sábado, 30 de novembro de 2019

'Reconhecemos Deus como a fonte de todas as dádivas', diz Trump na Casa Branca

Seguindo uma tradição americana, Donald Trump enfatizou a fé cristã no discurso de Ação de Graças.

Presidente dos EUA, Donald Trump, em discurso no Jardim das Rosas na Casa Branca. (Foto: Casa Branca/Andrea Hanks)


Desde a presidência de George Washington em 1789 até Donald Trump em 2018, as proclamações do Dia de Ação de Graças foram declaradas 164 vezes pelos presidentes dos EUA, mantendo Deus no centro de sua mensagem. 

Uma mudança ocorreu, no entanto, com a primeira proclamação do Dia de Ação de Graças de Barack Obama em 2009, quando Deus foi mencionado apenas uma vez. De 2010 a 2015, Obama enfatizou que os americanos deveriam ser gratos, não a Deus, mas um ao outro.

Depois de ser eleito, Trump retomou as origens religiosas do Dia de Ação de Graças e voltou a enfatizar a Deus em 2019, em mensagem emitida na quarta-feira (27) pela Casa Branca.

“No Dia de Ação de Graças, lembramos com reverência e gratidão as abundantes bênçãos concedidas a nós por nosso Criador, e nos comprometemos a compartilhar o espírito de ação de graças e generosidade com nossos amigos, vizinhos e famílias” , disse Trump, citando vários referências da história americana.

Trump pediu orações por soldados americanos, oficiais e socorristas. “Como nação, temos uma dívida de gratidão para com aqueles que prestam juramento para nos proteger, bem como suas famílias, e os saudamos por seus sacrifícios imensuráveis”.

“Ao nos reunirmos hoje com aqueles que consideramos queridos, vamos agradecer ao Deus Todo-Poderoso pelas muitas bênçãos que desfrutamos”, continuou o presidente. 

“Unidos juntos como um povo, em gratidão pela liberdade e prosperidade que há em nossa terra, reconhecemos Deus como a fonte de todas as boas dádivas. Pedimos a Ele proteção e sabedoria e oportunidades, neste Dia de Ação de Graças, para compartilhar com outras pessoas alguma medida do que recebemos tão providencialmente”, acrescentou.

Bolsonaro: 'A democracia e a liberdade são nosso oxigênio'

Presidente participou da formatura dos cadetes da Aman

O presidente Jair Bolsonaro participou, neste sábado (30), da entrega das espadas aos 414 cadetes que concluíram o 4º ano da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ). Agora como aspirantes, alguns deles também receberam a espada de oficial entregues por 11 cadetes de nações amigas: dois de Angola, um da Guiana, um de Honduras, cinco da Namíbia e dois do Paraguai.

Bolsonaro se formou pela Aman, em 1977. Em seu discurso, ele recordou a cerimônia de formação de uma turma de 2014. A ocasião serviu de inspiração para se candidatar à Presidência da República e mudar o destino do Brasil.

– Militares das nações amigas e, em especial, da América do Sul, nós não descansaremos enquanto todos os países-irmãos não respirarem democracia e liberdade. Que nossos povos não se deixem persuadir ou iludir com as facilidades. A democracia e a liberdade são o nosso oxigênio – discursou.

Bolsonaro compareceu à solenidade na companhia do vice-presidente Hamilton Mourão e da primeira-dama Michelle Bolsonaro. O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) também esteve presente.

RJ: Bolsonaro vai a Resende e come “podrão” em food truck


Presidente irá participar de cerimônia na Aman, mas aproveitou para saborear um cachorro-quente


Jair Bolsonaro comendo um podrão Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

Na noite desta sexta-feira (29), o presidente Jair Bolsonaro chegou a Resende, no Rio de Janeiro, para participar da formatura de oficiais do Exército na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). E assim como em 2018, ele aproveitou a ocasião para ir comer um cachorro-quente, o famoso podrão, em um food truck.

O lanche foi criado em sua homenagem, já que presidente havia prometido ao dono do Hot Dog do Senhor que voltaria ao local caso fosse eleito presidente. Ele cumpriu a promessa em novembro de 2018.

Desta vez, Bolsonaro foi acompanhado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

A cerimônia está marcada para este sábado (30) as 11h da manhã.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

'Congresso está enganando a população', diz Major Olímpio

Senador criticou demora em relação a prisão em segunda instância.

Major Olimpio, durante entrevista á imprensa (Foto: Wilson Dias | Agência Brasil)

Para o senador Major Olímpio, seus colegas do Congresso Nacional estão “enganando a população” sobre a tramitação da PEC que autorizaria a prisão após condenação em segunda instância.

“O Congresso está enganando a população não votando o projeto de lei da PEC da prisão em 2ª instância”, afirmou.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou na última quarta-feira (20) a proposta de emenda à Constituição que trata sobre o tema, mas a PEC 199/19 ainda não tem previsão de ser votada.

“Dizer que só vai votar a PEC é saber que não será dada a resposta este ano à população”, acrescentou.

O texto aprovado na CCJ da Câmara é de autoria do deputado Alex Manente (Cidadania-SP) e estabelece o trânsito em julgado em ação penal após a condenação em segunda instância.

WhatsApp quer incluir em norma eleitoral proibição a disparos em massa

Sugestão foi feita em audiência pública, no TSE

Por Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil Brasília

A plataforma de mensagens WhatsApp sugeriu a inclusão nas regras de propaganda eleitoral para as eleições municipais de 2020 de um artigo que vede expressamente os disparos em massa via aplicativos de troca de mensagens. 

Em audiência pública realizada na quarta-feira (27) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre tais regras, o advogado Thiago Sombra, que representa o WhatsApp, sugeriu que o artigo 34 da minuta de resolução, que proíbe a propaganda eleitoral via telemarketing, seja expandido para vedar também o disparo em massa de mensagens através de aplicativos.

“Nossa sugestão é que essa vedação se estenda a ferramentas que oferecem mensagens eletrônicas em massa, automatizadas ou em forma de spam”, defendeu Sombra. “Essa é a maior contribuição que acredito que o WhatsApp quer dar a essas eleições”, afirmou o advogado durante a audiência pública.

Hoje, a compra de serviços de disparo de mensagens em aplicativos não é regulamentada pela legislação, embora a prática possa ser punível caso incorra em outros tipos de vedação, como por exemplo: se for feita para denegrir a imagem de candidato; se for paga por empresa; se houver compra de cadastros com números telefônicos de eleitores; entre outras. 

O WhatsApp, no entanto, quer que a legislação vede explicitamente o uso de ferramentas para o disparo em massa de mensagens, em qualquer circunstância. A plataforma diz que seus termos de uso já proíbe a prática, e sugeriu que a resolução do TSE sobre propaganda eleitoral também preveja como infração a violação de tais termos.

O ministro Luís Roberto Barroso, que coordena os trabalhos de elaboração das normas eleitorais para o ano que vem, elogiou e agradeceu a contribuição do WhatsApp. “As plataformas tecnológicas prestam grande serviço de utilidade pública e é preciso ter o cuidado de que elas não sejam desvirtuadas para um uso negativo e destrutivo da democracia, e a colaboração delas é decisiva”, enfatizou. Tramitam no TSE diferentes investigações que apuram o pagamento por empresas do disparo de mensagens em massa na eleição presidencial de 2018

A sugestão de vedação expressa aos disparos em massa de mensagens também foi feita pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que participou da audiência pública. A parlamentar elogiou o TSE por ter incluído pela primeira vez na minuta sobre a propaganda eleitoral a definição do que a Justiça Eleitoral entende por “aplicativo de mensagens instantâneas”.
Notícias falsas 

A minuta de resolução sobre propaganda eleitoral para o pleito do ano que vem traz também, em seu artigo nono, a previsão de direito de resposta no caso de um candidato utilizar em sua propaganda eleitoral informação veiculada por terceiro sem antes verificar sua “veracidade e fidedignidade”, salvo se tal informação tiver sido veiculada por “fonte de notória credibilidade”.

Tal artigo foi elogiado pela maioria dos participantes da audiência pública sobre o assunto, que contou com colaborações de organizações de pesquisa sobre direito eleitoral, de parlamentares e de plataformas como Google e Facebook, além do próprio WhatsApp.
Audiências públicas

Conforme exigido pela legislação, o TSE realiza desde terça-feira (26) uma série de audiências públicas para debater com a sociedade as normas eleitorais que devem vigorar para as eleições municipais do ano que vem.

Além da propaganda eleitoral, são discutidos temas como prestação de contas, Fundo Eleitoral, fiscalização e auditoria, pesquisas eleitorais, registros de candidatos, entre outros. O tribunal tem até o fim do ano para aprovar todas as resoluções eleitorais que devem vigorar no pleito de 2020.

As minutas das resoluções podem ser encontradas no Portal das Eleições.

Fraudes vão cair para zero com ID estudantil, diz ministro

Governo lançou carteira estudantil digital esta semana

Por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse hoje (28) que acredita que as fraudes envolvendo carteirinhas de estudantes vão "cair para zero" com a nova com carteira estudantil digital, a ID Estudantil. "A redução da fraude vai ser vertiginosa, não vai dar para fraudar mais com carteirinha digital", afirmou em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional. 

Para obter o documento é necessário, antes de tudo, que a instituição de ensino à qual o estudante está vinculado insira os dados do aluno no Sistema Educacional Brasileiro, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Até ontem (27), mais de 2 mil instituições de educação básica e 408 de educação superior já haviam cadastrado seus estudantes. Ao todo, mais de 1 milhão de estudantes estão cadastrados para obter a ID. 

Após ser cadastrado, o estudante precisa, então, baixar o aplicativo ID Estudantil no celular e fazer o cadastro pessoal. 

O Ministério da Educação (MEC) informou, na segunda-feira (25), que fará cruzamento dos dados fornecidos por meio de aplicativos com as informações da Carteira Nacional de Habilitação e, no caso de estudantes que não têm CNH, com os dados fornecidos para o documento de identidade (RG). 

No caso de estudantes menores de idade, será necessária a autorização de um responsável legal, que deverá instalar o ID Estudantil no celular para, então, fazer o cadastro no qual informa os dados do menor.

Acesso à internet

O ministro destacou ainda, na entrevista à Rádio Nacional, que a partir do ano que vem, irá ampliar o acesso à internet em escolas urbanas e rurais. Segundo ele, as escolas conectadas facilitarão também a emissão da carteirinha digital: "Basta estar na escola, pedir para acessar o wi-fi da escola e baixar a carteirinha estudantil digital sem gastar um tostão", aconselha. 

O estudante que solicitar a carteira digital terá que consentir com o compartilhamento dos dados cadastrais e pessoais com o MEC para subsidiar o Sistema Educacional Brasileiro — o novo banco de dados nacional dos alunos, a ser criado e mantido pela pasta.

O ministério poderá usar essas informações apenas para formulação, implementação, execução, avaliação e monitoramento de políticas públicas. O sigilo dos dados pessoais deve ser garantido sempre que possível.

A ID Estudantil é voltada para todos os estudantes, desde a educação básica até a pós-graduação. O documento permite o pagamento de meia-entrada em shows, apresentações de teatro e outros eventos culturais.

TRF-4 condena o elemento Lula e amplia pena por sítio em Atibaia

Ex-presidente, no entanto, permanecerá em liberdade

O TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) condenou na tarde desta quarta-feira (27) o ex-presidente Lula no caso do sítio de Atibaia (SP), ignorando decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que anulou duas condenações da Lava Jato com base na ordem das alegações finais de réus delatados e delatores.

Os juízes João Pedro Gebran Neto, relator do processo, Leandro Paulsen e Carlos Eduardo Thompson Flores rejeitaram anular a sentença que condenou Lula a 12 anos e 11 meses de prisão por ter aceito benfeitorias no sítio em troca de favorecimento a empreiteiras em contratos da Petrobras.

Os três juízes votaram por ampliar a pena do petista para 17 anos, um mês e dez dias de prisão.

A decisão do TRF-4, porém, em nada muda duas situações neste momento: Lula segue solto no aguardo dos términos de todos os recursos e continua impedido de disputar eleições, já que foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa quando foi condenado em segunda instância no caso do tríplex de Guarujá (SP).

Ao votarem, Gebran, Paulsen e Thompson Flores ignoraram decisão de outubro do STF, que reconheceu que os réus que não fecharam acordo de colaboração devem se manifestar por último na etapa de alegações finais como forma de assegurar o direito a ampla defesa. Isso não aconteceu no caso do sítio.

No entanto, os ministros do Supremo não terminaram o julgamento. Ficou em aberto a discussão sobre possíveis restrições ao alcance da decisão, a fim de evitar uma avalanche de anulações de sentenças.

Os três juízes afirmaram que a nulidade da sentença do sítio só poderia ser decretada se ficar comprovado o prejuízo às partes, o que, segundo eles, não aconteceu.

Gebran foi o mais incisivo e criticou o teor do novo entendimento do STF sobre o assunto. Para ele, com a anulação de sentenças já proferidas, “todos os juízes do Brasil teriam que adivinhar que seria criada uma nova norma”.

Dependendo do placar final, aumentam as chances de recurso das defesas na própria corte regional. Em caso de uma condenação por 2 a 1, por exemplo, os advogados podem apresentar nova apelação à Quarta Seção do TRF-4, composta por mais magistrados.

Fora da cadeia desde o dia 8 de novembro, Lula já atingiu a marca de um sexto da pena cumprida na condenação do tríplex de Guarujá (SP), que garante que ele não voltará ao regime fechado nesse processo.

Dessa forma, o caso do sítio pode ser decisivo para a liberdade do petista, já que há uma articulação no Congresso para a volta da prisão logo após condenação em segunda instância, derrubada pelo STF no último dia 7.​

Em meio à pressão sobre a Lava Jato após a divulgação de mensagens de procuradores no aplicativo Telegram, os juízes do TRF-4 manifestaram apoio ao trabalho desenvolvido na operação e a autoridades envolvidas, como o ex-juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça.

Gebran rejeitou os pedidos de nulidade pela alegada imparcialidade de Moro e disse que o convite para integrar o ministério do presidente Jair Bolsonaro não interferiu no trâmite desse processo. Também afirmou que as mensagens reproduzidas pelo site The Intercept Brasil e outros veículos foram obtidas de maneira criminosa e não podem ser incluídas nesse processo.

Os três também elogiaram o trabalho da juíza Gabriela Hardt, dizendo que o exame das provas foi “minucioso”. Gebran e Paulsen negaram que tenha havido plágio na sentença, como havia argumentado a defesa de Lula.

– O que houve aqui foi o aproveitamento o de estudos feitos pelo próprio juízo – disse Paulsen.

O representante do Ministério Público Federal, Maurício Gerum, criticou em sua manifestação a estratégia de defesa de Lula, que, para ele, se dedica a buscar nulidades no processo e provoca descrédito às instituições. “A estratégia defensiva que acaba se perdendo no seu próprio excesso.”

Sem citar nomes, Gerum ainda fez uma referência ao governo Bolsonaro. Disse que há um desequilíbrio político no país que permite que se chegue “ao cúmulo de se dar alguma atenção a ideias terraplanistas, ou ainda, o que é pior, porque muito mais nocivo, de reverenciar ditadores e figuras abjetas de torturadores”.

Um forte esquema de segurança foi montado nos arredores do tribunal por causa do julgamento, mas poucos manifestantes foram ao local.

*Folhapress

Juros do cheque especial serão limitados a no máximo 8% ao mês, decide Banco Central

Modalidade de crédito que aumenta uma dívida em quatro vezes em um ano, o cheque especial vai ter juros limitados. Isso foi o que decidiu o Conselho Monetário Nacional (CMN) nesta quarta-feira.

A partir de 6 de janeiro, os bancos não vão poder cobrar taxas maiores do que 8% ao mês, contra 12% atualmente.

Para financiar em parte a queda dos juros do cheque especial, o Conselho Monetário autorizou os bancos a cobrar tarifa de quem tem limites mais altos.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Impunidade afronta a Justiça, diz ministro Sergio Moro

Parlamentares debateram sobre a prisão em segunda instância

Ministro Sergio Moro Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão

Nesta terça-feira (26), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, falou com a imprensa sobre a reunião com senadores e deputados federais para tratar da prisão em segunda instância.

– Como ministro da Segurança Pública vim aqui mais como observador e com a preocupação que a impunidade seja reduzida. A impunidade afronta a Justiça e gera problemas na segurança pública – disse o ministro.

Moro afirmou que entende como “imprescindível” a prisão em segunda instância e citou um caso de um homem que matou um policial e foi solto após a decisão do Supremo Tribunal Federal.


segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Em crise, Globo corta festa de fim de ano dos funcionários

Pelo menos as cestas de Natal estão garantidas

Crise afetou até a festa de fim de ano da Globo Foto: Reprodução

A crise sem precedentes que se estabeleceu na Rede Globo parece que não se limitou a onda de demissões que passou pelos corredores da emissora. De acordo com o jornalista Léo Dias, até mesmo a festa de fim de ano precisou ser cortada para contenção de gastos.

Ainda não foi emitido nenhum comunicado oficial, mas os funcionários já sabem que o cancelamento da tradicional festa no sítio Lajedo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, é algo praticamente certo. Entretanto, as cestas natalinas estão garantidas, mas ainda não é garantido que haverá um cartão para compras em supermercados. O do ano passado foi de R$ 500.

A série de demissões faz parte de um projeto de reestruturação do Grupo, que unificará a TV Globo, a Globosat, a Som Livre, a GloboPlay, a Globo.com e a Diretoria de Gestão Corporativa (DGCorp). A estimativa é que o total de demissões chegue a 4.000 colaboradores.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Hacker que vazou mensagens de autoridades fecha acordo de delação

Acusado por roubar mensagens privadas do Telegram diz que há mais pessoas envolvidas.

Um dos hackers acusados de roubar e vazar mensagens de integrantes da Operação Lava Jato fechou acordo de delação com a Polícia Federal.

Luiz Henrique Molição se comprometeu a identificar mais três pessoas que teriam participado dos ataques.

Além disso, o criminoso prometeu entregar conversas privadas que estariam armazenadas em servidores fora do país, como também o aparelho celular que foi usado para vazar mensagens roubadas por eles de celulares de autoridades brasileiras.

O objetivo da PF é saber se havia uma cadeia de comando por trás das invasões nas contas do aplicativo Telegram, a fim de identificar se houve um comando que teria planejado e financiado os ataques. Mais de 80 autoridades do país tiveram seus celulares invadidos.

A ação dos criminosos alcançou desde procuradores da República, até ministros do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, além de autoridades política, como o presidente Jair Bolsonaro.

MEC lança carteira estudantil digital na próxima segunda

Ministro Abraham Weintraub disse que pretende quebrar "máfia" da UNE

Ministro da Educação, Abraham Weintraub 

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou nesta sexta-feira (22) que o lançamento da carteira estudantil digital, chamada de ID Estudantil, acontecerá na próxima segunda-feira (25). A medida foi criada pelo presidente Jair Bolsonaro em setembro.

Segundo Weintraub, o documento poderá ser baixado de forma gratuita pelo celular e vai permitir ao estudante ter acesso à meia-entrada em shows, teatro, cinemas e quaisquer outras atividades que permitam a obtenção do desconto.

– Na segunda-feira, teremos o lançamento digital do ID Estudantil, que é o aplicativo de celular para ter a carteirinha digital. Os estudantes que tiverem sido cadastrados pela instituição de ensino já vão poder acessá-la a partir dessa data. Para quem não tiver sido cadastrado, o estudante só precisa pressionar a escola para efetuá-lo – disse.

O titular da pasta de educação afirmou ainda que a medida é um meio de acabar com o monopólio de instituições estudantis, como a UNE, na confecção do documento.

– Por que algumas pessoas são contra a carteirinha digital? Porque a UNE ganha R$ 500 milhões por ano fazendo isso. A gente vai quebrar mais uma das máfias do Brasil, tirar R$ 500 milhões das mãos da tigrada da UNE – declarou.

Além da versão digital, o Ministério da Educação informou que trabalha para firmar uma parceria com a Caixa Econômica Federal para emitir de forma gratuita a ID Estudantil física.

Governo publica decreto que libera verbas para ministérios

Maior parte ficará com a Defesa e com a Educação

Governo publica decreto com liberação de recursos para ministérios Foto: Fotos Públicas/Fernanda Carvalho

O governo publicou, nesta sexta-feira (22), o decreto que libera cerca de R$ 14 bilhões do Orçamento para ministérios. O anúncio havia sido feito na semana passada e oficializado nesta segunda-feira (18).

Do total, R$ 3,4 bilhões serão destinados ao Ministério da Defesa, R$ 2,7 bilhões vão para o Ministério da Educação, R$ 2 bilhões irão para o Ministério do Desenvolvimento Regional e R$ 1,3 bilhão ficará com o Ministério da Economia.

A liberação foi possível após o governo obter recursos por meio de receitas com a venda de ativos de estatais e pelos leilões do pré-sal.

Veja para onde irão os recursos:
Recursos liberados Foto: Divulgação

Projeção de salário mínimo de 2020 é de R$ 1.030

Queda da inflação alterou perspectiva do piso nacional para 2020

Baixa inflação provocou queda na projeção do valor do salário mínimo para 2020 

Com a perspectiva do governo para uma inflação mais baixa, o valor do salário mínimo em 2020 deve ser reajustado dos atuais R$ 998 para cerca de R$ 1.030.

Em agosto, a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que o piso salarial poderia subir para R$ 1.039 no próximo ano. O valor, porém, tende a ser revisado diante de um cenário mais suave para os preços no país.

Guedes defende que o salário mínimo seja corrigido apenas pela inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), encerrando o ciclo de reajustes com ganhos reais ao trabalhador.

Uma alta mais modesta no piso salarial pode provocar um alívio nas contas públicas de aproximadamente R$ 5,2 bilhões no Orçamento de 2020.

O valor do piso serve para balizar os pagamentos de benefícios assistenciais, previdenciários, além do abono salarial e do seguro-desemprego.

Nesta semana, o ministro enviou ao Congresso um documento que revisa as projeções usadas na elaboração do projeto de Orçamento do próximo ano.

A estimativa para o INPC de 2019, que norteia o reajuste do salário mínimo para 2020, caiu de 4,02% para 3,26%.

Isso se deve principalmente por causa do comportamento dos preços de alimentos, segundo a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia.

Para a equipe de Guedes, os números “indicam que a inflação deve permanecer baixa e controlada”. Isso explica a frustração no valor do salário mínimo para 2020, que pode ficar até R$ 9 abaixo do que foi divulgado anteriormente.

A decisão final será do Congresso, responsável por aprovar o projeto de Orçamento e definir as despesas do próximo ano.

*Folhapress

Ministra Cármen Lúcia do STF manda TRF-4 soltar presos em 2ª instância

Decisão de Cármen Lúcia é desta quinta-feira

Ministra Cármen Lúcia 

Nesta quinta-feira (21), a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) solte todas as pessoas que foram presas após a condenação em segunda instância. Em sua decisão, ela disse que somente aqueles em prisão preventiva devem continuar presos.

A decisão foi enviada ao TRF-4 nesta sexta-feira (22) e tem por base um pedido de habeas corpus que questiona uma súmula do tribunal de segunda instância que determinou que as prisões passassem a ser automáticas após a condenação em segunda instância.

A medida ocorre após o Supremo barrar, no começo do mês, a prisão antes do trânsito em julgado.

A ministra afirmou que é preciso submeter cada caso “à análise específica e autônoma do órgão judicial competente, não cabendo a decretação genérica de réus presos, sem que o exame e a decisão seja proferida pelo juízo específico em cada caso e com fundamentação”.

Cármen Lúcia também ressaltou que “nos termos da legislação vigente, observo o princípio da colegialidade e aplico o decidido pela maioria deste Supremo Tribunal sobre a necessidade de se aguardar o trânsito em julgado para o início da execução da pena judicialmente imposta.”

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Número de novo partido será 38, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (21) que o número de seu novo partido, o Aliança pelo Brasil, será 38. O anúncio foi feito durante sua live semanal transmitida no Facebook. Pela manhã, o presidente participou da 1ª Convenção Nacional da legenda, realizada em um hotel de Brasília. Bolsonaro também admitiu que, caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não autorize a coleta de assinaturas por meio eletrônico, o seu partido não deverá estar homologado para disputar as eleições do ano que vem.

"Por ocasião das eleições do ano que vem, acredito que nós podemos ter o partido funcionando, desde que as assinaturas sejam de forma eletrônica. Caso contrário, nós só poderemos estar em condições de disputar as eleições, aquelas de 2022", disse. "E o número escolhido é o 38. Tínhamos poucas opções e acho que o número 38 é mais fácil de gravar", acrescentou.

Para a legenda Aliança pelo Brasil ser homologada e poder disputar as eleições, ainda será necessária a coleta de cerca de 500 mil assinaturas em pelo menos nove estados. As rubricas precisam ser validadas, uma a uma, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo para que o partido seja registrado a tempo de disputar as eleições municipais de 2020 termina em março.

"Estamos aguardando aqui. Na próxima semana o Tribunal Superior Eleitoral vai decidir se podemos ou não colher assinaturas, para a sua fundação, via eletrônica ou não. Se for via eletrônica, eu tenho certeza de que, com o apoio de todos vocês, creio que em um mês, no máximo, a gente consegue as 500 mil assinaturas. Caso não seja possível, a gente vai ter que colher assinatura física, aí demora mais e não ficará pronto o partido tão rápido. No meu entender, um ano ou um ano e meio para ficar pronto o partido", projetou o presidente. O TSE analisa o assunto no âmbito de um consulta pública em andamento na Corte, que foi apresentada pelo deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) no fim do ano passado.
Partido conservador

Durante a live, Bolsonaro também destacou as principais características da sua nova legenda partidária. "Um partido conservador, que respeita todas as religiões, dá crédito aos valores familiares, defende a legítima defesa, defende a posse e o porte de arma com requisitos, o livre comércio com todo mundo, sem o viés ideológico", disse.

Na semana passada, Bolsonaro anunciou a saída do PSL, partido pelo qual foi eleito. A desfiliação foi confirmada na última terça-feira (19). O grupo político mais próximo ao presidente, além dele próprio, vinha se desentendendo, nos últimos meses, com o fundador e presidente nacional da legenda, o deputado federal Luciano Bivar (PE).

Segunda maior bancada parlamentar na Câmara dos Deputados, o PSL conta com 53 deputados. No Senado, a legenda possui três integrantes.

Bolsonaro lança novo partido Aliança pelo Brasil; legenda ainda precisa de registro no TSE

Durante o lançamento do novo partido Aliança pelo Brasil, o Presidente Jair Bolsonaro, que passa a comandar a legenda, disse que não pretende repetir erros do passado na escolha dos diretórios estaduais e, por isso, pretende usar o critério do compromisso com o país.

“Nós faremos uma seleção de pessoas que estejam comprometidas com o futuro do Brasil. Não é quem chega na frente, deixar bem claro. Se eu tivesse feito isso nas eleições do ano passado, nós teríamos feito uma bancada de 100 parlamentares. Teríamos elegido pelo menos um senador por estado. Ou de forma que não tivéssemos a divisão que tivemos depois das eleições, onde lamentavelmente uns poucos passaram a entender que o partido eram eles, e chegaram aqui no Palácio do Planalto para que os seus objetivos fossem atingidos”.

Os nomes que compõem o diretório nacional foram anunciados pelo advogado Admar Gonzaga, que assessorou Bolsonaro na saída do PSL, ao lado da também advogada Karina Kufa, que passa a ser a tesoureira do partido e, no evento, fez a leitura do estatuto da legenda.

Junto com Jair Bolsonaro na presidência do Aliança pelo Brasil está o filho dele, senador Flávio Bolsonaro, como vice-presidente. Também faz parte da nova legenda o filho mais novo, Renan Bolsonaro.

Antes do evento de lançamento, o presidente Bolsonaro disse a jornalistas que o mínimo de 500 mil assinaturas para o registro do partido no TSE, Tribunal Superior Eleitoral, só vai ser possível em tempo hábil se o tribunal permitir a coleta digital. Mas se for presencial a exigência, vai levar muito mais tempo, porque o registro só pode ser feito até seis meses antes das eleições, ou seja, até março do ano que vem, por causa das eleições de outubro de 2020. O presidente também mencionou que nenhum ministro vai se filiar ao partido.

“O partido começa agora, vamos aguardar a decisão do TSE se pode recolher assinatura eletrônica. O voto pode, a assinatura não pode. E, de acordo com a decisão, se forma para março ou pro final do ano que vem. Nenhum ministro vai entrar no partido, não vamos ter participação do governo na criação do partido, isso é o mais importante. Para evitar interpretação equivocada de que estou usando a máquina pública para formar o partido”.

Lembrando que, no TSE, havia 75 partidos políticos em processo de formação no começo deste ano. Atualmente, o Brasil tem 35 partidos registrados no Tribunal.

Ministra Damares anuncia canal para denunciar professores por atos contra a família, moral, religião e ética nas escolas

Ministra criou projeto em parceria com o Ministério da Educação.

Damares Alves. (Foto: Luiz Alves / MMFDH)

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, anunciou a criação de um canal para denúncias para questões contra a moral, religião e ética nas escolas de todo o país, projeto formulado em parceria com o Ministério da Educação (MEC).

Segundo a ministra, a ideia é que o canal sirva para receber queixas sobre conteúdos que possam ser considerados inadequados nas escolas, principalmente diante das tentativas de doutrinação ideológica que estão sendo denunciadas nas redes sociais.

“O que nós queremos é tão somente o cumprimento da lei”, afirmou ela a jornalistas, citando em seguida a Convenção Americana de Direitos Humanos, o Pacto de San José da Costa Rica, do qual o Brasil é signatário e que aborda essas questões.

“Lá está dizendo que a escola não pode ensinar nada que atente contra a moral, a religião e a ética da família. A família precisa ser ouvida”, acrescentou.

Ao explicar o projeto, Damares afirmou que em breve será anunciado a iniciativa juntamente com o Ministério da Educação, e que a pasta terá o papel de dialogar com as famílias.

O anúncio foi feito logo após dois episódios envolvendo professores terem sido divulgados. Em um deles o professor ensinou crianças de 10 anos sobre sexo e pediu redação sobre o tema, expondo questões explícitas.

Em outro caso, um professor foi filmado acusado o presidente da República, Jair Bolsonaro, de ter mandado matar Marielle Franco, quando dava aula para alunos com idades entre 9 e 11 anos.

Católicos criam campanha por Igreja sem partido: 'Tirem PT do altar'

Campanha inclui outdoors com palavras de ordem contra o PT.

Outdoor "Igreja sem partido" (Foto: Reprodução/Whatsapp)

Católicos de Londrina, município do Paraná, organizaram-se para reivindicar uma “Igreja sem partido”. A iniciativa mostra a insatisfação com o arcebispo da cidade, dom Geremias Steinmetz.

A campanha criada pelo grupo, inclui a instalação de outdoors com a frase de ordem: “Tirem o PT do altar”. Todas as placas foram pagas com dinheiro arrecadado pelos próprios fiéis, que integram o chamado Movimento Brasil Católico.

Além das placas, o grupo também distribuiu cerca de 6.000 adesivos e recolheu cerca de 3.000 assinaturas de frequentadores de paróquias londrinenses para pedir providências a respeito de atitudes do arcebispo e até mesmo sua substituição.

Segundo UOL, fiéis acusam dom Geremias de apoiar as “causas comunistas” e defender a liberdade do ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva, a quem se referia como “prisioneiro de Curitiba”.

Mas ainda há quem defenda a atuação do arcebispo, como o padre Alexandre Alves dos Anjos Filho, coordenador da ação evangelizadora da Arquidiocese de Londrina, que afirma que dom Geremias nunca se envolveu em questões político-partidárias e diz que é nula a chance de o arcebispo de Londrina ser substituído.

Condenados por corrupção não deveriam ser presos, acredita colunista da Folha

Ele afirma que sociedade não ganha nada encarcerando quem não “representa perigo físico ao outros”.

O colunista Hélio Schwartsman, da Folha de São Paulo, não apenas acha bom o ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva ter sido solto, como acredita que ele jamais deveria ter sido preso. Schwartsman esclarece que não acha que Lula seja inocente.

No artigo publicado nesta terça-feira (19), ele apontou que se a lei não inibiu Lula de receber presentes caros quando ocupava a Presidência da República, então é a lei que está errada. Ele acredita que a Justiça deveria ser capaz de identificar as situações.

“Não creio, porém, que a restrição da liberdade seja a pena adequada para casos de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de influência ou qualquer outro crime cuja execução não envolva o uso ou a ameaça de violência”, escreveu.

Schwartsman afirma que a sua ideia é que corruptos, traficantes, estelionatários, etc, não deveriam ir para a cadeia e questiona o fato de as pessoas ficarem indignadas com essa menção.

“A sociedade não ganha nada encarcerando pessoas que não representem perigo físico a outros cidadãos. Mas, se a minha tese é verdadeira, como acho que é, por que tanta gente fica indignada à simples menção da ideia de que corruptos (e traficantes, estelionatários etc.) não devem ir para a cadeia?”, questionou.

Com argumentos fracos, ele conclui que apesar de parecerem fracas demais, é preciso buscar “soluções racionais”, dando a entender que essas soluções não incluem a punição pela restrição de liberdade, como prevê a Constituição.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Janaina adiciona outro motivo para impeachment de Toffoli

Membros do Ministério Público também apoiaram o pedido

Janaina Paschoal Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom

Nesta quarta-feira (20), a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) e membros do Ministério Público adicionaram em seu pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, mais um motivo para que ele saia da Corte.

O documento afirma que houve crime “a partir do momento que determinou o envio de dados sigilosos de 600 mil pessoas físicas e jurídicas”. Eles se referem ao pedido de dados financeiros de mais de 600 mil pessoas para o STF. A decisão foi revogada pelo próprio ministro na última segunda-feira (18).

Também de acordo com Janaina e os membros do Ministério Público, “independentemente do resultado, o denunciado (Dias Toffoli), ao quebrar o sigilo financeiro sem a observância da lei, procedeu de modo ilícito, o que tipifica conduta incompatível com a dignidade de suas funções, com a agravante de que decidiu em feito para o qual deveria dar-se por suspeito, porque tinha interesse pessoal direto e indireto”. O documento foi enviado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Assinaram o documento além de Janaina, Flávio César de Almeida Santons, Silvio Miranda Munhoz e Hamilton Carneiro Júnior, todos membros do Ministério Público.

Prisão em segunda instância é aprovada na CCJ da Câmara

15 partidos orientaram o voto para o "sim"

Sessão da CCJ Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Nesta quarta-feira (20), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a PEC da prisão em segunda instância por 50 votos a 12.

Agora, ela seguirá para ser analisada por uma comissão especial que será criada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A PEC mudará os artigos 102 e 105 da Constituição sobre as atribuições do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A PEC foi de autoria do deputado federal Alex Manente (Cidadania-SP) e teve como relatora Carolina de Toni (PSL-SC). 15 partidos orientaram o voto para o “sim” que foram PSL, PL, PSD, MDB, Republicanos, PSDB, PDT, DEM, Solidariedade, Podemos, PSC, Cidadania, Novo, Patriota e PV. O PSB se manteve neutro e o PT, PSOL, Pros e PCdoB foram contra.

Confiança do empresário industrial cresce em novembro

Indicador registra 7,9 pontos acima da média histórica de 54,6 pontos

Por Agência Brasil Brasília

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) em novembro aumentou 3,2 pontos frente a outubro e alcançou 62,5 pontos, com o indicador 7,9 pontos acima da média histórica de 54,6 pontos, informa a pesquisa divulgada, hoje (20), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os indicadores do Icei variam de zero a 100 pontos. Quando estão acima de 50 pontos mostram que os empresários estão confiantes.

“O aumento da confiança estimula a recuperação da economia brasileira à medida que impulsiona o aumento da produção e a retomada do investimento”, avalia a CNI.

O estudo destaca que o Índice de Condições Atuais, um dos componentes do Icei, alcançou 56,3 pontos, o maior nível desde outubro de 2010. O índice está 3,6 pontos acima do registrado em novembro de 2018. O Índice de Expectativas, por sua vez, subiu para 65,6 pontos neste mês e está 2,9 pontos abaixo do verificado em novembro do ano passado.

“A elevada confiança está baseada tanto no sentimento de melhora da situação corrente como nas expectativas para os próximos seis meses. Em novembro de 2018, a percepção de melhora das condições correntes ainda era incipiente e a confiança se baseava nas expectativas positivas, impulsionadas pela eleição de um novo governo”, observa a CNI.

A confiança melhorou em todas as regiões do país e é maior no Centro-Oeste, onde alcançou 63,8 pontos. Em seguida, aparece o Sul, com 63,4 pontos; Norte com 63,2 pontos; Sudeste, 61,9 pontos e, no Nordeste, com 61,5 pontos.

De acordo com a pesquisa, a confiança é maior nas médias e grandes empresas; em ambos os segmentos o Icei alcançou 62,8 pontos neste mês. Nas pequenas o indicador ficou em 61,5 pontos.

A pesquisa foi realizada de 1º e 12 de novembro, com 2.445 empresas, sendo que dessas, 954 são pequenas, 898 médias e 593 de grande porte.

Bolsonaro vai participar de ato de fundação de novo partido

Para ser homologada, nova legenda precisa coletar 500 mil assinaturas

Por Pedro Rafael Vilela 

O presidente Jair Bolsonaro participa, na manhã desta quinta-feira (21), em Brasília, do evento de lançamento do partido Aliança pelo Brasil. A atividade ocorrerá em um hotel da capital, próximo ao Palácio do Alvorada.

Na semana passada, Bolsonaro anunciou a saída do PSL, partido pelo qual foi eleito, e a criação de outra legenda, a Aliança pelo Brasil. Ontem, Bolsonaro assinou sua desfiliação do partido.

O grupo político mais próximo a Bolsonaro, além dele próprio, vinham se desentendendo, nos últimos meses, com o fundador e presidente nacional da legenda, o deputado federal Luciano Bivar (PE). Além de marcar a fundação do novo partido, o evento de amanhã, batizado de 1ª Convenção Nacional da Aliança pelo Brasil, vai apresentar o estatuto e o programa do partido.

Para ser registrado oficialmente e poder disputar eleições, ainda será necessária a coleta de 500 mil assinaturas, em pelo menos nove estados. As rubricas precisam ser validadas, uma a uma, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O prazo para que o partido seja registrado no TSE a tempo de disputar as eleições municipais de 2020 é apertado, termina em março do ano que vem. A expectativa é de que o presidente da República possa ser o principal fator de mobilização para a coleta de assinaturas.

"Nós acreditamos que [a coleta de assinaturas] não vai ser uma dificuldade para nós, uma vez que o presidente mobiliza rapidamente milhões de pessoas, e a gente conseguiria um número considerável de assinaturas em um período curto de prazo", afirmou o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR), que integra o grupo de parlamentares fiel ao presidente.

Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, Bolsonaro está disposto até a viajar pelo país para ajudar no processo de coleta de apoio em favor da criação do partido.

"A partir dessa liderança, talvez ele tenha que se fazer presente em alguns locais, para fortalecer, como eu disse inicialmente, pela sua presença, o próprio partido", afirmou em coletiva de imprensa na noite desta quarta-feira (20).

Cotado para assumir a presidência nacional da Aliança pelo Brasil, Bolsonaro ainda avalia a viabilidade de comandar o partido e o governo federal ao mesmo tempo. "Existe, a bem da verdade, uma dificuldade reconhecida pelo presidente, de exercer o Poder Executivo e, ao mesmo tempo, exercer a liderança desse novo partido. Então, o presidente está a analisar essa eventual divergência, mas eu reforço: [ele] está prontamente disposto a colocar-se a liderar esse processo", afirmou Rêgo Barros.

Segunda maior bancada parlamentar na Câmara dos Deputados, o PSL conta com 53 deputados. No Senado, a legenda possui três integrantes.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Bolsonaro se desfilia do PSL e assume presidência de novo partido na quinta-feira

Após confirmar a criação de um novo partido – o Aliança pelo Brasil – e assinar a sua desfiliação do PSL, o presidente Jair Bolsonaro vai assumir a presidência do partido na cerimônia de lançamento da nova sigla, na próxima quinta-feira.

Em conversa com os jornalistas, nesta terça-feira, o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, afirmou que Bolsonaro não deve permanecer na direção da legenda por que acha conflituoso acumular a responsabilidade de comandar o país e o partido.

“Nós estávamos conversando, e ele destacou que, embora colocando-se à disposição, ele vê algumas dificuldades em sendo presidente, também levar adiante a direção dessa nova legenda. Mas não descartou essa nova possibilidade”.

Otávio Rêgo Barros informou que Bolsonaro fará novos estudos da reforma administrativa antes de devolvê-la ao Congresso Nacional.

“Ele vem fazendo análise com relação a essa reforma primeiro porque ele gostaria de destacar a importância que ele atribui ao funcionário público, a confiança que ele tem e o respeito que ele tem ao funcionário público. E a partir dessa contextualização, ele determinou o aprofundamento dos estudos e dos reflexos da proposta de reforma administrativa junto ao Ministério da Economia antes de enviá-la ao Congresso.

Rêgo Barros também comentou a reunião do presidente Jair Bolsonaro com o diretor de uma empresa privada chinesa para instalação do 5G no Brasil. No encontro foi discutido a implantação da tecnologia no país.

A frequência do 5G deve ser leiloada em 2020. Nesta terça, a tecnologia foi incluída no Programa de Parcerias de Investimentos, responsável pelas privatizações de estatais.

Mãe de santo xinga pastores, Bolsonaro e 'elite branca' no Festival Lula Livre

Beth de Oxum disse que “está na hora do pau comer”.

Durante o Festival Lula Livre, que aconteceu neste domingo (18) na cidade de Recife, uma mãe de santo resolveu ofender os “fundamentalistas” e xingou pastores e a “elite branca”.

Beth de Oxum e sua banda se apresentavam no palco montado no Pátio do Carmo e ela aproveitou os momento para fazer seu protesto político, xingando o presidente Jair Bolsonaro e dirigindo a crítica aos pastores evangélicos que o apoiaram.

“A gente não cabe nessa caixa fundamentalista, esse baixo clero não pode tomar o nosso país de assalto e fazer, esse, um país fundamentalista”, disse ela que logo partiu para ofensa.

“Vá se f* esses pastores que acham que a gente não tem força e não tem poder. Nós somos a maioria, somos negros, afrodescendentes e mulheres. Vá se f* a elite branca e escrota deste país”, completou.

O mesmo palavreado foi dirigido ao presidente. “Bolsonaro vá se f*, a gente não votou, a gente não aceita esse desgoverno que acha que não somos nada. Somos mulheres do Nordeste negras e indígenas. Vá se f* ele com essas mulheres ricas e brancas que não sabem o que é luta e não sabem o que é sustentar filhos[sic]”, completou.

Assista:


Globo demite 37 profissionais dos jornais Extra e O Globo

Além disso, famosa revista do grupo será descontinuada

Parque Gráfico O Globo e Extra Foto: Reprodução

O Grupo Globo incluiu mais 37 jornalistas nesta terça-feira (19) na esteira das demissões iniciadas neste ano. Os profissionais eram do jornal O Globo, maior publicação impressa da empresa, e do jornal Extra.

Acredita-se que o número de demitidos possa passar dos 40 até o final da semana.

Além das demissões, o Grupo Globo irá descontinuar a publicação da revista Galileu, voltada para assuntos científicos e da atualidade. A revista deve se manter apenas nas plataformas digitais.

As demissões nas redações cariocas acenderam uma alerta na revista Época, principal revista do grupo.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Modesto Carvalhosa: 'STF tem o projeto de acabar com a Lava Jato'

Jurista comentou manifestações deste domingo

Modesto Carvalhosa criticou o STF Foto: Divulgação Rádio Jovem Pan

O jurista Modesto Carvalhosa afirmou, neste domingo (17), que o Supremo Tribunal Federal (STF) é uma “instituição marginal odiada pelo Brasil”.

A análise do professor foi feita durante entrevista para a rádio Jovem Pan. Carvalhosa comentava sobre as manifestações que acontecem pelo Brasil neste domingo.

– O STF tem o projeto de proteger a corrupção e acabar com a Lava Jato. O Senado e a Câmara, em sua maioria, ainda consideram o Brasil um fazendão. O Davi Alcolumbre [presidente do Senado] é um dono de fazenda, o Senado é a fazenda dele. Isso vai minando do Congresso a confiança e a legitimidade. A democracia só existe se há legitimidade dos poderes democráticos. Se o povo não acha legítimo o Congresso e o STF, a democracia está perdendo a sua própria identidade – apontou.

Neste domingo, milhares de brasileiros foram às ruas para protestar contra o STF. As recentes decisões da Corte, incluindo aquela que beneficiou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram os alvos dos manifestantes, que pedem, entre outras coisas, o impeachment dos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, presidente da Casa.

Governo prepara reforma administrativa profunda

Por esta razão, Bolsonaro afirma que ainda vai demorar "um pouquinho"

Presidente defendeu redução do número de municípios brasileiros Foto: PR/Isac Nóbrega

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (17) que a proposta de reforma administrativa deve levar mais tempo para ser concluída e que não sabe quando ela será enviada ao Congresso. A apresentação do texto, que está sendo elaborado pela equipe econômica, estava prevista para os próximos dias.

– Vai aparecer, não sei quando. Mas vai demorar um pouquinho mais ainda – disse ao chegar ao Palácio da Alvorada após viagem ao litoral de São Paulo iniciada na sexta-feira (15).

Nos últimos dias, o ministro da Economia Paulo Guedes adotou posição de cautela e segurou a apresentação da reforma, que altera carreiras e salários dos servidores públicos, até que líderes do Congresso deem aval às medidas.

O pacote tinha previsão inicial de ser apresentado junto com a proposta de pacto federativo (que propõe alteração de regras fiscais e orçamentárias), no começo do mês. Mas a reestruturação do serviço público foi adiada.

Até os últimos dias, a equipe econômica trabalhava com a divulgação na próxima terça-feira (19).

A reforma é considerada sensível porque atinge uma categoria de trabalhadores que tem forte lobby no Congresso. A frente parlamentar do serviço público, por exemplo, tem 255 deputados, o que corresponde a quase metade dos 513.

No pacote que será enviado à Câmara, há instrumentos como Proposta de Emenda à Constituição, que exige três quintos dos votos para ser aprovada, e Projeto de Lei Complementar, que depende do aval da maioria absoluta dos parlamentares.

*Folhapress

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

'Rede Globo já era', decreta ministro Abraham Weintraub

Ministro da Educação riu do atraso da emissora em coletiva de imprensa

Ministro da Educação debocha da Rede Globo Foto: Reprodução

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, ironizou mais uma vez a Rede Globo, nesta sexta-feira (15). Em seu Instagram, ele publicou um vídeo mostrando a coletiva de imprensa feita com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, após a reunião com os demais membros do governo federal.

– Coletiva de imprensa, Rede Globo chega atrasada, mais perdida que cachorro em dia de mudança e ainda quer sentar na janelinha.

Weintraub ainda aproveitou para rir da emissora e disse: “Rede Globo já era”. A reunião convocada por Onyx serviu para traçar planos para o avanço social do país.