quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Eduardo diz que resposta para esquerda pode ser 'novo AI-5'

Parlamentar falou sobre a radicalização da oposição

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) diz que se a esquerda brasileira “radicalizar”, uma resposta pode ser “via um novo AI-5”. A afirmação foi feita em entrevista à jornalista Leda Nagle, realizada na segunda (28) e publicada nesta quinta (31), no canal dela no YouTube.

– Tudo é culpa do Bolsonaro, percebeu? Fogo na Amazônia, que sempre ocorre nessa estação, culpa do Bolsonaro. Óleo no Nordeste, culpa do Bolsonaro. Daqui a pouco vai passar esse óleo, tudo vai ficar limpo e aí vai vir uma outra coisa, qualquer coisa e será culpa do Bolsonaro. Se a esquerda radicalizar esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito como ocorreu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada – afirmou o parlamentar, filho do presidente Jair Bolsonaro.

Eduardo prosseguiu, e falou sobre o bom relacionamento que o Brasil está mantendo com os Estados Unidos.

– O que faz um país forte não é um Estado forte. São indivíduos fortes. A conjectura não tem que ser futura, ela tem que ser presente. Quem é o presidente dos Estados Unidos agora? É o Trump. Ele se dá bem com o Bolsonaro? Se dá muito bem. Então vamos aproveitar isso aí – disse.

Folhapress

Taxa de desemprego no Brasil cai para 11,8%, revela IBGE

Total de desocupados é de 12,5 milhões de pessoas

Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

A taxa de desocupação no Brasil fechou o trimestre móvel encerrado em setembro em 11,8%, uma leve queda em relação tanto ao trimestre anterior, finalizado em junho, quando 12% da população estavam sem trabalho, quanto ao trimestre que acabou em setembro do ano passado (11,9%).

Os dados foram apresentados hoje (31), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

O contingente de desocupados soma 12,5 milhões de pessoas, uma diminuição de 251 mil pessoas. Já a população ocupada atingiu 93,8 milhões, um aumento de 459 mil pessoas.

A população fora da força de trabalho permaneceu estável, com 64,8 milhões de pessoas. Já a taxa de subutilização ficou em 24%, uma redução de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, somando 27,5 milhões de pessoas que gostariam de trabalhar mais horas do que atualmente.

A população desalentada, que são pessoas que desistiram de procurar trabalho, soma 4,7 milhões de pessoas, um recuo de 3,6%.

AGU vai apurar vazamento de informações sobre caso Marielle

O advogado-geral da União, André Mendonça, determinou ontem (30) a abertura de um procedimento para apurar a participação de algum agente público no vazamento de informações sobre as investigações da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

O ofício sobre a abertura do procedimento, que deve ser conduzido pela Procuradoria-Geral da União (PGU), órgão subordinado à AGU, foi divulgado pelo presidente Jair Bolsonaro em seu perfil no Facebook.

No documento, Mendonça destaca que a investigação sobre o assassinato de Marielle corre sob segredo de Justiça, e que a atuação da AGU ocorre considerando que “o referido vazamento foi utilizado para relacionar a pessoa do presidente da República aos possíveis envolvidos no crime sob investigação”.

O procedimento da AGU visa averiguar o envolvimento de algum agente público no vazamento ilícito de informações sobre o caso.

O AGU citou o artigo 11 da Lei de Improbidade Administrativa (8.492/1992), segundo o qual é vedado ao agente público “revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva permanecer em segredo”.

Ontem (30), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu ao procurador-geral da República, Augusto Aras, que investigasse “todas as circunstâncias” em torno da citação ao nome de Bolsonaro no caso Marielle.

Horas depois, a PGR divulgou que, em decisão sigilosa, Aras determinou o arquivamento da apuração envolvendo a citação de Bolsonaro nas investigações do assassinato, e também que ele encaminhou ao Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro o pedido de Moro para que sejam averiguadas as circunstâncias em torno da citação ao nome do presidente.

A vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados em 14 de março do ano passado, quando o carro em que estavam foi atingidos por tiros na região central do Rio de Janeiro.
Entenda

Na noite de terça-feira (29), o Jornal Nacional, da TV Globo, noticiou que registros do condomínio Vivendas da Barra, e também o depoimento de um dos porteiros à Polícia Civil, deram conta de que um dos suspeitos do assassinato, o ex-policial militar Élcio Queiroz, esteve, horas antes do crime, na casa do sargento aposentado da Polícia Militar Ronnie Lessa, suspeito de ser o executor da ação, que mora no local, casa de número 66.

Segundo o Jornal Nacional, em depoimento, o porteiro informou que Élcio Queiroz anunciou que iria não à casa de Lessa, mas à de número 58 do Vivendas da Barra, que é a residência de Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro. Ainda segundo o programa da Globo, em seu depoimento, o porteiro afirmou ter interfonado para a casa do então deputado federal e que “seu Jair” havia autorizado a entrada do visitante.

Contudo, registros de presença da Câmara dos Deputados demonstram que naquele dia o então deputado estava em Brasília, conforme também noticiado pelo Jornal Nacional. Na tarde de ontem (30), o vereador Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente, divulgou um vídeo em seu perfil no Twitter que indica que o porteiro interfona diretamente para a casa de Lessa, e não para a residência de Bolsonaro.

Em entrevista coletiva realizada também na tarde de ontem (30), a promotora de Justiça Simone Sibílio, coordenadora do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público do Rio de Janeiro, disse que o porteiro mentiu sobre ter ligado para a casa de Bolsonaro a pedido de Élcio Queiroz. A afirmação foi feita com base em perícia nas gravações de áudio do sistema de comunicação interna do condomínio.

Bolsonaro quer que Globo fale da corrupção em sua filiada

Presidente também questionou a falta de cobertura na delação de Marcos Valério

Em entrevista à Band na última quarta-feira (30), o presidente da República, Jair Bolsonaro, fez críticas a Rede Globo sobre uma reportagem da morte da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

– Por que a Globo não divulgou a delação do Palocci, onde ele diz que sua filial no Rio Grande do Sul pagou propina para o Carf para se ver livre de uma multa milionária? Por que não publicaram agora a questão do Marcos Valério, onde ele narra e diz claramente que Lula foi um dos mentores da morte de Celso Daniel? – questionou o mandatário.

Durante a entrevista, o presidente ainda voltou a criticar o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

– Esse processo está bichado. Serve para satisfazer os caprichos pessoais do senhor governador, que vazou esse processo que estava em segredo de justiça – afirmou Bolsonaro.

Economia em 2020 crescerá mais que o dobro, diz Guedes

Ministro destacou a baixa inflação

O ministro da Economia, Paulo Guedes foto: Agência Brasil

Em um evento promovido pelo jornal O Estado de São Paulo, nesta última quarta-feira (30), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a economia em 2020 crescerá mais que o dobro em relação a 2019.

– É a primeira vez que você tem essa combinação de crescimento com inflação descendo. O crescimento econômico está começando lento, mas, seguramente, já vai ser mais do que o dobro no ano que vem, do que neste ano – disse Guedes.

O ministro ainda destacou as reformas econômicas e os acordos comerciais feitos pelo Brasil com outros países.

– O Mercosul estava parado há oito anos; andou; (o acordo com) a União Europeia estava parado há 20 anos, andou; a própria (reforma) previdenciária andou; quebramos o monopólio de distribuição e exploração de gás, e isso vai derrubar (o preço da) energia, e nós vamos industrializar o país em cima de energia barata – declarou o ministro da Economia.

Adélio Bispo pede à Justiça para trocar advogados por defensores públicos

Responsável por esfaquear o presidente Jair Bolsonaro enviou pedido de destituição à Justiça

Adelio Bispo de Oliveira Foto: Reprodução

Preso por esfaquear Jair Bolsonaro (PSL), Adélio Bispo de Oliveira pediu à Justiça que seus atuais advogados sejam destituídos e que ele passe a ser representado pela Defensoria Pública da União (DPU).


Adélio é defendido desde a tentativa de assassinato, em setembro de 2018, pelo escritório do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que está na mira de investigação da Polícia Federal para apurar quem o contratou ou paga seus honorários, tema sempre explorado por Bolsonaro.

As eventuais conexões dos advogados são a peça que falta no inquérito em que a PF busca responder se houve mandantes, comparsas ou financiadores do ataque ao então candidato a presidente da República, durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

Como a Folha de S.Paulo mostrou em setembro, Adélio já vinha se queixando da falta de contato com Zanone. Em uma carta à família, que mora em Montes Claros (MG), o esfaqueador afirmou que pediria ajuda à Defensoria Pública da União para ser transferido para uma prisão mais perto dos parentes.

A Justiça ainda não decidiu se o autor do crime, que está na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), pode fazer a alteração na defesa. Os advogados foram notificados e terão que se pronunciar.

Zanone disse à reportagem que esteve com o cliente há “uns dois meses” e que, na ocasião, ele não relatou vontade de dispensar seus serviços. “Eu fiquei sabendo [do pedido], mas não me manifestei ainda. Eu sou o curador dele”, afirmou o advogado.

Como curador, Zanone é o representante legal de Adélio, que foi considerado pela Justiça inimputável, por ter insanidade mental. O escritório dos advogados particulares, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi alvo de buscas da PF em dezembro de 2018.

Em março, atendendo a uma reivindicação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a Justiça cancelou o pedido de quebra de sigilo de Zanone e mandou suspender a perícia que seria feita nos celulares, computadores e documentos recolhidos no local.

O caso ainda está pendente de decisão. O TRF-1 (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região começou a analisar o tema, mas o julgamento foi interrompido no início deste mês. A palavra final deverá ficar com o STF (Supremo Tribunal Federal).

Os magistrados debatem a legalidade de uma eventual inspeção nos materiais. Para a OAB, vasculhar as informações do advogado violaria o sigilo profissional dele, garantido pela Constituição.

Zanone sustenta que foi procurado por uma pessoa de uma igreja evangélica frequentada por Adélio que lhe entregou R$ 5.000 em dinheiro em seu escritório e lhe pediu para assumir a causa. Segundo o defensor, essa pessoa desapareceu e não fez mais pagamentos.

Agentes ligados à apuração dizem, reservadamente, que a hipótese mais provável é que o advogado tenha entrado no caso para aproveitar a visibilidade que a história lhe daria.

Adélio fez o pedido de mudança na defesa em uma carta de próprio punho datada de 23 de setembro. O documento em que solicita a assistência gratuita foi anexado ao processo em 17 de outubro.

Segundo a Justiça Federal, em 22 de outubro foi determinada a intimação dos advogados constituídos por Adélio, “para ciência dos termos da expressa manifestação de vontade do réu”. No requerimento, ele pede a assistência da Defensoria Pública da União na ação penal originária, que corre em Juiz de Fora.

Adélio já é atendido pela Defensoria Pública da União desde junho, mas o órgão governamental não atua diretamente no processo judicial dele. O papel dos defensores é auxiliá-lo em questões relacionadas ao cumprimento da medida de segurança.

Eles têm encontros semanais ou quinzenais com o interno e são responsáveis por encaminhar, por exemplo, pedidos ligados ao dia a dia na cadeia, como troca de colchão ou reclamações sobre a comida.

Adélio tem recusado o tratamento psiquiátrico que deveria fazer no local. A rejeição a medicamentos e a sessões com psicólogos são características de quadros como o dele. O autor recebeu um diagnóstico de transtorno delirante persistente, mas não admite ter doença mental e, por isso, repele o auxílio.

O autor da facada fala ainda que a penitenciária federal foi construída pela maçonaria, organização que ele acredita persegui-lo, e descreve o espaço como “um lugar de maldições”, onde há “satanismo maçom”.

A saída dele do SPF (Sistema Penitenciário Federal) também é discutida, mas a Justiça e os atuais advogados consideram importante mantê-lo em um presídio de segurança máxima para proteger sua integridade física e também por seu grau de periculosidade.

O algoz de Bolsonaro ficará preso por tempo indeterminado, mas deve passar por uma nova avaliação de saúde mental três anos depois da sentença, ou seja, em junho de 2022. Sua permanência no sistema federal tem que ser renovada anualmente.

Na sentença do caso, o juiz Bruno Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora, determinou que Adélio cumpra medida de segurança, que tecnicamente não é uma pena. Ele recebeu a chamada absolvição imprópria (é comprovadamente autor do crime, mas não pode ser responsabilizado).

O processo foi encerrado em julho sem que houvesse contestação. A defesa de Bolsonaro decidiu não entrar com recurso, sob a justificativa de que Adélio foi apenas uma peça na realização do ataque. As investigações da PF, contudo, descartaram até agora a participação de terceiros e concluíram que o criminoso agiu sozinho.

O interno passa os dias em uma cela individual de cerca de 9 m². Ele nunca recebeu visitas dos parentes, que afirmam não ter condições financeiras para viajar de Montes Claros, no norte de Minas, a Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul.

Os familiares se queixam também de dificuldade na comunicação com os advogados do caso e afirmam que só sabem informações do preso pela televisão.

Desde a semana passada, eles enfrentavam dificuldade para avisar Adélio da morte de uma cunhada dele, Maria Inês. Na terça-feira (29), a notícia finalmente chegou ao preso, após a intervenção de um membro da Defensoria Pública da União, que transmitiu o recado a uma assistente social da penitenciária. Segundo relatos, Adélio ficou triste.

*Folhapress

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Bolsonaro rebate Globo sobre caso Marielle e cita Witzel

Presidente questionou motivo de a imprensa querer destruir sua imagem

Bolsonaro rebate Globo sobre caso Marielle: ‘Patifes’ Foto: Reprodução

Na noite desta terça-feira (29), o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), respondeu à reportagem da TV Globo que divulgou uma menção ao seu nome na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), do Rio de Janeiro, e do motorista dela, Anderson Gomes, ocorrido em março do ano passado.

Em transmissão nas redes sociais, Bolsonaro fez duras críticas à imprensa, sobretudo a TV Globo, pelas reportagens que envolvem não apenas ele, mas também seus familiares. Ele questionou se as informações do processo, que está sob sigilo, teriam sido vazadas pelo governador Wilson Witzel (PSC-RJ).



ACUSAÇÕES DA GLOBO

O porteiro do condomínio onde morava Bolsonaro à época disse em depoimento que alguém com a voz “do seu Jair” autorizou a entrada de um dos suspeitos da morte da vereadora no dia do crime. Bolsonaro, no entanto, neste dia estava na Câmara dos Deputados, segundo registro de presença da Casa consultado pela reportagem da Globo.

De acordo com a reportagem, o caderno da única portaria do Vivendas da Barra foi analisado pela polícia e apontou um visitante no local na noite do crime. No mesmo condomínio vivia o policial militar reformado Ronnie Lessa, apontado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil como o autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson. O suspeito teria anunciado ao porteiro que visitaria Bolsonaro, mas se direcionou para a casa de Lessa.

RESPOSTA DE BOLSONARO

– Estou à disposição para falar nesse processo, conversar com esse delegado sobre esse assunto, pra começar a colocar em pratos limpos o que está acontecendo no meu nome. Por que estão querendo me destruir? – questionou Bolsonaro durante a transmissão desta noite.

Ele disse que não conhecia Marielle e que não tinha nenhum motivo para querer matar alguém. O presidente afirmou ainda que o porteiro pode ter assinado o depoimento sem ler.

– O que parece? Ou que o porteiro mentiu, ou que induziram o porteiro a cometer um falso testemunho, ou que escreveram algo no inquérito que o porteiro não leu e assinou na confiança. A intenção é sempre a mesma – afirmou.

WITZEL

Em entrevista à TV Record ainda na noite desta terça, Bolsonaro acusou Witzel de ter vazado à TV Globo as informações sobre o depoimento do porteiro.

O presidente disse que Witzel se elegeu graças a seu filho, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), mas que virou inimigo de sua família após assumir o governo.

– Ele já se lança candidato a presidente para 2022. Para atingir seu objetivo, ele tem que destruir a família Bolsonaro – falou o mandatário.

Bolsonaro afirmou que o inquérito da Polícia Civil do Rio de Janeiro está sendo mal conduzido e que há uma tentativa de criar uma cortina de fumaça para encobrir a real autoria do crime. Também disse que gostaria de ser ouvido no caso e que a reportagem visa atingir sua imagem e a de sua família.

*Folhapress

Moro pede investigação sobre citação do nome de Bolsonaro

Ministro pediu que PGR apure envolvimento do nome do presidente no caso Marielle Franco

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu ao procurador-geral da República, Augusto Aras, que faça a abertura de um inquérito para apurar em quais circunstâncias aconteceu a citação do nome do presidente Jair Bolsonaro na investigação do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL), ocorrido em março de 2018.

No pedido, Moro afirmou que pode ter ocorrido uma tentativa de envolvimento indevido do nome do Presidente da República no crime, o que pode configurar crimes de obstrução à Justiça, falso testemunho ou denunciação caluniosa.

Bolsonaro comentou na manhã desta quarta-feira (30), na Arábia Saudita, que faria um pedido ao ministro para que o porteiro que ligou o nome dele a um dos acusados do crime fosse ouvido novamente. O funcionário contou à polícia que um dos suspeitos do crime entrou no condomínio e disse que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Em vídeo, Bolsonaro ‘leão’ é cercado por opositores ‘hienas’

Presidente pediu apoio a seus seguidores nas redes sociais

Presidente Jair Bolsonaro publicou vídeo em que identifica opositores como hienas Foto: PR/Alan Santos

Nesta segunda-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro utilizou suas redes sociais para pedir apoio a seus eleitores. Em sua conta do Twitter, ele publicou um vídeo em que um leão aparece cercado por uma alcateia de hienas.

Na publicação, Bolsonaro se identifica como o leão solitário cercado por um bando de opositores, no caso as hienas. Os animais são identificados como o PT, as feministas, a Rede Globo, o PCdoB, o PSL, a OAB, o ‘Isentão’ (Estadão), a CUT, a Lei Rouanet, a Folha de S.Paulo, o Supremo Tribunal Federal (STF) e outros críticos ao presidente.

O vídeo mostra o leão (Bolsonaro) tentando se defender das opositores (hienas) que vão cercando cada vez mais, prontos para atacar. No entanto, quando tudo parecia perdido, um outro leão aparece no horizonte. Identificado como o conservador patriota (base eleitoral de Bolsonaro), a presença do segundo animal é o suficiente para espantar as hienas.

A legenda do vídeo então pede apoio aos eleitores de Bolsonaro.

– Vamos apoiar o nosso presidente até o fim e não atacá-lo. Já tem a oposição para fazer isso – disse.

Horas depois da publicação, o presidente apagou o vídeo, que foi publicado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) em sua conta do Facebook.

Vamos apoiar o Presidente Bolsonaro porque para "criticar" já tem muita gente. Brasil! 🇧🇷
Posted by Eduardo Bolsonaro on Monday, October 28, 2019
– Chile, Argentina, Bolívia, Peru, Equador …..
– Mais que a vida, a nossa LIBERDADE.
– Brasil acima de tudo!
– Deus acima de todos! pic.twitter.com/6G1lry1GT1
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) October 28, 2019

*Atualizada às 17h20



segunda-feira, 28 de outubro de 2019

China comunista compara Bíblia a material pornográfico

Governo faz campanha para "erradicar conteúdos ilegais"

Campanha contra livros ilegais e pornografia Foto: Reprodução/Bitter Winter

O Partido Comunista Chinês (PCC) vem endurecendo gradualmente a liberdade religiosa no país. Além de monitorar e restringir a venda de Bíblias em lojas e na internet, a China também exige que livros de hinos e leituras religiosas tenham a permissão do governo para serem usados nas igrejas.

Em agosto deste ano, uma campanha promovida pelo governo tinha como alvo “erradicar a pornografia e publicações ilegais”, colocando no mesmo patamar materiais eróticos e religiosos.

A campanha causou revolta na comunidade cristã.

– A campanha do governo para ‘erradicar pornografia e publicações ilegais’ chegou às igrejas. Isso é calunioso para Deus – disse um dos membros da igreja Three-Self Church, que frequentemente é alvo do governo comunista.

Recentemente, a patrulha ideológica do governo convocou uma reunião para exigir que líderes religiosos promovam a campanha para “erradicar publicações ilegais” dentro dos próprios locais de culto.

Já o governo do condado de Chongyang, no província de Hubei, divulgou uma carta aberta em que pede o controle online de informações consideradas prejudiciais, tais quais “publicações e informações que enfraquecem, distorcem ou negam a liderança do Partido ou o sistema socialista da China”.

A carta aberta estimula pessoas a denunciarem comportamentos ilegais. Entre eles atividades religiosas fora de locais de culto. Para o governo, estas são “circunstâncias que afetam a segurança ideológica e a estabilidade no campo religioso”.

Testemunhas relatam que igrejas costumam ser multadas após inspeções do governo. A Three-Self Church da Fengyang Road, no Nordeste do país, foi multada em cerca de 1.400 dólares depois que foram encontradas Bíblias em versões sul-coreanas. A Three-Self Church também ficou proibida de comercializar Bíblias.

Durante uma das inspeções, foram recolhidos jornais, hinários, folhetos do evangelho e também Bíblias. Alguns dos materiais foram queimados.

PIB em 2019 será maior que o previsto, dizem analistas

O dólar deve ficar estacionado em R$ 4,00

O ministro da Economia, Paulo Guedes 

De acordo com as estimativas divulgadas pelo Banco Central, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 aumentou de 0,88% para 0,91%. Os números são de analistas do mercado financeiro.

A projeção também estima que a taxa Selic ficará em 4,5% e o dólar em R$ 4,00. A inflação deve subir de 3,26% para 3,29%.

Para 2020, o mercado acredita que a taxa de juros ficará em 4,5%, a inflação em 3,60%, o PIB em 2% e o dólar a R$ 4,00.

domingo, 27 de outubro de 2019

‘Não tenho medo de bandido nem de pedófilo’, diz Damares

Ministra também pregou união para alcançar objetivos

Ministra Damares Alves Foto: Agência Brasil/José Cruz

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, voltou a falar sobre as ameaças que tem sofrido por seu trabalho no governo federal. Segundo a chefe da pasta social, os ataques partem de pessoas inconformadas com a eleição do presidente Jair Bolsonaro.

– Os ataques a gente entende, porque quem perdeu a eleição não se conforma de ter perdido a eleição, então tem que atacar os vitoriosos. Essa guerra absurda. As pessoas não entendem que a gente vive numa democracia e nesse momento quem está no poder são os conservadores – afirmou.

A declaração foi dada na última sexta-feira (25), durante uma entrevista à rádio Arapuan FM, em João Pessoa (PB). Na conversa, ela também reafirmou que já recebeu 179 ameaças de morte desde o início de seu trabalho, mas disse que não tem medo de qualquer ameaça.

– Estão indo longe demais, mas eu não tenho medo de nenhuma ameaçada de morte, não tenho medo de bandido, não tenho medo de pedófilo, não tenho medo de corrupto, nada disso me desanima, pelo contrário, me motiva a trabalhar muito mais. Não são os ataques virtuais, as ameaças que vão nos paralisar – declarou.

Damares encerrou a fala pedindo a união entre os brasileiros para que o governo possa alcançar seus objetivos.

– Queremos entregar um Brasil abençoado para os brasileiros, nós queremos paz, o fim da violência no campo, na cidade, na floresta, nós queremos reconciliar essa nação – finalizou.

Países onde o símbolo do Comunismo é proibido

Ao menos na maioria dos países civilizados, ninguém sairia às ruas com camisetas ostentando a suástica, sob risco de estar cometendo crime. Entretanto, não apenas o símbolo do nacional-socialismo de Hitler foi banido mundo afora, mas também o do comunismo, o qual já matou mais de 100 milhões de pessoas.

Vejamos alguns países onde é crime utilizar a foice e o martelo cruzados ou a estrela vermelha, símbolos do comunismo e do socialismo.

Polônia - Na Polônia não é mais possível os jovens andarem com camisetas de Che Guevara, pois em 8 de junho de 2010 entrou em vigor a lei que proíbe a exibição dos símbolos comunistas. O país foi um dos que mais sofreu com o Comunismo. Os historiadores Andrzej Paczkowski e Karel Bartosek afirmam que entre 1948 e 1956, a etapa mais dura da repressão comunista, dezenas de milhar de pessoas perderam a vida, foram presas, enviadas a campos de trabalho, ou para a URSS. A Polônia recuperou sua independência no ano de 1991.

Lituânia - Em 2008 a antiga república soviética da Lituânia, hoje membro da União Europeia, criminalizou a exibição pública de símbolos comunistas e nazistas. Em 1939, a Lituânia foi vítima do pacto Molotov-Ribbentrop, entre a Rússia Soviética e a Alemanha nazista, levando a ocupação e sua incorporação à União Soviética em 1940. A Lituânia perdeu 780.000 cidadãos como resultado da ocupação comunista, incluindo 275,697 deportados ou condenados aos gulags. O país restaurou a sua independência em 11 de Março de 1990.

Geórgia - O parlamento da Geórgia baniu em 2011 o uso de símbolos nazistas e comunistas no país. Durante o domínio soviético, 1500 igrejas foram destruídas, milhares de inocentes foram mortos na Geórgia ou enviadas para os gulags, onde a maioria morreu. Entre essas pessoas estavam notáveis representantes da cultura georgiana, como o escritor M. Javakhishvili, os poetas T. Tabidze e P. Iashvili e o cientista-filólogo Gr. Tsereteli. A independência da Geórgia foi proclamada em 9 de abril de 1991, porém a data nacional é 26 de maio, quando foi eleito o primeiro presidente.

Moldávia - A Moldávia condenou em 2012 os crimes do regime que governou o país na época em que o território fazia parte da URSS e proibiu o uso de símbolos do comunismo. Em 1991 a Moldávia tornou-se um Estado independente, o que desencadeou conflitos militares. Na primeira metade, em 1992, fizeram 1000 mortos e 130.000 deslocados e refugiados, envolvendo as tropas russas que intervieram sob o pretexto de estarem a proteger a minoria russa. No ano seguinte, os moldavos recusam a proposta de reunificação com a Romênia.

Ucrânia - Agora a foice e o martelo são considerados tão nefastos quanto a suástica nazista. Na Ucrânia, em 2015, foi aprovada legislação para tornar o nazismo e o comunismo legalmente sinônimos. Em 2019, essa lei foi confirmada por um tribunal ucraniano.
O regime comunista, como o regime nazista, infligiu danos irreparáveis aos direitos humanos porque durante sua existência ele tinha total controle sobre a sociedade, promovia perseguições e repressões politicamente motivadas, violava suas obrigações internacionais e suas próprias constituições e leis", declarou a corte.

A decisão abre caminho para a remoção da maioria dos monumentos comunistas remanescentes com nomes soviéticos na Ucrânia. Também proíbe o uso de símbolos nazistas e comunistas.

Brasil - Uma proposta do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente da República, busca equiparar o comunismo ao nazismo.

Brasil já proibiu apologia ao comunismo várias vezes

A apologia ao comunismo foi proibida no Brasil em diferentes ocasiões. Partidos comunistas foram colocados na ilegalidade durante a ditadura de Getúlio Vargas, na gestão de Eurico Gaspar Dutra e também no regime militar que perdurou entre 1964 e 1985. As siglas passaram a operar sem restrições apenas após a redemocratização do Brasil. Atualmente, há dois partidos nacionais que levam o comunismo no nome: o PCdoB e o PCB. Outros, como PSOL, PCO e PSTU, embora não tenham o termo "comunista" em sua denominação, se identificam com ideais marxistas."

Fontes:

Governo pede esclarecimentos a 11 países sobre origem do óleo

O governo federal notificou 11 países cobrando esclarecimentos sobre 30 navios mapeados dentro da investigação sobre a origem do vazamento de óleo que atingiu diversas praias do Nordeste. A informação foi dada pelo coordenador de operações navais da Marinha, almirante de esquadra Leonarndo Puntel, em entrevista a jornalistas no sábado (26).

A investigação conduzida pela Marinha trabalha com a tese de que o responsável teria sido um navio-tanque. A apuração inicial avaliou 1.500 embarcações e afunilou a análise para 30 veículos marinhos de 11 países. O comandante não detalhou que nações estariam neste grupo, mas disse que o requerimento pede informações para os governos para saber se têm conhecimento de algum acidente.

Os 30 navios estão entre os que passaram pela costa do Nordeste no período, identificados por fazerem comunicações por sistemas marítimos. Conforme Puntel, os investigadores calculam que o vazamento teria ocorrido no mês de agosto, com o óleo chegando às praias no fim daquele mês.

O almirante não descartou a possibilidade de que o episódio tenha sido causado por embarcações não oficiais, denominadas “dark ships”. Neste caso, contudo, a apuração será mais complexa e terá de envolver outras fontes de informação, como análise de imagens de satélite.

Puntel declarou que não é possível afirmar que o veículo era venezuelano. Mas que pesquisas da Petrobrás teriam identificado o óleo como proveniente daquele país. “Laudo da Marinha concluiu que óleo não era brasileiro. O laudo da Petrobrás foi além, porque tem amostras de óleos de outros países. Ele é de bacias venezuelanas. O navio a gente não sabe”, comentou.
Manchas

A coordenadora-geral de emergências ambientais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Fernanda Pirilo, afirmou na entrevista coletiva que não há novo óleo nas praias.

“Não há mais chegada de óleo novo, mas algumas praias ainda têm vestígio de óleo, temos os pontos identificados em que ainda há óleo residual, a maioria nos estados de Pernambuco e Bahia”, pontuou.

O comandante Leonardo Puntel acrescentou que a despeito da dificuldade de monitorar a evolução das manchas, dado que elas se deslocam debaixo da água a partir das correntezas marinhas, o exame realizado pelos órgãos envolvidos no grupo de acompanhamento detectou que houve um decréscimo da quantidade.

“As manchas de óleo tiveram dinâmica diferente. No início de setembro e outubro ela estava tranquila, não tinha grandes quantidades. Teve período na semana passada que houve aumento do volume no óleo na Bahia, Sergipe, Alagoas e Sul de Pernambuco. E este volume começou a decrescer agora”, observou.

A coordenadora do Ibama orientou a população dos locais a não entrar em contato com a substância. Já as condições de banho de cada praia são avaliadas pelos órgãos de saúde dos estados e municípios e devem ser verificadas juntamente a esses órgãos.
Brasília

O grupo de órgãos federais encarregados da coordenação das atividades mudou sua base para Brasília. Durante esta semana, várias autoridades do governo federal estiveram em Pernambuco. O comandante da Marinha relatou que ainda permanecem coordenações locais montadas em Recife e Salvador.

A coordenadora de emergências ambientais do Ibama acrescentou que a mudança facilita a atuação do grupo, já que aproxima seus integrantes do centro de decisão política do país. Questionada por jornalistas, ela negou dificuldades na interlocução das entidades tanto em relação ao Executivo quanto no tocante a administrações estaduais.

sábado, 26 de outubro de 2019

'Posso ser um presidente sem partido', diz Jair Bolsonaro

Crise no PSL coloca em dúvida permanência de Bolsonaro no partido

Bolsonaro admite que pode ficar sem partido Foto: PR/José Dias

Ao deixar a China, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que pode se tornar “um presidente sem partido” se a crise no PSL não se resolver.

– Eu posso ser um presidente sem partido. Tanto faz eu estar com partido ou sem partido – afirmou neste sábado (26) pela manhã (sexta à noite no Brasil).

A legislação determina que políticos (deputados, senadores, prefeitos, governadores) podem ficar sem partido depois de eleitos. No caso dos deputados, se houver troca da legenda, eles podem perder o mandato.

A declaração, que ainda é uma hipótese, vai ao encontro das expectativas do eleitorado mais fiel a Bolsonaro, que é crítico da atuação dos partidos em geral.

O presidente admitiu que deseja ter uma expressiva quantidade de candidatos a prefeito nas eleições de 2020, incluindo as principais capitais. Mas disse que para isso precisa ter o controle do PSL.

– Pretendo ter 30 a 40 candidatos [a prefeito] pelo Brasil, mas tenho que ter decisão sobre o partido. Não posso entrar e, quando chegar na convenção, eles me deixarem para trás porque têm maioria. Eles [deputados] sabem que quem quer ser candidato a prefeito no ano que vem é melhor tirar uma foto comigo e não com outra pessoa – completou, referindo-se a Luciano Bivar, presidente do PSL.

Bolsonaro também criticou a imprensa por causa de matéria publicada pela revista IstoÉ, que diz que seu filho Eduardo teria pago as passagens de lua-de-mel com dinheiro do fundo partidário.

– É uma irresponsabilidade da imprensa brasileira. Como vai pagar com fundo partidário se quem administra [o fundo] é o Bivar? – afirmou.

*Folhapress

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Marcos Valério cita Lula como um dos mandantes da morte de Celso Daniel

Em depoimento, o operador conta que o ex-presidente deu aval para pagar a chantagista que iria apontá-lo como envolvido no assassinato do prefeito

Condenado pelo mensalão, o empresário Marcos Valério volta a ganhar as manchetes dos jornais nesta sexta-feira (25).

Dessa vez por ter um trecho de seu depoimento revelado onde ele cita o ex-presidente Lula como um dos mandantes da morte de Celso Daniel.

Daniel era prefeito da cidade de Santo André quando foi executado a tiros depois de um misterioso sequestro em 2002.

As teorias que envolviam sua morte e também de testemunhas do caso sempre diziam que o crime foi encomendado pelo Partido dos Trabalhadores.

As autoridades desconfiavam de que Marcos Valério pudesse realmente ligar Lula a este crime. Mas agora o empresário resolveu contar tudo, inclusive falar de que houve uma ação para blindar o ex-presidente e o PT das investigações sobre o crime.

A revista Veja teve acesso ao depoimento prestado ao Departamento de Investigação de Homicídios de Minas Gerais. Nele, Valério diz que Lula e outros petistas graduados foram chantageados por um empresário de Santo André que ameaçava implicá-los na morte de Celso Daniel.

O empresário reconhecido como operador do mensalão disse que ouviu do empresário que o ex-presidente Lula foi o mandante do crime.

No depoimento, ele diz que a motivação do crime seria que Celso Daniel teria descoberto que estavam usando sua prefeitura para atos ilícitos.


“A primeira coisa que ele me falou é que o Celso Daniel tinha descoberto que estavam transformando a prefeitura de Santo André em caso de polícia”. O “ele” seria o Professor Luizinho, ex-deputado federal pelo PT.

Valério foi chamado para “resolver” o problema do empresário que seria Ronan Maria Pinto, ou seja, ele teria que dar dinheiro para silenciar quem ameaçava dedurar o envolvimento de Lula, na época candidato à Presidência, com a morte do prefeito de Santo André.

Luizinho teria dito a Marcos Valério que Celso Daniel topou pagar com recursos da Prefeitura a caravana de Lula pelo país antes da eleição.

“Uma coisa era o Celso bancar as despesas do partido, da direção do partido e do próprio presidente. Outra era envolver a prefeitura em casos que beiravam a ação de gângster”, teria afirmado o ex-deputado.

O silêncio de Ronan custou um “empréstimo” de R$ 12 milhões junto ao Banco Schahin e um contrato de operação com a Petrobras de R$ 1,6 bilhão.

Ao informar a Lula sobre o “pagamento” da chantagem, Valério teria ouvido: “Ótimo, graças a Deus”, do então presidente que estava no seu primeiro mandato.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Grupo de Puebla: nova organização substitui o Foro de São Paulo e busca conter avanço do conservadorismo na América Latina

Entre os fundadores aparecem figuras de partidos brasileiros.

Fernando Haddad no Grupo de Puebla. (Foto: Reprodução / Facebook)

No dia 14 de julho deste ano, se reuniram em Puebla, no México, lideranças de partidos de esquerda ligados ao Foro de São Paulo, com o objetivo de dar uma nova roupagem ao grupo socialista.

Chamado de “Grupo de Puebla”, a nova roupagem do movimento tenta tirar o foco da sociedade sobre as ações dos últimos anos, que incluiu o financiamento de grupos para desestabilizar governos de direita.

Entre os fundadores do grupo, políticos socialistas da América Latina e Espanha, como os brasileiros Lula da Silva, Dilma Rousseff, Fernando Haddad e Aloizio Mercadante.

A primeira reunião teve como objetivo discutir meios de impedir o avanço da direita conservadora no cenário político, apontando as dificuldades da esquerda em dar continuidade nos planos de poder do Foro de São Paulo.

O documento de fundação diz que “a lawfare (guerra legal) que foi desencadeada nos últimos anos contra os líderes progressistas da América Latina é uma forma inédita e agressiva de substituir as armas militares pela manipulação de recursos legais”.

A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é citada como exemplo de ação do Estado contra um líder político, negando que o petista tenha sido preso pelos crimes cometidos.

Êxodo venezuelano pode chegar a 5 milhões; países vizinhos sofrem pressão crescente



O êxodo de venezuelanos está a caminho de chegar a 5 milhões de pessoas, e países vizinhos sentem crescer a pressão para lhes conceder amparo de longo prazo, disseram autoridades da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Europeia nesta quarta-feira.

Cerca de 4,5 milhões de refugiados e imigrantes fugiram da Venezuela desde 2015, segundo cifras oficiais, e mais venezuelanos estão recorrendo a pontos de travessia ilegais, disse Eduardo Stein, representante especial conjunto das agências de refugiados e de migração da ONU.

A crise se agravou desde que os Estados Unidos impuseram sanções, inclusive à crucial indústria petroleira da Venezuela, na tentativa de depor o presidente de esquerda Nicolás Maduro a favor do líder opositor Juan Guaidó. Dezenas de países reconhecem Guaidó como o presidente interino, argumentando que Maduro fraudou uma eleição de 2018.

Cerca de 5 mil pessoas deixam a Venezuela diariamente, mas o número flutua à medida que mais países exigem vistos, disse Stein. “A experiência de outras crises no mundo nos mostra que aqueles que gostariam de voltar para a Venezuela se a crise, em termos políticos, fosse resolvida hoje, levará uns bons dois anos ou até mais”, disse Stein em uma coletiva de imprensa.

Um plano de reação humanitária regional de 739 milhões de dólares da ONU para este ano deve quase dobrar para 2020, acrescentou. A atitude inicialmente acolhedora com os venezuelanos em toda a América do Sul azedou em meio a acusações de que eles provocam crimes, tomam vagas no mercado de trabalho e sobrecarregam os serviços sociais.

A ONU e a UE realização uma reunião em Bruxelas nos dias 28 e 29 de outubro para conscientizar o mundo de suas necessidades. Doadores e autoridades do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento devem participar, mas nenhum representante da Venezuela deve comparecer.

“Esta é a crise de refugiados e imigrantes mais grave e que cresce mais rápido na história latino-americana, ao menos na história recente”, disse Walter Stevens, embaixador da UE em Genebra. “Também há estimativas de que ela pode aumentar ainda mais se a situação não mudar, chegando rapidamente a 5 milhões”. A Colômbia é o principal destino dos imigrantes venezuelanos que fogem da crise de longa data, abrigando hoje cerca de 1,4 milhão deles.

Bolsonaro afirma que Forças Armadas estão prontas para conter protestos - Artigo 142

Presidente diz que Forças Armadas precisam estar reparadas para manifestações como as do Chile. E ameaça isolar Argentina no Mercosul, se esquerda ganhar eleições

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (23/10), no Japão, que as Forças Armadas estão preparadas para conter manifestações nas ruas no Brasil. “Conversei com o ministro da Defesa sobre a possibilidade de ter movimentos como tivemos no passado, parecidos com o que está acontecendo no Chile. A gente se prepara para usar o artigo 142 (da Constituição), que é pela manutenção da lei e da ordem, caso elas (Forças Armadas) venham a ser convocadas por um dos três Poderes”, disse Bolsonaro. “Temos que ter a capacidade de nos antecipar a problemas”, acrescentou.

Antes de embarcar para o Peru, Hamilton Mourão comentou o assunto: “Não tenho as informações que o presidente tem para ele já ter emitido essa ordem de alerta para o ministro da Defesa. Nós discutimos por muito tempo a questão da lei antiterrorismo. A nossa lei é um pouco branda. Temos assistido a atos cometidos por organizações ligadas ao narcotráfico, a gente já viu isso em capitais como Fortaleza, São Paulo. É um ato de terrorismo se for levar para esse lado”, disse.

A preocupação entre interlocutores palacianos está relacionada a possíveis confrontos violentos provocados pela polarização política no país. O temor é de que o resultado do julgamento sobre a prisão em segunda instância no Supremo Tribunal Federal (STF) possa ser o barril de pólvora de manifestações de apoiadores da Lava-Jato e do governo Bolsonaro.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

STF retoma 2º dia de julgamento sobre prisão em segunda instância

Por Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil Brasília

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou na manhã de hoje (23) o julgamento sobre o cumprimento de pena após condenação em segunda instância da Justiça. Trata-se do segundo dia de julgamento, que teve início na semana passada.

Nesta quarta-feira, falam da tribuna do STF mais dois advogados interessados na causa e também o advogado-geral da União, André Mendonça, e o procurador-geral da República, Augusto Aras. Após o fim das sustentações orais, o relator do tema, ministro Marco Aurélio Mello, deve ser o primeiro a votar. Antes da sessão, ele disse que seu voto deve durar meia hora.

A Corte começou na semana passada a julgar definitivamente três ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs) sobre o assunto, protocoladas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pelo PCdoB e pelo antigo PEN, atual Patriota.

A questão gira em torno de saber até onde vigora o princípio da presunção da inocência previsto na Constituição, se até a condenação em segunda grau ou somente após o trânsito em julgado, quando não cabem mais recursos em qualquer instância, inclusive nos Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou no próprio Supremo.
Entenda

O entendimento atual do Supremo Tribunal Federal permite a prisão após condenação em segunda instância, mesmo que ainda seja possível recorrer a instâncias superiores. No entanto, a OAB e os dois partidos sustentam que o entendimento é inconstitucional e uma sentença criminal somente pode ser executada após o fim de todos os recursos possíveis.

A questão divide o Supremo, onde foi discutida ao menos quatro vezes desde 2016. Naquele ano, o plenário decidiu em caráter liminar (provisório) - nas ações que estão sendo julgadas - por 6 votos a 5, que a prisão em segunda instância poderia ocorrer.

De 2009 a 2016, prevaleceu o entendimento contrário, de modo que a sentença só poderia ser executada após o Supremo julgar os últimos recursos. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), uma mudança de entendimento pode ter impacto na situação de cerca de 4,9 mil presos que tiveram mandado de prisão expedido pela segunda instância.

Entre os possíveis beneficiados figuram condenados na Operação Lava Jato, incluindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril do ano passado, na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, após ter sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), no caso do tríplex do Guarujá (SP), além do ex-ministro José Dirceu e ex-executivos de empreiteiras.

Dólar tem maior queda em quase dois meses e bolsa bate recorde

Reforma da Previdência e cenário externo contribuíram para desempenho

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil* Brasília

No dia em que o Senado vota a reforma da Previdência em segundo turno, o dólar teve a maior queda em quase dois meses, e a bolsa de valores voltou a bater recorde. O dólar comercial fechou esta terça-feira (22) vendido a R$ 4,076. Esse foi o maior recuo para um dia desde 4 de setembro, quando a divisa tinha caído 1,79%.

No mercado de ações, o dia foi de euforia. Depois de bater recorde ontem (21), o índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou o dia aos 107.381 pontos, com alta de 1,28%.

A bolsa operou em alta; e o dólar, em queda, durante toda a sessão. No entanto, depois da aprovação da reforma da Previdência em segundo turno na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, no fim da manhã, os investidores aumentaram o otimismo.

No momento, o texto principal da reforma da Previdência está sendo discutido no Plenário do Senado. A Casa votará quatro destaques após a apreciação do texto base.

No cenário externo, a sessão foi marcada pelo alívio nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China. O vice-ministro das Relações Exteriores do país asiático disse hoje que as negociações com o governo do presidente Donald Trump estão avançando.

*Com informações da NHK, emissora pública de televisão do Japão

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Senado aprova texto-base da reforma da Previdência em segundo turno

Parlamentares começam a discutir destaques

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Brasília

Após pouco mais de três horas de discussão, o Plenário do Senado aprovou o texto-base da reforma da Previdência em segundo turno. Às 19h22, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), proclamou o resultado. A proposta de emenda à Constituição (PEC) foi aprovada por 60 votos contra 19.

“O Senado enfrentou neste ano uma das matérias mais difíceis para a nação brasileira”, disse Alcolumbre ao encerrar a votação. “Todos os senadores e senadoras se envolveram pessoalmente nas discussões e aperfeiçoaram esta matéria, corrigindo alguns equívocos e fazendo justiça social com quem mais precisa.”

O texto necessitava de 49 votos para ser aprovado, o equivalente a três quintos do Senado mais um parlamentar. Agora, os senadores começam a votar os quatro destaques apresentados por quatro legendas: Pros, PT, PDT e Rede.
Destaques

O primeiro destaque, do senador Weverton (PDT-MA), pretende suprimir as regras de transição da reforma. De autoria do senador Telmário Mota (PROS-RR), o segundo destaque permite a votação em separado da conversão de tempo especial em comum ao segurado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que comprovar tempo de serviço por insalubridade.

O terceiro destaque, do senador Humberto Costa (PT-PE), trata da aposentadoria especial para o trabalhador exposto a agentes nocivos químicos, físicos e biológicos. O parlamentar quer votar em separado a expressão “enquadramento por periculosidade”. Originalmente, havia dúvidas se a emenda de redação do PT alteraria o texto e obrigaria o retorno da PEC à Câmara. No entanto, um acordo de procedimentos dos senadores levou o destaque ao Plenário.

O último destaque apresentado, do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), permite a votação em separado das idades mínimas de aposentadoria especial dos trabalhadores expostos a agentes nocivos.

Antes de iniciar a votação do texto-base, o Plenário rejeitou, por votação simbólica, dois destaques individuais. Somente os destaques de bancada serão apreciados.

No segundo turno, somente podem ser votados trechos em separado do texto aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, emendas de redação, que esclarecem pontos do texto, ou supressivas, que retiram pontos do texto. Em seguida, a reforma poderá ser promulgada e entrar em vigor.

A promulgação da reforma da Previdência depende de convocação de sessão conjunta do Congresso Nacional. Originalmente, a promulgação poderia ocorrer a qualquer momento após a aprovação em segundo turno pelo Senado. No entanto, para promulgar a PEC, Alcolumbre deve esperar o retorno do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que está em viagem ao Reino Unido e à Irlanda, e também do presidente Jair Bolsonaro, que está na Ásia.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Bolsa bate recorde e fecha acima dos 106 mil pontos

Percepção de investidores é que a crise no PSL não afeta a articulação política e a condução das reformas

Índica da bolsa de valores bate recorde Foto: Reprodução

Apesar da crise no PSL e dos protestos na América Latina, a Bolsa brasileira acompanhou o otimismo dos índices americanos e bateu o recorde nominal histórico. Com a expectativa de juros mais baixos e uma melhora na relação entre China e Estados Unidos, o Ibovespa fechou acima dos 106 mil pontos pela primeira vez na história nesta segunda-feira (21), alta de 1,23%.

O boletim Focus do Banco Central desta segunda trouxe uma expectativa ainda menor para a Selic neste ano. O mercado espera que a Selic termine 2019 a 4,50%, ante os 4,75% esperados antes.

Agora, a projeção geral se alinha à do Top-5, grupo que mais acerta as previsões, que já havia feito esse movimento no levantamento anterior.

Para 2020, permanece a projeção de Selic a 4,75% no agregado, mas o Top-5 reduziu o cenário para os juros a 4,25%, de 4,50%.

A Selic foi reduzida em setembro em 0,50 ponto percentual, para 5,50% ao ano, nova mínima histórica, com o BC indicando de forma explícita novo alívio monetário.

Enquanto juros mais baixos beneficiam a Bolsa, eles levam o real a se desvalorizar contra o dólar em um movimento conhecido como carry tarde –prática de investimento em que o ganho está na diferença do câmbio e do juro.

Os cortes na Selic diminuíram a diferença entre juros brasileiros e os dos EUA, que estão no menor patamar da história. Assim, o investimento em juros no Brasil fica menos atrativo e há retirada de dólares, o que eleva a cotação.

Além disso, o real foi pressionado pela desvalorização do peso chileno desta segunda, que contaminou moedas latinas. No Brasil, o dólar fechou cotado a R$ 4,1320, alta de 0,29%.

Com a onda de protestos no Chile, a Bolsa de valores de Santiago fechou mais cedo, às 14h (horário de Brasília), em queda de 4,6%, no menor patamar desde 10 de setembro. O desempenho diário é o pior desde 20 de novembro de 2017, quando o índice de ações caiu 5,86% depois do primeiro turno das eleições presidenciais. O dólar teve alta de 1,96%, a 725,77 pesos chilenos.

No Brasil, a Bolsa superou o antigo recorde de 105.817 pontos, do dia 10 de julho, marcado pela aprovação da reforma da Previdência na Câmara. O Ibovespa foi a 106.022 pontos, alta de 1,23%. Desta vez, o mercado espera a votação da reforma da Previdência em segundo turno no plenário do Senado, marcada para esta terça-feira (22).

A percepção de investidores é que a crise no partido do presidente não afeta, por enquanto, a articulação política e a condução das reformas.

O pregão desta segunda também foi marcado pelo vencimento de opções de ações que movimentaram cerca de R$ 6 bilhões. Ao todo, o volume negociado somou R$ 18,908 bilhões.

O destaque da sessão foi a Yduqs, novo nome da Estácio, que bateu sua máxima histórica depois que adquiriu o grupo americano Adtalem, responsável pela faculdade de negócios Ibmec. As ações da Yduqs subiram 4,36%, R$ 40.

Nesta semana, inicia-se a temporada de balanços do terceiro trimestre, o que levantou mercados acionários. No Brasil, Weg, Ambev, Vale e Petrobras divulgam resultados e nos EUA, McDonald’s, Caterpillar e Amazon.

Os índices da Bolsa de Nova York também se aproximam de suas máximas desde a última semana, com uma melhora na guerra comercial.

No final de semana, o vice-premiê chinês, Liu He, declarou que a China vai colaborar com os EUA para lidar com preocupações mútuas.

Nesta segunda, o assessor econômico da Casa Branca também fez comentários otimistas sobre as negociações e afirmou que as tarifas marcadas para dezembro podem ser retiradas se as negociações continuarem bem.

Com o cenário mais ameno, S&P 500 subiu 0,69%, Nasdaq 0,91% e Dow Jones, 0,21%.

*Folhapress