sábado, 28 de setembro de 2019

Novo PGR diz que atitudes de Rodrigo Janot são inaceitáveis

Em nota, Augusto Aras afirmou que o MPF "é uma instituição que está acima dos eventuais desvios praticados por qualquer um de seus ex-integrantes"

Novo PGR, Augusto Aras Fotos: Isac Nobrega/PR

O novo procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou neste sábado (28), por meio de nota, que considera “inaceitáveis as atitudes” divulgadas por Rodrigo Janot, ex-chefe da PGR, que afirmou ter tido a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

“O Ministério Público Federal é uma instituição que está acima dos eventuais desvios praticados por qualquer um de seus ex-integrantes”, diz a nota da assessoria de Aras.

“O procurador-geral da República, Augusto Aras, considera inaceitáveis as atitudes divulgadas no noticiário a respeito de um de seus antecessores. E afirma confiar no conjunto de seus colegas, homens e mulheres dotados de qualificação técnica e denodo no exercício de sua atividade funcional. Os erros de um único ex-procurador não têm o condão de macular o MP e seus membros. O Ministério Público continuará a cumprir com rigor o seu dever constitucional de guardião da ordem jurídica”, afirma a manifestação.

Um dia após os relatos de Janot, que disse ter entrado armado na corte naquele ano para assassinar Gilmar, o ministro Alexandre de Moraes ordenou uma ação de busca e apreensão pela Polícia Federal em endereços ligados ao ex-PGR em Brasília.

Ele também determinou a imediata suspensão de todos os portes de arma em nome de Janot e ordenou que ele mantenha distância de no mínimo 200 metros de qualquer ministro e da sede do tribunal.

As decisões de Moraes foram tomadas no âmbito do controverso inquérito das fake news, que investiga ameaças a integrantes do STF. A investigação foi aberta em março pelo presidente da corte, ministro Dias Toffoli, e motivou críticas na ocasião inclusive da então PGR Raquel Dodge, para quem ele desrespeitou o processo legal ao abrir inquérito de ofício, sem ser provocado por outro órgão.

Janot disse na quinta (26) a veículos de imprensa que entrou no Supremo em 2017 armado com uma pistola com a intenção de matar Gilmar Mendes por causa de insinuações que ele teria feito sobre sua filha. Ele afirmou que, em seguida, pretendia se suicidar.

O ex-procurador narra o episódio num livro de memórias que está lançando neste mês -sem nomear Gilmar.

*Folhapress

AGU: ‘Estamos há 9 meses sem caso de corrupção no governo’

Declaração foi dada por André Mendonça durante uma palestra na Fiesp

André Luiz de Almeida Mendonça, da AGU Foto: Divulgação/AL-SP

O advogado-geral da União, André Mendonça, disse que o governo está sem casos de corrupção desde que Jair Bolsonaro assumiu a Presidência há nove meses. A declaração foi dada durante uma palestra na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta sexta-feira (27). A informação foi dada pelo jornal Valor Econômico.

De acordo com o veículo, o AGU também afirmou que o setor privado precisa se comprometer contra irregularidades em contratos públicos.

– Em um país que se propõe a um governo sem corrupção, e nós estamos há nove meses sem um caso de corrupção no governo, também a iniciativa privada tem que refletir e fazer autocrítica de como participar de um novo modelo de país, onde o preço pactuado tem que ser o preço cumprido. Não vão se dar modulações em aditivos contratuais, que nos levaram a ter o maior caso de corrupção da história – afirmou.

Além de Sergio Moro, André Mendonça é outro nome cotado pelo presidente Jair Bolsonaro para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Para Guedes, economia do Brasil vai crescer 2% em 2020

Em entrevista, ministro da Economia também criticou encargos trabalhistas

Ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Agência Brasil/José Cruz

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, nesta sexta-feira (28), que acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil pode crescer acima de 2% em 2020. A declaração foi dada durante uma entrevista à TV Record.

– Vamos recuperar a dinâmica de crescimento. Nós achamos que, no ano que vem, o ritmo de crescimento pode dobrar. Ano que vem, vamos crescer acima de 2% – destacou.

No programa, Guedes também criticou os encargos trabalhistas presentes no Brasil, o que para ele é um “fenômeno do desemprego em massa.” O ministro lembrou que, nos últimos anos, “a economia brasileira foi vítima de uma forte desaceleração econômica.”

– [O Brasil] É uma das economias que mais crescia no mundo, mais gerava emprego, trouxe imigrantes do mundo inteiro, e nos últimos anos com juros altos, impostos elevados, o Brasil perdeu a dinâmica de crescimento – ressaltou.

O ministro ainda falou que a equipe econômica do governo estuda uma alternativa a um novo imposto nos moldes da antiga CPMF.

Trump anuncia fundo milionário para proteger a liberdade religiosa

“É uma das minhas maiores prioridades”, afirmou presidente dos EUA.

Donald Trump recebe oração de pastores. (Foto: Reuters/Jonathan Ernst)

O presidente Donald Trump anunciou na segunda-feira (23) que os Estados Unidos dedicarão US$ 25 milhões para proteger locais religiosos e casas de culto em todo o mundo.

O anúncio também informa sobre a criação de uma coalizão formada por líderes empresariais para ajudar a proteger a liberdade religiosa no local de trabalho.

Trump se tornou o primeiro presidente americano a convocar uma reunião na sede das Nações Unidas em Nova York para falar exclusivamente sobre a liberdade religiosa. Em seu discurso, o presidente dos EUA pediu às nações do mundo que façam parte da campanha para “acabar com a perseguição religiosa”.

Chamado de “Global Call to Protect Religious Freedom” [Chamada Global para Proteger a Liberdade Religiosa], o evento contou com a presença do Trump, do vice-presidente dos EUA Mike Pence e secretário de Estado Mike Pompeo.

De acordo com o The Christian Post, também participaram do encontro autoridades americanas de alto escalão, sobreviventes de perseguição religiosa, líderes religiosos, líderes empresariais e defensores da liberdade religiosa.

“Como presidente, proteger a liberdade religiosa é uma das minhas maiores prioridades e sempre foi”, garantiu Trump. O presidente aproveitou para lembrar das ações de seu governo que possibilitaram a libertação do pastor Andrew Brunson que estava preso na Turquia.

Trump também mencionou novas iniciativas que o governo dos EUA para promover a liberdade religiosa no mundo, entre elas a liberação de US$ 25 milhões que serão usados para proteger a liberdade religiosa, relíquias e espaços de cultos.


“Os Estados Unidos estão formando uma coalizão de empresas americanas para a proteção da liberdade religiosa. Esta é a primeira vez que isso é feito”, declarou Trump ao falar da iniciativa que chamará o setor privado para atuar em favor da liberdade religiosa dentro do ambiente de trabalho.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Bolsonaro veta sete trechos da nova lei do fundo eleitoral

A proposta causou muita polêmica nas redes sociais

Presidente da República, Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/PR

Nesta sexta-feira (27), o presidente da República, Jair Bolsonaro, vetou sete trechos do projeto de lei que abre brecha para ampliar o fundo eleitoral. A proposta foi aprovada no Congresso durante a semana passada.

Bolsonaro vetou a regra que não estabelecia um limite para a porcentagem de emendas parlamentares que compõem o fundo. O argumento foi de que a mudança aumenta a despesa pública.

– Ao retirar o limite de 30% atualmente vigente, acaba por aumentar a despesa pública, sem o cancelamento equivalente de outra despesa obrigatória e sem que esteja acompanhada de estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro – disse o presidente.

O mandatário ainda vetou o trecho que afrouxa a aplicação da Lei da Ficha Limpa que impedia a desaprovação de alguma candidatura após ser registrada na Justiça. Para o presidente, a regra gera insegurança jurídica.

Janot diz que foi armado ao STF para matar Gilmar Mendes

Ministro sugere que ex-PGR “procure ajuda psiquiátrica”

Por Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil Brasília

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot disse na noite de ontem (26), em entrevista a diversos veículos de comunicação, que chegou a ir armado com um revólver ao Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes e depois se suicidar. Nesta sexta-feira (27), Mendes divulgou uma nota em que se diz surpreso e recomenda que o ex-PGR “procure ajuda psiquiátrica”.

Os dois protagonizaram um longo embate enquanto Janot ocupou o cargo, entre 2013 e 2017, com trocas constantes de críticas públicas. O ex-PGR disse ter, porém, chegado a um limite em 2017 quando o ministro envolveu sua filha em uma das pendengas.

O episódio é narrado por Janot no livro que lança esta semana, Nada Menos que Tudo, porém sem citar o nome de Gilmar Mendes. O ex-PGR, entretanto, resolveu agora revelar a quem se referia.

“Num dos momentos de dor aguda, de ira cega, botei uma pistola carregada na cintura e por muito pouco não descarreguei na cabeça de uma autoridade de língua ferina que, em meio àquela algaravia orquestrada pelos investigados, resolvera fazer graça com minha filha”, escreve Janot no livro.

Segundo o ex-PGR, ao encontrar o ministro sozinho na antessala do plenário do Supremo, antes de uma das sessões, chegou a sacar uma pistola, mas não puxou o gatilho somente porque “a mão invisível do bom senso tocou no meu ombro e disse: não”.

O episódio ocorreu em 2017, depois de Janot ter pedido ao Supremo que considerasse Mendes suspeito para julgar um habeas corpus de Eike Batista. O argumento era que a esposa do ministro, Guiomar Mendes, trabalhava em um escritório de advocacia que prestava serviços ao empresário.

Em seguida, circulou na imprensa a informação de que a filha de Janot, Letícia Ladeira Monteiro de Barros, defendia a empreiteira OAS, envolvida na Lava Jato, em processos no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O ex-PGR atribuiu a divulgação da informação a Mendes e, por isso, cogitou matá-lo, segundo o relato.

“Confesso que estou algo surpreso. Sempre acreditei que, na relação profissional com tão notória figura, estava exposto, no máximo, a petições mal redigidas, em que a pobreza da língua concorria com a indigência da fundamentação técnica. Agora ele revela que eu corria também risco de morrer”, escreveu Gilmar Mendes em nota divulgada nesta sexta.

O ministro lamentou que “por um bom tempo, uma parte do devido processo legal no país ficou refém de quem confessa ter impulsos homicidas”.

“Se a divergência com um ministro do Supremo o expôs a tais tentações tresloucadas, imagino como conduziu ações penais de pessoas que ministros do Supremo não eram. Afinal, certamente não tem medo de assassinar reputações quem confessa a intenção de assassinar um membro da Corte Constitucional do País”, acrescentou o ministro. “Recomendo que procure ajuda psiquiátrica”, concluiu.

Nomeada equipe que vai atuar com novo procurador-geral da República

Brasília – O Diário Oficial da União publica hoje (27) as primeiras nomeações da equipe que atuará na gestão do novo procurador-geral da República, Augusto Aras, empossado ontem (27) para um mandato de dois anos.

Novo procurador-geral da República, Augusto Aras tomou posse nesta quinta-feira (Arquivo/José Cruz/Agência Brasil)

Entre as portarias publicadas estão a do novo vice-procurador-geral da República, José Bonifácio Andrada, e do novo secretário-geral do Ministério Público da União, Eitel Santiago. A Secretaria de Cooperação Internacional ficará com Hindemburgo Chateaubriand.

O procurador Regional da República Alexandre Espinosa Bravo Barbosa será o chefe de gabinete de Aras. A 3ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal (MPF) ficará a cargo do subprocurador-geral Luiz Augusto Santos Lima.

O atual vice-procurador eleitoral Humberto Jacques de Medeiros, que atua no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vai continuar no cargo.

Aras foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para o posto máximo do MPF em 5 de setembro. A posse ocorreu nesta quinta-feira, em solenidade no Palácio do Planalto, após a aprovação do nome de Aras pelo Senado Federal. Outra cerimônia formal de posse está programada para o dia 2 de outubro, na sede da Procuradoria-Geral da República.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Bolsonaro comenta decisão do TSE sobre disparos no WhatsApp

Ação pedia para investigar impulsionamento em massa de mensagens

Por Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil Brasília

O presidente Jair Bolsonaro comentou hoje (26) uma decisão do ministro Jorge Mussi, corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que negou diligências para investigar um suposto impulsionamento ilegal em massa de mensagens pelo aplicativo WhatsApp.

"O TSE apurou e a decisão saiu hoje. Hoje, o TSE decidiu que não houve disparo em massa de Whatsapp pelo candidato Jair Bolsonaro. Então, ponto final", afirmou o presidente durante sua live semanal no Facebook. Ele estava acompanhado de Ysani Kalapalo, mulher indígena fundadora do Movimento Indígenas em Ação.

A ação contra o presidente havia sido formalizada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), por abuso de poder econômico, com base em uma série de reportagens publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo sobre o assunto no ano passado. A decisão ainda passará por julgamento do plenário do TSE.

Em outubro de 2018, em meio à campanha eleitoral, a Folha de S. Paulo publicou uma reportagem denunciando que empresários teriam comprado pacotes de impulsionamento em massa de mensagens pelo WhatsApp para favorecer a campanha de Bolsonaro e prejudicar o principal adversário, o então candidato petista Fernando Haddad. A prática, segundo a reportagem, poderia caracterizar doação de campanha por empresas, o que é vedado pela legislação eleitoral.

Na petição feita ao TSE, a coligação do PT pedia a quebra dos sigilos bancários, telefônicos e telemáticos dos sócios das empresas denunciadas na reportagem, entre elas a AM4, que prestou serviços à campanha para a chapa do então candidato à presidente Jair Bolsonaro e seu vice Hamilton Mourão. Os pedidos foram todos negados pelo ministro Jorge Mussi, que ressaltou não haver provas sobre o envolvimento das pessoas e da empresa citadas na ação. 

"As provas materiais (...) esclarecem os fatos e apontam para a não participação da AM4 em qualquer esquema de disparos em massa pelo WhatsApp. Por outro lado, houve a aprovação das contas dos candidatos investigados (PC 0601225-70.2018.6.00.0000, relator Ministro Luís Roberto Barroso, sessão em 4.12.2018, já transitada em julgado)", diz um trecho da decisão. Ainda segundo o ministro do TSE, sem indícios de irregularidades, as diligências de quebra de sigilos poderiam configurar uma violação de prerrogativas constitucionais das pessoas envolvidas na denúncia.

"Se não há sequer indícios da contratação de disparos pela AM4, não têm sentido as diligências requeridas em relação à empresa oficial da campanha, bem como em relação às demais empresas citadas pela representante. Incorreria a Justiça Eleitoral, sem dúvida, no constrangimento ilegal das prerrogativas constitucionais dos cidadãos e das empresas envolvidas na reportagem se concedesse as requisições", acrescenta.

Durante a live, Jair Bolsonaro voltou a classificar a denúncia como fake news. "Então houve uma fake news da Folha e depois deu trabalho ao TSE. Agora, tinha que ter uma punição para o PT, tinha que ter uma punição para a Folha de S. Paulo, os caras não podem publicar as coisas, é comum isso daí", afirmou.

STF vota a favor de tese que pode anular condenações da Lava Jato

O Supremo Tribunal Federal (STF) votou hoje (26) a favor da tese jurídica defendida por advogados de investigados na Lava Jato e que pode anular várias condenações oriundas das investigações, segundo avaliação da força-tarefa de procuradores que atuam na operação.

Por 7 votos a 3, a Corte decidiu que advogados de delatados podem apresentar as alegações finais, última fase antes da sentença, após a manifestação da defesa dos delatores. Atualmente, o prazo é simultâneo para as duas partes, conforme o Código de Processo Penal (CPP). Na prática, a maioria dos ministros entendeu que o delatado pode falar por último nesta fase, mesmo não estando previsto em lei. O entendimento foi baseado no princípio constitucional do contraditório e da ampla defesa.

Com a decisão, condenações em que as defesas não falaram por último na etapa final do processo poderão ser anuladas, e o processo deverá voltar à fase de alegações finais na primeira instância da Justiça. A repercussão da decisão nos casos que estão em tramitação em todo o país deverá ser decidida pela Corte na semana que vem.
Votos

Na sessão desta quarta-feira (25), o relator do caso, ministro Edson Fachin, votou contra a tese dos advogados de investigados na Lava Jato. Segundo Fachin, não há na lei brasileira regra obrigando a concessão de prazo para que a defesa do delatado se manifeste após os advogados dos delatores nas alegações finais.

Na sessão desta tarde, o ministro Alexandre de Moraes abriu a divergência e afirmou que a defesa tem direito de refutar todas as acusações que possam influencia na condenação, inclusive nas alegações finais, mesmo que não esteja previsto no CPP. Dessa forma, segundo o ministro, o acusado tem o direito de falar por último nesta fase do processo.

"O princípio da ampla defesa, do devido processo legal, do contraditório, consagrados constitucionalmente, não como alguns fazem questão de salientar, não são firulas jurídicas, não são meras burocracias para atrapalhar o processo. O devido processo legal, contraditório e a ampla defesa são princípios que formatam o Estado de Direito", disse.

A ministra Rosa Weber e os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Dias Toffoli seguiram o entendimento. Na próxima sessão, Toffoli também deverá propor uma solução para os casos futuros.

Em um discurso enfático contra a corrupção, o ministro Luís Roberto Barroso lembrou que o julgamento envolve um ex-gerente da Petrobras condenado por cobrança de mais de R$ 30 milhões de propina.

Para Barroso, a tentativa de anulação das sentenças é um esforço para barrar o enfrentamento à corrupção. Barroso citou medidas que foram tomadas para barrar o avanço da Lava Jato, como processos que foram tirados da Justiça Federal em Curitiba, julgamento que considerou a condução coercitiva inconstitucional e decisão da Corte que entendeu que deputados não podem ser afastados mandato.

"Não é natural desviar dinheiro, nós precisamos romper esse paradigma. Garantismo significa direito de saber sobre o que é acusado, direito de apresentar defesa, direito de produzir provas, direito de ser julgado por um juiz imparcial. Garantismo não significa direito a um processo que não funcione, que não acabe, que sempre produza prescrição", afirmou.

Segundo Barroso, as alegações finais não são um momento de inovação no processo e se limitam a analisar as provas já produzidas. "Inexiste previsão legal de que réus que não colaboradores apresentem alegações finais após os réus colaboradores. isso não está sito em lugar nenhum", acrescentou.

O entendimento de Barroso também foi seguido pelos ministro Luiz Fux, além do relator.

O caso foi discutido no habeas corpus em que a defesa do ex-gerente da Petrobras Márcio de Almeida Ferreira, condenado na Lava Jato a 10 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, pediu a anulação da sentença para apresentar novas alegações finais no processo que correu na Justiça Federal em Curitiba. Com o resultado do julgamento, a condenação foi anulada, e o processo voltará à fase de alegações finais na Justiça Federal em Curitiba.
Bendine

O julgamento da questão pelo plenário foi motivado pela decisão da Segunda Turma do Supremo que anulou a condenação do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine.

Em agosto, o colegiado decidiu, por 3 votos a 1, que os advogados de Bendine têm direito de apresentar alegações finais após os delatores do caso, fato que não ocorreu no processo. Dessa forma, a sentença foi anulada, e o processo voltou para a fase de alegações finais na Justiça Federal no Paraná.

Bendine foi condenado em março de 2018 pelo então juiz Sergio Moro. Em junho deste ano, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, sediado em Porto Alegre, reduziu a pena de 11 anos para 7 anos e 9 meses de prisão, mas manteve a condenação, que poderia ser executada em breve com base na decisão do STF que autoriza a prisão após o fim dos recursos em segunda instância.

Pesquisa mostra que presidente Bolsonaro tem aprovação de 75%

Levantamento online, que já ouviu mais de 63 mil pessoas, aponta que, se a eleição fosse hoje, 75,81% dos votos seriam para Bolsonaro

Uma pesquisa realizada pela intenet mostra que o presidente Jair Bolsonaro tem índice de aprovação de 75% junto ao eleitorado brasileiro. O levantamento foi feito por meio do site Strawpool, com votos de internautas.

O levantamento online mostra que, se a eleição para presidente da República fosse hoje, 75,81% dos votos seriam para Jair Bolsonaro. A pesquisa, que utiliza o método de pergunta/resposta já ouviu mais de 63 mil pessoas. No mesmo levantamento, Ciro Gomes aparece com 7,31%, Amoedo 7,12%, Haddad 2,89%, Doria 2,6%, Jorge Kajuru 1,5%, Ronaldo Caiado 1,42%, Luciano Huck 1,07% e Marina Silva 0,34%.

Doria o socialista fabiano diz que discurso de Bolsonaro na ONU foi 'inadequado' e 'inoportuno'

Governador considerou que o discurso teve “péssima” repercussão.

O governador de São Paulo, João Doria, classificou o discurso do presidente da República na Assembleia Geral das Nações Unidas como “inoportuno” e “inadequado”.

Durante entrevista coletiva na sede do governo paulista, o Palácio Bandeirantes, Doria criticou o pronunciamento do presidente, apontado como “sem referências que pudessem trazer respeitabilidade e confiança ao Brasil no plano ambiental, no plano econômico e no plano político”.

Apesar de o discurso ter sido bastante elogiado nas redes sociais, o governador de São Paulo, que já se projeta como possível candidato a Presidência da República em 2022 pelo PSDB, considerou que o discurso teve “péssima” repercussão.

“O mundo inteiro está repercutindo pessimamente a intervenção do presidente na Assembleia Geral das Nações Unidas”, afirmou.
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TSE conclui que campanha de Bolsonaro não fez disparos em massa no WhatsApp

Ação movida pelo PT a partir de notícia falsa da Folha de São Paulo foi rejeitada.

Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu nesta quinta-feira (26) que a chapa Jair Bolsonaro (PSL) e Hamilton Mourão (PRTB) não realizou disparos de mensagens em massa pelo WhatsApp durante campanha eleitoral de 2018.

A ação movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) questionava a legitimidade da eleição do atual presidente, a partir de “fake news” divulgadas pela Folha de São Paulo a partir de dezembro do ano passado.

Reportagem da Folha acusava a campanha de Bolsonaro de ter contratado empresa para disparo de mensagens em massa, mas o tribunal concluiu que não há “indícios materiais que sustem as dúvidas lançadas” e tão pouco contratos dos supostos disparos.

Na decisão, o corregedor-geral eleitoral, ministro Jorge Mussi, concluiu que o WhatsApp “não cometeu nenhuma irregularidade”.

Bolsonaro comentou a decisão através do Twitter, apontando que a Folha de São Paulo publicou as notícias falsas e o PT ajuizou ação no TSE, mas que no final ele é absolvido.

“COMO FUNCIONA: Folha de SP publica Fake News sobre Bolsonaro, com a matéria o PT ajuiza ação no TSE… mas Bolsonaro é absolvido (sic)”, escreveu no Twitter.

CCJ do Senado aprova indicação de Augusto Aras para a PGR

Subprocurador ainda precisa passar pelo crivo do Plenário do Senado.

Antônio Augusto Brandão de Aras (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou a indicação do subprocurador Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República (PGR), após cinco horas de sabatina.

Aras conquistou 23 votos a favor e 3 contrários, recebendo a maioria dos votos na comissão. Agora sua indicação deverá passar pelo crivo do Plenário da Casa.

Ele precisa conquistar maioria absoluta no Plenário, ou seja, 41 votos dos 81 senadores, cabendo após isso ao presidente da República publicar decreto com a nomeação definitiva.

Augusto Aras assumirá um mandato de 2 anos, substituindo Raquel Dodge, podendo até ser reconduzido ao cargo depois deste período.

Sua indicação para o cargo gerou muitas críticas, já que o nome dele não fazia parte da lista tríplice, composta pelos mais votados.

Guedes diz que economia do Brasil começou a reagir

Para o ministro da Economia, no entanto, país ainda precisa enfrentar o problema das despesas públicas

Ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira (25) que a economia já deu início a um processo de recuperação, mas o país ainda tem que enfrentar o problema das despesas públicas, reforçando a necessidade de se manter a limitação aos gastos federais.

Em audiência pública na CMO (comissão mista de Orçamento) no Congresso, ele voltou a defender o plano de sua equipe para reduzir as despesas obrigatórias: desobrigar, desvincular e desindexar o Orçamento.

– A economia já está se movendo. Isso leva um tempo, mas ela já começou a se mover. Os resultados já estão vindo acima do esperado nas receitas, nos impostos. Agora, continuamos com o desafio do dinheiro carimbado. E esse dinheiro carimbado esvaziou as atribuições da classe política – afirmou o ministro a parlamentar.

Num gesto de apoio, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também foi à comissão e discursou contra a indexação do Orçamento e a elevação dos gastos obrigatórios.

– Conte com esse presidente da Câmara que tem muitas convergências com as suas ideias – disse Maia a Guedes, após agradecer a participação do ministro na audiência.

O governo estima que pode obter R$ 37 bilhões com a retirada do aumento pela inflação de diferentes despesas obrigatórias. A proposta que reforma o Orçamento pode alterar o mínimo destinado para saúde e educação, impedir o reajuste automático anual para servidores e ainda extinguir fundos públicos.

Uma desindexação que chegou a ser cogitada, e foi noticiada nos últimos dias, viria da retirada da Constituição da obrigação do reajuste do salário mínimo. Mas a ideia foi abandonada diante de críticas no Congresso e do presidente Jair Bolsonaro.

– Nós, juntos, temos que avaliar quais dessas despesas que estão carimbadas merecem seguir indexadas. Por exemplo, o salário mínimo. O presidente já falou: ‘Esse tem que seguir indexado’. Ok. Educação básica? Essa vamos seguir com isso também. De repente, saúde preventiva? Sim. A outra? Vamos conversar a respeito. O Congresso tem que assumir o controle orçamentário da República – afirmou Guedes.

O ministro planeja acabar com 100 dos 280 fundos federais e, assim, elevar os recursos discricionários, que não tem destinação definida. Assim, haveria, segundo ele, mais dinheiro para investimento e despesas de custeio da máquina pública, que sofrem cortes nos últimos anos.

Esses fundos têm dinheiro com uso específico e, por isso, geralmente não são utilizados integralmente. Segundo Guedes, no ano passado, R$ 26 bilhões ficaram “empoçados”.

Apesar das dificuldades nas contas públicas, o ministro é contra a flexibilização do teto de gastos. Para ele, descumprir o controle das despesas públicas foi a razão para o país ter caído nos últimos 40 anos num período de hiperinflação, recessão e forte elevação de juros.

Por isso, a solução pensada pelo Ministério da Economia é “quebrar o piso”. Ou seja, reduzir as despesas obrigatórias.

A previsão é que, em 2020, as despesas obrigatórias fiquem em torno de 94% do total do Orçamento.

Com isso, poderá haver paralisia da máquina pública em 2020, já no primeiro Orçamento elaborado pela gestão Jair Bolsonaro.

O cenário de aperto só não é pior porque a equipe de Guedes procura medidas que podem trazer impacto fiscal positivo, mas que ainda precisam ser aprovadas pelo Congresso.

– Assumir esse desafio de controlar os orçamentos públicos é o grande desafio que pode levar esse congresso para a história – disse Guedes.

Isso deve ser tratado na proposta do pacto federativo, conjunto de medidas que prevê mais recursos para estados e municípios.

A ideia do governo é apresentar o pacto logo após o Senado concluir a votação da reforma da Previdência, o que está previsto para ocorrer na primeira quinzena de outubro.

Guedes voltou a declarar também que a proposta do governo para a restruturação do sistema tributário deve ser apresentada ao Congresso na próxima semana.

– Nós, apesar de termos tido um acidente de percurso na Receita Federal, a verdade é que nossa proposta está praticamente pronta – disse se referindo à demissão do ex-secretário da Receita Marcos Cintra, que caiu após defender a criação de um imposto nos moldes da antiga CPMF.

À comissão, o ministro apresentou a ideia de criar um Conselho Fiscal da República, que seria formado, por exemplo, pelos presidentes da República, da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal.

Ele citou que muitos estados, diante das dificuldades fiscais, recorrem ao Supremo que acaba julgando processos a favor desses entes, mas causando um rombo à União. Por isso, Guedes quer que os presidentes de todos os Poderes se reúnam a cada três meses para discutir a situação das contas do país.

Após cerca de 2 horas e 30 minutos, a sessão foi encerrada por causa de uma discussão entre Guedes e o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que questionou os investimentos realizados pelo ministro, antes de assumir o cargo, no setor de educação.

Sobre o fim da audiência antes do previsto, Guedes disse que há uma minoria que atrapalha o Congresso e que quer falar sozinha.

*Folhapress

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Bolsonaro sanciona projeto da liberdade econômica

Presidente retornou ao Planalto nesta sexta-feira

Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Alan Santos

Nesta sexta-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro retornou ao Palácio do Planalto, pela primeira vez após sua cirurgia, e sancionou o projeto de lei de conversão (PLV) da liberdade econômica.

– Para nós podermos, realmente, abrir o mercado, poder fazer a economia funcionar, poder empregar mais gente, não temos outro caminho – disse ele.

Para o governo, o projeto é uma prioridade, em função da promessa de uma desburocratização na atuação de pequenas empresas e empreendedores. A matéria já tinha passado a vigorar como medida provisória em abril, pouco antes do Dia do Trabalhador. A medida virou um PLV depois de alterações feitas pelo Congresso.

Revista feminista ensina mulheres a abortar


Publicação foi duramente criticada e denunciada a Polícia Federal.


Um perfil verificado do Twitter, representando a revista feminista AzMina, que se apresenta como uma instituição que combate a violência contra as mulheres, compartilhou uma postagem ensinando mulheres a abortar.

O tuíte no microblog da revista apresenta o “protocolo recomendado pela OMS para o aborto com Misoprostol”, com orientações sobre como praticar o aborto.
A publicação foi duramente criticada nas redes sociais por tentar ensinar mulheres a praticar o aborto, inclusive recebendo denúncias encaminhadas a Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF).

Uma matéria publicada no site, que se apresenta como “jornalismo feminista independente”, traz o título “Como é feito um aborto seguro?”.

O texto traz detalhes de como praticar o aborto de forma eficaz, utilizando o medicamento Misoprostol.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Exército Brasileiro finaliza a entrega de mais de 300 poços artesianos no Semiárido Nordestino

O Exército Brasileiro encerrou, no mês de agosto de 2019, a Operação Semiárido, trabalho coordenado pelo Comando do 1º Grupamento de Engenharia (1º Gpt E). A atividade consistiu na perfuração e instalação de mais de 300 poços artesianos na Região Nordeste do nosso país.

Por ser uma região com pouca incidência de chuva, com grandes taxas de evaporação, devido ao clima local, o Semiárido Nordestino tem emergência por água. Com a escassez do recurso hídrico, a busca na região passa a ser por água subterrânea. Por isso a necessidade de perfuração de poços artesianos para suprir as demandas das comunidades locais.

Iniciada em 2016, a Operação Semiárido foi resultado de uma parceria entre o Exército Brasileiro e o Ministério do Desenvolvimento Regional. O principal objetivo consistiu em fazer com que determinadas comunidades do Semiárido deixassem de depender da água proveniente de caminhões-pipa e passassem a ter sua própria subsistência hídrica. Em função disso, ainda na fase de planejamento, o estudo que definiu os pontos de perfuração foi feito com base no banco de dados da Operação Carro-Pipa, considerando beneficiar os municípios mais populosos e mais distantes dentro da logística da distribuição da água.

A Operação Semiárido abrangeu sete Estados da Região Nordeste. A previsão inicial era perfurar 400 poços artesianos, porém foram perfurados 193 além do previsto, chegando ao total de 593 perfurações. Como resultado, o Exército encontrou água em 302 locais de perfuração e instalou bombas e equipamentos para o processo de cloração. Parte da água encontrada possuía alto teor de sal, devido à influência do solo Semiárido. Para esses casos, foram instalados, também, 23 dessalinizadores, equipamentos de osmose reversa destinados ao tratamento da água salobra.

Todo esse trabalho, que durou três anos, foi executado por militares dos Batalhões de Engenharia subordinados ao 1º Grupamento de Engenharia, com o acompanhamento constante do Centro de Operações de Engenharia desse Grande Comando. Na entrega dos poços, cada comunidade contemplada recebeu capacitação do Exército para ficar em condições de realizar periodicamente a manutenção dos equipamentos.

No total, foram atendidos 80 municípios da Região Semiárida, sendo beneficiadas, diretamente, quase 69 mil pessoas. Para se ter uma ideia do impacto positivo na vida desses nordestinos, cabe salientar, comunidades que, antes, aguardavam a distribuição da água de um caminhão-pipa a cada dez dias, hoje, usufruem de uma quantidade de água equivalente a três caminhões-pipa por dia.

Segundo o Coronel André Ferreira de Souza, chefe da Subseção de Obras Hídricas do 1º Gpt E, o saldo da Operação Semiárido é bastante satisfatório, uma vez que seu custo correspondeu a 15,7 milhões de reais e a entrega dos poços passa a gerar uma economia aproximada de 6 milhões de reais por ano na Operação Carro-Pipa, ou seja, em menos de três anos, o investimento na Operação Semiárido estará recuperado, reduzindo futuros custos e deixando, permanentemente, o benefício de uma melhor qualidade de vida a milhares de sertanejos.


Presidente Jair Bolsonaro pode deixar PSL, diz site

Alguns parlamentares podem deixar a legenda

Jair Bolsonaro Foto: PR/Alan Santos

De acordo com o site O Antagonista, o presidente Jair Bolsonaro pode deixar o PSL. O motivo é um desgaste entre ele e Luciano Bivar, que não quer deixar a liderança do partido.

Bivar argumenta que abriu as portas da legenda para o presidente, que por sua vez diz que o PSL só tem a maior bancada da Câmara dos Deputados por causa dele.

O Antagonista ainda informou que 18 dos 53 deputados federais do partido podem deixá-lo em breve.

Bolsonaro define quais temas abordará em discurso na ONU

Viagem do presidente, no entanto, ainda não é certa

Presidente Jair Bolsonaro define temas de discurso que fará na ONU Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

O presidente Jair Bolsonaro se reuniu na manhã desta quarta-feira (18) com auxiliares presidenciais para discutir a redação final do discurso do Brasil na abertura da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York.

O encontro teve as participações dos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), nome escolhido pelo presidente para o posto de embaixador nos Estados Unidos.

Segundo relatos feitos à reportagem, o texto final deve ter como temas principais a defesa da soberania nacional e do meio ambiente e o compromisso com o combate à corrupção e com o fim de uma relação diplomática com viés ideológico.

Mesmo com a elaboração do discurso, o presidente pode não comparecer ao encontro mundial. Na próxima sexta (20), ele fará um exame na capital federal para definir se tem condições físicas de fazer uma viagem internacional.

Por recomendação médica, ele encurtou o itinerário que faria nos Estados Unidos e cancelou a parada em Dallas, no Texas, onde se reuniria com representantes da área de tecnologia. Ele também desmarcou reuniões bilaterais com chefes estrangeiros.

Na semana passada, antes de ser submetido a uma cirurgia de correção de uma hérnia, o presidente disse que iria à Assembleia Geral da ONU nem que fosse de cadeira de rodas.

Ele, no entanto, tem sido aconselhado por aliados e familiares a desistir do evento.

Além da questão de saúde, o receio é que ele seja hostilizado após a série de queimadas na floresta amazônica e os embates públicos com nações europeias, o que, na avaliação de assessores palacianos, poderia desgastar ainda mais a imagem do governo brasileiro.

A cúpula militar, no entanto, tem opinião diferente e avalia que a presença de Bolsonaro é fundamental para reafirmar a posição do país na questão geopolítica, ainda mais com a expectativa de que o tema seja tratado pelo presidente da França, Emmanuel Macron.

Para essa ala do governo, um discurso do presidente lido pelo chanceler brasileiro não teria o mesmo peso do que um feito por Bolsonaro, que tem polarizado o debate com o francês e teria mais autoridade para rebater argumentos.

Na terça-feira (17), congressistas que participaram de solenidade no Palácio do Alvorada disseram que o presidente está com aspecto abatido e cansado.

Ele recebeu nesta quarta-feira (18) a visita do médico da Presidência da República, Roberto Camarinha.

“Tudo bem com meu pai. Está no Palácio da Alvorada reunido com pessoas de sua confiança, desenvolvendo a feitura do discurso que o Brasil fará na ONU”, escreveu o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) nas redes sociais.

*Folhapress/GUSTAVO URIBE E RICARDO DELLA COLETTA

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Bolsonaro se reúne com Moro após retorno para Brasília

Presidente voltou ao exercício do cargo nesta terça

Sergio Moro e Jair Bolsonaro Foto: PR/Marcos Corrêa

O presidente Jair Bolsonaro se reuniu nesta terça-feira (17) com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, no primeiro encontro entre os dois após o retorno do mandatário para Brasília. O encontro foi confirmado pelas assessorias de Moro e do Planalto, mas o assunto não foi divulgado.

Bolsonaro retornou ao exercício da Presidência nesta terça. Ele e Moro já haviam se encontrado em São Paulo, quando o ministro visitou o presidente no último domingo (15).

O chefe do executivo ficou nove dias internado no Hospital Vila Nova Star, na capital paulista, onde passou por uma cirurgia no dia 8 de setembro, para corrigir uma hérnia, o quarto procedimento desde a facada sofrida no abdômen em 2018.

Na próxima segunda (23), o presidente viaja para Nova York, onde, na terça-feira (24), fará o discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Drauzio Varella acusa conservadores de inventarem ideologia de gênero

Médico disse que “moralistas de botequim defendem é a repressão do comportamento homossexual”.
19 horas atrás 

Drauzio Varella (Foto: Reprodução/YouTube)

O médico oncologista Drauzio Varella, famoso por suas participações no programa “Fantástico”, da Rede Globo, acusou conservadores de inventarem a Ideologia de Gênero para reprimir o comportamento homossexual.

Segundo escreveu Varella em um artigo publicado na Folha de São Paulo, a Ideologia de Gênero não consta em nenhum artigo científico ou livros de psicologia ou de qualquer ramo da biologia.

“Mal começamos a entender a diversidade sexual humana, vozes medievais emergiram das catacumbas para inventar a tal ‘ideologia de gênero’. Como nunca vi esse termo mencionado em artigos científicos nem nos livros de psicologia ou de qualquer ramo da biologia, fico confuso”, escreveu.

Para o médico, o termo foi inventado para justificar a repressão contra a homossexualidade, desta forma “demagogos se apropriaram do preconceito da sociedade”.

Embora reconheça que a sexualidade é um fenômeno de “altíssima complexidade”, Varella defende justamente a ideia principal da Ideologia de Gênero, de que ninguém nasce homem ou mulher.

“Segundo Eric Vilain, diretor do Centro de Biologia Baseada em Gênero, na Universidade da Califórnia: ‘Na falta de parâmetros biológicos, se você quiser saber o sexo de uma pessoa, o melhor é perguntar para ela'”, argumenta.

Ele também rebate a crítica de que a homossexualidade não é um “fenômeno natural”, pois segundo ele é possível ver o comportamento homossexual em animais, o que justificaria a aceitação deste comportamento na sociedade.

“Assim como a heterossexualidade, a homossexualidade se impõe. Não é nem pode ser questão de escolha. É possível controlar o comportamento, mas o desejo sexual é água morro abaixo”, argumenta.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

FARC apóia candidatura presidencial de Alberto Fernández e Cristina Kirchner


Por meio de uma declaração no site oficial, a organização expressou sua "complacência"


A declaração é assinada pelo "Ministério das Relações Internacionais" das FARC.

Após o triunfo na Primária Aberta Simultânea e Compulsória (STEP) de 11 de agosto, Alberto Fernández fez um esforço para se mostrar moderado. Não sou a Venezuela, «quero um modelo capitalista, somos muito mais que o Kirchnerismo, não sou Cristina, não vou fechar a economia, foram algumas das suas declarações. O candidato a presidente da Frente de Todos também procurou tranqüilizar suas reuniões: viu banqueiros, empresários e até se reuniu para conversar com Marcos Galperín, proprietário do Mercado Libre.

Mas também tem outros "suportes" que marcam o tribunal e geram dor de cabeça. O partido das FARC (Força Alternativa Revolucionária Comum) comemorou em sua página oficial a vitória nas primárias do binômio Fernández-Fernández . Para o grupo, a frente que leva Cristina Kirchner como candidata a vice-presidente representa "os novos ventos da democracia na América Latina e no Caribe".

A Força Alternativa Revolucionária do partido Common-FARC expressa sua satisfação com o excelente resultado obtido no dia da eleição da Primária Aberta Simultânea e Obrigatória (PASO), na Argentina no domingo passado pela All Front, liderada por Alberto Fernández e Cristina Kirchner », destaca as informações da imprensa.

Na declaração breve, mas clara, o partido das FARC cita o sociólogo Atilio Borón, defensor máximo do chavismo na Argentina, que ressalta que Mauricio Macri sofreu uma "derrota catastrófica nas pesquisas".

De guerrilheiros a deputados

A Colômbia sofre a guerra civil mais longa do continente. A guerrilha das FARC tem sido a principal força criminosa que luta contra o Exército deste país e que assusta a população. Ao longo de sua história, contribuiu significativamente para o número que excede 200.000 mortos, 45.000 desaparecidos e mais de 7.000.000 deslocados devido à onda de violência liderada por grupos ilegais.

Apesar do legado sanguinário deste grupo, vinculado e financiado pelo narcotráfico, mineração ilegal, extorsão, tráfico de seres humanos, seqüestro e governos deixados na região (Cuba sob a ditadura de Castro, Chavista Venezuela, Equador sob Rafael Correa), hoje dez de seus líderes, a maioria deles com crimes contra a humanidade , desfrutam de imunidade parlamentar.

Isso porque, desde 2017, apoiado pelo que foi acordado com o ex-presidente Juan Manuel Santos em Havana (Cuba), sob a proteção da ditadura de Castro, eles formaram seu próprio partido político e agora não apenas gozam de representação parlamentar sem terem passado pelas pesquisas, mas também recebem financiamento estatal.

MPF quer investigação da facada em Bolsonaro no STF

Procurador pediu ao TRF-1 que envie o caso para o Supremo

Momento da facada em Jair Bolsonaro Foto: Reprodução

As investigações a respeito do atentado contra o presidente Jair Bolsonaro em 2018 ainda não chegaram ao fim. O Ministério Público Federal em Brasília pediu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que envie o caso para o Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi dada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

O inquérito trata do advogado Zanone de Oliveira Júnior, que defende Adélio Bispo, responsável por esfaquear Bolsonaro. As investigações buscam saber que financia o defensor.

O pedido foi enviado pelo procurador José Alfredo de Paula Silva ao TRF-1 na quinta-feira (12). Para ele, o episódio foi um crime político, e por isso deve ficar a cargo do Supremo.

Bolsonaro desmente jornal O Globo sobre apoio a Witzel

Veículo disse que presidente ordenou saída do PSL da base do governador do RJ

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Presidência da República/Alan Santos

Nesta segunda-feira (16), Jair Bolsonaro utilizou suas redes sociais para desmentir uma notícia dada pelo jornal O Globo. No Twitter, o veículo afirmou que o PSL do Rio de Janeiro deixou a base do governador Wilson Witzel por determinação do presidente. Ele, no entanto, negou que tenha dado qualquer ordem neste sentido.

De acordo com a publicação, o motivo seria uma entrevista dada por Witzel em que disse governar o Rio de Janeiro querendo ser presidente do Brasil.

– Não determinei nada. Fakenews – disse Bolsonaro.

Após o presidente desmentir a notícia, apoiadores de Jair Bolsonaro criticaram o jornal O Globo.

sábado, 14 de setembro de 2019

Recompensa por mandante da facada no presidente Bolsonaro já chega a 100 mil reais

O povo quer essa resposta há mais de um ano!

Eles suspeitam da facada, pois Adélio não poderia pagar as custas do processo.

O deputado federal Loester Trutis (PSL), em um vídeo publicado na página do Facebook na manhã desta terça-feira dia 10, prometeu uma recompensa de cerca de R$ 100 mil, para quem fornecer informações a respeito de Adélio Bispo. Adélio foi o suposto responsável pelo esfaqueamento do presidente Jair Bolsonaro, há mais ou menos um ano, em 6 de setembro de 2018.

No decorrer vídeo, o deputado está ao lado do empresário Ciro Fidélis e conta que vai “falar sobre questões que até hoje me tiram o sono”. Na declaração os dois afirmam que vão pagar R$ 100 mil por informações relativas a Adélio, que possam resultar em sua prisão e condenação. 

“Quem paga o advogado de Adélio? Como ele tinha quatro celulares no apartamento dele e por que? Como ele pagava um cartão de crédito internacional se não tinha trabalho?” indagou o amigo de Trutis no meio do vídeo. O deputado afirmou considera possível que Adélio receba auxilio externo. 

No vídeo, de acordo com o deputado, é possível fazer o envio de informações que serão repassadas para a PF. “A gente precisa chegar ao mandante e chegar a principal pergunta que assola esse país: quem mandou matar Bolsonaro?”, conclui o deputado. 

Esfaqueamento e prisão 

O atual presidente da República, Jair Bolsonaro, levou uma facada enquanto estava fazendo campanha em Juiz de Fora (MG), no dia 6 de setembro do ano passado. O ataque foi orquestrado por Adélio Bispo de Oliveira, responsável confesso, que continuou detido no Presídio Federal em Campo Grande. 

Segundo o procurador autor da denúncia, Adélio Bispo realizou previamente o planejamento do ataque com o intuito de retirar Bolsonaro da disputa. A defesa de Adélio diz que ele agiu sozinho e que seu ato teria sido apenas “fruto de uma mente atormentada e possivelmente desequilibrada” motivado por um suposto problema mental.

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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Brasil e EUA preparam aliança por defesa da liberdade religiosa

Países querem promover pacto pela defesa de todas as religiões.
4 dias atrás 

Mike Pompeo e Ernesto Araújo (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em visita aos Estados Unidos, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, deverá firmar uma Aliança Internacional para Liberdade Religiosa no encontro com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, nesta sexta-feira (13), em Washington.

A aliança entre as duas nações, segundo explicou Ernesto Araújo, é um conceito que agrada ao governo brasileiro, que tem promovido a defesa de valores religiosos em fóruns internacionais.

Outros países já sinalizaram positivamente para o pacto, considerando a liberdade religiosa muito importante para o desenvolvimento do Estado.
Pesquisas recentes realizadas pelo instituto Pew Research Center, mostram que os cristãos são o grupo que sofre maior perseguição em todo o mundo.

Desde que assumiu o governo, o presidente Jair Bolsonaro tem dito que é preciso denunciar a perseguição que os cristãos sofrem em diversos países.

‘Me senti violada’, diz nora de Bolsonaro sobre reportagem

Heloísa contou sobre como descobriu que cliente, na verdade, era jornalista

Nora do presidente Jair Bolsonaro contou sobre reportagem feita sem consentimento Foto: Reprodução

Heloísa Bolsonaro, nora do presidente Jair Bolsonaro, se posicionou na tarde desta sexta-feira (13), em suas redes sociais, sobre a reportagem feita pela revista Época, em que um jornalista fingiu ser homossexual e se passou por cliente, para tentar expôr a vida pessoal e profissional dela e da família. Segundo a psicóloga, o repórter João Paulo Saconi nunca comentou sobre a profissão que exercia e que após algumas sessões ligou para dizer que publicaria o conteúdo das consultas que teve.

– O ex-cliente nunca se identificou como jornalista e muito menos que publicaria uma matéria, atitude esta que teve sem a minha autorização. Cheguei a questioná-lo em uma ligação: “Você já tinha intenção de fazer isso ao me contratar?” e ele “sim”. Me senti completamente violada – afirmou.

A esposa do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), disse acreditar que o jornalista tinha intenção de obter dela respostas polêmicas ou antiéticas, o que não conseguiu. Ela disse que apenas reforçou as posições políticas que defende.

– [Ele] se queixava dizendo que sofria muito com as “fake news” e o excesso de (des)informação e me perguntou se eu poderia indicar algumas mídias para ele seguir no Instagram, que fossem da minha confiança e assim o fiz. Aliás, não é e nem seria surpresa nenhuma para nenhum cliente que me contrata, saber das minhas posições políticas ou de qual família faço parte, né? – defendeu.

Heloísa encerrou a publicação agradecendo o apoio que recebeu após o fato e afirmou que vai acionar a Justiça contra o jornalista, em virtude da reportagem.

– Sigo confiando e esperando o melhor do próximo, pois é assim que me comporto. A paz e a serenidade que habitam em mim são inegociáveis. Os fins não justificam os meios. João responderá na justiça – completou.

Repórter da Época se passa por gay para prejudicar Bolsonaro

Jornalista fingiu que era paciente da nora do presidente para fazer reportagem


O presidente da República, Jair Bolsonaro, usou suas redes sociais na manhã desta sexta-feira (13) para criticar um jornalista da revista Época que se passou por homossexual e fez consultas com Heloísa Bolsonaro, nora do mandatário, que é psicóloga e faz sessões de coaching.

– Imprensa sem limites. Sem se identificar, o jornalista João Paulo Saconi, da revista Época (grupo Globo), se passou por gay e fez 5 sessões com minha nora Heloísa (psicóloga, esposa do Eduardo) e gravou tudo. Assuntos sugeridos por ele nas sessões, como religião e política, tomaram grande parte das sessões. A conversa que deveria ficar apenas entre os dois, por questão de ética, agora vem a público – escreveu o mandatário em suas redes sociais.

Saconi se fingiu de paciente e fez sessões com Heloísa. Além de fingir que era homossexual, para tentar colher alguma declaração polêmica, ele conversou com a psicóloga sobre política e religião em busca de frases fortes.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) já havia se manifestado nesta manhã sobre a reportagem e a classificou de “mentirosa” e chamou a atitude do jornalista de “falta de caráter”.