quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Fardas agitadas: em disputa, o Ministério da Defesa

General Joaquim Silva e Luna (Helcio Nagamine/Fiesp/Divulgação)

Ricardo Noblat
Se dependesse dos generais de quatro estrelas, o presidente Michel Temer já teria nomeado o general da reserva Joaquim Silva e Luna para ministro da Defesa. Por ora, ele é apenas ministro interino.
Se dependesse dos chefes militares da Marinha e da Aeronáutica, Temer já teria nomeado mais um civil para cuidar do ministério. O cargo sempre foi de um civil desde que foi criado em junho de 1999.
O protagonismo do Exército sempre incomodou almirantes e brigadeiros. E é por isso que eles preferem que um civil assuma o ministério. Temer decidirá a respeito nas próximas semanas.
Até lá, haverá muito movimento entre os fardados. Começou desde que eles souberam da saída de Raul Jungmann do Ministério da Defesa. Oficiais que ali poderiam assinar ordens, já não assinam.

Eleições 2018: Bolsonaro na frente de Alckmin em São Paulo

O Instituto Paraná fez uma pesquisa em São Paulo, para medir a intenção de voto para presidente da República entre os eleitores do estado.
Jair Bolsonaro está ligeiramente à frente de Geraldo Alckmin, em empate técnico:

Vejam os números:
  • Bolsonaro: 23,4%
  • Alckmin: 22,1%
  • Marina Silva: 12,3%
  • Ciro Gomes: 6,5%
  • Haddad: 6%

União Europeia junta-se à Liga Árabe exigindo a divisão de Jerusalém

Diplomacia da União Europeia quer acelerar “solução dos Dois Estados”
UE junta-se à Liga Árabe exigindo a divisão de Jerusalém

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, anunciou nesta segunda-feira (26) que durante o marco do Conselho de Ministros da UE, realizado em Bruxelas, ocorreu um encontro com seis ministros da Liga Árabe (Egito, Arábia Saudita, Jordânia, Marrocos, Emirados Árabes Unidos e Autoridade Palestina), bem como seu secretário-geral, Ahmed Aboul Gheit.

A pauta incluía a busca de uma solução rápida para o fechamento do Santo Sepulcro em Jerusalém. O chanceler da Jordânia, que preside a Liga Árabe criticou as medidas tomadas por Israel, assegurando que Jerusalém é uma cidade “sagrada para muçulmanos, cristãos e judeus e deve ser um símbolo para a paz”.

Em seguida, voltou a atacar o governo de Israel, dizendo que “este não é o caso enquanto Jerusalém for um lugar de ocupação e sequestro, de medo e desespero”. Reiterou a necessidade de se levar adiante “a solução de dois Estados na região como única via, com um Estado palestino soberano”. Isso incluiria a divisão de Jerusalém, ficando a porção Oriental como capital da Palestina e a Ocidental, de Israel.

Mogherini reafirmou seu desejo que essa reunião permita “avançar no processo de paz” e lembrou que a posição da UE sempre foi “clara”. A defesa é que a solução de dois Estados seria a “única via legítima, viável e realista para cumprir com as aspirações de ambas as partes e conseguir uma paz duradoura. Todos os assentamentos israelenses são ilegais e um obstáculo para a paz”.

Tanto a UE quanto a Liga Árabe reagiram desfavoravelmente ao anúncio de que os EUA poderão inaugurar sua embaixada em Jerusalém dia 14 de maio, data dos 70 anos de independência do Israel moderno.

O encontro também serve para reforçar o papel da União Europeia como possível mediadora de acordos de paz entre israelenses e palestinos, após o presidente da AP Mahmoud Abbas dizer que não aceita mais os Estados Unidos neste papel. 


Com informações de The Times of Israel [2]

Pantera Negra é acusado de islamofobia por apresentar 'visão negativa' do islã

Filme “perpetua a tendência de centenas de filmes em descrever os muçulmanos como predadores sexuais sanguinários”, diz líder islâmico

Pantera Negra é acusado de islamofobia por líderes muçulmanos

Após bater vários recordes, o novo filme da Marvel Pantera Negra acumula polêmicas por causa das diferentes interpretações sobre o que ele realmente queria comunicar. Ao invés de ser visto como mero entretenimento, a politização de algumas questões levantadas no longa ganharam espaço na mídia desde o seu lançamento.

Agora que chega a diferentes países, uma das cenas logo no início do filme está rendendo acusações de “islamofobia”. A personagem Nakia (Lupita Nyong’o) está em um caminhão onde terroristas islâmicos transportam mulheres sequestradas na Nigéria.

Pantera Negra (Chadwick Boseman) surge em cena para libertá-la. Um dos homens aponta uma arma para a cabeça de uma das mulheres e diz “Wallahi (por Allah) vou atirar nela agora”. Em poucos minutos, os sequestradores obviamente islâmicos estão mortos e as mulheres retiram os lenços (hijab) que eram forçadas a usar para cobrir a cabeça.

Embora nem de perto essa seja a tônica do filme e os sequestros de mulheres cristãs na Nigéria por terroristas islâmicos seja uma realidade amplamente documentada pela mídia, alguns líderes muçulmanos defendem contrariedade por verem muçulmanos serem retratados como “vilões”.

O professor Sherene Razack, da Universidade de Toronto, chamou a cena de “perpetuação do estereótipo do homem muçulmano bárbaro, da mulher muçulmana oprimida e dos não muçulmanos em perigo”.

O jornalista Faisal Kutty chamou a representação dos muçulmanos de “estímulo à islamofobia”. Segundo ele, isso apenas “contribui e reforça as visões pobres e estereotipadas de Hollywood sobre o islamismo e os muçulmanos”.

O líder islâmico Sami Aziz lamentou que “Pantera Negra perpetua a tendência de centenas de filmes em descrever os muçulmanos como predadores sexuais sanguinários”

Uma análise atenta mostra que a cena, embora fictícia, se parece muito com a atuação do Boko Haram, o grupo terrorista da Nigéria que sequestrou recentemente cerca de 100 meninas cristãs em uma escola.

Obviamente que, para os críticos do filme que se levantam agora, o Boko Haram “não representa” o Islã, justificativa usada exaustivamente pelos líderes muçulmanos que falam sobre as ações e atentados do Estado Islâmico.

O problema é que eles agem segundo os preceitos do Alcorão, mas isso é convenientemente esquecido quando os islâmicos querem parecer vítimas de “preconceito” e “estereótipo”. Com informações Middle East Eye

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Turquia invade Síria, ameaça Grécia e admite que faz isso pela 'jihad'

"Libertação" de Jerusalém parece ser o objetivo final dos neo-otomanos

Turquia invade Síria, ameaça Grécia e admite que faz isso pela "jihad"

Quando Israel invadiu o espaço aéreo da Síria em resposta ao ataque com drone por parte do Irã, o assunto foi destaque nos principais órgãos de comunicação do mundo e gerou debates na ONU.


Agora que a Turquia anuncia que vai “retomar” o território do antigo Império Otomano (1299-1922), a questão é amplamente ignorada.

“Nós dizemos, todas as vezes que temos oportunidade, que a Síria, o Iraque e outros lugares na geografia [mapa] de nossos corações não são diferentes de nossa própria pátria. Estamos lutando para que uma bandeira estrangeira não seja cravada em qualquer lugar onde se ouve o adhan [chamado islâmico de oração em mesquitas]”, afirmou recentemente o presidente turco Recep Tayyip Erdogan.

Os discursos de Erdogan feitos em solo turco mostra sua disposição de retomar a antiga força do Império Otomano. Ao invadir o norte da Síria, na região de Afrin, chamou de “operação transfronteiriça”, um eufemismo para “invasão”. Destroçado pela guerra civil, o governo sírio sequer manifestou-se contrário.

Mas a retórica de Erdogan agora voltou-se para a Grécia. O Ministério da Defesa da Grécia divulgou um comunicado oficial denunciando que a Turquia havia violado 138 vezes o espaço aéreo grego em fevereiro. Após anos de relação distante, os turcos começaram a reivindicar soberania sobre muitas ilhas gregas perto da fronteira entre os países.

“Aqueles que acham que apagamos dos nossos corações as terras das quais nos retiramos em lágrimas há cem anos estão redondamente enganados”, insistiu Erdogan em pronunciamento diante de seus correligionários. O que fizemos até o presente momento não é nada se comparado com as investidas e ataques ainda maiores que estamos planejando para os próximos dias, inshallah [se Alá assim o desejar]”.

Ele não marcou data, mas se o contexto histórico do Império Otomano for levado em conta, ele se refere não só à Grécia, mas também Bulgária, Romênia, Iugoslávia, Argélia, Síria, Iraque, Israel, Egito, Argélia, Tunísia, Marrocos e muito mais.

Quando os ataques contra os curdos foram celebrados na Turquia, dentro da operação Ramo de Oliveira, isso foi chamado explicitamente da uma ação dentro da “jihad” contra seus inimigos.
Jerusalém é o objetivo

O frequente uso do termo califa para se referir a Erdogan traz implícita a ideia derivada da teologia islâmica sunita que este seria o único governo legítimo para os muçulmanos na terra, ao qual todos os fiéis devem obediência. Não é muito diferente do discurso dos líderes do Estado Islâmico.

Gradualmente, a Turquia se afasta do pressuposto de que o islamismo poderia coexistir com a democracia, usado exaustivamente pelos líderes turcos para tentar fazer parte da União Europeia. Com Erdogan, no poder desde 2003, inicialmente como primeiro-ministro e desde 2014 como presidente, o país reescreve sua história. Fortalecido após o suposto “golpe militar” de 2016, ele mudou a constituição, aumentando seu poder e pode se reeleger mais duas vezes – o que o levaria a superar 25 anos de mando.

O analista político Uzay Bulut, em artigo recente para o Gatestone Institute, afirmou:”Os neo-otomanistas na Turquia ainda abraçam orgulhosamente o conceito de jihad (guerra santa islâmica) contra os kafirs (infiéis). O chefe do Conselho Administrativo para Assuntos Religiosos, financiado pelo Estado Diyanet retrata abertamente a recente invasão militar turca em Afrin como “jihad”.

A declaração do Conselho para Assuntos Religiosos traz grande preocupação “se considerarmos que os turcos muçulmanos devem sua maioria demográfica na Ásia Menor a séculos de perseguição e discriminação turco muçulmana contra os habitantes cristãos, yazidis e judeus da região. No século XI os jihadistas turcos da Ásia Central invadiram e conquistaram o império bizantino cristão de língua grega, abrindo caminho para a gradual islamização da região por meio de métodos como assassinatos, sequestros, estupros e conversões forçadas”.

Desde que o presidente Donald Trump declarou o reconhecimento de Jerusalém como capital toda a retórica de Erdogan como líder da Organização pela Cooperação Islâmica tem sido convocar os países islâmicos para a “libertação” de Jerusalém de Israel, a quem chama de “força ocupante”.

Com informações de Jihad Watch

Com criação do Ministério da Segurança, general será o novo Ministro da Defesa

O general de Exército Joaquim Silva e Luna deve assumir o Ministério da Defesa tão logo seja publicada a Medida Provisóra que cria o Ministério da Segurança Pública. O atual titular, Raul Jugmann, deve assumir a nova pasta.

Atualmente na reserva, o general Silva e Luna foi chefe do Estado-Maior do Exército. Ele ocupa o cargo de Secretário-Geral da Defesa desde outubro de 2015, quando Aldo Rebelo era o titular da pasta.

5 fatos que você precisa saber sobre os Fantasmas, a tropa de elite do Exército Brasileiro que atuará no Rio

Uma tropa das Forças Especiais chegou ao Rio de Janeiro para assumir a linha de frente da intervenção federal decretada no estado. Os soldados são chamados de “Fantasmas” por atuarem ‘nas sombras’ E já amedrontam os criminosos do Rio de Janeiro.

Conheça um pouco do Batalhão de Operações Especiais:

TROPA DE ELITE DO EXÉRCITO

Os “Fantasmas” são considerados a tropa de elite do Exército Brasileiro. Com sede em Goiânia, os militares são submetidos a treinamento de alto nível. Já agiram em operações sigilosas no Complexo do Alemão e na Maré. O Batalhão conta com aproximadamente 2 mil homens.

O treinamento é considerado muito superior à média dos demais soldados do Exército: além de usarem táticas de guerrilha, a tropa de elite aprende estratégias de combate à criminalidade urbana, fazem treinamentos com oficiais do Bope da PM e com militares de unidades especiais de outros países.

COMBATE AO TERRORISMO

Os Fantasmas são preparados para o combate ao terrorismo, e geralmente são comparados aos Seals da Marinha americana. O treinamento que recebem é para fazer o combate direto a traficantes fortemente armados. Para isso, usam equipamentos como óculos de visão noturna, explosivos, fuzis de assalto e metralhadoras. O treinamento é para capacitar o militar a suportar situações extremas. Os integrantes são preparados para o planejamento de sabotagens em grandes instalações e para produção de explosivos de forma improvisada.

Fontes ouvidas pela reportagem feita pelo jornal O Globo revelaram que os militares são submetidos a situações extremas durante o processo de formação, e chegam a receber ataques dos veteranos, que usam óculos de visão noturna em salas escuras, onde os novatos têm o desafio de encontrar uma saída enquanto tentam reagir.
RÍGIDO PROCESSO DE SELEÇÃO

Os integrantes ‘fantasmas’ das Forças Especiais passam por um rígido processo de seleção no Forte Imbuí, em Niterói. Somente militares de carreiras podem participar da seleção, sendo requisito ser no mínimo um sargento, e ainda assim é necessário mais dois anos de treinamento para poder integrar a tropa – além dos cinco da Academia Militar.

A preparação dura no mínimo 5 anos. O curso de paraquedismo 42 dias. São 800 horas para o curso que ensina técnicas de combate e uso de explosivos. Sendo 1.200 horas o tempo total da etapa final do curso de formação.

SÍMBOLO MAIS TEMIDO DO EXÉRCITO

O símbolo das Forças Especiais foi pensado para passar a imagem mais temida do Exército. No brasão aparece uma mão – com uma luva – empunhando uma faca. A luva faz referência às ações discretas, que não deixam rastros. Enquanto a lâmina está manchada de vermelho.O fundo do desenho, feito na cor preta, simboliza que a tropa age à noite.

PREPARADOS PARA O COMBATE NA MATA

Os ‘fantasmas’ recebem treinamento para agir em áreas selvagens e dentro de matas, o que pode fazer toda a diferença na intervenção do Rio de Janeiro, onde há grande extensão de mata nos morros. Essa é uma aptidão que outras forças de segurança não possuem. Além de tudo isso, ainda dominam o mergulho, paraquedismo, detectam movimentos na escuridão, são especialistas em helicópteros e possuem habilidade de um sniper para atirar de uma aeronave.

Fonte O Diário nacional

Bispo esquerdista que comparou Lula a Jesus Cristo critica ida do Exército ao Rio: 'Intervenções trazem sofrimento aos pobres'

O bispo católico Dom Mauro Morelli criticou a intervenção na Segurança Pública no Rio de Janeiro. “Trabalhei 24 anos na Baixada Fluminense como primeiro bispo da Diocese de Duque de Caxias. 
Discordo de intervenções que aviltam militares e trazem angústia e sofrimento aos pobres, em sua maioria de origem africana”, diz o religioso em sua página no Twitter

O bispo é conhecido por ser militante do PT e defensor do socialismo. Ele se tornou celebridade na esquerda quando comparou Lula a Jesus Cristo. Ele afirmou em 2005 que “Se Jesus Cristo fosse presidente, não iria fazer muito melhor do que o Lula”

Veja o que Bispo divulgou:

“Trabalhei 24 anos na Baixada Fluminense como primeiro bispo da Diocese de Duque de Caxias. Discordo de intervenções que aviltam militares e trazem angústia e sofrimento aos pobres, em sua maioria de origem africana. A tarefa constitucional dos militares é outra, também a solução!”, diz o religioso em sua página no Twitter.

“Alguém contesta meu tweet afirmando que somente os bandidos sofrem com intervenção…santa ingenuidade ou malícia refinada! Não faço discurso teórico ou demagógico. Se o problema do Brasil fosse bandido ou marginal das favelas ou “comunidade”…até que o bicho não seria tão feio!”, escreve.

“Quem não é branco nas noites da Baixada corre risco de vida, tamanho o preconceito da sociedade escravocrata e racista. Se houvesse raça superior, seria a raça negra. Com 300 anos de escravidão e tantos séculos de discriminação, seu gingado é insuperável”, diz dom Morelli.

Jovens militares do Rio temem ir a uma 'guerra em casa'

Comandantes voltaram a defender o auxílio-moradia para servidores das Forças Armadas

Jovens que trabalham no Exército e moram na favela revelam preocupação com intervenção militar

Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil / CP

O soldado A. viveu dias de apreensão às vésperas da operação conjunta das Forças Armadas e da polícia na Cidade de Deus, zona oeste do Rio, pouco antes do carnaval. Seu temor era ser convocado para atuar na própria favela onde nasceu, foi criado e ainda vive com a família. A., a mãe e a avó só se sentiram aliviados quando saiu a escala de serviço: o rapaz, militar há um ano, fora designado para atividades no quartel.

"Seria muito desconfortável. Tem gente que cresceu comigo e hoje está no tráfico. Não sei como ia reagir na hora H", contou A., revelando um drama pelo qual vêm passando praças envolvidos na intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro.

Jovens como A., oriundos de favelas pobres, que ingressaram nas Forças Armadas em busca de emprego estável e ascensão social, temem ser vistos por traficantes no papel de inimigo. Isso poderia desencadear represália para si e para parentes. Para se resguardar, quando em missões nas favelas, eles usam máscaras que cobrem o rosto inteiro - apenas os olhos ficam de fora.

"Até hoje fui poupado, eles dão preferência a pessoas de fora. Mas se tiver de ir, não vai ter jeito. Vou fazer tudo para não ser reconhecido", disse A.. "Eu não me envolvo com ninguém, mas tenho amigo do lado de lá. Todo mundo tem. Procuro nem passar perto. Acredito na intervenção e na construção de um Rio e um País melhor se as operações forem sérias. Só não adianta fazer operação e sair. Tem de ficar", continuou.

Segundo A., é comum que informações sobre as investidas militares cheguem antes aos ouvidos dos traficantes, por causa da convivência natural nas favelas. "Eu nunca informei, mas um vai comentando com o outro, e todo mundo acaba sabendo", explicou o jovem.

O soldado não imaginava que o cerco à Cidade de Deus antecederia a intervenção, decretada pelo presidente Michel Temer (MDB) após o carnaval, com duração prevista até 31 de dezembro. A preocupação com a situação dos jovens que servem nas comunidades já existia desde que foi decretada a operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), há sete meses. Foi quando começaram ações conjuntas entre militares e policiais no combate à violência no Rio.

Auxílio-moradia

Em janeiro, ao defender a volta do auxílio-moradia para militares, extinto em 2000, o comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, declarou que o benefício era fundamental porque as famílias do contingente empregado em áreas com tráfico "ficam vulneráveis e são ameaçadas". O almirante também considerou que "o risco de contaminação da tropa (pela proximidade com os traficantes) é grande". A fala foi endossada pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas.

Militares que participaram em 2017 de ações na Favela da Rocinha, zona sul, também temeram ser identificados. Ali, havia agravante: a favela era dominada por bandidos de uma quadrilha que se dividiu em duas facções diferentes - Amigo dos Amigos e Comando Vermelho - e entraram em confronto.

A parcela do efetivo de moradores de lá ou de outras favelas sob o jugo de bandidos desses grupos se sentiu duplamente ameaçada. Alguns chegaram a usar máscaras com desenho de caveira, o que causou medo na população e reação nos superiores, que mandaram que fossem retiradas.

"Incomoda demais (a máscara). Gera terror", contou um morador da Kelson's que testemunhou operações militares em sua comunidade no início da semana. Porém, diz, é compreensível que os soldados queiram se resguardar. Uma representante comunitária da Cidade de Deus confirma que os jovens alistados no serviço militar vivem o dilema entre o dever e o risco que correm.

"Os rapazes da favela que servem nas Forças ficam nessa tensão. Os moradores sabem quem se alistou, as mães comentam, as famílias comemoram. Com operações frequentes, muda de figura. Eles saem à paisana e trocam a roupa no quartel", contou uma representante comunitária da Cidade de Deus.

O Comando Militar do Leste (CML) informou que já toma precauções para a segurança dos militares que moram em favelas e vai intensificá-las. Mas admitiu que nem sempre é possível alocar apenas jovens que não sejam das proximidades da área em que vão atuar. O uso de balaclavas (toucas ninjas que cobrem o rosto) é permitido. Mas o pano deve ser escuro e sem desenhos.

Conselho Central Islâmico da Suíça defende a mutilação da genitália feminina (FGM)

O Conselho Central Islâmico da Suíça (IZRS) defendeu a prática da mutilação genital feminina (FGM), alegando que a lei islâmica justifica a prática. 

O secretário-geral da IZRS, Ferah Uluca, disse que muito embora "opinião legal islâmica" justifique a prática, ela não convoca os muçulmanos para praticá-la como um dever. Ulucay disse que cabe a cada pai decidir sobre isso. Porém, a "opinião" afirma que a prática não é prejudicial para a menina envolvida.

Porta-voz da IZRS

O Conselho Central Islâmico da Suíça (IZRS) preparou uma "opinião jurídica islâmica" na qual justifica a forma de circuncisão feminina que consiste na remoção do capuz do clitóris, conhecida no islamismo como "circuncisão Sunna" (Sunna é uma palavra representa tudo aquilo que vem dos dizeres e ações de Maomé). Esta forma é legitimadamente islâmica, escreveu a IZRS em seu artigo, segundo o jornal suíço Tages Anzeiger.

Como justificativa, várias citações da tradição profética são citadas, cuja autenticidade está acima de qualquer dúvida, como a IZRS admite em uma nota de rodapé. Assim, os deveres dos muçulmanos incluem a circuncisão, a depilação / remoção dos pêlos púbicos, o corte do bigode, o corte das unhas e das unhas dos pés e a remoção dos cabelos nas axilas. Além do bigode, todos os pontos se aplicam às mulheres também, escreveu o Conselho Central, e então continua cripticamente: "A única questão é se a circuncisão da mulher também é um dever, algo sustentado com respeito ao homem pela tradição adicional. são as opiniões uns dos outros. »

A "opinião" também menciona um relatório do Fundo de População das Nações Unidas para apoiar seu argumento comparando FGM à circuncisão masculina - mas, na verdade, o relatório das Nações Unidas afirma que as conseqüências para a saúde da circuncisão masculina e feminina são muito diferentes, e prejudicias para as mulheres.

A "circuncisão Sunna" é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como FGM do Tipo 1, que envolve apenas a remoção do capuz do clitoris (prepúcio) (Tipo 1a) ou a remoção do clitóris com o prepúcio (Tipo 1b).

Segundo o Jornal Britânico de Urologia (acessado pela wikipedia) "o capuz do clitóris é importante não só na proteção da glande do clitóris, mas também no prazer, pois é um tecido erógeno."

A FGM tornou-se ilegal na Suíça desde 2012 e aqueles que praticarem qualquer forma dela podem ser presos por até dez anos.

Muitos defensores da FGM justificam o processo como "circuncisão feminina", alegando que ela é diferente da MGF. Um estudioso islâmico, o líder muçulmano irlandês Ali Selim, fez este argumento no início deste mês dizendo: "Não sou um defensor da mutilação genital feminina, mas sou um defensor da circuncisão feminina."

O fato é que tais afirmações servem apenas para enganar pois não existe diferença alguma: circuncizão feminina envolve a mutilação da genitália feminina (FGM).

As Nações Unidas e a OMS não fazem distinção entre as várias formas de circuncisão feminina, rotulando todas como mutilação da genitália feminina (FGM).

Casos de FGM dispararam em toda a Europa devido às políticas de imigração em massa. No Reino Unido 5.000 casos ocorreram em 2016, mas sem processos, apesar de ser ilegal.

Na França, um relatório recente de uma instituição de caridade anti-FGM afirmou que até 30 por cento das meninas que vivem em subúrbios povoados em grande parte por imigrantes estavam em risco de FGM.

A prevalência de FGM também não se limito à Europa, com mais e mais casos sendo vistos no Canadá, onde a prática é abertamente promovida pelo grupo Muçulmanos de Calgary. O blog retirou o artigo do ar após as duras críticas que ele recebeu. Mas, o print screen ficou capturado e o fato foi noticiado por diversos meios (National Post, BlazingCatFur, pdf do artigo).

Muçulmanos canadenses promovendo a FGM como algo saudável

Quais são as conseqüências da MGF?

A mutilação genital feminina (FGM) tem sérios efeitos de saúde (físicos e mentais) que geralmente ocorrem imediatamente após o procedimento e podem causar hemorragias graves, infecções, tétanos, paralisia da vesícula ou envenenamento sanguíneo e podem até resultar em morte. O HIV / AIDS também pode ser transmitido através do uso de instrumentos sujos.

Além do trauma psicológico e da perda de sensação sexual, as vítimas muitas vezes se queixam de dor de longo prazo ao urinar e durante a menstruação. Sentar ou mesmo caminhar pode machucar e até reabrir o tecido cicatricial devido ao constante esfregar das roupas. Podem ocorrer cistos, abcessos, infecções da bexiga e incontinência. A infertilidade é uma das possíveis consequências a longo prazo. A relação sexual é muitas vezes dolorosa.

Dar à luz uma criança pode aumentar o sangramento e as fissuras dos tecidos. O nascimento pode demorar mais do que o habitual e as césaras são comuns.

Texto redigido a partir das fonte 1, 2, 3 e 4.


Fontes:
3. Clitoral hood, Wikipedia, acessado em 24.02.2018
4. What is FGM?, Desert Flower Foundation, acessado em 24.02.2018
5. Classification of female genital mutilation, Organização Mundial de Saúde, acessado em 24.02.2018

Holanda em risco de se tornar um 'narco-Estado'

Relatório dos sindicatos da polícia holandesa diz que gangues estão a aumentar influência e que há vítimas que já não apresentam queixas com medo de represálias.

A Holanda tem uma política de uso livre de cannabis nas coffee shops

A criminalidade organizada na Holanda aumentou, mesmo que não seja registada, e por isso as associações de polícias estão preocupadas ao ponto de acreditarem que aquele país pode estar a tornar-se num narco-Estado. "A Holanda cumpre com todas as características de um narco-Estado", descrevem os polícias.

Num relatório noticiado pelo jornal holandês De Telegraaf, citado pelo Guardian, as associações de polícias afirmam que a queda na criminalidade registada não quer dizer que a criminalidade esteja mesmo a baixar. Isto porque, acreditam, grande parte das vítimas não faz queixa por temer as vinganças dos grupos organizados.

No relatório, os polícias dizem que apenas conseguem ter debaixo de olho "um em cada nove grupos de criminosos" e que estes, com o passar do tempo se estabelecem em outras indústrias, desde o mercado imobiliário, ao turismo ou outras empresas de trabalhadores por contra própria da classe média. "Os detetives veem uma economia paralela a surgir", descrevem.

As vozes mais críticas da "política de tolerância" holandesa (gedoogbeleid), que se posicionam contra a venda de cannabis em cafés e a legalização da prostituição no país serão, acreditam que estas são duas fortes razões pelas quais o país se tornou inadvertidamente um centro de tráfico de drogas e pessoas. 

As conclusões do relatório da união de polícias da Holanda baseiam-se em entrevistas feitas a 400 detectives. O relatório detalha que grande parte do ecstasy capturado na Europa e nos EUA provém de laboratórios localizados no sul da Holanda, que são geridos por grupos criminosos marroquinos. Citando a Europol, o documento diz que cerca de três mil milhões de euros (de um total de 5,7 mil milhões) entra pela cidade portuária de Roterdão.

Embora tenha havido uma queda de 25% no número de crimes nos últimos nove anos, para menos de um milhão, estima-se que não sejam registados cerca 3,5 milhões de crimes anualmente. A maioria dos crimes que visa os idosos e grupos mais vulneráveis acabam por ficar impunes, com apenas 20% dos crimes a serem notificados à polícia, segundo o relatório. "Em particular, o roubo, fraude e violência contra pessoas idosas e vulneráveis aumentou enormemente e não é dada atenção suficiente a isso", cita o jornal britânico.

O relatório expõe ainda o receio de que as autoridades estejam a ser colocadas numa "desvantagem insuperável". Por isso, o sindicato policial pede o recrutamento de mais 2000 funcionários.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Rússia veta acordo na ONU sobre cessar-fogo na Síria

A Rússia disse nesta quinta-feira (22) que “não houve acordo” no Conselho de Segurança da ONU sobre um cessar-fogo de 30 dias na Síria para permitir a entrega de ajuda humanitária e evacuações médicas.

O embaixador russo, Vassily Nebenzia, apresentou modificações a um projeto de resolução que esteve em negociação por quase duas semanas, enquanto o governo da Síria continua sua forte ofensiva sobre o enclave rebelde da Guta Oriental.

Na reunião convocada por Moscou, o diplomata disse que a Suécia e o Kuwait – que apresentaram a proposta de resolução – solicitaram a votação do texto quando estavam “plenamente conscientes de que não há um acordo sobre o mesmo”. O Conselho de Segurança precisa alcançar um acordo “factível” sobre o cessar-fogo e não tomar uma decisão que possa ser “populista” e “distante da realidade”, disse Nebenzia.

Mais de 400 pessoas morreram desde domingo, quando o governo sírio iniciou uma poderosa ofensiva aérea em Guta Oriental.

O embaixador russo assinalou preocupações sobre as medidas para fazer cumprir o cessar-fogo e a entrega de ajuda humanitária. Depois anunciou que apresentaria propostas para modificar o processo de resolução.

Suécia e Kuwait apresentaram o rascunho da resolução em 9 de fevereiro, mas as negociações foram paralisadas, enquanto as forças sírias –apoiadas pela Rússia– aumentaram sua ofensiva. Estados Unidos, França e Reino Unido pediram ao Conselho para acelerar a votação.

A Rússia é aliada histórica da Síria e apoia o regime de Bashar Assad no atual conflito no país. As forças russas já realizaram diversos bombardeios contra áreas ocupadas por grupos jihadistas no país, principalmente contra o Estado Islâmico.

O Exército sírio tem sido fortemente criticado por sua atuação em Guta Oriental. A região é o último reduto controlado pelos rebeldes perto da capital do país, porém a ofensiva das forças de Bashar Assad tem feito muitas vítimas civis, apesar das constantes declarações do governo de Damasco garantindo que tem como alvo apenas militantes e grupos rebeldes.

Grupos de monitoramento e ONGs de direitos humanos denunciam irregularidades nos ataques do Exército sírio desde o início da guerra.

Fonte: Veja

Escrevente de minuta de venda liga Lula a sítio em Atibaia; entenda

O escrevente João Nicola Rizzi disse ao juiz Sergio Moro nesta quarta-feira (21) que elaborou minuta de venda do sítio em Atibaia (SP) para o ex-presidente Lula no valor de R$ 800 mil. Ele confirmou depoimento dado anteriormente ao Ministério Público.

Segundo o escrevente, a minuta foi redigida a pedido do advogado Roberto Teixeira, amigo de Lula e réu no mesmo processo

Rizzi prestou depoimento na ação que investiga se Lula se beneficiou de R$ 1,02 milhão em benfeitorias no sítio, que teriam sido pagas pelas construtoras Odebrecht e OAS. Para a Procuradoria, o imóvel, que está em nome dos empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna, pertencia, na realidade, ao ex-presidente.

Segundo o escrevente, a minuta foi redigida a pedido do advogado Roberto Teixeira, amigo de Lula e réu no mesmo processo. Rizzi, que trabalha no 23º Tabelionato de Notas de São Paulo, disse que o negócio não foi finalizado.

O executivo Fernando Schahin também falou a Moro nesta quarta. Segundo ele, o ex-presidente Lula “abençoou” a contratação do grupo Schahin pela Petrobras para operar o navio-sonda Vitória 10.000. O negócio teria sido firmado sob a prerrogativa de que fosse quitada uma dívida que o PT mantinha com o banco.

Em setembro de 2016, Moro condenou Fernando por corrupção. Seu pai, Milton Schahin, e seu tio, Salim, foram condenados por corrupção e gestão fraudulenta.

Segundo o Ministério Público, o pecuarista José Carlos Bumlai, que também foi condenado no processo, tomou um empréstimo de R$ 12 milhões em seu nome, no banco Schahin, em 2004. Em seguida, teria repassado os valores ao PT. A assinatura do contrato do Vitória 10.000 teria servido para quitar esta dívida.

A Moro, Fernando afirmou que ouviu Bumlai dizer: “Avisa o pessoal lá que o presidente está abençoando o negócio”.

O pecuarista, segundo a denúncia apresentada pela Procuradoria envolvendo o caso do sítio, colocou R$ 150.500 para reformas no local.

Em depoimento a Moro no início de fevereiro, no mesmo processo, Salim Schahin também afirmou que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari teria dito que Lula estava a par da contratação do grupo para operar o Vitória 10.000.

Conforme a ‘Folha de S. Paulo’ revelou em 2015, representantes do grupo que fecharam acordo de colaboração premiada indicaram que o ex-presidente deu o aval para a negociação.

No processo que envolve o sítio, o ex-presidente é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a acusação, ele se beneficiou de R$ 1,02 milhão em benfeitorias no imóvel, que era frequentado por Lula e seus familiares. As reformas teriam sido pagas pela Odebrecht e a OAS.

De acordo com a Procuradoria, os valores usados nas reformas teriam vindo de contratos das empreiteiras na Petrobras, e repassados como vantagem ilícita a Lula.

Para a Procuradoria, o sítio pertencia, na realidade, ao ex-presidente, “proprietário de fato” do local, e foi comprado em seu benefício. Entre as provas mencionadas pelos procuradores, estão e-mails enviados a endereços do Instituto Lula, que citam cardápios de almoço no sítio e viagens do petista a Atibaia.

Defesa

A defesa de Lula tem afirmado que o ex-presidente não é proprietário do sítio e que o petista e familiares frequentaram o local como convidados da família de Bittar, “em razão de uma amizade de mais de 40 anos”.

Sobre o depoimento de Fernando Schahin desta quarta (21), o advogado Cristiano Zanin afirmou em nota que o executivo nem “sequer se referiu ao nome de Lula”. “Sobre a suposta afirmação de José Carlos Bumlai relativa à bênção ao negócio, Schahin sequer soube reproduzir o que efetivamente lhe teria sido dito pelo empresário e reconheceu que não pediu qualquer esclarecimento adicional”, disse.

Fonte: Notícias ao Minuto

Pobreza atinge 87% dos venezuelanos, diz estudo

Pesquisa reflete a deterioração da qualidade de vida na Venezuela por escassez de alimentos e queda do poder aquisitivo. Mais da metade da população passou a viver em pobreza extrema e admite já ter ido dormir com fome.

Venezuelanos esperam na fila para distribuição de comida gratuita - Dos entrevistados, 90% disseram não ter renda suficiente para comprar a quantidade necessária de alimentos

Em meio à grave crise econômica, escassez e a maior superinflação do mundo, nove em cada dez venezuelanos vivem abaixo da linha da pobreza, e mais da metade deles estão no patamar da pobreza extrema, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira (21/02). 

De acordo com a Pesquisa sobre Condições de Vida (Encovi), realizada anualmente pelas principais universidades da Venezuela, os venezuelanos perderam em média 11 quilos em 2017. Seis em cada dez admitem já terem ido dormir com fome por falta de comida.

Para especificar a porcentagem da população na pobreza, os especialistas aplicaram um questionário de 16 páginas e entrevistaram 6.168 famílias em todo o país.

A condição de pobreza foi extraída dos dados coletados e analisados sob diferentes métodos, como linha de pobreza, necessidades básicas insatisfeitas, e medição multidimensional da pobreza. 

Dentro das respostas obtidas, os especialistas estabeleceram que 61,2% dos entrevistados viviam em pobreza extrema, enquanto 25,8% foram considerados pobres – na soma, praticamente nove em cada dez venezuelanos viveu na pobreza em 2017.

O estudo refletiu uma dramática deterioração da qualidade de vida dos venezuelanos ao avaliar o aumento da pobreza e sua incidência em emprego, educação, criminalidade, nutrição e saúde em geral.

A pesquisa é realizada anualmente desde 2014 pelas Universidade Central da Venezuela (UCV), Universidade Simón Bolívar (USB) e a Universidade Católica Andrés Bello (UCAB).

Apenas 13% "não pobres"

A socióloga María Gabriela Ponce, da UCAB, afirmou que entre os resultados desta pesquisa foi observado que a pobreza extrema aumentou na Venezuela de 23,6% para 61,2% em quatro anos e quase dez pontos percentuais apenas entre 2016 e 2017. Ponce exibiu um gráfico que mostra que em 2014 a pobreza extrema afligia 23,6% da população – 2015 (49,9%), 2016 (51,5%) e em 2017 (61,2%).

As estatísticas mostraram também que os domicílios considerados "não pobres" em 2014 representavam 51,6% dos consultados, enquanto em 2015 já eram apenas 27%, passando em 2016 para 18,2% e a 13% em 2017.

Os especialistas que participaram do estudo deixaram claro que estes dados não refletem o impacto nos domicílios consultados sobre o processo de hiperinflação, que estourou em outubro do ano passado – os dados foram coletados entre julho e setembro de 2017.

Marianella Herrera, pós-graduada em Nutrição Clínica na USB, disse que 64% dos entrevistados relataram ter perdido uma média de 11 quilos no último ano por não terem acesso a alimentos. Herrera relatou que 61% dos entrevistados disseram ter "ido para a cama com fome" porque não tinham comida suficiente e 90% disseram que sua renda "não é suficiente" para comprar a quantidade necessária de alimentos.

Jejum de manhã 

Os resultados apresentados pela especialista em nutrição indicam que 63% das pessoas praticaram "a estratégia" de "produzir alimentos em casa", eliminaram refeições ou cortaram porções em seus pratos.

"Cerca de 20% não tomam café da manhã, e os lanches são praticamente inexistentes, enquanto 70% dizem não ter suficiente para comprar alimentos saudáveis e balanceados", disse Herrera. A especialista acrescentou que "80% dos domicílios possuem algum grau de insegurança alimentar" e têm uma "dieta anêmica".

Segundo Anitza Freitez, especialista em Estudos Sociais da UCAB, três de cada quatro crianças da população mais pobre entre as idades de três e 17 anos deixaram de frequentar a escola com frequência devido à falta de comida.

O sociólogo da UCV Roberto Briceño León, diretor da ONG Observatório Venezuelano de Violência (OVV), disse que, de acordo com o estudo, a insegurança aumentou no país no ano de 2017 – um em cada cinco foi vítima de um crime.

León apontou que a violência "ocupou quase todo o país" – dados da pesquisa mostram que apenas 10% das comunidades não registraram um crime violento.

Ainda segundo León, 41% dos cidadãos entrevistados "sentem a necessidade de se mudar" do bairro ou de sair da Venezuela – um número que aumentou significativamente devido à "situação de violência sustentada e grave" desde 2014, quando apenas 28% expressaram o desejo de se mudar.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Nomeado interventor no Rio vê ação militar com 'reserva'

Igor Gielow

Com fama de cumpridor de missões disciplinado, o general Walter Souza Braga Netto ganhou na noite de quinta-feira (15) o que um conhecido seu qualificou de o maior abacaxi da sua carreira: o cargo de interventor federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

General Braga Netto (Pedro Ladeira/Folha Press)

Braga Netto estava de férias quando recebeu a notícia. No dia seguinte, estava ao lado de seus superiores civis em Brasília no anúncio do decreto da intervenção.
O mesmo amigo aponta que ele parecia desconfortável pela rapidez com que os fatos se sucederam, e as declarações curtas que deu explicitando que iria trabalhar num plano operacional a partir de agora reforçaram essa impressão. Disse que há muita mídia na avaliação da gravidade da situação.

Não que Braga Netto esteja despreparado ou não tenha ideia do que pode ser feito: ele é visto no Exército como um dos maiores conhecedores da realidade operacional fluminense. O Ministério da Defesa acumulou planilhas e mapas alimentados com dados estatísticos da criminalidade no Rio de Janeiro.

Mas o general Braga Netto também já disse ver com reservas o emprego de militares em operações urbanas, um sentimento muito comum entre oficiais superiores.
Isso ocorreu durante uma palestra em 28 de agosto de 2017 no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio. Na apresentação, apontou os itens que o preocupavam na GLOs (Operações de Garantia da Lei e da Ordem): insegurança jurídica e danos psicológicos à tropa.

Mas fez uma defesa dos resultados da ações, que considera inevitáveis dado o quadro de degradação da segurança nos Estados.
Comandante militar do Leste, ele desenvolveu boa parte de sua carreira no Rio, notadamente nas antigas unidades blindadas que acabaram redistribuídas para o Rio Grande Sul. Mineiro de Belo Horizonte, ele entrou na Academia das Agulhas Negras em 1975, somando assim 43 anos de serviço militar.

Após um giro por adidâncias militares na Polônia (2005-6) e nos Estados Unidos (2012), o general retornou à capital fluminense para ser diretor da Divisão de Educação Superior Militar em 2013.
Doutor em política e estratégia, ele voltou a campo em agosto daquele ano, quando foi designado para supervisionar os trabalhos de segurança durante a Olimpíada do Rio. A experiência no exterior, acrescida de um período como observador militar das Nações Unidas no Timor Leste, facilitou o contato com forças estrangeiras.

Segundo um ex-integrante do então governo de plantão, o de Sérgio Cabral (MDB), o general sempre foi flexível no trato com autoridades civis, tornando boa a interlocução durante os jogos em 2016.
Foi feito comandante militar do Leste, responsável por quase 30 mil soldados no Rio e outros 20 mil em Minas e Espírito Santo, dias antes da abertura do evento esportivo.

Intervenção Federal no Rio

General de Exército, quatro estrelas, está no topo da carreira ativa. Comandou diversas operações no Rio. Algumas polêmicas pelo impacto na população civil, como a realizada na Rocinha no fim do ano passado.
Braga Netto, que completa 61 anos no próximo dia 11, viu a violência que combate de perto na família. Um irmão seu, o tenente da Marinha Ricardo, foi morto em um assalto perto da ponte Rio-Niterói em 1984, conforme revelado pelo site G1 na segunda (19).
Segundo um conhecido seu, é difícil avaliar o peso do episódio na disposição tática do general, já que ele é considerado extremamente reservado fora da família é casado e tem dois filhos.
A experiência como chefe do setor de inteligência do Comando Militar do Leste também reforça a imagem, e, segundo esse mesmo amigo, deverá balizar o plano para descascar o proverbial abacaxi que lhe foi confiado pelo governo de Michel Temer (MDB).

RAIO-X

NascimentoBelo Horizonte, 1957
FormaçãoNo Exército desde 1975, foi nomeado general em 2009
Principais cargosAdido militar na Polônia e nos EUA, supervisor de segurança da Olimpíada-2016, comandante da 1ª Região Militar e comandante militar do Leste desde 2016

Professor de Universidade Federal diz em entrevista que 'a Venezuela é um país bem mais democrático que o Brasil'

SP — “Se é pra falar em democracia, a Venezuela, com todos os seus problemas econômicos, que são terríveis, é um país bem mais democrático que o Brasil”, disparou Igor Fuser, doutor em Ciência Política, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC, e editor do Jornal Folha.

A declaração absurda foi feita em uma entrevista ao JRN News, que pode ser conferida no vídeo abaixo:

Vamos ler outras declarações do prof. defensor de ditaduras socialistas:

“Há uma campanha de muitos anos dos Estados Unidos com a oligarquia venezuelana para derrubar o governo popular do país. É um governo democrático, fruto de eleições livres e legítimo, que foi vitorioso em todas as disputas eleitorais que concorreu.”

“O governo Trump está disposto a derrubar o governo da Venezuela o mais rápido possível. A campanha contra o país tem se intensificado. Não é coincidência que a mobilização de tropas colombianas e brasileiras coincidam com o veto à participação do presidente Maduro na reunião de cúpula das Américas, marcada para abril. 

Receia-se que dentro dos próximos meses possa ocorrer uma ação militar contra a Venezuela, a partir da fronteira da Colômbia, na Amazônia. Há setores do país que pedem a intervenção militar.”

“Eles não aceitam que nenhum país da América Latina siga o próprio caminho independente da vontade dos Estados Unidos. Não reconhecem a soberania de nenhum país latino-americano. A história mostra que todos os países da América Latina que adotaram políticas que não coincidiam com os interesses dos Estados Unidos, eles agiram para derrubar esses governos. A exemplo do que aconteceu no Brasil em 1964. E agora, em 2016, vem ficando cada vez mais clara a influência dos Estados Unidos na derrubada da presidenta Dilma Rousseff.”

Será que a matéria que ele leciona no curso de RI é “conspirações comunistas sobre o império norte-americano malvadão”?

Fonte - http://odiarionacional.org/2018/02/21/professor-de-universidade-federal-diz-em-entrevista-que-a-venezuela-e-um-pais-bem-mais-democratico-que-o-brasil/

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

‘Ex-assessor de Lula pagou por obras em sítio’, diz empresário

Em depoimento ao juiz federal Sergio Moro, nesta segunda-feira (19), um empresário cuja construtora participou das obras do sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), disse que o responsável pelos pagamentos de seus serviços foi Rogério Aurélio Pimentel, ex-assessor especial da Presidência da República no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Carlos Rodrigues do Prado, dono da Rodrigues do Prado, uma empreiteira de pequeno porte, falou ao magistrado como testemunha de acusação no processo da Operação Lava Jato que tem Lula e Aurélio entre os réus pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-presidente é acusado de receber 1 milhão de reais em propina de empreiteiras, pago por meio de obras de benfeitorias no sítio, frequentado pela família Lula da Silva e cujos donos, oficialmente, são Fernando Bittar e Jonas Suassuna, próximos a Fábio Luís, o Lulinha, primogênito de Lula.

Prado relatou a Moro que, como a Odebrecht costumava subcontratar sua empresa, foi chamado por Frederico Barbosa, engenheiro da empreiteira, a participar das obras na propriedade no fim de 2010. Segundo o empresário, sua construtora ficou encarregada de erguer uma guarita e “fechar” dois cômodos no sítio, mas ele não precisaria acompanhar as obras, já que Barbosa estaria interessado apenas na mão de obra de seus funcionários. Carlos Prado alocou onze homens na construção e apresentou um orçamento a Rogério Aurélio Pimentel.

Conforme o empresário, o ex-assessor de Lula foi apresentado a ele por Barbosa como “dono da obra” e ficou responsável pelos pagamentos. Aurélio não discutiu os valores definidos para o serviço e não pediu descontos. “Não teve nem discussão assim ‘ah, me faz isso mais barato, isso aqui está caro’, não houve essa discussão”, contou. Carlos Rodrigues do Prado afirma ter recebido cerca de R$ 163.000 pelas obras, em quatro parcelas. “Foi combinado que a gente ia receber por semana e em espécie”, disse ele. Os pedreiros também eram remunerados com dinheiro vivo.

Os valores, segundo Prado, eram entregues pelo ex-assessor de Lula dentro de um envelope em um posto de gasolina próximo do sítio Santa Bárbara. “Sempre que ele (Aurélio) ia ao sítio, nesse posto de gasolina, a gente se encontrava lá, ele me entregava um envelope, eu pegava e ia embora. Normalmente ele anotava em um envelope um papelzinho com o valor que estava lá dentro. Eu pegava, conferia, está tudo certo”, declarou.

O empresário também relatou ter sido procurado pelo engenheiro Emyr Diniz da Costa Júnior, superior de Frederico Barbosa na Odebrecht, e que se encontrou com ele em um haras em Indaiatuba (SP). Na ocasião, Diniz pediu a ele que emitisse nota fiscal pelos serviços no sítio. Por orientação do ex-assessor de Lula, o documento foi feito em nome de Fernando Bittar. “O Aurélio ligou, dizendo que estava com os dados da pessoa (Fernando Bittar) para emitir a nota fiscal. Daí mandou lá um office-boy, eu dei o endereço e a gente enviou para ele”, disse.

O processo

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que baseia o processo sobre o sítio de Atibaia, as empreiteiras participaram de um “consórcio” que construiu benfeitorias na propriedade, equipada com piscina, churrasqueira, campo de futebol e um lago de peixes, ao custo de R$ 1 milhão. O dinheiro, sustentam os procuradores, foi destinado a Lula como propina de contratos da Petrobras.

A parte da Odebrecht nas propinas teria vindo de 128 milhões de reais de vantagens indevidas em quatro contratos com a Petrobras. No caso da OAS, o dinheiro teria sido contabilizado em vantagens indevidas de R$ 27 milhões pagas sobre três contratos. As duas empreiteiras teriam pago, juntas, R$ 870.000 das obras.

A suposta “contribuição” da Schahin às obras no sítio no interior paulista, de R$ 150.500 teria sido repassada por meio do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, e retirada de propinas pagas pela empreiteira no contrato de operação, pela empreiteira, do navio-sonda Vitória 10.000, da Petrobras.

Além de Lula, Rogério Aurélio Pimentel e Fernando Bittar, respondem à ação penal o pecuarista José Carlos Bumlai, os empreiteiros José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, Marcelo Odebrecht e Emílio Odebrecht, o ex-executivo da OAS Agenor Franklin Magalhães Medeiros, os ex-executivos da Odebrecht Alexandrino Alencar, Carlos Armando Guedes Paschoal e Emyr Diniz Costa Júnior, o ex-engenheiro da OAS Paulo Roberto Valente Gordilho e o advogado Roberto Teixeira.

Fonte: Veja

Intervenção no Rio é aprovada na Câmara por ampla maioria. Confira como votou cada deputado

Com ampla maioria, governo aprova na câmara a Intervenção Federal no Rio de Janeiro. A votação segue para o Senado, se aprovada, as Forças Armadas assumem a responsabilidade do comando da segurança na área.

O PT e seus aliados nanicos tentaram tumultuar a votação – que por isso levou mais de 7 horas para ser concluída – mas ao final acabaram derrotados. O Argumento principal dos petistas é que a intervenção poderia violar “Direitos Humanos” dos criminosos e da população mais pobre.

A intervenção também suspende qualquer alteração na Constituição, como, por exemplo, a PEC da Previdência que tinha votação marcada para a semana que vem.

A decisão foi tomada em reunião no Palácio da Alvorada, na noite de quinta-feira (15). A intervenção na segurança teve a anuência do governador Luiz Fernando Pezão.

Temer designou também que o General Walter Souza Braga Neto, do Comando Militar do Leste, será o interventor.

Confira como votaram os deputados:
ParlamentarUFVoto
Avante
Cabo DacioloRJSim
Waldir MaranhãoMANão
Total Avante: 2
DEM
Abel Mesquita Jr.RRSim
Alan RickACSim
Alberto FragaDFSim
Alexandre LeiteSPSim
Carlos MellesMGSim
Claudio CajadoBASim
Danilo ForteCESim
Efraim FilhoPBSim
Eli Corrêa FilhoSPSim
Fabio GarciaMTSim
Felipe MaiaRNSim
Francisco FlorianoRJSim
Hélio LeitePASim
Jorge Tadeu MudalenSPSim
José Carlos AleluiaBASim
Juscelino FilhoMASim
MandettaMSSim
Marcelo AguiarSPSim
Marcos RogérioROSim
Marcos SoaresRJSim
Missionário José OlimpioSPSim
Norma AyubESSim
Onyx LorenzoniRSSim
Pauderney AvelinoAMSim
Paulo AziBASim
Professora Dorinha Seabra RezendeTOSim
Rodrigo GarciaSPSim
Rodrigo MaiaRJArt. 17
Sóstenes CavalcanteRJSim
Tereza CristinaMSSim
Total DEM: 30
PCdoB
Alice PortugalBANão
Chico LopesCENão
Daniel AlmeidaBANão
Davidson MagalhãesBANão
Jandira FeghaliRJNão
Jô MoraesMGNão
Orlando SilvaSPNão
Professora MarcivaniaAPNão
Total PCdoB: 8
PDT
André FigueiredoCESim
Ariosto HolandaCESim
Assis do CoutoPRSim
Carlos Eduardo CadocaPESim
Damião FelicianoPBSim
Deoclides MacedoMASim
Félix Mendonça JúniorBASim
Flávia MoraisGOSim
Leônidas CristinoCESim
Mário HeringerMGSim
Roberto GóesAPSim
Ronaldo LessaALSim
Sergio VidigalESSim
Subtenente GonzagaMGSim
Vicente ArrudaCESim
Total PDT: 15
PEN
Erivelton SantanaBASim
Total PEN: 1
PHS
Carlos AndradeRRSim
Diego GarciaPRSim
Dr. Jorge SilvaESSim
Givaldo CarimbãoALSim
Marcelo AroMGSim
Marcelo MatosRJSim
Pastor EuricoPESim
Total PHS: 7
PMDB
Alberto FilhoMASim
Alexandre SerfiotisRJSim
Altineu CôrtesRJSim
Baleia RossiSPSim
Cabuçu BorgesAPSim
Celso MaldanerSCSim
Celso PanseraRJNão
Darcísio PerondiRSSim
Dulce MirandaTOSim
Elcione BarbalhoPASim
Fábio RamalhoMGSim
Fabio ReisSESim
Flaviano MeloACSim
Hermes ParcianelloPRSim
Hildo RochaMASim
Hugo MottaPBSim
Jarbas VasconcelosPESim
Jéssica SalesACSim
João ArrudaPRSim
Jones MartinsRSSim
José FogaçaRSSim
Josi NunesTOSim
Laura CarneiroRJSim
Lelo CoimbraESSim
Leonardo QuintãoMGSim
Lucio MosquiniROSim
Lucio Vieira LimaBASim
Marcelo CastroPISim
Marco Antônio CabralRJSim
Marinha RauppROSim
Mauro LopesMGSim
Mauro MarianiSCSim
Mauro PereiraRSSim
Newton Cardoso JrMGAbstenção
Osmar SerraglioPRSim
Pedro ChavesGOSim
Pedro PauloRJSim
Prof. Gedeão AmorimAMSim
Rogério Peninha MendonçaSCSim
Saraiva FelipeMGSim
Sergio SouzaPRSim
Simone MorgadoPASim
Soraya SantosRJSim
Valdir ColattoSCSim
Veneziano Vital do RêgoPBSim
Vitor ValimCESim
Walter AlvesRNSim
Zé Augusto NalinRJSim
Total PMDB: 48
Podemos
Aluisio MendesMASim
BacelarBANão
Cajar NardesRSSim
Carlos Henrique GaguimTOSim
Cícero AlmeidaALSim
Ezequiel TeixeiraRJSim
Jozi AraújoAPSim
Luiz Carlos RamosRJSim
Sergio ZveiterRJSim
Silas FreirePISim
Total Podemos: 10
PP
Adail CarneiroCESim
Afonso HammRSSim
Aguinaldo RibeiroPBSim
André AbdonAPSim
André FufucaMASim
Beto RosadoRNSim
Beto SalamePASim
Cacá LeãoBASim
Conceição SampaioAMSim
Covatti FilhoRSSim
Dilceu SperaficoPRSim
Dimas FabianoMGSim
Esperidião AminSCNão
Fernando MonteiroPESim
FranklinMGSim
Hiran GonçalvesRRSim
Jorge BoeiraSCSim
José Otávio GermanoRSSim
Julio LopesRJSim
Lázaro BotelhoTOSim
Luis Carlos HeinzeRSSim
MacedoCESim
Maia FilhoPISim
Marcus VicenteESSim
Nelson MeurerPRSim
Renato AndradeMGSim
Renato MollingRSSim
Renzo BrazMGSim
Ricardo IzarSPSim
Roberto BalestraGOSim
Roberto BrittoBASim
Rôney NemerDFSim
Simão SessimRJSim
Toninho PinheiroMGSim
Total PP: 34
PPS
Alex ManenteSPSim
Carmen ZanottoSCSim
Marcos AbrãoGOSim
Pollyana GamaSPSim
Roberto FreireSPSim
Rubens BuenoPRSim
Total PPS: 6
PR
Adelson BarretoSESim
Aelton FreitasMGSim
Alexandre ValleRJSim
Alfredo NascimentoAMSim
Bilac PintoMGSim
Cabo SabinoCESim
Capitão AugustoSPSim
Christiane de Souza YaredPRSim
Delegado Edson MoreiraMGSim
Delegado WaldirGONão
Giovani CheriniRSSim
Gorete PereiraCESim
João Carlos BacelarBASim
Jorginho MelloSCSim
José Carlos AraújoBASim
José RochaBASim
Laerte BessaDFSim
Lúcio ValePASim
Luiz CláudioROSim
Luiz NishimoriPRSim
Magda MofattoGOSim
Marcelo Álvaro AntônioMGSim
Marcelo DelaroliRJSim
Marcio AlvinoSPSim
Miguel LombardiSPSim
Milton MontiSPSim
Paulo FeijóRJSim
Paulo FreireSPSim
Remídio MonaiRRSim
TiriricaSPSim
Vicentinho JúniorTOSim
Wellington RobertoPBSim
Zenaide MaiaRNSim
Total PR: 33
PRB
Antonio BulhõesSPSim
Beto MansurSPSim
Carlos GomesRSSim
Celso RussomannoSPSim
Cleber VerdeMASim
Dejorge PatrícioRJSim
Jhonatan de JesusRRSim
Jony MarcosSESim
Lincoln PortelaMGSim
Lindomar GarçonROSim
Marcelo SquassoniSPSim
Márcio MarinhoBASim
Roberto AlvesSPSim
Roberto SalesRJSim
Ronaldo MartinsCESim
Rosangela GomesRJSim
Sérgio ReisSPSim
Silas CâmaraAMSim
Vinicius CarvalhoSPSim
Total PRB: 19
PROS
Eros BiondiniMGSim
Felipe BornierRJSim
Ronaldo FonsecaDFSim
Toninho WandscheerPRSim
Vaidon OliveiraCESim
Weliton PradoMGNão
Total PROS: 6
PSB
Átila LiraPISim
BebetoBASim
César MessiasACSim
Creuza PereiraPESim
Danilo CabralPESim
FlavinhoSPSim
Gonzaga PatriotaPESim
Heráclito FortesPISim
Hugo LealRJSim
Janete CapiberibeAPNão
JHCALSim
João Fernando CoutinhoPESim
Jose StédileRSSim
Júlio DelgadoMGSim
Keiko OtaSPSim
Leopoldo MeyerPRSim
Luana CostaMASim
Luciano DucciPRSim
Luiz Lauro FilhoSPSim
Maria HelenaRRSim
Rafael MottaRNSim
Rodrigo MartinsPISim
Severino NinhoPESim
Tadeu AlencarPESim
Tenente LúcioMGSim
Valtenir PereiraMTSim
Total PSB: 26
PSC
Andre MouraSESim
Arolde de OliveiraRJSim
Eduardo BolsonaroSPSim
Gilberto NascimentoSPSim
Irmão LazaroBASim
Jair BolsonaroRJSim
Júlia MarinhoPASim
Professor Victório GalliMTSim
Xuxu Dal MolinMTSim
Total PSC: 9
PSD
André de PaulaPESim
Antonio BritoBASim
Átila LinsAMSim
Edmar ArrudaPRSim
Evandro RomanPRSim
Expedito NettoROSim
Fábio TradMSSim
Fernando TorresBASim
GoulartSPSim
Herculano PassosSPSim
Heuler CruvinelGOSim
Indio da CostaRJSim
Jefferson CamposSPSim
João Paulo KleinübingSCSim
Joaquim PassarinhoPASim
José NunesBASim
Júlio CesarPISim
Marcos MontesMGSim
Marcos ReateguiAPSim
Paulo MagalhãesBASim
Raquel MunizMGSim
Rogério RossoDFSim
Sandro AlexPRSim
Sérgio BritoBASim
Stefano AguiarMGSim
Thiago PeixotoGOSim
Walter IhoshiSPSim
Total PSD: 27
PSDB
Antonio ImbassahyBASim
Betinho GomesPESim
Bonifácio de AndradaMGSim
Bruna FurlanSPSim
Bruno AraújoPESim
Caio NarcioMGSim
Carlos SampaioSPSim
Célio SilveiraGOSim
Daniel CoelhoPESim
Domingos SávioMGSim
Eduardo BarbosaMGSim
Eduardo CurySPSim
Elizeu DionizioMSSim
Fábio SousaGOSim
Geovania de SáSCSim
Geraldo ResendeMSSim
Giuseppe VecciGOSim
Izalci LucasDFSim
João GualbertoBANão
João Paulo PapaSPSim
Jutahy JuniorBASim
Lobbe NetoSPSim
Luiz Carlos HaulyPRSim
Mara GabrilliSPSim
Marco TebaldiSCSim
Marcus PestanaMGSim
Mariana CarvalhoROSim
Miguel HaddadSPSim
Nelson PadovaniPRSim
Nilson LeitãoMTSim
Nilson PintoPASim
Otavio LeiteRJSim
Paulo Abi-AckelMGSim
Pedro Cunha LimaPBSim
Pedro VilelaALSim
Ricardo TripoliSPSim
RochaACSim
Rodrigo de CastroMGSim
ShéridanRRSim
Silvio TorresSPSim
Vanderlei MacrisSPSim
Vitor LippiSPSim
Yeda CrusiusRSSim
Total PSDB: 43
PSL
Dâmina PereiraMGSim
Luciano BivarPESim
Total PSL: 2
PSOL
Chico AlencarRJNão
Edmilson RodriguesPANão
Glauber BragaRJNão
Ivan ValenteSPNão
Jean WyllysRJNão
Luiza ErundinaSPNão
Total PSOL: 6
PT
Adelmo Carneiro LeãoMGNão
Afonso FlorenceBANão
Ana PeruginiSPNão
AngelimACNão
Arlindo ChinagliaSPNão
Assis CarvalhoPINão
Benedita da SilvaRJNão
Beto FaroPANão
Bohn GassRSNão
CaetanoBANão
Carlos ZarattiniSPNão
Décio LimaSCNão
Enio VerriPRNão
Givaldo VieiraESNão
Helder SalomãoESNão
Henrique FontanaRSNão
João DanielSENão
José GuimarãesCENão
José MentorSPNão
Leo de BritoACNão
Leonardo MonteiroMGNão
Luiz CoutoPBNão
Luiz SérgioRJNão
Luizianne LinsCENão
Marco MaiaRSNão
MarconRSNão
Margarida SalomãoMGNão
Maria do RosárioRSNão
Nelson PellegrinoBANão
Nilto TattoSPNão
Padre JoãoMGNão
Patrus AnaniasMGNão
PaulãoALNão
Paulo PimentaRSNão
Paulo TeixeiraSPNão
Pedro UczaiSCNão
Pepe VargasRSNão
Reginaldo LopesMGNão
Ságuas MoraesMTNão
Valmir AssunçãoBANão
Valmir PrascidelliSPNão
Vander LoubetMSNão
VicentinhoSPNão
Wadih DamousRJNão
Waldenor PereiraBANão
Zé CarlosMANão
Zé GeraldoPANão
Zeca DirceuPRNão
Zeca do PtMSNão
Total PT: 49
PTB
Alex CanzianiPRSim
Benito GamaBASim
DeleyRJSim
Jorge Côrte RealPESim
Nelson MarquezelliSPSim
Nilton CapixabaROSim
Paes LandimPISim
Pedro FernandesMASim
Ronaldo NogueiraRSSim
Sérgio MoraesRSSim
Total PTB: 10
PV
Antonio Carlos Mendes ThameSPSim
Evair Vieira de MeloESSim
LeandrePRSim
Roberto de LucenaSPSim
Uldurico JuniorBASim
Total PV: 5
REDE
Alessandro MolonRJNão
Aliel MachadoPRSim
João DerlyRSSim
Miro TeixeiraRJSim
Total REDE: 4
S.Part.
José ReinaldoMASim
Total S.Part.: 1
Solidaried
Augusto CarvalhoDFSim
Augusto CoutinhoPESim
AureoRJSim
Benjamin MaranhãoPBSim
Carlos ManatoESSim
Delegado FrancischiniPRSim
Laercio OliveiraSESim
Laudivio CarvalhoMGSim
Lucas VergilioGOSim
Major OlimpioSPSim
Paulo Pereira da SilvaSPSim
Wladimir CostaPASim
Zé SilvaMGSim
Total Solidaried: 13