domingo, 31 de maio de 2020

Ato em São Paulo tem tumulto da esquerda e confronto com policiais

Torcidas organizadas de clubes paulistas lançaram pedras contra PMs

Tumulto em manifestação em São Paulo Foto: Reprodução

Um ato convocado por grupos contra o presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, cidade de São Paulo, registrou tumulto e confronto com policiais neste domingo (31).

Torcidas organizadas dos quatro grandes clubes de São Paulo (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo) aderiram à manifestação e iniciaram uma briga generalizada em frente ao MASP.

Os manifestantes lançaram pedras sobre policiais, que jogaram bombas de efeito moral no grupo. A Polícia Militar criou um cordão humano para isolar manifestantes bolsonaristas dos torcedores, mas houve discussões entre os grupos e relatos de violência, e a Tropa de Choque da PM utilizou bombas de gás para dispersar os mais exaltados.

O ato deste domingo em São Paulo teve convocação também do deputado federal Alexandre Frota, que chegou a convocar o grupo conhecido como Antifas, que foi categorizado como terrorista pelo presidente Donald Trump, dos Estados Unidos.

Alexandre Frota convoca torcidas organizadas para ato em São Paulo Foto: Reprodução
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) comentou sobre o assunto.

sábado, 30 de maio de 2020

Trump afirma que tem 'muito respeito' por Jair Bolsonaro

Presidente dos EUA afirmou que o Brasil "seguiu caminho diferente" no combate à Covid-19

Presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Alan Santos

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou, nesta sexta-feira (29), que o Brasil seguiu um caminho diferente no combate à pandemia de coronavírus e que tem “muito respeito” pelo presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa.

Aos jornalistas, Trump afirmou que pretende retirar as restrições impostas pelos EUA a viajantes que saírem Brasil assim que puder. A medida foi adotada devido à pandemia do novo coronavírus.

Ao ser questionado, pela repórter Raquel Krähenbühl da GloboNews, sobre a posição de Jair Bolsonaro em relação às medidas de restrição do Brasil no enfrentamento à Covid-19, Trump afirmou que o país adotou uma estratégia diferente e que respeita muito Bolsonaro.

– Bem, ele [Bolsonaro] seguiu caminho diferente. O Brasil tomou um caminho diferente. Com certeza, eles estão passando por um momento difícil. Eu não quero criticar ninguém porque eu tenho muito respeito por ele – destacou.

A medida dos EUA barrou a entrada no país de todos os estrangeiros que tenham passado pelo território do Brasil nos últimos 14 dias . Somente aqueles que possuírem green cards (residência permanente nos EUA) e cônjuges de americanos residentes no país podem entrar sem complicações.

Seringas pré-cheias de vacina para COVID-19 poderão ter chip RFID

Há espaço em cada seringa pré-cheia para um chip de identificação por radiofrequência opcional que contém um número de série exclusivo para cada dose. Não seria injetado ou tocaria o paciente.
30 de maio de 2020

Enquanto as empresas farmacêuticas em todo o mundo testam cerca de 70 possíveis vacinas contra o coronavírus, o governo dos EUA está planejando levar a vacina ao público americano o mais rápido possível. 

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos, em conjunto com o Departamento de Defesa, concedeu à Apiject Systems America um contrato de US $ 138 milhões para fornecer 100 milhões de seringas pré-cheias para a vacina contra o coronavírus até o final deste ano e para fornecer mais de 500 milhões no próximo ano. 

O CEO da Apiject, Jay Walker, disse à CBN News que as seringas pré-cheias serão fabricadas com a tecnologia “Blow, Fill, Seal”, usada para fazer colírios pré-cheios e de uso único, com os quais muitos consumidores estão familiarizados.

“Existem instalações de conta-gotas nos EUA, não muitas, mas poucas, que vamos atualizar para que possam lidar com vacinas”, disse ele. “Então o que acontecerá é que essas instalações fabricarão os recipientes que conterão a vacina, adicionaremos um hub de agulha a eles e você terá uma seringa pré-cheia pronta para uso”.

Há espaço em cada seringa pré-cheia para um chip de identificação por radiofrequência opcional que contém um número de série exclusivo para cada dose. Não seria injetado ou tocaria o paciente. O chip seria escaneado pelos profissionais de saúde para rastrear melhor as informações gerais sobre a vacina. 

“Ele foi projetado para que não haja falsificação. Foi projetado para que saibamos que a dose certa não expirou“, explicou Walker. “No entanto, esse chip se refere apenas à dose. Não há informações pessoais, nem informações do paciente, é simplesmente como um código de barras, apenas sabemos instantaneamente onde e quando essa dose foi usada. Isso também ajuda as autoridades de saúde pública a saber quando existem surtos, ‘Vacinamos pessoas suficientes nessas áreas?’ “

As seringas pré-cheias aumentarão o número limitado de suprimentos de vacina fabricados tradicionalmente, como pequenos frascos de vidro usados ??para cada dose, equipamento especializado necessário para encher cada frasco de vidro, rolhas, agulhas e seringas. 

Em uma audiência no Senado dos EUA de 7 de maio sobre a preparação para o coronavírus, o Dr. Francis Collins, diretor do National Institutes of Health, disse que uma vez que a vacina seja aprovada para uso geral, o próximo obstáculo estará fazendo doses suficientes para o público americano em tempo recorde.

“As pessoas estão preocupadas com: ‘Temos vidro de grau médico suficiente para colocar todas essas doses da vacina em frascos para que possam ser administradas?’ E essa é uma questão séria a se pensar agora, mesmo quando estamos prevendo, se tudo correr bem, uma vacina pode estar disponível em milhões de doses assim neste outono“, disse ele.

O Departamento de Defesa diz que quando as vacinas forem produzidas em massa, elas serão entregues a prestadores de serviços de saúde em todo o país com a velocidade e a eficiência das forças armadas dos EUA.

Trump corta laços com a OMS, privando-o de US $ 450 milhões por ano

Donald Trump anunciou que os Estados Unidos, está cortando os laços com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que tem sofrido fortes críticas pela maneira como lidou com o coronavírus e por ser fortemente influenciada pela China.
29 de maio de 2020

O presidente Donald Trump anunciou hoje que os Estados Unidos da América, está cortando os laços com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que tem sofrido fortes críticas pela maneira como lidou com o coronavírus e por ser fortemente influenciada pela China . 

“A China tem controle total sobre a Organização Mundial da Saúde, apesar de pagar apenas US $ 40 milhões por ano em comparação com o que os Estados Unidos está pagando, que são aproximadamente US $ 450 milhões por ano“, disse Trump.

Trump também desafiou a China pela maneira como lidou com o problema com o coronavírus, informou a CNBC . 

“O mundo precisa de respostas da China para o vírus. Nós devemos ter transparência. Por que a China afastou as pessoas infectadas de Wuhan para todas as outras partes da China?” ele perguntou. “Não foi a Pequim“, acrescentou o presidente, “não foi a lugar nenhum, mas eles permitiram que viajassem livremente pelo mundo, incluindo a Europa e os Estados Unidos“. 

Trump disse na sexta-feira que a OMS “falhou em fazer a necessária reforma necessária” e os EUA “encerrarão hoje nosso relacionamento com a Organização Mundial da Saúde e redirecionarão esses fundos para outras necessidades mundiais e merecedoras de saúde pública global“. 

Em 19 de maio foi divulgada uma carta do presidente Trump anunciando que ele havia suspendido temporariamente o financiamento para a OMS em 14 de abril . Essa suspensão temporária dos mais de US $ 400 milhões que os Estados Unidos enviam à entidade das Nações Unidas todos os anos estava relacionada a uma revisão de seu “papel na má administração e encobrimento severo da disseminação do coronavírus“. Trump também anunciou que poderia muito bem retirar sua participação na OMS. Ele escreveu Em 14 de abril, em uma carta ao diretor-geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, de que se a OMS “não se comprometer com grandes melhorias substanciais nos próximos 30 dias, farei meu congelamento temporário do financiamento dos Estados Unidos à Organização Mundial da Saúde permanente e reconsidere nossa participação na organização.” 

“A Organização Mundial da Saúde fez repetidamente alegações sobre o coronavírus que eram grosseiramente imprecisos ou enganosos”, afirmou o presidente. Ele acusou a OMS de não transmitir importantes conclusões médicas que teriam ajudado a restringir a propagação do vírus desde o início. “Durante essa crise“, acrescentou, “a Organização Mundial da Saúde tem sido curiosamente insistente em elogiar a China por sua suposta ‘transparência’“.

Muitos americanos conservadores receberam bem as críticas de Trump à OMS. A organização tem uma agenda anti-vida e anti-familiar bem conhecida. Promove fortemente o aborto e a contracepção em todo o mundo. Durante a crise coronária, a OMS declarou o aborto como “essencial”.

Steve Mosher, chefe do Instituto de Pesquisa Populacional e especialista na China, há muito aponta para a estreita conexão entre a OMS e a China comunista, que constantemente viola os direitos humanos e segue um controle populacional muito rigoroso. Recentemente, ele ressaltou que Ghebreyesus e seu conselheiro sênior, Dr. Bruce Aylward, estão “carregando água” para o regime chinês, apoiando alegações de que o vírus não se originou na China e elogiando o tratamento do surto pelo regime.

Bolsonaro reforça plano de indicar cristão ao STF e cogita nome do ministro da Justiça

O presidente citou a possibilidade de indicar o ministro André Mendonça a uma das vagas que deve ser aberta no STF.

O presidente Jair Bolsonaro falou no nome do ministro da Justiça André Mendonça para ser o evangélico que ocupará uma das vagas que deve abrir em breve no STF. (Foto: Arquivo/Marcos Corrêa/PR)

Na noite da última quinta-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro disse em uma live que o procurador-geral da República, Augusto Aras, não deve ser indicado a uma das vaga do STF, como foi especulado. As vagas estarão disponível em breve no Supremo Tribunal Federal.

Conforme Bolsonaro revelou no entanto, o ministro da Justiça, André Mendonça, é um dos cotados para a Corte.

As duas vagas serão abertas com as aposentadorias dos ministros Celso de Mello, em novembro, e Marco Aurélio Mello, em julho de 2021. Para ocupá-las, o presidente informou que que analisa três nomes e que, para uma das cadeiras, será indicado um evangélico.

Bolsonaro explicou também que Aras receberia a indicação se houvesse uma terceira cadeira.

"Se aparecer uma terceira vaga, espero que ninguém ali desapareça, mas Augusto Aras entra fortemente'', disse o presidente durante a live.

"Costumo dizer que eu tenho três nomes, não vou revelar quem é, que eu namoro, para indicar. Um vai ser evangélico, é um compromisso que eu tenho com a bancada evangélica. Alguns criticam, não tem nada a ver. Ele tem que ter conhecimento e desembocar (sic) seu papel", afirmou. "Uma pitada de cristianismo, no meu entender, é muito bem-vinda. Tem pautas que faltou ao ministro defender à luz da sua crença. Você fala questão de família, ideologia de gênero...".

Ministro da Justiça

Bolsonaro parecia não querer revelar os possíveis nomes para as vafas, mas acabou expondo que um deles é o atual ministro da Justiça, André Mendonça.

"Até o André Mendonça, um dos cotados, que é evangélico, foi criticado, porque não encaminhou para derrubar um lei do município de Maringá sobre ideologia de gênero. Ele encaminhou dizendo que o município não pode legislar sobre esse assunto", disse.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

175 mil pessoas já assinaram por impeachment de Moraes

Ministro é acusado de abuso de autoridade

Ministro do STF Alexandre de Moraes é alvo de petição online Foto: STF/Rosinei Coutinho

Uma petição online pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alcançou mais de 175 mil assinaturas em 24 horas. O documento justifica que o ministro precisa ser afastado do cargo por causa de decisões autoritárias e imparciais, sobretudo no âmbito do inquérito das fake news.

– O povo brasileiro repudia a tentativa de censura do ministro Alexandre de Moraes que, de forma ilegal, se acha no direito de apontar o que é verdadeiro e o que é falso baseado em sua própria ideologia – começa o documento.

O documento segue afirmando que o inquérito da fake news “poderia ter sido sério, se o jornal Folha de São Paulo fosse punido após acusar o presidente de proliferar notícias falsas via WhatsApp, tendo sido provado em setembro pelo TSE sua inocência”.

Os autores da nota também acusam Moraes de “violar o sistema acusatório” a partir do momento em que toma o lugar de investigação que cabe ao Ministério Público e às Polícias. Moraes também é acusado de não seguir as normas estabelecidas na Constituição.

Leia a petição completa aqui.

O que não nos contam sobre o Covid 19

Por Cristina Miranda

Há coisas que eu não consigo compreender. Em Dezembro a China era surpreendida por um surto provocado por um vírus “supostamente” desconhecido. Soube-se imediatamente que era extremamente contagioso e estava a provocar milhares de mortes. Que a situação ficou fora de controle. Ora, nós não estamos na Idade Média em que as pessoas só sabiam das pragas quando eram afectadas por elas. Estamos no século XXI onde a informação é global e imediata. Logo, onde está a lógica de, perante um vírus “desconhecido” altamente contagioso que “supostamente” não se sabia inicialmente ainda do grau de mortalidade, todos os países não terem imediatamente contido o surto fechando as fronteiras à China, temporariamente, por prevenção?

É um facto. O comportamento dos países não segue, aparentemente, qualquer lógica. Por muito que a propaganda televisiva tente mostrar o contrário, não faz sentido nenhum que perante uma ameaça real “desconhecida” que poderia afectar seriamente as economias mundiais e respectivas populações, fiquem à espera de ver no que dá, tranquilamente, sem stress, até aparecerem casos de alastramento do vírus para fora da China. Desculpem, mas não faz sentido nenhum a menos, claro, que a disseminação fosse um objectivo.

Pensem. Com os traumas do passado recente com a Gripe Espanhola em 1918, o normal nestas condições seria imediatamente isolar os países desse perigo, certo? Como é que uma sociedade que foi capaz de aterrar em Marte justifica tanta “incompetência”?

Fui pesquisar. Segui o rasto do vírus. Descobri que foram os países com governos menos globalistas que tiveram uma acção mais rápida e drástica nas medidas de contenção. E os outros? “Laissez faire, laissez passer” foi o lema. Resultado: nos primeiros o vírus foi contido; nos segundos alastrou exponencialmente até ficar descontrolado. Porquê esta dualidade de comportamentos perante uma “ameaça mundial”?

Mas há mais. Na minha pesquisa encontrei informação factual que nos obriga a reflectir: Em 2015, Bill Gates alertava para a impreparação do Mundo para uma futura pandemia que dizia ser inevitável e desastrosa. Em 2019, dois meses antes da epidemia se manifestar na China, realizou-se um evento – o “Event 201” – com a ajuda do Instituto Johns Hopkins Center for Health Security e da Fundação Bill & Melinda Gates – que decorreu em Nova Iorque com o objectivo de testar a preparação global de empresas e de governos para uma pandemia de coronavírus onde participaram 15 líderes mundiais, entre os quais, dois responsáveis oficiais chinês e norte-americano de luta contra as epidemias. (Leia tudo aqui). 

Então, com tantas certezas iminentes e preocupações sobre um eventual surto viral “mortífero” que diziam ser real, como se explica a inacção dos países ao verem a China “explodir” com o vírus “desconhecido”? Mas a primeira medida básica não é fechar imediatamente as fronteiras com esse país infectado – precisamente por termos uma economia global – e com o actual conhecimento científico e tecnológico, enviar peritos de todo o Mundo para ajudar a travar o surto na origem? Mas afinal para que servem as organizações como a OMS? Não entendo.

Mais: a Netflix lançou recentemente, ainda antes do surto, odocumentário “Pandemic”. Nele é dito que temos de estar preparados e vigilantes porque “vai aparecer um vírus mortífero na China e vai-se espalhar”. Assim textualmente. Enquanto isso, vão demonstrando e reforçando a ideia de que o Mundo tem de investir biliões para ter uma saúde global que possa tratar eficazmente estes casos de pandemia.

Mais uma: descobri que 22 dias antes de ter sido comunicado oficialmente o surto de corona vírus, os médicos chineses e americanos que trocavam entre si informação para conter o vírus, já estavam a ser censurados pelas redes sociais impedindo que houvesse comunicação entre eles, como o denuncia aqui Paulo Portas. Porquê?

Se juntarmos a isto tudo a frouxidão escandalosa e incompreensível da UE, onde os primeiros ministros esperaram quase todos pela ordem de Bruxelas para tomarem medidas drásticas necessárias no imediato, todos eles alinhados no discurso, isto depois do vírus explodir na Europa e a decisão muito tardia da OMS em declarar estado de pandemia ( a mesma OMS que foi apanhada em esquemas de corrupção com ligações à China), temos aqui, caso não estejamos cegos pela desinformação da propaganda global, muita matéria para reflexão.

Mas há mais: a ausência de medo dos governantes sobre o “desconhecido vírus” demonstra que: ou os governos são “assassinos em série” frios e calculistas ou sabiam de antemão que a mortalidade do vírus dependia apenas da resposta rápida e adequada dos seus SNS e era fatal apenas nos mais vulneráveis, aqueles que as sociedades modernas dispensam porque ficam caros aos sistemas de saúde. Pensem.

Reparem agora nos SNS, nas economias, e na sociedade a serem postos à prova e as respostas que virão para fazer face a este colapso internacional: reforço dos poderes estatais, mais impostos, mais austeridade tudo à conta do covi19. Reparem também que são os países mais endividados, com mais problemas de défices e bolhas financeiras, que mais arrastam as medidas drásticas e consequentemente têm mais contágio.

Ter de escolher entre quem vive e quem morre resolve o problema do envelhecimento, dos SNS falidos. Reforça ainda a ideia defendida por alguns poderosos da necessidade de termos um governo global que nos proteja destas situações. É a imposição da aceitação desta agenda através do medo convencendo as populações de que os governos nacionais são incapazes de resolver estas questões sozinhos. (leia aqui a diferença entre globalismo e globalização)

As respostas a estas dúvidas virão no final: quando virmos quem saiu beneficiado; quem sai fortalecido (lembre-se que a China a cada surtode que foi alvo e desde o SARS escalou sempre e é agora a 2ª potênciaeconómica mundial; quem vai usar o covid19 para reforçar discursos contra o capitalismo e defender Estados mais poderosos; quem vai dizer que a UE, depois do Covid19, terá de se federar para enfrentar futuros cenários destes. E tantas outras narrativas de controlo das liberdades colectivas.

Lembre-se também de Pedrógão e dos fogos de Outubro: os incêndios que diziam ser por culpa da natureza, mas foi fogo posto – em zonas onde agora se prevê a exploração de lítio – que ficaram fora de controle, mataram e feriram centenas de pessoas mas nem assim, com essa catástrofe, se investiu na prevenção. Apenas foram reforçados, ainda mais e por ajuste directo, muitos muitos mais milhões em equipamentos de combate. Negociatas para continuar tudo na mesma. Pensem.

O meu pai contava uma anedota que era mais ou menos assim: “Certo dia o filho de um médico reformado chegou a casa e disse: “pai, lembras-te daquele paciente que tu tinhas há décadas e que se queixava do ouvido? Consegui curá-lo!” Responde o pai: “Não me digas que tiraste a carraça ao doente! Foi ela que te pagou os estudos de medicina!”.

O Mundo não quer eliminar a “carraça”. Quer alimentá-la. E nós todos somos as cobaias dessa gente. Só não vê quem não quer.

Pense nisso.

Nota: Este texto não é uma “teoria da conspiração” por isso poupe-me desses comentários. Pretende apenas uma reflexão séria sobre os acontecimentos olhando para todos os ângulos com todos os factos disponíveis e não apenas os que a comunicação social do “mainstream” quer nos mostrar. Se não tem mente aberta suficiente para vir aqui reflectir sobre isto, não leia.

Bolsonaro sobe o tom contra ação do STF: 'Acabou, p****'

Presidente protestou contra operação que fez buscas contra aliados e apoiadores dele

O presidente Jair Bolsonaro fez fortes críticas ao STF Foto: Agência Brasil/Antônio Cruz

O presidente Jair Bolsonaro elevou o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) na saída do Palácio do Alvorada nesta quinta-feira (28). Ao protestar contra a operação realizada na manhã de quarta-feira (27), o chefe do Executivo disse que a ação foi inadmissível e que tudo tem limite.

– As coisas têm limite. Ontem foi o último dia e peço a Deus que ilumine as poucas pessoas que ousam se julgar mais poderosas que outros que se coloquem no seu devido lugar, que respeitamos. E dizer mais: não podemos falar em democracia sem judiciário independente, legislativo independente para que possam tomar decisões. Não monocraticamente, mas de modo que seja ouvido o colegiado. Acabou, p*** – protestou.

Bolsonaro também disse que a fala era um desabafo e que não vai permitir que uma pessoa tome decisões no nome de todos, provavelmente em referência à decisão monocrática tomada por Alexandre de Moraes de investigar pessoas ligadas a ele.

– Me desculpem o desabafo, mas não dá para assistir atitudes individuais de certas pessoas, tomando de forma quase pessoal certas ações. Somos um país livre, e vamos continuar mesmo com sacrifício da vida. Peço a todos meus colegas que vamos buscar entendimento. Não vamos permitir que uma pessoa tome decisões no nome de todos – completou.

'Ordens absurdas não se cumprem', afirma Bolsonaro

Presidente comentou operação da Polícia Federal realizada na manhã de quarta-feira

Jair Bolsonaro Foto: PR/Marcos Corrêa

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (28), na saída do Palácio da Alvorada, que “ordens absurdas não se cumprem”. A fala faz referência à operação realizada pela Polícia Federal, na manhã de quarta-feira (27), em razão de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de expedir mandados de busca e apreensão contra aliados de Bolsonaro.

– Nunca tive a intenção de controlar a Polícia Federal, pelo menos isso serviu para mostrar ontem [quarta]. Mas obviamente, ordens absurdas não se cumprem. E nós temos que botar um limite nessas questões. Não foi justo o que aconteceu no dia de ontem [quarta] – disse o presidente a jornalistas.

Bolsonaro também destacou que os alvos da operação realizada na quarta não são bandidos nem marginais, mas cidadãos e chefes de família que foram surpreendidos pela Polícia Federal em suas casas.

– Trabalhamos ontem [quarta] quase que o dia todo voltando para uma causa. Com dor no coração, ouvindo reclamos daqueles que tiveram sua propriedade privada violada, que não são bandidos, não são marginais, não são traficantes. Muito pelo contrário, são cidadãos, chefes de família, homens, mulheres, que foram surpreendidos com a Polícia Federal, que estava cumprindo ordens, batendo em sua casa – relatou.

Por fim, o chefe do Executivo destacou que está com “as armas da democracia na mão” e que vai honrar o juramento que fez ao assumir o cargo de presidente.

– Repito, não teremos outro dia igual ontem [quarta]. Chega! Chegamos no limite. Estou com as armas da democracia na mão. Eu honro os meus compromissos no juramento que fiz quando assumi a Presidência da República – completou.

Ministra Damares protesta contra ação do STF em inquérito das fakes

Ministra afirmou que medidas tomadas pela Suprema Corte atacam direitos como liberdade de expressão e opinião

Ministra Damares Alves Foto: PR/Isac Nóbrega

Em publicação nas redes sociais no fim da noite de quarta-feira (28), a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, protestou contra as ações recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) determinadas no âmbito do inquérito da Corte que investiga a produção de notícias falsas e ofensas ao Supremo.

Na breve declaração, a ministra afirmou que as ações recentes do STF podem colocar em risco o direito à liberdade de expressão e opinião, garantidos pela Constituição.

– Registro minha contrariedade com as recentes medidas protagonizadas pelo STF que podem colocar em risco a liberdade de expressão e de opinião, garantidas pela Constituição Federal e previstas na Declaração Universal do Direitos Humanos – escreveu.

OPERAÇÃO

Na manhã de quarta-feira (27), agentes da Polícia Federal cumpriram 29 mandados de busca e apreensão em cinco estados e no Distrito Federal. Na ação, os principais alvos foram aliados e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, como o empresário Luciano Hang e o jornalista Allan dos Santos, do portal Terça Livre.

Membros do governo federal e o próprio presidente Jair Bolsonaro se posicionaram contra as ações, determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Segundo Bolsonaro, a medida é um “sinal que algo de muito grave está acontecendo com nossa democracia”.

Augusto Aras nega apreensão do celular de Bolsonaro

Procurador-geral da República afirmou que não cabe interferência de partidos e parlamentares no inquérito

Augusto Aras, procurador-geral da República Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, se manifestou oficialmente contrário ao pedido de apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro. A solicitação havia partido de partidos políticos em pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No entendimento de Aras, não cabe a interferência de partidos políticos e parlamentares na investigação que apura uma suposta interferência do presidente da República na Polícia Federal (PF).

– Tratando-se de investigação em face de autoridades titulares de foro por prerrogativa de função perante o Supremo Tribunal Federal, como corolário da titularidade da ação penal pública, cabe ao Procurador-Geral da República o pedido de abertura de inquérito, bem como a indicação das diligências investigativas – destacou.

O procurador-geral também relatou “que as diligências necessárias serão avaliadas na apuração em curso” quando for o momento conveniente.

Oficiais da Marinha manifestam apoio ao general Heleno

A carta aberta divulgada ontem pelo Clube Naval "acaba com aquela história de que a Marinha não estava alinhada" com as insatisfações do Exército, diz um assessor militar do Palácio do Planalto. O texto, enviado pela entidade aos oficiais associados, da ativa e da reserva, é assinado por seu presidente, o almirante de esquadra Eduardo Monteiro Lopes. 

Almirante de esquadra Eduardo Monteiro Lopes

O almirante é visto como um militar "moderado, tranquilo e sem inclinações incendiárias". A nota, na avaliação do assessor palaciano, "indica a linha de pensamento majoritária da Marinha". 

No texto, o Clube Naval critica o Supremo Tribunal Federal e manifesta seu apoio ao general Augusto Heleno, chefe do Gabinete Institucional da Presidência da República. Começa por repudiar "com veemência a arbitrária decisão" do ministro Celso de Mello de divulgar o vídeo da reunião ministerial do dia 22. Afirma que, logo depois de a gravação ter chegado ao magistrado, fragmentos de seu conteúdo foram "escancarados ao público, e de pronto aproveitados por significativa parte da mídia para satisfazer propósitos desconhecidos de proselitismo ideológico".

Em seguida, a nota classifica de "usurpação" de competência do Presidente da República a decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender a nomeação do delegado Alexandre Ramagem para a diretoria geral da Polícia Federal. Para o Clube Naval, as recentes decisões da Corte configuram "intromissões inaceitáveis" e, diante do risco de serem emuladas por outras instâncias do Judiciário, podem contribuir para "tumultuar o país".

Por último, o documento diz concordar "integralmente" com a nota assinada pelo general Augusto Heleno em que ele diz que que uma eventual apreensão do telefone celular do presidente Bolsonaro configuraria "uma afronta ao Poder Executivo" e traria "consequências imprevisíveis para a estabilidade" do país.

O texto do presidente do Clube Naval termina dizendo que a consulta de Celso de Mello à Procuradoria-Geral da República em torno da possibilidade de apreensão do telefone do presidente é "inconcebível". A exemplo do que fez Bolsonaro, o almirante Monteiro Lopes sugere que o decano do STF pode ser enquadrado na Lei de Abuso de Autoridade pela iniciativa. 

Os quartéis estão agitados.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Para Eduardo Bolsonaro, ação da PF é 'abuso de autoridade'

Em suas redes sociais, deputado criticou o inquérito das Fake News do STF

Deputado Eduardo Bolsonaro Foto: Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/Folhapress

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) utilizou suas redes sociais, nesta quarta-feira (27), para criticar a operação da Polícia Federal (PF) no inquérito das Fake News. Em sua conta do Twitter, o parlamentar chamou a ação determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como “abuso de autoridade”.

A operação da PF teve como alvos diversos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, entre eles o empresário Luciano Hang, o jornalista Allan dos Santos, o ex-deputado federal Roberto Jefferson e o deputado estadual de São Paulo, Douglas Garcia. A ação faz parte do inquérito das Fake News no STF, que investiga a produção de notícias falsas e ameaças à Corte. A autorização foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Ao comentar a operação, Eduardo Bolsonaro disse acreditar que um deputado ainda tinha direito a dar opinião no Brasil.

– Acredito que os atos de hoje configuram abuso de autoridade. Acho que um deputado neste país ainda tem direito a opinião, acho. E ou a lei vale para todos ou não vale para ninguém – escreveu.


Mais cedo, o parlamentar já havia feito críticos à “morosidade da Justiça” em casos específicos.

– Quando o crime em análise é corrupção a morosidade da justiça impressiona. Mas para constranger conservadores que sequer crime cometeram a velocidade surpreende mais ainda. Quem está desestabilizando nossa democracia? – questionou.

Deputado Gil Diniz vai pedir impeachment de Moraes

Dono do perfil Carteiro Reaça foi alvo de busca e apreensão do STF

Deputado estadual Gil Diniz, o “Carteiro Reaça” Foto: Divulgação/Alesp

O deputado estadual Gil Diniz (PSL-SP) afirma que vai protocolar no Senado Federal um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

– Não tem como ver o que está acontecendo e ficar inerte – diz Diniz, referindo-se à operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira (27) com 29 mandados de busca e apreensão cujas ordens foram expedidas por Moraes, relator do inquérito que apura ataques contra o STF.

O parlamentar disse ainda que Moraes está atentando contra a democracia.

– Quem defende o Estado de Direito e a democracia tem que repudiar o que o Alexandre de Moraes está fazendo – segue o deputado, que considera o inquérito “inconstitucional”.

Oito parlamentares são investigados. Entre eles está Diniz, conhecido como Carteiro Reaça. Mas não houve mandados para recolhimento de material em seus endereços. Moraes determinou que eles sejam ouvidos em dez dias e proibiu que suas postagens em redes sociais sejam apagadas.

– Hoje somos nós, mas amanhã pode ser a galera da esquerda. Não podemos aceitar isso com naturalidade – afirma o deputado.

*Mônica Bergamo/Folhapress

Abraham Weintraub compara ação da PF ao nazismo

Ministro criticou STF por dar prosseguimento a inquérito das fake news

Abraham Weintraub comparou ação da PF ao nazismo Foto: Reprodução

No dia em que a Polícia Federal cumpre 29 mandados de busca e apreensão no inquérito das fake news, que apura ataques a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF ), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, associou a operação ao nazismo.

– Hoje foi o dia da infâmia, vergonha nacional. Profanaram nossos lares e estão nos sufocando. Sabem o que a grande imprensa oligarca/socialista dirá? SIEG HEIL! – escreveu ao lado de uma foto da Alemanha nazista.

A expressão em alemão significa “Salve vitória” e era muito usada durante o período nazista na Alemanha.

Em outra publicação, também nesta quarta, Weintraub relata que cresceu escutando que familiares seus foram perseguidos pelo nazismo e que a polícia do regime entrava nas casas de inimigos do nazismo.

– Nesse momento sombrio, digo apenas uma palavra aos irmãos que tiveram sues lares violados: LIBERDADE – disse.

Ao determinar medidas contra políticos, empresários e ativistas bolsonaristas, o ministro do STF Alexandre de Moraes citou a suspeita de participação do suposto gabinete do ódio.

Weintraub também está no alvo do STF por causa de suas declarações na reunião ministerial de 22 de abril. Ele disse que botaria todos na prisão, “começando pelo STF”. Após defender cadeia aos ministros, Weintraub disse que falava de “alguns, não todos”.

Na terça-feira (26), Moraes mandou Weintraub prestar depoimento em cinco dias à Polícia Federal por causa da afirmação. O ministro afirma que há “indícios de prática” de seis delitos.

*Folhapress

Polícia Federal cumpre mandados judiciais em investigação conduzida pelo Supremo Tribunal Federal

Medidas são cumpridas em seis estados da Federação

Brasília/DF – A Polícia Federal cumpre, na manhã desta quarta-feira (27/05), ordens judiciais que visam instruir o INQ nº 4.781 do Supremo Tribunal Federal - STF.

Estão sendo cumpridos 29 Mandados de Busca e Apreensão no âmbito do referido procedimento, conduzido pelo Ministro Alexandre de Moraes.

As ordens judiciais estão sendo cumpridas no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.

Informações de dados complementares deverão ser solicitados ao Setor de Comunicação Social da Suprema Corte.

Pompeo afirma que Hong Kong deixou de ser autônoma em relação à China

O Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, discursa na Casa Branca em Washington, em 8 de abril de 2020 (EFE / CHRIS KLEPONIS / Archivo)

Por EFE

Washington, 27 maio – O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, afirmou nesta quarta-feira que Hong Kong não pode mais ser considerada autônoma em relação à China, em meio aos planos de Pequim de aprovar uma polêmica lei para cortar as liberdades na região.

“Hoje, informei ao Congresso que Hong Kong não é mais autônoma em relação à China, com base nos fatos locais. Os EUA permanecem com o povo de Hong Kong”, escreveu Pompeo no Twitter.

Na semana passada, Hong Kong teve protestos e confrontos entre manifestantes e a polícia após a notícia de que o Parlamento chinês planejava aprovar uma “lei de segurança nacional” que poderia retirar as liberdades da região autônoma.

Em comunicado, Pompeo mencionou que o Congresso Nacional do Povo da China (Parlamento) quer impor tal projeto de lei “de maneira unilateral e arbitrária”.


“A fatídica decisão de Pequim é a última de uma série de ações que minam fundamentalmente a autonomia e as liberdades de Hong Kong, assim como as promessas da própria China ao povo de Hong Kong sob a Declaração Conjunta Sino-Britânica, um tratado internacional apresentado pelas Nações Unidas”, afirmou o chefe da diplomacia dos EUA.

A declaração, de 1984, serviu para determinar a volta de Hong Kong do controle britânico para a China em 1997, e previu a manutenção de diversas liberdades por um período de 50 anos.

No entanto, porta-vozes do Ministério das Relações Exteriores da China já disseram diversas vezes que este documento tem sido cumprido até então.

Pompeo argumentou que, após avaliar os recentes acontecimentos, pode certificar ao Congresso dos EUA que “nenhuma pessoa razoável pode afirmar hoje que Hong Kong mantém um elevado grau de autonomia em relação à China”.

“Se houve uma vez em que os Estados Unidos esperavam que uma Hong Kong livre e próspera constituísse um modelo para a China autoritária, agora está claro que a China está moldando Hong Kong como ela própria”, justificou.

O secretário de Estado americano acrescentou que os EUA estão ao lado do povo de Hong Kong na luta contra a “crescente rejeição” de Pequim em relação à autonomia prometida à região.

terça-feira, 26 de maio de 2020

General Heleno chama Ciro Gomes de 'lixo humano' e 'débil mental'

Ministro do GSI rebateu ataques do ex-governador do Ceará, que o chamou de "mentiroso" e "sem honra"
General Heleno rebate ofensas feitas por Ciro Gomes Foto: Montagem/Pleno.News

Nesta terça-feira (26), o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, utilizou suas redes sociais para rebater críticas feitas pelo ex-governador do Ceará, Ciro Gomes. Em sua conta do Twitter, ele chamou o político de “lixo humano” e disse que o considera “um canastrão”.

Em um vídeo que se espalhou nas redes sociais, Ciro Gomes comentou uma nota de Heleno a respeito da apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro e classificou o ministro do GSI como “um dos mais boçais”, “mentiroso” e “sem honra”. Além disso, ele afirmou ainda ter mais medo de Augusto Heleno “com a mão suja de cocô do que com a arma que ele pensa que vai poder apontar”.

Ao comentar as ofensas de Ciro, Heleno comparou o ex-governador do Ceará a Adélio Bispo, responsável por esfaquear Bolsonaro, e o chamou de “débil mental”.

– Ciro Gomes, que eu mal conheço e considero um canastrão, publicou um vídeo com uma série de ofensas a mim. Não vou responder, porque o considero um lixo humano, nem vou processá-lo, por ser um caso igual ao Adélio, inimputável por ser débil mental – destacou.

Bolsonaro exalta militares e diz: ‘O maior exército é o povo’

Presidente participou do hasteamento da bandeira

O presidente Jair Bolsonaro voltou a se encontrar com a apoiadores, no início da noite deste domingo (24), em frente ao Palácio da Alvorada. Bolsonaro prestigiou o hasteamento da bandeira nacional em comemoração ao aniversário de 228 anos da Academia Militar das Agulhas Negras, onde também se formou.

Na breve aparição pública, Bolsonaro estava ao lado do ministro da Defesa, Fernando Azevedo. O presidente voltou a comentar sobre a importância das Forças Armadas e disse que os militares são fundamentais para a democracia.

– Nosso maior exército é o povo. As Forças Armadas sempre estiveram ao lado do povo, da democracia, da lei e da ordem. As Forças Armadas pertencem ao Brasil e não ao presidente. O presidente é apenas um representante. Obviamente sabendo o seu papel e tendo um homem à altura na frente delas [Forças Armadas], o Brasil tem tudo para dar certo. [Os militares] são um pilar da nossa estabilidade e as Forças Armadas sempre foi voltada para os interesses da nação, para o bem comum, ao lado do povo, da lei e da ordem – afirmou.

Após a declaração, Bolsonaro conversou com apoiadores e caminhou com eles até o cercado onde ficam outros apoiadores e a imprensa. Ele tirou fotos, foi chamado de “mito” e recebeu elogios. Em seguida, o presidente retornou para residência oficial.


Weintraub poderá ser lançado para a prefeitura de São Paulo

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, após o brilhante discurso contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na reunião ministerial de 22 de abril, foi lançado para a prefeitura de São Paulo por grupos bolsonaristas nas redes sociais.

De acordo com fontes, o grupo quer que Weintraub dispute a prefeitura de São Paulo, hoje sob o comando do socialista Bruno Covas (PSDB).

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Nelson Teich se irrita e detona GloboNews durante entrevista

Ex-ministro criticou tentativa de jornalistas de polarizar gestão dele na pasta e criar atrito entre ele e Bolsonaro

Nelson Teich concedeu entrevista à GloboNews Foto: Reprodução

Em uma entrevista acalorada na noite de domingo (24), o ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, fez diversas críticas às perguntas feitas pelos jornalistas da GloboNews. Em alguns momentos o ex-gestor chegou a se irritar e chamar o questionamento de um dos profissionais da emissora de “desserviço”.

Ao responder uma das perguntas, Teich afirmou que um dos entrevistadores misturou “cloroquina com isolamento” e afirmou que lamentava o posicionamento do jornalista de insinuar que o ministério não estava fazendo ações que, segundo Teich, eram realizadas.

– Tudo o que você está falando, a gente já faz, as ações existem, estão acontecendo, não sei de onde você tá tirando que não existem ações. Lamento que você pense assim e eu lamento que você fale isso em uma televisão como essa. É muito ruim pra sociedade, isso é um desserviço pra sociedade – disse.

Em outro ponto, onde o jornalista Valdo Cruz perguntou a Teich sobre o isolamento vertical, já insinuando que ele era contra a medida, o ex-ministro então disse que a pergunta tinha um tom que aumentava a polarização em um momento onde o país não precisa de divisões.

– Eu preciso que você fale o que eu disse e não o que eu não disse. Eu preciso que vocês digam que eu sou a favor de um isolamento mais seletivo, nem vertical, nem horizontal. Você vai estar fazendo uma coisa que não é boa para o Brasil, que é polarizar na hora que mais precisamos de harmonia – rebateu.

Teich também evitou fazer qualquer crítica ao presidente Jair Bolsonaro e disse que o julgamento sobre as decisões do chefe do Executivo caberá “ao futuro”.

– Eu não estou aqui [para julgar], quem vai julgar o presidente é o futuro, não sou eu. O meu papel era traçar um caminho, eu dirigi aquilo e cheguei à conclusão que tínhamos posições diferentes, mas não vou julgar ninguém aqui – completou.

    

Augusto Heleno agradece apoio de militares por nota

Nota em defesa de Bolsonaro foi reforçada por aliados

General Heleno agradeceu apoio após divulgação de nota Foto: Reprodução

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, agradeceu, neste domingo (24), o apoio que tem recebido após a divulgação da nota em que critica a possibilidade de apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro.

No Twitter, Heleno negou que tenha falado intimidado autoridades e disse que a esquerda tem “síndrome de golpe”.

– Agradeço, emocionado, o apoio dos queridos amigos da Turma Marechal Castello Branco-AMAN-1971. A esquerda radical tem síndrome de golpe, elucubra e lê mal. Não citei nomes, nem Forças Armadas e muito menos o art 142. Falei de segurança institucional, que interessa aos brasileiros de bem – escreveu.

A oposição acusou Augusto Heleno de “sugerir um golpe” após a divulgação de nota oficial em que afirma que a apreensão do celular de Jair Bolsonaro seria uma “afronta” ao chefe do executivo. No mesmo comunicado, Heleno diz que isto poderia resultar em “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.

domingo, 24 de maio de 2020

Militares apoiam general Heleno sobre celular de Bolsonaro

Forças Armadas veem possível crise caso telefone seja apreendido

Ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, concorda com a nota emitida na sexta (22) pelo general Augusto Heleno, na qual o chefe do Gabinete de Segurança Institucional falou de “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional” por ato do Supremo Tribunal Federal.

Heleno criticou o envio para avaliação da Procuradoria-Geral da República (PGR), pelo ministro Celso de Mello, de um pedido para apreensão dos celulares do Jair Bolsonaro e de seu filho Carlos, no âmbito do inquérito que apura suposta interferência política do presidente na Polícia Federal.

Segundo ele, contudo, tais consequências não seriam um golpe ou uma intervenção militar, mas sim uma crise institucional.

Para Azevedo, ela existe como risco, já que considera que a harmonia entre Poderes é “uma via de mão dupla”.

No entender do ministro, que falou primeiro sobre o caso na noite de sexta à CNN Brasil, o celular do presidente é uma questão de “segurança institucional”. Ele afirmou estar “bastante preocupado com o clima de tensão entre os Poderes”.

No último mês, o ministro editou duas notas reafirmando o compromisso das Forças com a Constituição. Também exortou a coexistência entre Poderes, num recado ao Supremo e ao Congresso.

Como o jornal Folha de S.Paulo mostrou, uma série de decisões contrárias ao presidente, no Legislativo mas principalmente no Judiciário, estão sendo vistas como excessivas pelos fardados. Até aqui, a mais grave na visão deles fora a liminar barrando a posse de Alexandre Ramagem na PF.

*Folhapress

Bolsonaro defende cloroquina: 'Quem não quer, não toma'

Presidente afirmou ainda que "é o que tem" no momento

Bolsonaro com caixas de cloroquina na frente do Palácio da Alvorada

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender, neste sábado (23), o uso da cloroquina para o tratamento da Covid-19. A declaração foi feita a apoiadores que estavam em frente ao Palácio da Alvorada.

– Até porque não tem outro remédio. É o que tem. Ou você toma cloroquina ou não tem nada. O que eu fico chateado também é que quem não quer tomar, não toma – disse.

Bolsonaro lembrou ainda que um protocolo de tratamento totalmente seguro e eficaz leva tempo e que no caso da pandemia é preciso uma solução rápida.

– Na Guerra do Pacífico não tinha remédio, usaram água de coco e funcionou. Se fosse esperar um protocolo, uma comprovação científica, iam morrer milhares – afirmou.

Nesta semana, o Ministério da Saúde mudou o protocolo para a administração da cloroquina. A partir de agora, há a indicação de que a droga seja usada ainda no início dos sintomas da Covid-19.

Governo lança 130 serviços digitais durante pandemia de covid-19

Chegam a 700 os serviços digitalizados desde janeiro do ano passado

Por Agência Brasil

Durante o período da pandemia do novo coronavírus, o governo federal divulgou a criação até o momento de 130 serviços digitais, entre eles aplicativos que ficaram famosos, como o do auxílio emergencial. Ao mesmo tempo que deram acesso aos cidadãos de benefícios e atividades importantes, as aplicações também levantaram debates sobre exclusão e proteção de dados pessoais.

Com as 130 novas alternativas online, o governo chegou a 700 serviços digitalizados desde janeiro do ano passado. Entre eles estão o auxílio emergencial, solicitação de auxílio-desemprego, saque do abono salarial, emissão do comprovante do cadastro único e obtenção da carteira de trabalho.

Além disso, o governo elenca entre os serviços disponibilizados com foco na prevenção e combate à pandemia, o site com informações sobre o tema e o mapa de ações e insumos e equipamentos distribuídos.

O aplicativo (app) coronavírus-SUS foi lançado com dicas de como evitar o contágio, orientações do que fazer em caso de sintomas, indicação de unidades de saúde próximas do usuário e envio de notificações e atualizações pelo Ministério da Saúde, reunidos no portal único (.gov.br). De acordo com o ministério, em abril 14 milhões de pessoas acessaram o site.
Auxílio emergencial

O auxílio emergencial foi o benefício de maior escala lançado pelo governo federal, já tendo sido pago a mais de 50 milhões de brasileiros. O acesso foi condicionado ao ato de baixar o programa e a sua utilização.

Para Mariah Sampaio, pesquisadora do Centro de Estudos em Comunicação, Tecnologia e Política da Universidade de Brasília, em que pese o app ter um design fácil, a oferta do benefício por uma aplicação de internet traz riscos de excluir um contingente que precisa dele.

Ela lembrou que, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) contínua de abril de 2020, cerca de 48 milhões de brasileiros não têm acesso à Internet. De acordo com a pesquisa TIC domicílios, do Comitê Gestor da Internet no Brasil, a conectividade entre pessoas que recebem até um salário-mínimo era de 47%.

“Por mais que o sistema seja oferecido como uma alternativa de facilitação, eu questiono o que estamos fazendo para romper o distanciamento entre o Estado e a população. Somente a tecnologia é capaz de reduzir essa lacuna? Até mesmo dentro do ambiente digital, estamos atingindo a população que está conectada?”, questionou a pesquisadora.

Conforme o Ministério da Cidadania, a pessoa que deseja acessar o auxílio não precisa fazê-lo no seu celular, mas precisa utilizar um aparelho deste tipo e cada telefone só pode fazer uma inscrição. Assim, o interessado não pode utilizar um celular de outra pessoa que pretende pedir o auxílio também. Para quem não está conectado, mas está no cadastro único, o recebimento é automático.

Para quem não está no cadastro, não é necessário ter pacote de dados para fazer a solicitação do auxílio. A equipe da pasta informou que estabeleceu parceria com os Correios para permitir o requerimento nas agências, mediante preenchimento dos dados.
Proteção de dados

O centro de pesquisa em internet e sociedade Internetlab analisou aplicativos de diversos entes públicos, entre eles o governo federal, no contexto da pandemia sob a ótica da privacidade e proteção de dados. O estudo analisou a exposição dos usuários dos apps a riscos, classificando como baixa, intermediária e alta.

No aplicativo do governo foi identificada exposição alta a riscos, incluindo os aplicativos coronavírus-SUS e auxílio emergencial em relação a garantias definidas na legislação. Os apps analisados não informam sobre as medidas de segurança para os dados coletados.

O estudo avaliou se os programas possuem política de privacidade, se ela é acessível, ou se informa quais dados são coletados e a possibilidade de tratamento posterior. O app coronavírus-SUS não tem política de privacidade. O app do auxílio emergencial também não traz normas relacionadas à coleta e tratamento de informações dos usuários. Apenas a Caixa Econômica tem política de privacidade, de forma geral, para todos os serviços online.

“Se os aplicativos analisados não informam a respeito do tratamento que realizam para os objetivos do app, também não o fazem quanto a um eventual tratamento posterior dos dados, isto é, para outras finalidades além daquelas que o usuário consentiu. Considerando o potencial que os dados coletados têm de fornecer informações e qualificar o debate público e pesquisas a respeito da pandemia, esses novos usos deveriam ser considerados”, informam os autores do estudo.

A Agência Brasil entrou em contato com a Caixa e com o Ministério da Saúde sobre as conclusões do estudo e aguarda retorno.

China escondeu gravidade do surto do novo coronavírus durante seis dias

Associated Press teve acesso a documentos internos que provam que regime chinês já tinha noção da gravidade do surto em Wuhan, mas durante seis dias manteve esses dados secretos.

As autoridades chinesas demoraram seis dias a tornar pública a dimensão e o risco representado pelo surto inicial do novo coronavírus em Wuhan, uma atitude que pode ter comprometido a resposta inicial à epidemia. A informação está confirmada em documentos internos a que a Associated Press (AP) teve acesso, através de uma fonte médica não identificada, e que foi publicada esta quarta-feira.

A 14 de janeiro, o diretor da Comissão Nacional chinesa de Saúde, Ma Xiaowei, fez uma teleconferência com vários responsáveis de saúde do país, onde afirmou que “a situação epidémica é grave e complexa, é o desafio mais sério desde a SARS em 2003 e é provável que se torne numa grande questão de saúde pública”. A AP confirmou esta informação não apenas através dos documentos, mas também junto de duas fontes que estiveram presentes na teleconferência. Os documentos indicam que a avaliação de Ma Xiaowei foi transmitida para dar instruções vindas diretamente da cúpula do governo: do Presidente Xi Jinping, do primeiro-ministro Li Kequiang e do vice-primeiro-ministro Sun Chunlan.

Os responsáveis políticos só viriam a pronunciar-se publicamente sobre a situação a 20 de janeiro, numa declaração pública de Xi Jinping. Ao longo desses seis dias, mais de três mil pessoas terão sido infetadas na China.

A resposta ao novo coronavírus só começou a avançar a 14 de janeiro, depois de se ter detetado o primeiro caso fora da China, a 13 de janeiro, na Tailândia. De acordo com a AP, os documentos — marcados com indicações como “interno”, “não é para ser espalhado na internet” ou “não é para divulgação pública” — mostram que o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças de Pequim iniciou então um plano nacional com equipas de trabalho para “obter fundos, formar profissionais de saúde, reunir dados, conduzir investigações no terreno e supervisionar laboratórios”, de acordo com os documentos. À província de Hubei, onde fica Wuhan, foi recomendado que começassem a ser feitos controlos de temperaturas em aeroportos e estações de comboio e autocarro — mas tal informação não foi tornada pública de imediato.

A Comissão Nacional de Saúde também distribuiu instruções aos responsáveis de saúde nas províncias para que se começassem a identificar casos suspeitos e para que fosse fornecido equipamento de proteção individual aos profissionais de saúde. “Toda a gente que trabalha na área das doenças infecciosas no país sabia que se passava algo”, resumiu à AP uma especialista chinesa que preferiu não ser identificada. Oficialmente, Pequim continuava a afirmar que o vírus não era preocupante e assumia apenas a existência de 41 casos diagnosticados na China.

As reações a estas notícias são variadas. Zuo-Feng Zhang, epidemiologista da Universidade da Califórnia, considera que esta é uma informação “tremenda”. “Se eles tivessem tomado medidas seis dias mais cedo, haveria menos pacientes e as instalações médicas poderiam ter aguentado. Podia ter sido evitado o colapso do sistema de saúde de Wuhan”, afirmou à agência.

Ray Yip, antigo fundador da delegação do Centro de Controlo de Doenças norte-americano na China, discorda. “Eles podem não ter dito a coisa certa, mas fizeram a coisa certa”, afirma. “Fizeram soar os alarmes em todo o país no dia 20, o que é um atraso razoável”.

A República Popular da China recusa qualquer acusação de que tenha escondido qualquer tipo de informação: “As alegações de um encobrimento ou de falta de transparência na China são infundadas”, declarou o porta-voz dos Negócios Estrangeiros na passada quinta-feira.

As origens socialistas do fascismo

Uma das falácias mais persistentes é a alegação de que o Fascismo é uma doutrina capitalista, ignorando seus actos e influências. 

O fascismo além de aliado do nazismo, possui os mesmos princípios e origens, embora com certas diferenças. Em semelhança com o nazismo, o fascismo nada mais representa que outro filho bastardo do socialismo e do sindicalismo. Tais factos são narrados ao longo da história política de Benito Mussolini. 

Desde o início da sua carreira que Mussolini rapidamente se inclinou para as ideologias de massas, filiando-se ao Partido Socialista com apenas 17 anos. Em 1902, tentando fugir do serviço militar, emigrou para a Suíça, onde conheceu alguns políticos russos vivendo no exílio (incluindo os marxistas Angelica Balabonoff e Vladimir Lênin).

Mussolini tornou-se um activo membro do movimento socialista italiano na Suíça, trabalhando para o jornal L’Avvenire del Lavoratore, organizando encontros, discursando para os trabalhadores, além de actuar como secretário da união dos trabalhadores italianos em Lausanne. Mas em 1903, foi preso pela polícia bernense e deportado para a Itália.

Ao retornar a Itália já estava renomado e destacava-se como um dos mais activos socialistas italianos. Em 1910 retorna a sua cidade natal e passa a editar o jornal semanal Lotta di classe (A Luta de Classe). Neste período, publicou Il Trentino veduto da un Socialista (O Trentino visto por um Socialista). 

Em 1911 Mussolini participou num motim (liderado por activistas socialistas) contra a guerra italiana na Líbia. Ele denunciou-a como uma guerra imperialista com o propósito de capturar a capital Líbia Tripoli, mas isso custu-lhe 5 meses da vida ne prisão. 

Um ano depois Mussolini ajudou a expulsar do partido dois revisionistas socialistas que haviam apoiado a guerra: Ivanoe Bonomi e Leonida Bissolati. Como resultado ganhou o cargo de editor do jornal do Partido Socialista Italiano o "Avanti!", que sob a sua liderança viu a sua circulação aumentar de 20,000 para 100,000 cópias. Como redactor do jornal ficou famoso por seu discurso anticapitalista. Em seus textos Mussolini atacava severamente as economias liberais.

Com o passor dos anos, o Partido Socialista Italiano decidiu não se opor ao governo liderado por cinco vezes pelo Primeiro Ministro Giovanni Giolitti. Coligados com o governo, o PSI elevara sua influencia eleitoral. 

Entretanto, o partido permanecia dividido entre dois grupos: os Reformistas liderados por Felippo Turati e que exerciam forte influencia junto dos sindicatos, e os Maximalistas, liderados por Constantino Lazzari, que eram afiliados ao “London Bureau”, uma associação internacional de partidos socialistas. 

Para resolver o impasse interno, Mussolini liderou o grupo dos Maximalistas em uma convecção do PSI, o que levou a uma cisão interna e que forçou os reformistas a fundar o Partido Socialista Reformador Italiano. 

Em 1919 Mussolini fundou os Fasci Italiani di Combatimento, organização que daria origem ao Partido Fascista. Com base em suas perspectivas políticas de carácter socialista, consegiu milhares de afiliados. Não obstante, Mussolini criou o própria ideologia a partir de suas antigas influencias, e tal como elas, o fascismo exigia um imposto progressivo, a formação de cooperativas e um ambiente onde partidos, associações, sindicatos, classes seriam um só corpo.

Na Enciclopédia Italiana de 1931, escrita por Giovanni Gentile e Benito Mussolini, o fascismo é descrito como uma doutrina cujo “fundamento é a concepção do Estado, da sua essência, das suas competências, da sua finalidade. Para o fascismo o Estado é um absoluto, perante o qual indivíduos e grupos são o relativo. Indivíduos e grupos são “pensáveis” enquanto estejam no Estado”. 

A doutrinas fascista era de cunho colectivista e previa controle da economia e a estatização; portanto não eram diferentes de qualquer outra forma de socialismo. 

Embora o ditador se tivesse distanciado do socialismo de reformas gradativas para um socialismo violento e revolucionário (aos moldes do comunismo a qual se opunha), não ignorava suas origens. 

Em 1932, identifica “no grande rio do fascismo”, as correntes que nele vão desaguar, e que terão as suas fontes em Georges Sorel, Charles Peguy, Hubert Lagardelle do Movimento Socialista, e nos sindicalistas italianos Angelo Oliviero Olivetti da Pagine Libere, Orano de a Lupa, o Enrico Leone do Divenire Sociale e que segundo ele, haviam trazido entre 1904 e 1914, o novo tom ao ambiente do socialismo italiano.

Mussolini não tinha meios nem a necessidade de esconder suas origens socialistas, e embora fosse anticomunista, seu sistema é bem parecido como o modelo stalinista através da reengenharia social, controle da produção, consumo, preços, salários, aluguéis, mídia, comunicação, campos de confinamento de prisioneiros, extermínio em massa, coerção militar, imperialismo e liderança absoluta.

Tal como no comunismo de Stalin, o Fascismo e o Nazismo eram estatólatras (culto ao chefe de Estado) e contrários as liberdades individuais. Eram opositores da democracia e do liberalismo. O fascismo, assim como toda doutrina socialista, visa reformar o homem, controlar seus hábitos através de uma liderança populista e demagoga. 

Com um linguajar forte e que supostamente resolveria todos os problemas, Mussolini  tornara-se um dos maiores tiranos da história. Para muitos estudiosos da época, Mussolini não era apenas um simples redcator que se tornara um soberano, mas o Lênin italiano - o líder de uma facção revolucionaria que visava destruir o capitalismo de livre mercado.

Referências:
Jonah Goldberg  – Fascismo de Esquerda
Gerald Leinwand – The Pageant of World History
Margherita G. Sarfatti – The Life of Benito Mussolini
Charles F. Delzel, Harper Rowe – Mediterranean Fascism
Brenda Haugen – Benito Mussolini
Modern Leftism as Recycled Fascism

~ Christiano Di Paulla - Modificado a partir do original: https://bit.ly/2VOqtDC