terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Muçulmanos xiitas invadem embaixada dos EUA no Iraque

Protesto foi resposta a ataque aéreo americano contra grupo miliciano

Embaixada americana no Iraque é invadida por manifestantes Foto: Reprodução

A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque, foi invadida por xiitas iraquianos nesta terça-feira (31). O grupo protestou contra os bombardeios dos EUA, neste domingo (29), contra um grupo de milícias apoiado pelo Irã no Iraque. O ataque aéreo resultou em 25 mortes e 51 feridos.

Os manifestantes escalaram muros, forçaram os portões, derrubaram uma porta e atearam fogo na recepção. O embaixador e outros funcionários foram retirados e forças de segurança usaram gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.

A invasão aconteceu após centenas de pessoas participarem de uma marcha na área central da capital iraquiana. Os manifestantes entoaram frases de “Morte à América”.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Bolívia expulsa diplomatas do México e da Espanha

Ordem veio da presidente interina, Jeanine Áñez, nesta segunda-feira

Presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez Foto: EFE/Rodrigo Sura

A presidente interina da Bolívia Jeanine Áñez ordenou, nesta segunda-feira (30), que a embaixadora do México, María Teresa Mercado, e outros funcionários do governo espanhol deixassem o país em 72 horas.

– O governo constitucional que presido decidiu declarar ‘persona non grata’ a embaixadora do México na Bolívia, María Teresa Mercado, a encarregada de negócios da Espanha na Bolívia, Cristina Borreguero, o cônsul Álvaro Fernández, e um grupo de supostos diplomatas encapuzados e armados – disse Áñez, em uma declaração à imprensa.

A presidente acusou os diplomatas de “ferir gravemente a soberania e a dignidade do povo e do governo constitucional da Bolívia”. A chanceler do governo boliviano Karen Longaric afirmou que a expulsão dos diplomatas não implica em uma ruptura de relações diplomáticas entre os países, segundo o jornal boliviano El Deber. ​

O ministro das Relações Exteriores do México afirmou que se trata de uma decisão de caráter político e instruiu sua embaixadora à retornar ao México para garantir a sua segurança.

Segundo o governo boliviano, a encarregada de negócios e o cônsul espanhóis chegaram à embaixada mexicana em La Paz na última sexta-feira, juntamente com agentes de segurança “encapuzados e supostamente armados”, com a intenção de retirar do país o ex-ministro Juan Ramón Quintana, um dos principais auxiliares do ex-presidente Evo Morales.

A Bolívia já havia enviado uma nota de “protesto enérgico” à Espanha, no sábado. Madri, porém, negou que a visita fosse “facilitar a partida” de um membro do governo de Morales.

A Espanha também informou que enviará uma missão à Bolívia para investigar a decisão de La Paz de não fornecer salvos-condutos para as pessoas asiladas na embaixada mexicana. Áñez afirma que existem pedidos de apreensão e investigação relacionados a elas.

Depois da renúncia de Evo Morales à Presidência boliviana em 10 de novembro, a embaixada mexicana deu asilo a um grupo de funcionários e pessoas próximas ao ex-presidente, tendo sido muitas delas acusadas pelo governo interino de cometer crimes como sedição e revolta armada.

O governo mexicano havia se recusado a entregar o grupo antes que ele recebesse um salvo-conduto para sair do país.

A embaixada, então, afirmou que estava sofrendo “intimidação e amedrontamento” por uma “excessiva” presença de serviços de inteligência e de segurança bolivianos no local. O México chegou a anunciar que iria recorrer à Corte Internacional de Justiça (CIJ), que tem sede em Haia, na Holanda.

O governo boliviano respondeu dizendo que existiam ameaças de ataques contra a embaixada. As relações entre Bolívia e México deterioraram-se desde que o governo do mexicano Andrés Manuel López Obrador decidiu conceder asilo a Evo Morales e seus familiares.

Evo renunciou à Presidência da Bolívia após pressão das Forças Armadas e protestos intensos nas grandes cidades do país. Embates aconteceram depois das controversas eleições presidenciais de 20 de outubro no país, que deram vitória (e o quarto mandato) a Evo Morales.

O pleito, marcado por idas e vindas e acusações de fraude, foi contestado pela oposição e, depois de uma auditoria, também pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, que pediu sua anulação.

No início de dezembro, quase 45 dias depois da eleição, a OEA concluiu que houve “ações deliberadas para manipular os resultados das eleições na Bolívia”, incluindo alteração e queima de atas de votação e falsificação de assinaturas.

O ex-presidente boliviano está agora exilado na Argentina, país que negou pedidos de extraditar tanto Evo quanto seus filhos, que hoje vivem em Buenos Aires.

*Folhapress

Partido de Bolsonaro celebra quantidade de apoiadores

Sigla precisa apresentar 492 mil assinaturas para conseguir registro formal no TSE

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Carolina Antunes/PR

O Aliança pelo Brasil, novo partido do presidente Jair Bolsonaro, se pronunciou nas redes sociais sobre o número de apoiadores. Em uma publicação deste Sábado (28), a sigla celebrou o fato de ter recebido mais de 100 assinaturas.

– Mesmo no período de festas, já somos mais de 100 mil Aliados apoiadores. Obrigado a todos vocês pelo compromisso – destacou a legenda.


O texto foi acompanhado da tag #tamojuntocapitão, em mensagem ao chefe do Executivo. Será necessário apresentar 492 mil assinaturas para que o Aliança pelo Brasil consiga o registro formal no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ficha de apoiador está disponível, para preenchimento, no site do partido.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Presidente Jair Bolsonaro irá passar o réveillon na Bahia

Ele escolheu a base naval de Aratu para passar seu primeiro Ano-novo à frente do cargo

Presidente Jair Bolsonaro irá passar o réveillon na Bahia Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro seguiu o exemplo de seus antecessores no Palácio do Planalto e escolheu a base naval de Aratu, na Bahia, para passar seu primeiro Ano-Novo à frente do cargo.

A programação é que ele embarque com a família para o balneário militar, localizado a 42 km do centro de Salvador, nesta sexta-feira (27) e só retorne à capital federal no dia 05 de janeiro.

Na quarta-feira (24), a equipe do presidente chegou a cogitar o cancelamento da viagem após ele ter sofrido uma queda e batido a cabeça em um dos banheiros do Palácio do Alvorada.

Como os exames médicos mostraram normalidade em seu estado de saúde, o deslocamento foi mantido. O presidente chegou a dizer que sofreu uma perda de memória parcial logo após o acidente doméstico.

A Base Naval de Aratu fica localizada na península do Paripe, um recanto paradisíaco da baía de Todos os Santos. Cercada por mata atlântica, a praia privativa tem areia branca e água verde esmeralda.

O local era destino favorito da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) durante os feriados do Réveillon e do Carnaval. A petista passou quatro anos seguidos o recesso de fim de ano na base militar.

Como sua sucessora, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também passou quatro anos seguidos o Réveillon na praia reservada. Em janeiro de 2010, por exemplo, ele foi fotografado carregando uma caixa de isopor na cabeça.

Nessa época, a Marinha gastou R$ 800 mil para reformar a casa de praia onde os presidentes se hospedam. Além dos petistas, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Michel Temer (MDB) também frequentaram a base naval.

Inicialmente, Bolsonaro cogitou passar a virada do ano em Fernando de Noronha, em Pernambuco. Por questão de saúde, uma vez que o arquipélago fica distante de uma capital estadual, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) recomendou a permanência no balneário baiano.

*Folhapress

Vendas de Natal crescem 9,5% e são as melhores desde 2014

Ano foi lucrativo para o comércio

Compras de Natal melhoraram neste ano Foto: Agência Brasil/Valter Campanato

As vendas de Natal em shoppings tiveram crescimento nominal de 9,5% neste ano, segundo levantamento da Associação dos Lojistas de Shopping (Alshop) com 400 empresas que representam 30 mil pontos de venda. É o melhor resultado desde 2014.

As categorias de roupas, brinquedos e cosméticos lideraram as compras durante o período natalino, de acordo com a associação. O resultado superou as expectativas da entidade, que projetava 6,5% de alta.

No ano, o faturamento do setor do varejo em shopping registrou alta de 7,5%, com receita de R$ 168,2 bilhões. A pesquisa, feita pela associação e pelo Ibope, levou em conta dados dos 762 centros comerciais do país. A projeção de crescimento era de 5%.

A pesquisa também verificou o resultado das vendas via comércio eletrônico, que cresceram 15% em 2019 até 20 de dezembro.

O faturamento do ecommerce, segundo a Alshop, chegou a R$ 61,2 bilhões no ano, sendo que cerca de R$ 11 bilhões foram movimentados nas vendas de Natal.

– Esperamos ter de 26 de dezembro a 31 de dezembro um movimento bom também, é histórico. As pessoas que receberam presentes farão troca. Na parte de vestuário, muita roupa branca sai devido ao Réveillon – disse Nabil Sahyoun, presidente da associação.

Para ele, o pagamento do 13º salário, a liberação do PIS-Pasep e do FGTS e a queda na taxa de juros e do desemprego contribuíram para a alta do setor.

– O pagamento do 13º teve uma injeção de R$ 214,6 bilhões na economia, segundo o Dieese, a taxa de juros é a menor desde 1999 e a inflação está controlada. São fatores essenciais – disse.

Os empregos temporários no segmento somaram neste ano 103 mil postos de trabalho, 40% a mais que em 2018. Hoje, o setor emprega 1,3 milhão de vagas.

– Historicamente, 20% desses postos de trabalho se transformam em permanentes, para expansão de novas lojas ou substituição de mão de obra – afirmou Sahyoun.

Segundo o levantamento encomendado pela Alshop ao Ibope, 12 centros comerciais foram inaugurados em 2019. Desses, nove estão em cidades do interior e cinco deles na região Sudeste.

– A tendência é de interiorização, dado que as principais capitais estão saturadas. Hoje, 55% dos shoppings estão em cidades do interior – afirmou Luís Augusto da Silva, diretor da Alshop.

A expectativa da entidade é que, com a projeção de crescimento do PIB acima de 2%, entre 13 e 20 centros comerciais sejam abertos em 2020.

– Hoje, há 31 shoppings em construção ou previsão abertura nos próximos anos, dos quais 20 serão no interior. Com o crescimento da economia, a tendência é de aceleração dos investimentos – disse Sahyoun.

*Folhapress

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Bolsonaro diz que quer André Mendonça como 'ministro evangélico' do STF

Advogado-geral da União seria o ministro “terrivelmente evangélico” prometido.

O ministro da Advocacia Geral da União, André Mendonça (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse em entrevista ao SBT que seu primeiro indicado para uma vaga de ministro do STF tem grandes chances de ser André Mendonça, atual titular da Advocacia-Geral da União e desconhecido dos evangélicos.

Na entrevista ao “Poder em Foco”, do SBT, exibido na madrugada desta segunda-feira (23), Bolsonaro afirmou que “é fato” que André Mendonça é o mais cotado para ser o ministro “terrivelmente evangélico” do Supremo.

Mendonça desbancaria o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, e que era o preferido do eleitorado evangélico, tanto por ter crescido na Assembleia de Deus, como por sua atuação que lhe deu a fama de “Moro do Rio”.

Outro cotado era o juiz da 4ª Vara Federal de Niterói, no Rio de Janeiro, William Douglas, da Igreja Plena de Icaraí e preferido das chamadas “igrejas comunidades”, como também da Frente Parlamentar Evangélica.

André Mendonça, por sua vez, é da Igreja Presbiteriana Esperança de Brasília e é pouco conhecido pelos evangélicos, apesar do trabalho que vem realizando na AGU.

Bolsonaro também falou sobre o ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça e Segurança Pública, que mantém uma popularidade maior que a do próprio presidente.

Ao falar sobre Moro, ele nega ter feito qualquer compromisso de indicar o atual ministro de seu governo e chega a jogar a responsabilidade para o Senado, que segundo ele poderia vetar sua indicação, já que a votação é secreta.

“Você tem que indicar pessoas que possam ser aprovadas [pelo Senado]. A votação é secreta. Eu nunca tive um compromisso: ‘Vou indicar o Sergio Moro’. Eu falei durante a campanha que seria alguém do perfil dele. Pode até ser ele. Agora, ele está fazendo um excelente trabalho na Justiça. Se ele continuar fazendo um bom trabalho, as chances dele [ir para o STF] diminuem”, disse.

Disparo de míssil faz Netanyahu deixar comício em Israel

Projétil lançado da Faixa de Gaza acabou interceptado

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, em campanha nas eleições primárias de seu partido, foi retirado hoje (25) à noite de um comício em Ashkelon, no sul de Israel, após relatos de iminentes disparos de mísseis na Faixa de Gaza.

Segundo um vídeo transmitido pelo canal de televisão público Kan 11, um agente de segurança aproximou-se de Netanyahu e informou-o de um "alerta vermelho", com a consequente retirada do evento.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante solenidade em Jerusalém (Arquivo/Alan Santos/PR)

Antes de deixar o comício com a sua mulher, Sara, o primeiro-ministro saudou a plateia, composta por 100 eleitores membros do partido Likoud.

"Um projétil foi disparado da Faixa de Gaza para o território israelense, sendo interceptado pelo sistema de defesa da Cúpula de Ferro", anunciou o Exército num curto comunicado, acrescentando que as sirenes soaram na cidade de Ashkelon, onde era realizado o comício.

Em setembro passado, o líder do Likoud, então na campanha para as eleições legislativas, já havia sido retirado de um comício na cidade de Ashdod, no sul do país, quando as sirenes denunciaram o lançamento de mísseis.
Eleição

Na próxima quinta-feira, os membros do Likoud vão votar para eleger o seu novo líder, como parte de um desafio do principal rival do atual primeiro-ministro, Gideon Saar, que trabalha para ocupar o posto.

Em 2 de março de 2020, Israel irá efetuar a sua terceira eleição em menos de um ano para tentar resolver a pior crise política da sua história, com líderes do partido Likoud e do seu rival Bleu-Blanc.

Incapazes de concordar com a formação de um governo de coligação, os opositores dispararam em 19 e 20 de dezembro dois mísseis de Gaza em direção a Israel, sem provocar vítimas, informou o Exército.

Em resposta, a força aérea israelense bombardeou duas vezes as instalações do Hamas, partido que domina o enclave palestino.

Israel considera o movimento islâmico Hamas responsável por todos os mísseis disparados para o seu território, embora o estado hebreu também tenha como alvo outros movimentos armados palestinos.

Desde 2008, Israel travou três guerras contra o Hamas e grupos armados aliados em Gaza, onde dois milhões de palestinos vivem em conflito, pobreza e um bloqueio de Israel imposto há mais de dez anos.

Presidente Bolsonaro sanciona pacote anticrime com 25 vetos

Mandatário optou por manter no texto a figura do juiz de garantia

Bolsonaro sanciona pacote anticrime com vetos Foto: Agência Brasil/Wilson Dias

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou nesta terça-feira (24), o pacote anticrime, conjunto de medidas que pretende tornar o processo penal e a legislação contra crimes mais rígidas. O texto, que foi publicado na madrugada desta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União, conta com 25 vetos ao projeto aprovado no Congresso.

A medida aprovada reúne parte da proposta apresentada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e também alguns trechos produzidos pela comissão de juristas que foi coordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Segundo informações da Agência Brasil, entre os quesitos vetados estão o aumento de pena para condenados por crimes contra a honra cometidos pela internet e o aumento de pena para homicídios cometidos com arma de fogo de uso restrito, que poderia envolver agentes da segurança pública.

O presidente Jair Bolsonaro, porém, optou por manter no texto a figura do chamado juiz de garantia. Com a medida, o magistrado que atua no processo criminal não será o mesmo responsável pela sentença do caso.

Os vetos presidenciais, devidamente justificados, foram enviados em mensagem encaminhada ao Senado. As razões também constam no Diário Oficial. Agora, caberá ao Congresso decidir se derruba, ou não, os vetos.

sábado, 21 de dezembro de 2019

Receita da UNE cai 56% com criação de carteiras do MEC

Quebra de monopólio da entidade estudantil foi intenção do ministério quando criou medida

Ministro da Educação, Abraham Weintraub Foto: MEC/Gabriel Jabur

A criação da ID Estudantil, iniciativa do Ministério da Educação (MEC) que busca trazer mais agilidade e praticidade para os estudantes conseguirem o benefício da meia entrada através de uma carteira digital, trouxe queda para uma das maiores fontes da renda da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Segundo reportagem do site Poder 360, em 2017, último ano com dados divulgados, a entidade havia arrecadado R$ 14,3 milhões, 80% deles apenas com a emissão de carteiras físicas para os estudantes. Já em 2019, a renda caiu para R$ 6,2 milhões, uma queda de 56% no faturamento.

Os números apontam exatamente o que já era a intenção do governo federal, através do MEC: acabar com o monopólio das entidades estudantis na emissão de carteiras. O próprio ministro Abraham Weintraub, quando anunciou o lançamento do serviço digital, já havia adiantado a intenção.

– Por que algumas pessoas são contra a carteirinha digital? Porque a UNE ganha R$ 500 milhões por ano fazendo isso. A gente vai quebrar mais uma das máfias do Brasil, tirar R$ 500 milhões das mãos da tigrada da UNE. Esse dinheiro vem do povo, que paga R$ 50 na carteirinha todo ano – declarou, na época.

Prejuízo! Globo não consegue anunciantes para show do ‘Rei’

Emissora não conseguiu vender espaço publicitário

Show de Roberto Carlos na Globo não conseguiu vender publicidade Foto: Divulgação

Encerrando um ano marcado por crises financeiras e demissões em massa, a Rede Globo agora amarga o prejuízo de não conseguir vender todo espaço publicitário destinado ao tradicional especial de fim de ano com o cantor Roberto Carlos.

De acordo com o portal Notícias da TV, a Globo perdeu R$ 4,1 milhões com a falta de anunciantes. O custo de cada uma das quatro partes a venda era de R$ 2,05 milhões.

Apenas dois grandes anunciantes preencheram o espaço do especial que foi ao ar nesta sexta (20): uma fabricante de carros e uma marca de cosméticos.

No ano passado, a emissora chegou a ter três grandes anunciantes no fim de ano: duas marcas famosas e a própria Caixa Econômica Federal, que desembolsou uma quantia milionária pelo espaço.

O grandioso plano de Antonio Gramsci

Por Padre James Thornton

Um dos aspectos mais interessantes do estudo da História é que frequentemente homens nascidos nas circunstâncias mais humildes conseguem, apesar disso, ascender até ao topo e afectar dramaticamente o curso da História humana. Eles podem ter sido homens de acção ou pensadores, mas de qualquer forma, as suas actividades podem fomentar alterações tremendas através dos anos. Antonio Gramsci foi, ao mesmo tempo, um homem de acção e um pensador e, qualquer que seja o resultado dos eventos que ocorrerão em décadas futuras, ele certamente será considerado pelos futuros historiadores como uma figura de relevo.
Nascido na obscuridade na ilha de Sardenha em 1891, Gramsci não era um candidato primário a ser alguém que causaria um impacto significativo no século 20.

Gramsci estudou Filosofia e História na Universidade de Turim, e rapidamente se tornou num Marxista aplicado, alistando-se no Partido Socialista Italiano. Imediatamente após a Primeira Grande Guerra, ele estabeleceu o seu próprio jornal radical, A Nova Ordem, e pouco depois ajudou a fundar o Partido Comunista Italiano.

Marxista desiludido

A "Marcha em Roma" fascista, e a nomeação de Benito Mussolini para primeiro-ministro, causaram a que o jovem teórico Marxista abandonasse a Itália. Buscando por uma nova casa, ele escolheu o sítio mais lógico para um Comunista, a recentemente criada URSS de Vladimir Lenine. No entanto, a Rússia Soviética não era o que ele estava à espera. Os seus poderes de observação despertaram imediatamente para a distância que frequentemente separa a teoria da realidade.

Um Marxista fanático no que toca às teorias políticas, económicas e históricas, Gramsci ficou profundamente perturbado pelo facto da vida na Rússia Comunista exibir poucas evidências em favor do amor profundo por parte da classe operária pelo "paraíso" que Lenine havia construído para eles. Havia uma ligação ainda menor com conceitos tais como "revolução do proletariado" ou "ditadura do proletariado", para além da retórica obrigatória.

Pelo contrário, era óbvio para Gramsci que o "paraíso" da classe operária mantinha o seu domínio sobre os trabalhadores e sobre os camponeses apenas e só através do terror, das matanças em massa em escala gigantesca, e através do omnipresente medo das visitas nocturnas e do trabalho forçado na imensidão siberiana. Também crucial para o estado de Lenine era a constante difusão de propaganda, de slogans e de mentiras óbvias. Tudo isto era uma desilusão imensa para Gramsci.

Embora outros homens provavelmente teriam re-avaliado a sua visão ideológica depois de tais experiências, a mente subtil e analítica de Gramsci trabalhou de forma diferente sobre este paradoxo.

Estaline sobe ao poder.

A morte de Lenine e a obtenção de poder por parte de Estaline causou a que Gramsci reconsiderasse imediatamente a sua escolha de residência. Operando sobre os empreendimentos de Lenine baseados no terror e na tirania, Estaline começou a transformar a Rússia agrária num gigante industrial que voltaria então as suas energias para a conquista militar. Era plano de Estaline criar a maior máquina militar da história, esmagar as "forças reaccionárias", e impor o Comunismo em toda a Europa e Ásia - mais tarde em todo o mundo - através da força.

Enquanto isso não acontecia, e como forma de consolidar e garantir o seu poder, Estaline deu início ao extermínio sistemático de potenciais adversários dentro do seu lado ideológico. Isto, como se verificou mais tarde, tornou-se num processo contínuo que durou até a sua própria morte. De modo particular, homens sobre quem recaiam suspeitas mínimas de que se desviavam da interpretação Marxista-Leninsta de Estaline, eram enviados para as câmaras de tortura, para os campos da morte, ou colocados perante esquadrões de execução.

O "profeta" da prisão

Com o fim dos seus dias na Russia Estalinista, Gramsci decidiu regressar a casa para tomar parte na luta contra Mussolini. Visto, ao mesmo tempo, como uma ameaça séria para a seguraça do regime fascista e um provável agente duma potência estrangeira hostil, passado que estava pouco tempo, Gramsci foi preso e condenado a um tempo considerável de prisão. Foi na prisão que ele dedicou os 9 anos de vida que lhe restavam à escrita.

Antes da sua morte por tuberculose em 1937, Gramsci escreveu 9 volumes em torno das suas observações em torno da História, Sociologia, teoria Marxista, e, mais importante, a estratégia Marxista. Esses volumes, conhecidos como "Cadernos do Cárcere", foram desde então publicados em várias linguas e destribuídos por todo o mundo. A sua importância vem do facto de formarem os fundamentos duma nova e dramática teoria Marxista, uma que torna a "revolução espontânea" de Lenine obsoleta, uma promete conquistar voluntáriamemente o mundo para o Marxismo, e uma que se baseia numa visão realista dos factos históricos e da psicologia humana - e não nos desejos vazios e nas ilusões.

Como vamos ver, a avaliação inteligente de Gramsci do Marxismo e da humanidade faz com que os seus escritos se encontrem entre os mais poderosos do século. Embora Gramsci tenha morrido de uma forma ignominiosa e solitária numa prisão fascista, os seus pensamentos ganharam vida própria e ascenderam para uma posição a partir da qual eles poderiam ameaçar o mundo. Quais foram essas ideias?

A essência da Revolução Vermelha.

A contribuição fundamental de Gramsci foi a de libertar o projecto Marxista da prisão do dogma económico, e desde logo aumentando de modo significativo a sua habilidade para subverter a sociedade Cristã. Se levamos a sério os anúncios ideológicos de Marx e de Lenine, seríamos levados a acreditar - lado a lado com os seus milhões de discípulos iludidos - que a revolta dos operários era inevitável, e que tudo o que era necessário era a mobilização das classes inferiores através da propaganda, e desde logo dando início a uma revolução universal. Naturalmente, esta premissa está errada, mas mesmo assim manteve-se uma doutrina inflexível entre os Comunistas - pelo menos em público.

No entanto, o cerne do movimento Comunista era composto por criminosos impiedosos, perfeitamente cientes dos erros intelectuais do Marxismo mas dispostos a empregar os meios necessários para obter o poder que tanto desejavam. Para tais conspiradores cheios de ódio e endurecidos, a ideologia é uma táctica, um meio de mobilizar apoiantes e racionalizar as acções criminosas.

Aqueles que aceitam sem questionar a ideia de que "o Comunismo está morto" falham ao não entenderem a verdadeira natureza do inimigo. O Comunismo não é uma ideologia na qual se acredita, mas sim uma conspiração criminosa na qual se toma parte. Embora Lenine professasse reverenciar os textos de Marx como palavras sagradas, mal os seus Bolcheviques obtiveram o poder na Rússia, Lenine viu-se à vontade para modificar a doutrina Marxista de modo que estivesse ao seu agrado. O mesmo aconteceu com Estaline.

Os Bolcheviques não chegaram ao poder na Rússia depois duma revolta dos trabalhadores e dos camponeses, mas através dum golpe de estado  (orquestrado por uma elite Marxista altamente disciplinada) e consolidado através duma guerra civil. Para além disso, e não podemos esquecer, os Marxistas receberam ajuda fundamental por parte da elite política e bancária do Ocidente.

Semelhantemente, o Comunismo não chegou ao poder na Europa Oriental através duma revolução, mas sim através da imposição desse sistema por parte do Exército Vermelho conquistador - e, mais uma vez, com a conivência corrupta dos conspiradores Ocidentais. Na China, o Comunismo chegou ao poder através da guerra civil, ajudada pelos Soviéticos e pelos elementos traidores do Ocidente.

Em nenhuma parte do mundo o Comunismo chegou ao poder através duma revolução popular, mas sim através da força e do subterfúgio. Os únicos levantamentos revolucionários populares registados no século 20 foram "contra-revoluções" anti-Marxistas, tais como a revolta de Berlim em 1954 e o levantamento Húngaro de 1956.

Olhando para o século 20 como um todo, torna-se claro que Marx estava errado nas suas suposições de que a maior parte dos operários e camponeses se encontravam insatisfeitos com o seu lugar na sociedade, e se sentiam alienados da mesma sociedade, que eles tinham algum tipo de ressentimento contra a classe média ou a classe alta, ou que eles tinham algum tipo de pré-disposição para a revolução.

Para além disso, onde quer que o Comunismo tenha obtido o poder, o seu nível imprecedente de violência, de coerção, e repressão, geraram oposição secreta a nível interno, e oposição militar a nível externo - o que tornaram as matanças sem fim e a repressão endémicas do Marxismo e essenciais para a sobrevivência do Comunismo.

Todos estes factos inegáveis, quando analisados de forma honesta, eram dificuldades insuperáveis quando novas extensões do poder Comunista eram consideradas, e asseguravam a existência de algum crise dentro do Marxismo.

Embora o que foi dito em cima seja óbvio para os observadores perspicazes actuais, olhando para trás do ponto de vista do nosso tempo e depois de mais de oito décadas de experiência com a realidade do Comunismo no poder, começamos a entender algo da perspicácia de Antonio Gramsci quando nos apercebemos que, o que é evidente para nós hoje, no encerrar do milénio, era evidente para ele quando o regime Soviético se encontrava na sua infância e o Comunismo ainda era largamente uma conjectura ainda não testada.

Gramsci foi um brilhante estudioso de filosofia, história e línguas e esta educação não só lhe deu uma excelente compreensão do maneira de ser do seu semelhante, como também do carácter das sociedades que compunham a comunidade de nações civilizadas das primeiras décadas deste século [ed: século 20]. Tal como já vimos, uma das percepções basilares que lhe foi fornecida pela sua educação foi a de saber que as expectativas comunistas duma "revolução espontânea", causadas por algum processo de inevitabilidade histórica, eram ilusórias.
Segundo ele, os ideólogos Marxistas estavam imersos numa ilusão auto-imposta. Segundo o ponto de vista Gramsciano, os operários e os camponeses não estavam, em larga escala, pré-dispostos para uma revolução e nem tinham qualquer tipo de desejo de destruir a ordem existente. A maior parte deles tinha lealdades para além das considerações de classe (e muito mais poderosas), mesmo em situações onde a situação da sua vida era tudo menos ideal. Muito mais significativo que a solidariedade de classe, para as pessoas comuns coisas como Deus, amor à família e a nação eram mais significativas. Estas fidelidades eram acima de tudo as alianças primordiais que suplantavam todas as outras.

Por mais que as promessas Comunistas tivessem poder atractivo para as classes operárias, elas eram, no entanto, diminuídas pela brutalidade Comunista e pelos grosseiros métodos totalitários. Agitando as classes aristocráticas e burguesas para a acção, estes atributos negativos eram tão aterrorizadores e tão sóbrios que organizações anti-Comunistas militantes apareceram por todo o lado, colocando de modo efectivo um ponto final nos planos expansionistas Comunistas. Com tudo isto facilmente aparente para ele, e abençoado de certa forma com o aparente interminável lazer proporcionado pela vida na prisão, Gramsci voltou a sua excelente mente para salvar o Marxismo,  analisando e resolvendo estas questões.

Subvertendo a Fé Cristã.

Gramsci deduziu que o mundo civilizado havia sido saturado com o Cristianismo por 2000 anos e que o Cristianismo era a filosofia dominante e o sistema moral na Europa e na América do Norte. De forma práctica, a civilização e o Cristianismo encontravam-se inextricavelmente ligados. O Cristianismo tinha-se tornado tão integrado na vida diária de quase todos, incluindo da vida dos não-Cristãos que viviam em terras Cristãs, e era tão universal, que formava quase uma barreira impenetrável para a nova civilização  revolucionária que os Marxistas queriam criar.

As tentativas de demolição de tal barreira revelaram-se improdutivas uma vez que só geraram forças contra-revolucionárias poderosas, consolidando-as e tornando-as potencialmente mortíferas. Devido a isto, em vez dum ataque frontal, seria muito mais vantajoso e menos perigoso atacar a sociedade do inimigo subtilmente com o propósito de transformar a mente colectiva da sociedade gradualmente durante um período de algumas gerações - da precedente visão do mundo Cristã para uma mais de acordo com o Marxismo.

E havia mais.

Enquanto que os Marxistas-Leninistas convencionais nutriam sentimentos hostis contra a Esquerda não-Comunista, Gramsci alegou que a aliança com um espectro alargado de grupos esquerdistas seria essencial para a vitória Comunista. Nos dias de Gramsci, estes grupos esquerdistas incluíam várias organizações "anti-fascistas", sindicatos e grupos políticos socialistas. Nos dias de hoje, a aliança esquerdista inclui feministas radicais, ambientalistas extremistas, movimentos em torno dos "direitos civis", associações anti-polícia, internacionalistas, congregações religiosas ultra-esquerdistas, e assim por diante. Estas organizações, lado a lado com Comunistas confessos, criaram uma frente unida operando para a transformação [ed: subversão] da antiga cultura Cristã.

Basicamente, o que Gramsci propôs foi a renovação da metodologia Comunista e a racionalização e actualização das estratégias antiquadas de Marx. É de ressalvar que a visão futura de Gramsci era inteiramente Marxista e ele aceitava a validade da visão do mundo Marxista. Onde ele se distinguia dos demais era no processo através do qual a tal visão do mundo obteria a vitória. Gramsci escreveu escreveu que..
.... pode e deve existir uma "hegemonia política" mesmo antes de se assumir o poder governamental, e de modo a que se possa exercer a liderança política ou hegemonia, não se pode contar apenas com o poder ou com a força material que são dadas pelo governo.

O que ele quis dizer é que é dever dos Marxistas conquistar as mentes e os corações das pessoas, e não depositar as esperanças futuras só na força ou no poder.

Para além disso, os Comunistas foram intimados a colocar de lado alguns dos seus preconceitos de classe na sua luta pelo poder, buscando até vencer elementos das classes burguesas - um processo que Gramsci descreveu como "a absorção da elite das classes inimigas". Não só isto iria fortalecer o Marxismo com sangue novo, como iria esvaziar o inimigo ao causar nele a perda de talento. Trazer os brilhantes filhos e filhas da burguesia e colocá-los sob a bandeira vermelha, escreveu Gramsci, "resultaria na sua decapitação [das forças anti-Marxistas] tornado-as impotentes".

Resumindo, a violência e a força por si só não transformariam o mundo de forma genuína. Em vez disso, é através da conquista da hegemonia nas mentes das pessoas e através do roubo dos homens mais talentosos do inimigo que o Marxismo iria triunfar de modo pleno.

Escravos Voluntários

O livro de Aldous Huxley "Admirável Mundo Novo" - um clássico estudo do totalitarismo moderno - contém uma frase que simboliza o conceito que Gramsci tentou passar aos seus camaradas de partido:
O estado totalitário realmente eficiente seria aquele onde o todo-poderoso executivo dos chefes políticos e o seu exército de gestores controlariam uma população de escravos que não precisariam de ser coagidos porque eles amariam a sua servidão.

Embora seja pouco provável que Huxley estivesse familiarizado com as teorias de Gramsci, a ideia que ele transmite de pessoas livres a marcharem voluntariamente para a servidão sem coação captura de modo preciso o que Gramsci tinha em mente. Gramsci acreditava que se o Comunismo obtivesse a "mestria da consciência humana", então os campos de trabalho forçado seriam desnecessários.

Como é que uma ideologia obtém o domínio sobre os padrões de pensamento inculcadas na culturas há já centenas de anos? Segundo Gramsci, o domínio da consciência de grandes quantidades de pessoas seria obtido se os Comunistas ou os seus simpatizantes obtivessem o controle das instituições culturais - as igrejas, a educação, os jornais, as revistas, os média electrónicos, a literatura séria, a música, as artes visuais, e assim por diante. Ao obterem a "hegemonia cultural", para usar os termos de Gramsci, o Comunismo iria controlar as fontes mais profundas do pensamento e da imaginação do ser humano.

Nem é preciso controlar toda a informação se for possível obter o controle das mentes que assimilam essa informação. Perante tais condições, a oposição séria desaparece uma vez que os homens já não capazes de entender os argumentos dos opositores do Marxismo. De facto, os homens irão "amar a sua servidão" e nem se aperceberão que isso é servidão.

Etapas para o processo

A primeira fase para se obter a "hegemonia cultural" duma nação é a debilitação dos elementos da cultura tradicional:
1. As igrejas são, portanto, transformadas em clubes politicamente motivados, que colocam ênfase na "justiça social" e no igualitarismo, e onde as doutrinas milenares e os ensinamentos morais são "modernizados" ou reduzidos até ao ponto da irrelevância;

2. A educação genuína é substituída por currículos escolares "emburrecidos" e "politicamente corretos", e os padrões [académicos] são reduzidos de um modo dramático;

3. Os órgãos de informação são moldados de modo a serem instrumentos de manipulação em massa, e instrumentos de assédio e descrédito das instituições tradicionais e dos seus porta-vozes;

4. A moralidade, a decência, e as virtudes do passado são ridicularizadas incessantemente;

5. Os membros tradicionais e conservadores do clero são caracterizados como falsos e os homens e mulheres virtuosos são classificados de hipócritas, convencidos e ignorantes.

A cultura não é mais um suporte de apoio à herança nacional, e um veículo para a transmissão dessa herança para as gerações futuras, mas sim um meio de "destruir as ideias ... apresentando aos jovens não os exemplos heróicos mas apresentando de modo deliberado e agressivo os degenerados," como escreveu o teólogo Harold O.J. Brown. Podemos ver isto na vida Americana contemporânea, onde os grandes símbolos no nosso passado nacional, incluindo os grandes presidentes, soldados, exploradores e pensadores, são caracterizados como sendo homens notavelmente "racistas" e "sexistas," e como tal, basicamente malignos. O seu lugar foi ocupado por charlatães pró-Marxistas, pseudo-intelectuais, estrelas do rock, celebridades esquerdistas cinematográficas, e por aí adiante.

Noutro nível, a cultura tradicional Cristã é qualificada de "repressiva", "Eurocêntrica", "racista", e, desde logo, indigna da nossa contínua devoção. Para o seu lugar, o primitivismo puro mascarado de "multiculturalismo" é colocado como o novo modelo.

O casamento e a família, os tijolos de construção da nossa sociedade, são perpetuamente atacados e subvertidos. O casamento é caracterizado como uma conspiração dos homens como forma de perpetuar um sistema maligno de domínio sobre as mulheres e as crianças. A família é descrita como uma instituição perigosa centrada na violência e na exploração. Segundo os Gramscianos, a família patriarcal é precursora do fascismo, do Nazismo, e até de todas as formas de perseguição racial.

A Escola de Frankfurt

Em relação ao ataque à família Americana, e em relação a muitos outros aspectos da técnica Gramsciana, exploremos agora em poucas palavras a história da Escola de Frankfurt. Esta organização composta por intelectuais esquerdistas, também conhecida como "Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt", foi fundada na década 1920 em Frankfurt (Alemanha). Foi por lá que ela prosperou durante a decadência do período de Weimar, aumentando e alimentando-se da decadência, e estendendo a sua influência através do país.

Com a subida ao poder de Hitler como Chancenler em 1933, os partidários esquerdistas da Escola de Frankfurt fugiram da Alemanha para os Estados Unidos, onde eles se fixaram na Columbia University. Tal como é característico de tais homens, eles retribuíram a dívida aos Estados Unidos, por os ter protegido da brutalidade Nazi, virando a sua atenção para o que eles consideravam as injustiças e as deficiências sociais inerentes do nosso sistema e da nossa sociedade. Imediatamente eles começaram a construir um plano para levar a cabo uma reforma revolucionária nos Estados Unidos.

Max Horkheimer, um dos notáveis da Escola de Frankfurt, determinou que a aliança profunda dos Americanos à família tradicional era um indício da nossa inclinação nacional para o mesmo sistema fascista de onde eles tinham fugido. Explicando a conexão entre o fascismo e a família Americana, ele declarou:
Quando a criança respeita na força do seu pai uma relação moral e aprende deste modo a amar o que a sua racionalidade reconhece como sendo um facto, ele experimenta o seu primeiro treino do relacionamento autoritário burguês.

Comentando de forma crítica a teoria de Horkheimer, Arthur Herman escreve no seu livro "The Idea of Decline in Western History" ["A Ideia do Declínio na História Ocidental"]:
A família moderna típica envolve, portanto, "uma resolução sado-masoquista do complexo de Édipo," produzindo uma deficiência psicológica, a "personalidade autoritária." O ódio do indivíduo pelo pai é suspenso e permanece por resolver, tornado-se, no seu lugar, numa atracção pela figura autoritária forte que ele obedece de modo inquestionável.

A família tradicional patriarcal é, portanto (segundo Horkheimer), terreno fértil para o fascismo, e as figuras autoritárias carismáticas - homens tais como Hitler e Mussolini - são os beneficiários da "personalidade autoritária" instigada pela família tradicional e pela cultural. [ed: Será que se pode dizer que homens tais como Lenine, Estaline, Pol Pot, Mao Tse Tung e Fidel Castro são "beneficiários da personalidade autoritária"?]
Theodor W. Adorno, outro notável da Escola de Frankfurt, ressalvou a teoria de Horkheimer com a sua própria teoria, publicada em forma de livro com o título de "A Personalidade Autoritária", que ele co-autorou com Else Frenkel-Brunswik, Daniel J. Levinson, e R. Nevitt Sanford. Após análise minuciosa, tornou-se aparente aos críticos que a pesquisa sobre a qual o livro "A Personalidade Autoritária" se baseou era pseudo-sociológica, falha na sua metodologia e enviesada nas suas conclusões. Mas os críticos foram ignorados.

Adorno e a sua equipa de pesquisas anunciaram que a América estava pronta para ser tomada pelos seu próprios fascistas domésticos. Não só a população Americana era irremediavelmente racista e anti-Semita, como tinha uma visão demasiado complacente com figuras autoritárias tais como os pais, os polícias, o clero, os líderes militares, e assim por diante. Os Americanos estavam também demasiado obcecados com coisas "fascistas" tais como a eficiência, o asseio, e o sucesso, uma vez que estas qualidades revelavam, internamente, uma "visão pessimista e desdenhosa da humanidade", uma visão que, segundo Adorno, levava ao fascismo.

Através de tal disparate absoluto tal como encontrado nos escritos de Horkheimer, Adorno, e nos escritos de outros luminares da Escola de Frankfurt, as estruturas da família tradicional e da virtude tradicional foram seriamente colocadas em causa e a confiança nelas atenuada. Os oficiais governamentais eleitos, bem como os burocratas, contribuíram para este problema através de políticas fiscais que penalizaram a família tradicional ao mesmo tempo que subsidiaram modos de vida anti-tradicionais. Para além disso, estes oficiais estão cada vez mais inclinados a elevar abominações como as uniões homossexuais e as uniões heterossexuais ilícitas para o mesmo nível do casamento. Em muitas localidades através do país, e em muitas companhias privadas, benefícios previemente reservados aos casais são, já, conferidos aos "parceiros" sexuais não-casados. Até a palavra "família" está a ser lentamente suplantada pelo eufemismo vago "casa" [inglês: "household"].

Um terra sem lei

Há já muito tempo que os Americanos se vangloriam do facto da sua nação ser governada pela lei e não pelos homens. A lei Americana deriva directamente da lei comum inglesa e dos princípios Bíblicos e Cristãos que são a raiz da lei comum Inglesa. Seria, portanto, de esperar que a lei se constituísse numa das barreiras principais contra a subversão da nossa sociedade. Em vez disso, a mudança revolucionária na área legal passou a estar na ordem do dia, mudança tão espantosa que nunca poderia ser imaginada há 50 anos atrás. Ninguém sonharia na ilegalização da oração e de qualquer expressão religiosa [Cristã] em locais públicos, a legalização do aborto como um "direito" constitucional e a legalização da pornografia, só para mencionar apenas três.

Princípios claramente expressos e adoptados pelos Pais Fundadores, e avançados pela nossa Constituição, estão a ser agora frequentemente reinterpretados e distorcidos. Aqueles princípios que não podem ser reinterpretados e distorcidos, tais como a Décima Emenda, são simplesmente ignorados. Pior ainda, a agenda ideológica por trás da radicalização da lei Americana está a ser alegremente aceite por milhões de Americanos, que foram eles também radicalizados sem se aperceberem disso.

Crucial para o sucesso Gramsciano é o desaparecimento de todo o estilo de vida e toda a civilização passada da memória colectiva. A América antiga, de vidas não-reguladas, cidades limpas, estradas sem crime, entretenimento moralmente edificante, e um estilo de vida voltado para a família, já não se encontra viva nas mentes de muitos Americanos. Mal isso desapareça por completo, não haverá mais qualquer oposição à nova civilização Marxista, o que demonstra de forma única que através do método Gramsciano é de facto possível "Marxizar o homem interior," tal como Malachi Martin escreveu no livro "The Keys of This Blood". Então, e só então, escreve o Padre Martin, "se pode acenar com sucesso a utopia do "Paraíso dos Operários" à sua frente, para ser aceite de uma maneira pacífica e de forma humanamente aceitável, sem revolução ou violência ou derramamento de sangue."

Deve ser evidente para todos, excepto para as almas mais simples, que, após uma ou duas gerações, tal condicionamento social incessante inevitavelmente alterará a consciência e a substância interna da sociedade, e produzirá crises estruturais significativas dentro da sociedade, crises que se manifestam de formas variadas em virtualmente todas as comunidades através do país.

O Bom Combate

Pode parecer para alguns que a situação da nossa nação é insolúvel e que nenhuma força ou agente pode possivelmente pôr fim às estratégias insidiosas que operam para nos destruir. Apesar da história severa dos últimos 60 ou 70 anos, existe, no entanto, muito que pode ainda ser feito e muitas razões para se ter esperança. Famílias e homens e mulheres individuais ainda têm, em larga escala, a liberdade para evitar e escapar ao condicionamento alterador-de-mentes Gramsciano. Eles têm o poder de se protegerem destas influências e especialmente, de proteger os mais jovens. Existem alternativas às escolas públicas, à televisão, aos filmes sem valor, à música "rock" estridente, e essas alternativas têm que ser adoptadas. A propaganda e a estricnina cultural têm que ser excluídas das nossas vidas.

Aqueles que têm crianças a seu cargo têm uma responsabilidade particularmente pesada. Apesar de todos os esforços da esquerda radical e dos seus simpatizantes nas escolas e nos média para transformar os jovens Americanos em selvagens, eles não podem ter a liberdade para serem bem sucedidos visto que mentes desorganizadas - vórtices mentais do anarquismo e niilismo - não têm poder algum para resistir. Os selvagens rapidamente se tornam em escravos.
As crianças e os adultos devem tomar conhecimento de conceitos basilares tais como a honestidade, a virtude, a decência, o dever e o amor a Deus e ao país através da vida de autênticos heróis nacionais - homens como George Washington, Nathan Hale, John Paul Jones, e Robert E. Lee. Semelhantemente, eles serão mais capazes de reter os valores civilizados e manter mentes sãs se forem encorajados a aprender a amar a sua herança cultural através de literatura grandiosa, poesia, música e arte. Os pais devem exigir aos seus filhos que mantenham o comportamento moral, o modo e os padrões dos seus antepassados. Na escola, deve-se requer aos mais jovens que adiram a padrões académicos elevados. Mais importante ainda, a religião tradicional [Cristianismo] tem que fazer parte da vida diária.

Nós, como cidadãos, temos que exercer poderes persuasivos sobre os nossos representantes eleitos. Ao fazermos isto, a nossa mentalidade deve ser, em absoluto, uma de intransigência por parte dos políticos. De igual modo, ao escolhermos os nossos representantes eleitos nos mais variados níveis, devemos olhar para homens e mulheres que se recusam a abdicar dos seus princípios.

Também importante, os homens e as mulheres honrados que nós formos eleger e que se não abdicam dos seus valores, têm que estar cientes da estratégia Gramsciana de subversão cultural; eles têm que ser capazes de reconhecer as tácticas e as estratégias que estão a ser usadas para minar as instituições sobre as quais assentam as nossas liberdades. Construir esse entendimento irá, por sua vez, requerer a formação dum eleitorado com princípios e educado, que irá transmitir este conhecimento aos nossos representantes - e responsabilizá-los mal eles tenham obtido um cargo electivo.

Não devemos nunca permitir que sejamos levados a marchar de modo precipitado, como um rebanho, rumo à formação de opiniões e julgamentos estimulados e orquestrados pelo sensacionalismo da imprensa e dos outros mestres dos média. Em vez disso, devemos resistir calmamente as suas técnicas de manipulação mental.

Levando em conta que não estamos sozinhos, devemos voltar a nossa atenção para as igrejas tradicionais, as escolas e as organizações políticas e educacionais, e disponibilizarmos a nossa voz e o nosso apoio à criação de bastiões de resistência à ofensiva Gramsciana.

Finalmente, nunca devemos abandonar a nossa fé no futuro e a nossa esperança numa América e num mundo melhor. Deus, com o Seu Poder Infinito e com o seu amor sem limite por nós, nunca nos irá abandonar mas irá responder às nossas orações e recompensar os nossos esforços, desde que não percamos a nossa fé.

O Marxismo e qualquer outra bandeira que o Estado total desfila nos dias actuais, não são inevitáveis e não são a onda do futuro. Desde que nós pensemos e vivamos com o  espírito indomável dos nossos antepassados, não poderemos falhar.
Fonte: http://bit.ly/1cCOVt7

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Polícia descarta homofobia em caso de agressão contra Karol

Youtuber poderá responder por denunciação caluniosa

Polícia descartou homofobia em agressão contra Karol Eller Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro descartou a existência de crime de homofobia no caso envolvendo a agressão contra a youtuber Karol Eller no último domingo (15). A delegada Adriana Belém concluiu, após ouvir Karol, sua namorada, o agressor e as testemunhas, que foi a própria influenciadora quem iniciou as agressões.

Além da fala das testemunhas e dos envolvidos no caso, a delegada também teve acesso a câmeras que ficam no entorno do quiosque onde aconteceu a briga, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, para tomar a decisão. Nos depoimentos, os funcionários do quiosque informaram que foi Karol quem iniciou a discussão. O motivo da briga teria sido uma crise de ciúmes.

Segundo a delegada, o agressor agora deverá responder pelo crime de lesão corporal. Já Karol e a namorada serão ouvidas novamente para esclarecimentos e podem ser indiciadas por denunciação caluniosa.

O advogado de Eller, Rodrigo Assef, negou que o caso se trate de agressão mútua e disse que a defesa não teve acesso ao inquérito policial depois da nova hipótese sobre o caso.

'Enquanto alguns falam, nós trabalhamos', diz Bolsonaro

Em vídeo, o Governo reforço que segue em frente para mudar o Brasil

Bolsonaro reafirmou seu compromisso em prol do Brasil Foto: PR/Carolina Antunes

O presidente Jair Bolsonaro publicou, em suas redes sociais, um vídeo que mostra as conquistas do primeiro ano de seu mandato. A divulgação faz parte da campanha Agenda Positiva Regional 2019, lançada em Brasília, nesta quarta-feira (18), sob o lema “Aqui é Brasil”.

No vídeo, a narração fala que os valores da sociedade estavam todos invertidos, mas o Governo seguiu trabalhando para mudar. O vídeo ainda criticou os pessimistas que apostaram em uma derrocada do presidente. Em um trecho, a mensagem diz que “quem é patriota de verdade só descansa quando o Brasil estiver mudado”.

– Enquanto alguns falam, nós trabalhamos – resumiu Jair Bolsonaro, que avisou que vai seguir trabalhando em prol da nação.




AGU não deve recorrer da decisão que suspendeu extinção do Dpvat

O advogado-geral da União, André Mendonça, informou hoje (20) que não pretende recorrer da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a medida provisória que extinguiu o seguro Dpvat.

Advogado-geral da União, André Mendonça, não vai recorrer da decisão que extinguiu a MP do DPVAT - Arquivo/Agência Brasil

“Nós estamos esperando ser intimados e termos conhecimento exato da decisão e, a partir disso, avaliar. Mas, a princípio, não haveria um recurso nesse sentido, até porque a decisão foi adotada por todo o pleno do Supremo”, disse o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça.

De acordo com Mendonça, pode ser que a AGU peça esclarecimento, o que não configura recurso.

O advogado-geral da União, André Mendonça, participa do lançamento da Estratégia Nacional Integrada para a Desjudicialização da Previdência Social, no Supremo Tribunal Federal (STF)

Quanto à decisão da Justiça Federal em Brasília, que determinou a volta dos radares de velocidade nas rodovias federais de todo o país, André Mendonça disse que vai avaliar junto com os ministérios da Justiça e da Infraestrutura a melhor medida a ser tomada.

“A AGU interpôs um agravo de instrumento ao TRF, pedindo um efeito suspensivo da decisão. Esse efeito não foi acolhido. E, agora, nós estamos em interlocução com o Ministério da Justiça e o Ministério da Infraestrutura, para avaliarmos, tecnicamente e juridicamente, qual a melhor medida a ser adotada.”

Ao fazer um balanço do trabalho da autarquia este ano, o ministro disse que foram firmados cinco acordos de leniência no qual as empresas se comprometeram a pagar R$ 7,5 bilhões aos cofres públicos, sendo que o montante de R$ 1,6 bilhão já foi devolvido. Desde que esses acordos existem, ao todo foram assinados 11 acordos de leniência, com retorno superando os R$ 3 bilhões.

O ministro informou que a AGU atua hoje em seis processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal contra as mudanças nas regras da reforma da Previdência. São ações movidas por associações de servidores.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Damares cria comitê para promover liberdade religiosa

Grupo terá de incentivar discussões entre o Estado e lideranças religiosas em favor da liberdade de crença.

Damares Alves. (Foto: Michel Jesus/ Câmara dos Deputados)

Nesta quarta-feira (18) a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, criou um comitê para promoção da liberdade religiosa e de crença, ligado à Secretaria Nacional de Proteção Global.

O comitê foi criado através de uma portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU), alterando três regras que versavam sobre o mesmo tema,

A ministra estabeleceu a determinação de que as discussões precisarão da “prévia anuência” do secretário Nacional de Proteção Global, cargo ocupado por Sérgio Queiroz.

O grupo será integrado por membros do Ministério Público Federal (MPF), da Defensoria Pública da União (DPU), da Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais do Conselho Nacional do Ministério Público, do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), do Colégio Nacional de Defensores Públicos Gerais (Condege) e da Advocacia Geral da União (AGU).

No Diário Oficial da União a ministra estabelece que o grupo tem a obrigação de “incentivar o diálogo entre o Estado e as lideranças religiosas, visando à garantia da liberdade de religião ou crença, da laicidade estatal, da colaboração das religiões com o estado para o interesse público e para a promoção do princípio da fraternidade”.

Arrecadação federal fecha novembro com alta de 1,48%

Volume foi o melhor valor registrado nos últimos cinco anos

Arrecadação fechou o mês de novembro em alta Foto: Reprodução Wikimedia

A arrecadação do governo apresentou alta de 1,48% acima da inflação em novembro, na comparação com o mesmo período de 2018. As receitas federais somaram 125,2 bilhões no mês.
O resultado, informado pela Receita Federal nesta quinta-feira (19), é o melhor registrado em cinco anos.

De acordo com o fisco, a maior parte dos indicadores econômicos teve melhora no mês, em comparação com o ano anterior, o que contribuiu para a ampliação das receitas. Houve elevação na massa salarial (4,4%), vendas de bens (5,6%) e venda de serviços (2,7%).

Os maiores saltos de arrecadação foram observados no Imposto de Renda, IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). No período acumulado entre janeiro e novembro, a arrecadação está em R$ 1,389 trilhão, uma alta real de 1,88% em relação ao ano anterior.

As desonerações, que são as reduções de tributos, ficaram mais altas neste ano. As renúncias tributárias somaram R$ 87,2 bilhões de janeiro a novembro, contra R$ 79,6 bilhões do mesmo período de 2018.

Parte da ampliação das desonerações é explicada pela redução de tributos sobre o óleo diesel, instituída em junho do ano passado após a greve dos caminhoneiros. A renúncia sobre o diesel passou de R$ 4,5 bilhões em 2018 para R$ 9,8 bilhões neste ano.

*Folhapress

Aliança pelo Brasil prepara ação para coletar assinaturas

Partido precisa de quase 500 mil assinaturas para ser oficialmente criado

Aliança Pelo Brasil fará campanha para obtenção de assinaturas Foto: Reprodução

O partido Aliança pelo Brasil está preparando para esta sexta-feira (20), o início de um mutirão para coleta das assinaturas necessárias para a criação do partido. Em um texto enviado pelo marketing da legenda, a entidade afirma que os interessados poderão comparecer a qualquer cartório de registro de notas ou enviar as fichas pelos Correios.

No comunicado, a Aliança alerta que o próprio cartório será o responsável pelo envio das fichas, mas que para as assinaturas serem consideradas válidas, a firma dos interessados deve ser reconhecida.

– Lembre-se que precisamos do reconhecimento de firma da sua assinatura para que a Justiça Eleitoral libere a nossa Aliança para disputar as eleições de 2020 – alertou a Aliança.

A sigla tem se mobilizado nos últimos dias através de seu site e redes sociais nas campanhas para formalizar a legenda. No último sábado (14), o partido informou que a coleta seria iniciada nesta semana. Já nesta quarta-feira (18), a conta oficial da Aliança classificou a data como “Dia D” para as pessoas se desfiliarem de suas atuais legendas.

Para a criação oficial do partido, a Aliança pelo Brasil precisa recolher 491.967 assinaturas, em pelo menos nove estados. O número é equivalente a 0,5% do total de e votos válidos na última eleição para a Câmara dos Deputados. Se quiser participar das eleições municipais de 2020, a legenda precisa reunir as adesões necessárias até o próximo dia 4 de abril, que marca o limite de seis meses antes da eleição.

Mais informações sobre o processo de adesão e sobre as redes sociais da sigla podem ser obtidas no site do partido.

Bolsonaro desafia Congresso e insiste em veto ao 'fundão'

Presidente busca brecha jurídica para veto

Presidente Jair Bolsonaro deve vetar fundo partidário Foto: PR/Marcos Corrêa

O presidente Jair Bolsonaro voltou a desafiar o Poder Legislativo e confirmou nesta quinta-feira (19) que busca uma brecha jurídica para vetar o fundo eleitoral de R$ 2 bilhões aprovado para as eleições municipais de 2020.

Na entrada do Palácio do Alvorada, onde cumprimentou um grupo de eleitores, ele disse que hoje a sua tendência é vetar o tema, mas que a sua equipe jurídica ainda avalia a questão. Um eventual veto do presidente pode ser derrubado pelo Congresso.

– Em havendo brecha para vetar, eu vou fazer isso. Não vejo, com todo respeito, como justo recursos para fazer campanha. A tendência é vetar sim – acrescentou.

Bolsonaro disse que enviou proposta orçamentária com previsão de R$ 2 bilhões porque a Lei Eleitoral determinava, mas que tem agora poder de veto. O artigo 16 especifica que o fundo eleitoral é constituído “por dotações orçamentárias da União em ano eleitoral”.

– Aquela proposta de R$ 2 bilhões é em função de uma lei que tinha. Não é que quero isso. Agora, chegando a peça orçamentária, tenho poder de veto. Não quero afrontar o Parlamento, mas pelo amor de Deus – ressaltou.

O presidente pregou que as eleições no país não sejam financiadas por dinheiro público e ressaltou que um montante de R$ 2 bilhões seria mais bem aproveitado pelo Ministério da Infraestrutura.

– O povo quer votar naquele cara que agrada. Eu acho que vai ser tiro no pé [o fundo eleitoral]. Já vejo pessoal dizendo que quem tiver campanha cara [a população] não vai votar nele – acrescentou.

Para o presidente, os recursos eleitorais dificultarão uma renovação na política, uma vez que, na avaliação dele, servirão apenas para manter no cargo quem já está no poder.

– O dinheiro vai para quem? Manter no poder quem já está, dificilmente vai para um jovem candidato. O povo fala em renovação. E tem de ter igualdade. A campanha tem de estar em condição de igualdade. Não é maldade minha contra o Parlamento, eu respeito o Parlamento – afirmou.

Mesmo que o presidente vete o fundo eleitoral, o Poder Legislativo ainda pode derrubá-lo. Na prática, a medida pode prejudicar partidos rivais de Bolsonaro, como o PT e o PSL, colocando em condições de igualdade a eles a Aliança pelo Brasil, legenda que o presidente pretende criar nos próximos meses.

Isso porque, se não conseguir brechas na Justiça Eleitoral, a nova sigla pode disputar a eleição municipal de 2020 sem recursos dos fundos partidário e eleitoral e sem tempo de rádio e televisão.

Hoje, a distribuição do fundo partidário, que financia, com verbas públicas, o funcionamento das legendas, leva em conta os votos obtidos na última eleição para a Câmara, o que não impediria esses recursos para a nova sigla de Bolsonaro.

No Orçamento de 2020, há dois instrumentos para abastecer o caixa de partidos políticos com recursos públicos: o fundo partidário, de aproximadamente R$ 1 bilhão, e o fundo eleitoral, de R$ 2 bilhões e criado para financiar as campanhas em ano de eleição.

Nas últimas semanas, o Congresso chegou a discutir a possibilidade de elevar o fundo eleitoral para R$ 3,8 bilhões em 2020. A diferença, que seria de R$ 1,8 bilhão, como mostrou a Folha, representaria um desfalque nos orçamentos de áreas como saúde, educação e estrutura.

Diante da repercussão negativa, líderes partidários decidiram manter o valor apresentado pelo governo para evitar um veto presidencial, em R$ 2 bilhões. A revisão no destino dos recursos públicos foi aprovada nesta terça-feira (17) e agora segue para a sanção presidencial.

*Folhapress

Na 'guilhotina', Weintraub debocha: ‘Fetiche da esquerda’

Ministro alfinetou opositores novamentes

Abraham Weintraub debocha novamente da esquerda Foto: Reprodução

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, usou as redes sociais para alfinetar a oposição novamente. Desta vez, o chefe do MEC foi clicado preso em uma “guilhotina”.

– Fetiche da esquerda neste Natal: ver Weintraub preso, torturado e obrigado a usar um suéter vermelho como humilhação. Será que estou na Venezuela ou em Cuba? – questionou.

Nesta quarta-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro elogiou o trabalho do ministro da Educação e disse que ele tem sido “excelente”.

– No meu entender, [Weintraub] está sendo excelente. [Se] tem certos jornalistas criticando, é porque está indo bem – ressaltou.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Governo brasileiro inaugura escritório comercial em Jerusalém

Cerimônia contou com a presença do deputado federal Eduardo Bolsonaro e do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

Benjamin Netanyahu e Eduardo Bolsonaro. (Foto: Gil Cohen-Magen/AFP)

Neste domingo (15) o governo brasileiro inaugurou um escritório comercial na cidade de Jerusalém.

A cerimônia contou com a presença do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, e do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

O escritório será administrado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), vinculada ao Ministério de Relações Exteriores, sob o comando da analista de comércio internacional Camila Torres Meyer.

O escritório é uma das formas de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

Uma das promessas de campanha de Jair Bolsonaro era a mudança da embaixada de Tel Aviv, mas a promessa não foi cumprida para evitar problemas com países árabes que são parceiros comerciais do Brasil.