terça-feira, 31 de março de 2020

Isolamento eleva preço dos alimentos em março

Economista afirma que orçamento familiar foi afetado pela paralisação

Preço da cesta básica aumentou Foto: Reprodução

A corrida aos supermercados para garantir estoques para enfrentar o isolamento elevou os preços dos alimentos em março, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Coleta de preços feita pelo instituto indica que 20 itens presentes na cesta básica tiveram reajuste médio de 1,64% na semana passada, contra 0,19% no início do mês.

– Além do aumento da demanda por alimentos, pois as refeições estão sendo feitas nas residências, houve aumento da estocagem de alimentos por receio de que o vírus se propague mais e expanda o período de confinamento – diz o responsável pela pesquisa, o economista André Braz.

De acordo com a FGV, o arroz, subiu 1,74%, contra alta de 1,17% no início do mês. Houve também aceleração no preço dos ovos, que registraram alta de 9,04%, ante 5,04% no início de março. Já o feijão reverteu queda com a maior procura: o carioca saiu de -2,16% para 0,58% e o preto, de -2,61% para 2,24%. O mesmo aconteceu com a carne bovina, que caía 2,31% e fechou a semana passada em alta de 0,25%.

Braz avalia que, apesar do aumento na oferta de serviços de entrega de comida, o brasileiro está preferindo cozinhar em casa para economizar. A análise é reforçada pela alta procura por botijões de gás, que fez a Petrobras anunciar nesta segunda (30) um reforço nas importações.

– Como o orçamento das famílias foi afetado pela paralisação do comércio e dos serviços, muitas delas não dispõem de renda para arcar com os custos da alimentação fora de casa – afirmou o economista da FGV.

Na semana passada, empresas que montam cestas básicas para outras empresas ou ONGs já vinham notando aumentos nos preços de alguns produtos, como feijão preto e carioca, cenário que vinha impactando doações para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Um representante de uma dessas empresas disse à reportagem que a venda de arroz de algumas marcas conhecidas estava “fechada”, procedimento que costuma preceder reajustes após reavaliação da demanda.

– É a lei da oferta e da procura funcionando, mas tem um limite. Agora já se conhece a nova demanda e é provável que a gente não sinta aumentos no próximo mês. Até porque, a maior parte das pessoas trabalha no setor de serviços, que está sentindo muito a crise.

A expectativa é que, com o eventual achatamento da renda provocado pela suspensão das atividades econômicas, a demanda caia e os preços voltem a ceder. Assim, diz o economista da FGV, o impacto inflacionário será pequeno.
Na segunda, economistas consultados pelo Boletim Focus, do Banco Central, reduziram suas projeções para a inflação de 2020 de 2,90% na semana passada para 2,67%. Há um mês, as estimativas falavam em 3,20%.

A queda dos preços dos combustíveis deve ter impacto forte sobre a inflação. Desde o início do ano, a Petrobras já reduziu os preços da gasolina e do diesel em 43% e 31%, respectivamente, acompanhando o tombo das cotações internacionais.

Os repasses ao consumidor se aceleraram um pouco na semana passada. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), o preço da gasolina caiu 1,9% na semana. Já o diesel caiu 3,4%. No ano, redução acumulada é de 2,6% e 6,9%, respectivamente.

* Folhapress

'A fome mata mais do que o vírus', reafirma Bolsonaro

Presidente afirmou que a Covid-19 não pode ser dissociada do índice de desemprego

Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta populares e fala à imprensa no Palácio da Alvorada Foto: Agência Brasil/Antonio Cruz

Na saída do Palácio da Alvorada nesta terça-feira (31), o presidente Jair Bolsonaro voltou a ressaltar a necessidade de atender as pessoas que ficaram vulneráveis com o surto do novo coronavírus e disse que “a fome mata mais do que o vírus”.

Com referência à fala do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, que destacou que os países precisam se preocupar com os mais pobres, Bolsonaro ressaltou que a declaração é alinhada ao que já tem sido dito por ele.

– Vocês viram o que o diretor presidente da OMS falou? Meus parabéns, OMS, se associa a Jair Bolsonaro. Vamos seguir a orientação da OMS, a OMS falou que… o que o diretor-presidente falou? Que esse povo humilde, que fica o dia todo na rua pra levar um prato de comida pra dentro de casa… Ele é africano, sabe o que é passar dificuldade – afirmou.

O presidente também destacou que o vírus e o desemprego não podem ser dissociados e que precisam ser contidos de forma conjunta. Bolsonaro protestou contra alguns ataques sofridos por ele, onde chegou a ser chamado de “genocida”.

– Nós temos dois problemas: o vírus e desemprego, que não podem ser dissociados, você tem que atacar juntos. Quando eu comecei a falar sobre isso, entraram até com processo no Tribunal Penal Internacional contra mim, me chamando de genocida. Eu sou um genocida porque eu tô defendendo o direito de vocês de trabalhar – ressaltou.

segunda-feira, 30 de março de 2020

General defende Bolsonaro e cita ‘momento grave’ na crise

Ex-comandante do Exército alerta contra 'ações extremadas' na combate ao coronavírus

General Villas Bôas defende Bolsonaro e cita ‘momento grave’ na crise Foto: Beto Barata/PR

No momento em que se acirram as tensões entre governo federal e estados devido à condução da crise do coronavírus, o ex-comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, defendeu o presidente Jair Bolsonaro e alertou contra “ações extremadas”.

O general da reserva, que é assessor do Gabinete de Segurança Institucional, disse em sua conta no Twitter que o país passa por um momento “muito grave”.

– Ações extremadas podem acarretar consequências imprevisíveis – defendeu ele.

Em sua declaração, Villas Bôas lembrou a greve dos caminhoneiros que parou o país em 2018.

Emulando o discurso bolsonarista, afirmou que a crise pode acabar afetando os mais desassistidos e trabalhadores informais.

– Pode-se discordar do presidente, mas sua postura revela coragem e perseverança nas próprias convicções – escreveu ele.

*Folhapress

CEO de farmacêutica diz que hidroxicloroquina pode 'matar' coronavírus

Vas Narasimhan diz que medicamento é a “maior esperança” contra Sars-Cov-2

Vas Narasimhan. (Foto: Tom Stockill)

Vas Narasimhan, presidente-executivo da Novartis, disse que a hidroxicloroquina é a maior esperança contra o novo coronavírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19.

“Estudos pré-clínicos em animais, bem como os primeiros dados de estudos clínicos, mostram que a hidroxicloroquina mata o coronavírus”, disse Narasimhan ao jornal suíço SonntagsZeitung no domingo (29).

O grupo farmacêutico prometeu doar cerca de 130 milhões de doses e está apoiando pesquisas clínicas para que o medicamento possa ter seu uso aprovado contra o vírus chinês.

O CEO revelou que a empresa está trabalhando em conjunto com hospitais suíços formulando possíveis protocolos de tratamento para uso clínico do medicamento, “mais ainda é cedo para dizer algo definitivamente”.

“O medicamento é bastante ativo contra o coronavírus, mas é claro que não é em seres humanos”, salientou Narasimhan à CNBC na sexta-feira (27).
No Brasil

Cerca de 70 hospitais brasileiros, entre eles Albert Einstein, HCor e Sírio Libanês, fazem parte da Coalização Covid-19.

A iniciativa, que tem apoio do Ministério da Saúde, está utilizando a hidroxicloroquina em conjunto com azitromicina e dexametasona no combate ao Sars-CoV-2.

O medicamento é citado com entusiasmo por Donald Trump e Jair Bolsonaro – que inclusive pediu ao laboratório do exército que aumentasse a produção da droga.

No Brasil, 120 pessoas já se recuperaram do coronavírus. No mundo, já são mais de 164 mil pessoas livres da peste.

3 razões para o socialismo ser anticristão


Um aponta para a eternidade o outro aponta para um futuro hipotético nessa Terra ignorando Deus


O Barna[1] Group conduziu uma pesquisa nos EUA, publicada em 2018 — Visões de mundo concorrentes influenciam os cristãos de hoje — na qual identificou que a maioria dos que opinaram, acredita que Jesus preferiria o socialismo (24%) ao invés do capitalismo (14%), o restante não soube responder.

A pesquisa também identificou a tendência da geração denominada Millenials (nascidos por volta de 1980 a 1995) em identificar-se mais com o socialismo do que com o capitalismo. Há outras pesquisas de outros institutos[2] que revelam que 53% dos americanos abaixo dos 30 anos veem o socialismo favoravelmente em relação aos com mais de 30 anos. O Gallup [3] escancara ainda mais a realidade e revela que 69% dessa geração (abaixo de 30 anos), deseja votar num candidato socialista à presidência.

Essa pesquisa reflete uma espécie de infidelidade da Geração Millenials em seguir Jesus e uma indisposição em defender, promover, ensinar e transmitir os princípios inegociáveis da fé cristã. Há uma espécie de acomodação de ideias contraditórias na mentalidade dos Millenials.

É quase espontâneo traçar um paralelo com a obra de ficção de George Orwell, “1984”, na qual ele descreve o esquema mental do “duplipensar” – uma habilidade que o indivíduo tem de acomodar na mente, simultaneamente, dois conceitos absolutamente contraditórios e aceitar, ambos, como verdadeiros.

É como se Deus fosse ofuscado por uma série de fenômenos e narrativas, provocando crescente indiferença dessa geração em relação aos pilares da fé e uma desvalorização gradual do transcendente em relação à vida humana.

A indiferença gera distanciamento da fé cristã e por fim acaba por criar um espaço propício à adoção de novos paradigmas éticos e morais nos quais se promove a reinterpretação dos princípios cristãos, através de uma hermenêutica ideologizada, e a remoção gradual de Nosso Senhor Jesus Cristo do centro da vida.

Não há nada de cristão no socialismo, são coisas incompatíveis.

A seguir apontamos três premissas importantes para entender esse paradoxo identificado a partir da resposta da Geração dos Millenials que contradiz a cosmovisão cristã. Elas nem de longe esvaziam essa complexa questão que dispõe de uma literatura que nem algumas vidas dedicadas à sua leitura seriam suficientes para assimilar.

Esse artigo foi construído em linguagem mais simples possível, direcionado unicamente ao cristão comum que tiver contato com o tema, procurando evitar detalhes técnicos da economia, filosofia, sociologia e outras ciências.

O socialismo é materialista

Para os socialistas o maior problema mundial é a desigualdade na distribuição de riquezas.
Bernie Sanders, o eterno candidato socialista à presidência dos EUA, declara em seu website que “a questão da desigualdade de riqueza e renda é a grande QUESTÃO MORAL do nosso tempo, é a grande QUESTÃO ECONÔMICA do nosso tempo e é a grande QUESTÃO POLÍTICA do nosso tempo”.

Para socialistas a única coisa que existe é o mundo material. Para Karl Marx, o pai do socialismo/comunismo o que importa é a matéria e seu valor intrínseco. Ele remove Deus como Criador Supremo que tem o controle sobre todas as coisas da vida do ser humano, negando a dicotomia corpo/espírito. Aliás, ele defende que a religião é o ópio do povo.

O sofrimento é causado pela má distribuição de bens, segundo os socialistas. Não precisamos de Deus, mas sim de coisas. Não se considera as questões espirituais, apenas defendem que supostamente, se todos receberem coisas igualitariamente e um Estado forte para controlar essa premissa, os problemas da sociedade se dissolverão.

Interessante que na sua evolução, o socialismo chegou mesmo ajustar a narrativa, conseguindo cooptar na América Latina a religiosidade indígena e de matriz africana. No Brasil geraram a malfadada Teologia da Libertação, unificando-os em torno do seu propósito de poder. Apesar dessas alianças o marxismo nunca abandonou sua visão materialista, pois mesmo através dessas religiões, ele continua negando o transcendente e buscando o paraíso utópico revolucionário aqui na Terra mesmo.

Na medida em que nega a existência do mundo espiritual o socialismo contradiz o cristianismo.

Para o cristão o problema da humanidade não está na posse ou não de coisas, mas sim no pecado. Pecado é um conceito absolutamente espiritual com implicações no mundo natural, da qual é impossível se ter algum entendimento negando esse aspecto que transcende o mundo material. “Porque, que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo?” Lucas 9:25

A Bíblia ensina que a causa do sofrimento é o pecado e a salvação vem pela cruz de Cristo e o novo nascimento. As desigualdades são justamente as consequências do pecado. Enquanto houver pecado, haverá desigualdades na distribuição de bens.

Comparativamente a resposta da cosmovisão cristã para a humanidade é países mais desenvolvidos, com mais oportunidades, mais respeito aos direitos individuais, inclusive respeitando aqueles que pensam diferente. A moral, a ética e o respeito ao indivíduo seguramente figuram entre as maiores contribuições cristãs. São realizações que o socialismo jamais conseguiu nem de perto se aproximar.

Já o legado de Karl Marx foi milhões de mortes (Revolução Russa, Revolução Chinesa, Guerra do Vietnã), aniquilamento completo de culturas, submissão para a implantação do regime socialista (China, Coréia do Norte, Alemanha Oriental, Somália, Etiópia, Vietnã, Laos, Cuba etc) e a deterioração da educação onde foi implantado (vide universidades brasileiras e resultados em ranking mundias de educação).

Ainda que todos os bens fossem distribuídos igualmente entre a população dos países, ainda assim ficaria pendente resolver a questão do pecado e a vida no porvir.
Socialismo ignora a virtude e a liberdade do indivíduo

Na ânsia em cumprir seu propósito de distribuição de bens, o socialismo ignora a virtude humana. Aquele aspecto da personalidade inerente ao indivíduo – relativo a um atributo positivo seu – que a Bíblia trata como a liberdade individual. Cada um deve decidir por si e não o Estado por todos. “(…), escolhei hoje a quem sirvais;” Josué 24:15 – “(…) Não podeis servir a Deus e a Mamom.” Mateus 6:24.

Karl Marx afirmava: “tirar de cada um de acordo com sua capacidade, para dar a cada um de acordo com suas necessidades“.

Quando uma instituição governamental assume o papel de igualar artificialmente as condições e posses de bens, pondo bons e maus todos dentro de um mesmo pacote, ela infringe um princípio bíblico que é o da liberdade e responsabilidade individual e as consequências projetadas por Deus. Os diligentes são punidos em favor dos indolentes por esse critério. O diligente assume riscos e arca com eles, mas o indolente é favorecido com o sucesso do diligente. É como colher onde não plantou e morar onde não construiu. Isso é o socialismo.

A biografia de Marx denuncia que ele viveu dessa forma e isso pode ter deturpado sua cosmovisão. Neglicenciou a família, quatro de seus sete filhos morrerem ainda bebês. Dos que sobreviveram, dois cometeram suicídio. Viveu financeiramente às custas da mulher por 16 anos enquanto escrevia “O Capital”. Contudo, isso ainda não o impediu de traí-la sexualmente (“Amor & Capital” – Zahar, Mary Gabriel).

Segundo o princípio bíblico, o indivíduo não tem como eximir-se da sua responsabilidade em lutar por sustento próprio e da sua família. Vale citar aqui esse trecho esclarecedor das Escrituras:

Nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós.
Não porque não tivéssemos autoridade, mas para vos dar em nós mesmos exemplo, para nos imitardes.
Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também.
Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs.
A esses tais, porém, mandamos, e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão.
2 Tessalonicenses 3:8-12


Devemos exercitar o amor, em todo tempo, mas sem ferir algum outro princípio por conta de falsa santidade ou submissão a teorias de homens, por mais cheirosa que possa parecer. Quando analisamos os fatos, verificamos que nenhuma outra instituição retirou tanta gente da pobreza e da miséria de forma orgânica, dando-lhes vida digna, quanto a Igreja de Cristo através das suas obras sociais.

O Estado Socialista pretende o monopólio da virtude distribuindo bens alheios, mas as Escrituras ensinam que isso deve ocorrer individualmente, por meio de cada cidadão e sua consciência. Essa é a essência da liberdade.

O socialismo nega a virtude do indivíduo e quer suplantar princípios bíblicos em favor de seu projeto de poder. Na prática onde essa ideia foi implantada o que aconteceu foi igualarem a sociedade pela miséria (Ex.: Cuba e Coréia do Norte)
O socialismo estimula a rancor e a divisão entre as pessoas

Os ricos são os inimigos a serem combatidos pelos socialistas. Eles são a causa dos problemas sociais. Socialistas acreditam que os bilionários e líderes de grandes empresas são gananciosos e impedem o projeto de distribuição de bens. Eles são maus e o socialismo é bom.

O socialismo joga uns contra os outros numa guerra de classes, burgueses contra trabalhadores; ricos contra pobres, na qual é dever dos segundos tomar o poder e a qualquer custo destruir os primeiros.


Essa visão totalitária e distorcida da realidade só se sustenta tal como um parasita que só sobrevive grudado ao seu hospedeiro: a cosmovisão cristã; sugando tanto recursos quanto o capitalismo puder lhes oferecer, já que é estéril e não tem capacidade de gerar nada.

A Bíblia adverte os poderosos que oprimem os pobres em Provérbios 14:31, onde diz: “Quem oprime o pobre mostra desprezo pelo seu criador.”

Quando olhamos para a realidade, vemos que são os empresários que empregam populações inteiras através das suas iniciativas, promovendo progresso e dando dignidade aos seus trabalhadores.

Quando socialistas destacam algum mal exemplo de empresário criam a falácia de igualar todos pela atitude de un poucos.

A livre iniciativa cria produtos, bens e serviços que geram empregos e melhoram a qualidade de vida democraticamente.

A verdade é que ainda que algum empresário esteja agindo por cobiça, ganância ignorando o amor ao próximo esse tal é condenado pela Bíblia.

Exemplo da liberdade de mercado – ambiente favorável à geração de riquezas e ricos – é a quantidade de tecnologias que temos disponíveis hoje acessíveis a quase todos. Esses bens foram gerados e vieram por iniciativas individuais através dos países capitalistas e com grande quantidade de ricos e fartura distribuída muito mais democraticamente do que em países socialistas.


Luz elétrica, carros, celulares, aparelhos eletrônicos em geral, medicamentos, internet, lazer etc são exemplo disso. Desconhece-se as contribuições da China, Coréia do Norte, Rússia ou Cuba, exceto suas narrativas, corrupção da educação e divisão de classes.

O respeito ao próximo, às autoridades e apoio aos mais fracos são premissas dadas por Jesus nos Evangelhos.

O único inimigo do cristão é o pecado e satanás com suas artimanhas.

Homens ricos, tementes a Deus podem colaborar muito mais com o bem estar social e distribuição de riquezas promovendo a dignidade humana através do trabalho do que um Estado formado por uma casta de socialistas cujo único propósito e perpetuar-se no poder.

Conclusão

Não há nada de cristão no socialismo, são coisas incompatíveis. Um aponta para a eternidade o outro aponta para um futuro hipotético nessa Terra ignorando Deus.

Deus é espírito (João 4:24), portanto não podemos compactuar com o materialismo.

Por trás da ideia romântica de um mundo melhor, mais livre e justo, estranhamente, há um grupo que apoia apaixonadamente as ideias dos maiores déspotas e regimes totalitários surgidos no século passado: Stalin, Mao Tsé-tung, Fidel Castro, Ho Chi Minh, Pol Pot e seus respectivos regimes, cortejados como redentores e instauradores de uma nova ordem de justiça e liberdade.

A única coisa que pode separar o cristão de seu semelhante é o pecado. A Bíblia não compactua com divisão e luta de classes. A única guerra que o cristão está envolvido é contra o inimigo de nossas almas. “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” Efésios 6:12

Referência
https://www.christianpost.com/news/5-reasons-socialism-is-not-christian-opinion-166199
[1] https://www.barna.com/research/competing-worldviews-influence-todays-christians/
[2] http://reason.com/poll/2015/02/12/poll-americans-like-free-markets-more-th
[3] http://www.gallup.com/poll/183713/socialist-presidential-candidates-least-appealing.aspx

Moisés C. Oliveira
Formado em Letras (Literatura Inglesa e Portuguesa), pastor assembleiano, professor da EBD e de teologia, residindo em São José, SC.

domingo, 29 de março de 2020

84% de mortos por Covid-19 já tinham outras doenças

Quadros de hipertensão, diabetes e cardiopatias agravam infecção

Balanço do Ministério da Saúde, divulgado neste domingo (29), mostra que 84% das mortes no Brasil por coronavírus são de pessoas com ao menos um fator de risco, como doenças preexistentes.

Doenças cardíacas e diabetes foram as doenças associadas mais frequentes: estavam presentes em 71 e 50 pessoas que morreram, respectivamente. Em seguida, aparecem as pneumopatias (22) e doenças neurológicas (12).

Os dados da Saúde levam em conta 120 dos 136 óbitos registrados no país. Os 16 casos não analisados ainda estão em investigação dos técnicos da pasta. Desses, 100 já tinham alguma doença.

A análise foi feita com base no boletim divulgado pelo Ministério da Saúde no domingo (29), quando o país registrou 4.256 casos da doença.

IDADE AVANÇADA

O balanço mostra ainda que nove em cada dez pessoas que morreram por coronavírus no Brasil tinham mais de 60 anos. Também houve mortes em outras faixas etárias.

Entre os 120 casos, 108 foram de pessoas acima de 60 anos, sete de pessoas entre 40 a 59 anos e cinco entre pessoas de 20 a 39 anos.

Não há registro de óbitos de pessoas com menos de 20 anos.

*Folhapress

Médicos do Samu de SP terão que atestar mortes; medida pode inflar casos de coronavírus

“Isso destrói as estatísticas usadas para políticas de gestão em saúde”, afirma médico.

Ambulância do SAMU. (Foto: Leon Rodrigues / Secom)

Os médicos que atuam nas dez ambulâncias de Suporte Avançado de Vida (SAV) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e os do Grupo de Resgate e Atenção às Urgências e Emergências (Grau) da capital paulista passarão a atestar mortes naturais, indefinidas e causadas pela Covid-19 ocorridas fora dos hospitais.

A nova função foi repassada aos profissionais em reuniões ocorridas nesta semana com a coordenação do serviço, após decreto 64.880 do governo de São Paulo e resolução da Secretaria Estadual da Saúde, segundo informa a Folha.

Quando assumirem a função, o Samu irá examinar o corpo e preencher uma autópsia verbal, o que poderá levar a um aumento de notificações de mortes por coronavírus, Covid-19, já que deverão colocar como causa da morte o mais provável, avalia um médico.

“Uma vez que o médico do Samu não fará uma autópsia completa, se for obrigado a emitir o atestado deverá colocar como causa da morte apenas o provável, o que pode levar tanto a uma supernotificação como a uma subnotificação de mortes pela Covid-19. De qualquer forma, ainda que se faça teste nos casos de morte possivelmente por coronavírus, as demais causas serão subnotificadas”, afirma o profissional que preferiu não se identificar.

O médico também avalia que “isso destrói as estatísticas usadas para políticas de gestão em saúde. Os falecimentos por infarto, derrame, aneurisma, etc serão classificados como causa indeterminada ou Covid-19.”

Para os profissionais de saúde que atuam nas ambulâncias, a nova função pode causar desassistência no atendimento mais graves, pois o Samu atua em um tempo muito curto para prestar socorro emergencial.

Mortes pelo vírus chinês na Itália já passam de 10 mil

Apesar dos óbitos, 1.434 pessoas foram consideradas curadas

Itália superou o número de 10 mil mortos pelo vírus chinêS (coronavírus) 

O número de mortes por coronavírus na Itália chegou a 10.023 neste sábado (28), sendo que 889 foram registradas nas últimas 24h. A Lombardia, situada ao Norte da Itália, registrou 542 mortes que somam quase 6 mil óbitos.

Entretanto, o número de infectados continua em queda. De acordo com o chefe da Proteção Civil da Itália, Angelo Borrelli, 1.434 pessoas foram declaradas curadas.

Aliado a esses resultados, o governo italiano preparando um novo decreto que estende as medidas restritivas por mais duas semanas. Estima-se que a suspensão das atividades escolares continue após o dia 3 de abril.

* Com informações da Agência EFE

Dono de afiliada da Globo tem alta após usar cloroquina

Entretanto, ministro da Saúde alerta que medicação deve ser usada com cautela

Nelson Sirotsky, do Grupo RBS, recebeu alta após tratamento com cloroquina Foto: Reprodução

Diagnosticado com o novo coronavírus, o empresário Nelson Sirotsky, que vem a ser dono do Grupo RBS, que controla a afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, teve alta do hospital. Aos 67 anos, Nelson fez um tratamento combinando cloroquina e azitromicina, uma medida defendida pelo presidente Jair Bolsonaro e que tem gerado controvérsia entre alguns especialistas.

O empresário apresentou febre, dor de cabeça, dor no corpo, tosse e indisposição generalizada, mas sem falta de ar. O médico que o acompanhou, o doutor Luiz Antônio Nasi, receitou a medicação por sete dias.

– Até o terceiro ou quarto dia, não senti melhoras, mas também não piorei e não tive falta de ar. Durante o tratamento, recebi também antibióticos para prevenir uma eventual infecção bacteriana. A partir do quinto dia, fui melhorando, me sentindo mais animado e mais disposto. Ainda não posso afirmar que estou 100% curado. Por se tratar de uma doença até então desconhecida, estou em observação e meu isolamento está mantido por mais sete dias, quando receberei nova orientação médica – afirma o empresário, que não chegou a ser entubado nem encaminhado à UTI e já está em casa.

O uso da hidroxicloroquina foi levantado pelo presidente americano Donald Trump, que provocou uma corrida às farmácias, deixando pacientes sem o medicamento e levando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a proibir a exportação e a venda sem receita no Brasil.

O Ministério da Saúde vai distribuir 3,4 milhões de unidades de cloroquina e hidroxicloroquina aos estados para uso em pacientes com quadro grave em um protocolo experimental. Na quinta-feira (26), o governo federal zerou as tarifas de importação da cloroquina e da hidroxicloroquina, originalmente usados por pacientes com malária, lúpus e artrite.

– Continuamos com indícios de eficácia contra o novo coronavírus. Foram poucos pacientes, não sabemos se o medicamento foi decisivo ou não. Esse medicamento tem efeitos colaterais intensos e não devem ficar na casa para serem tomados sem orientação médica. Vão fazer uma série de lesões se automedicando. Leiam a bula, não é uma Dipirona – disse o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Covid-19 no Brasil mata mais idosos e quem já tem doenças

85% das vítimas tinham mais de 60 anos

Idosos acima dos 60 são as principais vítimas da Covid-19 no Brasil

Balanço do Ministério da Saúde mostra que 85% das mortes no Brasil por coronavírus são de pessoas com ao menos um fator de risco, como doenças pré-existentes.

Doenças cardíacas e diabetes foram as mais frequentes, estavam presentes em 47 e 34 das pessoas que morreram, respectivamente. Em seguida, aparecem as pneumopatias e doença renal.

A análise foi feita com base em 85 das 92 mortes já registradas por coronavírus no país até esta sexta-feira (27).

O balanço mostra ainda que 9 em cada 10 pessoas que morreram por coronavírus no Brasil tinham mais de 60 anos.

O grupo entre 70 e 79 anos e 80 a 89 anos é considerado mais vulnerável. Os dados específicos para essas faixas, no entanto, não foram atualizados nesta sexta-feira.

Também houve mortes em outras faixas etárias. Entre os 85 casos analisados, 76 foram de pessoas acima de 60 anos, 6 de pessoas entre 40 a 59 anos e 3 entre pessoas de 20 a 39 anos.

Ainda de acordo com o ministério, 65% das mortes ocorreram em homens e 35% em mulheres.

A primeira morte por coronavírus foi registrada no país no dia 17 de março, em São Paulo. A vítima é um homem de 62 anos que estava internado no Hospital Sancta Maggiore, da Rede Prevent Senior, no Paraíso, na capital paulista.

Ele morava na cidade de São Paulo e tinha histórico de diabetes e hipertensão, além de hiperplasia prostática, um tipo de aumento benigno da próstata comum em homens mais velhos que pode causar infecções urinárias.

De lá para cá, já foram confirmadas mortes em 9 estados. O maior número ocorre em São Paulo, estado que soma 68 registros.

De total, cinco foram de pessoas entre 33 e 52 anos, a maioria com histórico de doenças prévias, cujo quadro de agravou com o coronavírus.

Também houve 11 mortes entre pessoas de 60 a 69 anos, 20 entre 70 a 79 anos, 24 entre 80 a 89 anos e 8 com mais de 90 anos.

Nos demais estados, os registros apontam 10 óbitos no Rio de Janeiro, 4 em Pernambuco, 3 no Ceará, 2 no Paraná e 2 no Rio Grande do Sul. Amazonas, Goiás e Santa Catarina já registram 1 morte cada.

Questionado em coletiva de imprensa sobre a possibilidade de haver mortes por coronavírus não registradas, o secretário-executivo do ministério, João Gabbardo dos Reis, negou subnotificação.

Ele admitiu, porém, que podem ocorrer atrasos no diagnóstico.

– O que pode acontecer é que, se o paciente chegar ao hospital hoje e internar, vir a óbito nas primeiras horas, é óbvio que vai sem diagnóstico, porque não deu tempo. Isso não significa que não vai ser identificado, porque o material foi coletado e vai para o laboratório. Pode demorar um dia, três dias, mas não vai haver subnotificação – disse.

Já o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, disse que podem ocorrer situações em que é impossível identificar os casos.

– Que situações são essas? Um paciente que é internado por uma causa desconhecida e respiratória e não se levantou suspeita de coronavírus naquele momento, por exemplo. Dependendo do tempo em que estiver no hospital, não temos ainda um teste sorológico para confirmar. Os testes estão sendo validados. Vamos ter casos no futuro que vamos descobrir que evoluiu [para morte] pelo coronavírus – disse.

Ele afirma ainda que todos os casos de mortes são em geral encaminhados a um comitê dentro de cada hospital, que realiza análise de cada caso.

Em seguida, fez um pedido para que todos os casos graves por coronavírus sejam notificados com rapidez.

*Folhapress

Moradores de favelas passam fome e começam a sair às ruas

Informais são dispensados, perdem renda e têm mais gastos com crianças sem merenda escolar

Nas favelas, moradores passam fome e começam a sair às ruas

Enquanto governo e Congresso ainda devem os detalhes de como farão chegar aos trabalhadores informais o auxílio emergencial recém aprovado de R$ 600 durante a crise causada pela Covid-19, a falta de dinheiro e alimentos já atinge em cheio as famílias que vivem na informalidade.

Armários vazios e barracos repletos de adultos e crianças que deixaram de ir às escolas onde recebiam a merenda, sua principal refeição do dia, são a nova realidade em favelas de São Paulo.

Além de comida, faltam itens como papel higiênico, fraldas, sabão e detergente, para lavar as mãos e a louça. Dentro de muitas casas, a sujeira predomina. Na rua, crianças limpam pés e mãos em fios de água que correm nas guias.

No desespero, muitos moradores já saem de casa para ir atrás de parentes, amigos e entidades assistenciais em busca de alimentos e ajuda.

Perto dessas comunidades, há ambulantes nos semáforos e, dentro delas, bem mais gente em vielas e ruas do que se pode ver em vários bairros de São Paulo. Muitos estão atrás de bicos e comida.

Em alguns pontos, a sensação é de que não há um isolamento estabelecido pela epidemia. Fora de suas casas minúsculas e mal preparadas, crianças jogam bola e há pessoas ao ar livre em volta de mesas de bilhar ou de um baralho.

Na Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte de São Paulo, onde ao menos três favelas (Nazzali, Flamengo e Sucupira) reúnem cerca de 16 mil famílias, muitos moradores dizem ser impossível manter-se em casa sem dinheiro ou alimentos.

Na Nazzali, a reportagem encontrou pessoas que já foram dispensadas do trabalho e que perderam, de uma hora para a outra, grande parte da renda que traziam para casa, muitas vezes em regime semanal ou diário.

O ajudante de pedreiro Edmar Sobral, 32, conta que desde a semana passada deixou de ser chamado para obras e que parou de receber os cerca de R$ 600 que levantava a cada duas semanas.

Na quinta-feira (26), ele disse ter conseguido só alguns poucos reais, com conhecidos e por meio de um bico, para comprar pão.

– Não sei mais o que fazer – disse.

Com a mulher grávida, a despensa de seu barraco de um cômodo ao lado de um córrego, onde ele e os vizinhos despejam esgoto, já está quase sem nada.

A alguns metros dali, Natasha Silva, 28, mãe de três filhos e auxiliar de limpeza, diz ter sido dispensada por 15 dias pelo patrão. Seu rendimento neste mês deve cair à metade dos R$ 1.000 que ganha normalmente.

Segundo ela, o fato de os filhos de 6, 8, e 12 anos não estarem indo às aulas aumentou muito os gastos com alimentação e o gás, pois eles deixaram de almoçar e tomar lanche na escola.

– Antes, só fazia algo à noite para eles em casa – falou.

Na região, há filas enormes diante de depósitos de gás. Além de boatos de que o produto pode faltar, a demanda cresceu com a presença das crianças e de outras pessoas o tempo todo em casa.

Aran Ramos, da Resgatando Vidas, entidade que recebe recursos da ONG Gerando Falcões para ajudar famílias carentes na Cachoeirinha, diz que a situação pode se tornar dramática nos próximos dias caso não haja ajuda imediata.

– As pessoas foram informadas pela televisão de que deveriam ficar em casa, mas em momento algum o poder público veio até aqui com algum tipo de ajuda para sustentar essa medida. Muitos já estão saindo em busca de trabalho, alimentos ou dinheiro – disse Ramos.

Na favela Nazzali, há mulheres que recebem o Bolsa Família, como Marcia Custodia, 28, mãe de três crianças. Mas os R$ 210 mensais que ela ganha com o benefício não serão mais suficientes para sustentar também o marido, agora sem os bicos, e as crianças, sem a merenda.

Pesquisa do Data Favela nesta semana mostrou que 72% das pessoas nessas comunidades não têm poupança para manter nem por uma semana o seu baixo padrão de vida.

Projeções dão conta de que quase 10% da população brasileira viva em “aglomerados subnormais”, que aumentaram após a recessão iniciada em 2014. O último Censo do IBGE contabilizou 6.329 favelas, em 323 municípios.

Metade dessas moradias fica no Sudeste, 23% em São Paulo e 19% no Rio de Janeiro. Belém era a capital com a maior proporção de favelados: 54,5%. Salvador (33%), São Luís (23%) Recife (23%) e o Rio (22%) vinham a seguir.

É nas favelas que vive a maior parte dos cerca de 13,5 milhões de brasileiros na extrema pobreza que passam o mês com menos de R$ 145, obtidos em trabalhos precários.

O Brasil tem 38,3 milhões de informais, que ganhavam, em média, cerca de R$ 1.400 mensais antes do isolamento. É a eles que o governo promete ajudar com R$ 600 por três meses.

Ainda sem detalhamento, a proposta é que o valor seja pago via bancos públicos por meio de uma “conta-poupança digital”, que seria aberta em nome dos beneficiários.

Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, de agosto do ano passado, 45 milhões de brasileiros não haviam movimentaram nenhuma conta bancária há mais de seis meses ou sequer tinham vínculos com o sistema financeiro. De acordo com a sondagem, esse grupo gira anualmente mais de R$ 800 bilhões em consumo e negócios.

Para especialistas, a forma mais rápida e controlada de fazer a distribuição da nova ajuda seria abrir já a fila para novos cadastrados no Bolsa Família, programa estabelecido há anos, comprovadamente eficiente e com uma rede de atendimento nacional vinculada à Caixa Econômica Federal.

Pagando um benefício médio de R$ 190, o Bolsa Família já atinge 13,2 milhões de mulheres, está sendo ampliado para mais 1,1 milhão e poderia, mesmo que só temporariamente, cadastrar os novos necessitados com um valor maior.

Para atender a essa nova fila, a Caixa já dispõe de um cadastro único com 27 milhões de famílias carentes no Brasil, a maior parte atendida pelo Bolsa Família. É por meio desse cadastro que o governo pretende identificar aqueles que receberão os R$ 600.

De qualquer modo, o pagamento da nova ajuda representará um impulso para o comércio e a economia. Estudos indicam que para cada R$ 1 a mais por pessoa gasto em programas como o Bolsa Família, o PIB per capita do município aumenta R$ 4.

Assim, além de garantir a sobrevivência dos indivíduos, esse tipo de despesa pública deve ajudar a sustentar a economia nessa fase de retração abrupta.

*Folhapress/Fernando Canzian

sábado, 28 de março de 2020

CNN Brasil corta médico que falava mal de isolamento

"Vamos levar outras doenças possivelmente não recuperáveis como suicídio", alertou Anthony Wong

Especialista foi cortado durante entrevista à CNN Brasil Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro compartilhou um vídeo em suas redes sociais, neste sábado (28), que mostra um momento em que a equipe da CNN Brasil interrompe a entrevista com o médico infectologista Anthony Wong, que criticava o isolamento como tática para combater o coronavírus.

Wong é diretor do Instituto Brasileiro de Estudos Toxicológicos e Farmacológicos. A fala do especialista foi cortada pela apresentadora Monalisa Perrone, que saiu da Rede Globo para ingressar na emissora, que estreou no Brasil no dia 15 de março.

O infectologista apresentou estudos científicos que comprovam que o coronavírus é sensível à temperatura acima de 20º C e que ele se dissemina melhor quando está abaixo dos 10º C. Os dados são de uma pesquisa realizada em 1985.


– Se nós fizermos um confinamento desse tipo vamos levar outras doenças possivelmente não recuperáveis como suicídio e violência e houve aumento com a violência contra a mulher – dizia o médico quando foi cortado pela equipe de TV.

É possível ouvir um “Corta” antes que a entrevista fosse encerrado. Revoltado com a postura da CNN Brasil, Flávio disse que o governo vai seguir com seu objetivo de “proteger os mais vulneráveis e voltar à normalidade o quanto antes”.

sexta-feira, 27 de março de 2020

‘Sem produção, povo terá dinheiro e prateleiras vazias’

Ministro alertou para paralisação das atividades econômicas

O ministro da Economia, Paulo Guedes, alertou para crise econômica Foto: Agência Brasil/José Cruz

Em pronunciamento divulgado nesta sexta-feira (27), o ministro da Economia, Paulo Guedes, fez coro ao presidente Jair Bolsonaro ao afirmar que, sem produção econômica, a população terá recursos financeiros, mas as prateleiras dos mercados estarão vazias.

Bolsonaro é crítico ao isolamento como forma de contenção da pandemia do novo coronavírus. Para ele, os idosos e pessoas com doenças preexistentes devem ficar em casa, enquanto jovens e adultos seguem com vida normal.

Guedes argumenta que, com o plano de emergência implementado pelo governo, as pessoas vão receber recursos para enfrentar o período de crise. Por isso, segundo ele, a produção em áreas essenciais não pode parar.

– O alerta do presidente é ‘sim, vamos cuidar da nossa saúde, mas não podemos esquecer que ali à frente temos um desafio de continuar produzindo, alimentar nossos doentes, alimentar a população’ – afirmou Guedes em vídeo divulgado pelo Ministério da Economia.

O ministro também alertou para a possibilidade de desabastecimento.

– Se não lembrarmos que temos que continuar resistindo com a nossa produção econômica também, vamos ter um fenômeno onde todo mundo está com os recursos, mas as prateleiras estão vazias porque nós deixamos a organização da economia brasileira entrar em colapso – disse.

De acordo com o ministro, “duas enormes ondas avançam em direção ao Brasil”: a calamidade em saúde pública “que ameaça nossas vidas” e o risco de desemprego e crise econômica.

Guedes ressaltou que o governo tem medidas para atender toda a população, com ações específicas voltadas a trabalhadores formais, autônomos, aposentados e empresas. Segundo ele, o plano de emergência anunciado pelo governo já soma R$ 700 bilhões.

​Para o ministro, Bolsonaro alerta que o governo está lançando bilhões de reais na economia e que é necessário impedir uma desorganização do sistema.

Guedes, entretanto, não descartou o isolamento como forma de prevenção. Ele afirmou que “temos que ficar agora nesse isolamento por um tempo para nos protegermos e furarmos essa primeira onda”, ponderando que é essencial manter as atividades como as de médicos, produtores rurais e caminhoneiros.

O ministro, que tem 70 anos, permaneceu no Rio de Janeiro nesta semana, onde despacha de casa e participa de reuniões por videoconferência. Na última semana, ele fez o teste para a Covid-19 e o resultado deu negativo, segundo o ministério.

*Folhapress

Mentir e mentir: uma compulsão comunista

Por João Cesar de Melo -Instituto Liberal

Na metade da década de 1990, ganhei uns trocados fazendo panfletagem para o sindicato dos trabalhadores da CSN, em Volta Redonda. Eu estudava arquitetura em Barra do Piraí e não perdia nenhuma oportunidade de ganhar uns trocados.

Sem qualquer ideologia na cabeça, passei algumas madrugadas na porta da siderúrgica entregando os panfletos nas trocas dos turnos. O detalhe é que esses panfletos eram, na verdade, impressões em formato e papel de jornal, diagramados de tal maneira que parecessem a capa do O Globo. Nas manchetes, todo tipo de mentira sobre a privatização da CSN e sobre Fernando Henrique Cardoso, então Presidente do Brasil.

Material como esse era muito comum desde o final da ditadura. Sindicatos forjavam capas de jornais conhecidos e escreviam o que bem queriam sobre seus adversários. Mentiras inescrupulosas, mas que circulavam com plena liberdade. Não me lembro de algum jornal ter processado um sindicato por isso. As versões anos 80 e 90 das fake news da esquerda também corriam sem qualquer questionamento da imprensa.

Hoje, o planeta inteiro está em pânico, à beira de um colapso econômico, por causa de mais uma mentira dos comunistas. Mentir e mentir é o que a esquerda faz o tempo inteiro, desde sempre, em todos os cantos do mundo.

Mentem para iludir os ignorantes e românticos. Mentem para encobrir seus crimes e destruir a reputação de adversários. Mentem para reescrever a história. Mentem e mentem sem qualquer pudor.

As primeiras grandes mentiras do socialismo começaram com Marx, que descreveu um cenário de exploração e uma luta de classes que nunca existiu. As pessoas não estavam sendo escravizadas nas fábricas. Elas estavam sendo salvas da fome que passavam nos campos. As pessoas são em sua grande maioria pacíficas e tolerantes umas com as outras, a despeito das diferenças de renda. Se a luta de classes tivesse algum fundamento, teria sido impossível o desenvolvimento da civilização humana.

Marx conhecia os fatos, mas preferiu mentir sobre eles.

É sempre bom olharmos para trás, para vermos que não há nada de novo na esquerda, que a mentira do ditador comunista foi só mais uma entre mil.

Na Rússia, os bolcheviques se uniram aos nacionalistas, aos democratas e aos liberais para derrubar o Czar sob a promessa de que instaurariam um regime conciliador. Assim que derrubaram a monarquia russa, a primeira coisa que fizeram foi caçar seus aliados e criar um regime muito mais tirânico que aquele recém-deposto.

Talvez a Segunda Guerra Mundial não tivesse acontecido se Stalin e Hitler não tivessem se unido na grande mentira do Pacto de Molotov.

Cismado de que ainda havia opositores, Stalin teve uma ideia diabolicamente genial: promover a liberdade intelectual! Por alguns meses, todos os cidadãos puderam se manifestar contra o regime. O que eles não sabiam é que a polícia política de Stalin estava usando este período de “liberdade intelectual” para identificar e categorizar os opositores. Então, de um dia para o outro, todos que acreditaram no ditador comunista foram presos, com uma parte sendo sumariamente fuzilada e a outra enviada para os gulags.

Em 1945, os Estados Unidos e a União Soviética assinaram um acordo de libertação e ocupação da península coreana, após a expulsão dos japoneses. Determinaram que os americanos marchariam a partir do sul até o paralelo 38 e os soviéticos marchariam a partir do norte até esse mesmo paralelo. Conforme previsto no acordo, em 1948 os soviéticos retiraram suas tropas da parte norte da Coreia, com os Estados Unidos fazendo o mesmo no ano seguinte. Em 1950, porém, Stalin rasgou o acordo que ele havia assinado com os americanos e financiou a invasão da parte sul da península coreana pelos comunistas da parte norte, dando início à guerra que teoricamente chegou até os nossos dias.

Nesse período, Mao tsé Tung promovia o “Grade Salto” que prometia levar os chineses a muitos e muitos anos de fartura. Porém, o ambiente de patrulhamento ideológico e de fidelidade partidária era tão extremo que os funcionários mais baixos do regime não se permitiam reportar aos seus superiores as verdades que pudessem colocar em dúvida o sucesso do projeto comunista. Então, os resultados das colheitas eram sistematicamente falsificados. A mentira subia degrau por degrau até Mao, que a repassava gloriosamente para o povo.

Dessa forma, as quedas sucessivas nas colheitas foram divulgadas como colheitas recordes, em contraste com a realidade de uma população esfomeada. Como bom comunista, Mao tentou encobrir uma mentira com outra: camponeses gananciosos estavam roubando comida do povo!

As mentiras sobre as colheitas chinesas duraram três anos, o bastante para matar dezenas de milhões de pessoas.

Fidel Castro rodou os Estados Unidos pedindo apoio para sua luta contra o regime de Batista, rechaçando firmemente todas as afirmações de que ele era comunista.

É comum escutarmos que “os americanos perderam a Guerra do Vietnam” ou mesmo que “levaram uma surra”, “foram humilhados” etc.

Aos fatos.

Em janeiro de 1973, o governo comunista do Vietnam do Norte assinou o Tratado de Paz de Paris, reconhecendo sua derrota para os americanos. Quando os americanos, cumprindo o acordo de paz, já haviam retirado cerca de 95% de suas tropas daquele país, os comunistas apoiados por Pequim e Moscou avançaram sobre o Vietnam do sul, forjando uma espetacular expulsão de soldados americanos, construindo, assim, uma das mais bem-sucedidas mentiras do comunismo.

Um ponto em comum de todos os relatos das atrocidades dos comunistas no Camboja é o uso da mentira para levar o povo pacificamente para os campos de trabalho forçado. Os agentes comunistas expressavam-se sempre de forma tranquila e cordial, dizendo tudo o que cada cidadão queria ouvir. Se um sujeito quisesse reencontrar os filhos, a ele era garantido que os filhos já estavam à espera dele em algum lugar. Dessa forma, os comunistas conseguiram deslocar populações inteiras das cidades para campos de trabalho forçado.

Em 1986, ocorreu o maior acidente nuclear da história, na cidade de Chernobyl, na então União Soviética. Foram liberadas na atmosfera do hemisfério norte nuvens radioativas equivalentes a 500 bombas de Hiroshima.

Os soviéticos tiveram imediatamente plena noção do ocorrido, mas preferiram tentar esconder uma tragédia dessa magnitude de todo o mundo. Procedimentos de evacuação e de cuidados com as vítimas foram postergados por vários dias. Mentiras e mais mentiras foram ditas, enquanto a desgraça se abatia sobre dezenas de milhares de pessoas.

Em Cuba e na Coréia do Norte, mente-se descaradamente sobre os níveis de saúde, de educação e de liberdade civil da população. Disfarçam a alta mortalidade infantil por meio de programas de aborto. Forjam manifestações de apoio aos seus ditadores. Culpam sistematicamente os Estados Unidos por seus problemas econômicos. Em Cuba, não se fala dengue ou cólera. Fala-se apenas “febre”.

Tentaram manipular até a morte de Fidel Castro. Levaram quase uma semana para divulgá-la. Os socialistas na Venezuela fizeram o mesmo com a morte de Hugo Chávez.

Por aqui, convivemos com as mentiras triviais da esquerda o tempo todo. Das mentiras contra adversários às revisões da história do Brasil. O genocídio dos índios. “O golpe começou em Washington”. Os guerrilheiros que lutavam por democracia. A sociedade brasileira oprimida pela ditadura militar. O ódio dos brancos contra os negros, dos homens contra as mulheres, dos héteros contra os gays, dos patrões contra os empregados… Socialismo e liberdade. Socialismo e progresso. Socialismo e tolerância. O golpe de 2016. Lula, perseguido político. Lula, condenado sem provas. Os Estados Unidos querendo roubar isso e aquilo. Jair Bolsonaro é um nazista eleito por dezenas de milhões de nazistas… E por aí vão, com toda naturalidade.

O próprio Lula se gaba, num famoso vídeo disponível no Youtube, do quanto usou a mentira para difamar o Brasil no exterior e se promover politicamente.

No último dia 13, quando todo o mundo já estava ciente das circunstâncias de propagação da epidemia e da responsabilidade do Partido Comunista da China nisso, o porta-voz da diplomacia daquela ditadura utilizou as redes sociais para dizer que o vírus teria sido implantado em Wuhan pelos Estados Unidos.

Isso demonstra muito bem que o uso da mentira iguala todos os militantes de esquerda num mesmo nível de cinismo. Do maconheiro eleitor do PSOL a membros da maior ditadura comunista do mundo, todos eles pensam da mesma forma, mentem com a mesma convicção.

Nunca se esqueçam: não existe militante de esquerda ignorante. Todos conhecem os fatos, mas optam pela mentira.

João Cesar de Melo

É militante liberal/conservador com consciência libertária.

Gordon Brown sugere formar 'Governo Mundial' para combater coronavírus

Proposta de Gordon Brown é aceita pela maioria da população, diz pesquisa.

Gordon Brown. (Foto: DR)

O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Gordon Brown acredita que a solução para o combate da pandemia global de Covid-19, causada pelo novo coronavírus, é a formação de um governo mundial.

O político britânico que liderou o Partido Trabalhista, de víeis esquerdista, acredita que o nacionalismo está prejudicando o mundo e que é preciso uma força-tarefa de líderes especialistas para combater o vírus chinês.

Em artigo publicado pelo jornal britânico The Guardian, Brown lembra a crise de 2008, mas afirma que a crise atual é diferente. “Estamos perante um problema que não pode ser tratado apenas por um país”, disse, acrescentando: “Tem que haver uma resposta global coordenada.”

Para ele é preciso que os países removem bloqueios comerciais e estejam prontos para diminuir as tarifas econômicas. Ele acredita que só haverá “confiança no futuro” se houver ações internacionais conjuntas neste momento de crise.
População quer governo mundial

Uma pesquisa realizada pelo Instituto ComRes, em 2017, entrevistou mais de 8 mil pessoas de oito países diferentes, incluindo o Brasil, na busca de “novas propostas para repensar como a governança global poderá lidar melhor com os riscos do século 21”.

71% dos entrevistados afirmou desejar a criação de uma nova “organização supranacional para tomar decisões globais sobre as principais ameaças à humanidade”.

Muitos teólogos veem um governo mundial como cumprimento das profecias bíblicas e como um dos sinais da volta de Cristo. Nesse governo, o líder máximo será o Anticristo que terá grande poder e influência.

Covid-19: Ministério da Saúde tira dúvidas no WhatsApp

Canal funciona 24h com mensagens automáticas Foto: Pixabay

O Ministério da Saúde lançou no WhatsApp nesta quinta-feira (26), um sistema gratuito para tirar dúvidas da população sobre o novo coronavírus.

A ferramenta responde a uma série de solicitações por meio de mensagens automáticas e funciona durante 24 horas. Para acessá-la, basta salvar o número (61) 9938-0031 na agenda de contatos do telefone e enviar um “oi” no WhatsApp.

Há informações sobre a doença, transmissão, sintomas, prevenção, diagnóstico, tratamento, desmistificações de informações falsas, dentre outros.

Há um tópico específico sobre isolamento domiciliar. Apesar de não abordar a quem o isolamento é recomendado, trata de forma correta questões sobre como fazê-lo e as condutas adotadas por pessoas contaminadas.

O isolamento tem sido uma das questões mais controversas no Brasil atualmente. O presidente Jair Bolsonaro e alguns apoiadores defendem, para evitar o estrangulamento da economia, o fim da medida que tem sido adotada em vários estados.

A medida é uma parceria do Ministério da Saúde com o Facebook, que tem oferecido o sistema robótico em diversos países. A (OMS) Organização Mundial da Saúde também tem seu canal no WhatsApp, em inglês.

Brasil participará de testes globais da cloroquina

OMS distribuirá medicamentos para vários países testarem em voluntários

Cloroquina é esperança no tratamento da Covid-19 Foto: Pixabay

Em colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil integrará ensaio global para teste de medicamentos contra o coronavírus. Esses testes incluem as substâncias cloroquina e hidroxicloroquina.

No país, o projeto prevê a participação de 1.200 pacientes internados em 18 hospitais de 12 estados. Os testes em voluntários serão iniciados assim que os medicamentos forem enviados pela OMS. O custo do projeto é de R$ 4 milhões.

Na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que lidera esse ensaio no Brasil, os estudos serão realizados no Centro Hospitalar que já está sendo construído no campus da Fundação, em Manguinhos, na capital do Rio de Janeiro.

Segundo a Fiocruz, o centro contará com 200 leitos. Cem deles disponíveis dentro de 48 dias exclusivamente destinados a tratamento intensivo e semi-intensivo para pacientes graves infectados pelo novo coronavírus.

*Folhapress

'Bolsonaro é nossa última chance para salvar o Brasil'

Abraham Weintraub criticou a mídia por usar o coronavírus como pretexto para destruir a liberdade do brasileiro

Weintraub enalteceu a importância de Bolsonaro para o Brasil Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Educação Abraham Weintraub comentou pelo Twitter, nesta sexta-feira (27), que “fez uma coisa feia” ao assistir o Jornal Nacional, da Rede Globo. Weintraub disse que ficou com medo e acusou a emissora de usar o coronavírus como pretexto para destruir a liberdade do brasileiro.

– Nunca mais sua empresa, sua profissão, sua casa, sua família serão suas, como antes. Querem transformar a classe média em dependentes do Bolsa Família. Aí já era. O Brasil terá monopolistas, tigrada e miseráveis. Entre morrer livre ou viver escravo, a escolha é clara. O discurso vem suave, sobe o tom e quando percebermos, já era – disse o ministro em relação à forma como a mídia vem apresentando a questão da Covid-19.

Abraham Weintraub ainda disse que “a pior escravidão é a servidão mental”. Ele reforçou que é preciso pensar na saúde e que o presidente “talvez seja nossa última chance de salvarmos o Brasil e nossas famílias”.

Governo anuncia empréstimo de R$ 40 bi para empresas

Linha de crédito vai financiar salários de empreendimentos de pequeno e médio porte

Governo anunciou auxílio para empresas Foto: PR/Carolina Antunes

O governo anunciou que vai abrir uma linha de crédito emergencial para pequenas e médias empresas financiarem folha de salários. O programa demandará R$ 40 bilhões e será custeado em maior parte pelo Tesouro Nacional.

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que o programa foi formulado pela autoridade monetária, pelo Ministério da Economia e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo ele, o programa vai ser destinado exclusivamente para pequenas e médias empresas, que faturam entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano, e se destina só para financiamento de folha de pagamento.

Campos Neto afirmou que o programa tem potencial para contemplar cerca de 2 milhões de pessoas e 1,4 milhão de empresas. Do montante, R$ 17 bilhões serão financiados via recursos do Tesouro Nacional e o restante virá do próprio setor bancário.

O programa vai financiar até dois salários mínimos por empregado. Se a pessoa ganhar mais que isso, o crédito só vai contemplar o limite estabelecido, podendo a empresa complementar a remuneração. Toda empresa que aceitar não poderá demitir funcionários por dois meses.

– O dinheiro vai direto para a folha de pagamento, a empresa fica só com a dívida. Estará em contrato [que não pode haver demissão por dois meses] e o dinheiro vai direto para o funcionário. Então, se ele for demitido, a empresa terá de arcar com os custos e não receberá o recurso – disse.

Serão financiados até dois salários mínimos para cada funcionário com spread zero, ou seja, a taxa de 3,75%. O empréstimo terá seis meses de carência e será dividido em 36 parcelas. O dinheiro vai direto para o CPF do empregado.

*Folhapress

quarta-feira, 25 de março de 2020

Apoiadores se unem e dizem que #BolsonaroTemRazao

Usuários de redes sociais concordaram com as declarações do presidente sobre o combate ao coronavírus

Nesta quarta-feira (25), usuários de redes sociais se uniram para mostrar apoio ao discurso do presidente Jair Bolsonaro no combate ao coronavírus. Ele pediu o fim do confinamento em massa, o isolamento de grupos de risco e a abertura do comércio. No Twitter, apoiadores levaram a #BolsonaroTemRazao a ser o assunto mais comentado da rede social.

As declarações de Bolsonaro foram feitas durante um pronunciamento em rádio e TV nesta terça-feira (24). Na ocasião, ele disse que sua gestão trabalhou para evitar a “histeria”, mas que grande parte dos meios de comunicação espalhou a “sensação de pavor”. O presidente também pediu a autoridades que mudassem “o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa”.

Nesta quarta, Bolsonaro reafirmou suas declarações, disse que é preciso se preocupar com a economia e ressaltou que “alguns poucos governadores e alguns poucos prefeitos estão arrebentando com o Brasil, estão destruindo empregos”.

Nas redes sociais, usuários concordaram com a declaração do presidente e lembraram que a população pode sofrer mais com a crise econômica.

Voluntários criam máscaras e jalecos para equipes médicas

Iniciativa partiu de moradores de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul

Voluntários confeccionam roupas para médicos Foto: Reprodução

A direção da Universidade de Passo Fundo (UPF), no Rio Grande do Sul, cedeu o espaço do curso de Design de Moda para que voluntários confeccionem máscaras, jalecos e aventais de manga longa para os profissionais de saúde que trabalham no combate ao coronavírus.

O grupo de 100 voluntários é formados por alunos, professores e moradores da comunidade. Quem não sabe costurar ajuda na logística ou embalagem dos kits ou no preparo de refeições. Alguns empresários fizeram doações de rolos de material para confecção.

Todos o itens produzidos serão enviados para hospitais e postos de saúde da cidade. Os voluntários estudam um plano B no caso de uma possível piora da proliferação do coronavírus e na escassez dos materiais.

– Precisamos de muita solidariedade. Recebemos as demandas dos hospitais para que a gente pudesse pensar na possibilidade de confecção. Temos todos cuidados para não aglomerar os voluntários, que se revezam em três turnos – explica a reitora da UPF, Bernadete Maria Dalmolin.

O Rio Grande do Sul conta com 112 pacientes confirmados do novo coronavírus e alguns casos têm se espalhado pelo interior. Nesta quarta-feira (25), o estado confirmou a primeira morte causado pela Covid-19. A vítima é uma senhora de 91 anos que estava internada na UTI do Hospital Moinhos de Vento desde segunda-feira (23).

'Isolar toda a população é ineficaz', diz Osmar Terra

Ex-ministro apoia decisão de Bolsonaro em dar fim à quarentena

Osmar Terra defende fim do isolamento Foto: Reprodução

O ex-ministro da Cidadania Osmar Terra fez uma série de posts no Twitter onde reforça o discurso do presidente Jair Bolsonaro, que pediu o fim do “confinamento em massa”. Terra reforçou sua opinião usando o discurso do ministro da Defesa de Israel, Naftali Bennett, que considera que a medida mais importante para tomar agora é separar os idosos dos mais jovens.

– É a posição mais racional! O ministro de Israel está coberto de razão. O foco são os idosos e pessoas com doenças com baixa imunidade. Isolar toda a população é ineficaz, não reduz um doente! Na Itália quando fizeram quarentena para todos, explodiu o número de casos do corona.

Osmar Terra também destacou o presidente Donald Trump, que decidiu que os Estados Unidos voltarão a funcionar após os 15 dias de quarentena. A taxa de mortalidade nos Estados Unidos ficou abaixo de 1%.