sábado, 30 de setembro de 2017

Ditadura comunista norte-coreana não quer “iniciar conversações sobre desnuclearização”, diz EUA

A linha de comunicação entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte era para saber se havia margem, em Pyongyang, para conversações destinadas a arrancar de Kim Jong-un um compromisso para pôr fim aos programas de armamento.

Rex Tillerson com Xi Jinping 

A Coreia do Norte não mostrou interesse em continuar as conversações sobre os seus programas de armamento, disse o Departamento de Estado dos Estados Unidos, este sábado, depois do secretário de Estado, Rex Tillerson, afirmar que os Estados Unidos estavam a comunicar directamente com a Coreia do Norte.

“As autoridades norte-coreanas não mostram indicações de estarem interessadas ou preparadas para iniciar conversações sobre a desnuclearização”, referiu num comunicado a porta-voz Heather Nauert. 

"Fiquem atentos", tinha dito antes Tillerson. "Temos linhas de comunicação com Pyongyang". O objectivo, explicou o chefe da diplomacia dos EUA, era para "avaliar" a disponibilidade de Pyongyang para conversações sobre a desnuclearização.

A Coreia do Norte e os EUA envolveram-se numa escalada de retórica nos últimos meses, com ameaças mútuas de ataque devido aos ensaios nucleares e de mísseis balísticos realizados pelo regime de Kim Jong-un. EUA e Coreia do Sul têm realizados exercícios militares, numa demonstração de força por parte de Washington. Trump prometeu aniquilar a Coreia do Norte no discurso que proferiu na Assembleia Geral das Nações Unidas, há duas semanas - disse que Kim está "numa missão suicida". 

No mês passado, Trump chegou a dizer que "as conversações não são a solução" para a Coreia do Norte.

Tillerson confirmou que existe um canal aberto porque a Administração Trump quer perceber se, em Pyongyang, há margem para conversações destinadas a arrancar de Kim Jong-un um compromisso para pôr fim aos dois programas de armamento.

O anúncio de Tillerson - confirmado por Trump no Twitter - foi feito após uma reunião com o Presidente chinês, Xi Jinping, que pediu a Pequim e Washington para se respeitarem mutuamente e reforçarem a coordenação quanto aos grandes problemas mundiais - nas declarações de Xi, nota o jornal de Hong Kong em língua inglesa South China Morning Post, não houve qualquer referência à Coreia do Norte.

China e EUA têm soluções distintas para lidar com a Coreia do Norte, sendo que a Administração Trump tem exigido a Pequim que pressione mais o aliado norte-coreano. O Governo de Xi tem defendido uma solução dialogada.

A China, porém, está a mostrar-se mais dura em relação à Coreia do Norte, através da aplicação de sanções que provoquem danos na economia do país vizinho, conforme foi decidido pelo Conselho de Segurança da ONU. 

Nas vésperas da chegada de Tillerson, Pequim anunciou que as empresas norte-coreanas a operar no seu território – incluindo as de capital misto chinês e norte-coreano – terão de encerrar no prazo de 120 dias a contar da data de aprovação da última ronda de sanções. Antes, a China já tinha suspendido as importações de carvão norte-coreano (uma das principais fontes de receita de Kim), limitou a compra de ferro, pescado e textéis norte-coreanos.

A Casa Branca anunciou que, a 15 de Outubro, Trump dará início a um périplo na Ásia cujo tema central será encontrar uma solução para a crise aberta pelos testes norte-coreanos. O Presidente dos EUA irá à China, Japão, Coreia do Sul, Vietname e Filipinas.

Criança é estimulada a tocar em homem nu em 'performance'

Museu de Arte Moderna de São Paulo afirma que "a criança estava acompanhada da mãe"

Criança é estimulada a tocar em homem nu em "performance"

O Museu de Arte Moderna de São Paulo foi alvo de polêmicas nesta semana por internautas. O alvo é uma performance ocorrida na abertura do 35º Panorama da Arte Brasileira, ocorrida nesta terça-feira (26).

As acusações são de apologia à pedofilia, pelo fato de fotos e vídeos da apresentação serem divulgados na web e pela presença de uma criança no local, que tocou na perna e na mão do performer. A performance foi feita pelo coreógrafo Wagner Schwartz.

A apresentação em questão é baseada em La Bête, uma performance cujo corpo do artista é passível de interação com o público. O “bicho”, abordado na ação, é uma interpretação da obra da artista Lygia Clark (1920-1988).

Pela polêmica em torno da presença da criança, o Museu de Arte Moderna de São Paulo publicou uma nota. Com o texto, a instituição afirmou que avisos eram existentes no local e a criança entrou no local juntamente com a mãe.

“A sala estava devidamente sinalizada sobre o teor da apresentação, incluindo a nudez artística, seguindo o procedimento regularmente adotado pela instituição de informar os visitantes quanto a temas sensíveis”, justificou o museu.

“O trabalho apresentado na ocasião não tem conteúdo erótico e trata-se de uma leitura interpretativa da obra Bicho, de Lygia Clark, historicamente reconhecida pelas suas proposições artísticas interativas”, afirmou.

A instituição declara lamentar as interpretações em torno da apresentação. “A instituição acredita no diálogo e no debate plural como modo de convivência no ambiente democrático, desde que pautados pela racionalidade e a correta compreensão dos fatos”, acrescentaram.

A performance ocorrida em São Paulo também fora divulgada no Instituto Goethe, em Salvador, capital do estado da Bahia, entre os dias 19 e 20 de agosto. Segundo a Gazeta do Povo, a instituição afirmou que “cada obra ou atividade da programação só acontece se houver conversa, toque, corpo-a-corpo”. Com informações Folha de S.Paulo

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Delação de Palocci deixou Lula abalado, dizem amigos do ex-presidente

A delação e a carta escrita pelo ex-ministro Antonio Palocci deixaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abalado “de forma inédita”, de acordo com amigos do ex-presidente. As informações são da coluna da jornalista Mônica Bergamo, do jornal ‘Folha de S. Paulo’.

Segundo um amigo de Lula, Palocci o não só “enfiou a faca, mas forçou até o fundo”

Pessoas próximas ao ex-presidente afirmam que Lula sempre dizia compreender delatores como os ex-executivos Léo Pinheiro, da OAS, e Marcelo Odebrecht. Como estavam presos há muito tempo, ele não teriam outra alternativa a “incriminar” o petista à Justiça.

No entanto, a intensidade dos ataques do ex-ministro teriam surpreendido o ex-presidente. Segundo um amigo de Lula, Palocci o não só “enfiou a faca, mas forçou até o fundo”.

Em carta divulgada na última terça (27), o ex-ministro pediu desfiliação do PT e reconhece o seu envolvimento em esquemas de propina. Ele também aconselha partido a buscar um acordo de leniência na operação Lava Jato e colaborar com a Justiça, assim como ele já está fazendo. Ele revela ainda que virou alvo de “um tribunal inquisitorial dentro do próprio PT” desde que decidiu falar a verdade.

Fonte: Notícias ao Minuto

Feministas promovem Marcha pelo Genocídio, para legalizar aborto

Dia 28 de setembro, dia de latino-americano e caribenho pela descriminalização do aborto, em outras palavras, o culto a morte.

Movimentos marxistas e coletivos feministas foram as ruas do Rio de Janeiro impor o culto a morte através da descriminalização do aborto.
No Recife/PE também houve manifestações pró-genocídio. Um pequeno grupo de feministas radicais, manifestou-se em prol da legalidade do aborto.

Legalizar o aborto é legalizar o processo de eugenia e controle populacional, principalmente contra as classe menos favorecidas economicamente. O aborto legalizado ou ilegal de forma alguma é seguroou saudável, além dos perigos a saúde da própria mulher, pode trazer consigo danos psicológicos irreparáveis. Problemas esses, que nunca são abordados pelos coletivos feministas.

A cultura da morte, práxis da Esquerda, deve ser combatida em todas as esferas sociais. Os abortistas vendem uma imagem glorificante sobre o aborto para mulheres jovens em todo os países, principalmente entre aquelas que estão na faixa etária dos 15 aos 20 anos, o que pode ser considerado alvos primários do coletivos pró eugenia.

Petição à Casa Branca pede designação de terrorista para George Soros

A petição We the People, à Casa Branca, insta os Estados Unidos a listar o multibilionário George Soros como terrorista e a confiscar os bens de suas organizações e das organizações a ele vinculadas.

Soros tem sido um dos principais financiadores por trás de muitas revoluções em todo o mundo, e também desempenhou um papel de liderança na quebra das moedas de diversos países, incluindo as mais famosas no Reino Unido. Nos Estados Unidos, ajudou a organizar a oposição ao presidente Donald Trump.

De acordo com o site da Casa Branca, “We the People é uma plataforma que empodera o público americano… a falar diretamente com o governo e se tornar um agente de mudança”.

A petição contra George Soros foi iniciada em 20 de agosto por ‘E.B.’ e, até 7 de setembro, tinha mais de 142.843 mil assinaturas, mais que as 100.000 assinaturas necessárias até o dia 19 de setembro para obter uma resposta da Casa Branca.

O abaixo-assinado alega que “George Soros intencionalmente e de forma contínua tentou desestabilizar e de diversas formas cometer atos de agitação contra os Estados Unidos e seus cidadãos”, e afirma que ele aplicou um modelo de táticas terroristas semelhantes aos propostos pelo radical marxista Saul Alinsky.

Continua, afirmando que os programas financiados pela Soros trabalharam para “facilitar o colapso dos sistemas e do governo constitucional dos Estados Unidos, e desenvolveu uma influência insana e indevida sobre todo o Partido Democrata e uma grande parte do Governo Federal dos EUA”.

Solicita ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos que declare Soros, suas organizações e os membros de sua equipe como terroristas; e que aproveite suas riquezas e ativos sob a Lei de Confiscação de Ativos Civis.

Soros já foi descrito como um terrorista antes. Ele é mencionado como um exemplo típico de um ‘terrorista financeiro’ em um documento militar chinês, ‘Guerra irrestrita’, que foi publicado em 1999 por dois então coronéis e tornou-se um documento fundamental dos programas de guerra híbridos assimétricos do regime chinês.

“Acreditamos que, em pouco tempo, a ‘guerra financeira’ será, sem dúvida, uma definição nos vários tipos de dicionários do jargão militar oficial”, afirma o documento, acrescentando que “o principal protagonista nesta seção do livro de história não será um estadista ou um estrategista militar; em vez disso, será George Soros”.

“As características típicas do terrorismo, incluindo transnacional, oculto, sem regras e tremendamente destrutivo, nos deram razão para chamar de terrorismo financeiro”, afirma o documento.

Depois de explicar detalhadamente os métodos de Soros, acrescenta: “A julgar por esse tipo de padrão, quem pode dizer que George Soros não é um terrorista financeiro?”

A afirmação da petição de que Soros visa a “facilitar o colapso dos sistemas e do governo constitucional dos Estados Unidos” ocorre no contexto de sua longa história de movimentos de financiamento para derrubar governos.

Ele ajudou a financiar a ‘Revolução do Bulldozer’, em outubro de 2000, na Sérvia, de acordo com The Los Angeles Times, que publicou em janeiro de 2001 que Soros “desempenhou um papel fundamental na derrubada dramática no ano passado do presidente Slobodan Milosevic” através de sua Rede Soros Foundations.

Em novembro de 2003, o Globe and Mail reportou que a derrubada do presidente georgiano Eduard Shevardnadze “levou a marca de Soros”. O jornal citou Zaza Gachechiladze, editor-chefe do The Georgian Messenger, afirmando: “É amplamente aceita a opinião pública aqui de que o sr. Soros é a pessoa que planejou a derrubada de Shevardnadze”.

Soros também foi um dos principais financiadores da desestabilização da Ucrânia no conflito com a Rússia, de acordo com o Daily Caller.

Ainda, de acordo com a WND, através da Open Society, de Soros, ele também desempenhou um papel nos movimentos da Primavera Árabe, que desestabilizou várias nações árabes. WND informou que a Open Society “financiou a principal voz da oposição na Tunísia, Radio Kalima, que defendeu os tumultos que levaram à expulsão do presidente Zine El Abidine Ben Ali”.

Nos Estados Unidos, o financiamento de Soros está vinculado a muitos grupos anti-Trump, e ele é um forte financiador de candidatos democratas.

Daily Mail informou em janeiro de 2015 que Soros “doou US$ 33 milhões para organizações de “justiça social” que ajudaram a transformar os eventos em Ferguson de um protesto local a um ponto de inflamação nacional”.

Durante as Eleições 2016, Soros financiou os esforços mais alvejando diretamente ao presidente Donald Trump.

A Fox News informou em março de 2016 que George Soros, juntamente com outros doadores, lançou uma campanha de US$ 15 milhões para que os latinos e os imigrantes votassem.

Em novembro de 2014, as Open Society Foundations de Soros forneceram uma doação de US$ 50 milhões ao American Civil Liberties Union (ACLU), que liderou muitos movimentos anti-Trump. A Newsmax informou em março que a ACLU estava lançando treinamentos de resistência a nível nacional, e a NPR também noticou em março que um advogado da ACLU estava “no coração da resistência legal à agenda de Trump”.

Soros também tem um histórico de lançamento de ações para gerar crise financeira em países alvo e, em seguida, lucrar com ela.

Em 1992, ele abateu a libra esterlina, depois de “ter apostado US$ 10 bilhões na queda de seu valor”, de acordo com o livro ‘The Shadow Party’, dos autores mais vendidos do New York Times, David Horowitz e Richard Poe. O Banco da Inglaterra tentou manter a libra esterlina à tona “comprando libras tão rápido quanto Soros pudesse despejá-las”, mas como outros investidores seguiram Soros, o banco finalmente desistiu.

Isto levou a uma crise financeira global e, descreve o livro, “quando acabou, milhões de trabalhadores britânicos se defrontaram com seus recursos diminuídos, enquanto Soros contabilizava seus ganhos”. Ele observa que Soros fez cerca de US$ 2 bilhões com a crise fabricada.

O livro também acrescenta que, em 1993, Soros executou uma tática semelhante que quebrou o marco alemão. Ele fez isso com uma única carta ao Times, de Londres, afirmando: “Espero que o marco caia contra todas as principais moedas”. Isto provocou a venda desesperada.

Soros repetiu isso depois, em julho de 1998, de acordo com ‘The Shadow Party’. Ele disse ao Financial Times, de Londres, “que o governo russo deve desvalorizar o rublo em 15 a 25%”. Isto novamente levou à venda desesperada, o que jogou a Rússia numa depressão financeira.

O livro aborda vários outros casos, incluindo logo após o ataque terrorista ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001. Numa tentativa de evitar que o ataque causasse uma crise financeira nos Estados Unidos, investidores e grandes empresas se uniram para investir, e o Federal Reserve injetou dinheiro na economia de modo a impedir que os mercados encolhessem.

No entanto, Soros tinha outros planos. Em vez de ajudar a unir o mercado, Soros apostou contra isso. Após os ataques, George Soros declarou, em 19 de setembro de 2001, que “não acho que você possa operar mercados com princípios patrióticos”, de acordo com ‘The Shadow Party’, e para muitos que seguiram Soros, “era tudo o que precisavam saber”.

Fonte – Epoch Times

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

MPF vai pedir perícia em recibos de aluguel entregues por Lula

Após identificadas irregularidades, o Ministério Público Federal (MPF) vai pedir perícia dos recibos de aluguéis apresentados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Operação Lava Jato. A informação foi divulgada pelo ‘O Globo’ nesta quarta-feira (27).

O MPF também encontrou erros de digitação nos recibos entregues pela defesa

Os documentos foram entregues na segunda (25) à Justiça, a fim de comprovar que o aluguel do imóvel vizinho ao apartamento onde mora o petista, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, foi “uma relação privada de locação”, segundo a defesa.

Entre os 26 recibos apresentados, dois informam datas inexistentes, 31 de junho de 2014 e 31 de novembro de 2015, como término do período de locação do apartamento. A data de assinatura do recibo, porém, está correta.

Outros seis documentos trazem erros de digitação. O nome da cidade onde fica o apartamento foi escrito como “São Bernanrdo”.

De acordo com a defesa, foi um “erro material” que não tem relevância no conjunto probatório. Como explica a publicação, na perícia, é possível verificar se todos os recibos foram assinados no mesmo dia, por exemplo, ou se foram impressos pela mesma máquina.

Fonte: Notícias ao Minuto

China fecha empresas na Coreia do Norte para cumprir sanções da ONU

A China determinou nesta quinta-feira (28) o fechamento de companhias mantidas pela Coreia do Norte no país, o que corta uma fonte de receita no exterior para o isolado regime de Pyongyang. A decisão do regime chinês é tomada para atender as sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas contra os programas nuclear e de mísseis norte-coreanos.

A China é a principal parceira comercial e maior aliada da Coreia do Norte. A cooperação de Pequim é essencial para o sucesso das sanções, voltadas para impedir que os norte-coreanos obtenham mais tecnologia armamentista. A China concordou com as penalidades na ONU, em meio à crescente frustração com o governo do líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Negócios e joint ventures da Coreia do Norte com parceiras chinesas precisam fechar dentro de 120 dias a partir da aprovação das sanções no Conselho de Segurança, que ocorreu em 11 de setembro. A decisão do Ministério do Comércio chinês implica, portanto, que esses negócios devem ser paralisados até o início de janeiro.

Empresas norte-coreanas operam restaurantes e outros negócios na China, o que ajuda Pyongyang a obter moeda estrangeira. Funcionários norte-coreanos trabalham em fábricas chinesas e em outras áreas.

Também nesta quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores chinês apelou por diálogo para lidar com a crescente crise entre a Coreia do Norte e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “A questão nuclear da Península Coreana está relacionada à paz e à estabilidade regional”, disse um porta-voz do ministério, Lu Kang. “Para romper o impasse as partes relevantes precisam mostrar sua sinceridade”.

A China é um membro permanente no Conselho de Segurança e tem poder de veto. O país apoiou as sanções recentes, mas não quer um colapso do governo de Kim. Pequim não concordou, por exemplo, com um veto total às exportações de petróleo para os norte-coreanos. De qualquer modo, a China deve interromper o envio de gás e limitar o de derivados do petróleo a partir de 1º de janeiro, após já ter parado desde setembro de importar carvão, ferro, minério de chumbo e peixes e frutos do mar do país vizinho.

Fonte: Correio Braziliense

Temendo ‘efeito dominó’, Temer e senadores articulam para salvar Aécio

O presidente Michel Temer mandou chamar o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), nesta quarta-feira (27), com o objetivo de articular uma operação para que o Senado salve Aécio Neves do afastamento de seu mandato.

Temendo “efeito dominó”, Senado ensaia reação a afastamento de Aécio. Temer também articula com aliados

Segundo apuração do Blog da Andréia Sadi no ‘G1′, Temer discute o tema com seus auxiliares desde cedo, e defendeu a interlocutores que o plenário do Senado delibere sobre o assunto.

O presidente também mandou chamar senadores e aliados. Entre os convidados para um almoço estão João Alberto (PMDB-MA), Elmano Ferrer (PMDB-PI) e até o deputado Paulo Maluf (PP-SP).

Para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, não existe tal previsão. E isso poderia, inclusive, abrir uma crise entre Poderes.

O artigo 53 da Constituição diz que prisão de parlamentar precisa ser submetida ao plenário. Mas o artigo 319 do Código de Processo Penal é claro: recolhimento domiciliar é medida diferente de prisão.

Portanto, não cabe deliberação do Senado sobre a decisão do STF sobre Aécio.

Medo do ‘efeito dominó’

A forte reação do Senado à decisão do STF de afastar do mandato Aécio Neves tem um componente suprapartidário que leva em conta uma estratégia de autossobrevivência dos senadores. Para o jornalista Gerson Camarotti, em seu blog no ‘G1′, há o temor de um “efeito dominó”, ou seja, de que outros investigados da operação Lava Jato também sejam atingidos no futuro por decisão semelhante à da Primeira Turma do STF.

Um grupo do Senado avalia que foi um erro, por exemplo, a Casa ter mantido, no fim de 2015, a prisão do então líder do governo Delcídio do Amaral (PT-SP), que foi preso por decisão da segunda turma do STF.

Na ocasião, o então presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) tentou articular uma reação para evitar a criação de um precedente.

Ao Blog, um senador investigado pela Lava Jato comentou, em tom de espanto, a decisão de afastamento de Aécio: “Se fazem isso com o presidente do PSDB, podem fazer com qualquer outro”, disse.

Fonte: G1

Antonio Palocci rompe com o PT e fala verdades sobre Lula

O ex-ministro Antonio Palocci formalmente se desligou do Partido dos Trabalhadores (PT), partido política que ajudou a fundar há 36 anos. Em carta enviada à presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, nesta terça-feira (26), Palocci questiona os posicionamentos do partido diante das acusações de corrupção, afirma que vai colaborar com a Justiça e com “a verdade” e sugere que o PT faça o mesmo. Após a divulgação do texto que compara o partido a seita e ataca Lula, dirigentes petistas falaram em ‘traição’.

“Sei dos erros e ilegalidades que cometi e assumi minhas responsabilidades. Mas não posso deixar de destacar o choque de ter visto Lula sucumbir ao pior da política, nos melhor dos momentos do seu governo”, diz.

A decisão do político, argumentada em quatro páginas, leva em consideração o processo de afastamento iniciado pelo diretório de Ribeirão Preto que acusava o ex-ministro de trair a fidelidade partidária.

Palocci foi questionado por uma comissão de ética após fazer declarações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em depoimento ao juiz Sérgio Moro.

Na carta, o político volta a questionar a representação política do ex-presidente: “Somos um partido ou uma seita?”

“Até quando vamos fingir acreditar na autoproclamação do ‘homem mais honesto do país’ enquanto os presentes, os sítios, os apartamentos e até o prédio do Instituto (!!!) são atribuídos à Dona Marisa? Afinal, somos um partido político sob a liderança de pessoas de carne e osso ou somos uma seita guiada por uma pretensa divindade?”.

Ao final, Palocci coloca nas mãos de Gleisi a decisão sobre sua desfiliação e acusa o PT de só punir quem ataca o partido e seu líder máximo e de ignorar denúncias de corrupção.

Fonte: HuffPost Brasil e Estadão

Por 3 x 2: STF afasta Aécio Neves do mandato parlamentar

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (26), por 3 votos a 2, afastar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato parlamentar. Votaram pelo afastamento do senador mineiro os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux, enquanto Marco Aurélio Mello e Alexandre de Moraes ficaram vencidos.

Aécio também está impedido de deixar o país, deve se recolher durante a noite em sua residência e não pode manter contato com outros investigados. O colegiado analisou hoje, e negou, um pedido de prisão feito pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot contra o tucano, com base nas delações premiadas de executivos da JBS. Em junho, Janot denunciou Aécio Neves ao STF pelos crimes de corrupção passiva e obstrução à Justiça. A Primeira Turma ainda não decidiu se coloca o tucano no banco dos réus.

O senador foi gravado em uma conversa com o empresário e delator Joesley Batista, em um hotel em São Paulo, na qual pediu 2 milhões de reais para custeio de sua defesa na Operação Lava Jato. O dinheiro foi efetivamente entregue pelo diretor de relações institucionais, Ricardo Saud, a Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, em quatro parcelas de 500.000 reais em dinheiro vivo. A Polícia Federal filmou as entregas em ações controladas a partir dos acordos de delação da JBS.

O tucano, Pacheco de Medeiros e Andrea Neves, irmã de Aécio Neves, foram alvo da Operação Patmos, deflagrada no dia 18 de maio. O primo e a irmã do senador foram presos e Aécio, afastado do mandato. Na ocasião, a prisão preventiva dele foi negada pelo relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin. O tucano acabou recuperando a função parlamentar no dia 30 de junho, após uma liminar do ministro Marco Aurélio Mello, relator do inquérito contra ele no Supremo. Na decisão, Marco Aurélio afirmou que o senador tem “carreira política elogiável”.

Após o envolvimento de seu nome na delação premiada da JBS, Aécio Neves se licenciou da presidência do PSDB, que desde então é ocupada pelo senador Tasso Jereissatti (PSDB-CE).

À época da denúncia apresentada por Rodrigo Janot, o senador explica que aceitou os 2 milhões de reais porque não tinha dinheiro para pagar os seus advogados na Lava Jato e que o dono da JBS fez uma “armação” para parecer que o “empréstimo” foi um ato ilegal. Aécio nega que tenha havido qualquer contrapartida pelo valor, o que descaracterizaria os atos de corrupção.

O advogado de Aécio Neves, Alberto Zacharias Toron, diz que recebe a decisão do STF com “perplexidade” e que aguarda a publicação do acórdão da decisão para definir que medidas tomará.

A decisão do STF

Na sessão desta terça-feira, o ministro Marco Aurélio Mello disse entender que não havia motivos para a prisão de Aécio ou medidas cautelares contra ele, “muito menos de afastamento do exercício do múnus parlamentar”, no que foi seguido por Alexandre de Moraes.

O primeiro ministro a discordar do relator e decidir contra Aécio foi Luís Roberto Barroso, seguido de Rosa Weber e Luiz Fux. Para Barroso, a denúncia da PGR apresenta “fatos graves” e indícios de crimes incompatíveis com o exercício de função pública. O ministro sugeriu o recolhimento noturno do senador. “Seria uma incongruência entender que se aplica a prisão domiciliar aos coautores menos relevantes sem a aplicação de nenhum tipo de restrição à liberdade de ir e vir a quem, supostamente, teria sido o mandante. Há indícios, bastaste suficientes a meu ver, de autoria e materialidade”, declarou Barroso.

Rosa ainda apontou que o tucano, enquanto esteve afastado do mandato, entre maio e julho, teria descumprido medidas restritivas aplicadas a ele por Fachin, como o impedimento de que se encontrar com investigados e se afastar das funções políticas. Ela se referia a uma reunião entre Aécio e outros senadores tucanos, registrada nas redes sociais do mineiro, que, segundo ele, serviram para tratar de “votações no Congresso e a agenda política”. “Se as medidas foram inapropriadas ou excessivas, deveriam ser questionadas junto ao STF, mas não descumpridas”, afirmou a ministra.

Fux disse que “houve claro desvio de moralidade no exercício do mandato”. “Isso tudo se resume num gesto de grandeza que o homem público deveria adotar. Já que não teve, vamos auxiliá-lo para que se porte tal como deveria se portar, não só sair da presidência (do PSDB), mas pedir licença, sair Senado, para poder comprovar à sociedade a sua ausência de culpa no episódio que marcou de maneira dramática sua carreira politica”, completou o ministro.

Fonte: Veja

PERIGO - Islamismo será a religião mais influente em poucos anos, aponta estudo

Muçulmanos serão maioria na Europa dentro de duas gerações

Islamismo será a religião mais influente em poucos ano

Dentro de duas gerações, cerca de 40 anos, a população branca na Europa diminuirá consideravelmente, fazendo com que a maioria dos europeus seja islâmico. Levando em conta as tendências demográficas atuais, o islamismo será a religião mais influente em poucos anos, aponta o economista francês Charles Gave.

O comentarista político publicou as conclusões de um estudo feito por ele para o Instituto Libertes. Ele analisou o “desaparecimento das populações europeias” diante das altas taxa de fertilidade de famílias muçulmanas.

Gave, presidente da Gavekal Research, reconhece que seu levantamento causará polêmicas, mas aponta para os dados inegáveis. Usando seu país como exemplo, ele mostra que a taxa de natalidade de franceses é de 1,4 crianças por mulher, em comparação com uma taxa muçulmana de 3,4 a 4 crianças. A população da França hoje é de 67 milhões.

Ao contrário de outros países, a França não realiza um recenseamento sobre origem étnica, mas com base em pesquisas externas, alguns estudiosos como Gave, calculam que 10% da população francesa já é muçulmana, cerca de 6,7 milhões de pessoas.

Ele estende o cálculo para o resto da Europa, onde a taxa de natalidade é igualmente baixa: 1,6 filho por família. Sendo assim, Gave estima que a França e a Europa como um todo, terá uma maioria muçulmana por volta de 2057. Nessa época , de acordo com um estudo do Centro Pew, o islamismo ultrapassará o número de fiéis cristãos batendo a marca de 2 bilhões de pessoas.

“Dentro de 40 anos, no mais tardar, a maioria da população será muçulmana na Áustria, Alemanha, Espanha, Itália, Bélgica e Holanda”, escreve. “Vale ressaltar que estas não são previsões, mas cálculos que não levam em conta a chegada de novos imigrantes”.

Ele prefere não atacar os movimentos políticos europeus já liderados por islâmicos e que defendem a imposição da sharia (lei religiosa) sobre todos os moradores.

“Estou simplesmente dizendo que [o continente] será muito diferente e isso terá necessariamente uma grande influência no sistema político”, minimizou.
Incerteza

O Gatestone Institute, que também faz estudos do tipo, disse não concordar com tudo que Gave pensa. O analista Drieu Godefridi prevê que a população francesa nativa não vai desaparecer nem perder sua proeminência no espaço em quatro décadas.

Ao mesmo tempo, Godefridi entende que o panorama religioso na Europa mudou muito rápido, sendo difícil de prever.

“Apenas duas ou três gerações atrás, dezenas de milhões de europeus se ajoelharam várias vezes por semana nas igrejas para mostrar sua adoração a Jesus Cristo”, ressalta Godefridi.

“Quarenta anos depois, quase nada desse fervor religioso permanece. O que, em vez disso, é o fenômeno bem conhecido de “descristianização”, que engoliu toda a Europa”.

Outro aspecto a ser considerado é que, em toda a Europa, há sinais que a influência muçulmana já chegou na política. Os muçulmanos são quase 50% das crianças do ensino primário em algumas das grandes cidades europeias.

O Escritório Nacional de Registros do Reino Unido há anos informa que o nome do menino mais popular na Grã-Bretanha é Mohammed ou suas variantes de grafia. Além de vários deputados e senadores de origem islâmica sendo eleito em toda a Europa, o maior caso de sucesso é Sadiq Khan, eleito no ano passado prefeito de Londres. 

Com informações Washington Times

STF aprova ensino religioso nas escolas públicas: 'Estado é laico, mas reconhece os benefícios da religião'

Ministra Carmem Lúcia deu o voto decisivo

STF aprova ensino religioso nas escolas públicas

O debate sobre o direito das escolas públicas continuarem oferecendo ensino religioso confessional (uma religião só) ou interconfessional (diversas crenças) já durava um mês no Supremo Tribunal Federal.

Nesta quarta-feira (27) por 6 votos a 5 ficou decidido que a práticanão fere a Constituição. Votaram a favor os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luiz Fachin, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski. Já Luís Roberto Barroso (o relator), Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello eram contrários.

Com o empate, coube à presidente do Supremo Cármen Lúcia o voto decisivo. Ela lembrou que o Estado é laico, mas reconheceu os benefícios das entidades religiosas, apontando para as normas constitucionais que preveem assistência religiosa em hospitais e presídios.

“Não consigo vislumbrar nas normas autorização para o proselitismo, para o catequismo, para a imposição de apenas uma religião, ou qualquer uma religião, mas também não vejo nos preceitos questionados proibição de que se permita oferecer facultativamente ensino religioso cujo conteúdo se oriente por determinados princípios”, assegurou ao declarar o voto que desempatou a disputa.

A Procuradoria-Geral da República, autora da ação pedia que o ensino religioso se limitasse à modalidade não confessional (com aulas de história da religião ou sociologia da religião, por exemplo).

O governo Temer, representado pela Advocacia-Geral da União, já havia se posicionado a favor do ensino confessional.

Permanece a previsão constitucional do ensino religioso nas escolas públicas, mas a participação dos alunos é facultativa. Não haverá diferença significativa no conteúdo a ser ministrado. 

Com informações da Gazeta do Povo

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Odebrecht apresenta recibos de doações ao Instituto Lula no valor de R$ 4 milhões

Documentos foram anexados pela Polícia Federal a um inquérito da Operação Lava Jato. Segundo Marcelo, os valores saíram do setor de propinas da Odebrecht

A Polícia Federal (PF) anexou a um inquérito da Lava Jato recibos apresentados pelo ex-presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, que indicam doações de R$ 4 milhões ao Instituto Lula. De acordo com o empreiteiro, o valor foi pago em quatro parcelas de R$ 1 milhão e saiu do setor de propinas da empresa.

À PF, Marcelo Odebrecht disse que o valor estava registrado na planilha do Setor de Operações Estruturadas de codinome Italiano, que seria referente a Antonio Palocci, ex-ministro dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Os recibos foram anexados em um inquérito da Lava Jato na quinta-feira (21).

Marcelo Odebrecht declarou, como consta no termo de reinquirição anexado pela PF, que os valores foram efetivamente descontados da planilha Italiano. Conforme os recibos, os valores foram pagos em 16 de dezembro de 2013, 31 de janeiro de 2014, 5 de março de 2014 e 31 de março de 2014.

O que já havia sido dito a Sérgio Moro

Em interrogatório conduzido pelo juiz federal Sérgio Moro – responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância – Palocci já havia relatado o pagamento de R$ 4 milhões da Odebrecht para o Instituto.

Condenado pela Lava Jato e réu em outro processo, junto com Lula, Palocci declarou ao juiz que pediu para Marcelo Odebrecht dinheiro para cobrir um buraco nas contas do Instituto Lula.

“Em 2012, 2013, eu volto a tratar de alguns recursos a pedido do ex-presidente Lula. Tem um episódio, que o Marcelo relatou, que é verdadeiro. É um pedido que eu fiz a ele, de R$ 4 milhões pro Instituto Lula. Isso é verdade”, disse o ex-ministro.

Marcelo Odebrecht também já tinha relatado a Sérgio Moro os R$ 4 milhões ao Instituto Lula.

E-mail

Em um e-mail enviado no dia 26 de novembro de 2013 por Marcelo Odebrecht para Alexandrino Alencar, com cópia para Hilberto Mascarenhas, o empreiteiro falou sobre o assunto.

“Italiano disse que o Japonês vai lhe procurar para um apoio formal ao Inst. De 4M (não se sabe se todo este ano, ou 2 este ano e 2 do outro). Vai sair de um saldo que o amigo de meu pai ainda tem comigo de 14 (coordenar com HS no que tange ao Crédito) mas com MP no que tange ao discurso pois será formal”.

De acordo com Marcelo Odebrecht, “Japonês” corresponde a Paulo Okamoto [presidente do Instituto Lula], enquanto “Inst.” é uma referência ao Instituto Lula e “4M” trata-se do valor de R$ 4 milhões.

“HS”, ainda segundo Marcelo Odebebrecht, são as iniciais de Hilberto [Mascarenhas] Silva e “MP” deve corresponder ao responsável pela comunicação na construtora.

O outro lado

Por meio de nota, o advogado de Lula Cristiano Zanin Martins afirmou que “a tentativa de criminalizar o recebimento de doações legais para o Instituto Lula, retratadas em recibos, parece ser a nova onda da perseguição da Lava Jato contra o ex-presidente Lula”.

“Lula não recebeu qualquer doação ilegal da Odebrecht ou de qualquer outra empresa. As doações questionadas não tiveram Lula como beneficiário, mas sim entidade sem fins lucrativos que não se confunde com o ex-presidente”, pontuou o advogado.

Sobre os depoimentos de Palocci, a defesa de Lula disse, à época, que a declaração do ex-ministro é mentirosa e foi fabricada para superar a ausência de provas contra o petista.

Fonte: G1

Superpop: Feliciano e Marisa Lobo mostram que “cura gay” é discurso ideológico de esquerda

"O ativista acaba atrapalhando o próprio homossexual", diz deputado.

Feliciano e Marisa mostram que "cura gay" é discurso ideológico

O programa Superpop da RedeTV! desta segunda-feira (25) reuniu várias pessoas para discutirem a chamada “terapia de reversão sexual” ou, como é mais comumente tratada, a “cura gay”.

A apresentadora Luciana Gimenez mediou o debate que de um lado tinha dois cristãos – o deputado Marco Feliciano (PSC/SP) e a psicóloga Marisa Lobo – e do outro o médico Celso Marzano, Thammy Miranda e o jornalista Felipeh Campos.

Tentando esclarecer que nunca houve um projeto que tentasse impor a cura de homossexuais, Feliciano e Marisa ressaltaram que a proibição da terapia de pessoas que lutam contra sua própria homossexualidade é um direito assegurado pela Constituição. Sendo assim, a liminar concedida pelo juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho apenas assegura àqueles que desejam possam receber auxílio de um profissional nesse sentido.

A resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), válida desde 1999, até agora proibia o livre acesso das pessoas que sofrem de “ego distônico”, ou seja, que não aceitam sua orientação sexual.

Ao anunciar que lutaria na justiça para a revogação da liminar, o CFP classificou de “perigosa” a possibilidade de terapias de reorientação sexual e acusou de ser uma “violação dos direitos humanos”.

A inversão da lógica, artifício comum dos movimentos de esquerda, parece ter funcionado muito bem neste caso, uma vez que rapidamente os movimentos LGBT e a grande mídia logo iniciaram uma campanha contra a “cura gay”, algo que sequer é mencionado na liminar.

É nesse contexto que o Superpop ofereceu uma oportunidade inédita para que fosse ouvido o “outro lado”, ou seja, daqueles que estão lutando para que todos sejam tratados da mesma forma perante a lei e recebam ajuda psicológica quando assim desejarem.

Logo no início, a apresentadora atacou a existência da bancada evangélica, sendo necessário que Marco Feliciano explicasse a diferença de Estado laico (sem religião) e Estado laicista (quem impõe o ateísmo).

O parlamentar também reiterou o que sempre disse: que o discurso de “cura gay” é canalhice e mau-caratismo de movimentos de esquerda. “Psicólogo não é médico e homossexualismo não é doença”, afirmou.

Lembrou ainda que o Conselho Federal de Psicologia do Brasil é o único do mundo que impõe esse tipo de restrição e que a liminar concedida pelo juiz não foi trabalho de políticos, mas resultado de uma ação popular, assinada por 30 psicólogos que tiveram seu direito cerceado.

Marisa Lobo, que sofre grande perseguição dos outros psicólogos por defender o direito de ajudar gays cristãos, lembrou que “não se cura alguém que não se quer curar”. Ou seja, as pessoas que procuram ajuda de psicólogos sofrem com “angústia social” poderão fazer a “ressignificação de suas vidas” o que inclui a prática sexual.

A psicóloga cristã enfatiza que a própria ideologia de gênero, defendida pelos LGBT, insiste que a sexualidade é ‘fluída’, ou seja, pode mudar. Contudo, não aceitam que alguém possa mudar de gay para hetero.

Marisa também deixou claro que toda essa polêmica sobre “cura gay” é parte de uma tentativa de movimentos ideológicos de impor sua agenda e “mídia esquerdista que gosta de encrenca”.

Também teve participação no programa Eduardo Rocha, um ex-gay que contou seu testemunho. Ele se converteu ao conhecer a Palavra de Deus e abandonou a homossexualidade.

Como era esperado, Celso, Thammy e Felipeh não aceitaram as explicações contrárias a suas ideias. Mesmo assim, o Superpop até agora foi o único programa a dar espaço para o contraditório nessa questão.

Assista:

Câmara de Jundiaí repudia peça com Jesus transgênero

A moção recebeu apoio de todos os vereadores da Câmara
 
Câmara de Jundiaí repudia peça com Jesus transgênero

A Câmara de Jundiaí aprovou uma moção de repúdio contra o SESC Jundiaí, que iria abrigar, no último dia 15, uma apresentação da peça “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu”, que retrata Jesus Cristo como uma mulher transgênero.

A encenação foi suspensa em razão de liminar do juiz Luiz Antônio de Campos Junior, conforme noticiado em primeira mão pelo Gospel Prime.

A moção do vereador católico Douglas Medeiros, que recebeu grande apoio dos demais vereadores, enfatizou o caráter desrespeitador, vulgar e desagregador da referida peça, lembrando que a liberdade religiosa é protegida pela Constituição.

“Importante observar que a Constituição Federal (artigo 5º, VL, d) prevê o direito à liberdade religiosa, e o Código Penal (artigo 208) define os parâmetros de liberdade no tratamento desse tema”, diz o texto da moção.

Medeiros destacou ainda que a população de Jundiaí se sentiu agredida e desrespeitada em seus valores mais sagrados e que a peça, supostamente concebida para promover o diálogo, não fez outra coisa senão provocar a divisão.

“O monólogo distorce a visão histórica, teológica e ética cristã, usurpa o Evangelho, proveniente da Bíblia, objeto de culto e parte integrante da liturgia da religião cristã e usa a pessoa de Jesus Cristo para deturpar suas características, desrespeitando, dessa forma, os cidadãos que professam a fé em Jesus Cristo, que se sentiram ofendidos, tanto que inúmeras manifestações da comunidade cristã repudiaram veementemente tal apresentação”, destacou.

A moção recebeu apoio de todos os vereadores da Câmara de Jundiaí e será destinada aos organizadores do evento, do Sesc Jundiaí.

Ditadura da Coreia do Norte reforça defesa e ameaça derrubar aviões dos EUA

Ministro norte-coreano anunciou que seu país se reserva o direito de derrubar os bombardeiros americanos, mesmo no espaço aéreo internacional

A Coreia do Norte começou a reforçar suas defesas na costa leste do país, deslocando para a área seus aviões de combate, depois de na semana passada bombardeiros americanos terem sobrevoado uma zona perto da fronteira norte-coreana, informa a agência sul-coreana ‘Yonhap’.

Nesta segunda-feira (25), o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong-ho, anunciou que seu país se reserva o direito de derrubar os bombardeiros estratégicos americanos, mesmo que estes se encontrem fora do espaço aéreo norte-coreano.

Bombardeiros americanos

De acordo com o Serviço Nacional de Inteligência sul-coreano, Pyongyang não teria levado a cabo nenhuma ação de retaliação contra as aeronaves norte-americanas porque não esperava este tipo de ação por parte de Washington, ou porque teria sido incapaz de agir, já que seus radares não conseguiram detectar claramente a presença dos aviões.

Em 23 de setembro, bombardeiros da Força Aérea norte-americana B-1B Lancer, escoltados por caças, sobrevoaram a costa da Coreia do Norte para exibir poder militar.

A ausência de uma resposta militar por parte de Pyongyang provocou especulações acerca de o país não conseguir manter o seu sistema de radares operacional a 100% por escassez de eletricidade. Outros argumentam que a resposta não foi dada devido ao voo ter sido realizado no espaço aéreo internacional, destaca a Yonhap.

Fonte: Notícias ao Minuto

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

EUA fazem demonstração de força contra ditadura comunista da Coreia do Norte

Segundo o Pentágono, foi a primeira vez no século XXI que aeronaves de combate americanas se aproximaram tanto da fronteira do país comunista.

Bombardeiros B-1B Lancer da Força Aérea dos Estados Unidos, escoltados por jatos de combate, voaram neste sábado (23/09) no espaço aéreo internacional próximo das águas da Coreia do Norte.

O Pentágono deixou claro que o voo foi executado como uma forma de demonstrar força frente ao regime do ditador Kim-Jong Um. "Esta missão é uma demonstração da determinação dos EUA e uma mensagem clara de que o presidente [Donald Trump] tem muitas opções para derrotar qualquer ameaça”, disse em comunicado o comando militar dos EUA.

"Este é a posição mais ao norte da Zona Desmilitarizada (DMZ) que qualquer aeronave de combate ou bombardeiro dos EUA sobrevoou perto da costa da Coreia do Norte no século XXI, ressaltando a seriedade com que os EUA tomaram o comportamento imprudente da Coreia do Norte", informou anda o Pentágono, sem especificar quantos aviões participaram da missão.

O voo foi anunciado pouco antes de o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas.

"O programa de armas da Coreia do Norte é uma grave ameaça à região da Ásia-Pacífico e a toda comunidade internacional", completou o comando militar.

O novo episódio ocorre na esteira da escalada de tensões entre Washington e Pyongyang por causa do programa de armas nucleares conduzido pelo regime norte-coreano, que incluiu só neste mês a detonação de uma bomba de hidrogênio e o lançamento de um míssil intercontinental durante testes.

Nesta semana, Trump disse em discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU que pode "destruir totalmente" a Coreia do Norte caso seja necessário. Na quinta-feira, em sua primeira manifestação sobre o discurso, o governo norte-coreano chamou as ameaças de "latido".

"Se eles [os americanos] estão tentando nos chocar com o som de um cão latindo, eles estão claramente tendo um sonho de cachorro", afirmou o ministro do Exterior do país, Ri Yong Ho.


Sismo na Coreia do Norte gera temor de novo teste nuclear

Um terremoto de magnitude 3 na escala Richter atingiu neste sábado (23/09) a região nordeste da Coreia do Norte, gerando temores na comunidade internacional de que o regime comunista teria realizado mais um teste nuclear.

O tremor, que aconteceu às 16h09 (horário local, 4h29 de Brasília), foi detectado no condado de Kilju, onde está localizada a base nuclear norte-coreana, onde o regime de Kim Jong-un realizou, no último dia 3, seu sexto teste nuclear.

A suspeita de que um novo teste tenha sido realizado foi levantada pelo Centro Nacional de Terremotos da China (CENC), devido à proximidade com a base e pelas características do sismo, que se parecem com o ocorrido no início do mês.

Porém, a Coreia do Sul e a Organização do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBTO), ligada à ONU, garantiram que as causas do tremor foram naturais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, trocaram uma série de provocações e ameaças nos últimos dias.

Os contínuos testes de mísseis do regime de Pyongyang já geraram dois novos pacotes de sanções do Conselho de Segurança da ONU. E, junto com a retórica belicista de Trump, elevaram nos últimos meses o ambiente de tensão na península coreana.

Ameaças e insultos de Trump vão tornar ataque aos EUA "inevitável", diz ministro da Coreia do Norte

O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, disse neste sábado (23/09) durante a Assembleia Geral das Nações Unidas que as ameaças e insultos do presidente dos EUA, Donald Trump, vão tornar inevitável uma "visita dos misseis norte-coreanos ao território continental dos EUA".

Em seu discurso, Ri também chamou Trump de "doente mental" e uma pessoa "cheia de megalomania". O ministro também reclamou do apelido dado por Trump ao ditador Kim Jong-Un e disse que a atitude foi um "erro irreversível".

Na terça-feira, o presidente chamou Kim de "homem do foguete" e ameaçou destruir "completamente" a Coreia do Norte se o país continuar ameaçando outros países e insistir com seu programa nuclear. "Por meio de uma luta prolongada e árdua, estamos agora finalmente a apenas a poucos passos da última etapa da conclusão da nossa força nuclear", disse Ri.

Ele também reclamou da nova rodada de sanções impostas recentemente pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e por iniciativa dos EUA."É uma posição deplorável pensar que a República Popular Democrática da Coréia seria abalada ou mudaria sua posição devido às sanções mais severas das forças hostis ."

Ri disse ainda que o objetivo de Pyongyang é um estabelecer um "balanço de poder" com os EUA. Ele também devolveu a acusação de Trump de que Kim estaria em uma "missão suicida", afirmando que o presidente dos EUA é que está conduzindo tal missão.

"A Coreia da Norte é um Estado Nuclear responsável". "Nós não temos a intenção de usar as armas contra países que não se juntarem às ações militares dos EUA contra a República Democrática", disse. Por fim, Ri estendeu a "solidariedade" do seu governo aos regimes de Cuba e da Venezuela, que segundo ele, "lutam para defender suas soberanias" e a "causa do socialismo".

Minutos antes do discurso de Ri, o comando militar dos EUA anunciou que havia enviado um grupo de bombardeiros em uma missão de demonstração de força sobre águas internacionais próximas da fronteira da Coreia do Norte. Também neste sábado, sismólogos detectaram um novo tremor no país comunista, o que provocou a suspeita de que Pyongyang teria conduzido um novo teste nuclear secreto.

Sem quórum, Câmara adia novamente leitura da denúncia contra Temer

Sem quórum – era preciso 51 parlamentares, mas só havia 22 – Câmara adia novamente leitura da denúncia contra o presidente da República

A Câmara dos Deputados não alcançou nesta segunda-feira (25) o quórum mínimo de 51 parlamentares para abertura da sessão de debates. Com isso, a leitura da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer pelos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa não pôde ser lida em plenário.

No horário em que a sessão estava prevista para ter início, havia apenas 22 deputados na Casa, quando são necessários pelo menos 51 presentes. Na última sexta-feira (22), o plenário também não atingiu quorum para abrir sessão e a leitura não foi feita. Nova sessão foi convocada para esta terça-feira (26), às 11h30.

O processo foi entregue pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Secretaria-Geral da Mesa da Câmara na última quinta-feira (21). A partir do protocolo na Casa, a denúncia deve ser lida em plenário. Em seguida, o presidente Temer será notificado para que apresente sua defesa perante os deputados no prazo de até dez sessões plenárias.

A primeira etapa de análise pelos parlamentares ocorrerá na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), responsável por aprovar no prazo de até cinco sessões um parecer favorável ou não ao prosseguimento da denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF). O parecer será elaborado por relator ainda a ser designado pelo presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG).

A segunda denúncia contra o presidente Michel Temer foi apresentada ao STF pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot no último dia 14 de setembro. Nesse processo, Janot acusa Temer e parlamentares do PMDB de terem formado esquema de corrupção envolvendo integrantes do partido na Câmara dos Deputados com objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública. Na acusação por obstrução de Justiça, Temer teria atuado para comprar o silêncio do doleiro Lúcio Funaro, um dos delatores nas investigações e que teria sido o operador do suposto esquema. A suposta interferência teria ocorrido por meio dos empresários da J&F, Joesley Batista e Ricardo Saud, que também são acusados pelo mesmo crime.

A defesa de Michel Temer contestou as acusações e apresentou no STF pedido para que a denúncia fosse devolvida à PGR. Mas o plenário da Corte decidiu encaminhar a denúncia para a Câmara, a qual cabe autorizar ou não o prosseguimento da investigação.

Depois de passar pela CCJ, a denúncia deverá ser analisada em plenário, onde precisa receber pelo menos 342 votos, o que corresponde a dois terços dos 513 deputados, quorum exigido pela Constituição para que uma denúncia contra um presidente da República seja investigada pelo Supremo. A previsão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é de que a votação da denúncia se encerre até o fim de outubro.

Fonte: Correio Braziliense

Veto imigratório: EUA restringem 8 países incluindo Venezuela e Coreia do Norte

A medida entrará em vigor no dia 18 de outubro. Sudão foi retirado da lista original e Chade, Coreia do Norte e Venezuela foram incluídos no novo veto

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, substituiu neste domingo (24) o polêmico veto imigratório a seis países de maioria muçulmana, que expirou na mesma data, por um decreto que impõe restrições a oito nações, entre eles a Venezuela e a Coreia do Norte.

Os países afetados pela nova medida são: Irã, Líbia, Síria, Iêmen, Somália, Chade, Coreia do Norte e Venezuela. A medida entrará em vigor no dia 18 de outubro.

O veto de Trump, emitido em março, entrou em vigor parcialmente no final de junho e impedia durante 120 dias a entrada nos EUA de refugiados e, durante 90 dias, o de cidadãos de seis países de maioria muçulmana (Irã, Somália, Sudão, Síria, Iêmen e Líbia).

O Tribunal Supremo dos EUA permitiu sua entrada em vigor e deu liberdade ao Executivo para definir suas próprias normas de aplicação, ainda que em uma audiência programada para o dia 10 de outubro estudará sua legalidade a fundo.

“As novas restrições se baseiam em uma revisão mundial em função da informação de que as nações afetadas compartilham com os EUA, e não em critérios de religião ou raça”, explicaram funcionários de alto escalão do Governo em coletiva de imprensa.

“As restrições são vitais para a segurança nacional”, destacou um desses funcionários.

“Portanto, se somam à lista Chade, Coreia do Norte e Venezuela, saindo dela o Sudão devido a seu “melhor nível de cooperação” com as autoridades americanas”, explicaram os representantes do Governo na coletiva.

“A Venezuela foi incluída porque seu Governo não coopera em verificar se os seus cidadãos representam ameaça para a segurança nacional ou para a segurança pública”, segundo a ordem emitida por Trump.

“Logo, as restrições se centram em funcionários do Governo da Venezuela que são responsáveis pelas deficiências identificadas”, acrescentaram na coletiva os representantes do Executivo americano.

Trump emitiu uma primeira versão do veto migratório no dia 27 de janeiro, mas teve que assinar outro decreto em março para substituí-lo e restringi-lo, por causa dos contínuos revezes judiciais.

O segundo decreto, diferente do anterior, deixou de fora os cidadãos do Iraque e modificou a provisão sobre os refugiados sírios, ao proibir sua entrada no país durante 120 dias e não de maneira indefinida, como estabelecia o veto original.

Fonte: G1

CPI da JBS: PT e PMDB fazem pacto para evitar constrangimentos

Relator da CPMI da JBS, deputado Carlos Marun (PMDB-MS) e deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Base e oposição evitam fogo cruzado e concentram esforços para investigar as delações fechadas entre antiga cúpula comandada por Rodrigo Janot e executivos da J&F

As primeiras reuniões da comissão parlamentar de inquérito (CPI) criada para investigar a JBS estão marcadas pelo cerco à antiga cúpula da Procuradoria-Geral da República (PGR), comandada por Rodrigo Janot, e por um pacto de não agressão entre parlamentares da base e da oposição. Ao menos um acordo tácito já está evidente entre os membros: o de evitar, pelo menos por enquanto, convocações de nomes que possam constranger o presidente Michel Temer e o PT.

Levantamento feito pelo jornal ‘O Estado de S. Paulo’ com base nos requerimentos votados a toque de caixa na reunião da quinta-feira passada (21) mostra que o foco da comissão será o Ministério Público e o acordo de delação premiada firmado por executivos do Grupo J&F. Das 53 convocações ou convites aprovados, mais de 80% são referentes a pessoas ligadas à empresa ou à Procuradoria-Geral da República. Até agora foram apresentados 229 pedidos, entre convocações, convites, quebras de sigilo e outros, dos quais 102 foram aprovados.

Os requerimentos ligados ao núcleo político, que poderiam levar os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além do ex-ministro Geddel Vieira Lima e o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a prestar esclarecimentos à CPI mista da JBS foram deixados de lado nesta fase e dificilmente serão aprovados enquanto o pacto de não agressão estiver valendo.

A “afinidade de objetivos” foi admitida pelo relator, Carlos Marun (PMDB-MS), que estuda até ceder um cargo no comando da CPI mista a um nome indicado pelo PT. O pedido foi feito pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) com o argumento de que, por ter a segunda maior bancada na Câmara, o PT tem direito pelo menos a uma sub-relatoria ou à vice-presidência do colegiado. Dos dez pedidos apresentados por petistas, apenas um se refere a um nome ligado ao governo Temer: o do presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro.

“Existe uma vontade de não fazer pirotecnia. A CPI não pode ser palco de confronto entre governo e oposição. Não é o lugar”, disse Marun. “A afinidade é nos objetivos da CPI, um desejo de todos os membros de que o trabalho avance.”

‘Defensiva’

Outro exemplo de boa vontade mútua foram os convites para ouvir os ex-presidentes da Caixa Jorge Hereda e Maria Fernanda Ramos. Os requerimentos eram de convocações, mas após protesto de deputados petistas o próprio relator concordou em amenizar o texto para deixar como facultativa a presença dos ex-dirigentes. Hereda é ligado ao PT, mas comandou o banco na mesma época em que Geddel era vice-presidente de Pessoa Jurídica.

“Estão todos na defensiva, tanto o pessoal do governo quanto do PT, mas o barco era o mesmo. O governo era PT e PMDB”, afirmou o deputado Delegado Francischini (SD-PR), um dos sub-relatores da CPI. Ele, porém, negou haver acordo com objetivo de poupar alguém.

Deputados petistas disseram que o momento das convocações políticas vai chegar, mas, por ora, serão foco a J&F e integrantes da Procuradoria que atuaram na delação de executivos da empresa. “O fato de não ter requerimento hoje não quer dizer que não vai ter no futuro”, disse o deputado Wadih Damous (PT-RJ). “Se esse acordo vingar, a CPI mista vai perder credibilidade”, afirmou o deputado Fausto Pinato (PP-SP).

Fonte: Correi Braziliense

Semana no Congresso terá denúncia contra Temer e reforma política; saiba mais

Câmara pode concluir votação de PEC que acaba com coligações e cria cláusula de desempenho. Debate sobre denúncia deve ter início entre deputados; senadores discutirão fundo eleitoral

A nova denúncia contra o presidente Michel Temer, oferecida pela Procuradoria Geral da República (PGR), e a análise de propostas da reforma política dominarão a semana no Congresso Nacional.

Temer foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. Mas o STF só poderá analisar a acusação se a Câmara dos Deputados autorizar.

A denúncia já está na Casa, desde a última quinta (21). Primeiro, será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e, depois, pelo plenário. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estima que o processo estará concluído em outubro.

Paralelamente a isso, a Câmara tentará concluir, nesta terça (26), a votação sobre a Proposta de Emenda à Constituição que cria uma cláusula de barreira para as legendas terem acesso ao fundo partidário. A PEC também prevê o fim das coligações, a partir de 2020.

No Senado, os parlamentares também tentarão votar uma proposta de reforma política, a que cria um fundo para bancar as campanhas eleitorais.

Denúncia

Os debates da reforma política acontecem na mesma semana em que a Câmara deverá iniciar o processo de análise da nova denúncia contra Temer.

Como parte do rito, a Mesa Diretora tentará, pela segunda vez, ler a denúncia no plenário, nesta segunda. O documento contém 260 páginas, nas quais a PGR detalha como o grupo do PMDB ao qual Temer pertence atuou em ministérios e em estatais para obter propina.

O presidente se diz alvo de “ilações e provas forjadas”.

Técnicos da área jurídica da Câmara avaliam se a denúncia contra o presidente deve ser fatiada, isso porque, na mesma peça, a PGR denunciou os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). A decisão sobre fatiar ou não cabe a Rodrigo Maia.

Pela Constituição, a denúncia só seguirá para o STF se aprovada no plenário da Câmara com os votos de, pelo menos, 2/3 dos deputados, ou seja, 342 dos 513.

Antes da votação em plenário, porém, a CCJ deverá elaborar um parecer favorável ou contrário ao prosseguimento da denúncia ao Supremo. O relatório, então, será encaminhado para análise do plenário da Câmara.

Na primeira denúncia, por corrupção passiva, os deputados aprovaram por 263 a 227 o relatório que recomendava a rejeição da denúncia.

Reforma política

A análise na Câmara sobre a reforma política já começou, mas ainda não foi concluída.

Pela decisão dos deputados, fica criada uma cláusula de desempenho para as legendas terem acesso ao fundo partidário e ao tempo de TV a partir do ano que vem. O fim das coligações, inicialmente previsto para 2018, foi adiado para 2020.

Para concluir a votação, os deputados precisam analisar os destaques, propostas para modificar o projeto. Passada esta fase, o projeto seguirá para o Senado, onde será submetido a votação em dois turnos.

Senado

No Senado, os parlamentares tentaram votar, na semana passada, um projeto que cria um fundo para financiar as campanhas eleitorais. Sem consenso, a análise foi adiada para esta terça.

Parte dos recursos desse fundo viria, pela proposta, das chamadas emendas parlamentares de bancadas estaduais, que consistem em indicações dos parlamentares de um estado para aplicação de recursos do Orçamento da União em obras e serviços no estado deles.

O fato de a proposta mexer com emendas parlamentares motivou críticas de vários parlamentares. Randolfe Rodrigues (Rede-AP), por exemplo, afirma que retirar dinheiro de emendas fará, na prática, com que recursos para investimentos, saúde e educação deixem de ir para essas áreas para abastecer campanhas.

Fonte: G1