sexta-feira, 24 de abril de 2015

Paralisação dos caminhoneiros: aumenta o número de bloqueios pelo Brasil

Apesar do boicote da velha mídia paga pelo governo, o protesto dos caminhoneiros segue aumentando do sul para todo o país>>> (Foto: BR-285, Passo Fundo/RS)
AGORA - As rodovias federais brasileiras tinham nesta manhã 11 interdições causadas por protestos de caminhoneiros, com bloqueios parciais, um número menor do que o registrado na noite e na manhã de quinta-feira.
Segundo o último boletim da noite passada, havia 17 interdições ativas, enquanto ao final da manhã de quinta-feira a polícia havia registrado 14 interdições.
As manifestações ocorrem principalmente nos Estados com maior produção agrícola do Brasil, como Mato Grosso --com sete interdições nesta manhã--, Rio Grande do Sul (uma), Paraná (uma) e Mato Grosso do Sul (uma interdição). O Ceará também tinha um bloqueio nesta manhã, segundo a polícia.
Os bloqueios das estradas ameaçam atrasar o fluxo de produtos para as indústrias e principalmente para exportação, num momento em que a soja, principal produto do agronegócio nacional, está sendo escoada para os portos, após uma colheita recorde.
A comercialização de soja também é prejudicada pelos protestos, disseram representantes dos produtores na quinta-feira, uma vez que os compradores temem fazer negócios diante das incertezas.
Os protestos voltaram a ocorrer nas rodovias na quinta-feira, após o governo não chegar a acordo com os manifestantes sobre a implementação de uma tabela impositiva do preço do frete, considerada por empresários contratantes de transporte como inconstitucional, por ferir a livre concorrência.
No entanto, os protestos ocorrem agora em menor intensidade do que em fevereiro e início de março, quando a polícia registrou mais de cem bloqueios.
Desde março, o governo atendeu uma série de outras reinvindicações dos caminhoneiros, o que pode explicar a menor adesão ao movimento em abril.
Entre as medidas, o governo cita sanção integral, sem vetos, da Lei dos Caminhoneiros; isenção de pagamento de pedágio para o eixo suspenso de caminhões vazios; perdão das multas por excesso de peso expedidas nos últimos dois anos; e responsabilização do embarcador pelos prejuízos decorrentes do excesso de peso e transbordo da carga em excesso, entre outras.
Nesta sexta-feira, o Diário Oficial da União traz resolução regulamentando uma tabela de referência não impositiva de frete rodoviário, uma das medidas anunciadas pelo governo para tentar acalmar caminhoneiros que protestam contra os baixos valores recebidos pelo transporte de mercadorias. (Informações de Reuters/Por Roberto Samora)

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