quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Extrema-esquerda protesta contra o resultado da eleição

Após a confirmação da vitória de Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno da eleição presidencial, o candidato derrotado do PSOL, Guilherme Boulos, convocou protestos em várias cidades do Brasil.

Líder do grupo de extrema-esquerda Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Boulos afirmou que “o povo sem medo vai às ruas de várias cidades do País para afirmar nosso compromisso com a democracia e com nossos direitos”, conforme noticiou a imprensa.

Em mensagem publicada na sua conta no Twitter nesta segunda-feira (29), o extremista questionou o resultado eleitoral: “Vai ter resistência!”
O Brasil é maior do que Bolsonaro. Nossa democracia está em risco. Não iremos nos acovardar. Entre a prisão e o exílio nossa escolha é as ruas. Vai ter resistência!

Enquanto questiona o voto de quase 58 milhões de brasileiros, Boulos fala em uma suposta “Frente Ampla pela Democracia” e promete combater Bolsonaro com “serenidade e coragem”.
Apesar de ter ganho as eleições Bolsonaro sempre se colocou como uma ameaça aos valores democráticos. Há uma semana disse que seus opositores iriam para a prisão ou exílio. Por isso temos hoje a tarefa de construir uma Frente Ampla pela Democracia. Com serenidade e coragem.

Enquanto isso, ainda na noite desta segunda, durante entrevista na RecordTV, o presidente eleito Jair Bolsonaro reafirmou seu compromisso com a proposta de qualificar a invasão de propriedade privada como “terrorismo”.

O militar declarou:
No que depender de mim, qualquer invasão, seja feita pelo MST como pelo MTST, terá que ser tipificada como terrorismo. E a propriedade privada é sagrada, seja urbana ou rural.
A declaração de Bolsonaro repercutiu e provocou mais uma resposta do líder extremista, também em seu perfil no Twitter.

Governo da Colômbia acusa Folha de São Paulo de propagar fake news

O governo colombiano desmentiu uma reportagem publicada pela Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (29).
O jornal brasileiro falou sobre uma suposta proposta de aliança oferecida pelo governo da Colômbia para o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL). Segundo a Folha, o objetivo do presidente colombiano é derrubar o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.
Em um comunicado, a chancelaria da Colômbia afirmou:
O Ministério das Relações Exteriores, em nome do Governo da Colômbia, permite-se rechaçar e desmentir as versões que foram publicadas pelo jornal Folha de São Paulo (sic) no dia de hoje.
E acrescentou:
[O governo colombiano] mantém uma tradição não belicosa e busca, a partir de ações políticas e diplomáticas regionais e multilaterais, contribuir para criar as condições para que mais cedo, ou mais tarde, o povo irmão da Venezuela possa viver novamente em democracia e liberdade.
O jornal paulista noticiou em sua edição desta segunda-feira (29), citando uma fonte anônima que identificou como “alto funcionário do governo de Iván Duque”, que se Bolsonaro “ajudar a derrubar Nicolás Maduro com uma intervenção militar, terá o apoio da Colômbia”.
Fonte – Renova Mídia / AFP

Bolsonaro transferirá para Jerusalém embaixada do Brasil em Israel

Depois que os Estados Unidos mudaram sua embaixada para Jerusalém, vários outros países seguiram o exemplo, incluindo a Guatemala
Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil, acena após ter votado nas eleições de 28 de outubro de 2018, na qual foi o vencedor (Buda Mendes/Getty Images)

Por Zachary Stieber, Epoch Times

O recém-eleito presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse que vai transferir a embaixada do país em Israel para Jerusalém, seguindo o exemplo do presidente Donald Trump.

Bolsonaro prometeu transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém em agosto, informou a JTA. Depois que os Estados Unidos mudaram sua embaixada para Jerusalém, vários outros países seguiram o exemplo, incluindo a Guatemala.

Bolsonaro também disse que fechará a embaixada palestina no Brasil, salientando que a Palestina não é um país.

“A Palestina é um país? A Palestina não é um país, então não deveria haver uma embaixada aqui”, disse ele.

“Com terroristas não se negocia”, acrescentou, referindo-se a como os territórios palestinos são controlados em sua maioria pelo grupo terrorista Hamas.

Bolsonaro, de 63 anos, falou muito bem de Israel durante sua campanha e disse em um certo momento que sua primeira viagem internacional como presidente seria para o país do Oriente Médio.

“Bolsonaro se destacou entre os muitos candidatos por incluir o Estado de Israel nos principais discursos que proferiu durante a campanha”, disse o cônsul honorário de Israel no Rio de Janeiro, Osías Wurman, ao JTA. “Ele ama o povo e o Estado de Israel”.

Contra o socialismo

Seu filho, Eduardo Bolsonaro, considerado uma das vozes mais influentes na campanha de seu pai, disse à Bloomberg em agosto que o Brasil deveria romper relações com o regime socialista da Venezuela e distanciar-se do Irã, que apoia vários grupos terroristas, e em troca se aproximar de Israel.

“É preciso jogar duro com a Venezuela. Será uma mudança de 180 graus em relação à Venezuela”, afirmou. “Posição pró-iraniana? Isso vai mudar”.

Sobre a transferência da embaixada de Israel para Jerusalém, ele acrescentou: “Estamos totalmente de acordo com a ideia. Nossa posição é contra o Hamas, o Hezbollah e o ISIS”.

Bolsonaro, que assumirá o cargo em 1º de janeiro de 2019, obteve 56% dos votos, contra 44% do esquerdista Fernando Haddad.

“Não podemos continuar flertando com o socialismo, o comunismo, o populismo e a extrema esquerda […] Vamos mudar o destino do Brasil”, disse Bolsonaro em discurso. O conservador disse que governará de acordo com a Bíblia e a Constituição do país.
Conversa com Trump

Bolsonaro falou com o presidente Trump depois de ser eleito.

Ambos planejam trabalhar juntos, disse Trump, que também manifestou abertamente sua oposição ao socialismo e ao comunismo.

“Eu tive uma conversa muito boa com o recém-eleito presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que venceu a eleição por uma margem substancial”, disse o presidente no Twitter.

“Concordamos que o Brasil e os Estados Unidos trabalharão juntos nas questões de comércio, forças armadas e tudo mais! Excelente ligação, desejo-lhe o melhor!

Bolsonaro disse anteriormente ao Epoch Times que admira muito a administração de Trump, incluindo “a união, o patriotismo e o fato de Trump falar de Deus e da família — valores que não estão sendo seguidos no Brasil”.

Bolsonaro: 'Magno Malta estará comigo no Planalto'

Senador pelo Espírito Santo quase foi vice na chapa do PSL

Magno Malta e Jair Bolsonaro. (Foto: Walterson Rosa/Estadão Conteúdo)

Aliado de primeira hora do então candidato Jair Bolsonaro, o senador Magno Malta (PR/ES) chegou a ser cotado para vice na chapa do PSL, mas declinou. Acabou ficando em terceiro lugar na disputa em seu estado. Durante a campanha, optou por ficar ao lado do capitão no hospital em São Paulo, dedicando-se pouco à tentativa de reeleição.

Formado em teologia e com histórico reconhecido de lutas na Frente Parlamentar Evangélica, Malta continuará atuando na política nacional no ano que vem, mas dentro do Executivo. No domingo (28), o senador divulgou um vídeo em que Bolsonaro agradece a Deus por colocá-lo na sua “vida” e faz uma promessa: “Ele estará comigo sim no Palácio do Planalto. Afinal de contas, é um grande homem e um grande valor.”

Na gravação, o presidente eleito destaca que Malta não teve “sucesso” no Espírito Santo porque “mergulhou” para ajudá-lo na disputa presidencial.

Desde que o capitão voltou para casa, após ficar quase um mês no Hospital Albert Einstein recuperando-se do atentado a faca que sofreu em 6 de setembro, a figura do senador era um nome constante no condomínio na Barra da Tijuca, RJ, que se tornou o quartel-general da campanha vitoriosa.

O presidente eleito não divulgou ainda o nome de todos os quadros do primeiro escalão e existem muitas especulações sobre quem serão os novos ministros. A promessa de Bolsonaro é de um governo técnico, mas a história política de Malta o cacifaria para atuar em diversas áreas.
Oração e provocação

Até agora, Magno Malta não tem falado sobre seu futuro em Brasília, mas sua oração de agradecimento pela vitória de Bolsonaro em rede nacional de televisão reforçou sua forte imagem de conselheiro do presidente.

Horas antes, na celebração antecipada que ocorria em frente ao condomínio onde mora Bolsonaro, o senador fez diversas afirmações contundentes e provocou adversários. Garantiu por exemplo que a partir de janeiro do ano que vem o Congresso aprovará a posse de arma de fogo para o cidadão comum no país.

Também assegurou que não passarão mais no país propostas em favor da descriminalização das drogas ou do aborto. Malta reforçou que este é um país de maioria conservadora e cristã.

Apoiado pelas milhares de pessoa que acompanhavam seu discurso no trio elétrico, mandou recados aos opositores de Bolsonaro que atacam “valores de fé, de vida e da família” brasileira.

“Maria é a mãe de Cristo e nós não vamos aceitar que esses canalhas, em nome de cultura, ataquem a virgem e chamem Jesus de viado”, disparou.

Também provocou o deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ), que deu uma cusparada em Jair Bolsonaro no dia da votação do impeachment de Dilma Rousseff, em abril de 2016.

“Estou doido para ver o Jean Wyllys cuspir no Frota”, desafiou Malta, que tinha ao seu lado o ator, eleito deputado federal pelo PSL de São Paulo.

No final, puxou uma oração onde agradeceu a Jesus por ter “nos livrado do comunismo falido e criminoso”.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Bolsonaro quer doar milhões da 'sobra de campanha' para a Santa Casa; TSE proíbe

Presidente eleito recebeu quase R$ 3,7 milhões de doações

Facada em Jair Bolsonaro. (Foto: Reuters)

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, usou o Twitter nesta terça-feira (30), para anunciar que fará uma vultuosa doação para a Santa Casa de Juiz de Fora (MG). Sua campanha teve um custou total de R$ 1.721.537 e as doações de pessoas física declaradas
à Justiça Eleitoral pelo PSL totalizam R$ 3,7 milhões por meio de “vaquinhas virtuais”. Sendo assim, ficou um saldo de pelo menos 2 milhões.

Bolsonaro doará essa “sobra” para o hospital beneficente onde foi operado após ser vítima de um ataque a faca, no dia 6 de setembro. O político disse estar confiante que as pessoas que fizeram as doações “estarão de acordo” com sua decisão.

Nossa campanha custou cerca de R$ 1,5 milhão, menos que a metade do que foi arrecadado com doações individuais. Pretendo doar o restante para a Santa Casa de Juiz de Fora, onde nasci novamente. Acredito que aqueles que em mim confiaram estarão de acordo. Muito obrigado a todos!
O prazo de prestação de contas de campanha encerra em 17 de novembro. Por isso, os valores ainda não são oficiais. Horas depois da declaração de Bolsonaro, o TSE disse isso não é possível. O Tribunal informou em nota que “a legislação eleitoral não permite a doação, uma vez que as sobras de campanha devem retornar ao partido e o comprovante de transferência deve ser enviado junto com a prestação de contas à Justiça Eleitoral”.

A repercussão do anúncio de doação do presidente nas redes sociais foi positiva, com muitos usuários expressando admiração pelo gesto incomum em um país onde os políticos com frequência viram notícia por tirar dinheiro e não doá-lo.

A campanha do PSL optou por abrir mão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, dinheiro do contribuinte e custou 20 vezes menos que a de Fernando Haddad (PT), que declarou ter gasto R$ 34.400.867. A mais cara do primeiro turno foi a de Henrique Meirelles (MDB) que destinou R$ 57.030.000 para as eleições.
Santa Casa passa por dificuldades

A Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora foi responsável pelo primeiro atendimento a Bolsonaro após o golpe desferido por Adelio Bispo de Oliveira durante o comício na cidade.

A instituição é uma das muitas entidades filantrópicas do país que passa por dificuldades financeiras. Tendo completado 164 anos 30 dias antes de receber o então presidenciável, ela convive com prejuízos relacionados a repasses do SUS que ultrapassam R$ 27 milhões, segundo levantamentos de 2017.

Seu maior problema é a defasagem da tabela de repasses do Sistema Único de Saúde (SUS). Mais de 70% dos atendimentos realizados pelo hospital no ano passado foram destinados a pacientes do SUS.

O tratamento oferecido a Bolsonaro, que ocupou um dos 523 leitos da casa antes de ser transferido para São Paulo, também foi pelo sistema público.

Bolsonaro recebe ligação de Netanyahu e fará viagem a Israel

Presidente eleito foi convidado pelo presidente Donald Trump e também irá aos EUA em breve

Jair Bolsonaro, Donald Trump e Benjamim Netanyahu. (Foto: Montagem)

Logo após ser anunciado como novo presidente do Brasil, na noite deste domingo (28) Jair Bolsonaro (PSL) recebeu um telefonema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O mandatário americano comentou o assunto no Twitter hoje pela manhã, destacando que busca “trabalhar junto” com o capitão.

Nesta segunda, o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM/RS), anunciado como futuro ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro confirmou que as primeiras viagens internacionais do presidente eleito já estão definidas: Chile, Estados Unidos e Israel.

Ligação do governo de Israel

Na tarde desta segunda (29), a mídia israelense divulgou que a ida a Israel, uma promessa de campanha do peselista, deve ocorrer logo no início do mandato. Embora ainda não tenha falado sobre o assunto depois de eleito, desde o final do ano passado que Bolsonaro vem dizendo que pretende reconhecer Jerusalém como capital e transferir para lá a embaixada brasileira.

O primeiro-ministro Benjamin Natanyahu ligou para Bolsonaro, parabenizando-o e afirmou: “Estou confiante e acredito que sua eleição irá reforçar a grande amizade entre nossos povos e fortalecer os laços entre Brasil e Israel. Estamos aguardando sua visita a Israel!”





Uma publicação partilhada por Benjamin Netanyahu (@b.netanyahu) a

Cerca de meia hora depois, respondeu através do Twitter. Além de agradecer os cumprimentos do premiê, afirmou: “Nossos laços de amizade se traduzirão em acordos onde nossos povos serão os maiores beneficiados”.


Segundo sua assessoria, o novo presidente permanecerá no Rio de Janeiro esta semana e deverá apresentar os nomes que integrarão a equipe de transição em 1º de novembro. A confirmação de seu roteiro de viagens internacionais depende ainda dos resultados da nova cirurgia, para análise de sua colostomia, a qual deverá ser submetido.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Comandante do Exército parabeniza Bolsonaro pela eleição

General Eduardo Villas Bôas também felicitou TSE 'pela condução firme da eleição'


Comandante do Exército parabeniza Bolsonaro pela eleição


O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, cumprimentou o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) pela vitória. "Felicito nosso povo pela demonstração de civilidade nesse momento tão democrático. Cumprimento especialmente o PR eleito Bolsonaro pela escolha que a gente brasileira vocalizou nas urnas", escreveu no Twitter. Ele também parabenizou outros eleitos, não eleitos e o TSE, "pela condução firme da eleição".

Quando Bolsonaro sofreu um atentado à faca, em 6 de setembro, Villas Bôas divulgou nota em que repudiava "veementemente" o ato de violência. O comandante do Exército disse em entrevista ao Estado que o ataque ao então candidato, “é a materialização das preocupações que a gente estava antevendo de todo esse acirramento dessas divergências, que saíram do nível político e já passaram para nível comportamental das pessoas”.

Casa Branca confirma telefonema de Trump para Bolsonaro após eleição

Casa Branca confirma telefonema de Trump para Bolsonaro após eleição

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou para o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, na noite de domingo, para parabenizá-lo pela vitória na eleição presidencial, e ambos expressaram compromisso em trabalhar juntos, informou a Casa Branca.

Trump e Bolsonaro concordaram em “trabalhar lado a lado para melhorar as vidas das populações dos Estados Unidos e do Brasil e, como líderes regionais, das Américas”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, em comunicado.
Trump diz que teve conversa "muito boa" com Bolsonaro após eleição

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira em mensagem no Twitter ter tido uma conversa “muito boa” com o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, acrescentando que os dois concordaram em trabalhar juntos em áreas como comércio e defesa.



“Tive uma conversa muito boa com o novo presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, que ganhou sua eleição com uma margem significativa. Nós concordamos que o Brasil e os Estados Unidos trabalhão juntos no comércio, defesa e tudo mais. Ligação excelente, dei os parabéns”.

Na noite de domingo, a Casa Branca informou que Trump ligou para Bolsonaro para parabenizá-lo pela vitória na eleição presidencial. Bolsonaro, do PSL, venceu a disputa pelo Palácio do Planalto com 55,1 por cento dos votos válidos, contra 44,9 por cento de seu adversário, Fernando Haddad, do PT.

Macron parabeniza Bolsonaro e diz que França espera continuar cooperação com Brasil



O presidente da França, Emmanuel Macron, parabenizou nesta segunda-feira o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, pela vitória na eleição presidencial de domingo, acrescentando que Paris deseja continuar a cooperar com o Brasil em aéreas como questões ambientais.

“O Presidente da República Emmanuel Macron parabeniza Jair Bolsonaro, que foi eleito pela população do Brasil para se tornar presidente da República Federativa do Brasil no domingo, dia 28 de outubro”, disse o gabinete de Macron em comunicado.

“A França e o Brasil têm uma parceria estratégica baseada em valores em comum de respeito e da promoção dos princípios democráticos”, acrescentou Macron no comunicado. “É com respeito a esses valores que a França deseja continuar sua cooperação com o Brasil ao lidar com importantes questões, assim como áreas como a paz, segurança internacional e questões ambientais dentro do contexto do Acordo Climático de Paris”, afirmou.

Maduro faz apelo para que governo Bolsonaro retome relações com a Venezuela
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, felicitou o Brasil pelas eleições e fez um apelo para que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), retome o caminho das relações diplomáticas com o país, mergulhado em uma grave crise política e econômica.

“O governo bolivariano aproveita a ocasião para conclamar ao novo presidente eleito do Brasil a retomar, como países vizinhos, o caminho das relações diplomáticas de respeito, harmonia, progresso e integração regional, pelo bem-estar de nossos povos”, disse Caracas em nota publicada no Twitter pelo ministro das Relações Exteriores.

O governo venezuelano ratificou seu compromisso de continuar trabalhando com o “irmão povo brasileiro na luta por um mundo mais justo, multicêntrico e pluripolar em que prevaleça a livre autodeterminação dos povos e a não-interferência nos assuntos internos”, segundo a nota.

O posicionamento de Caracas ocorre após vitória de Bolsonaro, que repetidamente durante a campanha afirmou que não deixaria que o Brasil virasse uma Venezuela. Eleitores do capitão reformado e seus aliados acusam governos passados do PT de se associarem à Venezuela, assolada por uma grave crise que tem levado muitos venezuelanos a buscarem refúgio no Brasil.

Matteo Salvini - Itália

O ministro do Interior da Itália e vice-premiê, Matteo Salvini (Liga), escreveu: “Também no Brasil, os cidadãos mandaram para casa a esquerda. Bom trabalho ao presidente #Bolsonaro, a amizade entre nossos povos e nossos governos será ainda mais forte”. Ele encerrou essa postagem com a hashtag #OBrasilVota17.

Salvini disse ainda que “depois de anos de conversas improdutivas [entre Roma e Brasília], pedirei que seja extraditado à Itália o terrorista vermelho #Battisti”.

Ele se refere ao ex-ativista Cesare Battisti, condenado na Itália por quatro assassinatos cometidos nos anos 1970, quando era membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo. Preso em 2007 no Brasil, teve sua extradição autorizada pelo STF, mas barrada pelo ex-presidente Lula.

A aplicação da medida ainda espera apreciação da 1ª Turma do Supremo. De seu lado, em publicação na internet no último dia 16, Bolsonaro prometera “extraditar o terrorista Cesare Battisti, amado pela esquerda brasileira, imediatamente, em caso de vitória nas eleições” –o que afrontaria o STF.

Eleição comprova que 'virada' do comunista Haddad em São Paulo era uma farsa

A tal “virada” na cidade de São Paulo apontada pela pesquisa Ibope – que foi amplamente divulgada pela velha mídia e a Caneta afirmou que era uma farsa– não aconteceu.

Bolsonaro teve 60,38% dos votos válidos na capital paulista contra 39,62% de Haddad. O petista só venceu em 6 zonas eleitorais. Um vexame para o PT e para o Ibope.


Chamado de 'nazista'pela esquerda, Bolsonaro vence no estado judeu

Os eleitores brasileiros que moram em Israel, o estado judeu, discordaram da esquerda que chama Bolsonaro de “nazista”.

Foram 539 votantes em três urnas eletrônicas na cidade de Tel Aviv, sendo que 77,27% deles (391) votaram em Bolsonaro e 22,73% (115) votaram em Fernando Haddad.

Mudança da embaixada

Uma das promessas de campanha de Bolsonaro é o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e a transferência da embaixada brasileira para lá. Essa é uma pauta que agrada a maioria dos judeus.

O Brasil seguiria o exemplo do presidente norte-americano Donald Trump e teria um grande impacto na política externa do país.

Em diferentes entrevistas, o candidato do PSL disse que sua primeira viagem internacional seria para Israel, país que visitou como deputado em 2016. O plano é trazer tecnologia israelense para combater a seca no Nordeste, tornando a terra produtiva. As condições climáticas das duas regiões são muito semelhantes.

Oração de Magno Malta abre pronunciamento do novo presidente do Brasil capitão Jair Messias Bolsonaro

Presidente afirmou que está em uma "missão de Deus" e começou discurso da vitória com versículo bíblico.
Oração de Magno Malta por Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução / Youtube)

Logo após o Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) anunciar que seria o novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL) fez uma transmissão ao vivo pelas redes sociais.

Mantendo o estilo consagrado ao longo da campanha, gravou de sua casa, ladeado pela esposa Michele e uma intérprete para a Língua Brasileira de Sinais. Em pouco mais de quatro minutos ele falou sobre fé em Deus e o sentimento de estar cumprindo uma “missão”.

Pouco tempo depois, em rede nacional de televisão, fez uma oração com o senador Magno Malta, que é cotado para ser seu ministro. O político agradeceu a Deus pela vitória, lembrando que durante todo o processo buscou-se uma dependência do Senhor. Chamando Bolsonaro de “cristão verdadeiro, cheio de fé, de coragem e de esperança”.

Malta enfatizou que eles iriam “lutar pelas famílias e pelas crianças do Brasil” e disse que sendo o país “majoritariamente cristão”, a fé fez parte de todo o processo eleitoral.

Em seguida, o presidente eleito abriu seu discurso de agradecimento citando o que designou como seu slogan de campanha, baseado em João 8:32: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Afirmou ainda que nunca se sentiu sozinho, pois sempre sentiu “a força de Deus e do povo brasileiro”.

Agradecendo as orações feitas em seu favor, fez um juramento a Deus, comprometendo-se em fazer de seu governo “um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade”.

“A verdade vai libertar este grande país e a liberdade irá nos transformar em uma grande nação”, garantiu Bolsonaro. Ressaltou também que nas urnas ocorreu hoje “a celebração de um país pela liberdade. “Temos o compromisso de fazer um governo decente, comprometido com o nosso povo e assim o será” , assegurou. Finalizou destacando que seu governo “será formado com o propósito de transformar esta nação”.

Assista!

Venezuelanas se prostituem para alimentar a família

“Todo dia peço a Deus que eles sejam bons comigo”, disse uma delas sobre os clientes

Joli, 35, durante entrevista. (Foto: AFP)

Mães, filhas e irmãs agora vivem exiladas na Colômbia. Todas essas mulheres fugiram da fome na Venezuela. Não havia mais emprego, nem outra forma de ganhar dinheiro para comprar comida.

A hiperinflação e a crise econômica do país fez com que muitos venezuelanos partissem sem rumo. Quando essas mulheres chegaram na Colômbia, não havia emprego formal, então elas foram parar em bares sórdidos e começaram uma vida de prostituição.

Entre lágrimas, elas contam que sentem nojo, mas economizam cada peso que ganham para enviar aos parentes que passam fome.

Patrícia, 30 anos, é uma delas. Mãe de três filhos, ela também iniciou nessa vida, na cidade de Arauca. Ela contou que certa vez, um cliente bêbado bateu nela e a estuprou. “Há clientes que te tratam mal e isso é horrível. Todo dia peço a Deus que eles sejam bons comigo”, disse.
De professora a prostituta

Alegría, 26 anos, é professora de história e geografia, mas agora trabalha em um bordel. Em fevereiro deste ano, ela partiu, como centenas de milhares, para a Colômbia. Durante três meses, foi garçonete em Arauca, em troca de comida e hospedagem.

Com a crise econômica na Venezuela, chegou a receber um salário de 312 mil bolívares (menos de um dólar). Ela conta que esse valor não era mais o suficiente para comprar nem o macarrão.

Atualmente, como prostituta, ela fatura entre 90 a 300 mil pesos (30 a 100 dólares) quando “a noite é boa”. O salário mensal na desvalorizada moeda venezuelana equivale a 29 dólares. Seis de seus parentes, incluindo seu filho de 4 anos, sobrevivem em sua terra graças a ela. O nome “Alegría”, na verdade, é um apelido que ela escolheu ironicamente.
Consequências da crise

“Nunca passou pela nossa cabeça nos prostituir, fizemos por causa da crise”, disse Joli, 35 anos. Em 2016, ela perdeu o emprego como distribuidora de jornais na Venezuela. “Não havia mais papel para imprimi-los!”

Depois disso, perdeu o homem com quem ia se casar por causa de um ataque cardíaco, devido à falta de medicação na Venezuela. O pai de seus filhos também morreu de insuficiência renal. Na Colômbia, acabou entre a cruz e a espada.

Confiando seus três filhos a sua mãe, ela foi de cidade em cidade, de um emprego para outro. Sem passaporte, conseguiu cruzar a fronteira sem mala, apenas com as roupas que usava.

Sem conseguir trabalho, optou por vender o próprio corpo na cidade de Bucaramanga, nordeste da Colômbia. A mãe não imagina como é a vida de Joli.
Redes de prostituição

Essas mulheres são apenas alguns exemplos da trágica história da Venezuela. Elas eram dignas, tinham um lar, uma família e um trabalho. Hoje, vivem como prostitutas, sujeitas a todo tipo de situação.

Segundo Jhon Jaimes, psicólogo de uma ONG atuante por lá, elas sofrem de ansiedade, episódios depressivos e sintomas de estresse pós-traumático. Sem contar as doenças venéreas, além de dengue e malária.

Muitas engravidam em relações desprotegidas, por exigência de alguns clientes, embora a ONG ofereça preservativos. Essas mulheres fazem parte de um grupo vulnerável que está exposto às redes de tráfico.

Nicolás Dotta, coordenador do MDM (Médicos do Mundo) na Colômbia, enfatizou sobre o alto número de mulheres venezuelanas que estão sendo vítimas dessas redes, “não apenas na Colômbia, mas em outros países da região e Europa”, advertiu.

De acordo com informações da ONU, quase 1,9 milhão de venezuelanos emigraram desde 2015, principalmente para países da região, quando a crise piorou. Com informações IstoÉ

Exposição no Rio tem obra sobre 'queima de igrejas'

Mostra "Quem não luta tá morto – arte democracia utopia" aborda "questões de gênero"

Exército Queer incendeia igrejas. (Foto: Reprodução)

Desde o dia 15 de outubro está acontecendo no Museu de Arte do Rio (MAR) a exposição “Quem não luta tá morto – arte democracia utopia”. Conforme seu site oficial, ela reúne mais de 60 obras que pretendem “propor o debate de temas como direito à habitação, violência urbana e contra a mulher, racismo e questões de gênero”.

Em vídeo que circulas nas redes sociais, fica evidenciado que o viés político de esquerda predomina na exposição.

Entre os artistas estão alguns que também tiveram obras expostas no controverso “Queer Museu”, que apresentava peças consideradas vilipêndio à fé cristã.

Na exposição do MAR, chama a atenção a tapeçaria de Randolpho Lamonier. Parte da série “Profecias”, de sua autoria, ela diz: “Exército Queer incendeia igrejas e inaugura o estado laico no Brasil – 2028”. A apologia à violência fica evidenciada pela presença de um fuzil e uma granada na tapeçaria.

O uso da palavra “queer” – esquisito, em ingês – é comum no meio LGBT como um sinônimo de alguém que não é heterossexual.



Série Profecias

Não é a primeira vez que essa mensagem é exposta em museu brasileiros. Em julho, “Profecias” foi exibida na Associação Cultural Video Brasil.

Uma das obras, “Mapa das rebeliões dxs operárixs da indústria. Cidade Industrial – Contagem – 2023”, mostra operários incendiando as fábricas onde trabalham. Já “MST sai em cruzada nacional e faz a reforma agrária com as próprias mãos – 2021”, remete à luta armada pelo grupo maoísta Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

Por fim, “Guerreirxs Guarani Kaiowá vencem luta por sua terra ancestral – 2034”, remete à imagem de uma tomada de poder nacional, com o Congresso brasileiro sendo incendiado.

Guerreiros Guarani Kaiowa. (Foto: Divulgação)

domingo, 28 de outubro de 2018

Governo da Hungria decide não financiar mais a ideologia de gênero

Hungria tem se destacado por suas posturas conservadoras, na contramão do “politicamente correto”

Imagem: Federalist

O governo da Hungria deixou de financiar e credenciar universidades para seus programas de mestrado e doutorado em “estudos de gênero”. A justificativa é que essa disciplina foi considerada “uma ideologia e não uma ciência”.

Para o vice-primeiro-ministro do país, Zsolt Semjén, o mercado de trabalho não exige dos graduandos esse tipo de conhecimento. “Ninguém quer contratar um especialista em gênero”, assegura.

O primeiro-ministro Viktor Orbán emitiu um decreto, em 12 de outubro, eliminando os estudos para os novos alunos de pós-graduação. Os estudantes que já estão matriculados poderão continuar, mas não haverá novas salas, confirmou o governo.

O chefe de gabinete do premiê, Gergely Gulyas, declarou recentemente que governo húngaro tem a opinião clara de que as pessoas nascem homens ou mulheres. “Conduzam suas vidas como acharem melhor, mas o Estado húngaro não quer gastar fundos públicos em educação relacionando esse tema”, acrescentou.

Oposição

A medida afetou as universidades Eötövs Lóránd, com sede em Budapeste, e a Universidade da Europa Central, fundada por George Soros, o bilionário húngaro que promove dessa agenda em todo o mundo.

Em março de 2017, o secretário de Estado da Educação, Bence Rétvári, assegurou que os “estudos de gênero, como o marxismo-leninismo, poderiam ser mais considerados como uma ideologia do que uma ciência, por isso é questionável se alcança o nível para o ensino universitário”.

Recentemente, a Bulgária e a Polônia também se posicionaram contra a ideologia de gênero. Os três países em questão estavam sendo pressionados pela União Europeia para aceitar o “modismo”.

Na ocasião, os juízes denunciaram o quanto esse tipo de ideologia era prejudicial, principalmente para o público feminino. “Se a sociedade já não diferencia o homem da mulher, a luta contra a violência às mulheres se torna impossível”, dizia o texto. Com informações ACI

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Entrevista: Olavo de Carvalho fala sobre comunismo no Brasil e na América Latina

"O Partido dos Trabalhadores é o Partido Comunista. Nós não podemos mais esconder isso"

Por J. R. Nyquist

Olavo de Carvalho é uma das principais vozes do ressurgimento conservador do Brasil. Ele é escritor, professor e crítico da esquerda política no Brasil.

J.R. Nyquist: É um prazer falar com você, Olavo. Talvez você possa nos dizer o que está acontecendo no Brasil.

Olavo de Carvalho: Você sabe, os comunistas e marxistas sempre condenaram a burguesia, dizendo que eles definiam a democracia apenas por traços legais e formais, sem levar em conta a substância das relações de poder. Eles sempre diziam isso. Mas agora no Brasil, os comunistas estão usando o sistema formal de poder e legalidade. Eles se escondem atrás do formalismo para tornar invisíveis as relações de poder.

Toda a pesquisa de opinião mostra que a maior parte da população brasileira — cerca de 70 a 80% — é extremamente conservadora, especialmente do ponto de vista moral e religioso. Em um país onde a maioria da população é conservadora, não há partido conservador (até recentemente), não há jornal conservador, não há canal de TV conservador, não há universidade conservadora, não há nada conservador! Então, a maioria das pessoas não tem como expressar sua opinião. Esta é uma relação real de poder. Mas formalmente, legalmente, somos uma democracia, então os comunistas adotaram o “esquema burguês” de se esconder atrás de formalidades para tornar invisíveis as verdadeiras relações de poder.

J.R. Nyquist: Você está dizendo que o Partido dos Trabalhadores é uma fachada para os comunistas?

Olavo de Carvalho: Não, eles são o Partido Comunista. Nós não podemos mais esconder isso. Recentemente, li um livro do atual candidato do Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad, chamado “Em Defesa do Socialismo”. Em 1998, ele escreveu uma espécie de atualização do “Manifesto Comunista”. Ele usou algumas coisas da Escola de Frankfurt e ele propôs uma nova estratégia para o Partido dos Trabalhadores. Não é novo. É a mesma estratégia proposta há décadas por Herbert Marcuse e outros. Mas ele diz que é novo e tudo o que ele diz é que a prática real do Partido dos Trabalhadores está seguindo “O Manifesto Comunista”. É o próprio Haddad quem diz isso, não eu.

J.R. Nyquist: Então o Brasil está lutando contra um poder comunista que entrou no governo.

Olavo de Carvalho: Mas eles não controlam apenas o governo. Eles controlam toda a mídia, com uma ou duas pequenas exceções. Eles controlam todas as universidades. Eles controlam todas as instituições culturais. Eles controlam praticamente tudo. As pessoas não têm canal para expressar sua opinião. A razão pela qual tantas pessoas saíram às ruas para gritar e protestar é porque esse é o único recurso delas.

J.R. Nyquist: E agora Jair Bolsonaro é o candidato de um novo partido político, que é conservador, e ele está ameaçando derrubar o controle comunista do ramo executivo do governo federal do Brasil. Correto?

Olavo de Carvalho: Sim, isso mesmo. É claro que os comunistas estão reagindo violentamente, acusando Bolsonaro de ser fascista, nazista e assim por diante. Eles estão até criando alguns falsos crimes nazistas para acusá-lo. Essas acusações são ridículas e infantis.

J.R. Nyquist: Essas acusações são lideradas pela mídia brasileira?

Olavo de Carvalho: Toda a mídia dá espaço para eles. Não é só Haddad quem está dizendo isso. São todos os grandes jornais, os grandes canais de TV e assim por diante. Eles dizem que houve mais de 50 crimes nazistas nos últimos dias. Mas nada disso aconteceu.

J.R. Nyquist: É uma campanha de difamação, então?

Olavo de Carvalho: Uma campanha de difamação, não só no Brasil, mas eles têm apoio em todos os lugares, nos Estados Unidos e na Europa. Há uma campanha global de calúnias em andamento. Alguém postou no meu Facebook uma lista de mais de 200 organizações de mídia que difamaram Bolsonaro em todo o mundo. É um assunto muito sério. Por outro lado, Bolsonaro sofreu um atentado contra sua vida e a investigação não aparece em nenhuma mídia. Silêncio total.

J.R. Nyquist: Reportagens da mídia aqui nos Estados Unidos não oferecem muitos detalhes. Eles disseram que Bolsonaro foi esfaqueado. Isso foi tudo que ouvimos.

Olavo de Carvalho: O sujeito que cometeu a tentativa de assassinato, Adelio Bispo de Oliveira, era um membro do PSOL, que é o Partido Socialismo e Liberdade. É uma espécie de partido comunista.

J.R. Nyquist: Primeiro os socialistas difamam Bolsonaro, depois tentam assassiná-lo.

Olavo de Carvalho: Sim, sim, sim.

J.R. Nyquist: Do que eles têm tanto medo?

Olavo de Carvalho: Eles cometeram tantos crimes enquanto mantêm o poder, que não podem permitir que outra parte tome o poder agora, porque sabem que serão punidos.

J.R. Nyquist: Existe uma ameaça de guerra civil no Brasil?

Olavo de Carvalho: Não, porque as pessoas não têm armas. Elas não poderiam reagir. Esta não é uma guerra civil.

J.R. Nyquist: O exército não vai proteger as pessoas?

Olavo de Carvalho: Eu realmente não acredito que eles sigam ordens para atirar nas pessoas. Mas também eles não irão se mobilizar para defender o povo. Todos os generais do exército foram muito inativos durante estes anos. Nos anos 90, eu fiz várias palestras em instituições militares no Brasil. Eu expliquei tudo o que estava acontecendo e tudo o que poderia acontecer. Todos os meus avisos se tornaram realidade. O Partido dos Trabalhadores fez tudo o que eu previ. Foi inútil. Os militares permaneceram inativos porque foram tão criticados na mídia que ficaram inibidos. Eles são tímidos agora.

J.R. Nyquist: Dada a situação que você descreve, Bolsonaro e aqueles que o apóiam devem ser muito corajosos.

Olavo de Carvalho: Muito, muito corajosos. E outra coisa, eles não têm dinheiro! O outro lado tem muito dinheiro. São financiados por bancos brasileiros, por bancos internacionais e assim por diante. Não há limite para a quantia de dinheiro que eles podem usar. E Bolsonaro não tem dinheiro nenhum! A maior parte de sua campanha foi feita pela internet, por blogs e pelo Facebook.

J.R. Nyquist: E ele está à frente nas pesquisas?

Olavo de Carvalho: Sim! Ele está à frente nas pesquisas. E o primeiro turno revelou um comparecimento maior do que o esperado.

J.R. Nyquist: Houve trapaça no primeiro turno da votação presidencial?

Olavo de Carvalho: Ocorreram 16 mil casos de irregularidades na votação. E todas essas irregularidades foram contra o Bolsonaro. As máquinas de votação têm algum preconceito contra ele.

J.R. Nyquist: Foram essas as máquinas de votação da Venezuela?

Olavo de Carvalho: Sim, sim, exatamente, as máquinas Smartmatic. E o governo anunciou que quem fala em fraude será punido. Então você não ousa falar em fraude. A fraude eleitoral em si não é um crime no Brasil. O crime está em expor a fraude. Então, agora eles terão que prender 16 mil pessoas por denunciarem fraude eleitoral.

O Partido dos Trabalhadores se dá o direito de cometer fraudes e permanecer impune. Como as pessoas podem acreditar que estamos em uma democracia quando o governo ameaça mandar para a cadeia qualquer um que descubra uma fraude eleitoral?

J.R. Nyquist: No entanto, o Brasil tem testemunhado a criação de um partido político conservador em um momento em que nenhum outro existia e o candidato conservador está liderando nas pesquisas. Parece que, apesar de tudo, o povo brasileiro tem enfrentado a situação.

Olavo de Carvalho: Pela primeira vez, entre 2013 e 2015, as pessoas se levantaram como se fossem um homem só, contra todas essas coisas. Foi um momento muito heróico. Uma coisa muito linda de se ver. E agora a candidatura de Bolsonaro é uma continuação natural desse movimento, um segundo capítulo desse movimento. Eu chamo isso de Revolução Brasileira.

J.R. Nyquist: Como a elite brasileira ficou sob o controle marxista?

Olavo de Carvalho: Na década de 1960, os comunistas adotaram a estratégia de Antonio Gramsci: ocupar os espaços [culturais]. Eles trabalharam pouco a pouco, muito pacientemente, ocupando todos os espaços [culturais] e expulsando todos os seus inimigos. Levaram mais de 50 anos. Por muito tempo, eu fui uma voz solitária. Mas não mais. Muitos dos meus leitores e alunos escrevem livros e blogs. Alguns deles são muito bons.

J.R. Nyquist: E a mídia da elite não os reconhecerá.

Olavo de Carvalho: Sim, porque toda a história desse poder de esquerda no Brasil é também a história da destruição da alta cultura no Brasil. Eles destruíram tudo. Nos anos 60, nós tivemos grandes pensadores e escritores.

O Partido dos Trabalhadores, quando nasceu, prometeu destruir a elite, o que eles chamaram de “The Establishment”. Eles leram um livro do grande sociólogo brasileiro Raymundo Faoro, “Os Donos do Poder”. Ele mostrou que o Brasil é um país onde as pessoas não têm chance. E o Partido dos Trabalhadores pareceu prometer destruir a elite.

Mas, ao mesmo tempo, eles adotaram a estratégia de Gramsci. Essa estratégia consistia em o Partido se tornar a elite. Eles queriam fazer a revolução de Faoro usando os métodos de Gramsci. Isto é impossível.

J.R. Nyquist: E sobre a influência chinesa comunista no Brasil?

Olavo de Carvalho: Sim, os chineses estão comprando tudo no Brasil. Não podemos medir a extensão do poder chinês no Brasil. É algo enorme.

J.R. Nyquist: Os chineses estão apoiando o Partido dos Trabalhadores?

Olavo de Carvalho: Claro, claro, e também os iranianos.

J.R. Nyquist: E se Bolsonaro ganhar a eleição, que mudanças trará?

Olavo de Carvalho: Primeiro, ele terá que reprimir os traficantes de drogas. Os traficantes de drogas ganham muito dinheiro. Eles subornam todo mundo. Eles controlam uma grande parte do país. Este é o primeiro problema. O Brasil tem 70 mil assassinatos por ano. Isso significa três Guerras do Iraque em um ano.

J.R. Nyquist: E isso é devido aos [traficantes de drogas]?

Olavo de Carvalho: Sim, e os [traficantes de drogas] são protegidos pelo Partido dos Trabalhadores e pelo governo.

J.R. Nyquist: Então os comunistas estão usando o tráfico de drogas e o crime organizado?

Olavo de Carvalho: Sim. Praticamente um monopólio do narcotráfico no Brasil pertence às FARC, que são as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. O traficante brasileiro Fernando Beira-Mar confessou que todos os anos comprava armas para as FARC e as trocava por 200 toneladas de cocaína para distribuir no mercado brasileiro. Então você pode concluir que as FARC têm o monopólio do mercado de drogas no Brasil.

Bem, as FARC são membros do Foro de São Paulo, que é uma organização de 200 partidos, todos comunistas. É a nova Internacional Comunista da América Latina. Foi fundado e presidido por Lula da Silva, o presidente do Partido dos Trabalhadores. Então, eles são todos parceiros: as FARC, o Partido dos Trabalhadores e assim por diante.

J.R. Nyquist: Então o objetivo deles, como a nova Internacional Comunista da América Latina, é repetir o que eles fizeram com a Venezuela no Brasil, na Colômbia, na Bolívia e na Argentina …

Olavo de Carvalho: Em toda a América Latina. E nenhum outro país, depois da Venezuela, está em posição tão perigosa quanto o Brasil.

J.R. Nyquist: Se você pudesse aconselhar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e lhe contar algo sobre a situação do Brasil, o que você diria?

Olavo de Carvalho: Eu diria a ele que não se pode permitir que toda a América Latina ceda aos comunistas. Esta seria a morte dos Estados Unidos. É uma situação muito perigosa, mesmo para os norte-americanos.

J.R. Nyquist é colunista do WorldNetDaily, SierraTimes e Financial Sense Online. Ele é o autor dos livros ““Origins of the Fourth World War” e “O Tolo e Seu Inimigo”, bem como co-autor de “The New Tactics of Global War”

Fonte - https://www.epochtimes.com.br/entrevista-olavo-de-carvalho-fala-sobre-comunismo-no-brasil-e-na-america-latina/

Jair Bolsonaro: 'se eu for presidente, ideologia de gênero vai deixar de existir”

Candidato disse que valorizar a família é fortalecer o Estado

O candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), foi entrevistado nesta semana pela Rede Gospel de Televisão. Em sua residência, na Barra da Tijuca, RJ, falou sobre as metas e planos de governo que pretende implementar caso seja eleito.

Ele destacou alguns dos temas onde há mais divergências entre a sua candidatura e a de Fernando Haddad (PT): família, respeito à criança em sala de aula, ideologia de gênero, combate à violência e respeito às religiões.

Ao citar a necessidade do resgate de valores cristãos históricos, ele afirmou: “Sei do tamanho da responsabilidade que recairá sobre nós, caso venhamos a nos eleger”.

Homofobia

Bolsonaro garantiu não ser homofóbico e reiterou que só queria rebater o material patrocinado pelo Ministério da Educação que, segundo ele, é composto de livros, cartazes e filmes “que deixariam qualquer um de cabelo em pé”.

“Eu denunciei isso de forma bastante pesada, no final de 2010. Em 2011, eu já tinha o apoio das bancadas católica e evangélica”, lembra.

Embora Dilma Rousseff, que era presidente na época, tenha reconhecido que o material era inadequado o vetou, “eles seguiram em frente e trocaram o nome, passando a utilizar o termo ideologia de gênero”.

“Se eu for presidente isso vai deixar de existir”, garante.

Novo jeito de governar

“No Brasil quem não mente não consegue sucesso na política, é quase que uma norma isso. E eu resolvi fazer exatamente o contrário”, disparou.

Com 28 anos de atuação parlamentar, Bolsonaro tem o apoio de mais de 70% dos evangélicos, segundo algumas pesquisas. Ao ser questionado sobre o que os cristãos devem esperar dele, tem respostas que prometem respeito às famílias e em especial às crianças.

“Está na Constituição que o casamento é entre homem e mulher”, inicia. “Ideologia de gênero, com isso eu não posso concordar, com esse seminário LGBT infantil que ficou conhecido como kit gay”, mencionou.

Além disso, justificou que ao valorizar a família, o próprio Estado é fortalecido. “Uma família bem estruturada é lucrativa para o próprio Estado”, emendou.

Frases polêmicas

“Falam que eu prego a violência, só que quem levou a facada fui eu”, se defendeu. E ao se referir às suas “frases” tão lembradas atualmente pela mídia, reconheceu que são pesadas.

“Eu reconheço, mas foi dentro da Comissão de Direitos Humanos, junto com o Marco Feliciano, jogando no mesmo time”, assegurou que foi em momentos de grande tensão.

Um milagre de Deus

“Os médicos dizem que a cada 100 pessoas que recebem uma facada como essa, apenas 1 sobrevive. Então eu sou um sobrevivente, segundo eles. Mas eu acho que isso foi um milagre de Deus”, disse.

Entre os últimos temas da entrevista, comentou sobre as fake news e disse não ter tido acesso a nenhuma delas. “O que foi disparado contra o PT? Eu queria ver um vídeo ou uma imagem. Disseram que foi para derrubar o PT, mas não precisa de fake news pra isso, o PT se derruba com a verdade”, apontou.

Finalizou dizendo que, se for presidente, terá uma equipe com muitos cristãos, desde que sejam competentes para o cargo. “O PT aparelhou quase todas as instituições com gente que pensa diferente de nós, que não tem sentimento cristão como nós temos”, mencionou. “No primeiro dia de mandato pretendo formar um time que pode ser campeão”, concluiu.

Assista!