segunda-feira, 29 de abril de 2019

Partido de direita Vox elege 24 deputados para o Parlamento espanhol

Até agora, a única ocasião em que a direita tinha estado presente no Congresso do Deputados espanhol aconteceu entre 1979 e 1982, com um único legislador, Blas Piñar

Presidente do partido Vox, Santiago Abascal (OSCAR DEL POZO/AFP/Getty Images)


A direita entrou com força no Parlamento da Espanha, depois que o partido Vox conseguiu neste domingo (28) 24 das 350 cadeiras no Congresso dos Deputados, embora com menos ímpeto após a grande expectativa gerada durante a campanha, por causa de sua grande capacidade de mobilização.

No fim, a legenda da direita obteve 2,676 milhões de votos, 10,26% do total, e se situa como quinta força política do país, com um aumento brutal em relação aos 47.100 votos (0,2%) das eleições anteriores de 2016.

No entanto, o fato de algumas pesquisas anteciparem que o Vox poderia se aproximar dos 40 deputados e a grande presença de público em seus atos eleitorais, com ginásios lotados, tinham criado expectativas mais altas.

Mesmo assim, os líderes deste partido se mostraram vitoriosos e destacaram a conquista que representa entrar no Congresso com mais de 20 parlamentares.

O presidente do Vox, Santiago Abascal, classificou de “verdadeiro milagre” o forte crescimento de seu partido e falou para seus correligionários que “isto é só o princípio, o Vox veio para ficar”.


Abascal voltou a repetir que seu partido começou a “reconquista” da Espanha, em referência à luta contra os muçulmanos durante a Idade Média.

Antigo militante do Partido Popular (PP), voltou a chamar sua antiga legenda da forma depreciativa “direitinha covarde” e afirmou sua “preocupação com a vitória da esquerda em nível nacional”, antecipando que liderarão uma “resistência nacional”.

“Vocês têm que ficar muito orgulhosos e muito satisfeitos porque fizeram história”, destacou o secretário-geral do partido, Javier Ortega Smith.

Situado na nova onda de direita que varreu boa parte de Europa, Estados Unidos e inclusive Brasil, o Vox se beneficiou especialmente da crise independentista da Catalunha do outono de 2017, contra a qual o governo anterior presidido por Mariano Rajoy (PP) mostrou muita passividade, segundo os críticos da direita.

O Vox foi criado em 2013 a partir de descontentamentos dentro do PP e até as eleições regionais andaluzas de dezembro do ano passado tinha obtido resultados imperceptíveis.

Em todo caso, a decolagem definitiva do Vox vem no rastro da progressão destes partidos em países da União Europeia como Alemanha, França, Itália, Holanda, Dinamarca, Áustria, Finlândia, Hungria e República Tcheca, em alguns deles inclusive participando de coalizões de governo, como nos casos italiano e austríaco.

No entanto, embora o Vox compartilhe com muitos deles o discurso contra a imigração, especialmente de países muçulmanos ou africanos, é em termos gerais pouco menos contra a União Europeia e mais centrado em criticar a lei de violência sexual e feminismo, e em defender a caça e a tourada.

O Vox também imitou Donald Trump ao propor construir um muro de concreto inexpugnável (e pago pela União Europeia) nas duas cidades autônomas da Ceuta e Melilla, situadas no norte da África, para prevenir que imigrantes ilegais consigam atravessar as atuais cercas de fronteira.

Até agora, a única ocasião em que a direita tinha estado presente no Congresso do Deputados espanhol aconteceu entre 1979 e 1982, com um único legislador, Blas Piñar, o principal representante do nostálgico regime de Franco.

Bolsonaro volta a defender Escola sem Partido

O presidente Jair Bolsonaro publicou hoje (28) em seu perfil na rede social Twitter vídeo de uma aluna que alega que uma professora de gramática usou 25 minutos dentro de sala de aula para fazer críticas ao governo, ao movimento Escola sem Partido e ao escritor Olavo de Carvalho. Junto ao vídeo, Bolsonaro escreveu: “Professor tem que ensinar e não doutrinar”.

O presidente Jair Bolsonaro chega ao prédio onde mora o filho, Flávio Bolsonaro, em Brasília. - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Questionado pela imprensa sobre o assunto quando chegava ao prédio onde mora o filho Flávio Bolsonaro, o presidente voltou a defender o movimento Escola sem Partido. “Nós queremos a escola sem partido ou, se tiver partido, que tenha os dois lados. Isso tem que ser. Não pode é ter um lado só na sala de aula. Isso leva ao que nós não queremos”, afirmou.
Encontro com Maia

Bolsonaro também falou sobre o encontro que teve com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na manhã deste domingo. Bolsonaro disse que os dois conversaram durante cerca de uma hora. Sobre o que foi tratado na conversa, o presidente disse apenas que a visita foi para tratar “de um montão de assuntos”.

À Agência Brasil, a assessoria de Maia informou que o encontro foi para tratar do projeto de reforma da Previdência que tramita no Congresso Nacional.

*Colaborou Felipe Pontes

Bolsonaro desautoriza secretário e diz que não taxará dízimos

Marcos Cintra, secretário da Receita Federal, havia dito que “até dízimo de igreja pagará novo tributo”

O presidente Jair Bolsonaro declarou que não pretende criar nenhum novo imposto durante o seu governo.

A informação desautoriza o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, que falou sobre criar um imposto para acabar com a contribuição previdenciária.

Este novo imposto, simplificaria o modelo de arrecadação vigente no país e teria maior abrangência, sendo cobrado até mesmo sobre os dízimos recebidos pelas igrejas.

Bolsonaro disse que foi surpreendido pela declaração de Cintra e deixou claro que nenhum imposto será criado para igrejas.

“Quero me dirigir a todos vocês, dizendo que essa declaração não procede. Quero dizer que em nosso governo nenhum novo imposto será criado, em especial contra as igrejas, que, além de terem um excelente trabalho social prestado a toda a comunidade, reclamam eles, em parte com razão ao meu entendimento, que há uma bitributação nessa área”, afirmou.

Esquerda tentou caracterizar cidadão 'normal' como exceção, diz presidente do BB

Comercial que mostrava diversidade foi tirado do ar a pedido do presidente Jair Bolsonaro

Rubem Novaes. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A decisão de tirar do ar uma campanha do Banco do Brasil por ter muitos jovens negros e um transexual gerou uma série de crítica ao governo Bolsonaro.

Ao ser questionado, o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, afirmou que a esquerda tentou empoderar minorias e caracterizar o cidadão “normal” como exceção.

“Durante décadas, a esquerda brasileira deflagrou uma guerra cultural tentando confrontar pobres e ricos, negros e brancos, mulheres e homens, homo e heterossexuais etc, etc. O ‘empoderamento’ de minorias era o instrumento acionado em diversas manifestações culturais: novelas, filmes, exposições de arte etc., onde se procurava caracterizar o cidadão ‘normal’ como a exceção e a exceção como regra”, disse ele em entrevista à BBC Brasil.

As informações de que o diretor de Marketing e Comunicação, Delano Valentim, foi destituído do cargo também foram esclarecidas por Novaes, que afirmou que o profissional está de férias e que seu destino na instituição será discutido após seu retorno.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Muçulmanos responsáveis por ataques no Sri Lanka podem ter treinado no exterior

Muçulmanos integrantes do grupo terrorista que organizou seis explosões quase simultâneas no domingo (21) no Sri Lanka podem ter passado por um treinamento militar no exterior, segundo o governo local.

Atentados em igrejas e hotéis em Colombo, a maior cidade do país, e em outra cidade no leste deixaram 321 mortos e cerca de 500 feridos.

Em entrevista coletiva nessa terça-feira (23), o premiê do Sri Lanka, Ranil Wickremesinghe, disse que os atentados foram ataques suicidas organizados por um grupo muçulmano do país. Segundo Wickremesinghe, autoridades identificaram a maioria dos membros da organização, inclusive o seu possível líder.

Em discurso transmitido pela TV, também na terça, o presidente cingalês Maithripala Sirisena disse que as autoridades de segurança começaram a monitorar o grupo terrorista há dois anos, após receber um relatório da inteligência.

Sirisena afirmou que as autoridades têm acompanhado atentamente as viagens ao exterior dos membros da organização e outras atividades, mas não obtiveram evidências suficientes para prendê-los.

O grupo Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria dos ataques. Segundo investigadores, os homens-bomba estariam envolvidos com a organização. O Sri Lanka tem recebido ajuda do Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI, na sigla em inglês) e de outras autoridades internacionais de segurança para investigar os atentados.

*Com informações da NHK (emissora pública de televisão do Japão)

CNI/Ibope aponta que 66% avaliam governo Bolsonaro como ótimo ou regular

Pesquisa de opinião CNI/Ibope divulgada hoje (24) mostra que 35% dos brasileiros entrevistados avaliam o governo do presidente Jair Bolsonaro como ótimo ou bom; 31% como regular; 27% como ruim ou péssimo; e 7% não sabem ou não responderam à pergunta. Essa é a primeira pesquisa CNI/Ibope sobre a avaliação do governo Bolsonaro.

Pela pesquisa, a maneira de governar do presidente é aprovada por 51% dos entrevistados e desaprovada por 40%. Outros 9% não sabem ou não responderam à pergunta.

Em relação à confiança, 51% dos entrevistados afirmaram confiar no presidente Jair Bolsonaro, enquanto 45% não confiam.

Avaliação por áreas

Quando o assunto é sobre a aprovação do governo por áreas de atuação, as melhores avaliadas são a segurança pública, onde 57% disseram aprovar as ações e políticas do governo; educação (51%); e meio ambiente (48%).

As áreas piores avaliadas são taxa de juros, onde 57% desaprovam as ações do governo, e impostos, com desaprovação de 56%.

A pesquisa foi feita entre 12 e 15 de abril e ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios. A margem de erro máxima estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Perspectiva

A perspectiva de 65% dos entrevistados é de que o restante do governo Bolsonaro seja ótimo ou regular, 23% acreditam que vai ser ruim ou péssimo e 7% não sabem ou não responderam.

CCJ aprova parecer a favor da reforma da Previdência

Relator retirou 4 trechos da PEC, que segue para comissão especial

Por Da Agência Brasil * Brasília

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou na noite dessa terça-feira (23), por um placar de 48 votos a 18, o texto do relator Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG) pela admissibilidade da Prosposta de Emenda à Constituição (PEC 6/19), que trata da reforma da Previdência. A PEC segue agora para análise de uma comissão especial que, segundo a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann, deve ser instalada nesta quinta-feira (25).

A PEC da reforma da Previdência está em tramitação na Câmara há dois meses. Para concretizar a aprovação de seu relatório, o deputado Delegado Marcelo Freitas, apresentou uma complementação de voto para retirar quatro prontos da proposta, que, segundo ele, estavam em desacordo com a Constituição. O parlamentar anunciou a medida ontem acompanhado do secretário especial de Previdência, Rogério Marinho.

Os quatro itens que foram suprimidos da proposta foram negociados com líderes da base governista. O primeiro é o fim do pagamento da multa de 40% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do recolhimento do fundo do trabalhador aposentado que voltar ao mercado de trabalho.

O segundo ponto é a concentração, na Justiça Federal em Brasília, de ações judiciais contra a reforma da Previdência. Os outros pontos são a exclusividade do Poder Executivo de propor mudanças na reforma da Previdência e a possibilidade de que a idade de aposentadoria compulsória dos servidores públicos (atualmente aos 75 anos) seja alterada por lei complementar, em vez de ser definida pela Constituição, como atualmente.
A sessão

A votação do parecer sobre a PEC da reforma da Previdência do relator Delegado Marcelo Freitas durou mais de oito horas e foi aprovada sob protestos da oposição. A líder da minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB –RJ), apresentou um requerimento de pedido de adiamento da votação do relatório por 20 sessões até que fossem apresentados os dados que embasam a proposta de reforma da Previdência. Um dos argumentos é que a PEC é inconstitucional pois não está acompanhada da estimativa do impacto orçamentário e financeiro, como determina o Artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 

Embora a deputada tenha argumentado que o requerimento tinha assinatura de 110 deputados, durante a sessão, o presidente da comissão, Felipe Francischini (PSL-PR), informou que o protocolo de requerimento não atingiu as 103 assinaturas suficientes para ser aceito, pois segundo Francischini, algumas assinaturas não foram reconhecidas, o que gerou um dos vários tumultos que ocorreram durante a sessão. O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) disse que deve entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do presidente da CCJ.

Durante a sessão da comissão foram rejeitadas diversos requerimentos pedindo o adiamento por diferentes prazos, como duas, três ou mais sessões. Um dos principais argumentos para os pedidos de adiamento era a falta de mais dados que embasaram o Executivo na elaboração da proposta de reforma da Previdência.

A sessão também teve tumulto e obstrução por parte da oposição e muita discussão entre parlamentares favoráveis e contra o projeto.

* Com informações da Agência Câmara

terça-feira, 23 de abril de 2019

Identidade Digital: confira as principais dúvidas sobre o documento e o programa ICN

Expectativa é que a nova identidade comece a ser emitida no segundo semestre deste ano

(Agência Brasil)

A emissão da Identidade Digital deverá ter início a partir do segundo semestre deste ano para todos os cidadãos que se cadastrarem no programa Identificação Civil Nacional (ICN). Sob a responsabilidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), serão coletadas as informações biométricas e biográficas de brasileiros que ainda não constam da base de dados do Tribunal.

O novo documento vai garantir que ninguém tente se passar por outra pessoa na hora da identificação em qualquer instituição pública ou privada.

O TSE será responsável por gerir o banco de dados e emitir a Identidade Digital ou, ainda, certificar outros órgãos para a expedição do documento. O Tribunal conta com expertise e infraestrutura capazes de coletar a biometria de todos os cidadãos brasileiros.

Além da coleta, a Corte Eleitoral será responsável pelo armazenamento e pelo possível compartilhamento dessas informações com outros órgãos.

Confira abaixo as respostas para algumas dúvidas comuns acerca da Identidade Digital e do programa ICN.

A Identidade Digital substituirá o documento de identidade atual impresso?
Sim. No entanto, num primeiro momento, quem não dispuser de smartphone ou tablet poderá ter o número de inscrição no programa ICN incluído no documento de identidade físico. A Identidade Digital, conhecida na legislação como Documento Nacional de Identidade (DNI), contará com um número de identificação – interno e individual para cada cidadão – de nove dígitos, e também exibirá a numeração de outros documentos, como a do CPF.

A emissão do documento será gratuita?
Sim.

O que é o programa de Identificação Civil Nacional (ICN)?
Criado pela Lei n° 13.444/2017, o programa de Identificação Civil Nacional (ICN) está sob a responsabilidade do TSE. O objetivo é individualizar os brasileiros para que sejam identificados com segurança e facilidade em suas relações públicas e particulares.

A nova identidade será mais segura?
Sim. A identidade ainda contará com dispositivos de segurança de verificação que os documentos comuns não possuem. Isso só será possível porque o DNI utilizará dados biométricos que são únicos em cada indivíduo. A expedição da identidade oficial dos brasileiros obedecerá a padrões, procedimentos e elementos de segurança.

Qual a diferença entre dados biográficos e dados biométricos?
Os dados biográficos são nome completo, gênero, estado civil, cor/raça, data de nascimento, nacionalidade/naturalidade e ocupação. Já as informações biométricas são as impressões digitais e da face e a assinatura dos indivíduos.

Além do componente biométrico, a Identidade Digital contará com quais outros itens de segurança?
O documento será gerado e poderá ser autenticado mediante processo de verificação de chaves de segurança em um servidor protegido. Os dados que aparecerão nos dispositivos móveis aos cidadãos serão criptografados, o que também aumenta a proteção da informação. Esses dados em “códigos” só podem ser corretamente lidos por quem possui uma espécie de “chave” para o segredo.

O aplicativo apresentará, ainda, um QR Code, que será criado de forma dinâmica a cada novo acesso, mantendo os dados de validação vinculados à data e à hora de sua geração. O DNI também mostrará no canto superior direito, como marca d’água, um código de verificação contendo 20 caracteres, precedido da data e da hora em que foi gerado.

O programa ICN vai aproveitar os dados dos eleitores com biometrias cadastradas?
Sim. Atualmente, cerca de 90 milhões de pessoas já tiveram os dados biométricos coletados pela Justiça Eleitoral em todo o país.

Outros órgãos que tratam da identificação dos brasileiros participam do projeto?
O TSE atuará em parceria com outros órgãos que deverão seguir o mesmo padrão de identificação biométrica utilizado pela Justiça Eleitoral, que abarca a coleta das digitais dos dez dedos da mão e a captura da face do cidadão.

O objetivo é que possa existir o intercâmbio das informações desses órgãos com o TSE, que serão verificadas e disponibilizadas no programa ICN. É o caso dos institutos de identificação dos Estados.

Onda 'conservadora' avança nas universidades brasileiras

Grupos se formaram a partir de 2016, quando a polarização política começou a ficar mais evidente no país

UFPR. (Foto: Henry Milleo)

As principais universidades do país já começam a ter grupos de estudantes conservadores, ambientes que por seis décadas foram tomados por universitários de esquerda começam a viver uma renovação.

Instituições como Universidade de São Paulo (USP), de Campinas (Unicamp), Federal do Paraná (UFPR) e Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal de Alfenas (Unifal) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL) já contam com grupos organizados de estudantes declaradamente de conservador/direita, tanto conservadores, quanto liberais.

Os estudantes de direita sempre existiram, mas viviam no ostracismo como lembra o professor do Instituto de Filosofia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Dennys Xavier. Com a polarização política após a crise econômica do segundo governo de Dilma Rousseff, esses grupos passaram a ganhar novos integrantes.

“Os grupos de direita sempre existiram em algum grau de organização, mas ainda estavam engatinhando dentro das universidades e no ostracismo. As eleições catalisaram isso e as redes sociais tiveram papel fundamental porque com elas aqueles que pensavam pela liberdade e direita viram que não estavam sozinhos”, diz o professor em entrevista ao jornal Gazeta do Povo.

Na UFPR um grupo de 60 estudantes formam o UFPR Livre, para entrar é preciso passar por um processo seletivo para que a diretoria saiba se o candidato está alinhado com os “fins, princípios e valores” do grupo, como apurou o jornal.

Desde 2016 existe a Unifal Livre, um grupo de direitistas que nasceu após uma greve promovida pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). O movimento grevista impediu estudantes de assistirem às aulas e assim os estudantes alinhados ao eixo centro-direita da política, entre eles liberais e libertários, acabaram se unindo contra a greve.

sábado, 20 de abril de 2019

Bolsonaro defende que invasão de terra seja tratado como 'terrorismo'

Para o presidente, inciativa precisa de apoio do Legislativo

Durante uma transmissão ao vivo em sua página no Facebook na noite desta quinta-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro anunciou que vai enviar ao Congresso um projeto de lei que tipifica a invasão de terras como “crime de terrorismo”.

O líder do Executivo destacou que, desde que assumiu, em janeiro, ocorreu apenas uma invasão de terra no país. Em comparação, foram 43 no mesmo período do ano passado.”No que depender de mim, será tipificado como terrorismo”, afirmou. Também explicou que vai conversar com parlamentares, buscando uma proposta que seja viável para aprovação no Legislativo.

A iniciativa já havia causado controvérsia durante a campanha, quando Bolsonaro a anunciou pela primeira vez.

Ainda durante a transmissão, ele defendeu o envio de um outro projeto de lei, que poderá estender o direito de legítima de defesa para quem atira contra pessoas que tentem invadir domicílios privados. Recentemente, uma lei similar foi aprovada na Itália.

“Invasão de domicílio ou de propriedade outra, uma fazenda ou uma chácara, o proprietário pode se defender atirando, e se o outro lado resolver morrer, é problema dele. Propriedade privada é sagrada”, afirmou. O presidente também alegou que uma medida dessa natureza precisa ser costurada com parlamentares para ter alguma viabilidade.


quinta-feira, 18 de abril de 2019

Bolsonaro é uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista 'Time'

Trata-se do único brasileiro a figurar na lista

Como faz todos os anos, a revista americana Time elegeu as 100 pessoas mais influentes do mundo. O presidente Jair Bolsonaro é o único brasileiro na lista de 2019, divulgada nesta quarta-feira (17).

Segundo a publicação, o capitão é um “personagem complexo”. Chamado de “a melhor chance em uma geração de promulgar reformas econômicas capazes de conter o déficit crescente”, ao mesmo tempo é rotulado como “garoto-propaganda de uma masculinidade tóxica e um ultraconservador com a intenção de travar uma guerra cultural”.

O texto, assinado pelo cientista político Ian Bremmer, da consultoria Eurasia Group, aponta que o presidente será decisivo para o futuro do governo se aprender a “trabalhar com o sistema”.

A lista divulgada pela Time também inclui outros líderes políticos do espectro conservador, como o presidente Donald Trump, Matteo Salvini, vice-primeiro-ministro e ministro do Interior da Itália, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Bolsonaro avalia emenda para ampliar garantias à liberdade de expressão

Ideia é baseada na constituição americana

Jair Bolsonaro em entrevista à Fox News. (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro pode enviar ao Congresso Nacional uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para ampliar garantias à liberdade de expressão para a imprensa e também para a internet.

Segundo a revista Crusoé, a proposta é de um jurista de Santa Catarina e de assessores do presidente. Ao tomar conhecimento do texto, Bolsonaro teria gostado da ideia, mas ainda não deu seu aval para que a PEC seja redigida.

A ideia dessa proposta é fazer uma adaptação da primeira emenda da constituição americana, que impede o Congressos dos Estados Unidos de aprovar leis que venham a limitar a liberdade de expressão e de imprensa.

Hitler: o marxista heterodoxo que tentou implantar a utopia socialista

Em abril de 1945, quando Hitler cometeu suicídio em Berlim, ninguém estava interessado no que ele acreditava. A guerra não é um período de reflexão e o que Hitler fez foi tão destruidor – e ficou amplamente conhecido pelas fotos de corpos nus empilhados em valas coletivas – que pouca atenção foi dada ao ideal nacional-socialista (vulgo “nazista”).

Décadas depois, há muito a ser dito. Os diversos materiais que apareceram posteriormente enriqueceram e aprofundaram o conhecimento sobre o nacional-socialismo. Amigos íntimos de Hitler, como Albert Speer, publicaram as suas memórias; as conversas privadas que Hitler teve durante o período da guerra se transformaram em livros; revelações como as conversas políticas que Hermann Rauschning teve com Hitler foram confirmadas por pesquisas minuciosas; e diários de nazistas como o do consultor econômico de Hitler, Otto Wagener, e de seu conhecido ministro de propaganda, Joseph Goebbels, igualmente se transformaram em livros.

Lendo esses materiais, fica claro, sem sombras de dúvidas, que Hitler e seus aliados se consideravam socialistas e que outros também acreditavam nisso. Adotar o nome “nacional-socialismo” não foi uma hipocrisia. Numa época onde a União Soviética era o único estado socialista no mundo e Hitler adotou a retórica antibolchevique como parte de seu apelo popular, é compreensível que ele relutasse em falar abertamente sobre as suas fontes – em público, Hitler sempre se declarou um antimarxista. Sua megalomania impedia que ele se declarasse discípulo de qualquer pessoa. E isso levou a uma estranha e paradoxal aliança entre os historiadores de esquerda modernos e a mente de um ditador. Muitos analistas atuais se recusam a analisar a mentalidade de Hitler e aceitam, sem questionar, o slogan “Cruzada contra o Marxismo” como uma síntese de sua visão, classificando Hitler e seu nacional-socialismo, erroneamente, como sendo “conservador” ou de “extrema-direita”.

Em suas conversas privadas, Hitler reconhecia sua dívida com a tradição marxista. De acordo com Hermann Rauschning, um nazista que conheceu Hitler antes de sua ascensão ao poder em 1933 e publicou as conversas que teve com o ditador, Hitler afirmava que “havia aprendido muito com o marxismo”. Ele se orgulhava de ter se aprofundado na lógica marxista quando era um estudante, antes da Primeira Guerra Mundial, e posteriormente na prisão em 1924, para onde foi levado quando sua tentativa de golpe (o Putsch de Munique) falhou. O problema dos políticos da República de Weimar, como Hitler afirmou a Otto Wagener, era que “eles nunca leram Marx” e acreditavam que a Revolução Russa de 1917 era apenas “uma questão limitada à Rússia” e não um acontecimento que teria mudado a história humana. Suas diferenças com os comunistas eram mais táticas do que ideológicas. Para Hitler, os comunistas eram meros panfleteiros, enquanto ele acreditava que “tinha colocado em prática o que esses vendedores ambulantes e empurradores de canetas começaram timidamente”, afirmando, com todas as letras, que “todo o nacional-socialismo era baseado em Marx”.

Essa é uma observação devastadora e mais bruta do que qualquer coisa em seus discursos ou em Mein Kampf: mesmo em sua autobiografia, ele salienta que a sua doutrina era diferente do marxismo por reconhecer a importância das “raças” – deixando implícito que poderia ser facilmente ser reconhecida como mera derivada. Sem a luta de raças, Hitler afirmava, o nacional-socialismo “apenas competiria com o marxismo em seu próprio terreno”. O marxismo era internacionalista. Os proletários, como diz o famoso slogan, não têm uma única pátria. Hitler tinha uma pátria e ela era tudo para ele.

Mesmo assim, privadamente ele reconhecia que o nacional-socialismo era baseado em Marx. E faz todo sentido. O nazismo era baseado no marxismo de diversas formas. Ambos são teorias históricas que afirmam explicar todo o passado e o futuro da humanidade. Hitler apenas descobriu que o socialismo poderia ser nacional e não apenas internacional. Era possível haver um nacional-socialismo. Como Hitler afirmou a seu conselheiro econômico, Otto Wagener, em 1930: o socialismo do futuro seria baseado na “comunidade do povo”, não no internacionalismo, e sua tarefa era “transformar o povo alemão em socialista sem matar os antigos individualistas”, ou seja, os empreendedores e gestores da era liberal. Eles deveriam ser usados e não destruídos. O estado poderia controlar tudo sem que fosse o proprietário, e, guiada por um único partido, a economia poderia ser planejada e direcionada sem estatizar totalmente a propriedade privada.

Essa percepção foi fundamental para o nacional-socialismo. A estatização da propriedade privada, como a então recente Guerra Civil Russa mostrava, significava que alemães teriam que lutar contra outros alemães, e Hitler acreditava que havia um caminho mais rápido e eficiente rumo ao socialismo, sem demandar uma guerra civil.

Como Hitler disse a Wagener, a era do individualismo havia chegado ao fim e sua tarefa era “encontrar e trilhar o caminho do individualismo ao socialismo, sem que haja uma revolução”. Marx e Lenin teriam escolhido a meta correta, mas o caminho errado – longo e desnecessariamente doloroso. Ao destruir os burgueses e os latifundiários, Lenin transformou a Rússia numa massa cinza de humanidade indiferente, uma vasta e anônima horda de pessoas que tiveram suas propriedades tomadas e perderam padrão de vida. O estado nacional-socialista elevaria o padrão de vida de todos, muito mais do que o capitalismo. Em outras palavras, Hitler e seus aliados levavam muito a sério a implantação do socialismo.

A mentalidade de Hitler muitas vezes olhava para o passado: não para a Idade Média, como os socialistas vitorianos Ruskin e William Morris, mas para um passado ainda mais remoto e supostamente cheio de virtude heroica. O mesmo pode ser dito de Marx e Engels.

Foi a questão da raça, acima de todas as outras, que tem evitado que o nacional-socialismo fosse classificado como socialismo. Os proletários não têm pátria, como Lenin dizia, mas havia raças que deveriam ser exterminadas, de acordo com a visão de Engels escrita no artigo “Der Magyarische Kampf” (“A Luta dos Magiares”), de janeiro de 1849, publicado no jornal Neue Rheinische Zeitung, editado por Karl Marx. Essa visão foi reforçada pelos socialistas até a ascensão de Hitler ao poder e é possível afirmar que Auschwitz foi inspirado pela mentalidade socialista. A teoria histórica marxista requer e defende genocídios por motivações implícitas na afirmação de que o feudalismo estava dando lugar ao capitalismo, e que este deveria ser suplantado pelo socialismo. Após a “revolução do proletariado”, raças inteiras ficariam para trás, verdadeiros resquícios feudais em uma era socialista; e como estes não conseguiriam avançar dois passos de uma vez, deveriam ser exterminados. Eles seriam o “lixo”, de acordo com Engels, e serviriam apenas para ser “o esterco da história”.

Essa visão brutal, a qual foi reforçada pela pseudo-ciência chamada eugenia na geração seguinte, se tornou uma defesa comum dos socialistas em geral, e foi convenientemente esquecida após a liberação de Auschwitz em janeiro de 1945. Há farta evidência da defesa da eugenia nos escritos de HG Wells, Jack London, Havelock Ellis, Bernard Shaw, Sidney e Beatrice Webb e outros socialistas que não hesitavam em defender o genocídio no Século XX. A ideia de “limpeza étnica” fez parte do ideal socialista por praticamente um século: do artigo de Engels escrito em 1849 até a morte de Hitler em 1945, todos aqueles que defendiam o genocídio se autointitulavam socialistas, sem exceções.

Os intelectuais socialistas do Ocidente defendiam, durante a Primeira Guerra Mundial, a “pureza racial” e a “dominação dos brancos” por meio da violência. O ideal socialista oferecia a eles um cheque em branco e a licença para matar incluía o genocídio. Em 1933, Bernard Shaw exaltava o extermínio em massa no prefácio de On the Rocks, uma ideia que a União Soviética já havia adotado na fome ucraniana conhecida como Holodomor. Os socialistas podiam se orgulhar de um estado que teve a coragem de agir (em prol da eugenia). Sidney e Beatrice Webb, os criadores de sociedade fabiana e da London School of Economics – a qual abrigaria futuramente outro eugenista, John Maynard Keynes – chegaram a escrever livros em 1935 e 1942 exaltando o “Comunismo Soviético” como uma “Nova Civilização”, a “mais alta forma de democracia já criada”. No mesmo período, em 1935, a Suécia iniciou um programa estatal de eugenia que esterilizou compulsoriamente ciganos e pobres, tendo sido finalizado somente em 1975.

A alegação de que Hitler não poderia ser um socialista porque ele defendeu e praticou um genocídio, portanto, é uma falha monumental que ignora a história. Somente os socialistas defendiam ou praticavam genocídios naquele período, e Hitler sabia disso. Em seu famoso discurso “Por Que Somos Antissemitas“, feito a uma plateia de 2000 pessoas do Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães) no dia 15 de agosto de 1920, em Munique, Hitler afirmou: “Somos socialistas e, portanto, devemos ser necessariamente antissemitas porque queremos lutar contra o exato oposto (do socialismo): o materialismo e o mamonismo”. A plateia irrompeu em aplausos. Hitler continuou: “Como é possível não ser antissemita quando se é um socialista! Haverá um dia em que será óbvio que o socialismo só pode ser implantado se estiver acompanhado do nacionalismo e do antissemitismo. Os três conceitos estão conectados de forma inseparável. Eles são a base do nosso programa e, por isso, nos chamamos nacional-socialistas!”

As primeiras reações ao nacional-socialismo fora da Alemanha se perderam no tempo. A ascensão do fascista Mussolini ao poder, em 1922, pegou a Europa de surpresa. De onde vinha? Harold Nicolson, eleito para o parlamento em 1935 e um dos primeiros a alertar para a ascensão do fascismo (por ter visitado Roma em janeiro de 1932 e estudado os panfletos fascistas) afirmava que o fascismo era um socialismo militar, um “experimento socialista que destrói a individualidade”, como afirmou em seu diário. Já a União Soviética acreditava que o fascismo era o último estágio do capitalismo antes de se destruir.

Com o início da Guerra Civil Espanhola em 1936, era necessário ter um lado, e foi aí que surgiu o mito – criado pelos “intelectuais” ocidentais – de que Hitler era “de direita” (em contraposição à esquerda de Stalin). Essa súbita mudança de visão jamais foi explicada, e provavelmente não será, exceto com base na conveniência argumentativa. Posições binárias simples como mocinho-bandido e cowboys-índios são sempre satisfatórias. Praticamente todos consideraram o pacto Molotov-Ribbentrop (tratado de não-agressão firmado em 1939 por Hitler e Stalin) como um casamento cínico movido pela conveniência e não como uma tentativa de reunificar o socialismo.

No início da II Guerra Mundial, em 1939, a ideia de que Hitler era um socialista estava praticamente enterrada. A única exceção à regra foi o socialista George Orwell, que em sua obra de 1940, “O Leão e o Unicórnio” – escrita logo após Hitler conquistar a França – afirmou que o avanço nazista era “o desmantelamento físico do capitalismo”, mostrando que “uma economia planejada é mais forte do que uma sem planos”. Orwell afirmava que “a Alemanha possuía muito em comum com um estado socialista” e que Hitler entraria para a história como “o homem que fez a Cidade de Londres deixar de sorrir e passar a chorar” ao provar que o planejamento central funcionava melhor do que o livre mercado.

O diário do nazista Otto Wagener, consultor econômico de Hitler, registrou em 1933 – pouco depois de Hitler chegar ao poder – uma visão onde muitas das facetas que haviam tornado o socialismo “utópico” irresistível foram trazidas para uma era marcada por crises econômicas e guerras. Hitler associava, da mesma forma que o socialismo vitoriano fez anteriormente, um intenso radicalismo econômico a um entusiasmo romântico por uma suposta era onde o capitalismo não havia transformado o heroísmo em ganância sórdida e ameaçado instituições tradicionais como a família e a tribo.

O socialismo, dizia Hitler a Wagener, não era uma invenção recente do espírito humano, e quando ele lia o Novo Testamento via socialismo nas palavras de Jesus. Para Hitler, os longos séculos de existência do cristianismo falharam ao não aplicar os ensinamentos de seu mestre, e a tarefa do nacional-socialismo era dar corpo aos provérbios de um grande professor. Os judeus não eram socialistas e, portanto, Jesus crucificado era o verdadeiro criador da redenção socialista. Em relação aos comunistas, Hitler se opunha a eles por terem criado meros rebanhos soviéticos sem vida individual, e seu “socialismo formado por nações” era oposto ao socialismo internacionalista de Marx e Lenin. O principal e único problema de sua era, disse Hitler a Wagener, era libertar os trabalhadores, substituindo o controle do capital sobre o trabalho pelo controle do trabalho sobre o capital.

Com tudo o que sabemos sobre Hitler hoje, podemos afirmar, sem dúvidas: Hitler era um marxista heterodoxo que conhecia as fontes de suas ideias e como elas eram manipuladas por ele de forma heterodoxa. Hitler era um socialista dissidente, com um programa ao mesmo tempo nostálgico e radical, que buscava alcançar algo que os cristãos não haviam tentado e que os comunistas anteriores a ele haviam tentado e falhado: “O que os marxistas, leninistas e stalinistas não conseguiram realizar, nós teremos condições de alcançar”.

Essa era a visão nacional-socialista, vulgo nazista. Ela chegou a ser sedutora, e, ao mesmo tempo, nova e tradicionalista. Como todas as visões socialistas, ela se considerava moral, com políticas econômicas e raciais supostamente baseadas em leis morais universais. E se ainda restarem dúvidas sobre isso, sempre podemos recorrer ao diário de Goebbels, que em 16 de junho de 1941 – cinco dias antes do ataque de Hitler à União Soviética – exultou, na privacidade de seu diário, que o nazismo iria vencer os “bolcheviques judeus” na Rússia para implantar Der echte Sozialismus – o verdadeiro socialismo. Goebbels certamente era especialista em mentiras, mas não havia motivo para mentir em seu próprio diário. E até o fim da vida, assim como Hitler, ele acreditou que o nacional-socialismo era nada mais do que o seu próprio nome diz: socialismo.

Tradução: Marcelo Faria

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Governo encaminha ao Congresso projeto de autonomia do Banco Central

O governo federal apresentou hoje (11) um projeto de lei complementar de autonomia do Banco Central (BC), que será encaminhado ao Congresso nos próximos dias. A medida faz parte das ações propostas para os 100 dias de governo e foi um dos compromissos defendidos pelo presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral, de “seguir o modelo vigente em economias avançadas”.

“A independência do BC é uma ferramenta muito importante usada pelas principais nações para dar tranquilidade a esse fundamental setor, que é a economia, que mexe com a vida de todos nós”, disse o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

De acordo com o Palácio do Planalto, o processo de estabilização econômica, iniciado em 1994 com o Plano Real, demonstra os benefícios decorrentes da estabilidade monetária e redução dos juros. Para o governo, tudo isso fornece as bases para o aumento da produtividade, da eficiência na economia e, em última instância, do crescimento sustentável.

“Para assegurar que o Banco Central continue desempenhando esse papel de maneira robusta e com segurança jurídica, mostra-se necessário consagrar em lei a situação de fato hoje existente, na qual a autoridade monetária goza de autonomia operacional e técnica para cumprir as metas de inflação definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)”, diz o documento que justifica o projeto.

A autonomia do Banco Central já era matéria de projeto no Congresso Nacional, proposto pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em 2003, e defendida pelo ex-presidente da instituição Ilan Goldfajn. O ministro da Casa Civil disse que conversou com Maia antes de apresentar o novo projeto. A expectativa é que os projetos existentes na Câmara sejam apensados para agilizar a tramitação da nova medida apresentada hoje.

Onyx explicou que, sendo enviado pelo Executivo, o projeto garante a constitucionalidade e previne questionamentos jurídicos ao corrigir o vício de iniciativa, já que a transformação da estrutura do governo federal é privativa do presidente da República.

De acordo com Onyx, os projetos são semelhantes e houve o cuidado do governo em formular uma proposta que se alinhasse aos termos apresentados anteriormente pelo presidente da Câmara. “Interessa ao Parlamento e ao país que a gente tenha um guardião da moeda, um guardião da economia brasileira que proteja, independente de quem está no governo, a moeda brasileira”, disse Onyx.

A autonomia do Banco Central é garantida com a perda do status de ministro do presidente do BC e mandato fixo para o presidente e diretores da instituição, não coincidente com o mandato do presidente da República. Pela singularidade do Banco Central, no projeto, algumas garantias são conferidas aos seus dirigentes, como mandato de quatro anos, com possibilidade de recondução por mais quatro, e proteção jurídica conferida para que se dê de fato a autonomia que garanta a integridade da instituição.

Jair Bolsonaro participa de almoço com 100 pastores

Ministros de diversas denominações participam do Cimeb 2019 no Rio de Janeiro

Jair Bolsonaro participa de almoço no Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução/TV Globo)

O presente Jair Bolsonaro está no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (11) para participar de um almoço com mais de 100 pastores que participam do Congresso do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb).

A participação no evento não está marcada na agenda oficial do presidente da República. Além de Bolsonaro, o Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e do Senado, Davi Alcolumbre, também são esperados.

O evento promovido pelo pastor Silas Malafaia é voltado para líderes ministeriais de diferentes denominações. O encontro acontece na sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), na Penha, mas o encontro com o presidente será em um hotel.

O Cimeb começou na última terça (9), contando com a participação de preletores como Cláudio Duarte, Jaime Soares, John Hagee e o próprio Silas Malafaia.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Ministro da Educação anuncia novos secretários

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou hoje (10) os novos secretários que vão compor a equipe do Ministério da Educação (MEC). Haverá mudanças na maior parte das secretarias.
De acordo com nota divulgada pelo MEC, chefiará a Secretaria Executiva Antonio Paulo Vogel de Medeiros. O novo secretário executivo adjunto será Rodrigo Cota. A Secretaria de Educação Superior será chefiada por Arnaldo Barbosa de Lima Junior e a Secretaria de Educação Básica, por Janio Carlos Endo Macedo.
Para a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior, foi escolhido Silvio José Cecchi. A Secretaria da Educação Profissional e Tecnológica será comandada por Ariosto Antunes Culau.
Permanecem noc cargos os titulates da Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação, Bernardo Goytacazes de Araujo, e de Alfabetização, Carlos Francisco Nadalim. A Secretaria de Alfabetização é responsável pela elaboração de uma Política Nacional de Alfabetização, meta estipulada para o MEC para os 100 dias de governo do presidente Jair Bolsonaro.
Conheça os novos secretários:
Secretário executivo, Antonio Paulo Vogel de Medeiros: Auditor federal de finanças e controle desde 1998. Foi assessor e diretor do Instituto de Resseguros do Brasil, assessor especial no Ministério da Fazenda e no Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Nesse último, também foi secretário de Gestão. Foi consultor do Banco Mundial em finanças públicas e atuou em diversos colegiados, conselhos fiscais e de Administração. Atuou na transição do governo federal e, em janeiro de 2019, assumiu o cargo de secretário executivo adjunto da Casa Civil da Presidência da República.
Secretário executivo adjunto, Rodrigo Cota: Analista de comércio exterior dos quadros do Ministério da Economia. Ocupou diversos cargos na administração pública federal, tendo sido secretário executivo adjunto do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, onde coordenou o Comitê de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas. Antes do Ministério da Educação, ocupava o cargo de diretor de Programas da Secretaria Executiva do Ministério da Economia, onde respondia pelos assuntos da Previdência Social, Trabalho e Políticas Sociais.
Secretário de Educação Básica, Janio Carlos Endo Macedo: Funcionário aposentado do Banco do Brasil, onde trabalhou por 34 anos, exercendo vários cargos na rede de agências. Ele ocupou, na Direção-Geral do banco, os cargos de gerente-geral do segmento Alta Renda, diretor de Varejo, diretor-presidente da BB Previdência e diretor de Governo. Foi ainda diretor comercial do Grupo Segurador Banco do Brasil Mapfre. Foi conselheiro fiscal da empresa BB Aliança Participações; conselheiro de administração da empresa Ativos S/A; conselheiro fiscal da empresa Usiminas S/A; e conselheiro fiscal do Grupo Ultrapar. No Poder Executivo, foi secretário executivo do Ministério do Trabalho e assessor especial do ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Até chegar ao MEC, era secretário adjunto de Gestão e Desempenho de Pessoal, ligada à Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital.
Secretário de Educação Superior, Arnaldo Barbosa de Lima Junior: Analista técnico de políticas sociais. Foi um dos autores da reforma do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Atualmente, é diretor de Seguridade na Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo (Funpresp-Exe) e membro do Conselho Nacional de Previdência Complementar. Foi assessor especial e diretor de Assuntos Fiscais e Sociais no Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e secretário adjunto de Política Econômica no Ministério da Fazenda. Foi conselheiro fiscal e de administração das seguintes empresas: Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame); Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – Pré-Sal Petróleo (PPSA); BB Tecnologia e Serviços (BBTS); BB Banco de Investimento (BB BI); Banco do Nordeste (BNB); BB Gestão de Recursos, Distribuição de Títulos e Valores Mobiliários (BB DTVM); e Caixa Econômica Federal, entre outras.
Secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Silvio José Cecchi:Foi diretor de Desenvolvimento da Educação em Saúde da Secretaria de Educação Superior do MEC entre 2016 e 2018, quando assumiu a titularidade da Seres. É pós-graduado em análises clínicas e foi presidente do Conselho Federal de Biomedicina. Ao longo de sua vida profissional, acumulou cargos nas funções de coordenador do curso de biomedicina do Centro Universitário Barão de Mauá; diretor-geral da Faculdade COC; diretor de pós-graduação da Anhanguera Educacional; diretor de Logística das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU-SP) e ex-presidente da Associação Brasileira de Biomedicina (ABBM).
Secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Ariosto Antunes Culau: Atuou no governo do Rio Grande do Sul, como secretário de estado de Planejamento e Gestão, e no governo de Goiás, como superintendente do Tesouro Estadual. No governo federal, foi secretário de Orçamento Federal, subsecretário de Assuntos Econômicos da Secretaria Executiva e secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda. Antes de integrar a equipe do MEC, atuava como secretário de Gestão Corporativa do Ministério da Economia, tendo auxiliado na estruturação do novo ministério.

Bolsonaro cumpre mais promessas em 100 dias de governo que Dilma e Temer

Das 58 promessas,12 foram cumpridas e quatro estão em andamento.

Em 100 dias de governo, o presidente Jair Bolsonaro cumpriu 12 das 58 promessas feitas durante o período eleitoral. O número representa 1/5 das promessas, contando também outras quatro que estão em andamento.

Se comparado com os dois último presidentes, Bolsonaro já mostrou mais realizações do que Dilma Rousseff e Michel Temer, no mesmo período.

Dilma cumpriu cinco de 50 promessas nos seus primeiros 100 dias de governo, Temer cumpriu três das 20 promessas feitas. O levantamento foi feito pelo G1.

Promessas cumpridas:

Acabar com o Ministério das Cidades
Diminuir o número de servidores comissionados
Fazer superministério da Economia
Reduzir alíquotas de importação e barreiras não tarifárias
Fazer com que os preços praticados pela Petrobras sigam os mercados internacionais
Não aumentar impostos
Não recriar a CPMF
Alterar estrutura federal agropecuária
Não alterar Lei Kandir
Não privatizar Caixa, Banco do Brasil, Furnas e geração de energia
Extraditar Cesare Battisti
Encaminhar medidas contra corrupção para o Congresso

Parcialmente cumpridas/ Em andamento

Reformular o Estatuto do Desarmamento
Acabar com o monopólio da Petrobras na cadeia de produção do gás natural
Vender ativos da Petrobras
Acabar com indicações políticas e escolher ministros por critérios técnicos

Combate ao aborto mobiliza frente parlamentar em SP

Iniciativa foi do deputado Gil Diniz (PSL-SP)

Gil Diniz. (Foto: Divulgação)

A necessidade de equilibrar o debate sobre o aborto, e acompanhar projetos de lei e políticas públicas ligadas ao aborto, trazendo novas perspectivas sobre a temática, levou deputado estadual Gil Diniz (PSL-SP) a tomar a iniciativa de mobilizar um grupo de parlamentares para atuação conjunta na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Gil coletou a assinatura de dezenas de deputados estaduais e, desta forma, pôde instalar na Casa a “Frente Parlamentar em Defesa da Vida”. “É um instrumento que nos permite debater o tema no Legislativo e sinalizar que existe um grupo de deputados engajados na defesa da vida humana”, disse o deputado do PSL.

“Queremos ouvir os especialistas e representantes dos diversos segmentos interessados no tema da defesa da vida humana, e elevar o debate para o campo da biopolítica, dos planos de educação e pesquisas acadêmicas sobre o tema”, enfatizou.

Além disso, informou Gil Diniz, o seu mandato deve intensificar a fiscalização sobre o aborto legal em instituições de saúde de São Paulo. “Queremos ter certa de que estão observando os casos previstos em lei sem ultrapassar os limites legais”, finalizou.

Benjamin Netanyahu comemora 'vitória incrível' nas eleições em Israel

Premiê defende pautas da direita, incluindo não ceder territórios aos palestinos

As eleições em Israel este ano acabaram sendo uma escolha sobre a continuidade de Benjamin Netanyahu no comando do país. Na noite desta terça-feira (9) o líder do partido de direita Likud usou as redes sociais para comemorar o que chamou de “vitória incrível”.

As pesquisas de boca-de-urna apontavam que o novo premiê seria Benjamin Gantz, do partido Azul e Branco. Ele, aliás, chegou a se declarar vitorioso, mas a apuração indica que o Netanyahu tem 28% dos votos, contra 25% de Gantz.

Em seu perfil do Twitter, Netanyahu escreveu: “O bloco de direita liderado pelo Likud obteve uma vitória clara. Agradeço aos cidadãos de Israel por sua confiança. Irei começar a formar um governo de direita com nossos parceiros naturais hoje à noite”.

Em seu discurso de comemoração, perto das duas da manhã na capital Jerusalém, o primeiro-ministro reeleito declarou que a ‘mídia tendenciosa’ tentou desacreditá-lo. Assegurou ainda que, “governará para todos”.

Na reta final de sua campanha Netanyahu vinha prometendo anexar assentamentos que ficam na Cisjordânia, território reivindicado pelos palestinos. “Vou estender a soberania [israelense] para Judeia e Samaria”, anunciou ele na televisão. Também prometeu não dividir Jerusalém” e garantir que Israel “controle o território a oeste do Rio Jordão”.

Como tem o apoio de Donald Trump, o próximo período de governo de Netanyahu deverá ser marcado pelo anúncio do “plano de paz definitivo”, prometido pelo governo dos Estados Unidos.

terça-feira, 9 de abril de 2019

Bolsonaro retoma conversas com partidos nesta terça-feira

O presidente Jair Bolsonaro retoma o diálogo com dirigentes de partidos políticos em busca de apoio para a aprovação de medidas no Congresso Nacional, especialmente a reforma da Previdência. Hoje (9) e amanhã (10), Bolsonaro deve se reunir com representantes de seis legendas: PSL, PR, Novo, Avante, Podemos e Solidariedade.

"O presidente Jair Bolsonaro acredita que o encontro com os presidentes de partidos, na semana passada, e os que vão ocorrer esta semana, significam um reforço muito importante, sob o ponto de vista político, à reforma da Previdência”, afirmou o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros.

Na agenda presidencial de hoje constam reuniões com o PR e o Solidariedade. Às 11h30, Bolsonaro receberá o senador Jorginho Mello (PR/SC) e o deputado Wellington Roberto (PR/PB).

Na sequência, irão ao Palácio do Planalto os deputados Paulinho da Força (SP), presidente nacional do Solidariedade, e Augusto Coutinho (PE), líder do partido na Câmara. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, participa das reuniões com os partidos.

Conselho

Na semana passada, após se reunir com seis partidos (PRB, PSD, PSDB, DEM, PP e MDB), o presidente propôs a criação do conselho de governo para viabilizar a interlocução entre o governo, os partidos e o Parlamento.

“Ele anunciou inclusive a intenção de criar um conselho político, para aproximar o governo dos partidos e do Congresso, como um novo modelo de articulação", afirmou Rêgo Barros. 

Antes das reuniões com os partidos, Bolsonaro participará hoje da marcha dos prefeitos, organizada pela Confederação Nacional dos Municípios. À tarde o presidente dará posse ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, e depois comandará a reunião do conselho de governo, integrada pela equipe ministerial.

Viagens

Bolsonaro também deve iniciar uma série de viagens pelo país ao longo dos próximos meses. Na quinta-feira (11), o presidente almoça com pastores no Rio de Janeiro. No dia seguinte, embarca para Macapá, onde inaugura a obra do aeroporto da cidade.

Estão previstas ainda visitas a Campina Grande (PB), onde Bolsonaro deve prestigiar um projeto local sobre dessalinização da água do mar, e a Manaus, ainda sem datas definidas. 

"O presidente está buscando também uma agenda de aproximação com essas regiões do país, fazendo sempre alguma entrega quando venha a realizar essas viagens", informou o porta-voz. 

Na quinta-feira (11), Bolsonaro comanda a cerimônia de 100 dias de seu governo, no Palácio do Planalto. "Teremos aqui um evento coordenado pela Casa Civil para apresentar algumas dessas realizações, que atingiram mais de 90% das metas finalísticas previstas, e que servirá para prestar contas à sociedade sobre o que já fizemos. E já fizemos muito", acrescentou Rêgo Barros.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Planalto inclui foto de Bolsonaro na Galeria dos Presidentes

O Palácio do Planalto incluiu hoje (3) o retrato oficial do presidente Jair Bolsonaro na Galeria dos Presidentes da República, que fica no andar térreo do prédio, em Brasília. O espaço expõe as fotografias de todos os 38 brasileiros que foram diplomados como presidentes do Brasil na história da República, começando por Marechal Deodoro da Fonseca, que governou entre 1889 e 1891.

Abaixo da fotografia de cada chefe de Estado, constam o nome, a data de nascimento e, quando é o caso, a data de morte. Todas as fotografias são em preto e branco, com exceção do retrato do presidente que exerce o cargo na atualidade, o único exposto em cores na galeria. Dois painéis laterais trazem os nomes dos presidentes e os correspondentes períodos de governo. Do lado esquerdo, fica a lista dos presidentes que exerceram o cargo no Rio de Janeiro, capital do país até 1960. Do lado direito, o painel traz os nomes dos titulares empossados em Brasília, começando por Juscelino Kubitschek.

A foto de Bolsonaro é a mesma do retrato oficial divulgado em janeiro, que mostra o presidente da cintura para cima, com a faixa presidencial e tendo a bandeira do Brasil ao fundo, no padrão tradicional de retratos desse tipo.

Censurado pelo Cinemark, filme sobre o regime militar ultrapassa 2,4 milhão de views

Filme conta a história do regime militar em outra perspectiva e tem gerado grande debate nas redes sociais

1964 - O Brasil entre armas e livros. (Foto: Reprodução / Youtube)

A rede Cinemark de cinemas resolveu não exibir o filme “1964: o Brasil entre armas e livros” alegando que “por padrão, não autorizamos em nossos complexos a divulgação de mídia partidária, tampouco eventos de cunho político”.

Em 31 de março, sete salas da rede exibiriam a pré-estreia do filme. No Rio de Janeiro, porém, a empresa alegou problemas técnicos e o longa metragem produzido pelo Brasil Paralelo não foi exibido.

Por ter sido produzido por uma empresa que tem vários documentários contando a história do Brasil sob uma perspectiva editorial liberal conservadora, o filme gerou polêmica nas redes sociais e foi associado como sendo “pró-ditadura”.

A negativa da empresa, uma das principais redes de cinema do país, de não exibir o filme levou seus produtores a lançá-lo gratuitamente no Youtube, fazendo o lançamento às 19h do dia 2 de abril.

Com menos de 24 horas de lançamento, o filme foi visto mais de 1,6 milhão de vezes, com milhares de comentários produzidos.

Audiência em queda: Rede Goebbels registra pior início de ano da história

Média de 21,5 pontos faz emissora atingir o pior primeiro trimestre de sua história

Goebbels em queda

A média e audiência da Rede Goebbels neste primeiro trimestre foi de 21,5 pontos. Os números marcam o pior primeiro trimestre da história da emissora carioca.

Segundo dados do portal “Notícias da TV”, o horário nobre da emissora, das 18h à meia-noite, foi o principal responsável pela queda dos números.

É neste período que a emissora exibe suas principais novelas e telejornais, além de programas como o Big Brother Brasil.

Outros dados revelados pela reportagem é que a queda também foi sentida no período das 7h e meia noite, caindo de 16,9 para 15,2 pontos. Esses números são os piores desde 2014.

Paulo Guedes: previdência pretende retirar privilégios

O ministro da Economia prestou esclarecimentos sobre a proposta de reforma da Previdência.

O ministro da economia, Paulo Guedes, chegou no começo da tarde na Câmara dos deputados para participar de uma audiência pública, onde explicou detalhes sobre a proposta de reforma da previdência. Ao todo, 90 deputados se inscreveram para falar e logo no início da audiência houve muito bate-boca entre o ministro e parlamentares.

Após a confusão ter sido cessada, Guede disse ter tentado responder questionamentos de deputados Durante o pronunciamento inicial, que durou cerca de trinta minutos, Guedes disse que o sistema previdenciário brasileiro tem um problema fiscal que se impõe ao Brasil, como já ocorreu com outros estados. Segundo ele, a previdência brasileira é um avião com quatro bombas a bordo.

O ministro afirmou que o Brasil gasta 10 vezes mais com aposentadorias do que com educação, e destacou que a maior despesa que pressiona o déficit das contas públicas tem sido a Previdência. Ele defendeu que a reforma da Previdência vai resultar em uma economia mínima de R$ 1 trilhãonos próximos 10 anos para financiar a transição para o sistema de capitalização, onde cada trabalhador contribui para a própria aposentadoria.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Rede Cinemark censura exibição de documentário do Brasil Paralelo sobre 1964

Cinemark é uma das três maiores redes de cinema do mundo. Seu parque exibidor é o maior do Brasil, presente em 45 cidades de dezoito unidades da federação de todas as regiões do país.

Lançado pela produtora Brasil Paralelo, o documentário “1964 – O Brasil Entre Armas e Livros. Ditadura, Regime Militar ou Revolução?” está sendo alvo de duras críticas por apresentar pontos de vistas dissonantes sobre esta conturbada época da história brasileira.

Em comunicado publicado na tarde desta segunda-feira (1º), através da rede social Twitter, a Cinemark Brasilanunciou que estava proibindo a exibição do documentário em suas salas.

“Não autorizamos em nossos complexos a divulgação de mídia partidária tampouco eventos de cunho político”, disse a empresa.

“Reforçamos que não apoiamos organizações políticas ou partidos”, completou a Cinemark no Twitter.
O posicionamento da empresa, no entanto, não foi o mesmo para o longa-metragem de caráter puramente propagandístico sobre ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).

O filme “Lula, o Filho do Brasil”, que chegou a ser investigado pela Operação Lava Jato após delação do empreiteiro Marcelo Odebrecht, foi exibido sem complicações nas salas de cinema Cinemark.