quinta-feira, 31 de maio de 2018

Grupo muçulmano decapita 10 cristãos em Moçambique, incluindo crianças

População teme novos ataques e diz não querer uma guerra religiosa no país

Cristãos moçambicanos protestam. (Foto: Reprodução / Euronews)

Dez cristãos foram decapitadas nesta segunda-feira em dois ataques de um grupo islâmico numa cidade do norte de Moçambique. Seu nome oficial é Al-Shabbab, mas não há comprovação que estão ligados ao homônimo que opera na Somália.

Os crimes aconteceram em povoações cristãs em locais remotos, no entorno da cidade Olumbi, na província de Cabo Delgado. No local não há eletricidade nem outras infraestruturas e a polícia conta apenas com o testemunho dos sobreviventes.

O grupo armado invadiu duas aldeias e as mortes perpetradas pelos jihadistas foram marcadas pela crueldade. Moradores da região dizem que há um grande movimento de pessoas saindo das zonas rurais para a vila, em busca de segurança. Eles temem ser vítimas de novos ataques.

A maioria da população moçambicana é cristã, enquanto os islâmicos são 20%. Alguns cidadãos foram às ruas pedir providências das autoridades, dizendo não querer uma “guerra religiosa”, como já acontece em outros países do continente africano.

Uma investigação divulgada na última semana, concluiu que há pessoas usando o radicalismo islâmico para atrair seguidores, aos quais pagam um salário acima da média. O dinheiro é fruto de rotas de comércio ilegal de madeira, rubis, carvão e marfim, comuns naquela região.

O “novo Al Shabab” age em Moçambique desde outubro do ano passado, quando cerca de 30 homens atacaram três delegacias de Cabo Delgado. Desde então a violência se intensificou na região, com ações que causaram muitas mortes. Testemunhas calculam que sejam centenas, porém o governo nega que tenha perdido o controle.

Em uma operação em curso no país, pelo menos 300 muçulmanos foram presos e várias mesquitas foram fechadas, acusadas de radicalizar moradores. 

Com informações AFP

Tribunal mantém condenações de Bumlai, Vaccari e Cerveró

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) manteve, nesta quarta-feira (30), as condenações do pecuarista José Carlos Bumlai, do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e de mais três réus da Lava Jato ligados ao grupo Schain. Eles foram considerados culpados no processo que avalia corrupção na obtenção de um empréstimo de R$ 12 milhões em 2004.

Segundo a denúncia, Bumlai intermediou o empréstimo junto ao banco Schain em nome do PT. Em troca, a empresa Schain Engenharia teria sido contratada em 2009 pela Petrobras para operar um navio-sonda, num negócio que movimentou US$ 1,5 bilhão. De acordo com a investigação, o PT usou R$ 6 milhões para quitar dívidas do partido em Campinas e repassou a outra metade para o empresário Ronan Maria Pinto, que comprou o jornal “Diário do Grande ABC”.

O caso havia sido julgado na primeira instância pelo juiz Sergio Moro em 15 de setembro de 2016. Nesta quarta-feira, os desembargadores optaram por manter a condenação de Bumlai a 9 anos e 10 meses de prisão por gestão fraudulenta de instituição financeira e corrupção.

Vaccari também teve a pena mantida: 6 anos e 8 meses de prisão por corrupção. Condenado por corrupção passiva, Cerveró teve uma redução de sete meses em sua pena e ficará preso por 6 anos e 1 mês.

Outro intermediário do empréstimo, o delator Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, que também teve uma redução de seis meses, cumprirá 5 anos e 6 meses.

O tribunal decidiu absolver o executivo Fernando Schahin, que havia sido condenado por Moro a 5 anos e 4 meses de prisão.

Outros executivos do grupo Schahin tiveram a condenação mantida por gestão fraudulenta de instituição financeira e corrupção: Salim (9 anos e 6 meses de prisão) e Milton Taufic Schahin (9 anos e 10 meses).

Também réus neste processo, Ronan e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares já tiveram a condenação confirmada pelo TRF-4 e perderam todos os recursos na corte. Na semana passada, eles se apresentaram à Justiça para começar a cumprir pena.

Fonte: O Globo

ONU pede que América Latina legalize as drogas

Argumento imbecil da CEPAL é que isso reduziria o "alto custo humano" da proibição

Não é só a legalização do aborto que vem ganhando força na agenda da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo afirmou a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), Alicia Bárcena, esta semana, a América Latina deveria legalizar as drogas.

Isso iria “diminuir o custo humano da proibição”, argumentou a mexicana que comanda esse braço regional ONU. Ela insiste que a América Latina deveria “explorar uma nova estratégia” uma vez que dezenas de milhares de pessoas de todo o continente morrem em decorrência da violência resultante do esforço de controlar o lucrativo comércio de narcóticos.

Bárcena discursou durante um encontro em Paris: “Serei muito provocadora. A legalização das drogas seria boa para quem? Para a América Latina e o Caribe, pelo amor de Deus. Porque a ilegalidade é o que está matando as pessoas. É hora de cogitar seriamente legalizar as drogas”.

Os maiores produtores da folha de coca usada para fazer cocaína são latinos: Peru, Colômbia e Bolívia. Por sua vez, o Brasil é um dos principais mercados de cocaína, com consumo quatro vezes maior do que a média mundial. O país também é o maior centro de distribuição de cocaína no mundo.

Alguns dos comunistas pré-candidatos a presidente do Brasil já vem falando sobre a possibilidade da legalização em entrevistas. Manuela D’Ávila (PCdoB) é a mais vocal nesse sentido. Guilherme Boulos (PSOL) é outro que já declarou seu apoio a essa medida

Com informações de Reuters

terça-feira, 29 de maio de 2018

Justiça determina multa e uso de força para retirar ‘vigília dos elementos petistas’

O juiz Jailton Tontini determinou que seja usada a força policial para remover a vigília Lula Livre, no entorno da Polícia Federal (PF), no Santo Cândida, em Curitiba, onde está preso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Cerca de 200 pessoas estão na mobilização.

O juiz havia determinado a aplicação de multa de R$ 500 mil por dia. Em função do descumprimento, deverão ser pagos, até o momento, por determinação do juiz, R$ 5,5 milhões pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e o mesmo valor pela CUT.

A desocupação, bem como o uso da força policial, já foram informados à governadora do Paraná Cida Borghetti, segundo a Revista Fórum. O secretário de Segurança do estado, Julio Cezar dos Reis, e a comandante da Polícia Militar, Audilene Rocha, já receberam a notificação “solicitando o uso de força policial para o imediato cumprimento” da liminar judicial.
Esta desocupação, no entanto, é referente à área mais próxima da sede da PF, em Curitiba.

Fonte: G1

Intervenção militar é ‘assunto do século passado’, diz ministro e general Etchegoyen

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, afirmou nesta terça-feira (29), no Palácio do Planalto, que falar em intervenção militar é “assunto do século passado”.

“É um assunto do século passado, uma pergunta que, do ponto de vista pessoal, não vejo mais nenhum sentido. […] Mas ainda existe alguém, algumas pessoas que acham que essa alternativa é possível”, disse o ministro em entrevista à imprensa após reunião do gabinete que monitora a greve dos caminhoneiros.

“Eu vivo no século 21 e o século 21 está divertidíssimo. Meu farol, que eu uso para me conduzir, é muito mais potente do que o retrovisor”, completou o ministro.

Etchegoyen afirmou que é preciso entender os motivos para chegar a uma situação na qual, parte da sociedade, enxerga a intervenção como uma “solução razoável”.

“Não vejo nenhum militar, não vejo Forças Armadas pensando nisso, não conheço absolutamente”, declarou.

O gabinete de ministros que monitora a greve dos caminhoneiros voltou a se reunir nesta terça-feira (29) no Palácio do Planalto.

A greve dos caminhoneiros chegou ao nono dia e a prioridade do governo federal é normalizar o abastecimento de combustíveis, alimentos e medicamentos no país.

O presidente Michel Temer não acompanhou a reunião da manhã desta terça. Ele viajou para São Paulo, onde participou da abertura de um fórum de investimentos.

Preço do diesel

Após a reunião no Palácio do Planalto, o ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, disse que o governo do “não pensa em aumento de impostos”para compensar a redução no preço do litro do diesel prometida pelo presidente Michel Temer no último domingo (27).

A hipótese de aumento de tributos foi levantada na segunda-feira (28), pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Ele disse que era uma alternativa para compensar a redução de R$ 0,46 no litro do diesel, concedido pelo governo para atender o pedido de caminhoneiros grevistas.

Fonte: G1

MUÇULMANOS - Árabes palestinos fazem disparos e Israel contra-ataca

Árabess palestinos lançaram a partir da Faixa de Gaza cerca de 30 morteiros em direção ao sul do território de Israel nesta terça-feira (29). O exército israelense contra-atacou, atingindo infraestruturas do Hamas e da Jihad Islâmica na Faixa de Gaza.

Muitos projéteis foram interceptados pelo escudo antimísseis israelenses. Não houve registro de vítimas

Um comunicado do exército israelense, divulgado pela France Presse, afirma que os projéteis foram disparados em direção a vários pontos do território de Israel, mas que muitos “foram interceptados pelo sistema antimísseis Cúpula de Ferro”. Não houve registro de vítimas.

Um dos projéteis, porém, explodiu no pátio de um jardim de infância, danificando suas paredes, cerca de uma hora antes do horário marcado para ser inaugurado, de acordo com a Reuters.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu responder com força ao ataque palestino, considerado o maior desde a guerra de 2014 em Gaza, de acordo com a Reuters.

“Israel leva muito a sério os ataques realizados pelo Hamas e a Jihad Islâmica a partir da Faixa de Gaza. As Forças Armadas responderão com força a estes ataques”, afirmou o premiê.

Nenhum grupo armado de Gaza reivindicou a ação, que acontece após a Jihad Islâmica ter prometido se vingar da morte de três de seus integrantes.

Na segunda-feira (28), um disparo de tanque israelense matou um palestino que tentava se aproximar da fronteira da Faixa de Gaza com Israel.

Os disparos desta terça-feira aconteceram poucas horas antes da saída de um barco da Faixa de Gaza com o objetivo, segundo os organizadores, de romper o bloqueio que Israel impõe ao território palestino há 10 anos.

Pelo menos 121 palestinos morreram por disparos israelenses desde 30 de março, quando começou uma mobilização de várias semanas pelo direito de retorno às terras das quais foram expulsos em 1948, quando o Estado de Israel foi fundado.

O dia mais violento dos protestos, com 61 mortos, foi 14 de maio, quando o governo dos Estados Unidos inaugurou sua embaixada em Jerusalém.


Fonte: G1

Reunião Trump-Kim: EUA e Coreia do Norte voltam a dialogar

Autoridades dos Estados Unidos e da Coreia do Norte iniciaram neste domingo (28) diálogos para tentar ressuscitar o encontro entre o presidente americano Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un.

Em nota nesta segunda-feira (29), o Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Sul afirmou que as conversas entre as duas equipes diplomáticas estão acontecendo na vila coreana de Panmunjom, na fronteira com a Coreia do Norte. Porém, não apresentou mais detalhes.

O local foi palco do encontro entre Kim Jong-un e o presidente sul-coreano Moon Jae-inem abril.

A informação também foi confirmada pelo presidente Donald Trump no Twitter. “Eu realmente acredito que a Coreia do Norte tem um potencial brilhante e será uma grande nação econômica e financeira um dia. Kim Jong-un concorda comigo sobre isso. Vai acontecer!”, escreveu no domingo.

O presidente americano anunciou na semana passada que desistia da reunião. Posteriormente, porém, comentou que ainda poderia haver o encontro, inicialmente marcado para 12 de junho em Singapura.

Também no domingo, o ditador norte-coreano Kim Jong-un reafirmou seu compromisso de “completar” a desnuclearização da Península Coreana e com o planejado encontro com o presidente dos Estados Unidos, segundo o presidente sul-coreano Moon Jae-in.
Fonte: Veja

Campanhas esquerdistas pedem 'desmonetização' de sites conservadores

Amazon é a primeira empresa a ceder e rejeita site anti-Islã 

Amazon. (Foto: Divulgação)

O programa de monetização da Amazon Associates, maior site varejista dos EUA, está colocando em prática novas diretrizes que podem gerar um grande impacto na mídia tradicional.

Seu programa de receitas funciona a partir da premissa que o dono de um site que exibe seus anúncios recebe um valor toda vez que um usuário clica em um link exibido pela página, sendo melhor remunerado quando a pessoa efetiva uma compra na Amazon.

Agora, a gigante do varejo online mudou algumas diretrizes, por razões políticas e ideológicas. A página Legal Insurrection foi a primeira a anunciar que sua participação na Amazon Associates foi encerrada em 28 de abril “sem aviso prévio, com explicações falsas e inconsistentes”.

Para William A. Jacobson, um dos donos do site, “está claro que alguém na Amazon queria que a gente fosse embora”. Mas ele não foi o primeiro a ser prejudicado.

O diretor do Jihad Watch, Robert Spencer, voltou a falar no assunto semana passada, lembrando que a mesma coisa aconteceu com seu site em 2014. Ele é responsável por uma das páginas mais influentes do mundo quando se trata de denunciar práticas jihadistas e o avanço do Islamismo no Ocidente.

“Esse esforço para marginalizar e silenciar as vozes que destoam da agenda esquerdista está cada vez mais claro”, escreveu Spencer. Prestando solidariedade ao Legal Insurrection, ele disse acreditar que essa prática tende a crescer.

Ao mesmo tempo, em um recente discurso ao Conselho de Política Nacional, o deputado Kevin McCarthy, da Califórnia, e “líder da maioria” no Congresso, denunciou que os conservadores, sobretudo os cristãos estão sendo silenciados nas mídias sociais em várias partes do mundo.

“Os cristãos conservadores estão sendo silenciados pelos gigantes da tecnologia e pela grande mídia – sobretudo nas redes sociais, onde algumas das conversas mais importantes de nossos dias ocorrem”, assegurou.
Discurso de ódio

O deputado McCartthy denunciou também que a Amazon e outras empresas estão cedendo à “campanha de difamação” iniciada pelo Southern Poverty Law Center, uma ONG jurídica de viés esquerdista.

A estratégia desse grupo é rotular como “discurso de ódio” tudo que não esteja de acordo com suas ideias políticas liberais, incluindo até a defesa do casamento tradicional. O temor é que, como essas grandes empresas funcionam em várias partes do mundo, o conservadorismo seja alvo desse tipo de represália em uma escala global.

Outro exemplo claro disso é a Alliance Defending Freedom (ADF), uma ONG jurídica cristã que promove “a vida, o matrimônio e a liberdade religiosa”. Ela foi desligada do programa de benefício AmazonSmile, após ter sido classificada como “grupo de ódio” pelo Southern Poverty Law Center.

O AmazonSmile é um programa que permite que os seus usuários escolham uma organização sem fins lucrativos para receberem uma pequena porcentagem das suas compras na Amazon.

A ADF fazia parte do programa desde a sua criação, em 2013. Contudo, recentemente, o programa informou que a ADF não poderia mais receber fundos da Amazon porque foi classificada como um “grupo extremista”.

Desde agosto do ano passado, a empresa de pagamento pela Internet, PayPal, proibiu sites como a Jihad Watch de usar seu serviço. A alegação é que a quebra de contrato se justificava pela “natureza de suas atividades”, sendo que o site de Spencer constantemente faz campanhas contra o terrorismo.

O PayPal já havia feito o mesmo com o popular blog da ativista anti-Islã Pamela Geller e com o site da Iniciativa Pela Defesa da Liberdade. 

Com informações de WND

IBGE: 13,7 milhões de pessoas estão desempregadas no país

O índice de desemprego no Brasil atingiu 13,1% no trimestre encerrado em março de 2018, maior nível desde maio do ano passado. Isso significa que 13,7 milhões de pessoas estão desempregadas no país. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua.

Desemprego sobe a 13,1% em março e atinge 13,7 milhões de pessoas. Trata-se da 3ª alta trimestral seguida e do maior nível desde maio do ano passado. Número de trabalhadores com carteira é o menor da série histórica, iniciada em 2012

A taxa ficou maior do que a registrada no trimestre móvel encerrado em fevereiro, de 12,6%, na terceira alta consecutiva após nove trimestres de queda. O índice, porém, ainda ficou abaixo do registrado em igual trimestre móvel do ano passado, de 13,7%.

O resultado veio acima do esperado pelo mercado. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 12,9% no período.

Os dados do IBGE mostram que na comparação com o trimestre encerrado em dezembro, o número de desempregados no país aumentou em 1,379 milhão de pessoas, o que representa uma alta de 11,2%. Já no confronto com igual trimestre do ano anterior, quando havia 14,2 milhões de desocupados, houve queda de 3,4%. (menos 487 mil pessoas desocupadas).

Já a população ocupada no país ficou em 90,6 milhões, queda de 1,7% em relação ao trimestre encerrado em dezembro, quando era de 92,1 milhões. Segundo o IBGE, o contingente de ocupados é o menor desde julho, quando também ficou em 90,6 milhões.

Na comparação anual (trimestre contra o mesmo trimestre do ano anterior), a queda de 3,4% foi “a primeira estatisticamente significativa da população ocupada” desde o trimestre terminado em junho de 2014, destacou o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo.

Nº de trabalhadores com carteira é o menor desde 2012

O contingente de trabalhadores com carteira assinada caiu 1,2% frente ao trimestre anterior, uma redução de 408 mil pessoas, e ficou em 32,9 milhões, o menor de toda a série da pesquisa, iniciada em 2012, segundo o IBGE. A máxima foi registrada em junho de 2014, quando foram registrados 36,8 milhões de empregos formais.

O número de empregados sem carteira também caiu frente ao trimestre anterior, para 10,7 milhões de pessoas, uma redução de 402 mil trabalhadores. Segundo Azeredo, foi a primeira queda nesta base de comparação desde o trimestre terminado em março do ano passado. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior entretanto, o número de trabalhadores sem carteira cresceu 5,2% (mais 533 mil pessoas).

Já a categoria dos trabalhadores por conta própria ficou estável na comparação com o trimestre encerrado em dezembro, em 23 milhões. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve alta de 3,8% (mais 839 mil pessoas).

Apesar do aumento do nível de desemprego, o coordenador da pesquisa afirma que o resultado mostra que o cenário do mercado de trabalho está “mais favorável” que no primeiro trimestre do ano passado. Ainda segundo o pesquisador, a queda de 1,5 milhão no número de trabalhadores ocupados está diretamente relacionado a um efeito sazonal, que afetou tanto o emprego com carteira assinada quanto o sem carteira assinada.

Segundo Azeredo, o que mais denota o quanto o mercado de trabalho ainda está em crise é o volume de pessoas ocupadas com carteira de trabalho assinada, que atingiu o menor contingente da série. “Em três anos, o país perdeu 4 milhões de carteira de trabalho assinada”, destacou.

Ele ponderou, no entanto, que vem perdendo ritmo a queda de trabalhadores com carteira assinada. Na comparação com o trimestre terminado em março do ano passado, a redução foi de 1,5%, enquanto já chegou a cair 4,1% entre junho de 2015 e junho de 2016.

O que diz o governo

Em nota, o Ministério do Trabalho disse que a comparação relevante deve ser feita com o mesmo período do ano passado e destacou que, de acordo com os dados do Caged, o primeiro trimestre de 2018 apresentou um crescimento de 204.064 vagas de empregos formais, “indicando a tendência de recuperação dos empregos no país”.

“Na comparação com o primeiro trimestre de 2017, o índice de desemprego caiu de 13,7% para 13,1%, uma redução de 0,6 ponto percentual. A comparação com o último trimestre de 2017 é inadequada em razão da sazonalidade do mercado de trabalho – grande número de contratações de final de ano, com dispensa no período seguinte. Compensada a sazonalidade, verifica-se a melhora do mercado, traduzido no saldo positivo de contratações e na queda da taxa de desemprego”, afirmou o ministério.

Rendimento fica estável

O rendimento médio real dos trabalhadores ficou em R$ 2.169 no trimestre de janeiro a março de 2018, o que segundo o IBGE representa estabilidade frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2017 (R$ 2.173) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.169).

A massa total de rendimento de todas as pessoas ocupadas no país também permaneceu estável, em ambas as comparações, em R$ 191,5 bilhões no trimestre.

A dificuldade da economia de engatar movimento sustentado de alta vem levando economistas a reduzirem suas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A previsão dos analistas do mercado financeiro, segundo a última pesquisa focus do Banco Central, caiu de 2,76% para 2,75%. Foi a quarta queda seguida do indicador. Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continua em 3%.

Fonte: G1

Peritos acham 2 mil codinomes em sistema de propina da Odebrecht

Os peritos criminais da Polícia Federal em Curitiba identificaram dois mil codinomes em meio a 100 milhões de itens encontrados nos sistemas Drousys e Mywebday, utilizados pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht – chamado por investigadores de “departamento da propina”. As informações estão em HDs com a cópia dos 54 terabytes encontrados em endereços virtuais hospedados em data centers na Suíça e Suécia.

O material contém e-mails de executivos com solicitação de pagamento a políticos e a membros da administração pública identificados pelos codinomes, planilhas com detalhes dos repasses, recibos de depósitos e mensagens entre funcionários da empresa e os operadores de propina responsáveis pelas entregas de valores, entre outras milhares de informações. O material é relacionado a mais de 100 obras em 10 países.

Os sistemas da empreiteira estão sendo analisados por 10 peritos de duas especialidades distintas, informática e contabilidade. O jornal O Estado de S. Paulo entrevistou dois desses peritos, o especialista em informática Rodrigo Lange e Ricardo Hurtado que atua na área contábil-financeira.

Eles trabalham na sala cofre com cerca de 25 metros quadrados, feita em concreto, com janelas bloqueadas por grades de ferro e porta blindada. O acesso é liberado mediante a confirmação de identidade por biometria e os registros de entrada são auditáveis. A área é monitorada por câmeras e não há qualquer tipo de conexão com redes externas.

Para Hurtado, se fosse criado no Brasil um museu da corrupção os sistemas do departamento de propina da Odebrecht seriam itens em exposição. Atuando em grandes investigações da PF há 11 anos, Lange afirma nunca ter se deparado com uma tecnologia como a utilizada pela empreiteira baiana. “E duvido que algum investigador no Brasil tenha tido contato com algo desse nível de sofisticação.”

Os peritos especializados em informática encontram, desbloqueiam e organizam as informações. O trabalho com a enorme quantidade de dados só é possível com a utilização do Iped, ferramenta desenvolvida pelo perito Luis Nassif para uso na Lava-Jato. O programa indexa dados e permite a busca com filtros aos milhões de arquivos.

Os financeiros-contábeis interpretam esses dados catalogados e produzem os laudos para responder às perguntas do juiz, dos investigadores e das defesas. “Nunca tinha visto um sistema de pagamentos indevidos assim, geralmente são caminhos mais simples Talvez no caso Banestado, mas em sofisticação e profissionalização de um departamento eu nunca havia visto algo dessa forma”, diz Hurtado.

Até o momento, os peritos produziram dois laudos a pedido do juiz Sérgio Moro e outros quatro solicitados por investigadores que conduzem inquéritos cujos alvos são políticos e, portanto, tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: Correio Braziliense

Ministério Público da Suíça confisca conta ‘símbolo’ da Lava Jato no país

O Ministério Público de Berna, na Suíça, confiscou, de forma definitiva, a conta de uma empresa de fachada que, segundo as investigações, havia sido aberta pela Odebrecht para pagar as propinas na Petrobras. Se os valores que restaram na conta – cerca de US$ 2 milhões – são baixos comparado aos montantes já descobertos pela Operação Lava Jato, o confisco da conta é simbólico para uma parcela dos investigadores suíços.

Ministério Público de Berna resgata últimos US$ 2 milhões de empresa que operava para a Odebrecht

Foi por meio dela que a Lava Jato começou a desvendar a logística de pagamento da Odebrecht, investigação que culminou na prisão de Marcelo Odebrecht, herdeiro da empreiteira.

O dinheiro confiscado depois de uma longa batalha judicial encerra um capítulo que mudou os rumos da Lava Jato e levou à delação de 78 executivos ligados à Odebrecht. O dinheiro está depositado no banco suíço PKB, o único no país europeu alvo de um inquérito criminal por conta da Lava Jato. A suspeita é de que tenha ajudado a Odebrecht a manter pagamentos de propinas.

Ligação

Sexta-feira, 14 março de 2014. Na via Nassa n.º 62, em Lugano, na Suíça, uma reunião de emergência foi convocada entre advogados e o diretor do Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, Luiz Eduardo Soares. O objetivo era analisar uma solicitação do PKB para que a Odebrecht enviasse uma carta assumindo ser a beneficiária final da conta 1.1.53’532 em nome da Smith & Nash.

Oficialmente, quem controlava a conta era o americano Berry William Herman. Mas, com as mudanças internacionais sobre protocolo de sigilo bancário, o PKB passou a comunicar às autoridades fiscais todas as informações relevantes sobre americanos com contas na Suíça. Como Odebrecht era a dona oculta da conta, o banco ofereceu duas opções para a empresa acertar a conta: reconhecer a conta como sua, com assinatura e identificação de um dirigente do alto escalão da companhia, ou pagar uma multa de US$ 1 milhão.

Contrariando orientações de advogados, a Odebrecht indicou Hilberto Mascarenhas Silva, responsável por organizar o pagamento de propinas no Setor de Operação Estruturada, como titular da conta. Junto com sua assinatura, enviou também uma cópia de seu cartão de visita. Quando a Lava Jato começou a achar os rastros de pagamentos a ex-diretores da Petrobras no exterior, esbarrou na offshore Smith & Nash. A assinatura de Silva e o cartão da empresa ligou o esquema da Lava Jato à empreiteira baiana.

Fonte: Terra

Petrobras reduz preço da gasolina e vende combustível por R$ 1,95

Pela quinta vez consecutiva, a Petrobras anuncia redução no preço da gasolina nas refinarias. De acordo com a estatal, a partir desta terça-feira (29), o combustível será vendido por R$ 1,9526 por litro, o que significa uma retração de 2,8% em relação ao valor atual de R$ 2,0096.

Mesmo com o anúncio da queda, maio ainda acumula uma alta de 8,6% no preço do combustível; em 28 de abril, o litro da gasolina era de R$ 1,7977. O novo reajuste anunciado pela Petrobras valerá a partir da próxima terça-feira (29)

Vale destacar que, desde o dia 16 de maio, a gasolina não era comercializada por menos do que R$ 2,00. Embora o cenário seja de variação negativa, segundo balanço da Petrobras , o mês ainda acumula uma alta de 8,6%, uma vez que, em 28 de abril, o litro da gasolina nas refinarias não saía por menos de R$ 1,7977.

Óleo diesel

Em relação ao óleo diesel , o presidente Michel Temer anunciou nesse domingo (27) que o preço do diesel na bomba será de R$ 0,46 por litro. O valor deve ficar congelado por 60 dias.

Temer fez um pronunciamento depois de um dia inteiro de negociações no Palácio do Planalto. A título de comparação, o presidente disse que o desconto equivale a zerar as alíquotas da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e do PIS/Cofins (Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social).

Os representantes dos caminhoneiros autônomos não aceitaram o congelamento do diesel por apenas 30 dias, como havia sido inicialmente proposto.

Acordo

Em resposta ao anúncio de Temer, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) confirmou nesta segunda-feira (28) que assinou o acordo proposto pelo governo Michel Temer para colocar fim a paralisação de caminhoneiros em todo o país.

“A Abcam considera o acordo assinado uma vitória, já que o anterior previa uma redução de apenas 10% por apenas 30 dias. Entretanto, a associação acredita que até dezembro deste ano o governo encontre soluções para que essa redução seja permanente”, informou a associação de caminhoneiros, em nota.

Reajuste anterior

Antes da nova decisão de Temer, na quarta-feira (23), o presidente da Petrobras, Pedro Parente, declarou o congelamento de preço do diesel pelos próximos 15 dias e que, depois, o valor do combustível voltaria a se encaixar gradativamente na política de preço da Petrobras.

Fonte: Agência Brasil

Presidente da Petrobras faz apelo e pede ‘reflexão’ contra ameaça de greve

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, enviou, nesta segunda-feira (28), uma carta aos funcionários da estatal na qual pede uma reflexão sobre o atual momento de crise. O documento afirma que paralisações e pressões para a redução de preços representam um retrocesso que pode prejudicar consumidores, a empresa e, em última instância, a sociedade brasileira. Os petroleiros decidiram aderir ao movimento dos caminhoneiros e anunciaram que vão cruzar os braços por 72 horas a partir de quarta-feira. Na pauta de reivindicações estão a redução dos preços de combustíveis e a saída de Parente do comando da Petrobras.
Pedro Parente, presidente da estatal, diz que pressões para redução de preços representam retrocesso

“Como a Petrobras e a sua força de trabalho podem melhor ajudar o Brasil neste momento? Não acreditamos que seja com paralisações e com pressões para redução de nossos preços. Em nosso entendimento, isso teria justamente o efeito contrário: seria um retrocesso em direção ao aumento do endividamento, prejudicando os consumidores, a própria empresa, e, em última instância, a sociedade brasileira”, afirma a carta, que conclui:

“Assim, neste grave momento da vida nacional, convidamos todos a uma cuidadosa reflexão. Apontamos acima os aspectos que julgamos pertinentes à essa reflexão. E que tomem a sua decisão na direção do que acreditam melhor representar o interesse da sociedade e de nossa empresa”.

Na carta, Parente chama os funcionários da Petrobras de “caros colegas” e defende a política de preços da estatal. Ele afirma que manter os combustíveis com valores artificialmente baixos aumentaria 0 endividamento da empresa prejudicando investimentos. Diante disso, qualquer subsídios dado terá que ser bancado por outros atores.

“A opção de praticar preços abaixo da referência do mercado do petróleo aumentaria nosso endividamento, colocando em risco a realização dos investimentos que garantem o nosso futuro. Não existe alternativa sem custos, preços desconectados da realidade do mercado significam que alguém está pagando a conta, e as leis do País estabelecem que não é a Petrobras. Ao longo do ano passado, a nossa participação de mercado no diesel caiu porque as importações aumentaram substancialmente nos momentos em que o nosso preço estava acima do mercado internacional. Desde então, recalibramos a política de preços e recuperamos nossa participação no mercado”.

Ainda na carta, Parente aponta que existem outros responsáveis pela alta dos combustíveis no país, fazendo uma referência indireta à carga tributária que pesa nos valores, e cobra uma atitude:

“Culpar a Petrobras pelos preços considerados altos nas bombas é ignorar a existência dos outros atores, responsáveis por dois terços do preço da gasolina e metade do preço do diesel. Eles também precisam colaborar com a solução”.

O texto segue ainda: “Temos a convicção de que defender a nossa empresa é evitar qualquer ação que gere perdas para ela, por mais que, a princípio, pareça justificável. Se a Petrobras não tiver as condições necessárias para ser uma empresa saudável financeiramente, o nosso país também paga um preço na forma de redução dos investimentos, impactos negativos no emprego e em toda a nossa longa cadeia produtiva”.

No documento, Parente lembra que a Petrobras já fez uma ação voluntária para baixar o diesel e atender aos caminhoneiros, o que permitiu um avanço dos diálogos da categoria com o governo. E destaca que a empresa continua disposta a fazer novas contribuições, desde que elas sejam sem prejuízo para a Petrobras.

Fonte: O Globo

Senadora petista se defenderá na Lava Jato e quer concorrer à Câmara

A defesa enfática de Lula virou um palanque pessoal de Gleisi Hoffmann para a próxima eleição. Sua liderança nessa campanha garantiu forte apoio a seu nome nas bases petistas, o que deve turbinar sua candidatura a deputada federal.

Uma reeleição como senadora passou a ser um plano arriscado, especialmente após seu envolvimento na Lava Jato. Ela atribui a decisão de concorrer à Câmara, porém, a suas funções partidárias e ao quadro eleitoral no Paraná.

Gleisi poderá ser julgada ainda em junho no Supremo Tribunal Federal (STF) na ação em que é acusada de ter recebido R$ 1 milhão desviados da Petrobras para financiar sua campanha de 2010.

“Não tem como me condenar nesse processo. Não tem prova”, rebateu. “A ação é baseada em uma delação questionada”, disse, em referência às acusações de que o advogado Figueiredo Basto cobrava dinheiro para livrar suspeitos das delações de seus clientes.

Além desse caso, a senadora enfrenta outras três acusações. Foi denunciada pela PGR por outros desvios na Petrobras no chamado “quadrilhão do PT” e por ter recebido R$ 3 milhões em caixa dois da Odebrecht. A PF também afirma que ela recebeu R$ 1,3 milhão em propina e caixa dois da TAM e da empresa de tecnologia Consist.

Fonte: Notícias ao Minuto e Folhapress

Novo acordo: Temer anuncia redução de R$ 0,46 no litro do diesel; saiba mais

O presidente da República, Michel Temer, anunciou neste domingo (27) novas medidas para a redução no valor do diesel, em mais uma tentativa de por fim à paralisação dos caminhoneiros que já dura 7 dias e provoca desabastecimento em várias partes do país.

Em nova tentativa de pôr fim à greve de caminhoneiros, Temer anuncia redução de R$ 0,46 no litro do diesel por 60 dias. Medida foi anunciada após nova reunião em Brasília com representantes do movimento. Temer anunciou ainda MP para isentar de pedágio eixos suspensos em entradas federais e estaduais

Entre as medidas anunciadas está a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel por 60 dias, e a isenção de pegamento de pedágio para eixos suspensos de caminhões vazios (leia mais abaixo neste texto). A decisão foi antecipada pelo Blog do Camarotti.

Representantes de caminhoneiros autônomos que se reuniram no Palácio do Planalto com Temer afirmaram que aprovam as medidas e que orientariam a categoria a encerrar a greve assim que elas fossem publicadas.

Durante o pronunciamento, foram registrados panelaços no DF, Rio de Janeiro e São Paulo.

Após a fala de Temer, o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) afirmou que essa redução de R$ 0,46 no preço do diesel custará ao governo R$ 10 bilhões e que os recursos serão cobertos pelo Tesouro via crédito extraordinário.

Na quinta (24), o governo já havia anunciado uma série de medidas para atender às reivindicações dos caminhoneiros e colocar fim à paralisação.

Entre as propostas estava a redução a zero da alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), em 2018, sobre o óleo diesel; e a manutenção, por 30 dias, de uma redução de 10% no valor do diesel nas refinarias, que havia sido anunciada pela Petrobras, redução pela qual a empresa seria ressarcida pela União.

O movimento do governo, porém, não surtiu efeito, e os caminhoneiros mantiveram a paralisação. Diante disso, Temer autorizou o uso das Forças Armadas para desbloquear as estradas e editou um decreto permitindo ao governo assumir o controle de caminhões.

Corte do PIS-Cofins e CIDE

De acordo com o presidente, a redução de R$ 0,46 no litro do diesel terá validade por 60 dias. A partir daí, os reajustes no valor do combustível serão feitos a cada 30 dias, decisão que, segundo Temer, visa dar mais “previsibilidade” aos motoristas.

O presidente informou que o corte de R$ 0,46 se dará com a redução a zero das alíquotas do PIS-Cofins e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) sobre o diesel.

A proposta anterior, divulgada na quinta, já contemplava o corte na CIDE. A novidade, portanto, é a suspensão da cobrança do PIS-Cofins sobre o diesel.

No caso do diesel, os valores praticados pela Petrobras são mais da metade (55%) do preço pago pelo consumidor nos postos; 7% é o custo do biodiesel, que, por lei, deve compor 10% do diesel, e 9% corresponde aos custos e lucro dos distribuidores, conforme os cálculos da Petrobras, que levam em conta a coleta de preços entre os dias 6 e 12 de maio em 13 regiões metropolitanas do país.

Cerca de 29% são tributos, sendo:

– 16% ICMS, recolhido pelos Estados
– 13% Cide e PIS-Cofins, de competência da União.

O ministro Carlos Marun disse que o Procon vai fiscalizar se a redução anunciada por Temer cheguerá às bombas.

“A redução vai chegar às bombas. O Procon está, inclusive, editando medida e vai fazer fiscalização no sentido de que o nosso objetivo, de que essa redução chegue ao tanque do caminhoneiro, se torne realidade”, afirmou.

Eixo suspenso e fretes da Conab

Temer também anunciou a edição de três medidas provisórias para atender a outras demandas dos grevistas. As MPs saíram em edição extra do “Diário Oficial da União” publicada no fim da noite de domingo e preveem:

– Isenção da cobrança de pedágio para eixo suspenso de caminhões vazios, em rodovias federais, estaduais e municipais;
– Determinação para que 30% dos fretes da Conab sejam feitos por caminhoneiros autônimos;
– Estabelecendo de tabela mínima dos fretes.

Medidas provisórias têm força de lei. Portanto, as três medidas começam a valer assim que o texto for publicado no “Diário Oficial da União”. A partir daí, o Congresso Nacional terá até 120 dias para analisar as MPs. Se isso não acontecer no prazo, as medidas perderão validade.

Durante seu pronunciamento, Temer afirmou que compreende “reivindicações e angústias” dos caminhoneiros e que “jamais” abandou o diálogo.

“Fizemos a nossa parte para atenuar os problemas e os sofrimentos. As medidas que acabo de anunciar, repito, atendem a praticamente todas as reivindicações apresentadas. Quero apresentar plena confiança num espírito natural de responsabilidade, solidariedade e patriotismo de cada um daqueles caminhoneiros que servem ao nosso país”, concluiu o presidente.

Reoneração da folha

Durante o pronunciamento, o presidente afirmou que os pontos do acordo negociado na semana passada seguem valendo, entre eles o que tira o setor de transporte rodoviário de carga da chamada reoneração da folha.

A proposta, que na prática eleva a arrecadação federal, já foi aprovada pela Câmara e ainda depende de análise do Senado. Vários setores que haviam sido atendidos com a desoneração perderão o benefício. Segundo Temer, o setor dos caminhoneiros não estará entre esses setores.

Governo não tem previsão para fim da greve

O ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) disse não haver previsão de quando a paralisação dos caminhoneiros irá acabar. Ele atribuiu a dificuldade de dar essa previsão ao fato de que não há uma liderança única do movimento.

“Não existe uma liderança uniforme desse movimento, são vários líderes. Ouvimos vários desses líderes e, do que ouvimos, elaboramos essa pauta que nós entendemos que atende aos pleitos dos caminheiros e fomos ao máximo do que o governo poderia ceder”, disse.

Apesar disso, ele disse que a expectativa é que as propostas anunciadas surtam efeito e que o movimento comece a ser desmobilizado já nesta segunda (28).

Segundo Marun, as MPs anunciadas por Temer serão editar “o mais rapidamente possível, talvez amanhã [segunda]”.

“Algumas MPs já estavam em estado adiantado de elaboração”, afirmou o ministro.

Questionado se o governo cedeu à pressão de caminhoneiros, Marun disse que as medidas atendem a “um pleito da sociedade” e que está confiante que as novas propostas vão resolver a paralisação.

“O que nos dá certeza, a partir de conversas que fizemos com diversas lideranças, é que estamos atendendo a reivindicação das categorias”, afirmou.

Fonte: G1

segunda-feira, 28 de maio de 2018

SP: mais de 250 fuzileiros navais são enviados para proteger o Porto de Santos

Navio Doca Multipropósito Bahia foi deslocado do Rio de Janeiro com sete caminhões, três blindados e dois helicópteros. 
Ordem do Governo Federal é normalizar as operações no cais.

Navio Doca Multipropósito Bahia foi deslocado com 260 fuzileiros ao Porto de Santos, SP 
(Foto: Divulgação/Marinha do Brasil)

José Claudio Pimentel, G1 Santos
O comando das Forças Armadas deslocou, neste domingo (27), o Navio Doca Multipropósito Bahia (G40), com 260 fuzileiros navais, para manter a segurança e garantir as operações no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O complexo portuário é alvo de protestos de caminhoneiros, que estão em greve há uma semana.

No sábado (26), Navio-Patrulha Macaé (P70) atracou no cais santista com 22 fuzileiros como medida emergencial decorrente do decreto presidencial para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), estabelecido na sexta-feira (25). O Governo Federal quer que o porto retome as atividades rotineiras o "mais breve possível".

O Bahia foi deslocado do Rio de Janeiro com sete caminhões para transportar tropas, três blindados e dois helicópteros. Uma das aeronaves foi vista durante a manhã de domingo sobrevoando o complexo portuário para, segundo o Comando do Exército, fazer o reconhecimento de eventuais pontos no cais.

Primeiros fuzileiros navais foram deslocados para garantir a segurança do Porto de Santos, SP, no sábado (26) (Foto: Divulgação/Marinha do Brasil)

Durante a manhã, o general Alexandre de Almeida Porto, comandante da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, que coordena as operações das Forças Armadas no litoral paulista, participou de uma videoconferência com o comando em São Paulo e em Brasília. O objetivo foi traçar estratégias de eventual ação no cais.

O G1 apurou que o Governo Federal também foi informado neste domingo que os caminhoneiros não realizam bloqueios efetivos nos acessos terrestres ao Porto de Santos, o que impediria a passagem de veículos. Entretanto, mantêm pontos de concentração e acampamentos nas duas margens desde o início da paralisação.

O reforço de tropas militares no complexo acontece, ainda segundo o comando do Exército em São Paulo, para manter o "pleno funcionamento das operações" no cais. O deslocamento também ocorre para fazer a segurança da área do Porto Organizado e, portanto, os militares não seguirão para as estradas da região.


O Bahia atracou no Porto de Santos às 14h, conforme previsão inicial. No início tarde, militares do Exército também circularam armados pelas vias do porto utilizando motos. Não houve qualquer tipo de intervenção ou ação para retirar os caminhoneiros instalados em acampamentos às margens das pistas.

Paralisação

O Porto de Santos não registra movimentação de caminhões nas duas margens desde segunda-feira (21), segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a autoridade portuária. O modal rodoviário representa 70% das operações, que foram diretamente impactadas com a paralisação da categoria.

A Codesp informou ao longo da semana e, reafirmou neste domingo ao G1, que mantém todas as operações no costado, com o embarque e desembarque de cargas nos navios. A movimentação de mercadorias a partir de ferrovia, que representa 26% do total, e de dutovia (4%), também não foram interrompidas.

General diz que governo 'não imagina' Exército em confronto com caminhoneiros

Prioridade é liberar acesso às refinarias, diz ministro da Defesa

O general Joaquim Silva e Luna deu detalhes de como as Forças Armadas vão atuar durante a vigência do decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO)

Brasília - O ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, deu detalhes de como as Forças Armadas vão atuar durante a vigência do decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), anunciado na tarde desta sexta-feira pelo presidente Michel Temer, e que tem abrangência em todo o território nacional até o dia 4 de junho.

"Estabelecemos uma série de prioridades para o emprego dos meios e a principal preocupação são as refinarias para, a partir de lá, poder abastecer", afirmou.
O governo também confirmou que houve desobstrução total do acesso à Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), na Baixada Fluminense, uma das maiores do país em capacidade instalada para o refino de petróleo.

Uso de caminhões da Petrobras

Uma das tarefas das Forças Armadas, explicou o general, será utilizar caminhões da própria Petrobras, que estão parados dentro das refinarias, para transportar combustível para os postos de abastecimento.
O ministro também garantiu que as Forças Armadas têm recursos suficientes para executar a operação de desbloqueio das rodovias, inclusive combustível para abastecer os veículos militares. "Temos entre 35 e 45 dias de reserva de combustível", assegurou.

Silva e Luna evitou cravar um prazo para a normalização do abastecimento e disse que a ação dos militares "não é contra os caminhoneiros, mas para permitir o direito de ir e vir".
Ministros da Segurança Pública, Raul Jungmann, da Secretaria de Governo, Carlos Marun, da Casa Civil, Eliseu Padilha, da Defesa, Joaquim Silva e Luna, e do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, durante entrevista - Wilson Dias / Agência Brasil

Aeroportos

Em relação aos aeroportos, o ministro da Defesa destacou que 11 deles estão em situação crítica de abastecimento e são prioridades do governo, incluindo os terminais de Recife, Brasília e Salvador. Outros aeroportos, como os do Rio de Janeiro, de acordo com o ministro, não passam por problemas graves de abastecimento porque possuem gasodutos com conexão direta às distribuidoras de combustível.

Uma sala de situação foi montada pelo governo para acompanhar os desdobramentos da greve dos caminhoneiros e o cumprimento da GLO, e inclui a participação de diversos ministérios, como Casa Civil, Secretaria de Governo, Defesa, Segurança Pública, Transportes, Agricultura, além da Advocacia Geral da União (AGU). Estão previstas reuniões entre os ministros ao longo de todo o fim de semana, no Palácio do Planalto.

Além da GLO, o governo informou que estuda a edição de um outro decreto, com base na Constituição Federal, que permitirá a requisição de bens, incluindo caminhões parados em transportadoras, para distribuição de alimentos, combustíveis, medicamentos e outros insumos. Nesses casos, integrantes das forças de segurança federais e estaduais poderão dirigir os caminhões.

Temer anuncia concessões aos transportadores para pôr fim à paralisação

O Presidente do Brasil anunciou, no domingo, novas concessões aos transportadores, para pôr fim à greve que na última semana causou sérios constrangimentos no abastecimento de combustível e de alimentos no país.

Michel Temer cedeu assim à pressão dos camionistas, que protestavam contra os elevados preços dos combustíveis e os aumentos consecutivos aplicados pela petrolífera estatal Petrobras.

Entre as concessões, Temer anunciou que o preço do diesel terá uma redução de 0,46 reais por litro pelo prazo de 60 dias, o que representa uma queda de 12%. Os camionistas rejeitavam o congelamento por 30 dias, estipulado na quinta-feira.

De acordo com o Presidente, o governo vai assumir "o sacrifício no orçamento" para "aliviar o sofrimento [da população]".

"Quero mostrar a minha plena confiança no espírito da responsabilidade, solidariedade e patriotismo", afirmou Temer, em declarações à rádio e à televisão, depois de várias horas em negociações no Palácio presidencial.

Os graves problemas de abastecimento causados por esta greve afetaram a economia do Brasil no seu conjunto, num país de grandes dimensões que praticamente não tem rede ferroviária e onde 60% do transporte de mercadorias se efetua por estrada.

Na sexta-feira, Temer ordenou a mobilização das forças de segurança federais para desimpedirem as estradas. "Não vamos permitir que a população não tenha acesso a produtos de primeira necessidade (...), que os hospitais não tenham os medicamentos necessários para salvar vidas", explicou na altura.

A situação caótica infligiu um duro golpe à credibilidade do Governo do Presidente Michel Temer, a menos de cinco meses das presidenciais de outubro.

domingo, 27 de maio de 2018

Pelo Twitter, comandante do Exército afirma que ordem é negociar para 'evitar conflitos' na greve dos caminhoneiros

General Eduardo Villas Bôas se reuniu com o ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, e outros militares neste domingo. Presidente autorizou militares a desbloquearem rodovias.

Guilherme Mazui, G1, Brasília

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, diz que atuação de militares no desbloqueio de rodovias é negociar para “evitar conflitos”. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirmou neste domingo (27) pelo Twitter que a “diretriz operacional” para atuação de militares no desbloqueio de rodovias é negociar para “evitar conflitos”.A paralisação de caminhoneiros contra a alta do preço do diesel chegou ao sétimo dia neste domingo. O governo tenta fechar um novo acordo com a categoria para encerrar o bloqueio de rodovias.“Desejamos, o mais rápido possível, a solução desse desafio, a fim de mitigar as dificuldades crescentes da população. “Reafirmamos como diretriz operacional o foco no bem-estar social e na perene negociação para evitar conflitos entre os atores diretamente envolvidos”, escreveu o general.
Villas Bôas informou pela rede social que se reuniu na sala do alto comando do Exército com o ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, e outros militares para uma vídeo-conferência com responsáveis por áreas de atuação na “solução da ‘greve dos caminhoneiros’.

Estamos reunidos na sala do Alto-Comando do @exercitooficial, sob a coordenação do Ministro da Defesa e com a presença dos comandantes das Forças e outros militares, para uma vídeo-conferência com os responsáveis por áreas de atuação na solução da “greve dos caminhoneiros”.
Desejamos, o mais rápido possível, a solução desse desafio, a fim de mitigar as dificuldades crescentes da população. Reafirmamos como diretriz operacional o foco no bem-estar social e na perene negociação para evitar conflitos entre os atores diretamente envolvidos.
O presidente Michel Temer assinou na sexta (25) decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que alcança todo o território nacional, com validade até 4 de junho. O decreto permitiu que Exército, Marinha e Aeronáutica atuem para desobstruir rodovias pelo país.

No sábado (27), Temer assinou um outro decreto, que permite ao governo assumir o controle de caminhões para liberar as rodovias. A medida é chamada de requisição de bens.
O segundo decreto de Temer estabelece: "Fica autorizada a requisição, pelas autoridades envolvidas nas ações de desobstrução de vias públicas determinadas pelo Decreto nº 9.382, de 25 de maio de 2018, dos veículos particulares necessários ao transporte rodoviário de cargas consideradas essenciais."

A requisição de bens é amparada no artigo 5º da Constituição, inciso XXV, que prevê que "no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano".

Mais cedo, o secretário nacional de Segurança Pública, general Carlos Alberto Santos Cruz, afirmou que “não existe o mínimo risco” de militares cometerem erros ao assumirem o controle de caminhões para liberar as rodovias.

“Não existe o mínimo risco de cometer qualquer erro, qualquer coisa fora da lei”, disse o general.
Santos Cruz participou de uma reunião no Planalto do gabinete criado por Temer para monitorar os efeitos da greve e buscar uma solução para a crise de abastecimento.

Tentativa de acordo

Neste domingo (27), Temer voltou a se reunir com ministros para avaliar a situação. Ele esteve com 10 ministros e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. De acordo com o blog do jornalista Gerson Camarotti, o governo espera que pode fechar um novo acordo com caminhoneiros.
Um primeiro acordo com entidades que representam caminhoneiros chegou a ser anunciado na quinta, contudo, a paralisação não teve fim.

Temer criou um gabinete para monitorar a situação e traçar estratégias para restabelecer o abastecimento de itens como combustível, alimentos e medicamentos.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), até as 22h deste sábado (26), havia 554 pontos de bloqueio nas estradas do país. Segundo a PRF, contudo, a maior parte é de bloqueios parciais, "sem prejuízo à livre circulação".