segunda-feira, 31 de julho de 2017

Provas reunidas pela JBS revelam distribuição de R$ 1,1 bi em propinas

Foi entregue a PGR um conjunto de documentos que provaria que a empresa destinou R$ 1,1 bilhão em propinas a políticos e empresas indicadas por políticos entre 2006 e 2017

A um mês do prazo estipulado para entregar à Procuradoria-Geral da República (PGR) evidências comprobatórias das delações feitas pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, um conjunto de documentos incluindo planilhas, comprovantes bancários, notas fiscais frias, contratos fraudulentos e contas secretas no exterior mostram que a empresa destinou R$ 1,1 bilhão em propinas a políticos ou empresas indicadas por políticos entre 2006 e 2017.

Desse volume, segundo reportagem da revista ‘Época’, que obteve acesso ao conjunto de papéis, R$ 301 mil ocorreram em dinheiro vivo e R$ 395 mil por meio de empresas indicadas por políticos e R$ 427,4 milhões em doações oficiais.

Do papelório, emergem provas como recibos de pagamentos fraudulentos a empresas indicadas à JBS, durante a campanha eleitoral de 2010, pelo então candidato a vice-presidente Michel Temer (PMDB) ou do candidato a presidente José Serra (PSDB). Ou extratos das duas contas mantidas nos EUA, com saldo de US$ 150 milhões, para financiar a campanha da candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) e dos partidos que se aliaram a ela.

Há também novidades, segundo a revista. Provas do pagamento de US$ 1 milhão ao ex-ministro Antonio Palocci por meio de conta nos EUA. E pagamentos em dinheiro a políticos que fazem parte do atual governo, como Eunício de Oliveira, presidente do Senado, e aos ministros Bruno Araújo, Gilberto Kassab, Helder barbalho e Marcos Pereira. Kassab teria recebido, até o ano passado, cerca de R$ 18 milhões.

De acordo com a reportagem, o acervo demonstra que a JBS não fazia distinção entre os partidos. Não existia um “corte ideológico”, o valor do político era proporcional à capacidade de proporcionar benefícios à empresa. Em estados como Ceará, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, onde a empresa tinha mais interesses comerciais, o volume de dinheiro distribuído era proporcionalmente maior.

Fonte: Agência O Globo

domingo, 30 de julho de 2017

'Por que podemos criticar o cristianismo, mas não o islã?', questiona Richard Dawkins

Cientista ateu teve evento cancelado após criticar o fundamentalismo islâmico

"Por que podemos criticar o cristianismo, mas não o islã?

O cientista Richard Dawkins, um dos maiores divulgadores científicos da atualidade, foi alvo de uma polêmica. Autor de vários livros e crítico das religiões, teve um evento cancelado por críticas feitas contra muçulmanos.

Dawkins participaria de uma palestra na Universidade de Berkeley para falar do livro de memórias Brief Candle in the Dark. Mas, após tuites considerados ofensivos pela organização do evento, a rádio KPFA, a programação foi cancelada.

“Nós não sabíamos que ele tinha ofendido – em seus tuítes e outros comentários sobre o Islã – tantas pessoas. A KPFA não apoia discursos ofensivos”, disse a rádio, por meio de um comunicado.

Richard é um expoente do neoateísmo e conhecido por suas críticas ao cristianismo. O autor ficou surpreso com a decisão, que a classificou sem fundamento.

“Eu sou conhecido como um crítico frequente do Cristianismo e nunca foi desconvidado por causa disso. Por que dar um passe livre para o Islã? Por que é aceitável criticar o Cristianismo mas não o Islã?”, afirmou.

Dawkins acredita que o islamismo militante prejudica e estigmatiza os mulçumanos. Ainda disse que o Islã é “a maior força para o mal no mundo de hoje”.

Outras pessoas ficaram ao lado do cientista, entre eles o professor e autor Steve Pinker, que trabalha em Harvard. “A decisão é intolerante, mal-fundamentada e ignorante”, afirmou por meio de carta.

V.S. Ramachandran, notório neurocientista da Universidade da Califórnia, defendeu Richard. “Dawkins é a pessoa mais corajosa e intelectualmente honesta que eu conheço. Concorde ou não com suas posições, você não pode questionar a integridade dele”.

A Universidade de Berkeley tem sido alvos frequentes de polêmicas. Em abril, cancelou uma palestra de Ann Coulter, escritora conservadora. O mesmo ocorreu com o jornalista de direita Milo Yiannopoulos, por protestos de alunos. 

Com informações Gazeta do Povo

Se não fossem os cristãos

“O Cristianismo é o fundador da moral ocidental e o mediador intelectual da filosofia grega e direito romano, além de fundador da ciência moderna”

Há verdades incômodas, mas que não deixam de ser verdades apesar de não gostarmos delas. Por exemplo, quem parou Hitler na segunda guerra mundial foi outro ditador ainda mais sanguinário: Stálin. Devemos agradecê-lo? Acho que isso é demasiadamente torpe e humanamente impossível para mim, isto é, agradecer qualquer tirano por quaisquer atos que possam ter gerado algum bem involuntário e secundário. Mas sempre devemos admitir os fatos; a realidade e verdade liberta, ainda que nos doa e não seja agradável aos nossos egos admiti-las.

Dizia Régine Pernoud:
“Impossível negar de modo mais ingênuo ou com menos pudor a História. A liberdade de pensamento, que ela exige e necessita, como toda pesquisa científica, não pode ser confundida, de forma alguma, com fantasias intelectuais de um indivíduo, ditadas por suas opções políticas, suas opiniões pessoais ou seus impulsos momentâneos, ou mais simplesmente pelo desejo de escrever um volume de grande tiragem”[1].

Algo que sempre me deixou estupefato foi como os doutos acadêmicos, em sua maioria ateus, defendem e até arrogam que o islã deve ser uma das matrizes da “nova sociedade ocidental”. Estes têm orgasmos intelectuais ao perceberem as aberturas destemperadas das fronteiras ocidentais para os muçulmanos radicais. É justamente esta ligação entre ateus e muçulmanos que eu gostaria de analisar hoje. O que eles possuem em comum é o ódio ao Cristianismo e à cultura judaico-cristã, ignorando todos os fatos que evidenciam que a estrutura do Ocidente moderno é próprio Cristianismo.

Sempre que eu vejo um debate sobre o islamismo, ou até mesmo apologias de certas correntes políticas a ele, eu me questiono: será que eles realmente desejam a cultura islâmica no ocidente, ou falam isso somente por fetiche acadêmico, por uma conclamação politicamente correta, uma tolerância disforme e sem sentido? Vocês já refletiram que democracia moderna, liberdade de expressão, liberdade religiosa e avanço tecnológico e científico estão diretamente e simbioticamente unidas aos valores judaico-cristãos? Quantas sociedades islâmicas se abriram à ciência e a democracia, aos avanços filosóficos e sociais, assim como ocorreu no Ocidente cristão?

Coleção: História da Igreja de Cristo

Uma rápida olhada na extensa obra “Igreja de Cristo” de Daniel Rops, ou nas obras de Régine Pernoud, Thomas E. Woods Jr., Christopher Dawson, Jacques Le Goff, entre outros, logo constatamos que o avanço ocidental passou diretamente — e necessariamente — pela abertura científica da Igreja Católica para os estudos do universo em seu nível macro e micro. Sem a cultura cristã o Ocidente teria parado, ou sofrido grandes penalizações, já na queda de Roma. Quanto menos teria chegado à renascença ou na modernidade com toda a sua robustez intelectual e científica.

Outra verdade incômoda que a modernidade não aceita é a de que homens colossais da ciência — sem os quais não poderíamos sequer falar de avanço científico ou de modernidade — foram cientistas-cristãos, convictos de suas crenças e defensores delas. Vejamos alguns: Roger Bacon (1214–1294), precursor do método científico e Frade católico; Robert Boyle (1627–1691), conhecido como o pai da química moderna, um cristão fervoroso; Isaac Newton (1642–1727), em sua obra Principia, no final do livro, ele diz: “Este mais belo Sistema do Sol, Planetas e Cometas poderia apenas proceder do conselho e domínio de um Ser inteligente e poderoso”[3]; Charles Babbage(1792–1871), apologista cristão e precursor do conceito de computação programada; George Mendel (1822–1884), monge beneditino e pai da genética; Georges Lemaître (1894–1966) criador do conceito de hipótese do átomo primordial, que depois seria conhecido como teoria Big Bang, Lemaître também era sacerdote católico. Bom, creio que esses exemplos sejam satisfatórios para ilustrar a minha argumentação.

Albert Einstein e Georges Lemaître

Com isso, todavia, não quero negar os fatos de que muitos homens da igreja se opuseram aos avanços científicos, mas quero deixar claro que: ainda que as oposições de reacionários existissem — e de fato existiram — , o apreço pelo conhecimento e a manta estendida do Cristianismo em prol dos estudos sempre prepararam o intelecto dos crentes para o conhecimento do mundo criado por Deus. Antes das formulações de doutrinas e dogmas já havia uma verdade inconteste, um senso-comum irrevogável de que o mundo foi feito por Deus para que os homens o conhecessem; e contra isso nem a Igreja católica ou as igrejas protestantes poderiam se opor durante muito tempo.

Muitos insistem em acreditar nas parlengas ateias dos iluministas, nos fatos astronomicamente — e pateticamente — exagerados. Quem nunca ouviu falar “dos milhões de mortos pela inquisição”, ou que “o Papa Pio XII era aliado de Hitler na segunda guerra mundial”? Quem nunca ouviu falar que a Igreja Católica, e que o Cristianismo em geral, barrou os avanços científicos? A pergunta que incomoda é: quais sociedades islâmicas alcançaram o mesmo patamar de evolução e profundidade intelectual e científica do Ocidente cristão?


“A verdade é que, até para ser um laicista, ou melhor, até mesmo para ser um ateu raivoso você precisou da abertura democrática do Cristianismo que veio a partir da aceitação lenta e prudente da filosofia grega nas teologias cristãs”




Veja, e isso não se trata de uma briga de arquibancada entre cristãos e islâmicos; mas de explanações de realidades históricas realmente incômodas para muitos. Não se trata de diminuir, de forma alguma, os avanços culturais e até mesmo de intelectuais do oriente muçulmano que de fato houve e não há como fingir que não; se trata, em suma, de proporcionalidades das realizações sociais advindas das concepções estruturais de cada visão de mundo. E neste aspecto não há comparação ou nivelamento entre ambas as religiões. O Cristianismo foi a manta que proporcionou os avanços políticos, científicos e sociais no Ocidente; retirando a moral judaico-cristã de nossa realidade ocidental sobraria apenas um montante de informações e caracteres esparsos e desconexos com a realidade moderna. O cristianismo é o fundador da moral ocidental e o mediador intelectual da filosofia grega e direito romano, além de fundador da ciência moderna.

A verdade é que, até para ser um laicista, ou melhor, até mesmo para ser um ateu raivoso você precisou da abertura democrática do Cristianismo. Eis o que eu afirmo: para que os ateus tivessem o direito de serem ateus, antes, foram necessários os cruzados morrendo em batalhas para barrar os califados; as copias de obras monumentais da humanidade, feitas a mão — uma a uma — por monges copistas; a clausura intelectual dos Franciscanos apologistas; e a criação das universidades pela a Igreja Católica. Caso contrário os ateus poderiam estar piedosamente, nesse momento, ajoelhados em seus tapetinhos virados para a Mecca. Quem defende o Islã no ocidente — sem ser um muçulmano — são somente aqueles que desfrutam das virtudes sociais do próprio Ocidente, de suas liberdades democráticas. Em todos os países de herança judaico-cristã são permitidas as construções de templos islâmicos; ao passo que na Arábia Saudita o simples fato de ser cristão é crime; portar uma Bíblia na Somália ou nas Ilhas Maldivas é certeza de martírio.

Na xaria não há liberdade para ser ateu ou laicista, não há feminismo ou direitos humanos no islã. Se hoje há a liberdade de negar a existência de Deus, se hoje pode-se cuspir no Cristianismo a sua arrogância intelectual frente “a ignorância titânica dos cristãos moralistas”, agradeça antes aos cruzados. Aqueles homens que saiam de suas casas para morrer por um mundo onde amar Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo era a regra mais sagrada que existia.

Não digo que não houve erros e barbáries sob o Cristianismo, o que eu afirmo é que quem continua a decapitar, queimar, estuprar, pregar uma sociedade teocrática jihadista e extremamente totalitária não são os cristãos — aliás, nunca foram os cristãos. A virtude do homem não está em negar suas heranças sombrias, mas sim em reconhecer seus tropeços e mudar seus atos. Mas, ainda assim, é bom lembrar o que Régine Pernoud disse: “Para o historiador do ano 3000, onde estará o fanatismo? No século XIII ou no século XX?”[4]. A inquisição, perto do que fizeram Stálin e Mao Tse Tung, por exemplo, foi uma traquinagem infantil de fim de tarde.

A história tem disso: as cruzadas do passado forjaram o apreço de um povo pela liberdade. Ao ponto que, conviver com as diferenças religiosas, no Ocidente, tornou-se um valor cultuado, uma virtude louvada. As cruzadas impediram que o ocidente fosse forjado pela xaria, proporcionando, entre muitas coisas, que a democracia fosse um princípio régio e o ateísmo uma escolha possível. Até para serem ateus vocês precisaram do Cristianismo!

Referências:

[1] PERNOUD, Régine. Idade média: o que não nos ensinaram, 1ª Ed, Livraria Agir: São Paulo, 1974, p. 110

[2] IN, HEREN, Fred. Mostre-me Deus: o que as mensagens do espaço nos diz sobre Deus, Clio editora: São Paulo, 2008, p. 404

[3]PERNOUD, Régine. Idade média: o que não nos ensinaram, 1ª Ed, Livraria Agir: São Paulo, 1974, p. 108

Fonte ; https://blogdocontra.com.br/se-n%C3%A3o-fossem-os-crist%C3%A3os-af48e9abd0e4

Ideologia de gênero aumenta em 500% os conflitos psicológicos em crianças

A ideologia de gênero elevou em 500% por cento o número de crianças atendidas por disforia de gênero na Escócia. (Foto: NPR)

Após a ideologia de gênero passar a ser aceita em escolas e outras instituições da Escócia, o número de crianças confusas com relação ao seu próprio gênero (masculino ou feminino) que foram enviadas para especialistas aumentou cerca de 500% em quatro anos, no país.

Em 2013, apenas 34 crianças foram enviadas para apoio especializado a crianças com disforia de gênero (distúrbio que gera o conflito sobre a definição de gênero), de acordo com o jornal 'The Times Scotland'. Mas esse número tem vindo a multiplicar quase todos os anos desde então, acabou excedendo a quantidade de 200 crianças no ano passado.

Os grupos Pró-LGBT argumentaram que o aumento desses números se deve ao "aumento da conscientização na sociedade sobre tais questões".

"Penso que em 2013, se você fosse um jovem em conflito com questões de gênero, não saberia para onde se dirigir", disse James Morton, gerente da 'Scottish Trans Alliance', que apoia os transgêneros no país. "E se eles fossem ver sua identidade de gênero, muitas vezes seu médico não saberia para onde se dirigir. Mas nos últimos anos, as vias de referência sobre este assunto se tornaram muito mais claras".

"Também foi apenas nos últimos anos que muitas crianças se tornaram conscientes de uma palavra para descrever o que estão passando", acrescentou.

O jornal escocês 'The Times' informou que estas crianças são levadas aos especialistas porque estão "preocupadas com sua identidade de gênero ou sua expressão de seu gênero".

As estatísticas anteriores divulgadas pelo Serviço de Desenvolvimento de Identidade de Gênero mostraram que houve um grande aumento no número de crianças que se dirigem a clínicas de identidade de gênero como um todo no Reino Unido, com os números quadruplicando nos últimos cinco anos.

Os conservadores argumentam que a disforia de gênero está sendo resultado de uma pressão imposta sobre as crianças, no entanto.

"Isto tornou-se uma indústria, as pessoas estão se preparando cada vez mais para encorajar as crianças a questionarem o seu gênero em uma época em que elas só precisam fazer o seu papel de filhos e filhas. Quando os professores criam essas questões, as crianças podem ficar confusas ou infelizes e traumatizadas por isto", afirmou Chris McGovern, ex-conselheiro do Departamento de Educação, em um artigo para o jornal 'The Telegraph' no início de julho.

"Em certo sentido, estamos impondo preocupações de adultos às crianças. As escolas também estão sendo pressionadas para cumprir uma agenda politicamente correta", acrescentou McGovern.

A Dra. Joanna Williams, professora universitária e autora do livro 'Women vs Feminism' ('Mulheres X Feminismo') argumentou ainda que é justamente a ideologia de gênero que está levando as crianças a sofrerem com tal confusão.

"As pesquisas sugerem que apenas um por cento da população tem problemas com questões de gênero. Embora o número de crianças transgênero seja pequeno, está crescendo rapidamente", afirmou Williams em junho, advertindo que as crianças estão sendo forçadas a "desaprender" a diferença entre meninos e meninas.

"As crianças - incentivadas por suas experiências na escola - estão começando a questionar sua identidade de gênero em idades cada vez mais jovens", acrescentou, ressaltando que algumas escolas estão agora "encorajando até mesmo as crianças mais jovens a questionarem se são realmente um menino ou uma menina".


Contexto no Brasil

Segundo o procurador Guilherme Schelb, a ideologia de gênero realmente tem como objetivo cumprir uma agenda de doutrinação sobre as crianças, para que elas se tornem posteriormente adultos vulneráveis e facilmente manipuláveis.

Já no ano de 2015, o procurador estava alertando a sociedade brasileira sobre o assunto, como registrado em uma entrevista para o apresentador Edely Tápia, no programa 'Família & CIA'.

Clique abaixo para assistir:

sábado, 29 de julho de 2017

GenEx Villas Boas - Saída da Crise deve vir da eleição de 2018

O Comandante do Exército, General Eduardo Villas Bôas, afirma que a saída para a crise do país "está nas mãos dos cidadãos brasileiros", que poderão, "nas eleições de 2018, sinalizar o rumo a ser seguido".

O Comandante do Exército, General Eduardo Villas Bôas, afirma que a saída para a crise do país "está nas mãos dos cidadãos brasileiros", que poderão, "nas eleições de 2018, sinalizar o rumo a ser seguido".

O Comandante do Exército, General Eduardo Villas Bôas, afirma que a saída para a crise do país "está nas mãos dos cidadãos brasileiros", que poderão, "nas eleições de 2018, sinalizar o rumo a ser seguido".

Voz moderada em meio à cacofonia histérica de extremos ideológicos que marca a crise, na qual volta e meia grupelhos clamam por intervenção militar, Villas Bôas diz que "o Brasil e suas instituições evoluíram e desenvolveram um sistema de pesos e contrapesos que dispensa a tutela por parte das Forças Armadas" e reitera que a Constituição deve prevalecer: "Todos devem tê-la como farol a ser seguido".

A entrevista foi feita via e-mail, por opção da assessoria do Exército, e as perguntas foram enviadas no dia 4 de julho, sendo respondidas 23 dias depois, na quinta (27JUL2017).

Folha - Pesquisa Datafolha recente mostrou que as Forças Armadas são a instituição do país em que a população mais confia hoje, enquanto a Presidência, o Congresso e os partidos são as instituições menos confiáveis. Como interpreta esses dados? 

Eduardo Villas Bôas - Esses números nos impõem uma imensa responsabilidade. As Forças Armadas, que constituem um corte vertical da sociedade e possuem representantes de todo o espectro social, são reconhecidas por serem uma reserva de valores, como integridade, ética, honestidade, patriotismo e desprendimento.

Elas sempre estiveram presentes em momentos importantes da história de nossa nação. Algumas vezes, com o Braço Forte e, inúmeras vezes, com a Mão Amiga. Por conseguinte, essa confiança configura um capital intangível que nos é muito caro.

Demonstra que a maioria esmagadora da população nos observa atentamente e nos avalia.

Pela primeira vez na história, um presidente foi denunciado por corrupção no exercício do mandato. Como acompanha essa crise? Acha que o presidente Temer tem condições éticas de permanecer no cargo?

Vivemos um período de ineditismos. Mas o fato de seguirmos batalhando, em nosso dia a dia, demonstra que as nossas instituições ainda estão funcionando, mesmo com a crise pela qual elas e o país vêm passando. Cabe-lhes atuar no limite de suas atribuições, sempre com o sentido de se fortalecerem mutuamente. Neste momento, o que deve prevalecer é a Constituição Federal e todos, repito, todos devem tê-la como farol a ser seguido.

Há quem compare a crise atual com aquela vivida em 1964. É possível fazer essa analogia?

Comparações podem ser feitas, mas o Brasil é, hoje, um país muito mais complexo e sofisticado. Naquela época, havia uma situação de confronto característica da Guerra Fria, com a ação de ideologias externas, que fomentaram ameaças à hierarquia e à disciplina nas Forças Armadas, aspectos que não estão presentes nos dias atuais.

O Brasil e suas instituições evoluíram e desenvolveram um sistema de pesos e contrapesos que dispensa a tutela por parte das Forças Armadas. Hoje, elas estão cientes de suas missões e capacidades e mantêm-se fiéis aos ditames constitucionais.

É chegada a hora de consentir que o período que engloba 1964 é história e assim deve ser percebido.

Em manifestações recentes, o Sr. fez uma defesa enfática da Lava Jato. Como analisa os movimentos que vão na contramão da faxina ética pretendida pela operação (julgamento no TSE, liberação de Rocha Loures, devolução do mandato de Aécio, etc.)?

As instituições estão trabalhando e buscando resolver essa crise, que está atingindo nosso cerne e relativizando nossos valores.

Tenho afirmado que, além da crise política, vivemos um momento em que faltam fundamentos éticos e no qual o "politicamente correto", por vezes mal interpretado, prejudica nossa evolução. Falta-nos uma identidade e um projeto estratégico de país. País com letra maiúscula. Por isso, costumo dizer que estamos à deriva.

No entanto, considero essa crise uma oportunidade, que poderá auxiliar a nação a se sanear, sem influências ideológicas ou políticas.

A Lava Jato simboliza a esperança de que se produza no país uma mudança fundamental, em que a ética seja nossa parceira cotidiana e a sensação de impunidade, coisa do passado.

Como o Exército se posiciona sobre a candidatura de Bolsonaro, um militar da reserva, à Presidência? E como vê o uso que ele faz da condição de militar na campanha (disse, por exemplo, que, como capitão, sua especialidade era "matar")?

Todo cidadão tem o direito de ser candidato a qualquer cargo eletivo. É natural que o deputado Jair Bolsonaro use seu currículo e sua história pessoal, como ex-integrante do Exército, em sua campanha. Como integrante da reserva, ele sempre terá o nosso reconhecimento e o nosso respeito.

No entanto, e em última análise, é a população quem vai julgar os partidos e os candidatos, por intermédio do voto, devendo, para tanto, conhecer muito bem os projetos e ideias de cada um deles.

Destaco que o Exército, como instituição permanente, serve ao Estado e não a pessoas, estando acima de interesses partidários e de anseios pessoais.

A dimensão da crise favorece o surgimento de candidatos populistas e aventureiros. Como vê essa possibilidade e como analisa o quadro eleitoral para 2018?

Acho que a falta de um projeto nacional tem impedido que a sociedade convirja para objetivos comuns. Isso inclui, até mesmo, a necessidade de referências claras de liderança política que nos levem a bom porto.

Talvez seja um reflexo de os brasileiros terem permitido, no passado, que a linha de confrontação da guerra fria dividisse nossa sociedade.

É preciso que a crise que estamos vivendo provoque uma mudança no debate político para 2018. É necessário discutir questões que possibilitem preparar um projeto de nação, decidir que país se quer ter e aonde se pretende chegar. Está difícil de identificar, no Brasil de hoje, uma base de pensamento com capacidade de interpretar o mundo atual, de elaborar diagnósticos estratégicos apropriados e de apontar direções e metas para o futuro.

Está nas mãos dos cidadãos brasileiros a oportunidade de, nas eleições de 2018, sinalizar o rumo a ser seguido.

O Sr. é um crítico do uso das Forças Armadas em funções de polícia. O que achou de o presidente Temer ter assinado um decreto convocando as Forças Armadas para coibir um protesto que descambou para a violência em Brasília? Essa tarefa não seria da polícia?

O Exército brasileiro é uma instituição que tem suas missões reguladas na Constituição, mais precisamente no artigo 142. Nele, observam-se três tarefas claras: a defesa da Pátria; a garantia dos poderes constitucionais; e a Garantia da Lei e da Ordem.

O emprego das Forças Armadas nas manifestações que ocorreram na Esplanada dos Ministérios se deu em uma situação de emergência e teve caráter preventivo. Havia um sério risco de o patrimônio público ser dilapidado.
A integridade física das pessoas também estava em perigo.

Não é possível aceitar que vândalos infiltrados nas manifestações permaneçam sem identificação e fiquem impunes. A ação dessas pessoas deslegitima qualquer manifestação e agride a democracia.

O Sr. tem reiterado que "não há atalhos fora da Constituição" e demonstrado ser um defensor intransigente da democracia. Como analisa e a que atribui as manifestações no país por intervenção militar?

As manifestações demonstram um cansaço da população com os escândalos que temos visto. Elas refletem a materialização do capital de confiança apresentado nas pesquisas. Uma instituição que detenha 83% de confiabilidade é uma exceção em um ambiente degradado.

Porém, como tenho dito, vemos tudo isso com tranquilidade, pois o Exército brasileiro atua no estrito cumprimento das leis vigentes e sempre com base na legalidade, estabilidade e legitimidade.

Numa postagem recente em uma rede social, o Sr. exaltou o marechal Castello Branco, um dos artífices do golpe militar de 1964. Que mensagem quis passar ao dizer que Castello Branco é "um exemplo de líder militar a ser seguido"?

Herói da campanha da Itália, ele já seria um exemplo por ter participado da Força Expedicionária Brasileira, na Segunda Guerra Mundial.

Mais tarde, em 1964, o Marechal Castello Branco foi o líder que civis e militares encontraram para dirigir os rumos da nação naqueles momentos conturbados e que, hoje, devem ser compreendidos dentro do contexto vivido à época.

Com sua visão de estadista, foi o responsável por alterações na legislação, que afastaram os militares da política partidária e que norteiam, até hoje, a permanência das Forças Armadas em seus quartéis, no estrito cumprimento do dever constitucional.

As Forças Armadas brasileiras não reconhecerão os erros e atrocidades que cometeram durante a ditadura?


A lei da anistia, compreendida como um pacto social, proporcionou as condições políticas para que as divergências ideológicas pudessem ser pacificadas. Ela colocou um ponto final naquela fase da história. Precisamos olhar para o futuro, atendendo ao espírito de conciliação.

O Sr. costuma ressaltar a gravidade do quadro da segurança pública no País, com número de mortes equivalente ao de guerras. Como resolver ou pelo menos minimizar esse problema?

Esse problema exige uma resposta que envolva distintos atores da sociedade. Mas a solução deve, necessariamente, passar pela valorização e capacitação das forças de segurança pública. Passa, igualmente, pelo efetivo combate ao tráfico de armas e de drogas, hoje, grandes indutores da violência nos principais centros.

Da mesma maneira, o princípio da autoridade deve ser fortalecido e o sentido da disciplina social e do coletivo nacional - sem luta de classes - deve ser recuperado. Existe no Brasil uma excessiva compreensão com direitos e uma enorme negligência com deveres.

Há, também, excesso de diagnóstico e pouca ação efetiva e prática. Imaginar-se que apenas a vertente policial poderá resolver essas questões é ledo engano.

As ações de segurança pública devem, sim, estabelecer metas e prioridades. Exigem cooperação entre atores públicos e privados e deve ter, por ferramentas, programas sociais e serviços públicos, que fogem à esfera da Segurança Pública, adequados à região e à população.

Como está a negociação para alterar a Previdência dos militares? Estão definidos a idade mínima, o tempo de contribuição e o teto? O que o Sr. defende? E há alguma perspectiva em relação ao reajuste salarial dos militares?

Os integrantes das Forças Armadas não têm sistema previdenciário, como, aliás, já descreve a Constituição. O que temos é proteção social, de acordo com as peculiaridades da profissão militar, já bem compreendidas por alguns setores da sociedade.

O Ministério da Defesa está coordenando os trabalhos de um grupo técnico com militares das três Forças Armadas, para propor medidas mais amplas nas áreas da reestruturação da carreira militar, da redução da defasagem remuneratória e da adequação de regras ao sistema de proteção social. São mudanças que terão consequências e reflexos mais duradouros no futuro.

Aliás, o próprio presidente da República, no final do ano passado, reconheceu a enorme defasagem salarial dos militares das Forças Armadas em comparação com as outras carreiras de Estado.

Recentemente, nas audiências em que participei nas comissões da Câmara e do Senado, também os parlamentares ficaram surpresos com essa discrepância.

Os objetivos estão traçados para o longo prazo e vão muito além da mera redução de despesas para a União.

Eles visam à manutenção da atratividade da carreira militar e à atração e retenção de profissionais vocacionados, motivados, capacitados e com valores éticos e morais condizentes com a profissão que detém o poder de uso da violência institucional em nome do Estado.

Quero deixar claro, no entanto, que os militares não se furtarão a contribuir com a reforma. Estão dispostos a dar sua cota de sacrifício, comportamento que já tomamos inúmeras vezes no passado.
Qual a principal função das Forças Armadas, do Exército em particular, no Brasil de 2017?

Essa resposta é atemporal. Arguimos os nossos interlocutores sobre a importância das Forças Armadas em países com as nossas dimensões e potencialidades. Não raras vezes, nos surpreendemos com respostas superficiais, quando não, completamente distorcidas.

Quem leva o Estado Brasileiro às longínquas fronteiras, contribuindo para a presença nacional? As Forças Armadas!

Quem respalda decisões do Estado brasileiro perante outros Estados, impondo a nossa vontade por meio da dissuasão? As Forças Armadas!

Qual país verdadeiramente relevante do ponto de vista geopolítico descarta suas Forças Armadas? Nenhum!

Se você possuísse bens extremamente valiosos, estaria disposto a pagar para mantê-los? Estou seguro de que sim.

Desse bem a nossa sociedade já dispõe, mas não se apercebeu do quão importante é protegê-lo. Esse bem é a nossa liberdade.

Assim, é mister discutir mais sobre nossas Forças Armadas, para que, ao conhecê-las, saibamos valorizá-las e respeitá-las.

O Sr. tem uma doença degenerativa, sobre a qual já se manifestou com transparência publicamente. Como está sua saúde hoje? De que modo a doença tem limitado sua atuação? Até quando o senhor tem forças para ficar no posto?

Conforme comentei em outras ocasiões, fui acometido por uma doença degenerativa que atingiu alguns grupos musculares, restringindo minha capacidade de locomoção.

Sinto falta de viajar, de percorrer as nossas unidades, de estar junto com a tropa. Busco vencer os desafios dia a dia e sigo no tratamento. Tenho um objetivo maior de servir à pátria e continuo a persegui-lo.

O General Sérgio Etchegoyen, de quem o sr. é conterrâneo e amigo, ganhou força no governo, e há quem comente que poderia substitui-lo. Existem articulações nesse sentido? Como vê a possibilidade? Como é a relação entre vocês?

A substituição dos comandantes de força é atribuição exclusiva do presidente da República. Quanto ao General Etchegoyen, ele é meu amigo pessoal, há mais de 50 anos, como você mesmo destacou. Trabalhamos juntos em várias oportunidades e, além da amizade, fortalecida a cada dia, mantemos agradável convivência familiar.

Ditadura comunista da Venezuela proíbe protestos às vésperas da votação para Assembleia Constituinte

Medida entra em vigor nesta sexta-feira. Governo afirma que quem descumprir determinação pode ser punido com até dez anos de prisão. Em meio à onda de manifestações, Maduro defende diálogo com oposição.

O governo da Venezuela anunciou nesta quinta-feira (27/07) a proibição, a partir desta sexta-feira, de todas as manifestações públicas que possam atrapalhar a realização da eleição dos representantes da Assembleia Nacional Constituinte, convocada para o próximo domingo.

O governo alertou ainda que aqueles que descumprirem a determinação poderão sofrer sanções penais. "Estão proibidas em todo o território nacional as reuniões e manifestações públicas, concentrações de pessoas e qualquer ato similar que possam perturbar ou afetar o normal desenvolvimento do processo eleitoral", disse o ministro do Interior, Néstor Reverol, num discurso transmitido em rede nacional de televisão.

"Quem organizar, apoiar ou instigar a realização de atividades dirigidas a perturbar a organização e o funcionamento do serviço eleitoral ou da vida social do país será punido com prisão de cinco a dez anos", completou o ministro.

A proibição entra em vigor no mesmo dia em que a Mesa da Unidade Democrática (MUD), principal aliança de oposição ao governo, convocou uma mobilização batizada como "tomada de Caracas".

O ato visa pressionar o presidente do país, Nicolás Maduro, para a retirada a proposta de Constituinte. Reverol anunciou ainda que Forças Armadas venezuelanas vão ativar várias zonas de proteção especial temporária. Os militares ficarão nesses locais até a próxima terça-feira.

A venda de bebidas alcoólicas e de fogos de artifício, assim como o porte de armas, também foram proibidos. As eleições dos representantes para a Constituinte ocorrem em meio a vários atos promovidos pela oposição para impedir o processo que consideram fraudulento.

A greve geral de 48 horas que teve início nesta quarta-feira deixou cinco mortos. As vítimas mais recentes, um homem de 49 anos e um jovem de 16 anos, morreram nesta quinta-feira em Naguanagua, no estado de Carabobo, no norte do país, e em Caracas, respectivamente, durante protestos.

Maduro pede participação da oposição 

Em meio à tensão, o presidente venezuelano pediu nesta quinta-feira que a oposição participe de uma "mesa de paz e reconciliação" nas próximas horas, num sinal de abertura ao diálogo antes da votação.

Maduro pediu que os opositores deixem de lado o "caminho insurrecional" e voltem seu foco para a Assembleia Constituinte, pedindo antes do início do pleito a instalação de uma mesa para o diálogo. "Porque se não for assim, eu entregarei à constituinte todo o poder de convocar de maneira obrigatória um diálogo nacional de paz com uma lei constitucional", disse o presidente diante milhares de seguidores em Caracas, no ato de encerramento da campanha para a eleição do próximo domingo.

O presidente recriminou ainda o que chamou de "atos terroristas" cometidos durante os protestos convocados pela oposição contra o governo e a constituinte. Várias das manifestações terminaram em confronto com as forças de segurança, deixando, desde abril deste ano, 108 pessoas mortas no país. Há quatro meses, a Venezuela enfrenta uma onda de protestos e indignação, em meio a uma profunda crise política e econômica.

A principal exigência dos opositores é a revogação da votação da Assembleia Constituinte defendida por Maduro, marcada para o próximo domingo, 30 de julho. A medida é encarada pela oposição como uma tentativa do governo de "consolidar uma ditadura" na Venezuela.

Caracas vive também sob pressão internacional para cancelar a votação, que deve eleger os membros da assembleia que vão redefinir a Constituição da Venezuela de 1999. Ecoada por países como Argentina, Brasil e Alemanha, essa pressão aumentou ainda mais depois que 7,1 milhões de cidadãos rejeitaram o projeto de constituinte numa consulta simbólica organizada pela oposição em 17 de julho passado.

EUA ordenam familiares de diplomatas a deixar Venezuela

O governo dos Estados Unidos ordenou que familiares de funcionários da embaixada americana em Caracas deixem a Venezuela e autorizou a saída voluntária de seus funcionários devido à violência e à falta generalizada de alimentos e medicamentos no país.

Num alerta de viagem divulgado nesta quinta-feira (27/07), o Departamento de Estado ressaltou que a "situação política e de segurança da Venezuela é imprevisível e pode mudar rapidamente". O anúncio ocorreu a três dias da eleição da Assembleia Nacional Constituinte, convocada pelo presidente Nicolás Maduro para a redação de uma nova Constituição.

No documento, o governo americano ressalta que as manifestações diárias que têm ocorrido desde abril em todo o país costumam provocar "uma forte resposta policial", com uso de gás lacrimogêneo e balas de borracha, e já resultaram na morte de mais de 70 pessoas.

Além disso, as "organizações armadas" que têm atuado em favor do governo "frequentemente fazem uso da violência para intimidar os manifestantes". Para os funcionários da embaixada americana que decidirem permanecer na Venezuela, o Departamento de Estado dos EUA determinou uma restrição de movimento e impôs horários específicos para garantir a segurança.

O governo americano também recomendou que cidadãos americanos não viajem à Venezuela devido à grave instabilidade política e econômica. Na quarta-feira, o Departamento do Tesouro impôs sanções a 13 altos funcionários do governo venezuelano por corrupção, repressão de protestos da oposição e apoio ao projeto de Assembleia Constituinte de Maduro.

Segundo o governo americano, a controversa votação pode marcar o "fim da democracia na Venezuela". O presidente Donald Trump avisou na semana passada que iria impôr novas sanções ao governo caso Maduro seguisse adiante com o projeto.

Onda de violência

Nesta quinta-feira, o governo venezuelano anunciou a proibição de protestos em todo o paísaté a votação no domingo. A medida, que entra vigor nesta sexta-feira, prevê punição de até dez anos de prisão para quem desrespeitar a regra.

O governo de Maduro também anunciou que as Forças Armadas venezuelanas vão ativar zonas de proteção especial temporárias, onde militares farão a segurança até a próxima terça-feira. A venda de bebidas alcoólicas e de fogos de artifício, assim como o porte de armas, também foram proibidos.

A medida entrou em vigor no mesmo dia em que a Mesa da Unidade Democrática (MUD), principal aliança de oposição ao governo, convocou uma mobilização batizada como "tomada de Caracas". O ato visa pressionar Maduro para retirar a proposta de constituinte.

A greve geral de 48 horas convocada pela oposição, que teve início na quarta-feira, deixou cinco mortos. As vítimas mais recentes, um homem de 49 anos e um jovem de 16 anos, morreram nesta quinta em Naguanagua, no estado de Carabobo, no norte do país, e em Caracas, respectivamente, durante protestos.

O decreto para a convocação de eleições legislativas foi entregue por Maduro às autoridades eleitorais em maio deste ano. A convocação da constituinte aprofundou ainda mais as divisões internas do país, motivando novos protestos por parte da oposição, que acusa Maduro de orquestrar um golpe de Estado.

Na semana passada, 7,1 milhões de venezuelanos votaram num plebiscito simbólico contra o projeto de Assembleia Constituinte e 98% rejeitaram a proposta do governo venezuelano.

Delatores da Odebrecht citaram contrato feito para agradar a Lula

Lula e Taiguara são réus por lavagem de dinheiro e tráfico de influência em processo originado na investigação da Operação Janus

Delatores da Odebrecht relataram à Procuradoria-Geral da República que a contratação e os pagamentos feitos em Angola ao empresário Taiguara Rodrigues, sobrinho da primeira mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram para “agradar” ao petista. O jornal ‘O Estado de S. Paulo’ teve acesso aos depoimentos e aos anexos de três executivos, ainda mantidos em sigilo, que citam a participação do ex-presidente no caso investigado na Operação Janus.

Lula e Taiguara são réus por lavagem de dinheiro e tráfico de influência em processo originado na investigação da Janus.

A filial da Odebrecht em Angola contratou a Exergia, da qual o empresário se tornou sócio. O ex-diretor de Relações Institucionais da empreiteira Alexandrino Alencar afirmou que o ex-presidente pediu a contratação da empresa. Ernesto Sá Baiardi, ex-diretor da construtora em Angola, relatou solicitação do petista para que a construtora ajudasse o empresário. Antonio Carlos Daiha Blando, sucessor de Baiardi, disse ter adiantado pagamentos à Exergia para “agradar” a Lula.

Baiardi foi o diretor da Odebrecht responsável pelo mercado de Angola até 2013. Ele afirmou que foi procurado pela primeira vez por Taiguara em 2011. O primeiro contato não foi respondido e, por causa disso, Alexandrino teria ligado para pedir que o empresário fosse recebido. “Entendi que essa solicitação era de interesse da companhia para atender a pedido de Lula e, imediatamente, chamei Taiguara para uma reunião”, relatou o executivo no anexo.

A intervenção direta de Lula teria ocorrido no mesmo ano, quando o ex-presidente visitou Angola e participou de um café da manhã com Emílio Odebrecht, no qual estava presente Taiguara. Baiardi disse em depoimento que, após o café, o petista o chamou de lado e falou que Taiguara era honesto, trabalhador, que estava iniciando carreira empresarial e que, se possível, era para ajudá-lo.

Blando disse que, após assumir a diretoria em Angola, Baiardi lhe pediu que recebesse Taiguara. O delator relatou que recebeu o empresário quando chegou ao país africano e que a “atenção diferenciada” com que tratou “os assuntos da Exergia tinha por finalidade agradar ao ex-presidente Lula”.

‘Adiantamento’

Ainda segundo Blando, em 2014, Taiguara pediu “adiantamento contratual” a que sua empresa “não tinha direito”, mas, mesmo assim, os repasses foram realizados em duas parcelas. Uma de US$ 500 mil e outra de US$ 200 mil. O delator declarou que a “necessidade” de “agradar a Lula” resultou em ordem aos diretores da filial angolana para adiantar o pagamento.

Segundo Alexandrino, apontado como um dos executivos mais próximos ao ex-presidente, Lula apresentou seu sobrinho em um café da manhã no hotel HCTA, em Luanda, capital de Angola. O ex-executivo disse ainda que o petista teria pedido que a Odebrecht avaliasse a possibilidade de contratar as empresas de Taiguara. A solicitação teria sido levada ao patriarca do grupo, Emílio Odebrecht, que, segundo ele, “concordou prontamente”.

Janus

O juiz Vallisney de Souza Oliveira aceitou em outubro de 2016 a denúncia criminal do Ministério Público Federal em Brasília contra o ex-presidente e Taiguara no caso. A acusação tem origem na Operação Janus, que chegou a levar Taiguara coercitivamente para depor.

A acusação afirma que a Exergia não prestou os serviços para os quais foi contratada. O trabalho teria sido executado pela própria Odebrecht em retribuição ao fato de ter sido contratada pelo governo angolano com base em financiamento para exportação de serviços, concedido pelo BNDES. A acusação feita pelo MPF é de que Lula recebeu propina nesse caso por meio de terceiros.

Defesas

Procurada desde a quarta-feira (26), a defesa de Lula não respondeu à reportagem. À época da Operação Janus, o petista afirmou que já esclareceu os fatos sobre Taiguara. Ainda conforme a defesa, Lula “nunca fez lobby”, “nunca apresentou Taiguara a nenhum dono de empresa” e, quando Lula foi fazer palestra em Angola, “Taiguara já estava naquele país trabalhando com empresa portuguesa”.

A reportagem não conseguiu contato com o advogado Fabio Souza, que representa as empresas de Taiguara. Após a Janus, o advogado negou que a Exergia tenha sido usada para lavar dinheiro. Em depoimento à CPI do BNDES, o próprio Taiguara confirmou a contratação pela empreiteira e disse que os valores recebidos são referentes a serviços de sondagem, avaliação da topografia e gerenciamento de obras prestadas pela empresa. Segundo ele, todos os contratos foram obtidos por meio de licitações.

Fonte: Correio Braziliense

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Imã clama para que Alá 'aniquile todos os judeus'

Ammar Shahin é pregador de um centro islâmico nos Estados Unidos

Imã clama para que Alá "aniquile todos os judeus"

Amar Shahin, um pregador islâmico, fez um sermão na última sexta-feira (21) no Centro Islâmico de Davis Masjid, localizado na Califórnia. Na ocasião, o líder fez uma oração pedindo que Alá matasse todos os judeus.

O vídeo, que foi compartilhado e traduzido pelo de Pesquisas de Mídia do Oriente Médio (MEMRI), chamou a atenção pelo discurso e pelos detalhes ditos por Amar, o orador.

“Oh Alá, nos mostre o dia negro em que você irá lhes infligir, e as maravilhas de sua capacidade. Oh Alá, os conte um por um e aniquile até o último [judeu]. Não poupe nenhum deles”, disse o líder, de acordo com o Jerusalem Post.

Shahim disse também que o hádice, que é o conjunto de leis, lendas e histórias sobre a vida do profeta Maomé não demonstra onde acontecerá a chamada ‘batalha final’ que os envolve.

“Não sabemos se é na Palestina ou em outro lugar. Quando essa guerra explodir, os judeus vão correr e se esconder atrás de cada pedra, casa, parede e árvore”, afirmou Amar.

O líder também fez referência a Mesquita de Al-Aqsa, localizada em Jerusalém e alvo recente de controvérsia pela implantação dos detectores de metal contra ações terroristas.

“Oh Alá, liberte a Mesquita de Al-Aqsa. Oh Alá, faça isso acontecer por nossas mãos. Vamos desempenhar um papel neste processo”, disse Amar, que ainda chamou a presença de judeus como “imundície”.

Amar Shahin nasceu no Egito e foi para os Estados Unidos da América (EUA) em 1999, onde se graduou na área tecnológica de computadores. Licenciado em Estudos Islâmicos, é instrutor do Instituto Islâmico Zidani, cujo ensinamento do islã sunita é dado na região.

Grupos terroristas palestinos decretam guerra pelo Monte do Templo

Mais de uma centena ficaram feridos em confrontos com a polícia

Terroristas palestinos decretam guerra pelo Monte do Templo

Já dura três semanas a “crise do Monte do Templo”, que reabriu velhos debates sobre a quem pertence o monte Moriá, no centro da Cidade Velha de Jerusalém. O local já abrigou duas versões do Templo, o original, erguido por Salomão e o que foi remodelado por Herodes e estava de pé nos dias de Jesus.

Durante a ocupação do Império Otomano sobre Israel, no local foram construídas duas mesquitas, Al-Aksa e o chamado Domo da Rocha, com seu teto coberto de ouro. Para os muçulmanos, o local se chama “Esplanada das Mesquitas”. Segundo as decisões recentes da UNESCO, pertence apenas a eles e não tem nenhuma ligação com os judeus.

Mesmo após o governo de Israel ceder à pressão e retirar os detectores de metal e as câmeras, instalados após os atentados ocorridos no local do dia 14, os conflitos dos islâmicos com as forças de defesa israelenses continuaram nesta quinta-feira (27). Foi divulgado que o embate deixou pelo menos 115 muçulmanos e 10 policiais israelenses feridos após os confrontos.

Segundo o site judeu Ynet News, os palestinos lançaram pedras contra os policiais e declaravam “guerra” ao domínio de Israel sobre o local, considerado o terceiro mais sagrado no Islã.

Enquanto as tensões continuam a aumentar, líderes dos grupos terroristas Hamas e Fatah conclamavam por mais um ‘dia de fúria’ na entrada do Monte do Templo. “Se as coisas não se acalmarem, isso pode acabar em um grave desastre”, disseram manifestantes.

Os conflitos tiveram repercussão internacional, que fizeram o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, conclamar os muçulmanos de todo o mundo a “proteger” Jerusalém do controle de Israel.

Omar Qaswani, chefe da Mesquita Al-Aqsa, que fica no alto no Monte, reiterou reclamou que “as forças de segurança israelenses estão oprimindo os adoradores muçulmanos”.

Atendendo a convocação dos líderes religiosos, dezenas de milhares de seguidores de Maomé chegaram para orar no entorno do local. Em meio aos confrontos, jovens subiram ao telhado da mesquita Al-Aqsa e acenaram bandeiras palestinas. Muitos atiravam pedras e garrafas contra os policiais.

O Mufti de Jerusalém, Muhammad Hussein, convocou os muçulmanos que vivem em Israel a irem para a oração no Monte do Templo nesta sexta-feira, dia sagrado para sua religião.Esplanada das Mesquitas 

Cronologia dos conflitos

14/07

Três árabes-israelenses matam dois policiais israelenses na Cidade Velha de Jerusalém, antes de serem perseguidos e mortos na Esplanada das Mesquitas. Israel garante que as armas usadas no ataque tinham sido escondidas na Esplanada. Por essa razão, tomou a decisão excepcional de fechar por dois dias o acesso ao terceiro local mais sagrado do Islã. Essa decisão irritou os palestinos e a Jordânia, guardiã dos locais sagrados em Jerusalém.
Dia 15

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, decide instalar detectores de metal nas entradas da Esplanada e anuncia a sua reabertura para o dia seguinte.
Dia 16

A Esplanada das Mesquitas é reaberta ao público, mas os muçulmanos se recusam a entrar no local em razão das novas medidas de segurança. Em protesto, centenas de pessoas realizam suas orações do lado de fora.
Dia 20

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, se junta aos líderes palestinos para pedir a Israel a retirada dos detectores de metal.
Dia 21

Dia da grande oração islâmica semanal, a polícia israelense proíbe os homens com menos de 50 anos de entrar na Cidade Velha. Centenas de pessoas participam da oração perto da entrada da Cidade Velha.

Os confrontos passam a ser diários entre palestinos e as forças de segurança israelenses em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia. Em dois dias, cinco palestinos são mortos nos confrontos entre manifestantes e as forças de segurança israelenses. Três israelenses são mortos por um palestino em uma colônia israelense na Cisjordânia.
Dia 25

À noite, depois de intensa pressão da comunidade internacional, que teme uma escalada, o governo israelense decide parar de usar os detectores de metal nas entradas da Esplanada. Ele indica que vai substituir esse sistema por “uma inspeção de segurança com base em tecnologias avançadas e outros meios”. Os detectores de metal são removidos. As autoridades muçulmanas mantêm o boicote ao local santo.

Uma fonte do governo jordaniano relata um “acordo” sobre a Esplanada das Mesquita entre Jordânia e Israel, o que permitiu o retorno a Israel de um diplomata acusado de matar dois jordanianos após ser atacado na Embaixada de Israel no dia 23.

O presidente palestino, Mahmud Abbas, anuncia a paralisação da cooperação com Israel. Confrontos entre manifestantes palestinos e forças israelenses acontecem perto da Cidade Velha de Jerusalém, que deixam 13 palestinos feridos. O presidente Erdogan pede aos muçulmanos de todo o mundo que “visitem” e “protejam” Jerusalém.
Dia 27

A polícia israelense anuncia a retirada dos últimos elementos do novo dispositivo de segurança. Grades e andaimes, onde estavam instaladas câmeras de vigilância, são removidos nas primeiras horas pelas autoridades israelenses. Os palestinos decidem encerrar o boicote e milhares de fiéis muçulmanos entram na Esplanada para a oração da tarde. A Jordânia saúda a decisão israelense como “um passo para o apaziguamento.”

Ditadura comunista da Coreia do Norte ameaça EUA com ataque nuclear preventivo

A Coreia do Norte ameaçou nesta quarta-feira (26) lançar um ataque nuclear preventivo contra os Estados Unidos no caso de Washington decidir optar pela via militar para acabar com o programa de armamento nuclear do país asiático. Trata-se da enésima advertência do regime de Kin Jong-un contra o que considera “constantes agressões e atos de guerra”. A última foi os comentários do diretor da CIA, Mike Pompeu, sobre a possibilidade de tirar do poder o ditador como via para solucionar o problema norte-coreano e desnuclearizar a península.

“Se nossos inimigos interpretam mal nossa situação estratégica e insistem que suas opções passam por realizar um ataque preventivo nuclear contra nós, lançaremos um ataque nuclear preventivo no coração da América como um implacável castigo e sem advertências”, afirmou o ministro da Defesa norte-coreano, Park Yong-sik. Suas declarações, divulgadas pela agência estatal KCNA, se inserem nos atos de comemoração do 64º aniversário do fim da Guerra da Coreia, um conflito que terminou com um armistício que nunca desembocou em um Tratado de Paz.

A efeméride é celebrada nesta quinta-feira (27), feriado na Coreia do Norte para festejar o que chamam de “o Dia da Vitória”. Os observadores acreditam que o regime poderia efetuar nesse dia um novo teste de mísseis balísticos, dada sua predisposição de levá-los a cabo em datas especiais, seja para o calendário norte-coreano ou de outros países. O último de seus ensaios foi em 4 de julho, quando a nação disparou pela primeira vez e com sucesso um foguete de alcance intercontinental. Kim Jong-un disse depois que o míssil era “um presente aos bastardos dos Estados Unidos” por seu Dia da Independência.

Não é a primeira vez que a Coreia do Norte ameaça atacar preventivamente e com armas nucleares os Estados Unidos. Isso é parte da habitual retórica belicista que o regime utiliza, exacerbada nos últimos meses em razão do aumento das sanções econômicas a Pyongyang, o ritmo e o alcance cada vez maior dos testes de armamento e a elevação de tom que chega de Washington, onde foi proclamado o fim da era baseada na “paciência estratégica”.

A propaganda norte-coreana explodiu com as declarações do diretor da CIA, Mike Pompeo, que em um evento sobre segurança falou da necessidade de encontrar uma forma de separar Kim Jong-un de seu arsenal nuclear. “O mais perigoso é o caráter da pessoa que tem o controle sobre essas armas (…). Do ponto de vista da Administração, o mais importante que podemos fazer é separar as armas nucleares de alguém que possa ter a intenção de usá-las”, disse, segundo a CNN. O secretário de Estado, Rex Tillerson, sempre afirmou que o Governo norte-americano não busca uma mudança de regime na Coreia do Norte.

Um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores norte-coreano, não identificado na notícia, afirmou à mídia estatal que “buscarão e liquidarão onde quer que for que se encontrem” os que tentem tirar do poder Kim Jong-un. “A República Popular Democrática da Coreia (nome oficial do país) estipula por lei que se o seu máximo dignitário se vê ameaçado deve aniquilar de modo preventivo os países e entidades envolvidos direta ou indiretamente nisso, mobilizando todos os tipos de meios de ataque, incluindo os nucleares”.

Fonte: El País

42ª fase da Lava Jato prende ex-presidente do BB e da Petrobras

A Polícia Federal deflagra na manhã desta quinta-feira (27) a 42ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Cobra. O alvo dessa etapa é o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine, acusado dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele estava em Sorocaba (SP) e foi preso temporariamente.

Aldemir Bendine pediu propina à frente das duas instituições, segundo o MPF; advogado diz que detenção é “desnecessária”

São cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

Bendine foi presidente-executivo da Petrobras de fevereiro de 2015 a maio de 2016, tendo sido indicado para o cargo pela então presidente Dilma Rousseff após a deflagração da Lava Jato. Antes de assumir a petroleira, comandou o Banco do Brasil.

Bendine foi presidente-executivo da Petrobras de fevereiro de 2015 a maio de 2016, tendo sido indicado para o cargo pela então presidente Dilma Rousseff após a deflagração da Lava Jato. Antes de assumir a petroleira, comandou o Banco do Brasil.

No entanto, às vésperas de assumir a Petrobras, Bendine e seus operadores voltaram a pedir pagamento de propina da empreiteira, que acabou pagando R$ 3 milhões de forma irregular em troca de benefícios dentro da estatal de petróleo, inclusive em relação às consequências da Lava Jato, de acordo com os investigadores.

O nome da fase (Cobra) é uma referência ao codinome dado ao principal investigado nas tabelas de pagamentos de propinas apreendidas no chamado setor de operações estruturadas do Grupo Odebrecht durante a 23ª fase da Lava Jato.

Fonte: Veja

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Operação Calicute: Procuradoria pede condenação de Cabral

O Ministério Público Federal pediu nesta quarta-feira (26) a condenação do ex-governador Sérgio Cabral por crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertencimento à organização criminosa. O pedido foi encaminhado à 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro nas alegações finais do processo da Operação Calicute. As informações são da Agência Brasil.

Cabral é acusado de solicitar e receber vantagens indevidas da empreiteira Andrade Gutierrez, em obras como a expansão do Metrô, as duas reformas do Maracanã (para o Pan 2007 e a Copa de 2014), do PAC das Favelas e da construção do Arco Metropolitano. Ele também é acusado de lavar dinheiro por meio de estratégias como a compra de joias.

O MPF também pede a condenação da esposa de Cabral, Adriana Ancelmo, pelos crimes de lavagem de dinheiro e pertencimento a organização criminosa.

Dos outros 11 réus, o MPF pede condenação por corrupção, lavagem de dinheiro e pertencimento a organização criminosa para Wilson Carlos, Hudson Braga, Carlos Emanuel Miranda e Wagner Jordão e condenação por lavagem de dinheiro e pertencimento a organização criminosa para Luiz Carlos Bezerra, Pedro Ramos de Miranda, Paulo Fernando Magalhães Pinto Gonçalves, José Orlando Rabelo, Luiz Paulo Reis, Carlos Jardim Borges e Luiz Alexandre Igaraya.

Além da condenação à prisão, o MPF requer a perda dos produtos e proveitos dos crimes, o arbitramento do dano mínimo a ser revertido em favor da União e do Estado do Rio de Janeiro e a interdição do exercício de cargo ou função pública pelo dobro do tempo da pena de prisão.

Fonte: Notícias ao Minuto

As Forças Armadas dos EUA não aceitarão pessoas transgênero, diz Trump

O presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (26) que as Forças Armadas de seu país não aceitarão ou permitirão a presença no serviço de pessoas transgênero em função dos custos médicos e os transtornos que representam.

Calcula-se que entre 2.500 e 7.000 pessoas transgênero sirvam em diversos setores das Forças Armadas dos Estados Unidos

“Nossos militares devem estar concentrados na vitória decisiva e arrasadora”, alegou o presidente em sua conta no Twitter. Calcula-se que entre 2.500 e 7.000 pessoas transgênero sirvam em diversos setores das Forças Armadas dos Estados Unidos.

O Pentágono revogou a proibição de que pessoas abertamente transgêneros prestassem serviços militares no ano passado, sob a administração do democrata (ESQUERDA) Barack Obama. O plano era permitir que o alistamento começasse esse ano, desde que a transição tivesse sido feita há pelo menos 18 meses.

No mês passado, o secretário de Defesa, Jim Mattis, estendeu o prazo para o início do alisatamento por seis meses, de 30 de junho de 2017 para 1º de janeiro de 2018.

Durante este período seriam revisados os planos de adesão dos transsexuais e o possível “impacto” na preparação “e poder letal” das forças armadas, detalhou então o Pentágono.

Esse adiamento não afetava os transsexuais que já se encontram servindo as forças armadas e cujo futuro é incerto com a decisão anunciada por Trump, que não detalhou em seus tweets quando e como se aplicará essa proibição.

Fonte: Correio Braziliense e G1

Conselho do Ministério Público amplia orçamento para Lava Jato em 2018

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) decidiu nesta terça-feira (25) ampliar a proposta inicial de orçamento do ano que vem para a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, de R$ 522,6 mil para R$ 1,65 milhão. Os recursos são destinados, sobretudo, para custear gastos com diárias e passagens de procuradores e servidores.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal, em Brasília

Para se atingir esse valor, foram retirados recursos de outras áreas do Ministério Público Federal (MPF), sendo reduzidos o orçamento para concursos e o reajuste dos valores de diárias. A medida foi proposta pelo vice-procurador-geral da República, José Bonifácio de Andrada, relator do orçamento do MPF, atendendo integralmente o que havia sido solicitado pelos procuradores em Curitiba.

Bonifácio afirmou que a medida visa enviar uma mensagem positiva para a sociedade e a mídia, bem como “garantir a segurança” da atuação da força-tarefa, tendo em vista o “interesse público”.

A proposta foi aprovada por decisão unânime dos 11 conselheiros do CSMPF, que seguiram orientação positiva dada por Raquel Dodge, que assumirá o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR) a partir de setembro e passa a ser responsável pela gestão do orçamento.

“Essa seria realmente uma indicação muito positiva. Acho realmente um bom sinal, uma boa sinalização, que demonstra a todos que o Ministério Público não abre mão das investigações em curso na Lava Jato”, concordou o atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Na semana passada, Raquel Dodge enviou um ofício questionando a redução do orçamento da Lava Jato na proposta inicial apresentada por Janot, que era de R$ 522 mil. Em resposta, Janot negou que tivesse reduzido os recursos para a operação, afirmando que o orçamento inicial serviria como base referencial, podendo ser objeto de suplementações, como de fato ocorreu com o orçamento deste ano, inicialmente de R$ 501 mil e posteriormente ampliado para R$ 1,2 milhão.

Fonte: Agência Brasil

'Fui estuprada todos os dias por 6 meses': jovem relata cotidiano como escrava sexual do grupo muçulmano EI (Estado Islâmico)


Ekhlas tinha 14 anos quando foi sequestrada pelo Estado Islâmico 

Ekhlas, uma jovem iraquiana da minoria yazidi, vive hoje em um hospital psiquiátrico na Alemanha. Não é o ideal, mas pelo menos mais seguro do que seu último destino, no norte do Iraque. 

"Minha vida era bonita, mas duas horas a mudaram completamente", contou ela a Fiona Lamdin, do programa Victoria Derbyshire, da BBC. 

"Eles vieram com sua bandeira negra. Mataram os homens e estupraram as meninas." 

Em agosto de 2014, a aldeia de Ekhlas foi atacada por militantes do grupo que se autodenomina Estado Islâmico. Muitos homens foram mortos. Mulheres e crianças, capturadas. 

Ela, então com 14 anos, e sua família tentaram escapar pelas montanhas, mas não chegaram muito longe. "Mataram meu pai diante dos meus olhos. Vi o sangue dele em suas mãos."

Os jovens refugiados recebem educação e apoio psicológico e participam de sessões de meditação 

Sequestro e estupro 

Quando capturaram sua família, os militantes do Estado Islâmico separaram Ekhlas da mãe e a colocaram em uma prisão. 

"Tudo o que escutava eram gritos, choro. Todos estávamos com fome, eles não alimentavam ninguém", disse ela. 

"Vi um homem de mais ou menos 40 anos sobre uma menina de 10. A menina gritava." 

"Nunca me esqueci desses gritos. Ela dizia 'mamãe, mamãe...', mas não conseguimos fazer nada." A jovem foi escolhida por um militante entre um grupo com 150 adolescentes

"Era tão feio, como um monstro, com cabelos compridos. Cheirava tão mal... tinha tanto medo que não conseguia olhá-lo." 

"Me estuprou todos os dias, durante seis meses. Tentei me matar", relatou a adolescente ao programa da BBC. 

"Como consigo contar tudo isso sem chorar? Fiquei sem lágrimas", concluiu. 

Na Alemanha 

Um dia, aproveitando que seu sequestrador estava no campo de batalha, Ekhlas conseguiu escapar. Foi levada a um campo de refugiados e lá conheceu Jaqueline Isaac, uma advogada americana encarregada de realocar jovens em países da União Europeia. 

"Quando a conheci, não fazia contato visual", relata a advogada. 

Atualmente, entre 2 mil e 4 mil jovens yazidis estão em poder do EI. 

Quase três anos após ser sequestrada, Ekhlas está hoje em um centro de apoio psiquiátrico. Frequenta a escola e participa de terapia em grupo para crianças e adolescentes refugiados. 

"Focamos em certas emoções, como amor, paz e felicidade, para lidar com o medo, a ansiedade e outras emoções negativas", diz um dos terapeutas que faz parte da equipe multicultural e disciplinar que atende os jovens. 

Uma das meninas que frequenta a instituição, de 13 anos, também foi sequestrada pelo Estado Islâmico. Hoje só se comunica por meio de desenhos e sinais e não sabe se seus pais estão vivos. 

Outro tinha apenas sete anos quando seus pais foram sequestrados. Desde então já se passaram três anos. 

Sua mãe foi vista há alguns meses em um campo no Iraque, depois de escapar do cativeiro. Durante sua última sessão de meditação, ele imaginou que todos os seus familiares estavam livres e que comemorava com a mãe o fato de estarem todos novamente reunidos. 

Ekhlas, por sua vez, voltou a olhar as pessoas nos olhos, canta e quer ser advogada. 

"Você pode pensar que sou forte como uma pedra, mas quero que saiba que estou ferida por dentro. Minha dor é como a de cem mortes."