número incontável de povos autóctones.
Parece que uma das maneiras mais eficientes de parar esse paradigma é apoiar os cristãos e demais não muçulmanos do Oriente Médio. O Ocidente não só adquirirá um aliado importante no Oriente Médio como também enfraquecerá a influência política, militar e econômica dos islamistas.
Os países ocidentais deveriam receber de pronto e de braços abertos os cristãos e os yazidis - os principais alvos do genocídio - além disso também deveriam considerar maneiras de conferir poderes a eles em suas terras nativas, como por exemplo a criação de refúgios. Já está mais do que na hora de não só os EUA, mas todos os outros governos ocidentais finalmente enxergarem que os cristãos no Oriente Médio são uma extensão deles próprios.

Uzay Bulut, jornalista nascida e criada como muçulmana na Turquia, está atualmente radicada em Washington D.C.
Publicado no site do Gatestone Institute.
Tradução: Joseph Skilnik