sexta-feira, 31 de maio de 2019

Na Argentina, Damares diz que posição do Brasil é “pró-vida”

Ministra se reuniu com parlamentares do Partido Celeste Provida para buscar parcerias.

No parlamento argentino, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, declarou que a ” luta pró-vida do Brasil e [da] Argentina já é grande, estamos unidos há muito tempo, uns se inspirando nos outros”. A declaração foi dada nesta quinta-feira (29) em Buenos Aires, onde se reuniu com parlamentares do Partido Celeste Provida, na Câmara dos Deputados da Argentina.

O objetivo do encontro foi de firmar firmar parcerias em defesa da vida desde a concepção, a ministra disse que a posição oficial do Brasil é pró-vida. Ela também falou que o tema está em debate no Legislativo e no Judiciário, mas que a sua posição é pró-vida.

“Este governo defende a vida desde a concepção”, disse. “O debate do aborto no Brasil está em dois seguimentos. Ele está no Legislativo, onde temos propostas sendo discutidas, e no Judiciário. O Executivo não vai fazer interferência e, como ministra, não faço a militância. A minha história é conhecida, a minha posição pró-vida é conhecida”, disse.

O partido argentino, Celeste Provida, é o primeiro do país que nasce com o objetivo principal defender a vida humana desde a concepção até a morte natural, sendo taxativamente contra o aborto. Segundo a EBC, Damares busca firmar parcerias para defender o direito a vida.
Aborto

Bolsonaro sempre se colocou contra a interrupção da gravidez, sendo este um dos temas que levou as principais lideranças religiosas do país a apoiar sua candidatura. A declaração da ministra reforça essa posição do governo, que representa uma mudança na postura oficial do país nos órgãos internacionais.

A ministra já havia declarado em outra ocasião, que apesar de o Estado ser laico, ela não é, por isso é contra o aborto. “O Estado é laico, mas eu não”, disse durante a sessão da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

Governo estuda liberar saques em contas ativas do FGTS, diz Guedes

O governo estuda liberar saques de contas ativas do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS), numa medida similar à implementada pelo governo Michel Temer no caso de contas inativas. A informação foi confirmada hoje (30) pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

O objetivo é o mesmo: injetar recursos capazes de alavancar a volta do crescimento. A medida, entretanto, ainda segue em estudo, e só deve ser implementada após a eventual aprovação da reforma da Previdência. “Nós temos que começar pelas coisas mais importantes”, disse Guedes.

“As coisas devem se acelerar nas próximas três ou quatro semanas”, disse o ministro, em referência à tramitação da reforma da Previdência no Congresso

Ao citar medidas de estímulo ao crescimento que devem ser anunciadas após a aprovação da nova Previdência, Guedes mencionou a nova rodada de liberação dos saques nas contas do FGTS. “Inativas e ativas. Ativas também”, afirmou ele, sem dar mais detalhes sobre a medida.

O governo cogita a liberação dos saques em contas ativas ante o esgotamento dos recursos disponíveis nas contas inativas, que já tiveram o saque liberado pelo governo Temer. Guedes ressalvou, porém, que a medida segue em estudo, e que ainda “não foi batido o martelo”.

Hoje, o saque nas contas ativas do FGTS só é permitido em situações específicas, como no caso do trabalhador ser demitido sem justa causa ou se for para utilizar os recursos na aquisição de casa própria.

O ministro comentou nesta quinta-feira (30) o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, que teve uma retração de 0,2% de acordo com os dados divulgados nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para ele, o resultado já era esperado.

Assista na TV Brasil: Governo estuda liberar saques em contas ativas do FGTS

Governo quer transformar Coaf em agência de investigação financeira

O governo federal pretende transformar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão ligado ao Ministério da Economia, em uma agência de investigação para atuar na prevenção e combate à corrupção a partir do cruzamento de dados financeiros. A informação é do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em conversa com jornalistas hoje (30), na Câmara dos Deputados.

A reforma administrativa do governo do presidente Jair Bolsonaro previa a transferência do Coaf para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o que foi rejeitado pelo Congresso Nacional, que manteve o órgão subordinado ao Ministério da Economia. “Cabe ao governo acatar”, disse Onyx.

De acordo com o ministro, a proposta de levar o Coaf para a Justiça mirava justamente a criação dessa nova agência. “A ideia de levar para o Ministério da Justiça foi proposição minha, na transição, porque eu defendo, por orientação da Transparência Internacional, a criação de uma Anif, Agência Nacional de Investigação Financeira, para fazer aquilo que o Brasil nunca fez: prevenção, cruzar dados”, disse, lembrando que as investigações dos casos do mensalão e do petrolão foram feitas com o Coaf no Ministério da Fazenda (antigo Economia).

Entretanto, segundo Onyx, não há previsão de quando essa proposta será apresentada pelo governo e que o ministério ao qual o Coaf está vinculado não é decisivo para isso. “Tanto Guedes [ministro da Economia] e Moro [ministro da Justiça e Segurança Pública] reforçaram e qualificaram a estrutura do Coaf. Então, a é uma ideia que está amadurecendo dentro do governo e podemos adiante caminhar para ela.”

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Marinho: reforma da Previdência vai evitar pressão nas contas públicas

Secretário diz que aprovação será fundamental para recuperação do país

Por Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro 

O secretário de Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, disse que a reforma da Previdência não é uma panacéia para resolver os problemas da economia, mas será um ponto fundamental para a recuperação do país nos próximos anos. Ele participou de um seminário no Rio sobre a reforma do sistema previdenciário, na noite desta quinta-feira (30), e explicou como uma nova Previdência ajudará no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no futuro.

"A reforma não é uma panacéia. Não é ela que vai resolver a situação econômica do Brasil. Mas a reestruturação do sistema previdenciário vai evitar que continue a haver a pressão que existe hoje nas nossas contas públicas. Porque é a Previdência o gasto que mais sobe no país. O ano passado foram dispendidos pelo governo federal mais de R$ 700 bilhões nas áreas de Previdência e assistência. Enquanto que para a educação foram R$ 70 bilhões, dez vezes menos, e para a saúde, R$ 115 bilhões, seis vezes menos. Quanto maior essa pressão sobre o Orçamento, menor a capacidade do governo em fazer frente às demandas que são legítimas da população", disse.

Marinho disse que a aprovação da reforma da Previdência vai sinalizar aos investidores, internos e externos, um cenário mais estável e de fundamentos sólido, favorecendo o ingresso de recursos importantes para a retomada do desenvolvimento do país. 

"É evidente que quem vai investir no país, a médio e longo prazo, precisa ter sobretudo previsibilidade, segurança jurídica e a certeza que o país vai honrar seus compromissos. A reformas por si só não resolve os problemas econômicos do Brasil. Mas é o fundamento, a base do que eu denomino um ciclo virtuoso. A partir da reestruturação do sistema previdenciário, há possibilidade de ser implantar outras ações literalmente importantes, como a reestruturação do sistema tributário, uma desoneração da folha de pagamentos, uma redefinição do nosso pacto federativo. Este é um processo que precisa acontecer a partir da estabilidade econômica e do resgate do nosso resgate das nossas condições de saúde fiscal", disse o secretário. 

'Centrão' não pode mais ser chamado de 'Centrão' na Câmara

Determinação da direção de jornalismo da Casa determinou a proibição do uso do termo.

Rodrigo Maia. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

A direção de jornalismo da Câmara dos Deputados proibiu o uso do termo “Centrão” pela rádio, TV e agência de notícias da Secretaria de Comunicação Social da Câmara (Secom). A expressão é usada para designar os partidos de centro, alvos de críticas nos últimos meses por boicotar o trabalho do Planalto.

A orientação tem como justificativa o que diz um trecho do manual de redação do órgão, que aponta que “não devem ser empregadas expressões pejorativas ou que incorporem juízos de valor”. Segundo informou a Câmara, a orientação encontra respaldo nas determinações contidas no capítulo “Estilo”, no trecho que trata de “Apelidos”.

“A matéria-prima com que os veículos da Secom trabalham é a atividade legislativa da Casa e dos parlamentares que nela têm assento, sem adjetivos, sem termos que incorporem posições preconcebidas. Não devem ser empregadas expressões pejorativas ou que incorporem juízos de valor. (…) Igualmente, devem ser evitados, sempre que possível, nomes que simplifiquem de forma imprecisa uma proposta ou um grupo de parlamentares”, diz o trecho do manual.

Bolsonaro e Centrão

Durante as manifestações de apoio ao governo no último domingo, o presidente Jair Bolsonaro disse que ficou claro que o Centrão às vezes atrabalha mais do que ajuda e que a palavra virou um “palavrão”. Ele afirmou que ouviu de parlamentares paranaenses que ser rotulado como sendo deste grupo, tornou-se algo negativo.

“Estive no Paraná esses dias com um grupo de parlamentares ali que estavam nos partidos do Centrão e eles me falaram: ‘olha, este rótulo não está pegando bem para nós, né? Meu voto é independente.’ E assim é grande parte desses parlamentares. Ou seja, virou um palavrão”, disse Bolsonaro.

Nas ruas, os manifestantes mostraram indignação pelo comportamento dos parlamentares do PRB, MDB, PP e DEM, que integram o bloco. Eles defenderam também a reforma da Previdência, o pacote anticrime do ministro da Justiça Sergio Moro, como também criticaram o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM).

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Papa diz ao detento comunista Lula que reza por ele e lamenta 'duras provas'

Pontífice teria enviado mensagem em resposta a carta do ex-presidente.

O detento Luiz Inácio Lula da Silva, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro pela Operação Lava Jato, divulgou em seu site oficial uma carta na qual, segundo a equipe do petista, o Papa Francisco lamenta as “duras provas” pelas quais o político tem passado e pede para ele “não desanimar” e “continuar confiando em Deus”.

Na carta, o Pontífice expressa solidariedade pelas mortes de sua mulher, Marisa Letícia, do irmão Genivaldo Inácio da Silva e do neto de 7 anos, Arthur Araújo Lula da Silva. A mensagem do Papa foi divulgada na manhã desta quarta-feira (29) pelo site oficial de Lula. O ex-presidente teria enviado uma carta em abril para o chefe do Vaticano, onde falou sobre a situação sociopolítica no Brasil.

“Tendo presente as duras provas que o senhor ultimamente, especialmente a perda de alguns entes queridos – sua esposa Marisa Letícia, seu irmão Genival Inácio e, mais recentemente, seu neto Arthur de somente 7 anos –, quero lhe manifestar minha proximidade espiritual e lhe encorajar pedindo para não desanimar e continuar confiando em Deus”, diz a carta divulgada com a assinatura de Francisco.

O papa também cita a época de celebrações pela Páscoa, citando a ressurreição de Jesus Cristo. Ele fala sobre o momento de despertar esperança na humanidade e passar “da escuridão para a Luz”, “do pecado para a amizade” com Cristo e do “desespero para a alegria serena”.

Francisco ainda fala sobre como “o bem vencerá o mal, a verdade vencerá a mentira e a salvação vencerá a condenação” através da morte e ressurreição de Jesus. Ele também pede para que a “Luz de Cristo” leve esperança para Lula, pedindo em seguida para que o líder político reze por ele.

“Ao assegurar-lhe a minha oração a fim de que, neste tempo pascal de júbilo, a Luz de Cristo ressuscitado o cumule de esperança, peço-lhe que não deixe de rezar por mim. Que Jesus lhe abençoe e a Virgem Santa lhe proteja”, destaca a carta.

Governo alemão alerta judeus contra uso do quipá



Devido a aumento de ataques contra a comunidade judaica na Alemanha, comissário do governo para o antissemitismo desaconselha uso do chapéu característico do judaísmo em público. Presidente de Israel se diz "chocado".

Crimes antissemitas aumentaram quase 20% na Alemanha de 2017 para 2018

O comissário do governo alemão para o combate ao antissemitismo aconselhou judeus a não usar o quipá em público, devido a um recente aumento de ataques antissemitas no país. "Não posso recomendar aos judeus que usem o quipá todo o tempo e em qualquer lugar na Alemanha. Infelizmente preciso dizer isso", afirmou o comissário, Felix Klein, em entrevista ao grupo de mídia Funke neste sábado (25/05).

Klein afirmou que sua opinião sobre o assunto mudou devido a "uma crescente desinibição social e brutalização" na sociedade, que fizeram com que o antissemitismo aumentasse. "A internet e as redes sociais contribuíram fortemente para isso, mas também os constantes ataques contra a nossa cultura da memória", afirmou.

O comissário sugeriu que policiais e funcionários públicos sejam treinados para lidar com o problema. Klein afirmou que há uma definição clara do que é antissemitismo e que esta deve ser ensinada em academias policiais, assim como a professores e juristas.

De acordo com dados do Ministério do Interior, crimes antissemitas aumentaram quase 20% na Alemanha em 2018 em relação ao ano interior, com 1.799 ocorrências.

Klein destacou que 90% dos casos foram praticados por indivíduos que apoiam grupos de extrema direita. Após as declarações de Klein, representantes da comunidade judaica na Alemanha exigiram que o Estado garanta aos judeus uma vida sem medo.

O presidente de Israel, Reuven Rivlin, se disse "profundamente chocado" com a recomendação do comissário alemão. "A responsabilidade pelo bem-estar, a liberdade e o direito ao exercício da religião por qualquer membro da comunidade judaica está nas mãos do governo alemão e de seus órgão para aplicação da lei", afirmou.

"Temores quando à segurança de judeus alemães são uma capitulação perante o antissemitismo e um reconhecimento de que os judeus novamente não estão seguros em solo alemão", acrescentou. O presidente israelense disse que nunca se deve capitular perante o antissemitismo.

Neste domingo, o presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, Josef Schuster, denunciou um aumento das ameaças antissemitas no país, reforçando o alerta de Klein.

"Há muito tempo é fato que, em grandes cidades, judeus estão potencialmente expostos a riscos, se forem identificados como judeus", afirmou. "Eu não tendo a dramatizar, mas, no geral, a situação realmente piorou." Segundo Schuster, o debate desencadeado por Klein é bem-vindo, pois "está na hora" de toda a sociedade alemã combater o antissemitismo. A ministra alemã da Justiça, Katarina Barley, manifestou preocupação com a situação.

"Os atos violentos cada vez mais frequentes contra judias e judeus são vergonhosos para o nosso país", disse ao jornal Handelsblatt. A ministra afirmou que movimentos de direita atacam a democracia na Alemanha e têm como alvo a convivência pacífica no país. Klein, cujo posto de comissário para o antissemitismo foi criado no ano passado, ressaltou que políticos e a sociedade precisam reconhecer os problemas que ele apontou e que o combate ao antissemitismo deve ser tarefa de todos.

Em Viena, Ministério da Justiça e Segurança Pública contribui para políticas globais de prevenção ao crime e justiça criminal

Na ocasião, foram apresentadas iniciativas prioritárias como o Pacote Anticrime

Brasília, 28/05/2019 - A comunidade internacional se reuniu em Viena, entre os dias 20 e 24 de maio, para um dos mais importantes eventos das Nações Unidas contra o crime: a 28ª Sessão da Comissão para Prevenção do Crime e Justiça Criminal (CPCJC). Na ocasião, o Ministério da Justiça e Segurança Pública apresentou aspectos relevantes de suas iniciativas prioritárias, tais como o Pacote Anticrime e a gestão de ativos apreendidos no âmbito de processos penais, bem como políticas penitenciárias, de cooperação jurídica internacional e de segurança pública. Além disso, foram assimiladas boas práticas desenvolvidas por outros países nesses mesmos temas.

A delegação brasileira compartilhou experiências sobre a implementação de importantes convenções das Nações Unidas, como a Convenção contra a Corrupção (conhecida como Convenção de Mérida) e o Crime Organizado Transnacional (Convenção de Palermo), bem como de instrumentos internacionais contra o terrorismo. Estado Parte da Convenção de Mérida desde 2006 e da Convenção de Palermo desde 2004, o país se submete a mecanismos regulares de avaliação sobre como tem implementado esses acordos. Eventos como a CPCJC são oportunidades para que países, também parte das convenções, aprimorem a capacidade de executar políticas anticorrupção e contra o crime organizado por meio da troca de experiências exitosas e de lições aprendidas.

Este ano, o evento teve por tema a responsabilidade de sistemas de justiça criminal efetivos, justos, humanos e confiáveis em prevenir e enfrentar crimes motivados por intolerância ou discriminação de qualquer natureza.

A delegação do Ministério da Justiça e Segurança Pública contou, ainda, com a diretora do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, Erika Marena, e do coordenador-geral da Assessoria Internacional, Diogo Machado. A representação permitiu que as diretrizes de políticas de justiça e segurança pública brasileiras estivessem refletidas nas diversas resoluções aprovadas na CPCJC em temas como o enfrentamento do crime cibernético, cooperação internacional contra o terrorismo, tráfico ilícito de vida silvestre e contrabando de mercadorias como forma de crime organizado transnacional. As resoluções estão disponíveis aqui

A reunião também foi uma oportunidade para traçar estratégias de capacitação de servidores na área de prevenção ao crime, a fim de que disponibilizem e disseminem informação sobre programas de justiça criminal, inclusive boas práticas, riscos potenciais, desafios técnicos e possíveis soluções. Com isso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública contribui com discussões centrais sobre tendências mundiais e temas emergentes do crime e respostas no campo de prevenção ao crime e justiça criminal, âmbito no qual se desenvolvem discussões sobre ferramentas técnicas e metodológicas, análises e estudos para melhorar o conhecimento das tendências do crime e apoiar a elaboração de respostas apropriadas em áreas específicas da criminalidade.

Foto dos protestos divulgada por jornalista da veja é montagem

Imagem foi tirada durante as manifestações do dia 26
Imagem falsa foi compartilhada por Ricardo Noblat Foto: Reprodução

As imagens dos protestos de domingo (26) viralizaram nas redes sociais. Fotos de vários pontos do país mostraram multidões vestidas de verde e amarelo em apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

Porém, muitas das imagens divulgadas se revelaram montagens. Uma delas, publicada no Twitter do jornalista Ricardo Noblat, da revista Veja, trazia duas manifestantes pedindo pela liberdade de Fabrício Queiroz e pelo fim da Previdência e das universidades.
Imagem real mostrava apoio ao ministro Moro Foto: Reprodução

Entretanto, é fácil perceber a montagem atentando ao detalhe próximo às mãos das manifestantes. É perceptível a colagem por cima da imagem original. Na foto verdadeira, as duas mulheres declaram seu apoio ao pacote anticrime, do ministro Sérgio Moro, à reforma da Previdência, à MP 870 e à CPI Lava Toga.

terça-feira, 28 de maio de 2019

Justiça determina bloqueio de R$ 128 milhões do socialista Aécio Neves

Decisão é da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil São Paulo

A Justiça Federal, em São Paulo, determinou o bloqueio imediato de até R$ 128 milhões do ex-senador e atual deputado federal Aécio Neves. A decisão é do juiz federal João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, e se refere à suposta vantagem ilícita obtida pelo então senador entre os anos de 2014 e 2017. Além disso, o magistrado também atendeu ao pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) e determinou o bloqueio de cerca de R$ 226 milhões em ativos financeiros de outros 15 investigados e de cinco empresas.

Para o MPF, enquanto exercia o mandato de senador, Aécio Neves teria solicitado a Joesley Batista e ao grupo J&F vantagens indevidas sob a promessa de favorecimento em um futuro governo presidencial. Segundo a denúncia, a promessa envolveria também influência junto ao governo de Minas Gerais para viabilizar a restituição de créditos fiscais de ICMS em favor das empresas do grupo J&F.

De acordo com o MPF, Aécio Neves teria recebido a quantia de R$ 128.049.063,00, sendo parte desse valor recebido nas eleições de 2014 e parte na compra de um prédio em Belo Horizonte. Além disso, foram pagas prestações por meio da Rádio Arco Íris, que pertence à irmã e à mãe de Aécio Neves.

O MPF aponta cinco fatos criminosos cometidos pelo então senador. No primeiro deles, ele teria pedido a Joesley Batista o pagamento de R$ 100 milhões para a campanha presidencial. Depois, em contrapartida pelas contribuições para a campanha, Aécio teria prometido influência no futuro governo, com concessão de facilidades. O terceiro fato seria a compra do prédio do Jornal Hoje em Dia, em Belo Horizonte, para a quitação de despesas com a campanha presidencial de 2014. Para isso, Aécio teria solicitado o pagamento de R$ 18 milhões e recebeu a quantia de R$ 17.354.824,15 por meio da aquisição desse prédio. Além disso, o senador recebeu pagamentos mensais de R$ 50 mil, entre os anos de 2015 e 2017, por meio da Rádio Arco Íris, para custeio de despesas pessoais. Por último, ele teria solicitado pagamento de despesas com advogado, da ordem de R$ 5 milhões.

“Os indícios apresentados pela autoridade policial vinculam os investigados a possíveis acertos escusos, envolvendo vantagens indevidas em razão de cargos públicos, assim como movimentação financeira suspeita indicativa de eventual delito de lavagem de dinheiro [...]. Encontra-se, portanto, demonstrado o fumus boni juris(fumaça do bom direito) para a decretação da medida de sequestro ora requerida”, disse o juiz João Batista Gonçalves, em sua decisão.

Para o MPF, há indícios de que foram cometidos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Como provas, o órgão apresentou documentos obtidos junto a executivos do grupo J&F, diálogos entre pessoas e relatórios, além de elementos de informação resultantes da Operação Patmos e de relatórios do Coaf.

Parte dos recursos, diz a denúncia, teria sido direcionada ao PSDB por meio de doações oficiais, simulação de prestação de serviços, emissão de notas fiscais fraudulentas e entregas de valores em espécie. Parte também teria sido utilizada para a compra de apoio de partidos políticos.
Outro lado

Procurado pela Agência Brasil, o advogado de defesa de Aécio Neves Alberto Zacharias Toron informou que “considera inusitada e incompreensível a determinação de bloqueio das contas pessoais do deputado Aécio Neves e já apresentou recurso contra ela”.

Segundo o advogado, a decisão seria injusta “primeiro porque os valores se referem, na sua grande maioria, segundo os próprios delatores, a doações eleitorais feitas pela JBS a diversos partidos políticos em 2014, doações, inclusive, declaradas ao TSE. Depois, o destino final desses recursos comprovadamente foram os diferentes partidos políticos da coligação do PSDB. Nunca houve sequer uma acusação de que o deputado Aécio tenha se beneficiado pessoalmente de nenhum centavo”, diz o advogado, em nota.

“Registre-se que os aventados R$ 128 milhões nunca entraram, saíram ou transitaram nas contas do deputado, que, ao longo dos anos, não chegou a ter como saldo, entre conta bancária e aplicação financeira sequer 1% de tal valor”, acrescentou o advogado, que termina a nota questionando as acusações feitas pelos delatores da JBS. “A defesa reafirma a falsidade das acusações feitas pelos delatores da JBS no seu duvidoso acordo de delação e aguarda a conclusão das investigações para o restabelecimento da verdade”.

A reportagem também tentou contato com o PSDB na noite de hoje, mas até o momento não obteve sucesso

segunda-feira, 27 de maio de 2019

O 'politicamente correto' é uma ferramenta socialista para censura e controle do pensamento

Durante os estágios da destruição da moralidade e da desestabilização da sociedade, o "politicamente correto" é usado para proteger sistemas de decadência cultural. No entanto, quando o regime assume o poder total, ele usa o "politicamente correto" para manter seu controle sobre o poder

Policial monta guarda no local de comemoração do Ano Novo em Xangai em 3 de janeiro de 2015. As autoridades de Xangai reforçaram a censura sobre o incidente ao bloquear críticas online, convocando usuários da Internet e reprimindo a imprensa (Wang Zhao / AFP / Getty Images)

Por Joshua Philipp, Epoch Times

No romance “1984”, parte do governo distópico que George Orwell imaginou incluía o uso da linguagem do “Newspeak”, uma simplificação do idioma inglês para atender às necessidades do Estado. O “Newspeak” (ou novilíngua, aqui no Brasil) alterou os pensamentos, de modo que as pessoas se tornaram incapazes de pensar fora das linhas do Partido.

Agora vemos que essa mesma regra se aplica ao “politicamente correto”, onde os conceitos por trás das palavras estão sendo modificados para se adequarem às narrativas políticas; e onde as pessoas estão autocensurando seus próprios pensamentos para não violar a moralidade artificial do Estado.

Os efeitos do “politicamente correto” podem ser encontrados mais claramente na origem do conceito: sob o Partido Comunista Chinês (PCC), Mao Tsé-Tung, em 1967, criou o conceito de controle da dissidência pública no início da Revolução Cultural. A ideia era simples: se você apoiasse as políticas do regime, você era politicamente correto. Se você se opusesse a elas, poderia ser atacado e destruído.

Nos detalhes, o uso do “politicamente correto” pelo PCC é diferente da maneira como é usado nos Estados Unidos e na Europa, mas no final tem o mesmo propósito. Sob o regime chinês, é usado como um sistema moral artificial para proteger as políticas do PCC. Nos Estados Unidos, é usado como um sistema moral artificial para salvaguardar as políticas socialistas.

Devido às leis de censura cinematográfica do PCC, por exemplo, as regras são intencionalmente vagas para que os cineastas tentem censurar em excesso a fim de agradar as autoridades chinesas. Usando esse sistema, as pessoas precisam considerar o que o regime consideraria imoral e tentar se autocensurar antecipadamente para apaziguar seus censores “politicamente corretos”.


O site da Variety informou recentemente sobre um caso com o filme chinês “Last Sunrise”, em que os censores do PCC disseram que “mostrava muito sobre a escuridão da humanidade”. Para apaziguar o regime, os cineastas se limitaram ao máximo. O diretor, Ren Wen, disse: “O problema é que eles não são específicos, então tivemos que cortar tudo o que achávamos que era muito escuro ou violento”.

É claro que, embora fazer um filme menos sombrio e violento possa ser uma coisa boa, no contexto comunista o “politicamente correto” tem outros propósitos.

O desertor soviético e ex-propagandista Yuri Bezmenov explica em seu livro “Carta de amor aos Estados Unidos” que quando um regime comunista tenta subverter um país, ataca todos os fundamentos morais e culturais da nação. Estes assumem várias formas, mas incluem a promoção do uso de drogas, movimentos populares e todas as formas de vícios.

No entanto, quando os regimes tomarem o poder, eles se mobilizarão para proibir os sistemas de desestabilização. Bezmenov escreveu que quando o regime socialista é formado, ele precisa estabelecer estabilidade e criar uma “nova moral”. Nesse momento, explicou Bezmenov, “não haverá mais ‘movimentos populares’. Não há mais críticas ao Estado. A imprensa se calará obedientemente”.

Em outras palavras, durante os estágios da destruição da moralidade e da desestabilização da sociedade, o “politicamente correto” é usado para proteger sistemas de decadência cultural. No entanto, quando o regime assume o poder total, ele usa o “politicamente correto” para manter seu controle sobre o poder.

No contexto do PCC, seu estágio de querer que as pessoas sintam a “escuridão da humanidade” chegou ao fim, pelo menos quando se relaciona com o povo chinês. Em vez disso, ele quer que as pessoas se sintam felizes trabalhando 12 horas por dia, 6 dias por semana e em um ambiente de censura e vigilância em massa. Eles estão vivendo a “realidade distópica” que Orwell imaginou, mas com um polimento brilhante que lhes diz para se sentirem felizes. Os pensamentos que levam a pensar que a vida pode ser melhor com outro sistema político seria perigoso para o Estado, então o regime proíbe as imagens que podem invocar tais pensamentos.

Por outro lado, o PCC não tem problema em retratar a “escuridão da humanidade” quando serve a seus próprios interesses, por exemplo, ao retratar a vida na China antes do regime comunista tomar o poder. Quando o povo chinês começou a se sentir fascinado com a história de 5.000 anos da China, o PCC deu um passo adiante e proibiu as imagens da China antes que o PCC tomasse o poder.

Quando o programa Palácio Yanxi sobre a vida na China imperial se tornou o drama mais assistido do país, o regime comunista viu o interesse público na cultura que o Partido destruiu como uma ameaça ao seu poder. Em janeiro, a mídia estatal declarou que o programa e outros dramas da era imperial estavam tendo “impactos negativos” e foram banidos pouco depois.

O PCC retratou a história tradicional chinesa — que se baseava fortemente em valores de piedade filial, decência e reverência pelo divino — como algo obscuro e maligno. Qualquer descrição dos verdadeiros valores e cultura é vista como uma ameaça ao Estado.

Esquerdistas comemoram morte de Gabriel Diniz por ser 'bolsominion'

Nas redes sociais, esquerdopatas comemoraram morte do cantor.

A trágica morte do cantor Gabriel Diniz, após a queda do avião bimotor em que viajava, nesta segunda-feira (27), foi comemorada por pessoas contrárias ao governo do presidente Jair Bolsonaro. A atitude gerou revolta das pessoas, que pediram mais empatia e criticaram as declarações.

Como o cantor teria se posicionado a favor do governo Bolsonaro, algumas pessoas de esquerda comemoraram o ocorrido, dizendo que era “menos um bolsominion” no mundo. A atitude foi duramente criticada pela grande maioria dos usuários das redes sociais, que consideraram um verdadeiro “show de horrores” as declarações.

A morte do cantor foi confirmada após o resgate da aeronave, no litoral sul de Sergipe. Ele ficou conhecido no último carnaval, com o lançamento da música Jenifer. Gabriel retornava de uma apresentação em Feira de Santana, na Bahia. Ele tinha 28 anos e estava indo ver a noiva, a psicóloga Karoline Calheiros.

Segundo a Polícia Militar do Sergipe, além do cantor, o piloto, Abraão Farias, e o copiloto, Linaldo Xavier, também morreram na queda do avião, eles também eram diretores do Aeroclube de Alagoas. Gabriel Diniz será velado no complexo esportivo Almeidão, na cidade de João Pessoa.

Bolsonaro

O presidente lamentou a morte do cantor e dos dois tripulantes. Ele expressou sentimentos aos familiares e desejou que as vidas dos vitimados fossem recebidas por Deus. Bolsonaro também falou que Gabriel Diniz era um cantor “jovem e talentoso”.

“Recebo com grande pesar a notícia do acidente aéreo ocorrido hoje em Sergipe envolvendo o jovem e talentoso cantor Gabriel Diniz e outros 2 ocupantes. Meus sinceros sentimentos às famílias das vítimas. Que Deus receba essas vidas de braços abertos e conforte os corações de todos”, afirmou.

Adélio tem doença mental e não pode ser punido por facada em Bolsonaro, decide juiz

Se condenado na ação penal, Adélio cumprirá pena em um manicômio judiciário

Adélio Bispo. (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

O autor da facada que quase matou o presidente Jair Bolsonaro, Adélio Bispo, foi considerado inimputável pelo juiz federal Bruno Savino, da 3ª vara da Justiça Federal em Juiz de Fora, por ter uma doença mental.

Segundo os pareceres médicos apresentados pela defesa de Adélio, ele teria “Transtorno Delirante Persistente” e, por isto, não pode ser punido criminalmente.

Caso ele seja condenado na ação penal, que corre na mesma vara, Adélio cumprirá a pena em um manicômio judiciário, não em uma prisão comum. Enquanto isso, ele seguirá detido no Presídio Federal em Campo Grande.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Professor petista proíbe jovem pró-Bolsonaro de assistir aula

Afirmação foi feita pelo pai do menino de 12 anos. Caso teria acontecido no interior de São Paulo

Professor impede aluno de assistir aulas 

Um aluno de uma escola de Ribeirão Preto, em São Paulo, foi alvo da intolerância de um professor. De acordo com o pai, o menino de 12 anos foi proibido de assistir as aulas após defender o presidente Jair Bolsonaro durante debate na sala de aula. A informação foi dada pelo portal Uol.

O caso teria ocorrido na escola municipal Professora Neuza Michelutti Marzola na tarde desta quinta-feira (23). Ao veículo, o pai do jovem disse que seu filho afirmou, durante um debate, que Bolsonaro não era culpado pela situação atual do país porque tinha acabado de assumir a Presidência. Isso teria irritado o professor.

– Meu filho estava conversando com uma colega de sala sobre o governo do Bolsonaro. A menina disse que o Brasil era melhor na época do PT e meu filho disse que o presidente acabou de assumir e não tinha culpa pela situação do país. O professor ouviu, se aproximou e, falando com a amiga do meu filho, disse para que ela mandasse meu filho calar a boca – relatou.

O professor teria então continuado a atividade e perguntado aos outros estudantes se eles achavam que o Brasil era melhor na época do PT.

– Depois da enquete, ele disse ao meu filho que, só por citar o nome do Bolsonaro ele estava proibido de assistir as próximas aulas dele (…) Espero que ele seja afastado das suas funções. E que vá para Cuba ou Venezuela – desejou.

Ainda de acordo com o portal, o professor informou, em suas redes sociais, que já trabalhou para o Partido dos Trabalhadores (PT). Ele foi assessor do ex-ministro Antonio Palocci na Assembleia Estadual de São Paulo (Alesp) nos anos 1990.

Já a escola disse que “serão tomadas as providências para que o aluno tenha seus direitos preservados”.

Abril tem a maior criação de emprego formal para o mês desde 2013

Serviços e indústria de transformação puxaram abertura de vagas

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Brasília

Beneficiada pelos serviços e pela indústria, a criação de empregos com carteira assinada atingiu, em abril, o maior nível para o mês em seis anos. Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, 129.601 postos formais de trabalho foram criados no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

A última vez em que a criação de empregos tinha superado esse nível foi em abril de 2013, quando as admissões superaram as dispensas em 196.913. A criação de empregos totaliza 313.835 de janeiro a abril e 477.896 nos últimos 12 meses.

Na divisão por ramos de atividade, todos os oito setores pesquisados criaram empregos formais em abril. O campeão foi o setor de serviços, com a abertura de 66.290 postos, seguido pela indústria de transformação (20.470 postos). Em terceiro lugar, vem a construção civil (14.067 postos).

O nível de emprego aumentou na agropecuária (13.907 postos); no comércio (12.291 postos), na administração pública (1.241 postos); nos serviços industriais de utilidade pública, categoria que engloba energia e saneamento (867 postos) e extrativismo mineral (454 postos).

Tradicionalmente, a geração de emprego é alta em abril, por causa do início das safras e do aquecimento da indústria e dos serviços.
Destaques

Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelos atendimentos médicos, odontológicos e veterinários, com a abertura de 20.589 postos formais; seguido pelo comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviço técnico, com 13.023 vagas. Na indústria de transformação, a criação de empregos foi impulsionada pela indústria de produtos alimentícios e de bebidas (9.884 postos); pela indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários e perfumaria (7.680 postos) e pela indústria têxtil (1.845 postos).
Regiões

Todas as regiões brasileiras criaram empregos com carteira assinada em abril. O Sudeste liderou a abertura de vagas, com 81.106 postos, seguido pelo Nordeste (15.593 vagas) e pelo Centro-Oeste (15.240 vagas), influenciado pela safra. O Sul criou 14.570 postos, e o Norte registrou 3.092 vagas a mais no mês passado.

Na divisão por estados, 23 unidades da Federação geraram empregos e quatro demitiram mais do que contrataram. As maiores variações positivas no saldo de emprego ocorreram em São Paulo (abertura de 50.168 postos), em Minas Gerais (22.348), no Paraná (10.653) e na Bahia (10.093). Os estados que registraram o fechamento de vagas formais foram Alagoas (-4.692 postos), Rio Grande do Sul (-2.498), Rio Grande do Norte (-501) e Pará (-25).

Mantega vira réu na Justiça Federal por fraudes de R$ 8 bi no BNDES

Por Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil Brasília

O juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal de Brasília, aceitou ontem (23) denúncia contra o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, no âmbito da Operação Bullish.

Segundo a denúncia, ambos participaram em desvios no banco público que teriam resultado em benefícios indevidos de até R$ 8,1 bilhões em favor da empresa JBS. As operações irregulares ocorreram entre junho de 2007 e dezembro de 2009, de acordo com a acusação do Ministério Público Federal (MPF).

Os dois vão responder pelos crimes de formação de quadrilha, gestão fraudulenta e práticas contra o sistema financeiro nacional. Mantega ainda responderá por corrupção passiva.

A acusação tem entre seus pontos de partida as delações premiadas de ex-executivos da JBS, entre os quais Joesley Batista, um dos donos. O magistrado, porém, não aceitou a parte da acusação contra o empresário, por entender que ele está protegido pelo “benefício legal do não oferecimento de denúncia”, previsto em seu acordo de colaboração com MPF.

Outras três pessoas também se tornaram rés: Victor Garcia Sandri, Gonçalo Ivens Ferraz Da Cunha e Sá e Leonardo Vilardo Mantega. A denúncia, apresentada em março, abrangia mais seis pessoas, incluindo o ex-ministro Antônio Palocci, mas o juiz considerou que contra elas não havia indícios suficientes para justificar o recebimento da acusação.
Esquema

Segundo narra a denúncia, o esquema objetivava a aprovação de empréstimos à JBS em contrariedade a normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em troca, a empresa repassava quantias a intermediários por meio de notas frias e investimentos fictícios.

Somente Victor Sandri, ex-assessor de Mantega, teria recebido R$ 5 bilhões da JBS sem prestar qualquer serviço, e mais R$ 67 milhões em contas no exterior. Ele vai responder pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção, gestão fraudulenta e prevaricação.

À época em que a denúncia foi apresentada, o ex-ministro Guido Mantega e sua defesa preferiram não comentar. A defesa de Luciano Coutinho negou as acusações.

Bancada Evangélica diz que decisão do STF sobre homofobia coloca em perigo 'garantias constitucionais'

Nota afirma que decisão abala direitos como “liberdade de expressão, liberdade religiosa, liberdade profissional e liberdade artística”.

Silas Câmara e deputados da Bancada Evangélica. (Foto: Reprodução / Facebook)

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de equiparar a homofobia como crime de racismo “coloca em perigo garantias constitucionais”, segundo nota da Frente Parlamentar Evangélica. Os parlamentares também criticaram o “ativismo judicial” da corte que consideram como “ofensa ao Princípio da Separação dos Poderes”.

Os ministros do STF formaram maioria no julgamento da Ação de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) de número 26, proposta pelo Partido Popular Socialista (PPS), que pede a caracterização da homofobia como crime de racismo.

Na ação o PPS pedia que “todas as formas de homofobia e transfobia devem ser punidas com o mesmo rigor aplicado atualmente pela Lei de Racismo, sob pena de hierarquização de opressões decorrente da punição mais severa de determinada opressão relativamente a outra”.

Para a Bancada Evangélica, o STF está favorecendo “grupos sociais em detrimento de outros, ampliando ou criando tipos penais sem que haja participação do Poder Legislativo”. A nota enviada para o Gospel Prime afirma que a decisão abala direitos como “a liberdade de expressão, liberdade religiosa, liberdade profissional e liberdade artística”.

Leia a nota na íntegra:

NOTA DA FRENTE PARLAMENTAR EVANGÉLICA.

A continuidade do julgamento pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão 26 e do Mandado de Injunção 4733, ocorrido no dia de hoje (23/05), demonstra verdadeiro ativismo judicial configurando uma direta ofensa ao Princípio da Separação dos Poderes. Sob suposta omissão legislativa do Congresso Nacional, que por não editar lei que criminalize atos de homofobia e de transfobia, possibilitou que atos considerados homofóbicos encontrassem enquadramento na lei do racismo.

O Congresso Nacional, em diálogo com Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Dias Tofolli, busca meios de proteção contra atos de violência física contra cidadãos em razão da sua orientação sexual, através de tipos penais específicos, a fim de resguardar essa parcela da população.

A Frente Parlamentar Evangélica entende que criação ou não do crime de homofobia cabe ao Congresso Nacional, em razão da sua função tipicamente legiferante, não podendo o STF favorecer determinados grupos sociais em detrimento de outros, ampliando ou criando tipos penais sem que haja participação do Poder Legislativo, sob o pretexto de suposta omissão.

Portanto, a Frente Parlamentar Evangélica, posiciona-se contrária, pois entende que julgamento supra mencionado traz verdadeira insegurança jurídica, colocando em perigo e mitigando outras garantias constitucionais, como a liberdade de expressão, liberdade religiosa, liberdade profissional e liberdade artística.

Confiamos que só o diálogo e votação no parlamento trará pacificação e segurança a essa matéria.

terça-feira, 21 de maio de 2019

Bolsonaro publica vídeo em que pastor o aponta como ‘escolhido’ por Deus

Bolsonaro compartilha profecia de Pastor que o chama de 'Ciro do Brasil'
“Deus o escolheu para um novo tempo”, profetiza Steve Kunda.

O presidente Jair Bolsonaro compartilhou em suas redes sociais, na manhã deste domingo (19), um vídeo onde o apóstolo Steve Kunda lança uma “palavra profética” sobre o Brasil. No vídeo o apóstolo está participando de um bate-papo com o pastor Cássio Miranda, da Rede Super.

Em um trecho de sua fala, o apóstolo afirma que Bolsonaro foi “escolhido por Deus” para comandar o país. Ele afirma ainda que apesar de não fazer política por ser pastor, crê que os evangélicos têm influência na política e devem fazer isso de maneira positiva e não negativa.

Para o apóstolo o presidente eleito no Brasil, Jair Messias Bolsonaro, pode ser comparado ao personagem bíblico Ciro, o Grande, que foi usado por Deus para atender a uma necessidade do povo. Segundo o relato bíblico em Isaías 45, ele teria recebido uma mensagem de Deus que o ordenava a enviar de volta à Judeia todos os judeus.

“Eu não moro aqui. Mas falo da parte de Deus. Vocês aceitando ou não, você seja de esquerda ou de direita, o senhor Jair Bolsonaro é o Ciro do Brasil. Deus o escolheu para um novo tempo, para uma nova temporada no Brasil”, disse o apóstolo.

Ao compartilhar o vídeo em suas redes sociais, o presidente escreveu que “não existe teoria da conspiração, existe uma mudança de paradigma na política” e que “quem deve ditar os rumos do país é o povo! Assim são as democracias”.

O apóstolo Steve Kunda é natural do Congo e fundador de uma igreja evangélica em Orleans, na França. Sua participação no programa da emissora que pertence à Igreja Batista da Lagoinha foi divulgada no dia 10 de abril, mas somente agora o vídeo ganhou repercussão nacional ao ser compartilhado por Bolsonaro.
Profecia

Através do intérprete Peter Makangwa, o apóstolo fala em francês sobre a necessidade de apoiar o presidente eleito, orar por ele e tomar posição em favor de uma mudança do país. Ele pede que não façam oposição e enfatiza que os dois primeiros anos do governo de Jair Bolsonaro não vão ser fáceis, mas Deus dará vitória.

“Ele tem uma visão nacional para emancipação do País, para emancipação da nação. Sustentem esse homem, apoiem-no. Deus falou que os dois primeiros anos dele não vão ser fáceis. Mas a mão de Deus está com ele porque vai cortar muitos obstáculos, muitas opressões. Mas foi Deus quem o escolheu”, disse o apóstolo Steve Kunda.

'O grande problema do Brasil é a classe política', diz Bolsonaro

Presidente reconheceu que não consegue mudar o país sozinho e pediu ajuda durante evento no RJ

Jair Bolsonaro. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Para o presidente Jair Bolsonaro, o grande problema do Brasil é a classe política. A afirmação dada nesta segunda-feira (20) é referente à crise política instalada no Congresso, com o governo perdendo apoio para projetos como a reforma da Previdência.

Bolsonaro estava na Federação das Indústrias do Rio e Janeiro (Firjan) e voltou a citar o conteúdo da carta compartilhada por ele na sexta-feira passada (17) dizendo que há “corporações” se organizando para boicotar seu governo.

“O Brasil é um país maravilhoso que tem tudo para dar certo. Mas o grande problema é a nossa classe política”, disse o presidente. Bolsonaro aproveitou o momento para pedir apoio do governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), e do prefeito Marcelo Crivella (PRB).

Bolsonaro declarou que “cada vez que eu toco o dedo numa ferida, um exército de pessoas influentes vira contra mim, buscam de todas as maneiras me desacreditar”. Ele ainda também pediu apoio, pois sozinho não conseguirá mudar o Brasil.

domingo, 19 de maio de 2019

Patriotas apoiadores do presidente Jair Bolsonaro convocam manifestação para o dia 26 em todo o Brasil

Patriotas apoiadores do presidente Jair Bolsonaro estão preparando um dia de protesto, que deverá ocorrer simultaneamente em todo o país. A convocação vem ocorrendo pelas redes sociais de forma espontânea e pelo visto a mobilização também ganhará dezenas de cidades do interior do país.

Grupos conservadores afirmam que os principais pontos de reivindicação dos manifestantes são a reforma da previdência, a Medida Provisória 870 (da reforma administrativa), além da defesa pelo ministro Sérgio Moro.

Como "inimigos", a manifestação coloca o olho no furacão os integrantes do Centrão e os ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar dessa mobilização toda nas redes sociais, nenhum movimento que participa de atos de ruas no país se colocaram como organizadores na verdade são manifestações espontâneas.

Esse protesto ocorre justamente uma semana após algumas dezenas de comunistas irem às ruas contra a medida de Jair Bolsonaro de contingenciar verbas da Educação.

Cartão do Caminhoneiro entra em vigor no dia 20 de maio

Ministro diz que medida trará flexibilidade aos motoristas autônomos

Por Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil Brasília

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, confirmaram hoje (16) que o Cartão do Caminhoneiro, criado pela Petrobras, entrará em testes a partir do dia 20 de maio. A medida, que havia sido anunciado mais cedo pela estatal, foi um dos assuntos desta quinta-feira durante a transmissão semanal ao vivo do presidente em sua página oficial no Facebook. 

A live foi realizada diretamente do hotel onde Bolsonaro está hospedado em Dallas, nos Estados Unidos, onde ele cumpriu agenda de dois dias. Além do ministro Bento Albuquerque, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, também participou da transmissão, que durou 30 minutos.

A operação com o Cartão do Caminhoneiro começará em caráter de teste em três estados a partir da próxima segunda-feira: Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Nos demais estados, a previsão é que o serviço comece a operar no dia 25 de junho. 

"Cartão esse que possibilitará mais segurança, facilidade e flexibilidade e garantir o preço do combustível, na forma de um cartão pré-pago, por até 30 dias. Se o preço subir, o caminhoneiro vai ter a garantia do preço do diesel e, se o preço cair, ele pode pegar o dinheiro do cartão pré-pago e comprar mais combustível e assim utilizá-lo", explicou Bento Albuquerque.

Além dos autônomos, o Cartão do Caminhoneiro Petrobras será disponibilizado para transportadores e embarcadores. A solução funcionará como cartão pré-pago na compra de diesel, em postos com a bandeira Petrobras nos principais corredores rodoviários do país.
Funcionamento

Segundo a Petrobras, durante o período de testes, os caminhoneiros poderão realizar um pré-cadastramento pelo site www.cartaodocaminhoneiro.com.br e utilizar o serviço de forma segura. Após o lançamento definitivo, o cadastro poderá ser feito também via aplicativo, call center ou presencialmente, em locais a serem divulgados.

Feito o cadastro, o caminhoneiro poderá transferir valores para seu cartão e fazer a conversão dos valores para litros de óleo diesel, que podem ser utilizados em até 30 dias na rede de postos Petrobras credenciada. 

"O Cartão do Caminhoneiro Petrobras também é uma conta digital, permitindo que as transações sejam realizadas sem a presença do cartão físico, por meio do site e do aplicativo. Os valores em reais para conversão em litros de diesel estarão sempre disponíveis no site, no aplicativo e nos postos credenciados. O crédito em litros de diesel também pode ser revertido, a qualquer tempo, para reais, dentro dos 30 dias, descontando-se uma taxa cujo valor será previamente informado aos usuários", informou a estatal, em nota.

Sobre o preço do combustível, Bolsonaro disse tratar-se de uma política da Petrobras, baseado na variação cambial e no preço internacional do barril de petróleo, mas que poderia ser revista, caso se mostre "equivocada". "Lógico que se a gente puder rever isso aí sem prejuízo da empresa, não tem problema nenhum. Às vezes a política pode ter algum equívoco", disse. 

O ministro das Minas e Energia defendeu que os preços vão cair se for ampliada a produção de combustível no país. 
Validade da CNH

Jair Bolsonaro voltou a defender a ampliação da validade da Carteira Nacional de Habilitação de cinco para 10 anos e o aumento do limite máximo de pontos por infrações na carteira, de 20 para 40. Segundo ele, o assunto será discutido na semana que vem com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para saber se será editada uma medida provisória (MP) ou enviado um projeto de lei propondo as alterações. Se for por meio de MP, as mudanças terão validade imediata. 

O presidente ainda defendeu que os motoristas multados no trânsito sejam punidos apenas com pontos ou em valor pecuniário. As duas sanções juntas, como ocorre hoje, é injusta, na visão de Bolsonaro. 

"Não pode ser punido duas vezes pela mesma infração. Ou você tem a punição pecuniária, o dinheiro, ou você tem o ponto na carteira. Estamos estudando para ver se acabamos de vez com a indústria da multa que existe no Brasil", disse.
MP 870

Ainda durante a live, Bolsonaro disse que a Medida Provisória (MP) nº 870, que definiu a estrutura de seu governo, deve ser votada na semana que vem na Câmara dos Deputados. Ele voltou a dizer que espera que o texto seja mantido na íntegra. 

Na semana passada, a comissão especia que analisa a matéria introduziu modificações no texto, como a que retira o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça e Segurança Pública para transferi-lo ao Ministério da Economia. Depois, a MP ainda precisa passar pelo Senado.

"A gente espera que ela seja aprovada sem alterações. Se tiver, é responsabilidade e um direito do Paramento. O Parlamento é soberano para alterar ou não. E o que for feito nós respeitaremos no lado de cá", disse. 

A comitiva presidencial embarca na noite desta quinta-feira de volta para Brasília, onde devem chegar amanhã (17) pela manhã. Mais cedo, Bolsonaro foi homenageado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, em Dallas.

Bolsonaro cumprimenta crianças que faziam turismo cívico no Alvorada

O presidente Jair Bolsonaro conversa com crianças e posa para fotos no portão do Alvorada - Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro surpreendeu na manhã deste sábado (18), acompanhado da primeira-dama, Michele, e do general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, ao sair no jardim do Palácio da Alvorada e ir ao portão cumprimentar pouco mais de 100 crianças de uma escola pública de Brasília, que faziam turismo cívico pela cidade.

Recebido com gritos de “Bolsonaro, cadê você, eu vim aqui só pra te ver”, bem-humorado e à vontade, de chinelo, bermuda e camisa da seleção brasileira, o presidente pegou uma das crianças no colo, posou para fotos, enquanto incentivava os pequenos a gritar a frase “Pátria Amada, Brasil”.

No encontro, de cerca de 15 minutos, Bolsonaro disse às crianças que o bem sempre vence o mal: “Meu sonho de ser presidente é para ajudar o Brasil. Tem muita gente ruim no Brasil, sabia? Mas o bem sempre vence o mal”, afirmou. Ele acrescentou que a verdade é algo muito importante. Ainda durante a conversa, o presidente também prometeu que irá à escola hastear a bandeira e cantar o hino nacional. A vice-diretora da escola, Cárita Alessandra Sá, disse que o encontro de hoje não foi combinado.

Sobre o que quis dizer com um texto que teria sido compartilhado por ele ontem (17) no Whatsapp que dizia que o Brasil fora de conchavos é “ingovernável”, o Jair Bolsonaro afirmou: “O texto? Pergunta para o autor. Eu apenas passei para meia dúzia de pessoas”.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Grupo extremista faz nova ameaça pública: 'Damares no vale da morte'

Ministra diz não temer pois Deus é com ela

Damares Alves. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Um novo comunicado de ameaça de morte contra a Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, foi divulgado esta semana. Desde o início do governo de transição, no final do ano passado, a ministra foi ameaçada de morte 145 vezes ao todo.

Divulgado pelo grupo terrorista denominado “Sociedade Secreta Silvestre”, no site Maldición Eco-Extremista, o aviso dá conta que Damares é um dos principais alvos dos terroristas no Brasil. Este grupo reivindicou para si os ataques ao Ibama do dia 28 de abril em que dois carros foram incendiados após a explosão de uma bomba em uma das sedes do Ibama, na Floresta Nacional de Brasília.

Em um trecho o texto postado em inglês, eles dizem que: “não nos importamos com quantos teríamos matado e se estávamos alvejando um grupo específico, cristãos religiosos do mesmo grupo de Damares, os evangélicos. Nós olhamos para este grupo e tivemos nossas razões. Neste momento deixamos clara nossa posição ameaçadora e nossas intenções homicidas também contra Damares Alves. Que fique claro que elas ainda existem, e estão cada vez mais perigosas”.

A escolha de palavras deixa claro que existe uma motivação religiosa, no caso, contra os cristãos.

Os terroristas destacam que foram os responsáveis pela bomba encontrada próximo ao Santuário Menino Jesus, em Brazlândia, Distrito Federal, na véspera do Natal. O assunto tomou grandes proporções quando foi divulgado nesta sexta-feira (17) pela revista Veja.

De acordo com a ministra, todas as medidas de segurança necessárias foram tomadas. Procurada pela reportagem, a ministra rebateu a ameaça intitulada “Damares no Vale da Sombra da Morte” com um texto bíblico. “Ainda que andasse pelo vale da Sombra da Morte, não temeria mal algum pois o Senhor está comigo. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos. Este texto está no salmo 23. E esta mesa, sem dúvida, é um novo Brasil”, assegurou.

Além de Damares, eles também ameaçam o presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que reforçou sua segurança.

Polícia investiga grupo terrorista que ameaça Bolsonaro e ministros

Os integrantes do grupo se declaram “ecoterroristas” e “anticristãos”

Jair Bolsonaro, Damares Alves e ministros. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O grupo autointitulado “Sociedade Secreta Silvestre” tem feito ameaças ao presidente Jair Bolsonaro e a ministros, incluindo ataques a bomba contra Damares Alves e Ricardo Salles.

A divisão antiterrorismo da Polícia Federal tem investigado o grupo em busca de seus integrantes que se declaram “ecoterroristas” e “anticristãos”. Eles foram responsáveis pela bomba caseira colocada na porta de uma igreja a 50 quilômetros do Palácio do Planalto.

O grupo também assumiu a autoria dos ataques em uma sede do Ibama em Brasília, onde dois carros foram incendiados e onde a polícia encontrou fragmentos de bomba caseira.

A revista Veja teve acesso aos documentos da investigação contra a tal “Sociedade Secreta Silvestre”, incluindo as ameaças feitas por eles em um site. Para os investigadores, as condutas dos envolvidos são “extremamente graves” por conta do uso de artefatos explosivos.

Bolsonaro manda jornalista da Folha fazer faculdade novamente

Repórter do jornal desconhecia a diferença entre corte e contingenciamento.

Jair Bolsonaro. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro conversava com jornalistas nesta quinta-feira (16), durante sua viagem aos Estados Unidos, quando foi questionado por uma repórter do jornal Folha de São Paulo sobre os cortes na Educação, tema que gerou protestos em pelo menos 200 cidades brasileiras nesta quarta.

“Bolsonaro, o senhor falou que não tem nenhuma universidade brasileira entre as 250 melhores do mundo. É cortando verbas que alguma universidade brasileira vai chegar a ser?”.

O presidente responde: “O corte de verba não é maldade de alguém, não tem dinheiro. A palavra certa é contingenciamento”. A repórter rebate: “Contingenciamento é corte, presidente”, então uma terceira pessoa explica a diferença entre corte de verbas e contingenciamento.

“Contingenciamento é a suspensão do gasto durante um período até a receita se confirmar”.

Ao voltar a falar com a repórter, Bolsonaro orienta o jornal Folha de São Paulo a colocar seus jornalistas de volta na faculdade. “Vocês da Folha de São Paulo tem entrar de novo em uma faculdade que presta para aprender a fazer um bom jornalismo e não contratar qualquer uma ou qualquer um para ficar fazendo discórdia e perguntando besteira por aí”, disse.

O presidente disse que tinha respeito pela profissional e perguntou se ela gostaria de debater orçamento. Ela então questiona qual é a prioridade do orçamento do governo e Bolsonaro diz que não foi apenas a educação que entrou no contingenciamento, outras áreas também, como o caso da Ciência e Tecnologia.

Nas redes sociais Bolsonaro comentou o caso e postou vídeo sobre o momento: “Pela falta de recursos se faz contingenciamento. Todos os governos já fizeram isso, inclusive na Educação. Aqui nos Estados Unidos uma repórter da Folha desconhecia a diferença entre corte e contingenciamento. Nós explicamos”.