sábado, 31 de outubro de 2015

Como a grande imprensa tenta defender "Beauvoir", e tentam relativizar sua colaboração com o nazismo, a misoginia e a pedofilia

AFP"Beauvoir por trás da máscara e do mito forjado" traz mais uma clara prova de como a grande imprensa tenta defender o indefensável quando envolve os expoentes intelectuais da esquerda: tratam logo de relativizar a colaboração com o nazismo, a misoginia e a pedofilia.

Beauvoir por trás da máscara e do mito forjado.

Recente matéria veiculada pela BBC Brasil*, de autoria de Rafael Barifouse, traz o seguinte título: "Após Enem, filósofa francesa ganha acusações de nazista e pedófila na Wikipedia".


O tom da chamada é o mesmo de todo o texto: defesa de Beauvoir contra fatos incontroversos e, até mesmo, contra as próprias posições expressas da autora. Logo de cara traz o termo "acusações" para se referir às adjetivações que se fundam na conduta, nos escritos e ações da própria autora, tentando dar a impressão de que seriam meras ilações e conjecturas levianas e infundadas..

As três grandes “novidades” no “establishment” nacional dão conta de que Beauvoir teria: i) colaborado espontaneamente com o nazismo durante a ocupação da França, ii) que julgava mulheres limitadas quanto às suas escolhas entre vida profissional fora de casa ou dentro do lar e, por fim, iii) que era a favor da pedofilia (sexo “consensual” [!] com jovens e crianças independentemente da idade).

Verdades ou mentiras? Pois bem, a grande ironia é que o texto em defesa da autora traz em si a confirmação de todas estas “acusações”, mas com viés de que as pessoas estariam negando a admitir o que estão expressamente admitindo.

Todo o frenesi da matéria se deu pelo “vandalismo excessivo” ocorrido na página da Wikipédia referente ao verbete “Simone de Beauvoir”. De acordo com critérios internos da “enciclopédia” virtual e um “administrador de conteúdo”, ocorreu "vandalismo excessivo" nas edições do citado verbete com a inclusão de informações não totalmente comprovadas e um grande fluxo de pessoas a editar a página, algo incomum.

Voltando à matéria, malgrado ela seja uma clara “defesa” de Beauvoir, o tiro saiu pela culatra, Pois admite que os fatos a ela imputados são, sim, verdadeiros e fazem parte de sua biografia:

1. Trabalhou espontaneamente como colaboracionista, na Rádio Vichy, durante a ocupação nazista da França, sendo diretora de sonoplastia da rádio estatal do estado fantoche.

2. Abertamente escreveu que as mulheres não devem ter opção de trabalhar em casa porque muitas prefeririam e escolheriam isso, o que demonstraria suas limitações intelectuais enquanto mulheres.
3. Era aberta e expressamente favorável à pedofilia. Assinou um manifesto em 1977 e defendeu que não houvesse qualquer limite de idade para relações sexuais entre adultos e jovens e crianças. Há, ainda, severos apontamentos de que ela mesma praticou a pedofilia e assédio de suas alunas, havendo livros de suas ex-alunas contando como se dava a violência sexual.

Malgrado se tratem de fatos incontroversos da sua biografia e posições assumidas por ela expressamente, alguns chamados “especialistas” ADMITEM que tudo isso ocorreu, mas que “não justificariam” a sua inclusão no verbete da Wikipédia!

Tecendo elogios como “mulher de posições fortes” e “à frente de seu tempo”, as tais especialistas crêem que não faz sentido citar esta parte da vida e obra de Beauvoir. Fazer isso seria algo “extremamente inconseqüente” “sem que isso venha junto com fatos e reflexões”!

Sim, você leu certo!

Não seria significativo o bastante que as pessoas soubessem quem foi a verdadeira Simone de Beauvoir por trás da máscara de mito e sumidade que os putrefatos intelectualmente meios acadêmicos brasileiros atribuíram à sua figura “mitológica”.

Apelando a um sentimentalismo tóxico (ver T. Dalrymple) e evidente vitimismo, afirma que estes “ataques” decorreriam “da resistência às idéias de Beauvoir contra a dominação masculina e os direitos da mulher”.

Sim, novamente você leu corretamente! Para alguns, demonstrar que ela colaborou espontaneamente com o nazismo, que considerava as mulheres limitadas intelectualmente para fazer certas escolhas e defendia a pedofilia é... machismo e vai contra os direitos da mulher.

Vendo o seu mito desmoronar, não resta nada a estas pobres almas que relativizar coisas tão sérias.

Mas, para alguns, qualquer um que “ouse” falar de Beauvoir é um machista! Ainda bem que não colaboracionista com o nazismo, misógino e pedófilo!

*Íntegra da matéria da BBC Brasil:

Vídeo: Lula confessa que enganou o povo; assista!

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva confessou nesta quinta-feira (29) o que todo brasileiro já sabia, que parte da atual crise política é devido a “mudança de discurso” do governo da presidente Dilma Rousseff em relação às promessas feitas na campanha eleitoral do ano passado. Na avaliação de Lula, a presidente está fazendo exatamente o que afirmou que não faria enquanto tentava conquistar mais um mandato. A confissão foi feita durante a reunião do diretório nacional do PT.

“Nós tivemos um problema político sério, porque ganhamos as eleições com um discurso e, depois das eleições, nós tivemos que mudar o nosso discurso e fazer aquilo que a gente dizia que não ia fazer. Isso é fato conhecido de 204 milhões de habitantes, fato conhecido da nossa querida presidenta Dilma”, ressaltou Lula aos dirigentes do PT.


Fonte: G1 e Youtube

Remoção de general inquieta militares

Troca do comandante militar do Sul ocorreu após ele criticar corrupção e excesso de cargos de confiança no governo

General Mourão (centro) foi afastado do comando após fazer críticas ao governo e permitir homenagem a chefe da repressão no democrático regime militar Foto: Diego Vara / Agencia RBS


É grande a gritaria nas redes sociais contra a remoção do general Antônio Hamilton Martins Mourão da chefia do Comando Militar do Sul (CMS). Correntes na internet e no Facebook se formaram em apoio ao oficial, afastado do cargo após dois episódios: críticas que disparou contra o governo — "esquerda e direita se encontrando na corrupção" — e também por ter permitido recente homenagem póstuma, em Santa Maria, ao coronel Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI-Codi do II Exército, em São Paulo, um dos principais centros de repressão do regime militar e no qual teriam morrido 45 prisioneiros.

A homenagem a Ustra aconteceu logo depois da morte dele, no dia 15 de outubro. Ela foi feita no pátio de formatura da 6ª Brigada de Infantaria Blindada, em Santa Maria, cidade natal de Ustra. E teria sido autorizada pela 3ª Divisão de Exército, subordinada a Mourão. A divisão teria expedido convites para a cerimônia. Acontece que a presidente Dilma Rousseff foi presa e torturada num quartel chefiado por Ustra durante o regime militar, o Destacamento de Operações de Informações (DOI) do II Exército em São Paulo.

Foi o segundo episódio envolvendo Mourão e que desagradou a cúpula do governo em Brasília. O primeiro foi uma entrevista em 15 de setembro, em Porto Alegre. Entre outras considerações, ele disse:

— Não é possível que um governo tenha 22 mil cargos de confiança para nomear.

Outra crítica:

— Esquerda e direita se encontram na corrupção.

E não se furtou a identificar cenários possíveis para o país, nos próximos meses:

1. Sobrevida: mesmo enfraquecido, o governo Dilma chega ao final do mandato.

2. Queda controlada: Dilma renuncia ou se afasta por iniciativa própria, negociando a transição.

3. Renovação: descontinuidade do governo com novas eleições.

4. Caos.

A sinceridade pode ter custado o cargo a Mourão, que comandava o maior efetivo do país — as tropas dos três Estados do Sul, que englobam 48 mil dos 217 mil militares do Exército Brasileiro. Ele já não comanda quartéis. Foi deslocado na última quinta-feira para a Secretaria de Economia e Finanças do Exército, um gabinete em Brasília.

Nas mídias sociais, a reação à remoção do oficial foi virulenta. O site Revoltados On Line, que prega o afastamento da presidente Dilma Rousseff, publicou, em letras garrafais: "A resistência já começou nos quartéis! Parabéns ao General Mourão pela dignidade e pela coragem em afrontar esse desgoverno, mesmo sabendo das consequências que sofreria! Vamos espalhar este exemplo para todo o Brasil! Fora Dilma! Fora PT! Impeachment já!"

Um general muito prestigiado e primeiro comandante brasileiro no Haiti, Augusto Heleno Pereira (hoje na reserva), desabafou a seus colegas de farda, no Facebook: "Colocações verdadeiras e oportunas, feitas por oficiais-generais da ativa, provocaram reação dos que odeiam censura, mas estrebucham quando chefes militares se posicionam sobre a conjuntura nacional. Esquerdopatas, fiquem calmos...Os castrenses não pensam em tomar o poder. Mas não somos robôs descerebrados e guardamos os direitos de espernear contra tantos desmandos e roubalheiras!"

As mídias sociais cometem até um engano — atribuem a Mourão a frase "em 1964 impediram que o país caísse nas mãos da escória moral que, anos depois, o povo brasileiro resolveu por bem colocar no poder". Não é dele, mas de um manifesto feito por oficiais da reserva, em 2014.

Zero Hora ouviu um general de Brasília e dois coronéis do Rio Grande do Sul, que interpretam de formas diferentes a remoção de Mourão. O general ressalta que o Informex (Boletim Informativo do Exército) anunciou na quinta-feira 64 remoções de generais para outros postos, algo comum em novembro.

— Por que não trocaram o general Mourão em setembro, quando ele deu entrevista sobre conjuntura política? Ou no início de outubro, quando da homenagem ao Ustra? Porque a remoção é rotineira. O Exército não está interessado em ficar no centro do debate político ou da crise. Estamos com 70% de aprovação da população, temos de surfar nessa onda. Nosso papel é diminuir o atrito, não aumentá-lo.

Os coronéis têm outra opinião: acreditam que Mourão foi, sim, punido por falar demais. Mas ressaltam que o desagrado nos quartéis se limita a isso, nada de movimentação política.

— Ninguém quer intervenção militar. A intervenção será judicial — especula um dos oficiais, referindo-se a um possível impeachment da presidente.

O substituto do general Mourão já foi escolhido. O novo comandante do CMS é o general de Exército Edson Leal Pujol, que ocupava até ontem a Secretaria de Economia e Finanças do Exército — justamente o cargo para o qual foi transferido, agora, o general Mourão.

Pujol, considerado um dos mais preparados militares brasileiros, é gaúcho de Dom Pedrito, filho do coronel da BM Péricles Pujol. O general estudou no Colégio Militar de Porto Alegre de 1967 a 1970. Começou carreira militar em 1971, como aspirante a oficial, e cursou a famosa Academia Militar de Agulhas Negras (RJ). É da Cavalaria. Foi primeiro colocado na turma de Cavalaria da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais. 

No Rio Grande do Sul, ele já comandou a 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada de Santiago. Entre março de 2013 e março de 2014, comandou a Força de Paz na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah). Ele também foi ligado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, entre abril de 2014 e abril de 2015.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Irã funda novo grupo terrorista para atacar Israel

Al-Sabireen receberá US$ 10 milhões por ano para radicalizar luta contra judeus


Inimigo histórico de Israel (desde quando ainda se chamava Pérsia), a ramificação islâmica xiita domina politicamente o país. Um de seus objetivos declarados é “varrer os judeus do mapa”.

Desde 2012, deterioram-se as relações entre o governo do Irã, e o grupo terrorista Hamas, seu antigo apadrinhado na Palestina. O principal motivo é o apoio iraniano ao governo de Bashar al-Assad, na Síria. Durante algum tempo, tentaram cooptar os extremistas palestinos da Jihad Islâmica, com sede em Gaza, mas as negociações não progrediram.

Agora, surge a denúncia o Instituto Gatestone, especializado em terrorismo, que Teerã está financiando o Al-Sabireen [os pacientes]. Esse grupo terrorista palestino reúne dissidentes da Jihad Islâmica.

O líder do Al-Sabireen é Hisham Salem, ex-comandante de nível médio da Jiahd Islâmica. Segundo o Gatestone ele receberá US$ 10 milhões anualmente do Irã. Para montar sua facção, contará com o contrabando de armas através dos túneis na fronteira com o Egito.

Bandeira do grupo.

Especialistas acreditam que este grupo pode em pouco tempo se tornar uma milícia poderosa, devido a sua aliança já anunciada com o Hezbollah, grupo terrorista libanês igualmente patrocinado pelos iranianos. Tanto que ambos usam o mesmo símbolo para se identificar: um rifle sobre um mapa de Israel, acompanhado de um globo, um Alcorão e uma espada.

Inicialmente o Al-Sabireen conta com 400 soldados. A maioria pertencia a outros grupos terroristas. O salário é cerca de 300 dólares para cada um, enquanto os oficiais receberão 700. Há meses eles têm feito disparos contra o território israelense a partir de Gaza com rifles de longo alcance Steyr, calibre .50. Anunciaram que já possuem mísseis Grad e Fajr, capazes de atingir Tel Aviv.

Embora pouco divulgado pela mídia internacional, Hisham Salem sofreu um atentado. Procurando enfraquecer o mais novo concorrente, terroristas sunitas esfaquearam o líder do Al-Sabireen após ele ter anunciado o estabelecimento da guerrilha no norte da Faixa de Gaza. Apesar dos ferimentos profundos, ele não corre mais risco de morte.

Segundo a denúncia, o Al-Sabireen agora está recrutando dezenas de membros do Fatah, braço armado da Autoridade Palestina, a qual pertence o presidente Mahmoud Abbas. O principal argumento é que os palestinos não estão atacando o território israelense, tanto quanto deveriam.

O site do Gatestone acredita que o Irã está tomando essa iniciativa para se firmar em território palestino por causa do afrouxamento das sanções internacionais e, sobretudo, pelo apoio que recebeu dos Estados Unidos, para a assinatura do tratado nuclear.

Tudo isso parece ser apenas mais um passo para o plano divulgado em agosto, num vídeo produzido pelo Irã que mostrava a união de todos os seguidores de Maomé para a “destruição inevitável” de Israel.

Um mês antes, o aiatolá Ali Khamenei lançou um livro pedindo a destruição de Israel e que a solução para a região é um Estado único (Palestino).

O líder supremo iraniano defende ser “prático e lógico” que Israel volte a ser domínio muçulmano. Defende que seu plano iria promover “a hegemonia do Irã”, e a remoção de “hegemonia do Ocidente” no Oriente Médio.
Neste momento, existem milhares de soldados iranianos em solo sírio, fazendo operações em conjunto com a Rússia. Com um possível fim da guerra na Síria, eles estariam a menos de 20 km das fronteiras com Israel. Teerã testou recentemente com sucesso a capacidade de seus foguetes nucleares atingirem Israel.

Petista Haddad gastou R$ 46 milhões de forma ilegal, diz TCM

Uma auditoria técnica do Tribunal de Contas do Município (TCM) de São Paulo aponta que o prefeito Fernando Haddad (PT) usou de forma irregular ao menos 46 milhões de reais arrecadados com multas de trânsito. Haddad aplicou 31 milhões de reais em 2013 e 15 milhões de reais em 2014 em projetos para novos terminais de ônibus e manutenção dos existentes – promessas de campanha do prefeito. Porém, conforme o TCM, o dinheiro deve ser investido apenas em sinalização, engenharia de tráfego, policiamento, fiscalização e educação de trânsito.

O relatório foi entregue ao gabinete do vereador Quito Formiga (sem partido). Os dados foram publicados pelo jornal Folha de S. Paulo. O documento aponta que Haddad desrespeitou o código de trânsito e a uma lei municipal de 2007. De acordo com o jornal, apesar de Haddad ter usado o dinheiro para investir em promessas de campanha, a maioria das obras não saiu do papel, pois a prefeitura concluiu apenas a ampliação do terminal de Itaquera e deu início à construção de um novo.

Em 2013, foram arrecadados 805,5 milhões de reais com multas. No ano passado, a prefeitura arrecadou 899,5 milhões de reais.

A auditoria também aponta que 512 milhões de reais do total acumulado nos dois anos são utilizados apenas para pagar o salário dos servidores da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Com isso, na avaliação do tribunal, a gestão Haddad está “comprometendo a realização de investimentos em atividades essenciais à melhoria das condições de fluidez e segurança do trânsito”, diz o documento.

O TCM também apontou falta de controle e acompanhamento do valor arrecadado com as multas.

De acordo com o tribunal, embora os investimentos no trânsito, como em energização de semáforos, estivessem crescendo até 2012, eles foram reduzidos em 2013, quando o prefeito assumiu a gestão. De 28 milhões de reais em 2012 em aplicações em semáforos, eles passaram para 24,4 milhões de reais em 2013.

A prefeitura afirmou que “todos os serviços contratados estão amparados pelo Código de Trânsito Brasileiro” e que os valores arrecadados com multas de trânsito são usados corretamente.

Fonte: Veja

Sem modéstia: veja lista de pedidos do comunista Lula em viagens

Integrantes da CPI do BNDES têm feito piadas comparando as exigências de Lula nos contratos com a Odebrecht para fazer palestras fora do Brasil com listas de astros de rock em turnês.

Segundo a coluna Radar no site da ‘Veja’, apesar do ex-presidente não ser uma estrela do showbizz, ele também costuma apresentar listas de exigências nas viagens que faz ao redor do mundo para as suas notórias palestras bancadas por grandes empresas. Em uma ocasião, antes de embarcar para o México a convite de um banco, há alguns anos, os organizadores do evento foram avisados de que Lula tinha alguns pedidos especiais a fazer: “apenas” um iate para pescar e… uma caixa de uísque Johnnie Walker Red Label.

No documento para palestra em Caracas, Lula e a comitiva, que contava com José Dirceu, teriam de ser hospedados em hotéis cinco estrelas ou superior, todos no mesmo andar ou com, no máximo, dois andares abaixo ou acima.

Cada suíte deveria contar com cama king size, menu de travesseiros e serviço exclusivo de quarto 24 horas. Além disso, os quartos deveriam ser abastecidos com frutas, pães, queijos, frios, castanhas, água e refrigerantes normais e tipo zero.

Também era exigido para o palestrante um carro executivo de luxo com motorista para qualquer deslocamento desejado pela cidade. Mais adiante, Lula passou a exigir que o carro executivo de luxo também fosse blindado.

Fonte: Veja

Ministro da Justiça manda PF se explicar sobre intimação a filho de Lula

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, encaminhou ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, para que explique a razão de o filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Luís Cláudio Lula da Silva, ter sido intimado a prestar depoimento no escândalo das supostas compras de Medida Provisória na última terça-feira (27), às 23 horas. Cardozo considerou o ato “fora do procedimento usual”.

José Eduardo Cardozo considerou a ação ‘fora do procedimento usual’ e pediu esclarecimentos avaliar se irá solicitar abertura de investigação

O ministro pediu os esclarecimentos para que avalie se irá solicitar abertura de investigação. Cardozo disse ter informado o ex-presidente Lula de que iria pedir esclarecimentos à PF “tendo em vista informações publicadas de que foi fora do procedimento usual”. Investigadores sustentam que não há impedimento para que a intimação seja feita à noite.

A solicitação do ministro ocorre depois de a defesa de Luís Cláudio se queixar do procedimento da PF. Inicialmente, os agentes da PF estiveram em um endereço no município de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, que seria a residência de Luís Cláudio para intimá-lo. Depois, eles se dirigiram aos Jardins e localizaram o filho do ex-presidente no final da noite de terça-feira, 27. Nesta quinta-feira (29), advogados de Luís Cláudio estiveram na PF e solicitaram a mudança do dia do depoimento do filho do ex-presidente.

Luís Cláudio é dono das empresas LFT Marketing Esportivo e Touchdown. Na segunda-feira, a Polícia Federal e a Receita Federal cumpriram mandados de busca e apreensão na sede dessas empresas, também localizadas nos Jardins. A Operação Zelotes passou a investigar a LFT Marketing Esportivo por ela ter recebido 2,4 milhões de reais de uma das consultorias suspeitas de fazer lobby pela edição da Medida Provisória 471, que prorrogou benefícios fiscais de montadoras de veículos.

Fonte: Veja

Ditadura comunista da Coreia do Norte lucra com exportação de seus cidadãos como escravos

Dezenas de milhares de norte-coreanos estão sendo enviados a outros países para trabalhar em condições análogas à escravidão, informou o relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o país, Marzuki Darusman, nesta quinta-feira. Segundo as Nações Unidas, os trabalhadores são forçados a trabalhar 20 horas por dia, sem comida suficiente e sob constante vigilância.

Segundo o relator especial da ONU Marzuki Darusman, os trabalhadores estão sendo usados como nova fonte de renda para o país miserável

Darusman alertou em uma conferência de imprensa sobre o envio que o governo fez de mais de 50.000 norte-coreanos, principalmente para a China e Rússia, para trabalhar em projetos de construção, mineração, madeireiras e empresas têxteis. De acordo com o enviado, os trabalhadores estão sendo usados como nova fonte de renda, pois a Coreia do Norte enfrenta, há muitos anos, “uma situação econômica e financeira muito apertada”.

Segundo o relatório apresentado, os norte-coreanos recebem entre 120 e 150 dólares (460 e 580 reais) por mês, enquanto o governo de Kim Jong-un embolsa “quantias significantemente altas” dos empregadores. Além de Rússia e China, os trabalhadores também são enviados para muitos outros países, incluindo Argélia, Angola, Camboja, Guiné Equatorial, Etiópia, Kuwait, Líbia, Malásia, Mongólia, Mianmar, Nigéria, Omã, Polônia, Qatar e Emirados Árabes Unidos.

O enviado da ONU acusou o governo norte-coreano de violar o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, que proíbe o trabalho forçado e do qual a Coreia do Norte faz parte. Darusman afirmou que as empresas que contratam os trabalhadores se “tornaram cúmplices em um sistema inaceitável de trabalho forçado”. O relator lamentou também que as autoridades norte-coreanas tenham rejeitado suas propostas de diálogo e defendeu que a comunidade internacional continue pressionando a Coreia do Norte por mais justiça e direitos civis.

Fonte: Veja

Motorista de MARIGUELA Senador Aloisyo Nunes derruba GENERAL Mourão, Comandante Militar do SUL


Informações indicam que o Requerimento para o Ministério da DEFESA, apresentado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa por iniciativa do Senador Aloisyo Nunes, que fez parte da esquerda armada, militando na ALN, teria sido a “gota d´água” para a queda do General Antonio Hamilton Martins Mourão, agora ex-Comandante Militar do Sul.

A informação sobre a transferência de MOURÃO, que os jornais chamaram de DEMISSÃO, ainda que envolta em polêmica, ocorre em uma época considerada padrão para as movimentações de generais, já que as promoções são anunciadas em novembro. Provavelmente, se tocar no assunto, o Comando do Exército dirá que é uma movimentação de rotina.

O senador Aloysio Nunes apresentou requerimento aprovado pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa questionando as declarações do General Mourão e a possibilidade de que venham a “comprometer a ordem democrática”

Veja o documento.

REQUERIMENTO DA COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DEFESA NACIONAL Nº 86, de 2015

Requeiro, nos termos regimentais, seja solicitado ao Ministro da Defesa com base no artigo “Luz Amarela”assinado pelo historiador José Murilo de Carvalho, no jornal O GLOBO, de hoje, que responda as seguintes perguntas:

1 – as declarações atribuídas ao Comandante do Comando Militar do Sul, no artigo são verdadeiras?

2 – se foram, é atribuição de Comandante Militar incitar a tropa com afirmações: “Eles que venham?”

3 – em outra cerimônia militar, celebração do dia 31 de março de 1964, o Comandante Militar do Sul diante de oficiais da reserva, segundo a matéria, celebrou o impedimento de que o país caísse “nas mãos da escória moral que, anos depois, o povo brasileiro Isto aconteceu?

4 – qual a postura do Ministério da Defesa em relação a estas declarações? 5 – há previsão nos procedimentos éticos das Forças para coibir manifestações que comprometam a ordem democrática? Autoria: Senador Aloysio Nunes Ferreira resolveu por bem colocar no poder”.

Robson A.DSilva – Revista Sociedade Militar

Isso é democracia? Governo comunista de Dilma Rousseff exonera comandante do exército que falou mal do PT


O Ministério da Defesa vai exonerar do Comando Militar do Sul o general Antônio Mourão, por críticas que fez ao governo Dilma Rousseff e pelo fato de que uma homenagem póstuma a um chefe da repressão na ditadura ocorreu em um quartel sob sua jurisdição.

Mourão, um dos mais respeitados comandantes militares do Exército, deverá ser transferido para um cargo burocrático em Brasília, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo.

No dia 17 de setembro, Mourão havia dito em uma palestra em Porto Alegre que “a maioria dos políticos de hoje parecem privados de atributos intelectuais próprios e de ideologias, enquanto dominam a técnica de apresentar grandes ilusões”.

Além disso, ao comentar a possibilidade de impeachment de Dilma, ele afirmou que “a mera substituição da PR [presidente da República] não trará mudança significativa no ‘status quo’” e que “a vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, má gestão

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Deputada critica inversão de valores do governo

Geovania de Sá citou questões do ENEM e a discussão do STF sobre a liberação das drogas

Deputada critica inversão de valores do governo

A deputada federal Geovania de Sá (PSDB/SC) é vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso Nacional. Única mulher na mesa diretora, representa os estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul na frente.

Durante seu discurso na Câmara federal ontem (27), ela fez duras críticas ao doutrinamento imposto aos estudantes do Brasil pelo MEC, escancarados nas questões do último ENEM.

A maior polêmica foi a citação da feminista Simone de Beauvoir: “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”. Ela lembrou ainda que as provas incluíam questões que abordavam “questões de gênero”, nome que o governo usa para impor a agenda gay.

Geovania mostrou-se preocupada com os valores invertidos apresentados aos estudantes durante as provas. A deputada foi enfática: “Que país nós estamos?… Os valores estão invertidos. O que era certo passou a ser errado e o que era errado passou a ser certo”.

Também criticou o fato de o Supremo Tribunal Federal estar discutindo a liberação das drogas, enquanto o Brasil tem “outras prioridades”, como a falta de recursos para a recuperação de viciados e o Financiamento Estudantil.

A parlamentar pediu que os valores fundamentais da sociedade fossem “perpetuados”. Listou ainda uma série de absurdos praticados pelo governo federal. Desabafou, dizendo é preciso posicionamento dos deputados, pois “Deus está com as mãos estendidas, mas nós temos de fazer a nossa parte”.

Em sua página pessoal, a deputada Geovania afirma ter como principal bandeira “a luta em favor da vida e da família”. Eleita em 2012 a vereadora mais votada da história de Criciúma, no ano seguinte tornou-se secretária de saúde do município. Em 2014 tornou-se a primeira deputada federal do Sul de Santa Catarina.

Relatora da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, ela apontou que corrupção se tornou um dos maiores problemas nacionais, tanto por seus aspectos morais quanto por seus efeitos materiais.

Bastidores: família de Lula não queria Dilma no aniversário do petista

Segundo informações de Mônica Bergamo, da ‘Folha de S.Paulo’, a presidente Dilma Rousseff recebeu um recado da família do ex-presidente Lula para que não comparecesse ao aniversário de 70 anos do petista.

Ao que parece, mais irritado que Lula com a situação política do Brasil está a sua família, em especial a ex-primeira-dama dona Marisa. Conhecida pelo temperamento forte, Marisa não se sentia confortável com a presença da presidente na comemoração. Dilma, então, chegou a recuar e desistir de ir à festa.

O Ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, entrou em cena para fazer a intermediação. A confirmação da viagem de Dilma só veio no final da tarde de terça-feira (27), que permaneceu no evento por cerca de uma hora. A comemoração contou com a presença de cerca de 30 pessoas.

Fonte: Folha de S.Paulo

Vídeo: sem-teto atende ao chamado do líder do PT e agride grupo pró-impeachment

Um grupo de integrantes do MTST (movimento dos sem-teto) atendeu nesta quarta-feira (28) ao chamado do líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), para atacar – inclusive, fisicamente – os jovens acampados em frente ao Congresso Nacional para protestar pela abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.


Integrantes do MTST invadem acampamento de grupo pró-impeachment, em frente ao Congresso, e agridem os manifestantes que defendem a saída de Dilma


Nesta terça, Sibá conclamou grupos aliados do PT a “botar para correr” os manifestantes pró-impeachment. “Eu vou juntar gente e vou botar vocês para correr daqui da frente do Congresso. Bando de vagabundos, vocês são vagabundos. Vamos para o pau com vocês agora”, disse, aos berros, da tribuna da Casa, após se irritar com uma faixa do Movimento Brasil Livre.

Quando soube do tumulto causado pelos sem-teto, o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) foi até o local e flagrou uma mulher furando as costas de um jovem do MBL.

“Fui ao acampamento e presenciei as cenas de intimidação e até agressão por parte de militantes do MTST contra os manifestantes pró-impeachment”, escreveu Aleluia. “Estou agora encaminhando ofícios aos presidentes de Câmara e Senado para que acionem as duas polícias legislativas. É dever do Congresso manter a integridade física de todos”.


Fonte: Veja

Petista Antonio Palocci é condenado e tem direitos políticos suspensos

A Justiça de São Paulo condenou o ex-ministro petista Antonio Palocci por ato de improbidade administrativa durante sua gestão como prefeito de Ribeirão Preto (SP). A decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública foi motivada pela contratação irregular, sem licitação e sem contrato formal, de serviços de publicidade em revistas entre os anos de 2001 e 2003. Cabe recurso ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

Palocci foi ex-ministro da Fazenda de Lula e ex-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff, em 2006. Petista contratou sem licitação serviços de publicidade quando foi prefeito de Ribeirão Preto

O juiz Reginaldo Siqueira considerou que houve dolo de Palocci e seu sucessor, Gilberto Sidnei Maggioni, na veiculação de anúncios em periódicos da MIC Editorial Ltda, por meio de panfletos e inserções na revista Revide e no guia Cidade.

Os dois políticos tiveram os direitos políticos suspensos por três anos, e todos os réus foram condenados a pagar uma multa ao erário municipal equivalente a três salários de prefeito à época, além de ficarem proibidos de celebrar contratos com o poder público, ou receber benefícios fiscais ou créditos.

O magistrado apontou que a contratação foi fracionada e que o valor total ultrapassou o máximo permitido, apesar do custo unitário baixo dos anúncios. O juiz disse que o serviço foi efetivamente prestado sem prejuízo à prefeitura. Reginaldo Siqueira também argumentou que havia uma série de veículos de comunicação na cidade que poderiam ter veiculado as propagandas, o que exigiria a organização de um certame público.

“Seus dolos não estão em causar prejuízo ao erário, mas sim em contratar propositadamente sem as formalidades legais. Nenhuma formalidade foi cumprida. Sequer contrato escrito foi firmado para prestação de serviços por quase três anos. Apenas agora, com o ajuizamento da ação, escolhem um motivo para tentar justificar a dispensa de licitação, sem que necessariamente corresponda ao que efetivamente motivou a contratação direta à época. Enfim, a lei não autoriza que só depois da contratação haja a tentativa de justificar a dispensa ou inexigibilidade de licitação, muito menos por prova exclusivamente oral”, escreveu o juiz.

Conforme a sentença, proferida em 30 de setembro, os réus alegaram em sua defesa que “não praticaram ato de improbidade administrativa” e que a contratação direta era legal “diante do pequeno valor do serviço contratado e da impossibilidade jurídica de competição”, o que dispensaria a licitação.

Ex-titular da Fazenda no governo Lula e da Casa Civil no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, Palocci é alvo de inquérito na Operação Lava Jato.

Fonte: Veja

Senado contraria PT e aprova projeto que cria o crime de terrorismo

Em sessão tumultuada, o Senado aprovou na noite desta quarta-feira (28) o texto principal do projeto de lei que tipifica o crime de terrorismo, ainda sem punição específica no país. 

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ausência de legislação sobre o tema ameaça Brasil com sanções internacionais, mas senadores petistas ignoraram riscos e a orientação do próprio governo

A ausência de uma legislação sobre o tema, além de colocar em xeque a segurança do Brasil em eventos como as Olimpíadas do Rio em 2016, deixa o país sob o risco de sofrer sanções internacionais, como o rebaixamento das agências de avaliação de risco.

O texto relatado pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), aprovado por 34 votos a 18, define o terrorismo como “atentar contra pessoa, mediante violência ou grave ameaça, motivado por extremismo político, intolerância religiosa ou preconceito racial, étnico, de gênero ou xenófobo, com objetivo de provocar pânico generalizado”. A pena prevista é de 16 a 24 anos de reclusão. Se o ato resultar em morte, a punição vai de 24 a 30 anos.

Entre as práticas que podem ser equiparadas a atos terroristas estão causar explosão e incêndios em prédios ou locais com aglomeração de pessoas e destruir ou danificar hospitais, escolas, estádios ou instituições onde funcionem serviços públicos essenciais. Para parlamentares petistas, essa previsão poderia criminalizar a atuação de movimentos sociais, uma das principais bases eleitorais do partido. O texto aprovado na Câmara fazia ressalvas às manifestações populares, mas esse trecho foi retirado no Senado.

Ainda assim, a orientação do Palácio do Planalto, a pedido do ministro Joaquim Levy (Fazenda), era de aprovação urgente. A pressa se deve à ameaça de sanções internacionais. O PT, no entanto, contrariou os apelos do governo e de Levy e se posicionou contra a matéria.

Durante a votação, o líder do governo, senador Delcídio Amaral (PT-MS), afirmou que assumiu um compromisso pela aprovação e pediu o aval dos demais senadores petistas. Mas não foi atendido e a bancada do PT orientou o voto contrário ao texto. “No momento em que a oposição tenta ajudar o governo a aprovar uma matéria que é uma exigência internacional e pode levar nosso país a sofrer penalidades, vem o PT e encaminha contra. É difícil entender o grau de confusão que eles se encontram”, afirmou o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

Sem uma legislação nacional sobre terrorismo, o país segue na mira do Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (Gafi), que já ameaçou incluir o Brasil em sua “lista suja” de não cooperantes. Atrasar a matéria deixaria o Brasil mais suscetível a rebaixamentos pelas agências internacionais de avaliação de risco.

O projeto aprovado pelo Senado nesta quarta foi concluído pela Câmara dos Deputados em agosto deste ano, mas sofreu alterações dos senadores, o que faz a proposta retornar à análise dos deputados antes de seguir para sanção presidencial.

Fonte: Veja

Deputado João Rodrigues (PSD-SC) falou para Jean Wyllys (PSOL-RJ) o que muitos brasileiro tem vontade de dizer

Deputado João Rodrigues (PSD-SC) falou para Jean Wyllys (PSOL-RJ) o que muitos brasileiro tem vontade de dizer.

Um bate-boca entre os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ) e João Rodrigues (PSD-SC) paralisou por alguns minutos as votações desta quarta-feira (28) no plenário da Câmara.
A discussão começou quando Rodrigues subiu à tribuna para criticar parlamentares que se opõem à revogação do Estatuto do Desarmamento.

No discurso, o deputado de Santa Catarina ironiza a trajetória de Jean Wyllys e chega a chamá-lo de “escória” do país.

João Rodrigues

“Quero comentar algumas afirmações de alguns parlamentares que, ao comentar o Estatuto do Desarmamento, se postam como verdadeiros defensores de bandidos”, declarou Rodrigues.

Segundo ele, alguns parlamentares “se equivocam”. “Como, por exemplo, o deputado Jean Wyllys, o ex-BBB, que disputou a primeira eleição com 13 mil votos. Chegou a esta Casa com a sua exposição naquele programa extremamente culto, que acrescenta demais na cultura dos brasileiros. Chegou e questionou o comportamento de cada parlamentar, chamando os parlamentares de bandidos”, disse João Rodrigues.

O deputado prosseguiu o discurso criticando a posições que Jean Wyllys defende, como a descriminalização das drogas.

“A sua vida pregressa eu não conheço. A sua experiência política eu sei. Tenho sete mandatos, fui três vezes prefeito. E tive a honra de ser o segundo deputado mais votado na história de Santa Catarina. Posso até ser criticado, mas vindo do senhor é elogio. Um parlamentar que defende perdão para drogas, que defende que adolescente pode trocar de sexo, mesmo sem autorização dos pais. isso não é deputado, é a escória deste país, mas ocupa lugar como deputado”, afirmou.

Receita pede quebra de sigilo de empresas de filho de Lula e de Gilberto Carvalho

Relatório enviado pela Receita Federal ao Ministério Público Federal (MPF) pede a quebra de sigilo fiscal de Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e das empresas LFT Marketing Esportivo e Touchdown Promoção de Eventos Esportivos, ambas de Luís Cláudio Lula da Silva, filho de Lula.

Solicitação foi enviada ao Ministério Público, que deve remetê-la à Justiça. Ex-ministro e Luís Cláudio Lula foram citados na Operação Zelotes

Além da quebra de sigilo de Carvalho como pessoa física, a Receita Federal também solicitou ao MPF a quebra do sigilo fiscal de empresas da família dele, que também foi ministro no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff.

Em nota, o ex-ministro Gilbero Carvalho disse não ter medo de ser investigado e afirmou que irá tomar “as providências jurídicas cabíveis para não apenas fazer a defesa de minha família como para responsabilizar a todos que de maneira leviana e irresponsável atacam a honra de quem sempre lutou pela justiça”.

Caso o Ministério Público entenda que o pedido procede, deve encaminhar um pedido formal, solicitando a quebra dos sigilos à juíza federal Célia Regina Orly Bernardes, responsável pelos desdobramentos da Operação Zelotes.

Na última segunda-feira (26), em uma nova etapa da operação, a Polícia Federal fez buscas e apreensões em um endereço onde funcionam as empresas de Luís Cláudio Lula da Silva.

A Zelotes investiga fraudes em julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda. Segundo a PF, a etapa da operação deflagrada na última segunda (26) investiga um consórcio de empresas que, além de manipular julgamentos dentro do Carf, negociava incentivos fiscais a favor de empresas do setor automotivo. As investigações da operação levantaram suspeitas sobre a edição de três medidas provisórias lançadas pelo governo entre 2009 e 2013.

Gilberto Carvalho

Relatório da PF aponta um suposto “conluio” entre Gilberto Carvalho e lobistas suspeitos de pagar propinas para obter benefícios fiscais.

A investigação da PF conseguiu documentos que apontam relação entre Carvalho e a Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia Corporativa, investigada na Operação Zelotes.

Ao G1, o ministro negou ter obtido qualquer benefício no cargo.

Filho de Lula

Em um dos endereços onde foram realizadas buscas na última segunda-feira, funcionam três empresas de Luís Claudio Lula da Silva: LFT Marketing esportivo; Touchdown Promoção de Eventos Esportivos: e Silva Cassaro Corretora de Seguros.

A investigação apontou “íntima relação entre as três empresas”. O Ministério Público Federal argumenta que as empresas “representam uma única entidade”.

“Trata-se de uma unidade empresarial tanto física quanto societária nucleada em Luís Cláudio Lula da Silva”, diz o texto da decisão da juíza federal Célia Regina Orly Bernardes, que aceitou os argumentos do MP e permitiu as buscas.

Segundo as investigações, a LFT, empresa de Luís Cláudio, recebeu pagamentos do escritório Marcondes e Mautoni, investigado na Zelotes por ter atuado de forma supostamente ilegal pela aprovação da MP 471, que beneficiou o setor automotivo. As apurações das autoridades apontam que, em 2014, a LFT recebeu R$ 1,5 milhão da empresa de Marcondes.

De acordo com nota do advogado Cristiano Zanin, que representa o filho de Lula, as empresas não têm “qualquer relação, direta ou indireta, com o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf)”.

Fonte: G1

Sete em cada 10 brasileiros consideram o governo da esquerdista Dilma ruim ou péssimo

A avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff ficou praticamente estável entre julho e outubro, segundo levantamento produzido pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em conjunto com a MDA Pesquisa, divulgado nesta terça-feira (27).

Entre os entrevistados, 70% avaliaram negativamente o governo da petista. Na última pesquisa, divulgada em 21 de julho, o percentual estava em 70,9% – a variação ficou dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais. O governo foi avaliado positivamente por 8,8% dos entrevistados, proporção superior a do levantamento anterior (7,7%).

De acordo com a pesquisa, 18,1% dos entrevistados avaliaram o governo Dilma como “ruim” e 51,9% o consideraram “péssimo”. Já para 20,4% dos entrevistados o governo da petista é “regular”, enquanto para 7,5% ele é “bom”. Apenas 1,3% dos entrevistados classificou o governo como “ótimo”. O percentual dos entrevistados que não souberam ou não responderam foi de 0,8%.

Com relação ao desempenho pessoal de Dilma Rousseff, também houve oscilações dentro da margem de erro do levantamento. A desaprovação atingiu 80,7% enquanto a aprovação ficou em 15,9%. Em julho, o desempenho pessoal da petista era desaprovado por 79,9% dos entrevistados e aprovado por 15,3%. A mudança nos percentuais se deu em razão da diminuição dos entrevistados que não sabem ou não responderam, que passou de 4,8%, na pesquisa de julho, para 3,4% no levantamento atual.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 136 municípios de 24 unidades federativas entre os dias 20 e 24 de outubro de 2015. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança. Isso significa que, em 100 pesquisas feitas com a mesma metodologia, 95 terão resultados dentro da margem de erro prevista pelo instituto.

Fonte: Correio Braziliense

Tropas nigerianas resgatam mais de 300 reféns do Boko Haram

O Exército nigeriano anunciou nesta quarta-feira (28) que resgatou mais de 300 pessoas sequestradas pelo grupo islamita Boko Haram na região nordeste do país. “Uma unidade (do Exército) resgatou 338 pessoas que os terroristas mantinham em cativeiro”, incluindo 192 crianças e 138 mulheres, durante uma operação na terça-feira (27) na região da floresta de Sambisa, reduto dos insurgentes islamitas, anunciaram as Forças Armadas.

As operações aconteceram em campos suspeitos de pertencer aos terroristas do Boko Haram nas cidades de Bulajilin e Manawashe. O Exército também afirmou ter matado 30 supostos insurgentes do Boko Haram e ter recuperado armas e munições. Os reféns libertados foram levados ao campo de deslocados de Mubi, no Estado vizinho de Adamawa.

O comunicado também afirma ter matado em uma emboscada quatro suspeitos que planejavam ataques suicidas na cidade de Gubula, no estado de Adamawa.

Segundo a Anistia Internacional, o Boko Haram sequestrou ao menos 2.000 mulheres e meninas na Nigéria desde janeiro. Em abril de 2014, o sequestro de cerca de 200 estudantes na cidade de Chibok provocou forte comoção em todo o mundo, bem como críticas contra o então presidente, Gooluck Jonathan, por sua fraca resposta à situação das jovens.

O Exército nigeriano reivindicou nos últimos meses uma série de missões bem-sucedidas contra o Boko Haram no intuito de encerrar a insurgência de seis anos do grupo islâmico. No final de setembro, as autoridades nigerianas anunciaram o resgate de 241 mulheres e crianças em operações contra os insurgente no nordeste do país, e no começo de agosto, o Exército alegou ter libertado 178 pessoas, incluindo mais de 100 crianças, na cidade de Aulari, 70 km ao sul de Maiduguri, a capital do estado de Borno.

Na terça-feira, a Força Aérea nigeriana declarou ter bombardeado depósitos de veículos e combustível do grupo em um esforço para deteriorar ao máximo seus recursos. O comandante da aviação, Sadique Abubakar, afirmou em um comunicado que os bombardeios abrem caminho para um ataque final das tropas terrestres.

O atual presidente, Muhammadu Buhari, que ascendeu ao poder em maio com a promessa de destruir o Boko Haram, deu aos seus comandantes o prazo de derrotar o grupo até o fim de dezembro.

A violência do Boko Haram matou pelo menos 17 mil pessoas e forçou cerca de 2,5 milhões a fugir de suas casas desde 2009. O Boko Haram também tem organizado ataques em Camarões, Chade e Níger. Uma força regional multinacional envolvendo Nigéria, Camarões, Chade, Níger e Benim tem tentado combater os insurgentes.

Fonte: Veja

COMISSÃO DA CÂMARA APROVA REVOGAÇÃO DO ESTATUTO DO DESARMAMENTO RESTAURANDO DIREITO DE DEFESA DOS CIDADÃOS

Comissão Especial da Câmara vota texto-base do projeto que revoga o Estatuto de Desarmamento. Aliás 

Uma comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, por 19 votos a 8, o texto-base do projeto que revoga o Estatuto de Desarmamento. O relatório cria em seu lugar o Estatuto de Controle de Armas de Fogo e assegura a todos os cidadãos, a partir de 21 anos, o direito de possuir e portar armas, para defesa própria e do patrimônio, bastando cumprir requisitos legais. Deputados e senadores poderão andar armados e pessoas que respondem a inquérito policial ou processo criminal também poderão ter porte.
Pelo texto, a idade de autorização para compra de armas baixa de 25 para 21 anos. Atualmente, o Estatuto do Desarmamento estabelece que é preciso justificar a necessidade de ter uma arma, o que é analisado pelas autoridades e pode ser negado. Os destaques serão votados na terça-feira, antes da análise em plenário.
O substitutivo do deputado Laudívio Carvalho (PMDB-MG), um dos 293 integrantes da Frente Parlamentar da Segurança Pública, prevê que deputados e senadores podem andar armados. O texto permite ainda que policiais legislativos da Câmara e do Senado andem armados em aviões quando realizam escolta de parlamentares, além de estender o porte de armas em horário de trabalho a agentes de trânsito (marronzinhos) e de medidas socioeducativas - os agentes da Fundação Casa, em São Paulo.
De acordo com o texto, "estando a arma registrada, o seu proprietário terá o direito de mantê-la e portá-la, quando municiada, exclusivamente no interior dos domicílios residenciais, de propriedades rurais e dependências destas e, ainda, de domicílios profissionais, ainda que sem o porte correspondente".
Segundo o relatório, o porte passa a ter validade de dez anos, enquanto atualmente é preciso renová-lo a cada três anos. Prevê-se ainda que o cadastro de armas seja gratuito.
O registro e a autorização do porte de armas, hoje tarefa exclusiva da Polícia Federal, passam a ser exercidas também por órgãos de segurança dos Estados e do Distrito Federal. "Ampliar o acesso às armas vai trazer mais assassinatos e não reduzir o número de homicídios no país", criticou o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ).
UM DIREITO CONTRA BANDIDOS
Em seu relatório, Laudívio Carvalho diz que a revisão do Estatuto do Desarmamento está "restabelecendo o direito universal à posse de armas de fogo". Esse direito teria sido tolhido pelo Estatuto do Desarmamento, em 2003. O parlamentar foi escolhido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
"A interferência do estado na esfera privada e na conduta individual dos seus cidadãos há de ter limite. Não pode o estado sobrepor-se à autonomia da vontade do cidadão, individual e coletivamente, tornando-se o grande tutor. Na verdade, um tirano", diz o relatório. "Na relação custo-benefício, que os marginais conhecem muito bem, os crimes se tornaram mais intensos e cruéis diante de uma sociedade sabidamente desarmada, acoelhada e refém dos delinquentes, que passaram a ser protegidos por uma lei que a eles permite tudo; aos cidadãos de bem, nada."
"Viva a paz para quem? Uma paz unilateral, na qual a cidadania é desarmada para que os bandidos possam agir 'em paz'?", questiona o documento. "É como se sucessivos governos, incapazes de prover a segurança pessoal e patrimonial dos homens de bem, tivessem feito um pacto com a criminalidade, em uma estranha e inexplicável associação, para tirar dos cidadãos o último recurso para sua defesa pessoal e patrimonial: a arma de fogo." Do site da revista Veja

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Netanyahu avalia proibir palestinos em Jerusalém Oriental


Ideia seria mais um passo para a divisão da cidade santa

Netanyahu avalia proibir palestinos em Jerusalém Oriental

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tem sofrido constantes pressões tanto para negociar a paz com os palestinos quanto para agir com mais força e acabar com a chamada “intifada das facas”.
Nas últimas semanas, são diários os casos de atentados e mortes em diferentes partes do país. Já morreram mais de 50 palestinos (sendo a metade terroristas) e nove israelenses. Mais de mil pessoas ficaram feridas durante os incessantes protestos contra o exército israelense na Cisjordânia e em Jerusalém.
Eles são orquestrados por grupos como o Hamas e seriam uma maneira de forçar o governo a garantir o acesso ao Monte do Templo somente a muçulmanos.

Uma das medidas anunciadas pelo gabinete de Netanyahu está causando polêmica antes mesmo de ser implantada. Ele quer revogar a permissão de residência de palestinos em vários bairros de Jerusalém Oriental.

Isso afetaria cerca de 80.000 palestinos, dos mais de 370.000 que vivem na capital. A residência garante aos palestinos dos bairros orientais de Jerusalém o direito de circular livremente por todo o Israel. É diferente do status da população da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, que precisam de permissões especiais para atravessar as fronteiras internas do país.

Quando levou a proposta ao gabinete de segurança do Conselho de Ministros, Netanyahu foi duramente criticado por vários de seus ministros. O temor é que isso seja o estopim de uma guerra em um momento que o país está sendo ameaçado por seus inimigos externos, como o Irã e o Estado Islâmico.

A porção oriental de Jerusalém, retomada por Israel durante a guerra de 1967, seria a capital da Palestina, caso a ONU venha a reconhecê-la como um Estado.

“Devemos examinar a possibilidade de cancelar sua residência. Devemos realizar um debate sobre o tema”, afirmou Netanyahu. O Times of Israel noticiou que a ideia é vista como mais um passo para a divisão da cidade.

Entre as medidas anunciadas pelo governo israelense para conter a violência está um muro de separação em vários desses bairros. Por causa das intensas críticas, o primeiro-ministro voltou atrás.

Escândalo: Operação Zelotes atinge família de Lula e ‘ressuscita’ CPI

Os filhos de Lula, Fábio Luiz Lula da Silva (o Lulinha, à esq.) e Luiz Claudio Lula da Silva (à dir.) dividiam em São Paulo o mesmo escritório com o empresário José Carlos Bumlai, acusado pelo delator Fernando Baiano de pedir propina de R$ 2 milhões para, supostamente, pagar uma dívida de uma nora do ex-presidente Lula

Quando estourou, no mês de março, a Operação Zelotes pareceu ter potencial para um grande estrago: apurava a negociação para aliviar dívidas tributárias bilionárias de empresas, grandes bancos e multinacionais. Tudo passava pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), espécie de tribunal da Receita Federal onde as empresas recorrem quando contestam a cobrança de impostos. Os meses seguintes, no entanto, foram de penúria e reclamação dos envolvidos na investigação, que se queixavam de não ter condições para deslanchar e invejavam a engrenagem e a repercussão política da maior operação em curso, a Lava Jato.

No front político não era diferente. Tanto é assim que há menos de 20 dias não causou muita comoção o massacre sofrido pela oposição ao Governo Dilma Rousseff (PT) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar o Carf. Na ocasião, os senadores rejeitaram requerimentos para convocar para depor o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu filho caçula, Luís Cláudio Lula da Silva, e dois ex-ministros petistas Erenice Guerra e Gilberto Carvalho.

Em matéria publicada pelo ‘El País’, nesta segunda-feira, no entanto, marcou uma mudança de rumo e um ensaio de sobrevida para a CPI, cujos oposicionistas agora sonham em impor danos ao Planalto e ao PT em meio à crise. O fato principal foi a prisão, pela Operação Zelotes, de seis pessoas e o cumprimento de mandados de busca em 18 locais, entre eles um escritório de Luís Cláudio, filho de Lula — os advogados de Luís Cláudio emitiram uma nota à imprensa para negar irregularidades nos contratos e afirmaram que não há nenhuma vinculação com o que está sendo investigado. Foi o suficiente para mudar o status e a voltagem política da comissão.

Ofensiva política e delação

O fim da CPI está previsto para janeiro, mas antes disso o presidente da comissão, o senador oposicionista Ataídes Oliveira (PSDB-TO), quer quebrar os sigilos fiscais e bancário de alguns dos suspeitos e tentar, mais uma vez, convocar os principais nomes que estariam supostamente ligados ao braço político da quadrilha. “Acredito que esse caso é muito maior do que o foi descoberto pela Lava Jato. Entre 2009 e 2014 o CARF julgou 1,3 trilhão de reais em multas. Se parte das decisões foi comprada, acredito que ao menos 40 bilhões de reais deixaram de entrar nos cofres públicos”, calculou Oliveira. Apenas para efeito de comparação, a Lava Jato já constatou 6 bilhões de reais em desvios da Petrobras, mas estima que o prejuízo pode chegar aos 20 bilhões de reais.

O bando é suspeito de comprar sentenças favoráveis a grandes empresas — segundo ‘O Estado de S. Paulo’, estão entre as empresas investigadas as montadoras Ford e Mitsubishi; os bancos Bradesco, Santander, Safra e Bank Boston, além da Gerdau e da Petrobras. Em um dos casos, uma sentença dos conselheiros do CARF reduziu uma multa de 220 milhões de reais para 900 mil reais.

Agora, assim como a própria Operação Zelotes, que ampliou o foco das vendas das sentenças do Carf, a CPI tentará descobrir se houve tráfico de influência e “venda” de medidas provisórias que favoreceriam principalmente empresas automobilísticas. O primeiro foco dessas investigações foi a MP 471/2009, que concedia benefícios a indústrias automobilísticas que atuavam nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

Documentos apreendidos pela PF encontraram indícios de que a empresa do filho de Lula, a LFT Marketing Esportivo, teria recebido 2,4 milhões de reais em recursos ilegais de ao menos uma das montadoras investigadas no país, a MMC Automotores, uma subsidiária da Mitsubishi. A outra suspeita é a CAOA – uma revendedora da Ford, da Subaru e da Hyundai. O valor é inferior a 10% de tudo o que teria sido pago apenas para “comprar” a MP 471/2009, que prorrogou por mais quatro anos benefícios que chegam a 1,3 bilhão de reais às montadoras. A suspeita inicial é que lobistas receberam 36 milhões de reais para abrir uma negociata só com essa medida provisória.

Nos últimos dias, chegaram a CPI denúncias de que outras duas MPs, as de número 512/2010 e 638/2014, teriam sido negociadas pela indústria automobilística. A Polícia Federal não confirmou oficialmente esse foco da apuração. Agentes que atuam na Operação Zelotes, porém, reforçaram que uma das prisões desta segunda-feira dão um indício do que virá nos próximos dias. Os policiais citaram diretamente o nome de Mauro Marcondes, vice-presidente da Associação Nacional das Fábricas de Veículos Automotores (Anfavea) e representante da MMC Automotores que está entre os seis presos nesta terceira fase da operação. “Estamos diante de uma possível negociata de leis que é inaceitável. Por isso, devemos reforçar a investigação”, afirmou o senador Oliveira.

Marcondes foi suspenso pela Anfavea. Já Carvalho, o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência que foi intimado a depor na PF, afirmou que nem ele nem Lula ou qualquer outro representante do gabinete presidencial tenham participado dessas negociações pela medidas. “Os projetos de lei, medidas provisórias ou iniciativas de qualquer natureza sempre foram tomados na estrita e preocupada política de defender o desenvolvimento econômico e social do país”, afirmou.

Apesar de criticar os investigados, Oliveira admite limitações da investigação da CPI, afinal, o grupo parlamentar é composto por oito governistas e três oposicionistas. Ao falar da Operação Zelotes, o senador diz que sua principal torcida é para que apareça algum delator do esquema na Justiça Federal, assim como surgiu na Lava Jato. Sem isso, dificilmente conseguirá convencer seus pares para aprofundar as apurações.

Fonte: El País

‘Brasil perde um bom momento de mudança’, critica Sérgio Moro

A duração da Lava Jato ainda é imprevisível. “Difícil dizer quanto tempo vai durar, isso não depende de mim. Gostaria que estivesse perto do fim”, disse o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela investigação, durante fórum da revista britânica The Economistrealizado nesta terça-feira (27) em São Paulo.

“O que me causa um pouco de angústia é que esse caso poderia servir como um propulsor para mudanças mais profundas. Não tenho visto do poder público ter uma iniciativa relevante em matéria de aprimoramento da nossa legislação em termos de corrupção. É bem nesse momento que deve se tomar essa iniciativa, mas de uma maneira efetiva. Em parte, se perde um bom momento de mudança”, criticou.

Questionado sobre o fatiamento da Lava Jato, ele disse que o STF (Supremo Tribunal Federal) teve suas razões para decidir pelo fatiamento, mas isso não afeta o desenvolvimento do remanescente do caso que continua em Curitiba.

“O que devemos defender como cidadãos é que esse caso sirva como um momento de clareza e para que nos trabalhemos para que nossas instituições sejam fortalecidas”, disse. Para Moro, o principal problema hoje é a excessiva morosidade do judiciário.

“Sou da Justiça desde 1996 e todo mundo já reclamava da morosidade do judiciário brasileiro. Precisa ter um judiciário mais eficiente e menos moroso. Tem um problema adicional que a morosidade excessiva da justiça gera um sentimento de impunidade e isso faz com que as pessoas percam a confiança na lei”, comentou.

Um dado positivo, pontuou, é que casos como esse mostram que as instituições estão aparentemente funcionado. “Não se varreu nenhum desses escândalos para o tapete, mas também não devemos deixar em uma situação de conforto”, disse.

Fonte: InfoMoney

Propina: PF diz que ex-diretor do Senado levou dinheiro vivo

O relatório da Polícia Federal sobre a nova etapa da Operação Zelotes aponta um pagamento de propina de R$ 78 mil para Fernando César de Moreira Mesquita, ex-diretor de Comunicação do Senado.

Operação Zelotes diz que Fernando César Mesquita recebeu R$ 78 mil. Mesquita nega e classifica informação de ‘irresponsável’ e de ‘piada de mau gosto’

Mesquita classifica a informação contida no relatório de “irresponsável” e “piada de mau gosto”. “Ninguém me pagou nada, não recebi absolutamente nada”, afirmou.

A Operação Zelotes teve início em março para investigar fraudes em julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda. Segundo a Polícia Federal, a nova etapa da operação deflagrada nesta segunda-feira (26) investiga um consórcio de empresas que, além de manipular julgamentos dentro do Carf, negociava incentivos fiscais em medidas provisórias para favorecer empresas do setor automotivo.

Fernando César Mesquita é apontado pela PF como integrante do grupo investigado na operação e ligado a parlamentares que seriam “colaboradores” em supostas negociações envolvendo acertos para que as MPs favorecessem as empresas.

Segundo a Polícia Federal, Mesquita recebeu R$ 78 mil em propina. “Aqui se confirma o pagamento de dinheiro para FERNANDO CÉSAR DE MOREIRA MESQUITA, o qual foi corrompido para auxiliar nas demandas dentro do Senado Federal, tendo com isso o mesmo recebido uma propina de R$ 78.000,00 (setenta e oito mil reais)”, diz o texto do relatório.

De acordo com a PF, parte do dinheiro foi paga em reais e outra em dólares, em espécie: “…sendo pagos em R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) em espécie mais US$ 10.000,00 (dez mil dólares americanos)“.

A Polícia Federal menciona um e-mail que cita “processos traduzidos para o português”, uma forma de dizer que haveria pagamentos em dólar.

Segundo o relatório, em 22 de dezembro de 2009, Alexandre Paes Santos, lobista preso nesta segunda-feira durante a Operação Zelotes, pediu para Fernando César ligar para o ex-conselheiro do Carf José Ricardo da Silva, também preso nesta segunda.

De acordo com o relatório, o objetivo do telefonema era que José Ricardo da Silva entregasse a Fernando César Mesquita “5 processos em inglês”.

A PF diz que “não há dúvida” de que isso se referia ao pagamento cujo valor estava estipulado em dólar, mas já estaria convertido para o real.

A Operação Zelotes investiga esquema de corrupção e fala em “cooptação e servidor público” no caso de Fernando César Mesquista por empresas investigadas cujos donos estão presos.

Os investigadores afirmam, ainda, que ele foi corrompido para trabalhar pelos interesses do grupo, se valendo de sua “inafastável influência junto a parlamentares daquela Casa Legislativa”.

Mesquita nega acusações

À TV Globo, Fernando César de Moreira Mesquita disse por telefone na noite desta terça-feira que teve o nome incluído “equivocadamente” em um e-mail enviado por Alexandre Paes Santos.

“Isso tudo é uma piada de mau gosto. Ninguém me pagou nada, não recebi absolutamente nada. Isso foi uma brincadeira de mau gosto e muito irresponsável”, declarou.

Mesquita afirmou que “nunca” trabalhou para o lobista Paes Santos

Nunca recebi esses valores e também nunca trabalhei para Alexandre Paes Santos. Foi uma brincadeira extremamente infeliz”, declarou.

Fernando César Mesquita foi secretário de Comunicação Social do Senado entre 2009 e 2013. Antes, coordenou toda a implantação do sistema de comunicação da Casa, com destaque para a TV e a Rádio Senado.

Fonte: G1