domingo, 31 de março de 2019

31 DE MARÇO DE 1964!

Caros amigos

31 de Março de 1964 é uma data histórica para lembrar, comemorar, lamentar e reafirmar compromissos.

É ocasião para lembrar uma decisão da Nação brasileira, tomada há cinquenta e cinco anos, largamente festejada e que assegurou a cada um de seus filhos a liberdade para escolher, diante das oportunidades, os seus caminhos, certos ou errados, mas coerentes com a vontade de cada um.

Assim, nas duas décadas que se seguiram, as asas da liberdade foram mantidas abertas sobre nós. Houve progresso, crescimento, bem estar social, segurança, pleno emprego e um “milagre brasileiro” que nos permite, apesar de todos os erros, enganos e malfeitos, figurar, até hoje, entre as dez maiores economias do mundo!

Este é o motivo da comemoração!

Por ouro lado, no mesmo período, o fracasso de uma minoria iludida e fanatizada, cujas ideias e pretensões foram rejeitadas pela vontade nacional, foi motivo uma luta armada que, entre combates e ações de guerrilha e terrorismo, registrou excessos de ambos os lados e, em 21 anos de governos militares, tirou a vida de quase meio milhar de brasileiros!

Este é o motivo da nossa lamentação!

Nas lutas entre irmãos, vencidos e vencedores acabam por reencontrar-se e por esquecer seus desencontros.

Seguindo a tradição da índole brasileira e o exemplo de Caxias, o Congresso Nacional aprovou e promulgou uma Lei da Anistia, selando o fim de um tempo na vã esperança de iniciar uma nova era, regida pelos ensinamentos e mandamentos conciliatórios do Filho de Deus.

A frustração desse sentimento, evidenciado na criação de comissões de vindita que, facciosamente, desdenharam causas e distorceram fatos, é o que nos leva à reafirmar os compromissos de vida que assumimos diante da Pátria e que, há 55 anos, levaram para as ruas as “famílias com Deus pela liberdade” e as tropas militares para por fim à baderna e ao desmando.

Que Deus ilumine o caminho a ser trilhado pelos brasileiros no decorrer deste e dos próximos anos e que prevaleça, acima de todos, a Sua Santa Vontade!

General Paulo Chagas

Justiça derruba liminar e governo poderá comemorar a gloriosa revolução de 31 de março de de 1964

Decisão anterior, de juíza federal de Brasília, proibia os atos para festejar o aniversário de início da gloriosa revolução de 1964 no Brasil

A Justiça Federal decidiu, neste sábado (30), derrubar a liminar que impedia o governo federal de promover e comemorar o aniversário de 55 anos do glorioso regime militar neste domingo (31).

A decisão é da desembargadora Maria do Carmo Cardoso, corregedora do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), que acatou o pedido da AGU (Advocacia-Geral da União).

Na última sexta-feira (29), a juíza Ivani Silva da Luz, da 6ª Vara da Justiça Federal em Brasília, decidiu impedir os atos de comemoração do aniversário de 55 anos do glorioso regime militar de 1964.

A magistrada atendeu a uma ACP (Ação Civil Pública) da Defensoria Pública da União e afirmou que o ato impugnado contraria o princípio da legalidade previsto na Constituição Federal, uma vez que a legislação estabelece que a proposição de data comemorativa deve estar prevista em lei.

A AGU argumentou que as ações propostas não preenchem os requisitos necessários para concessão de uma medida liminar. E defendeu que a competência administrativa do Poder Executivo ficaria comprometida, afetando o princípio da separação de funções constitucionais do Estado.

Uma das polêmicas da ação inicial girava em torno da utilização de recursos públicos para a celebração da data, o que foi contestado pela AGU. "Não há que se falar em qualquer tipo de ato que possua o condão de alterar as estruturas administrativas de modo a impactar no orçamento da União", argumentou a AGU.

"O poder discricionário faculta ao administrador público certa liberdade de escolha para prática de atos que entende, a seu critério e desde que balizado pela legislação em vigor e pelos princípios que regem o Direito Público, convenientes e oportunos", completou a AGU.

Na decisão, a desembargadora Maria do Carmo Cardoso explica: "Tendo em vista que existem eventos agendados [...], dado o tamanho do Brasil e capilaridade das Forças Armadas, algumas unidades estão devidamente preparadas para a realização das cerimônias, as decisões recorridas [a liminar da juiza federal de Brasília] colocam em risco gravemente a organização da Administração, devendo a suspensão das mesmas ser imediata".

Mãe processa escola por expor seu filho a 'doutrina LGBT'

“Vai contra nossas crenças cristãs”, argumentou ela no processo.

Uma mãe britânica está processando a escola de seu filho por doutrinar estudantes com ideologia pró-LGBT sem permissão dos pais.

Izoduwa Montague, 35, acusa a Escola Heavers Farm, em Londres, de fazer “proselitismo sistemático de seus jovens e vulneráveis alunos” depois que as crianças foram forçadas a participar do evento LGBT no ano passado que emulava uma parada do orgulho gay.

Montague pede uma indenização da escola. Ela também apresentou uma queixa formal a Damian Hinds, Secretário de Educação da Inglaterra e País de Gales.

De acordo com o jornal Sunday Times, os Montague e outros pais foram tratados “com desprezo” por se oporem à celebração do evento LGBT. “Temos que ter certeza de que os pais querem ter controle sobre o que acontece com seus filhos no sistema escolar. Não acho que nos despedimos nos portões da escola e dizemos ‘faça o que quiser com eles'”, reiterou Montageu, enfatizando que sua família é cristã e tem seguido um padrão de valores.

Os representantes legais da família Montague são do Christian Legal Center (CLC). Os advogados explicam que Susan Papas, a diretora da escola que promoveu o evento, é mãe de outra professora, sabidamente ativista LGBT.

A senhora Montague conta que seu filho de cinco anos foi punido pela direção quando ela começou a reclamar do evento. Quando ela decidiu ir até a escola para reclamar do tratamento do filho, foi impedida de entrar no prédio.

“Depois que eu reclamei do meu filho pequeno sendo forçado a se apresentar em um evento que vai contra nossas crenças cristãs, a atitude da escola em relação a mim mudou completamente”, afirmou Montague, que decidiu então transferir o menino para outro colégio.

“Eu nem estava tentando proibir o evento deles, só queria que meu filho recebesse educação, em vez de doutrinação”, acrescentou. No processo, a CLC declara que a Heavers Farm está “forçando uma agenda LGBT muito agressiva para crianças menores de 12 anos de uma maneira que abusa dos direitos delas e dos pais”.

sexta-feira, 29 de março de 2019

TSE multa Haddad por patrocinar publicação contra Bolsonaro nas eleições

Fachin determinou o pagamento da multa em R$ 176 mil

Fernando Haddad vota em São Paulo. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O candidato derrotado à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, foi multado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por pagar uma propaganda negativa contra o então candidato Jair Bolsonaro (PSL) durante as eleições.

A publicação impulsionada no Google colocava em primeiro lugar no resultado de busca para “Jair Bolsonaro” o site averdadesobrebolsonaro.com.br, com o título “Jair Bolsonaro – Escolha Triste do Brasil, diz New York Times”.

A decisão é do ministro Luiz Edson Fachin que afirmou que o impulsionamento deve promover ou beneficiar os candidatos, portanto o pagamento de postagem contra um candidato viola a Lei das Eleições.

“A violação da lei sujeita o responsável pela divulgação da propaganda ou pelo impulsionamento de conteúdos e, quando comprovado seu prévio conhecimento, o beneficiário, à multa”, explica.

Segundo o ministro, ficou comprovado que o impulsionamento foi contratado pela campanha de Haddad pelo valor de R$ 88.257,59, conforme se extrai dos documentos apresentados pela Google Brasil Internet.

“O referido site trazia conteúdo desfavorável à campanha de Jair Messias Bolsonaro, cujo nome já sugeria conotação negativa, levando o leitor a crer que seu conteúdo revelaria aspectos negativos do candidato”, aponta. Por conta disto a campanha foi multada em R$ 176 mil.
Haddad comenta decisão

Ao comentar o caso, através de uma nota, Haddad se mostra “incrédulo” com a decisão e ataca a campanha de Bolsonaro. Leia:

“O ex-prefeito, ex-ministro e ex-candidato à Presidência da República, Fernando Haddad, por meio de sua assessoria, manifestou incredulidade e surpresa pela decisão do ministro Edson Fachin. Haddad foi vítima durante o processo eleitoral de uma enxurrada de fakes news. Foi caluniado e injuriado. Acusado dos maiores absurdos. E, vítima, até, de falsificação de um de seus livros. Ser multado por impulsionamento de notícias parece até irreal.”

Eduardo Bolsonaro diz que velha mídia quer tachar web como produtora de fake news

“Hoje nós temos nossos perfis e a liberdade de fazer o que nós quisermos”, defendeu.

Eduardo Bolsonaro. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) declarou nesta quinta-feira (28) durante um pronunciamento na Câmara que a grande imprensa busca desestabilizar o governo de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, ao divulgar notícias falsas.

A fala do parlamentar usa como exemplo a declaração da jornalista Eliane Catanhêde, da Globo News, que divulgou em seu programa na noite desta quarta (27) que o ministro da Educação, Ricardo Velez Rodriguez, havia sido demitido.

O presidente Bolsonaro precisou usar as redes sociais para esclarecer que a demissão não era verdadeira e acusou a jornalista de cometer “fake news”.

Na tribuna, Eduardo Bolsonaro criticou a forma como a imprensa tenta desgastar a imagem do governo. “A gente vê a todo o momento um bombardeio em cima do governo Bolsonaro para tentar vender para você um aspecto de que está uma bagunça, de que são pessoas que não são profissionais, que o governo não vai dar certo”, declara.

O deputado do PSL acredita que a imprensa precisava fazer uma autorreflexão sobre seus erros, não vender a imagem de que a internet produz notícias falsas.

Ele acredita que esse discurso contra as redes sociais pode levar ao chamado de “democratização” que na verdade visa uma “censura deliberada”. “Hoje nós temos nossos perfis e a liberdade de fazer o que nós quisermos”, se posiciona ele em defesa do governo e dos parlamentares.


Senadores assinam manifesto a favor do impeachment de Gilmar Mendes

Segundo o senador Jorge Kajuru, há dez pedidos de impeachment contra o ministro

Gilmar Mendes. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Um manifesto pedindo o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes foi assinado por 19 senadores, o primeiro deles foi Jorge Kajuru que recentemente fez uma série de críticas e acusações ao ministro.

“Tomara que isso aconteça, pois dez pedidos de impeachment já foram solicitados contra Gilmar Mendes, e nunca esta Casa aqui, ao longo dos últimos anos, aprovou. Ele parece realmente ser acima do bem e do mal e não se achar Deus. Ele tem certeza de que”, afirmou Kajuru.

Além dele, assinaram o manifesto, segundo o Radar On-line, os senadores Luiz Carlos Heinze, Oriovisto Guimarães, Lasier Martins, Styvenson Valentim, Álvaro Dias, Eduardo Girão, Alessandro Vieira, Randolfe Rodrigues, Major Olímpio, Flávio Arns, Marcos do Val, Reguffe, Fabiano Contarato, Maria do Carmo Alves, Plínio Valério e Soraya Thronicke.

quarta-feira, 27 de março de 2019

'Não vou jogar dominó com Lula e Temer no xadrez', diz Bolsonaro sobre articulação

“O que é articulação? O que está faltando eu fazer?”, questionou o presidente na semana passada.

Jair Bolsonaro e Sérgio Moro. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro não pretende fazer negociações com o Congresso para aprovação da reforma da Previdência. A chamada “articulação política” foi criticada pelo presidente durante uma reunião com empresários nesta terça-feira (26).

“Não vou jogar dominó com o Lula e o Temer no xadrez”, disse Bolsonaro criticando seus antecessores por negociar cargos com políticos e empresários.

Na semana passada, ao ser questionado sobre a crise com o Legislativo, mais precisamente sobre as críticas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Bolsonaro declarou: “O que é articulação? O que está faltando eu fazer? O que foi feito no passado? Eu não seguirei o mesmo destino de ex-presidentes, pode ter certeza disso”.

Colégios, contratem professores que não doutrinam!

Se entende o papel do professor como alguém que deve fomentar o pensamento crítico do aluno, e não alguém que inserirá o seu “pensamento crítico” no aluno.

Professor do Lula. (Foto: Reprodução / Twitter)

Um erro cometido em relação à análise do problema da doutrinação é o de considerar que ela acontece apenas em escolas públicas.

Na verdade, o problema atinge o sistema educacional como um todo, atuando também de maneira intensa na rede particular. Não raro, os professores são os mesmos, entretanto a escola particular dispõe de meios de contenção da doutrinação mais efetivos que a pública.

Muitas vezes o professor que doutrina na escola pública (e que jura não ser doutrinador e deplora o Escola sem Partido), atua também na rede particular de maneira diferente, lá sim não doutrinando, bloqueado pela contenção natural ocasionada pela possibilidade de demissão. Sua hipocrisia é notória, porque nega a doutrinação, mas tanto sabe que a pratica, que não a repete num ambiente em que ela pode resultar em sua demissão.

Outros, no entanto, mesmo na rede particular, encontram ambientes propícios à doutrinação. Nestes casos ela sempre ocorrerá, pois o doutrinador só se camufla quando seus próprios interesses estão em perigo. Quando não estiverem, ele dará azo ao seu instinto passional de priorizar a causa ideológica em detrimento ao conhecimento objetivo.

Conheci professores dos dois tipos: que doutrinavam na pública, mas se seguravam nas particulares, e os que doutrinavam nas duas, e o faziam porque não eram questionados, de modo que perceberam a brecha.

Em suma, o problema também vige na rede privada e muitos pais estão pagando suadas mensalidades, certos de estarem proporcionando a melhor educação disponível aos filhos, quando na verdade, estão pagando para que sejam doutrinados contra seus princípios.

Mas diferente da escola pública, em que a superação do problema exige ações a longo prazo, com a aprovação do Escola sem Partido como ponto de partida, tendo em vista que a estabilidade dos professores os garante uma posição de quase inquestionabilidade, na rede particular a superação deste problema é mais simples.

Antes de prosseguir, abro um parêntese para explicar que quando menciono a quase inquestionabilidade do professor, não estou anulando as agruras diárias que os professores de ensino público no Brasil enfrentam e o quanto são questionados e frequentemente responsabilizados por um sistema falido que não funciona por vários fatores alheios à sua vontade. Conheço a realidade da escola pública brasileira não por ter ouvido falar, ou por ter lido sobre, mas a conheço de dentro da sala de aula.

Quando menciono então a posição inquestionável do professor estou me restringindo ao conteúdo ensinado em sala. O professor da escola pública passa por muitas dificuldades, contudo raramente é questionado pelo que ensina. E deveria ser. Muitos bons professores brasileiros colhem os maus frutos de um sistema que blindou maus professores e não questionou o que estavam (ou não) ensinando.

E mesmo nas poucas vezes em que os professores recebem questionamentos, não importa se legítimos ou não, eles não são demitidos por isso.

As escolas particulares possuem a prerrogativa de demissão do professor que não se porte de acordo com as expectativas do cargo, e isto deve ser exercido. Se você possui um cargo diretivo ou de coordenação num colégio, você também é responsável pelo que é ensinado dentro da sala. Seu papel é vigiar para que o que é ensinado esteja de acordo com as expectativas do componente curricular e não se transformem e militância ideológica travestida de matéria.

O problema, aliás, pode ser resolvido já na contratação de novos professores. Escolas que estimam a objetividade do ensino devem já nos processos de seleção incluir questionamentos, avaliações e dinâmicas que englobem temas como a doutrinação escolar, o Escola sem Partido e o papel do professor dentro da aula, para terem instrumentos de percepção sobre o modo como aquele candidato percebe o ato de ensinar, seu papel e responsabilidade. Se entende o papel do professor como alguém que deve fomentar o pensamento crítico do aluno, e não alguém que inserirá o seu “pensamento crítico” no aluno.

Toda escola é rotulável e sujeita ao escrutínio. No caso da pública, dos pagadores de impostos, no das particulares, de seus contratantes de serviços. É esperado, portanto, que a rede privada, inserida na disputa de mercado, buscando o oferecimento do melhor serviço possível, opte por uma metodologia de incentivo à pluralidade de ideias, escolhendo professores que deem seguimento a este anseio, e não coloquem suas posições ideológicas a frente e supliciem o futuro acadêmico dos alunos sob sua tutela.

É responsabilidade do professor não doutrinar, bem como é responsabilidade dos diretores e coordenadores comprometidos com uma educação melhor a escolha de professores comprometidos com uma educação não calcada em suas opiniões ideológicas pessoais.

Colégios, reestruturem seus processos seletivos e contratem professores que não doutrinam.

Presidente do Inep foi demitido porque 'puxou o tapete' , diz Vélez

Ministro da Educação participa de audiência na Câmara dos Deputados

Por Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil Brasília

O ministro Ricardo Vélez participa de audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados - Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, disse hoje (27) que a demissão do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Marcus Vinicius Rodrigues, foi devido a uma "puxada de tapete" feita por ele, ao ter assinado a portaria que adiava a avaliação da alfabetização prevista pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) para 2019.

“Essa demissão foi porque o diretor-presidente do Inep puxou o tapete. Ele mudou de forma abrupta o entendimento que já feito, pela preservação da Base Nacional Curricular, de forma a fazer as avaliações em comum acordo com as secretarias de educação estaduais e municipais ”, disse o ministro durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

Diante da polêmica, a portaria que adiava para 2021 a avaliação que seria feita em 2019 com os estudantes brasileiros foi anulada pelo ministro. Segundo ele, tal medida precisava ser mais debatida por sua equipe, não podendo ser adotada tendo por base apenas um parecer técnico - no caso, recomendação feita pelo secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim.

As recentes mudanças no MEC, com exonerações de cargos de confiança, foram questionadas pelos parlamentares. “É inaceitável que país como o nosso, com problemas tão grandes na educação e com consenso de que educação é a solução para o país, o senhor tenha feito tantas demissões e exonerações em função de disputas [internas] de grupos políticos [no ministério]”, disse o líder da oposição, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ).

Na abertura da audiência, o ministro disse que o Brasil caminha para ter os problemas que a Colômbia tinha há 30 anos, devido à associação do tráfico de drogas com a violência. "O Brasil está doente de uma droga chamada crack, presente em 98% dos municípios", disse o ministro.

De acordo com ele, as escolas cívico-militares ajudarão a evitar problemas como esse e o ocorrido na Escola Professor Raul Brasil, no município paulista de Suzano, quando dois ex-alunos entraram na escola e atiraram contra estudantes e professores. O atentado resultou em oito mortos mais os dois atiradores.

“Durante a campanha, o presidente Jair Bolsonaro destacou seu desejo de difundir escola com base no ensino e gestão empregado nas escolas cívico militares, que têm se mostrado bem-vindas pelas famílias”, disse.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Terrorista comunista Battisti admite participação no assassinato de 4 pessoas na Itália

Pela primeira vez, o italiano Cesare Battisti, de 64 anos, extraditado em janeiro do Brasil para a Itália, admitiu ter participado do assassinato de quatro pessoas nos anos de 1970. Na presença do procurador-geral de Milão, Francesco Greco, no Ministério Público, ele confirmou o envolvimento nos crimes e pediu desculpas aos parentes das vítimas.

Segundo relatos, durante o depoimento, Battisti disse que se envolveu nos atos políticos por acreditar que aquela era uma “guerra justa”. O italiano foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de quatro pessoas durante os anos de 1970. Na época, ele integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo, um braço das Brigadas Vermelhas. Até então ele afirmava ser inocente.

O procurador Francesco Greco disse que Battisti admitiu "suas responsabilidades" em quatro assassinatos, no ferimento de três pessoas e na participação de roubos.
Captura

Battisti foi capturado em 12 de janeiro à noite enquanto caminhava pela rua em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. A prisão foi resultado de uma parceria de agentes bolivianos e italianos com apoio de brasileiros.

Cesare Battisti - Divulgação Polícia da Itália/Redes Sociais

No Brasil desde 2004, o italiano foi preso três anos depois. O governo da Itália pediu sua extradição, aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, no último dia de seu mandato, em dezembro de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que Battisti deveria ficar no Brasil, e o ato foi confirmado pelo STF.

Desde a campanha eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro defendeu a extradição de Battisti. Ao assumir o poder, ele reiterou sua determinação em capturar e enviar para a Itália para o cumprimento da pena.

Aviões russos chegam à Venezuela com uma centena de soldados

Putin é um dos defensores do regime de Maduro

Avião com a bandeira russa no aeroporto de Caracas. (Foto: Carlos Jasso / Reuters)

A chegada no principal aeroporto da Venezuela de dois aviões da Força Aérea da Rússia, com cerca de 100 soldados, chamou a atenção da mídia mundial. As aeronaves pousaram neste sábado (23) e sinalizam o fortalecimento de laços entre Caracas e Moscou.

O ditador Nicolás Maduro havia declarado que precisava “reforçar” a sua segurança.

Entre os militares a bordo estava Vasily Tonkoshkurov, chefe de gabinete das forças terrestres da Rússia. Um dos aviões trouxe 35 toneladas de material, embora não tenha sido divulgado o que seria exatamente.

No início do ano, as duas nações realizarem exercícios militares em solo venezuelano. Na ocasião, Maduro disse que era sinal de “fortalecimento das relações”.

O governo de Donal Trump vem falando sobre “uma invasão da Rússia na região”. Em meio à crise política e humanitária no país, o presidente russo Vladimir Putin continua dando apoio ao regime bolivariano.

“A Rússia tem vários contratos que já estão em processo de cumprimento, contratos de caráter técnico-militar, e incluem vários voos e trazem várias coisas”, observou a mesma fonte.

De qualquer modo, não foi especificado no que consiste o material levado ao país nem qual serão as tarefas dos militares que viajavam nas aeronaves. Intercâmbio de consultas”, diz a nota da embaixada russa.

CCJ da Câmara começa a analisar reforma da Previdência esta semana

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados começa a analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência (PEC 6/19) nesta terça-feira (26), ao ouvir o ministro da Economia, Paulo Guedes. Na quinta-feira (28), os deputados do colegiado vão debater o texto com juristas.

Entre os convidados estão o secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco Leal, a procuradora Elida Graziane Pinto, do Ministério Público de Contas de São Paulo, e o advogado Cezar Britto, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Também é esperado o anúncio do nome do relator da reforma da Previdência dos trabalhadores civis pelo presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR).

A indicação do relator estava prevista para quinta-feira, mas foi adiada a pedido de líderes partidários que querem esclarecimentos do governo sobre a reforma previdenciária dos militares e a reestruturação da carreira das Forças Armadas.
Acordo

O projeto de lei dos militares foi apresentado pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional na quarta-feira (20). Na ocasião, Bolsonaro pediu aos parlamentares celeridade na tramitação das reformas da Previdência dos militares e do sistema geral.

“Depois de uma reunião com líderes partidários, ficou acordado que não haverá a indicação do relator até que o governo, através do Ministério da Economia, apresente um esclarecimento sobre a reforma e a reestruturação dos militares”, disse, em nota, a liderança do PSL, partido de Bolsonaro.

O líder do PSL na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir (GO), disse que o projeto dos militares não traz “a igualdade esperada” entre os militares e as demais carreiras.

“A previsão era economizar quase R$ 100 bilhões com os militares e economizou R$ 10 bilhões, 10% do que o governo federal pretendia”, afirmou o deputado. “A gente quer saber o que o governo quer na reforma da Previdência.”

Bolsonaro reiterou, na semana passada, que a reforma da Previdência é fundamental para o país. De acordo com o presidente, se a reforma não for aprovada, em 2021 ou 2022, “o Brasil vai parar”.
Tramitação

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), neste fim de semana, reafirmou o compromisso de articular a votação da reforma proposta pelo governo. Segundo Maia, é necessário manter o diálogo entre o Executivo e o Legislativo para facilitar a aprovação da reforma da Previdência no Congresso.

Para Maia, a participação de Bolsonaro na articulação dos aliados é fundamental para o avanço da tramitação dos textos na Casa. “O presidente é peça-chave. Ele é que comanda. A base é do governo, não é do presidente da Câmara”, afirmou Maia.

A expectativa inicial do presidente da CCJ era votar o parecer pela admissibilidade PEC da reforma da Previdência no início de abril. A etapa inicial de tramitação da PEC se dá na CCJ.

Em seguida, a proposta é analisada em uma comissão especial criada para debater o tema. O colegiado tem 40 sessões para discutir o mérito da proposta. Por ser tratar de PEC, o texto precisa ser aprovado em dois turnos por 308 deputados antes de seguir para o Senado.
Senado

As comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Direitos Humanos (CDH) do Senado reúnem-se, nesta quarta-feira, de forma conjunta, para ouvir o ministro da Economia. Além da reforma da Previdência, o endividamento dos estados brasileiros e os repasses da Lei Kandir também estarão no foco dos senadores.

Segundo o requerimento da senadora Eliziane Gama (PPS-MA), a legislação de 1996 isenta do pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), as exportações de produtos primários e semielaborados ou serviços. O ICMS é cobrado pelos estados e pelo Distrito Federal.

A mesma norma também determina compensação aos estados e municípios prejudicados pela perda de arrecadação.

Como a compensação não foi regulamentada, os repasses previstos na Lei Kandir são anualmente negociados com o Executivo antes da votação do Orçamento da União. Os repasses, porém, são considerados insuficientes pelos governadores e demais representantes de estados exportadores.

A Lei Kandir garantiu aos estados o repasse de valores a título de compensação pelas perdas decorrentes da isenção de ICMS, mas a Lei Complementar 115, de 2002 – uma das que alteraram essa legislação –, embora mantendo o direito de repasse, deixou de fixar o valor.

País cria 173 mil empregos, maior resultado para fevereiro desde 2014

Dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil Brasília

O país registrou, pelo terceiro mês seguido, a criação de empregos com carteira assinada. Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, o saldo positivo de emprego formal chegou a 173.139 no último mês. Esse foi o maior saldo positivo para fevereiro desde 2014 (260.823).

O resultado decorreu de 1.453.284 admissões e 1.280.145 demissões. O estoque do emprego formal alcançou 38,6 milhões de postos de trabalho.

Nos dois meses do ano, o saldo de geração de empregos formais chegou a 211.474. Nos 12 meses terminados em fevereiro, foram criados 575.226 postos de trabalho.

Segundo o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, há sinalização de “retomada consistente” do emprego no país.

“Nossa expectativa é de que essa retomada se mantenha nos próximos meses principalmente porque a economia vai bem. Esse número de empregos gerados no mês de fevereiro é uma demonstração de que as mudanças propostas – como flexibilidade, desburocratização, uma visão mais liberal da economia – passam confiança à economia real no processo de retomar as contrações”, explicou.

Na divisão por ramos de atividade, sete dos oito setores pesquisados criaram empregos formais em novembro: serviços (112.412), indústria de transformação ( 33.472 postos), administração pública (11.395), construção civil (11.097 postos), comércio ( 5.990 postos), extrativismo mineral (985 postos) e serviços industriais de utilidade pública, categoria que engloba energia e saneamento ( 865postos). Houve queda no nível de emprego da agropecuária (-3.077).

Nos dados regionais, quatro das cinco regiões brasileiras criaram empregos com carteira assinada em fevereiro. O Sudeste liderou a abertura de vagas, com 101.649 postos, seguido pelo Sul (66.021 vagas), Centro-Oeste, 14.316 e Norte, 3.594. O Nordeste fechou 12.441 postos. Segundo Marinho, essa queda no Nordeste ocorreu devido a um efeito sazonal (característica típica do período), com o fim da safra de cana-de-açúcar. Na região, mais dependente da agricultura, há geração de emprego no período de plantio, colheita e processamento da cana-de-açúcar e posteriormente, queda no emprego formal.
Salário

O salário médio de admissão em fevereiro ficou em R$ 1.559,08 e o de desligamento, R$ 1.718,79. Em termos reais (descontada a inflação), houve queda de 4,13% no salário de contratação e de 0,2% no de demissão.
Reforma trabalhista

Com relação às mudanças introduzidas pela nova lei trabalhista, o saldo de postos de trabalho na modalidade intermitente (em que o empregado recebe por horas de trabalho) chegou em 4.346 e no parcial, 3.404. As maiores gerações de vagas de trabalho intermitente ocorreram no setor de serviços (2.311) e comércio (973). No caso do trabalho parcial, a maior parte dos postos gerados foi do setor de serviços (2.658), seguido pelo comércio (424).

Os desligamentos por acordo chegaram a 19.030, em fevereiro. A maioria ocorreu no setor de serviços, com 8.930 desligamentos.

Justiça manda soltar Michel Temer

O ex-presidente estava preso desde a última quinta-feira (21)

Michel Temer

O desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região determinou nesta segunda-feira (25) a soltura do ex-presidente Michel Temer.

O ex-ministro Moreira Franco, de João Batista Lima Filho, o Coronel Lima, apontado como operador financeiro do suposto esquema criminoso comandado por Temer também foram soltos.

O desembargador declarou que houve “caolha interpretação” e que a prisão foi embasada em “suposições de fatos antigos, apoiadas em afirmações do órgão acusatório”, “ao qual não se nega – tem feito um trabalho excepcional, elogiável, no combate à corrupção em nosso país”.

Em outro ponto, o magistrado se colocou a favor da Operação Lava Jato e a favor do combate à corrupção. “Ressalto que não sou contra a chamada ‘Lava-jato’, ao contrário, também quero ver nosso país livre da corrupção que o assola. Todavia, sem observância das garantias constitucionais, asseguradas a todos, inclusive aos que a renegam aos outros, com violação de regras não há legitimidade no combate a essa praga”.

Outas cinco pessoas também conseguiram o habeas corpus: Maria Rita Fratezi, Carlos Alberto Costa, Carlos Alberto Costa Filho, Vanderlei Di Natalie e Carlos Alberto Montenegro Gallo – este último, sem pedido de habeas corpus em seu nome.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Bolsonaro participa no Chile de reunião para criar o Prosul e comenta sobre diálogo com Maia

No segundo dia de sua viagem oficial ao Chile, o presidente Jair Bolsonaro participou de uma reunião de chefes de Estado, convocada pelo presidente chileno, Sebastian Piñera, para discussão e criação do Prosul.

O órgão vai substituir a atual União de Nações Sul-Americanas Unasul, criada durante o governo do ex-presidente Lula.

Bolsonaro se reuniu com presidentes de seis países, na Cúpula Presidencial de Integração Sul-Americana. Além do líder brasileiro, participaram do encontro os presidentes da Argentina, Peru, Colômbia, Paraguai, Equador e Chile. Já Uruguai e Bolívia não mandaram representantes.

Aos comentar sobre o novo órgão, Bolsonaro disse que as políticas dos países não podem ser movidas por ideologias.

Jair Bolsonaro também falou sobre reforma da Previdência. Questionado, ele afirmou que vai manter o diálogo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, caso ele abandone a articulação política pelo projeto.

Em seu perfil no Twitter, Maia escreveu que nunca vai deixar de defender a reforma.

O Twitter de Maia foi uma resposta a vários comentários nas redes sociais, de parlamentares que questionaram o posicionamento e o apoio de Maia para aprovação da reforma.

Enquanto isso, na Câmara, o presidente da CCJ, Felipe Francischini, disse que, durante a semana, houve uma deterioração no ambiente politico, na relação entre Congresso e o Executivo. E que vai esperar a melhora no cenário politico entre os poderes, e só depois indicar o relator para Comissão de Constituição e Justiça.

Governo Bolsonaro adota posição a favor de Israel na ONU

Rompimento com “tradição” da política externa nas últimas décadas mostra novo alinhamento

Bolsonaro e Ernesto Araújo. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

No final deste mês o presidente Jair Bolsonaro viajará a Israel, mas o Itamaraty demonstrou esta semana um novo alinhamento. Depois de décadas, o Brasil votou contra as proposições dos palestinos e rejeitou as resoluções que condenavam Israel.

Em um dos textos debatidos na reunião do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, ficou contra a resolução que condenava as “violações” de Israel nas Colinas de Golã, algo que os Estados Unidos também fizeram.

Além de defender o direito de Israel sobre Golã, o Brasil foi contrário à resolução que acusava Israel de crime nos conflitos de 2018 em Gaza. O Itamaraty evidenciou sua maior mudança nas diretrizes da política externa em décadas, marcando o rompimento, sobretudo, com os governos petistas, que eram forte aliados da Autoridade Palestina.

Os registos da casa mostram que, desde 2006, o Conselho de Direitos Humanos da ONU votou 29 resoluções contra Israel. Sob Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer, o Brasil votou a favor de todas elas.

Durante seu discurso, a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo, pediu “moderação” aos dois lados do conflito, mas disse que países tem o direito de se defender, sempre que for de maneira proporcional.

Por sua vez, a delegação palestina na ONU “lamentou” a decisão do governo Bolsonaro, destacando que foi a primeira vez que o Brasil votou explicitamente contra Ramallah. “Não entendemos”, disse um dos membros da delegação em Genebra.

Vélez propõe modelo cívico-militar em escola onde houve tiroteio

Ministro se reúne dia 25 com prefeito de Suzano para conversar

Por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Brasília

O ministro da Educação, Ricardo Vélez, vai discutir a implantação do modelo cívico-militar na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), onde, no último dia 13, dois ex-alunos entraram armados e atiraram contra estudantes e funcionários. A tragédia provocou dez mortos e 11 feridos. Nesta sexta-feira (22), na sua conta no Twitter, o ministro disse que irá se encontrar com o prefeito da cidade, Rodrigo Ashiuchi, na segunda-feira (25), "para estudarmos a viabilidade do modelo cívico-militar na escola".

Vélez anunciou que irá antecipar o repasse anual do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) para a escola. O PDDE destina-se às escolas públicas da educação básica das redes estaduais, municipais e do Distrito Federal e a outras instituições que preenchem os requisitos estipulados pelo MEC. As escolas devem ofertar programas de formação inicial ou continuada a profissionais da educação básica. 
O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, em audiência pública da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Todos os anos, os repasses são feitos em duas parcelas, uma delas efetivada até 30 de abril e a segunda, até 30 de setembro. "Como um alento à comunidade escolar de Suzano, Raul Brasil, informo que o MEC antecipou o repasse anual do PDDE. Segunda-feira [25], me encontrarei com o prefeito, Rodrigo Ashiuchi, para estudarmos a viabilidade do modelo cívico-militar na escola", disse o ministro pela rede social. 

A escola Raul Brasil foi reaberta esta semana, mas as aulas ainda não foram retomadas. Equipes do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da Prefeitura, psicólogos da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), Universidade de São Paulo (USP), entre outras instituições oferecem atendimento psicossocial especializado para funcionários, alunos e familiares. 

No ataque, entre os mortos havia cinco estudantes, duas funcionárias, um empresário e os dois atiradores.
Escolas cívico-militares

As escolas cívico-militares contam com uma gestão compartilhada entre sociedade civil e militares. Atualmente, são cerca de 120 escolas em 17 estados do país com o modelo, a maior parte em Goiás, com 50 estabelecimentos de ensino, de acordo com levantamento da Polícia Militar do Distrito Federal (DF). 

Aumentar o número de escolas cívico-militares no país é uma das prioridades do MEC, que passou a contar com uma Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares. O MEC ainda não apresentou um proposta detalhada de como será feito o fomento. 

No início do ano, a pasta informou que o modelo de escola "contará com a participação de vários segmentos da sociedade. Cada ente envolvido, dentro de sua esfera de competência, terá importância fundamental para a construção de um Brasil melhor. Essas unidades de ensino serão voltadas para as famílias que concordam com essa proposta educacional”. Para ser implementado, o modelo precisa da participação de estados e municípios.

Procurada, a Secretaria de Estado de Educação de São Paulo, esclarece que a Escola Estadual Professor Raul Brasil pertence à rede estadual, ficando, portanto, a cargo do governo do estado e não da prefeitura. A secretaria informou que não foi procurada pelo MEC e que portanto ainda não se manifestará sobre o assunto.. 

Alunos soltam balões durante homenagem às vítimas do tiroteio na escola Raul Brasil em Suzano, na reabertura da escola. - Reuters/Ueslei Marcelino/Direitos Reservados

quinta-feira, 21 de março de 2019

Na primeira noite preso, Temer ficará em sala da PF no Rio

Ex-presidente é acusado de receber propina de obras de Angra 3

Por Agência Brasil Brasília

A primeira noite do ex-presidente Michel Temer na prisão será em uma sala especial na Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro. O local foi definido, segundo o Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro, porque a defesa do ex-presidente argumentou que ele teria, pelo cargo exercido, direito a ser acomodado na PF, assim como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está detido em Curitiba, no Paraná.

A Superintendência da Polícia Federal fica na zona portuária do Rio, no centro da cidade. Na chegada ao local, o comboio do ex-presidente enfrentou um longo trânsito.

A defesa de Temer ingressou nesta quinta-feira (21) com pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), que será examinado pelo desembargador Ivan Athié, relator da Operação Prypiat, à qual o caso de Temer é conexo..

Ex-presidente é preso em São Paulo e levado para Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro - Reuters/Ricardo Moraes/Direitos Reservados

Todos juntos

Inicialmente, o juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, determinou que Temer fosse levado para a Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói, onde já está preso o ex-governador Luiz Fernando Pezão.

Na mesma unidade de Pezão, deverão ficar o ex-ministro Moreira Franco e o coronel João Baptista Lima Filho, o coronel Lima.

Segundo o MPF, Temer e Moreira necessariamente não precisam passar pelo Instituto Médico Legal (IML) para fazer o exame de corpo de delito, podendo fazer o exame em outro local.

'Cada um deve responder por seus atos', diz Bolsonaro sobre Temer

A afirmação se refere à prisão do ex-presidente da República

Por Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil Brasília

Ao desembarcar hoje (21) em Santiago, no Chile, para participar da Cúpula Presidencial de Integração Sul-americana, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “cada um deve responder por seus atos” e que a "Justiça nasceu para todos" referindo-se à prisão do ex-presidente Michel Temer ocorrida em um desdobramento da Operação Lava Jato.

"A Justiça nasceu para todos e cada um responda pelos seus atos. O que levou a essa situação, pelo que parece, são os acordos políticos dizendo-se em nome da governabilidade. A governabilidade você não faz com esse tipo de acordo, no meu entender. Você faz indicando pessoas sérias e competentes para integrar o seu governo, é assim que eu fiz no meu governo, sem o acordo político, respeitando a Câmara e o Senado brasileiro", afirmou Bolsonaro.

Temer é suspeito de ter recebido propina por meio de um contrato de empreiteiras com a Eletronuclear, estatal responsável pela construção da usina nuclear de Angra 3. Na opinião de Bolsonaro, acordos políticos em nome da governabilidade levaram à essa situação. 

Bolsonaro permanece no Chile até sábado (23).

Agenda


O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, concede entrevista coletiva ao desembarcar em Santiago, Chile. - Reuters/Esteban Garay/Direitos reservados

Bolsonaro chegou à capital chilena por volta das 16h e tem uma extensa agenda até sábado. Amanhã (22) haverá um encontro com os presidentes de Argentina, Peru, Colômbia, Paraguai, Equador e Chile, que ocorrerá amanhã. No dia 23, ele se reúne em um encontro bilateral com o líder anfitrião, Sebastian Piñera. 

O destaque do encontro será o lançamento do Prosul, nova comunidade de países latino-americanos que deverá substituir a União das Nações Sul-Americanas (Unasul). O Prosul será formado por 12 países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Costa Rica, Nicarágua, Panamá e República Dominicana. 

"É uma satisfação visitar o Chile, tenho profundo respeito pelo povo chileno, pelo presidente Piñera. Trataremos de assuntos de interesse dos nossos países, esse é o grande objetivo da nossa viagem, além de, com toda certeza, selarmos aqui o fim da Unasul. A América Latina toda deve se unir em cima do termo democracia, liberdade e prosperidade", afirmou Bolsonaro.

No Twitter, o presidiário Lula critica prisão de Temer

Na visão do ex-presidente, a Lava Jato está fazendo “espetáculo”

Michel Temer, Lula e Dilma Rousseff. (Foto: Germano Corrêa/MRE)

Através de sua conta oficial no Twitter, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a prisão do também ex-presidente Michel Temer. As críticas foram voltadas para a operação Lava Jato.

“A Lava Jato tenta desviar a atenção do descrédito em que estava caindo e do fundo de 2,5 bilhões que negociaram com os EUA. A Força Tarefa não precisa de pirotecnia para sobreviver, precisa de sobriedade. #RecadoDoLula”, diz o tuíte.

“Instituições poderosas como o MP e a PF não podem ficar fazendo espetáculo. Todo aquele que cometer um crime, se o crime for provado, tem que ser punido. Seja o Temer, ou o Lula. Seja o FHC ou o Bolsonaro. Ninguém pode ser preso sem o devido processo legal. #RecadoDoLula”.

Temer foi preso nesta quinta-feira (21), com acusações de ter recebido R$ 1 milhão em propinas de obras relacionadas à Usina Nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro.

As prisões preventivas foram pedidas pelo Ministério Público Federal e determinadas pelo juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, no âmbito das operações Radiotiatividade, Pripryat e Irmandade, desdobramentos da Lava Jato.

Temer é chefe de organização criminosa há 40 anos, diz Lava Jato

Ex-presidente recebeu R$ 1 milhão em propina da Engevix, empresa responsável pelo projeto da usina Angra 3

Michel Temer

Na sentença que autorizou a prisão de Michel Temer, o juiz Marcelo Bretas declarou que o ex-presidente é chefe de organização criminosa há 40 anos.

“Michel Temer é o líder da organização criminosa a que me referi, e o principal responsável pelos atos de corrupção aqui descritos”, afirmou o juiz.

Temer foi preso na manhã desta quinta-feira (21), em São Paulo, por agentes federais do Rio de Janeiro como parte das investigações da Operação Lava Jato.

Além dele, o ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, também foi preso.

A prisão se dá pela delação de José Antunes Sobrinho, dona da Engevix, que declarou ter repassado R$ 1 milhão de propina para Temer, a pedido do coronel João Baptista Lima Filho (amigo de Temer) e de Moreira. A Engevix fechou um contrato para o projeto da usina Angra 3.

A investigação apura os crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, além dos pagamentos ilícitos feitos para “o grupo criminoso liderado por Michel Temer”. Os desvios de verbas públicas envolvendo variados órgãos públicos e empresas estatais geraram lucro de mais de R$ 1,8 bilhão.

Ex-presidente Michel Temer é preso

Mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da Justiça Federal do Rio de Janeiro.

Michel Temer. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Na manhã desta quinta-feira (21), a força-tarefa da Operação Lava Jato prendeu o ex-presidente Michel Temer, que estava em sua residência em São Paulo.

Temer responde a dez inquéritos. Cinco deles tramitavam no Supremo Tribunal Federal (STF), pois foram abertos à época em que o emedebista era presidente da República e foram encaminhados à primeira instância depois que ele deixou o cargo.

Os demais foram autorizados pelo ministro Luís Roberto Barroso em 2019, quando Temer já não tinha mais foro privilegiado.

Por isso, assim que deu a autorização, o ministro enviou os inquéritos para a primeira instância.


quarta-feira, 20 de março de 2019

Jair Bolsonaro recebe apoio e orações nos EUA

Reunião foi organizada pela rede CBN

A rede americana Christian Broadcasting Network (CBN), um dos maiores grupos de mídia evangélica do mundo, promoveu uma reunião com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante sua visita a Washington DC.

Na primeira parte, Bolsonaro foi entrevistado pelo jornalista George Thomas na Blair House, onde a comitiva brasileira estava hospedada.

Na reunião estavam presentes mais de 15 líderes evangélicos, incluindo pastores e presidentes executivos de ministérios. Eles falaram sobre “pautas em comum”, como a defesa da família, a proteção do feto no ventre da mãe e seu apoio a Israel.

Em vídeo divulgado pela CBN, Bolsonaro recebe oração de Pat Robertson, fundador daquele ministério. “Oramos, Senhor, para que a unção do Espírito Santo venha sobre ele (Bolsonaro)… Para que ele tenha sabedoria, ouça uma voz clara quanto tiver de tomar decisões que lhe diga: ‘Este é o caminho, ande por ele'”, clamou Robertson.

Os líderes presentes elogiaram Bolsonaro por manter suas crenças cristãs. “Todos nós queremos bênçãos de Deus, mas a verdade é que a bênção precisa do alicerce da salvação”, disse o evangelista Reinhard Bonnke.

“Se um país é coberto pelo evangelho de Jesus Cristo, é um bom fundamento”, afirmou o alemão, famoso por suas cruzadas evangelísticas.

terça-feira, 19 de março de 2019

Senador chama Gilmar Mendes de 'bandido, corrupto e canalha'

Parlamentar promete mostrar dados contra o ministro do STF

Senador Jorge Kajuru. (Foto: Reprodução / Youtube)

Durante a manifestação contra as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) em Goiás, o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) mostrou toda a sua indignação com o ministro Gilmar Mendes e o chamou de “bandido, corrupto e canalha”.

Kajuru promete fazer parte da CPI da Toga, uma investigação que deve investigar os ministros do STF.

“A CPI da Toga vai lhe convocar. Você será o primeiro a ser questionado. A gente quer saber de onde você tirou R$ 20 milhões em patrimônio! Você tirou das sentenças que vendeu, seu canalha”, disse ele durante entrevista.

Ainda segundo o senador, Gilmar Mendes é sócio de figuras como Beto Richa, Aécio Neves e Marconi Perillo. Por isso, o ministro sempre concede decisões que os favorecem diante das acusações de corrupção.

“Beto Richa, Aécio Neves e Marconi Perillo são sócios dele. Nós vamos investigar todas as empresas em que ele é sócio. O primeiro alvo da CPI da Toga será o Gilmar Mendes”, ameaça Kajuru.

Trump: Brasil será principal aliado dos Estados Unidos fora da Otan

Para ele, empresas americanas estão prontas para entrar no país

Por Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil Brasília

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Brasil será designado principal aliado dos Estados Unidos fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Ainda deixou aberta a possibilidade de o Brasil integrar a Otan, que é uma organização militar formada por países da Europa e da América do Norte, com origem na oposição ao socialismo liderado, na época, pela União Soviética, hoje extinta.

“Como disse ao presidente [Jair] Bolsonaro, vou designar o Brasil como principal aliado que não é da Otan, e até possivelmente um aliado da Otan. Falei com muitas pessoas a respeito disso. Nossas nações trabalham juntas para proteger os nossos povos do terrorismo, do crime transnacional, das drogas, do tráfico de armas e de pessoas, que está agora na vanguarda do crime”, disse.

Trump e Bolsonaro se reuniram na Casa Branca. Para Trump, a reunião entre ele e o presidente brasileiro foi “excelente”.
Barreiras

Trump também afirmou que as empresas de seu país “estão prontas para entrar” no mercado brasileiro, aguardando mudança nas “regras do jogo”. Trump disse que “reciprocidade” é sua palavra favorita e afirmou que Brasil e Estados Unidos estão dispostos a reduzir as barreiras comerciais entre si.

O presidente dos EUA, Donald Trump, se reúne com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington (EUA). - Isac Nóbrega/PR

“O presidente Bolsonaro e eu estamos comprometidos em reduzir as barreiras comerciais, facilitar o investimento e a inovação em uma série de indústrias - energia, agricultura, tecnologia. O presidente tem uma visão de liberar o setor privado, abrir a economia”, disse Trump, depois do encontro com o presidente Jair Bolsonaro.

“E esse é o caminho para que o Brasil tenha um crescimento econômico forte. Nossas empresas estão prontas para entrar quando essas regras do jogo forem iguais”, completou.

Trump acrescentou que uma eventual entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) fará com que o país “aumente seu status”. O presidente norte-americano já havia confirmado seu apoio à entrada do Brasil na organização.
Alcântara

Ele também elogiou o Centro Espacial de Alcântara, de onde os Estados Unidos poderão lançar foguetes após ratificação do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas, assinado ontem entre os dois países. A ratificação do acordo depende do congresso brasileiro.

“É um local extraordinário, não vamos entrar nos detalhes, mas devido à localização, muito dinheiro poderá ser poupado. Os voos serão muito mais curtos. A proximidade do Brasil com o Equador faz com que o lugar seja ideal”, argumentou.
Venezuela

Trump elogiou a postura do Brasil frente a crise na Venezuela. O presidente norte-americano lembrou que o Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela e agradeceu o apoio brasileiro no envio de ajuda humanitária ao país vizinho.

Em seguida, Trump falou aos militares venezuelanos, pedindo para que eles deixem de apoiar o presidente Nicolás Maduro, a quem chamou de “uma marionete de Cuba”.

Trump diz que atuará para incluir Brasil na OCDE

As negociações se estendem à área militar e ao comércio bilateral

Por Agência Brasil Brasília

Em encontro na Casa Branca com o presidente Jair Bolsonaro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje (19) que apoia os esforços do Brasil para integrar a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Também afirmou que as negociações entre os dois países devem avançar nas áreas de
segurança militar e do comércio.

“Estamos trabalhando com várias questões militares e questões dos vistos para funcionar melhor, o Brasil produz ótimos produtos e nós também. Acredito que o comércio vai aumentar substancialmente entre os dois países”, ressaltou Trump, presenteado por Bolsonaro com uma camisa da seleção brasileira de futebol.

O presidente norte-americano afirmou que Estados Unidos e Brasil vivem um momento único na relação bilateral. “O relacionamento que temos agora com o Brasil nunca foi melhor. Não temos hostilidade alguma com o Brasil. Vamos ver Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte]. Temos uma grande aliança com o Brasil, como jamais tivemos.”

Para Trump, a campanha de Bolsonaro à Presidência da República foi emblemática. “[Bolsonaro] liderou uma das campanhas mais impressionantes dos últimos tempos, lembrou também a minha”, disse. “O Brasil e os Estados Unidos nunca tiveram tão próximos quanto estão agora.”

Questionado sobre a questão da Venezuela, Trump disse que a crise no país sul-americano seria tema da conversa com Bolsonaro. Ele indicou que "todas as opções" estão sobre a mesa, inclusive a intervenção militar na região. O governo brasileiro já sinalizou ser contrário à intervenção. 
Expectativas

Durante o encontro, Bolsonaro mencionou sua satisfação por se reunir com Trump. “É uma satisfação estar nos Estados Unidos, depois de algumas décadas de alguns presidentes antiamericanos, o Brasil mudou a partir de 2019.”

Bolsonaro disse que a reunião com Trump é significativa para brasileiros e norte-americanos. Segundo ele, ambos têm muito em comum.

“Temos muito a conversar e muita coisa a oferecer para os bem dos nossos povos. Tenho muita coisa em comum com o senhor Trump. Isso é para mim motivo de orgulho e satisfação. Ele quer uma América grande e eu quero um Brasil grande. A partir deste momento o Brasil estará mais do que nunca engajado com os nossos Estados Unidos.”

Questionado se em algum momento imaginou que se reuniria com Trump, Bolsonaro respondeu: “É um milagre estar vivo”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, na Casa Branca, em Washington (EUA). - Reuters/Carlos Barria/Direitos Reservados

Trump e Bolsonaro trocam camisas das seleções de futebol

O norte-americano citou o Brasil como potência no esporte

Por Agência Brasil Brasília

Os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e dos Estados Unidos, Donald Trump, trocaram hoje (19) presentes. Um entregou ao outro camisas oficiais das seleções de futebol. Segundo o norte-americano, o presente era uma homenagem ao Brasil, que é uma potência no futebrol.

Trump presenteou Bolsonaro com a camisa de número 19 – em alusão ao ano de 2019. “O Brasil é um grande país. A grande potência do futebol. Tem grandes jogadores, posso lembrar de Pelé e tantos outros” , disse.

De presente, Trump ganhou uma camisa de número 10 – igual à que Pelé usou quando estava na ativa. Bolsonaro disse que a escolha do número 10 foi por causa das muitas alegrias que Pelé deu ao Brasil. “A camisa que simboliza o maior jogador de todos os tempos”, disse.

Após a reunião reservada de cerca de 20 minutos na Casa Branca, Bolsonaro e Trump e as comitivas do Brasil e dos Estados Unidos terão um encontro ampliado.

A viagem aos Estados Unidos é a primeira em caráter bilateral do presidente Bolsonaro.
O presidente dos EUA, Donald Trump, se reúne com o presidente Jair Bolsonaro, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington (EUA). - Reuters/Kevin Lamarque/Direitos Reservados