sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Almirante de Esquadra Bento Alburquerque é indicado para cargo de Ministro de Estado de Minas e Energia

O Presidente Eleito, Jair Bolsonaro, divulgou, por meio de suas mídias oficiais, a indicação do Almirante de Esquadra Bento Albuquerque para o Cargo de Ministro de Estado de Minas e Energia, neste dia 30 de novembro.

O Almirante Bento, carioca, 60 anos, atual Diretor-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM), iniciou a carreira militar em 1973.

Como Oficial submarinista, comandou os Submarinos “Tamoio” e “Tonelero”, a Base de Submarinos “Almirante Castro e Silva” e, também, a Força de Submarinos da Marinha do Brasil, tendo sido, ainda, Chefe de Gabinete do Estado-Maior da Armada, Chefe do Gabinete do Comandante da Marinha e Comandante em Chefe da Esquadra.

Em sua formação, o Almirante Bento realizou os Cursos de pós-graduação em Ciências Políticas pela Universidade de Brasília; MBA em Gestão Pública pela Fundação Getúlio Vargas; e MBA em Gestão Internacional pela COPPEAD da Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de vários Cursos Militares da Escola de Guerra Naval e do Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia da Escola Superior de Guerra.

No Congresso Nacional, atuou como Assessor Parlamentar do Gabinete do então Ministro da Marinha e como Assessor-Chefe Parlamentar do Comandante da Marinha.

A experiência internacional do Almirante Bento inclui o Cargo de Diretor-Geral da Junta Americana de Defesa (JID), Entidade vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington-DC, EUA; e o posto de Observador Militar da Organização das Nações Unidas (ONU) durante a Guerra da Bósnia, primeiro na cidade de Sarajevo e, depois, em Dubrovnik, na Croácia.

Antes de chegar à Direção-Geral da DGDNTM, Órgão que comanda todas as Unidades Científicas e Tecnológicas da Marinha, incluindo o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e o Programa Nuclear da Marinha (PNM), o Almirante Bento foi Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha.

Benjamin Netanyahu confirma presença na posse de Bolsonaro

Será a primeira vez que um primeiro-ministro de Israel participará dessa cerimônia

Benjamin Netanyahu. (Foto: AFP)

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou nesta quinta-feira (29) que estará na posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro. É a primeira autoridade internacional que anuncia sua presença na cerimônia dia 1º de janeiro, em Brasília.

A informação foi confirmada pela assessoria da Embaixada de Israel no Brasil. Desde a campanha, Bolsonaro vem buscando uma maior aproximação com Israel. Ele se reuniu duas vezes com o embaixador israelense no Brasil, Yossi Shelley, desde que venceu as eleições.

A transferência da embaixada brasileira para Jerusalém foi reafirmada pelo presidente eleito hoje, fazendo a ressalva que seguirá os EUA, utilizando um local na porção Ocidental. Durante o encontro com John Bolton, Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, nesta manhã, o assunto foi tratado.

“Conversamos sobre esse assunto também. Conversei ontem com o embaixador de Israel nesse sentido. Essa possibilidade existe. Em Jerusalém, ali tem duas partes. Uma parte não está em litígio. A embaixada americana foi para essa parte “, afirmou o capitão da reserva. A porção Oriental é reclamada pela Autoridade Palestina como capital de um futuro estado da Palestina.

A equipe de transição deve confirmar nos próximos dias os nomes dos presidentes de outros países como Chile e Argentina.

A maior expectativa é em relação a Donald Trump, com que Bolsonaro busca aproximação. Este foi outro assunto tradado com Bolton, mas não há uma resposta definitiva ainda.

Advogada e educadora Damares Alves é convidada para ser ministra dos Direitos Humanos

Indicação tem o apoio da bancada evangélica

Damares Alves

Advogada, educadora, pastora evangélica e uma das mais ativas militantes pró-vida e pró-família do Congresso Nacional, Damares Alves foi convidada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para ser ministra dos Direitos Humanos, numa pasta que incluiria ainda Mulheres e Igualdade Racial.

Segundo pessoas próximas, ela ainda estuda se aceita o convite. Caso a resposta seja positiva, será a primeira vez na história que uma pastora ocupa o cargo de ministra de Estado. Também será a segunda mulher dos ministérios do presidente eleito após Tereza Cristina (DEM/MS), indicada para a Agricultura.

Lembrada por parte da mídia apenas por ser “assessora de Magno Malta”, Damares é muito mais do que isso.

O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, pastor Takayama (PSC/PR) disse ao Gospel Prime que vê com bons olhos a indicação. “Ela tem defendido as nossas pautas e bandeiras da fé cristã. Temos inteira confiança no trabalho da Dra. Damares, que tem o nosso apoio.”

Embora ela não faça parte da lista tríplice da bancada para um Ministério, tem seu apoio. “Não estamos aqui para barganhar cargos, mas para contribuir com a mudança da história do Brasil”, reforçou Takayama.

Para Gessé de Roure Filho, diretor nacional do ministério Parlamento & Fé Brasil, a informação está sendo bem recebida no meio cristão. “Queremos manifestar nosso irrestrito apoio à referida indicação. Trata-se de uma advogada altamente qualificada para o cargo, com profundo conhecimento e experiência sobre os assuntos que envolvem a pasta”, disse.

Conforme Walter de Paula Silva, advogado e professor de Direitos Humanos, “Dra. Damares foi pioneira na identificação das tentativas de violação de direitos humanos de crianças, mulheres, indígenas, ciganos. Ela conhece bem o Congresso Nacional, tendo trabalhado junto à Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família, onde ajudou a travar uma luta constante contra pautas como a legalização do aborto e das drogas. Não temos nome melhor para o cargo”.

À frente do Ministério dos Direitos Humanos, a pastora pode quebrar o paradigma falso criado pela esquerda brasileira nos últimos governos que setorizou os “Direitos Humanos” e restringiu esse tema tão importante ao debate ideológico que beneficiou majoritariamente o ativismo LGBT.

Com sua larga experiência no tema, Damares terá a oportunidade de dar uma “nova perspectiva” nas atividades da pasta, como devem fazer a maioria dos futuros ministros.
Povos indígenas

Damares é uma das principais referências no indigenismo. Ela possui uma ligação estreita com os povos indígenas brasileiras, tendo adotado uma menina índia como filha. Também se tornou referência no resgate de crianças indígenas em situação de risco e principal responsável pela aprovação da Lei Muwaji, que visa proteger crianças indígenas rejeitadas que seriam vítimas de infanticídio.

Para a jornalista indígena Sandra Terena, vencedora do prêmio Internacional Jovem da Paz em 2009 a indicação de presidente eleito pode mudar a história dos Direitos Humanos para os povos indígenas.

“Damares conhece profundamente a necessidade do nosso povo. A ‘era petista’ foi o pior momento da história do Brasil para os povos indígenas, sobretudo quando o ex-presidente Lula assinou o decreto 7056 que extinguiu muitas administrações da Funai pelo nosso país. Ao contrário do que diziam por aí, o governo Bolsonaro pode desfazer os estragos feitos pelo governo Lula e Dilma. Nós, povos indígenas, fomos usados por este governo e depois subjugados pelo próprio Estado. Damares vai revolucionar os Direitos Humanos em todas as áreas, principalmente na questão da igualdade racial”, acredita Terena.

Bolsonaro diz que Magno Malta não ficará 'abandonado'

Presidente eleito reconhece que o senador o "ajudou muito"

Magno Malta e Jair Bolsonaro. (Foto: Walterson Rosa/Estadão Conteúdo)

Em visita ao santuário da Canção Nova, no interior de São Paulo nesta sexta-feira (30), o presidente eleito Jair Bolsonaro falou sobre a situação do senador Magno Malta (PR/ES). Após seu nome ter sido cogitado para o Ministério da Cidadania, acabou perdendo o posto para Osmar Terra (MDB/RS).

Bolsonaro garantiu que Malta não ficará “abandonado”, mas que não será ministro. “O Magno Malta é uma pessoa que me ajudou muito, que eu respeito. Não vai ficar abandonado, ele tem como participar do governo em outra função”, explicou, sem revelar qual seria o cargo.

O capitão disse ainda que “Existe campo para ele, sim. Mas, infelizmente, os ministérios estão se esgotando”. Bolsonaro minimizou as críticas que receber de lideranças evangélicas como Silas Malafaia por ter preterido Malta.

“Não fiz campanha prometendo absolutamente nada para ninguém, pretendemos aproveitar as boas pessoas, agora não podemos dar ministério para todo mundo”, concluiu.

Ainda faltam dois ministérios para oficializar os titulares: Meio Ambiente e dos Direitos Humanos. Ele vem dizendo que toma decisões com base no currículo dos indicados.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Bolsonaro anuncia nomes dos ministros da Cidadania, Desenvolvimento Regional e Turismo

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), anunciou mais dois ministros do seu futuro governo nesta quarta-feira (28).

Bolsonaro publicou que Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto vai assumir o Ministério do Desenvolvimento Regional, pasta que deve abrigar os Ministérios de Cidades e da Integração Nacional.

Canuto é servidor efetivo do Ministério do Planejamento e ocupa atualmente o cargo de secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional.

Outro nome anunciado pelo presidente eleito foi o do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS). Ele será o ministro da Cidadania e Ação Social, pasta responsável por programas como o Bolsa Família e vai fundir as atribuições dos ministérios do Esporte, da Cultura, além da Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad), vinculada atualmente ao Ministério da Justiça.

Terra foi ministro de Michel Temer no Desenvolvimento Social e deixou o cargo em abril para concorrer à reeleição na Câmara. O nome dele é uma indicação de diversas frentes parlamentares que atuam no Congresso Nacional, como a da assistência social, de deficientes físicos, idosos e doenças raras.

Para o ministério do Turismo, Bolsonaro escolheu o deputado Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG), parlamentar que foi eleito para seu segundo mandato nas eleições de 2018.

'Mãe quer mudar sexo de filho de 6 anos. Pai discorda e pode perder a guarda da criança'

O pai discorda e corre o risco de perder a guarda da criança

Um pai iniciou uma batalha judicial nos Estados Unidos para impedir que sua ex-mulher mude o sexo do filho James, de seis anos. O processo tramita em Dallas, no Texas. A mãe veste o menino com roupas de menina desde quando ele tinha três anos de idade e o matriculou na escola com nome de “Luna”.

No processo de divórcio, a mãe que é pediatra, acusou o pai de abuso infantil por não “admitir que James era transgênero” e luta para que o ex-marido perca a guarda compartilhada. Ela quer que ele seja condenado a pagar as consultas do filho para a mudança de sexo o que inclui, além de um terapeuta, a esterilização hormonal a partir dos oito anos.

E a mulher já conseguiu algumas vitórias. O pai foi legalmente impedido de falar com seu filho sobre sexualidade e gênero, tanto do ponto de vista científico quanto religioso, e foi obrigado a oferecer roupas unissex para o filho.
Diagnóstico

O menino foi diagnosticado com “disforia de gênero” por especialista escolhido pela mãe. O termo caracteriza um “transtorno psicológico de identidade de gênero” e quer dizer que a criança se sente desconfortável com o sexo de nascimento. Termos como estes vêm sendo muito utilizados pelas militâncias do movimento LGBT.

O terapeuta confirmou que quando James está só com a mãe, prefere roupas de menina e quer ser chamado de Luna, mas quando está com o pai, só atende por James e escolhe roupas de menino.
Processo judicial

O Tribunal decidirá se a mãe poderá seguir com plano de “castração química” a partir dos 8 anos e se o pai terá o direito de continuar a ver o filho. A castração consiste em tentar bloquear a testosterona, diminuindo drasticamente o desejo sexual e até a ereção. É um procedimento que usa métodos hormonais.

O pai reuniu testemunhos de amigos para tentar convencer a justiça que o filho é um menino, e assim, evitar esse procedimento. Pessoas preocupadas com a decisão final e a repercussão do caso, criaram um site para tentar persuadir a corte de que é preciso esperar e não seguir perigosamente o diagnóstico precoce.

John Bolton - 'Oportunidade Histórica' para relacionamento com Brasil



John Bolton, da Segurança Nacional dos EUA, chega ao País na quinta-feira, 29, para reunião com o presidente eleito, Jair Bolsonaro; integrantes da Casa Branca veem Bolsonaro como potencial aliado

Beatriz Bulla, correspondente,
O Estado de S.Paulo

O núcleo próximo de Bolsonaro pretente tratar com Bolton sobre a possibilidade de Trump ir à posse no Brasil. Em visita a Washington nesta semana, o filho do presidente eleito deputado Eduardo Bolsonaro (PSL) disse não ter tratado deste assunto nos encontros com integrantes do governo americano. Segundo ele, o assunto vai ser discutido com Bolton no Brasil.
A ida de Bolton ao Brasil é mais um dos passos de aproximação entre os governos Bolsonaro e Trump, intensificado nos últimos dias durante uma agenda intensa de Eduardo Bolsonaro em visitas no governo dos EUA. Em Washington, o deputado se reuniu com representantes do Departamento de Estado, do Conselho de Segurança Nacional, da vice-presidência dos EUA, do Departamento de Comércio e com o conselheiro e genro de Trump, Jared Kushner. Ele também se reuniu com o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, e com o senador democrata Bob Menendez, do Comitê de Relações Exteriores do Senado americano.




“Achamos que seria útil para os Estados Unidos ouvir do presidente eleito as suas prioridades, o que ele pretende no relacionamento. Na perspectiva dos EUA, vemos essa como uma oportunidade histórica para o Brasil e para os Estados Unidos de trabalhar juntos em várias áreas como economia, segurança, e outras”, afirmou Bolton a jornalistas nesta terça-feira. Ele considerou ainda que a viagem é uma forma de “preparar o terreno” para o relacionamento entre Trump e Bolsonaro depois que o presidente eleito do Brasil tomar posse.

O estreitamento entre o time de Bolsonaro com o grupo de Trump vem acontecendo desde a eleição, com otimismo por parte dos americanos sobre a relação com o novo governo brasileiro. A visão de integrantes da Casa Branca é de que novo presidente do Brasil se alinha aos interesses americanos e ao perfil de Trump, com potencial para ser um aliado dos EUA no endurecimento de políticas contra o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela.

Em discurso em Miami no início do mês, Bolton disse que Bolsonaro seria um “aliado” contra países com regimes de esquerda na América Latina. “As recentes eleições de líderes similares em países-chave, incluindo Iván Duque na Colômbia, e no último fim de semana Jair Bolsonaro no Brasil, são sinais positivos para o futuro da região e demonstram um crescente compromisso regional com os princípios do mercado livre, aberto e transparente e governança responsável”, disse Bolton. No mesmo discurso, o assessor de Segurança Nacional chamou Cuba, Venezuela e Nicarágua de “troica da tirania”.

Eduardo Bolsonaro confirma mudança da embaixada brasileira para Jerusalém

Nos EUA, deputado diz que a "questão não é se, mas quando"

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL/SP) está em visita aos EUA, onde se encontrou com autoridades norte-americanas. Nesta terça-feira em Washington, confirmou que a embaixada brasileira em Israel será transferida de Tel Aviv para Jerusalém.

Pela manhã, o filho do presidente eleito Jair Bolsonaro teve uma reunião com Jared Kushner, genro de Donald Trump e conselheiro da Casa Branca, onde abordaram o assunto.

O deputado federal mais votado do Brasil minimiza as eventuais retaliações dos países árabes quando a transferência da embaixada brasileira ocorrer. “Olha, todo mundo conhece Jair Bolsonaro, ele falou bastante isso na campanha. Se isso pode interferir alguma coisa no comércio, a gente tem que ter alguma maneira de tentar suprir caso venha a ocorrer esse tipo de retaliação. E eu acredito que a política no Oriente Médio já mudou bastante também. A maioria ali é sunita. E eles veem com grande perigo o Irã. Quem sabe apoiando políticas para frear o Irã, que quer dominar aquela região, a gente não consiga um apoio desses países árabes”, afirmou, mostrando estar bem ciente da situação política no Oriente Médio.

Eduardo também esclareceu que não houve problemas com o Egito em relação a isso. A imprensa brasileira repercutiu que uma viagem do chanceler brasileiro foi cancelada como represália às declarações de Bolsonaro sobre a transferência da embaixada para Jerusalém. Havia um grupo de empresários no país, que realizaram um evento de negócio que já estava previsto há meses.

“Quem não foi para o Egito foi só o chanceler Aloysio Nunes. Todo o corpo empresarial que estava previsto para ir para o Egito foi, inclusive a pedido das autoridades egípcias. Então, eu não vejo crise nenhuma. Tanto que não cancelaram o evento, apenas adiaram a ida do chanceler (brasileiro) para o próximo ano, o que é até natural, já que o Aloysio Nunes está de saída. Então, o embaixador Ernesto Araújo, que será o próximo chanceler, provavelmente irá ao Egito e com certeza fará bons negócios lá”, assegurou o pesselista.

Além de conversar com Jared Kushner sobre Israel, foi abordada a situação humanitária da Venezuela. É consenso que é necessária uma integração maior na ação do Brasil e dos EUA. “A questão da fome, da falta de medicina, de um governo que por vezes não aceita receber ajuda humanitária, e é isso que a gente tem que mudar. Tem que pensar no próximo como se fosse conosco. Quem sabe amanhã, o Brasil, em algumas décadas, estará em uma situação ruim e nossos vizinhos virando as costas para nós?” questionou Eduardo.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Caminha - A INTENTONA COMUNISTA DE 1935 EM POUCAS PALAVRAS

Monumento aos mortos na Intentona localizado na Praia Vermelha, RJ.
Luiz Ernani Caminha Giorgis


Em 1908 surge, no Rio de Janeiro, a Confederação Operária Brasileira (COB), inspirada em Karl Marx e Friedrich Engels. Seu órgão oficial é o jornal “A Voz do Trabalhador”, que adota uma linha grevista-reivindicatória e contrária ao Serviço Militar.

Com a Revolução Comunista na Rússia em 1917 a COB ganha força e passa a atacar acintosamente o Governo Federal.

Em 1922, é organizado o Partido Comunista Brasileiro (PCB), no Rio de Janeiro, negando o sentimento de Pátria e manifestando a tomada do poder pela força. O PCB lança o jornal “O Movimento Comunista” e em seguida o “A Classe Operária”. Em seguida, surgem no cenário duas novas organizações, a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) e a Federação Sindical, ambas nitidamente subversivas. A agitação reinante faz o Presidente Arthur Bernardes decretar o Estado de Sítio, somente suspenso em 1927, já com Washington Luís. No mesmo ano o Congresso aprova lei colocando o PCB na ilegalidade.

O movimento comunista passa a ser clandestino. Em um congresso, o Partido escolhe Luís Carlos Prestes para líder que, convidado, aceita. Prestes era conhecido nacionalmente pela participação na Coluna de Miguel Costa (movimento tenentista).

Em 1931, Luís Carlos Prestes segue para a União Soviética, onde faz cursos de liderança comunista. No regresso, assume a direção do Partido. As atividades comunistas ganham incremento. Em 1934, surge a Aliança Nacional Libertadora (ANL), nova organização comunista, melhor estruturada. A ALN será o dínamo da Intentona e Prestes é o Presidente.

Neste contexto, o deputado Carlos Lacerda lê em plenário um manifesto de ataque ao governo, combatendo o imperialismo e o latifúndio. O manifesto favorece os comunistas.

Em 1935, chega ao Brasil o agente do Komintern Artur Ewert, para auxiliar na articulação do movimento. A propaganda comunista chega aos quartéis, através de elementos doutrinados por Prestes e por Agildo Barata, entre outros. O assalto comunista torna-se iminente.

A 23 de novembro inicia-se o levante em Natal, estendendo-se ao Recife em 24 e ao Rio a 27. Na Capital Federal, irrompe no 3º RI (Praia Vermelha) e na Escola de Aviação (Campo dos Afonsos). No 21º BC em Natal, às 1930 h de 23Nov (sábado), dois sargentos, dois cabos e dois soldados prenderam o Oficial de Dia (Ten Abel) e abriram o quartel para os demais revoltosos. Muitos eram remanescentes da recém extinta Guarda Civil. O armamento e a munição foram retirados das reservas e paióis. Armados, os revoltosos atacaram o quartel da Polícia Civil que, depois de 19 horas de resistência, rendeu-se. Os comunistas só fugiram com a ação das tropas federais, depois de terem feito vários assassinatos, saques e arrombamentos, ao longo de quatro dias. Presos logo após, responderam processos na justiça.

Em Recife, quando os militares comunistas souberam dos acontecimentos em Natal, insurgiram-se contra seus comandantes. Em Olinda, no dia 24, civis comandados por um sargento, atacaram a Cadeia Pública, apoderando-se do armamento. A Secretaria da Segurança Pública, bem como o QG da 7ª RM foram também atacados. No CPOR, um sargento matou um oficial e feriu outro, sendo preso em seguida. Os confrontos mais graves ocorreram no 29º BC. Um comandante de Companhia, o Ten Lamartine, colocou sua tropa contra as forças legais, no que foi seguido por outras sub-unidades. Lamartine apossou-se de todo o armamento e suas tropas ocuparam vários pontos do Recife. Com o reforço de tropas das Alagoas e da Paraíba o comandante das forças legais, Ten Cel Afonso de Albuquerque, conseguiu cercar os rebeldes. Resultado: dezenas de mortos, cerca de 100 feridos e 500 rebeldes presos.

No Rio de Janeiro aconteceram os fatos mais graves, por ser a Capital Federal. Os dois locais de maiores levantes comunistas foram o 3º RI (Praia Vermelha) e a Escola de Aviação (Campo dos Afonsos). No 3º RI, a doutrinação comunista tinha atingido oficiais e graduados, em todas as sub-unidades. Os líderes eram os capitães Álvaro de Souza, Agildo Barata e José Brasil. A unidade estava de prontidão no dia 26 Nov, em função dos acontecimentos no NE. Neste dia, à tarde, o Cap Agildo Barata recebeu ordem de Luís Carlos Prestes para deflagrar o movimento na madrugada de 26/27. O 1º tiro foi disparado às 0200 h, no pátio do Regimento. Em seguida, a Companhia de Metralhadoras foi atacada e reagiu, sob o comando do Cap Álvaro Braga. Depois de muito tiroteio e prisões de oficiais legalistas, os comunistas, ao amanhecer, dominaram o RI, inclusive com a prisão de seu Cmt, Cel Afonso Ferreira.

A reação legalista, comandada pelo General Eurico Gaspar Dutra, não tardou, tendo a tropa cercado o 3ºRI. Sob ataque de Infantaria e Artilharia, os amotinados não resistiram e renderam-se, por volta de 1300 h do dia 27Nov.

No Campo dos Afonsos, o ataque rebelde iniciou por volta de 0200 h do mesmo 27 Nov, liderado por dois capitães. Dois outros capitães, legalistas, foram assassinados enquanto dormiam. Um outro oficial foi morto após ter sido preso, já desarmado e incapaz de reagir. Os amotinados apossaram-se do armamento e munição e buscaram os hangares, para acionar os aviões, mas as baterias de obuses do Grupo Escola de Artilharia impediram o acesso. No 1º Regimento de Aviação, vizinho à Escola, o Ten Cel Eduardo Gomes comandou a reação com êxito, até a chegada das forças legais. Muitos revoltosos fugiram e 254 foram presos.

Anos depois, os comunistas da Intentona de 1935 foram anistiados e perdoados pela Sociedade, mas realizaram, em 1964 e 68, novas tentativas.

O saldo da Intentona Comunista de 1935 foi de mais de 100 mortos, entre civis e militares, e 500 mutilados e feridos.

Autor - Cel Luiz Ernani Caminha Giorgis