quinta-feira, 31 de agosto de 2017

STF retoma julgamento sobre ensino religioso em escolas públicas

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) prossegue nesta quinta-feira (31) com o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4439, que discute dispositivos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação relativos ao ensino religioso. O relator da ação, ministro Luís Roberto Barroso, votou no sentido de que o ensino religioso nas escolas públicas brasileiras deve ter natureza não confessional, isto é, desvinculado de religiões específicas. O julgamento será retomado para que os demais ministros profiram seus votos.
A decisão final sobre o assunto depende do voto da maioria dos 11 ministros da Corte, que deverão se manifestar nesta quinta-feira 

A discussão chegou ao STF em 2010, quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) entrou com uma ação questionando a interpretação do artigo 33 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que estabelece: “O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo”.

A PGR pediu para que a norma seja interpretada a partir do princípio da laicidade do Estado, expresso na Constituição Federal – ou seja, proibindo o ensino religioso confessional e a contratação de professores que representem uma religião específica.

A PGR também pediu que seja retirado trecho do acordo celebrado entre o governo brasileiro e a Santa Sé que trata do ensino religioso “católico e de outras confissões religiosas”.

A advogada-geral da União, Grace Maria Fernandes, defendeu a tese oposta. Ela lembrou que a Constituição Federal determina que, no ensino fundamental, “o ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”. Ela argumentou que o ensino religioso deve ser ofertado, e não imposto aos alunos.

“A aula é facultativa, o aluno vai cursar a disciplina se assim entender. O nosso Estado é laico, não é laicista. O ensino religioso é ofertado pelo Estado, mas não é imposto e não se impõe qualquer tipo de credo”, declarou Grace.

A advogada-geral também argumentou que não se pode proibir um representante de religião de lecionar em escola pública, se o professor tiver sido aprovado regularmente em concurso público. Diante da polêmica, Janot foi enfático em defesa da tese oposta.

“A Constituição da República consagra o princípio da laicidade do Estado e a previsão de que o ensino religioso de matrícula facultativa constituirá disciplina nos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental. Se, de um lado, não é viável a adoção de uma perspectiva que negue ensino religioso em escolas públicas; de outro lado, não se pode admitir que se transforme uma escola pública em catequese ou em local para proselitismo religioso, católico ou de qualquer outra religião. A escola pública não é espaço para ensino confessional”, afirmou.

Fonte: O GLOBO

‘Dilma fez orgia orçamentária em eleição’, diz ministro da Educação

Em entrevista, o ministro da Educação, Mendonça Filho, criticou a administração de parte das federais e disse que o governo Dilma promoveu um crescimento irresponsável dos gastos em ano eleitoral, chamado por ele de “orgia orçamentária”, o que comprometeu o futuro das instituições federais.
Em entrevista, o ministro da Educação, Mendonça Filho, criticou a administração de parte das federais e disse que o governo Dilma promoveu um crescimento irresponsável dos gastos em ano eleitoral. “Me desculpe, mas 2014 foi um ano de farra eleitoral da Dilma, que deixou o Brasil quebrado”, declarou o ministro
Reportagem da edição desta quinta-feira (31), do jornal ‘O Estado de S. Paulo’, mostra que o orçamento para manutenção e investimento das universidades federais brasileiras caiu R$ 3,38 bilhões em três anos. Leia a seguir trechos da entrevista com o ministro:
Até o fim do ano será oferecido 100% do custeio?
Esse é meu objetivo. No mínimo 85% a 90%. Mas não depende só de mim.
Reitores que ouvimos relataram uma necessidade de cortar gastos.
Me desculpe, mas 2014 foi um ano de farra eleitoral da Dilma, que deixou o Brasil quebrado. Foi uma orgia. Foi uma orgia orçamentária para ganhar eleição. Tanto é que o Fies (programa federal de financiamento estudantil) saiu de 300 mil contratos para 700 mil. Tudo foi pautado na eleição.
O senhor afirma que pegou o MEC com 700 obras paradas. E hoje, há alguma?
Se tiver é por falha burocrática, falta de priorização do reitor
É uma briga política dos reitores com o senhor?
Discordo do posicionamento deles. Demonstro claramente que descontingenciamos R$ 4,7 bilhões. Executamos 100% do custeio no ano passado e já liberamos, em oito meses, 65% do orçamento.
O crescimento das federais foi atropelado?
Há muita coisa mal planejada. Eu tenho consciência e noção da importância da rede federal, mas ela deve expandir-se dentro de um planejamento mínimo, de racionalidade. A prioridade atual é consolidar aquilo que foi planejado e está em execução. E outra coisa: tenho o maior respeito pela educação superior, mas sou ministro da Educação. Eu tenho de cuidar da alfabetização, da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio.
Fonte: Correio Braziliense

Escola católica remove imagens de Jesus para ser 'mais inclusiva com quem não crê'

Instituição de 167 anos nega seu propósito original em nome do politicamente correto.

Escola católica remove imagens de Jesus para ser "mais inclusiva"

A decisão da Escola São Domenico, na Califórnia, EUA, de retirar estátuas e imagens católicas chocou funcionários e pais de alunos. A instituição comemora em 2017 seu 167º aniversário e decidiu tomar medidas para que possa ser vista como um local “mais inclusivo e tolerante”.

A diretora justifica que recentemente pais de alguns alunos em potencial visitaram o campus e expressaram preocupação com a abundância de figuras religiosas. A São Domenico possui 671 estudantes e a diretora Cecily Stock reconhece que a maioria não é de católicos praticantes. “Atualmente, cerca de 80% das famílias que tem filhos aqui não se identificam como católicas”.

“Se você anda pela escola a primeira coisa que vê são estátuas de São Domingos ou São Francisco. Isso pode ser considerado ofensivo para membros de outra religião, e não queremos incentivar isso”, justifica Amy Skewes-Cox, que preside o conselho, uma espécie de Associação de Pais e Mestres.

Fundada em 1850, a São Domenico é a escola particular mais antiga da Califórnia e foi a primeira escola católica do estado. Um funcionário que não quis se identificar disse à Fox News que um “grande número de imagens religiosas foi recentemente retiradas do campus da escola, sendo realocadas em outros lugares e algumas foram doadas a interessados”.

Apenas 10% delas permanecem, muitas em locais com menor visibilidade.

Alguns pais, como Shannon Fitzpatrick, cuja filha de 8 anos estuda no local, acredita que a remoção das imagens, incluindo várias estátuas de Jesus, compromete a imagem da escola.

Outros reclamam que nos últimos anos a escola tem comprometido os valores cristãos que durante mais de um século foram ensinados em sala de aula e a remoção das imagens é apenas a negação de seu propósito original em nome do politicamente correto.

Rede Goebbels transforma personagem trans em herói

Novela apela para o emocional para divulgar experimento social

No ano 2000, a atriz Carolina Dieckmann protagonizou uma cena famosa durante a novela “Laços de Família”, quando raspou a cabeça para mostrar um pouco do sofrimento de quem sofre com câncer. Rapidamente houve uma mobilização social sobre o tema, mostrando que os telespectadores se envolveram com a dor e o sofrimento de quem passava por aquela situação.

Passados 16 anos, a Rede Globo tenta equivaler a catarse coletiva durante esta semana na novela “A Força do Querer”. A personagem Ivana, vivida pela até então desconhecida atriz Carol Duarte, revelou à sua família que se descobriu “trans”, ou seja, apesar de ter nascido mulher sente-se um homem por dentro.

Mesmo assim, ela é apaixonada por Claudio (Gabriel Stauffer) e em breve ficará gravida do rapaz, o que faria de Ivana um “homem trans gay”. Parece confuso? Pois realmente é. Ainda mais que, na vida real, Carol é lésbica assumida o que apenas reforça a militância.

Esse experimento social é promovido pela autora Glória Perez, que já criticou os evangélicos, a quem chamou de “imbecis” quando criticaram suas novelas.

Ao contrário do que aconteceu com a novela “Salve Jorge” (2012) e a minissérie “O Canto da Sereia” (2013), até o momento nenhum líder evangélico criou movimentos de protesto ou pedidos para que se faça algum tipo de boicote à Rede Globo.

Talvez por que os evangélicos estejam assistindo menos novelas ou por que a passividade comum aos brasileiros tenha se instalado de vez dentro das igrejas.

As manchetes de alguns dos principais sites de notícia após a exibição da cena comprovam que há um movimento orquestrado da grande mídia para tentar normatizar o comportamento dos trans, usando para isso a carga dramática da cena.

Em vários textos publicados por jornais e colunas especializadas em TV exalta-se Ivana revelando que deseja ser Ivan, tentando apelar para os sentimentos do público acima da razão.

Veja abaixo alguns deles:


Muçulmanos egípcios proíbem Cristãos de fazer cultos no templo, como saída eles oram nas ruas

Coptas desafiaram a proibição da maioria muçulmana 

Proibidos de fazer cultos no templo, cristãos oram nas ruas

Os conflitos e constantes ameaças de muçulmanos à minoria cristã já fazem parte da rotina no Egito. Contudo, a atitude dos moradores da aldeia de Ezbat Al-Forn, na província de Minya, chamou a atenção.

Naquela região, mais de 25 cristãos foram mortos por jihadistas em maio. Na semana passada, após serem impedidos pela polícia local de fazerem culto em uma casa, os coptas ocuparam as ruas. Cantaram louvores, fizeram orações e ouviram a pregação, sendo observados de perto pelos muçulmanos que tentaram proibi-los de cultuar.

As autoridades muçulmanas da aldeia alegam que os cristãos não tinham “autorização” para fazer cultos numa casa grande, que usavam como templo improvisado. Ao chegarem para o início do culto, pela manhã, os coptas foram surpreendidos por uma barreira de policiais.

Aconselhados a voltarem para suas casas, eles decidiram que fariam o culto ao ar livre. De acordo com o bispo local, Anba Macarius, isso nunca tinha acontecido. “As orações foram realizadas nas ruas em paz e segurança, sem protestos”, ressalta.

À imprensa local, o governador de Minya, general Essam Bedawey, admitiu que “há tensões entre muçulmanos e cristãos”. Porém, a questão é bem mais grave que ameaças. Segundo Macarius, somente este ano 15 igrejas foram fechadas por ordens das autoridades, que alegam “questões de segurança”.
Barreira policial na frente da casa que teria um culto.

Além disso, em 70 aldeias não há igrejas nem lugares para a celebração do culto cristão.

O líder religioso explica que as igrejas são consideradas “ofensivas aos muçulmanos e, portanto, uma ameaça à harmonia social”. No estado de Minya vivem cerca de 5 milhões de pessoas, das quais um terço são coptas. Com informações de WWM

Ditadura comunista da Coreia do Norte: país diz que lançará mísseis contra alvos no Pacífico

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, ordenou nesta quarta-feira (30) a realização de novos lançamentos de mísseis balísticos sobre alvos no Oceano Pacífico.

Na terça-feira (29), Pyongyang disparou um míssil balísticode médio alcance Hwasong-12. O secretário-chefe do gabinete do Japão, Yoshihide Suga, disse que o artefato sobrevoou a ilha do norte de Japão, Hokkaido, antes de cair no Oceano Pacífico, a 1.180 quilômetros a leste da ilha.

“O último lançamento de teste de um míssil balístico próximo da realidade tornou-se o primeiro passo tático-militar do nosso exército no Oceano Pacífico […] De agora em diante, é necessário realizar mais testes de mísseis balísticos sobre os alvos no Oceano Pacífico”, disse Kim, citado pela agência de notícias sul-coreana “Yonhap”.

Kim também pediu ações mais ativas dos militares de Pyongyang na modernização dos mísseis e no aumento da força de ataque.

De acordo com o governo norte-coreano, o lançamento desta terça-feira foi uma resposta aos exercícios militares conjuntos que EUA e Coreia do Sul estão realizando na região. Os dois países dizem que são ações defensivas, enquanto Pyongyang afirma que se trata de simulações para uma invasão.

No início de agosto, a Coreia do Norte disse que estava considerando um ataque em uma área perto do território norte-americano de Guam, no Pacífico Ocidental. A ilha é o lar de várias instalações militares dos Estados Unidos, que vivem em clima de tensão com Pyongyang.

Apenas neste ano, a Coreia do Norte já realizou 13 lançamentos de mísseis, um número sem precedentes na história do país asiático. Há a expectativa que nas próximas semanas um novo teste nuclear – o sexto na história – seja realizado pelos norte-coreanos, que trabalham para desenvolver mísseis capazes de levar ogivas nucleares e atingir os EUA.

Fonte: Notícias ao Minuto

Procuradora destituída da Venezuela diz que Maduro quer matá-la

A procuradora-geral destituída da Venezuela, Luisa Ortega Diaz, disse que o governo do presidente Nicolás Maduro tentou contratar pessoas para matá-la.

Luisa estava na Costa Rica onde vai entrar com uma queixa na Comissão Interamericana dos Direitos Humanos contra o governo de seu país.

“Eu tenho a informação de que a perseguição contra mim continua, e que o governo contratou assassinos para me matar”, disse a ex-procuradora em uma coletiva de imprensa ao lado do procurador-geral da Costa Rica, Jorge Chavarria.

A advogada afirmou que havia se tornado perigoso demais regressar ao país caribenho. “Eu não posso voltar [para Venezuela], porque eles vão me colocar na cadeia, desaparecer comigo e me torturar”, disse. “Eles [o governo] fizeram duas buscas na minha casa e perseguiram minha família”.

Luisa rompeu com o governo chavista no começo do ano e a assembleia constituinte a removeu de seu cargo. Ela então fugiu na metade agosto para a Colômbia, onde conseguiu asilo político.

Ela disse nesta terça que o governo venezuelano estava cometendo sistemáticos abusos de direitos, incluindo tortura e detenções ilegais.

Na semana passada ela prometeu entregar provas de que Maduro e autoridades do governo estavam envolvidos em corrupção. “Há um monte de autoridades envolvidas no caso da Odebrecht“, disse Luisa. “O presidente Maduro pegou entre oito e dez milhões de dólares em espécie do governo e deu para uma grande companhia”.

Fonte: Veja

Após míssil da Coreia do Norte, Trump diz que ‘todas as opções estão sobre a mesa’

Depois que a Coreia do Norte lançou um míssil sobre o Japão na segunda-feira (28), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que não haverá trégua para o governo de Pyongyang e que “todas as opções estão sobre a mesa.”

“A mensagem da Coréia do Norte sinalizou seu desprezo para países vizinhos e as Nações Unidas com um comportamento internacional inaceitável”, também afirmou Trump, segundo a agência de notícias Reuters.

“Ameaças e ações de desestabilização”, continuou Trump, “vão apenas aumentar o isolamento da Coreia do Norte na região e entre todas as nações do mundo.”

A crise entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, no entanto, não começou agora. Ela se agravou no início de agosto, quando o governo norte-coreano anunciou que pretendia lançar quatro mísseis Hwasong-12 de médio alcance em um ataque nas proximidades da ilha de Guam, território dos Estados Unidos no Oceano Pacífico.

Em reação, Trump prometeu responder “com fogo e fúria como o mundo nunca viu” se o país asiático insistisse nas ameaças. Em resposta, o general Kim Rak Gyom, comandante da Força Estratégica do Exército do Povo Coreano, disse que o presidente americano não tinha entendido.

O tom da discussão subiu, com Trump afirmando que que sua ameaça de responder com “fogo e fúria” às provocações da Coreia do Norte talvez não tenha sido “forte o suficiente”. “É melhor a Coreia do Norte começar a agir direito ou ela estará em apuros como poucos países já estiveram antes”, disse.

Por sua vez, os militares norte-coreanos prometeram “destruir sem perdão os provocadores que estão fazendo tentativas desesperadas de sufocar a Coreia do Norte” e afirmaram que os Estados Unidos iriam “sofrer uma derrota vergonhosa e uma condenação final”, caso “persistam em suas aventuras militares, sanções e pressões extremas”.

Fonte: G1

MPF diz que Gilmar Mendes recebeu flores de Jacob Barata Filho

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro enviou nesta terça-feira (29) ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, novas informações para subsidiar o pedido de suspeição do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes para julgar o empresário Jacob Barata Filho.

Na nova manifestação, os procuradores alegam que o empresário, beneficiado por um habeas corpus concedido por Mendes, enviou flores ao ministro e para sua esposa em novembro de 2015. Segundo os procuradores, o fato “aponta para o íntimo relacionamento” entre os dois. Gilmar Mendes foi padrinho de casamento da filha de Barata Filho.

No documento, o MPF informou que teve acesso aos e-mails do empresário, investigado na Operação Ponto Final, da Polícia Federal, que apura suspeitas de corrupção no sistema de transporte público do Rio de Janeiro.

Os procuradores anexaram um recibo de uma loja virtual de entrega de flores, no valor de R$ 200, no qual consta os nomes “Guiomar e Gilmar” como destinatários das flores. O pedido foi feito pelo empresário, segundo o MPF.

Na segunda-feira (28) a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, pediu que o ministro Gilmar Mendes se manifeste sobre o pedido da PGR para impedi-lo de continuar atuando no processo no qual concedeu liberdade ao empresário Jacob Barata Filho.

Após a chegada do pedido de suspeição ao STF, a assessoria do ministro informou, em nota, que o contato dele com a família de Barata Filho ocorreu apenas no dia do casamento. Além disso, segundo os assessores, o fato não se enquadra nas regras legais que determinam o afastamento de um magistrado para julgar uma causa em função de relação íntima com uma das partes.

“O contato com a família ocorreu somente no dia do casamento. Não há relação com o paciente e/ou com os negócios que este realiza. Já há entendimento no Supremo Tribunal Federal que as regras de suspeição e impedimento do novo Código de Processo Civil não se aplicam ao processo penal. Ademais, não há tampouco amizade íntima com os advogados da presente causa”, informou a assessoria de Gilmar Mendes na ocasião.

Fonte: Agência Brasil

Lawrence W. Reed: Venezuela expõe à América Latina o quão destrutivo é o socialismo

“O socialismo sempre destrói a riqueza material e o espírito humano em longo prazo. O mal gera o mal, mais cedo ou mais tarde”
Por Andrés Cusme Franco
Pessoas fazem fila para comprar frango atrás de uma cerca em um mercado de rua em Caracas, em 24 de janeiro de 2015 (JUAN BARRETO/AFP/Getty Images)

A liberdade na América Latina tem sido ameaçada incessantemente ao longo da história. De muitas formas, aqueles que chegaram ao poder sentiram a onipotência acima do individual para decidir e governar em nome do “povo”: esse ser intangível mas onipresente em todos os discursos populistas.

Tivemos a honra de conversar com Lawrence W. Reed, presidente da Foundation for Economic Education (FEE). Podemos descrevê-lo em poucas palavras como um incansável defensor da liberdade.

Por que você defende as ideias de liberdade?

Meus motivos são numerosos, e os mencionarei aqui sem uma ordem específica: a liberdade é tão importante que acredito que ninguém pode ser plenamente humano sem ela. Cada um de nós é um indivíduo único que deve poder fazer suas próprias escolhas para ser quem é, dentro dos limites, é claro, de permitir a mesma liberdade para os outros. Se você não tem liberdade, então significa que você não está realmente vivendo sua própria vida; você está sendo obrigado a viver a vida de outra pessoa.

A liberdade é uma condição indispensável para todas as coisas maravilhosas que tornam a vida digna de ser vivida, como o amor, a realização, a felicidade, a família, a música, a arte, a literatura, etc. E está constantemente sob ataque de pessoas más, ideias ruins e até mesmo de pessoas bem intencionadas com más ideias. Portanto, aqueles de nós que acreditamos nela apaixonadamente devemosfalar em sua defesa e às vezes dedicar toda a vida a isso, ou ela estará perdida para gerações inteiras.

Não consigo imaginar a vida sem liberdade, então fico feliz por defendê-la. Posso dizer também que gosto de trabalhar pela liberdade; adoro o trabalho porque amo a mensagem e o que tudo isso significa para a humanidade.

Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao longo desse caminho?

Eu não sou uma pessoa naturalmente gregária. À medida que crescia, fui me tornando muito tímido. Até hoje, mesmo interagindo com o público constantemente e discursando para um público de centenas e, às vezes, até milhares de pessoas, eu ainda tenho uma preferência natural pela tranquilidade e a solidão. Então, sempre tive que superar essa timidez até certo ponto para ser um comunicador efetivo.

Outros desafios mais óbvios são a natureza da persuasão, superando os argumentos e as emoções daqueles que se opõem à liberdade. Por experiência, aprendi muito sobre como responder a argumentos contrários, mas muitas vezes eu pensei: “Por que não pensei nisso ou naquilo?”

Outro conjunto de desafios emergiu da criação de programas e organizações para promover a liberdade, primeiro como professor universitário e, em seguida, durante os últimos 30 anos, como presidente de três grupos de pesquisa em três estados diferentes. Por meu papel administrativo em todas essas organizações, incluindo os últimos nove anos na FEE, tive que fazer muito mais do que simplesmente escrever e fazer discursos sobre liberdade. Eu também tive deorganizar, planejar estrategicamente, contratar e despedir pessoas, delegar responsabilidades, arrecadar fundos e construir relacionamentos.

Encontramos desafios diariamente, grandes e pequenos, com as organizações de gerenciamento. Mas acredito firmemente que esses desafios são melhor enfrentados quando se mantém um caráter forte e dividindo as responsabilidades com outras pessoas boas.

Ao longo dos anos, você notou que o totalitarismo oferece algum tipo de bem-estar ao indivíduo?

Sim, todas as formas de estatismo, seja do tipo do Estado do bem-estar social ou dos tipos totalitários mais duros, eles oferecem coisas às pessoas que às vezes elas acham difícil resistir. Geralmente é uma forma de segurança, pelo menos no curto prazo: segurança contra um inimigo estrangeiro ou contra alguém em sua própria casa, segurança contra ter que cuidar de si mesmo, segurança contra todos os tipos de problemas reais ou imaginários.

O que devo apontar e explicar do que advogamos da liberdade é que quanto mais se depende do Estado, menos seguro se fica. A concentração do poder nas mãos do governo nos torna vulneráveis ao abuso desse poder, bem como a todas as muitas coisas perversas que o um governo obeso faz, como a acumulação de dívidas, o gasto do dinheiro de outras pessoas para comprar votos e a falência da nação. Então, quando o Estado lhe dá algo, você deve estar ciente de que esse dinheiro vem à custa de outra pessoa junto com uma grande quantidade de desperdício e fraude ao longo do caminho, e que você está colocando seu futuro e o de seus filhos precisamente nas mãos erradas.

Consideremos o caso da América Latina, onde a liberdade é ameaçada de muitas maneiras diferentes. O que levou à aceitação do socialismo nesta parte do continente?

Várias formas de “teologia da libertação” tiveram um impacto sobre a liberdade ao longo dos anos em grande parte da América Latina. Como cristão e como libertário, acredito firmemente que (o socialismo e o cristianismo são incompatíveis), mas, infelizmente, muitos sacerdotes, padres, teólogos e professores da América Latina têm ensinado erroneamente o contrário.

Repressão do governo já fez 113 vítimas fatais em quatro meses (JUAN BARRETO/AFP/Getty Images)

Outro fator é o ressentimento contra as frequentes intervenções dos Estados Unidos na América Latina. Na maioria dos casos, simpatizo com esse sentimento, mas, infelizmente, isso tem alimentado uma reação contra o que muitos latinoamericanos vêem como capitalismo ianque. Mas a posição mais sensata é ser anti-intervencionismo e pró-capitalismo, especialmente se você valoriza a independência e uma economia próspera. Pode-se ver claramente como o regime socialista venezuelano, por exemplo, usa o argumento de “imperialismo ianque” para permanecer no poder e justificar seu socialismo desastroso.

Finalmente, o fato de a educação estar tão completamente monopolizada pelo governo em grande parte da América Latina é mais uma razão para a simpatia com o socialismo. O governo nunca ensinará a liberdade. É de seu próprio interesse deseducar seu povo e fazê-lo pensar que devem ser dependentes de políticos ao invés de si mesmos.

No entanto, tenho esperanças quanto ao futuro da América Latina. Eu acho que os latinoamericanos e o mundo em geral estão recebendo bons esclarecimentos sobre a estupidez destrutiva do socialismo; basta ver o que está acontecendo na Venezuela no momento. Espero que o que está acontecendo lá provoque uma reação contra o socialismo em todos os lugares.

Vamos falar um pouco sobre o livro The Fatal Conceit, de Friedrich Hayek. Em sua obra-prima, Hayek nos adverte sobre as graves consequências, em todas as formas de socialismo, dessa ideia fracassada de implementar uma ordem artificial: um senso de planejamento que vai além das necessidades do indivíduo. Sob esta premissa, podemos então dizer que o socialismo é e sempre foi um erro lógico-intelectual?

Sim, de fato, certamente podemos dizer isso. A crítica de Hayek ao socialismo como fatalmente viciado a uma “reivindicação do conhecimento” é universal e se aplica ao passado, ao presente e ao futuro. É uma observação enraizada na própria essência do conhecimento e na própria natureza dos indivíduos. Nada vai mudar isso. Quanto mais cedo as pessoas a superarem, melhor, para que possamos continuar a viver nossas próprias vidas em paz.

É impossível não falar da Venezuela: um verdadeiro paraíso na América Latina. O país com as maiores reservas de petróleo do mundo. Um país que costumava ser livre e próspero e que proporcionou durante décadas, de todas as formas possíveis, condições de desenvolvimento únicas para seus cidadãos. Mas a Venezuela não é mais a mesma. Como você acha que este paraíso foi destruído?


“Nada de bom em longo prazo pode vir de ideias que são inerentemente ruins, não importa como elas estejam maquiadas para parecer atraentes”

A Venezuela é uma triste evidência do terrível poder das más ideias. Nada de bom em longo prazo pode vir de ideias que são inerentemente ruins, não importa como elas estejam maquiadas para parecer atraentes às pessoas.

Recorde como Chávez e Maduro venderam o socialismo aos venezuelanos: eles sempre estavam fazendo discursos irritados e ressentidos, pedindo inveja, roubo e ódio. A maneira pela qual iriam cumprir suas promessas implicava a concentração de poder nas mãos do Estado, a qual é uma combinação fatal.

Muitos venezuelanos estavam presos nessa ideia porque lhes faltava personalidade ou porque permitiram que seu caráter se corrompesse. Eles foram comprados e pagos com falsas promessas do Estado e com a riqueza redistribuída. Pode ter funcionado em curto prazo, mas o socialismo sempre destrói a riqueza material e o espírito humano em longo prazo. Bem, o ‘longo prazo’ já está aqui, e os benefícios de curto prazo de alguns anos atrás desapareceram. O mal gera o mal, mais cedo ou mais tarde.

Eu creio que um ponto importante a mencionar é o caso do Equador. Eu sou equatoriano e cresci em uma nação que perdeu território e soberania. Em 2006 veio Rafael Correa, com uma receita socialista que convulsionou uma nação inteira. Hoje, 11 anos depois, os equatorianos se encontraram em um ponto sem volta. Perdemos talvez a última chance de derrotar uma ditadura. A liberdade ganhou nas eleições presidenciais de 2017, mas não no Conselho Nacional Eleitoral, também controlado pelo governo de Correa. Hoje sabemos que teremos mais anos de socialismo no Equador. Como os equatorianos podem reivindicar a liberdade, quando, aparentemente, todos os vestígios de liberdade desapareceram em um país onde o Estado controla quase tudo?

Nunca desista. Em termos do que você sabe estar certo e pelo que vale a pena lutar, independentemente das perspectivas de sucesso. Se estiver correto, você deve lutar por isso. Isso é o que as pessoas de bom caráter fazem. Talvez você tenha que lutar de forma diferente e mais inteligente, ou talvez tenha até que lutar fora do país. Mas, no entanto, você luta. Não significa necessariamente combater no sentido físico, embora às vezes seja necessário. Em vez disso, eu me refiro à batalha intelectual das ideias.

Desde os tempos de Chávez, as milícias atacam e sequestram manifestantes opositores (Reprodução)

Muitos momentos importantes da história ocorreram de forma inesperada e rápida, e depois, após uma reflexão, é óbvio que eles aconteceram porque, mesmo quando as perspectivas de sucesso eram sombrias, as pessoas boas nunca desistiram. Quão terrível seria chegar ao fim de seus dias, olhar para trás na vida e ter que admitir que você desistiu das coisas mais queridas que você sempre soube que eram certas e boas?

Para finalizar, me atrevo a pedir em nome de todos os jovens que estão lutando em suas próprias trincheiras pela causa da liberdade: o que nos aconselha nesta jornada, que sem dúvida durará o resto dos nossos dias?

Lembre-se de que a jornada pela liberdade sempre esteve conosco. O mundo sempre foi afligido por pessoas ruins e ideias ruins. Nesse sentido, nossa jornadanão é nova. Tem muitos séculos de Antiguidade, e milhões lutaram pelo nosso lado. Então não devemos desistir porque acreditamos que somos desafortunados. Não, a batalha pela liberdade é uma batalha infinita, e a pior coisa que podemos fazer é deixar que as más ideias ganhem porque não tivemos a coragem ou o caráter para resistir. Não importa o que aconteça, você vai querer chegar no final dos seus dias e dizer que fez tudo o que pôde, que você deu

tudo de si.


“A jornada pela liberdade sempre esteve conosco”

Enquanto isso, esteja sempre atento às formas de melhorar a si mesmo e sua capacidade de se comunicar e persuadir. Nunca seja impaciente ou mau. Estabeleça a si mesmo a tarefa de ganhar o máximo de almas pela liberdade quanto possível, uma de cada vez. Nunca desista. Sorria, seja um guerreiro feliz, e não deixe que o outro lado o faça desanimar.

Andres, estudante de Guayaquil, Equador, e aluno da Foundation for Economic Education (FEE) em 2016, conduziu esta entrevista com o Sr. Reed em maio de 2017. O Instituto Ecuatoriano de Economia Política, do qual é associado, é dirigido por Dora de Ampuero, uma antiga colaboradora do FEE. Visite o IEEP no Facebook) e o site. O IEEP procura melhorar a compreensão dos equatorianos sobre a liberdade e o mercado livre. Andrés Cusme Franco escreve para o Instituto Equatoriano de Economia Política

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Ditadura comunista da Coreia do Norte dispara míssil em direção ao Japão

O míssil passou sobre o norte do Japão, tendo sido acionado o sistema de alerta. (Imagem de Arquivo). | EPA/KCNA

A Coreia do Norte lançou esta noite um míssil de tipo não identificado em direção a território japonês. Segundo o governo nipónico, o míssil sobrevoou o norte do Japão, tendo sido acionado o sistema de alerta. O projétil caiu no mar a cerca de mil quilômetros da ilha de Hokkaido.

A estação televisiva japonesa indica ainda que o míssil se partiu em três e caiu no mar. 

A Coreia do Sul confirmou já o lançamento do projétil por parte de Pyongyang. Seul aponta que o lançamento foi realizado por volta das 5h57 locais – 21h57 em Lisboa - e que o míssil voou cerca de 2.700 quilômetros.

As autoridades japonesas pediram mesmo à população do norte do país para que tomassem precauções. O primeiro-ministro japonês garantiu já que tudo será feito para proteger os cidadãos e fala numa "ameaça grave e sem precedentes" à segurança do país.

O governo japonês indica que o míssil caiu no mar a cerca de 1,180 quilómetros do cabo Erimo, situado na ilha de Hokkaido. O Executivo nipónico considera estar-se perante uma clara violação das resoluções das Nações Unidas e promete trabalhar com Washington e Seul para responder de forma apropriada. 

O Pentágono confirmou já o lançamento do míssil por parte da Coreia do Norte. As autoridades norte-americanas garantiram que o projétil não representou uma ameaça para a América do Norte.

O regime de Kim Jong-Un tinha recentemente ameaçado disparar contra a ilha de Guam, um território norte-americano no Pacífico. Um disparo contra Guam teria sempre de sobrevoar território japonês, como sucedeu esta noite.

Nova ameaça aos Estados Unidos

Este novo lançamento por parte de Pyongyang surge poucas horas depois de a Coreia do Norte ter ameaçado "afundar todo o território" dos Estados Unidos, caso a administração de Donald Trump tente invadir o país asiático, no âmbito das tensões permanentes entre as duas partes.

O regime de Kim Jong-un lançou a ameaça através dos meios oficiais, fazendo-a coincidir com o Dia Nacional do Exército Naval e depois de ter avançado, no sábado, com um mais um teste de misseis balísticos de curto alcance.

No diário oficial do Partido dos Trabalhadores também se escreveu que o país "é agora capaz de apunhalar as costas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos com o punhal da destruição quando o desejar", graças à tecnologia de misseis balísticos lançados a partir de submarinos, testada em abril do ano passado.

O último teste norte-coreano de misseis tinha acontecido no sábado, quando Pyongyang lançou três projeteis balísticos de curto alcance no mar do Japão, depois de um mês de silêncio balístico e depois de uma escalada de tensão entre os dois países.

Ditadura comunista da Coreia do Norte ameaça 'sepultar a totalidade dos EUA debaixo de água'

O diário oficial da ditadura comunista norte-coreana comunicou sobre as intenções de Pyongyang durante as celebrações do Dia Nacional da Marinha.

© REUTERS/ KCNA

Pyongyang está preparada para "afundar os EUA" caso a Coreia do Norte seja invadida pelos norte-americanos, comunicou o periódico oficial norte-coreano Rodong Sinmun durante as celebrações do Dia Nacional da Marinha. 

"As forças navais invencíveis estão unidas no sentimento de que sepultarão a totalidade dos EUA debaixo de água se os EUA trouxerem a nuvem da guerra e agressão para esta terra", indicou o diário oficial do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, citado pela Yonhap.

Esta afirmação faz parte de um artigo publicado em comemoração do 68° aniversário da Marinha norte-coreana, intitulado "Só a Vitória e a Glória Estão por Trás das Forças Armadas da Marinha autónoma".

"Agora somos capazes de apunhalar pelas costas a Coreia do Sul e os EUA com um punhal de destruição em qualquer momento que desejemos", assegurou o líder norte-coreano. "Os porta-aviões de vanguarda se assemelham a um animal gordo aos olhos das forças navais do Exército Popular da Coreia", acrescentou o artigo.

A situação na península da Coreia se agravou depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter ameaçado a Coreia do Norte com "fogo e fúria". Pyongyang disse, por sua vez, que o país está disposto a desenvolver um plano de ataque com mísseis contra as bases militares norte-americanas na ilha de Guam. Ao mesmo tempo, os EUA e a Coreia do Sul começaram manobras conjuntas.

Israel pede ação da ONU para conter avanço do Irã na Síria

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu nesta segunda-feira (28) ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o português António Guterres, que atue para frear o avanço do Irã na Síria e no Líbano durante sua primeira visita oficial à região. As informações são da agência de notícias EFE.

“O Irã está transformando a Síria em uma base militar consolidada e quer usar este país e o Líbano como ‘laranjas de guerra’ para agir em prol de seu objetivo declarado de destruir Israel”, disse Netanyahu a Guterres durante encontro que ambos mantiveram hoje em Jerusalém, segundo um comunicado oficial.

O premiê israelense disse que o Irã está produzindo mísseis de precisão teleguiada nos países vizinhos que poderiam ser utilizados contra Israel e alegou que isto é algo que a ONU “não deveria aceitar”.

Netanyahu também criticou o tratamento dado pelas Nações Unidas a Israel, pois acredita que a organização tem “uma obsessão absurda” e lamentou o fato desta organização “permitir aos palestinos divulgar um discurso de ódio em suas instituições”.

O governante israelense, no entanto, se mostrou otimista para uma possível mudança de rumo na organização e disse acreditar que, com Guterres como secretário-geral, “uma nova página” poderá ser aberta “na relação entre Israel e ONU”.

Guterres iniciou uma visita oficial de três dias a Israel e à Palestina que inclui reuniões nesta segunda-feira com o titular israelense de Defesa, Avigdor Lieberman; e o líder da oposição, Isaac Herzog, entre outros.

Nesta terça-feira (29), espera-se que Guterres se desloque à cidade de Ramala, na Cisjordânia, onde se encontrará com o primeiro-ministro palestino, Rami Hamdala, e que depois visite projetos da ONU na Faixa de Gaza.

Fonte: Agência Brasil

MPE quer usar delações em ações contra PT e PP

O Ministério Público Eleitoral (MPE) quer que as provas colhidas na ação de cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer sejam incluídas em dois processos contra o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Progressista (PP) que tramitam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os partidos temem a incorporação de novos elementos de prova, entre eles depoimentos de delatores da Odebrecht, aos processos, que podem levar à suspensão de recursos do Fundo Partidário e até mesmo à extinção das siglas.

PT e PP são alvos de investigação no TSE a partir de suspeitas de que foram financiados por recursos provenientes da Petrobrás, com pagamento de propina travestido de doação, conforme acusações do ex-diretor de abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef. Além das duas legendas, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) também é alvo.

Os processos não são sigilosos, mas as peças que os compõem são de acesso restrito no TSE. Enquanto o PT e PP pediram o arquivamento sumário dos processos, o vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, se manifestou pelo prosseguimento da apuração nos dois casos.

‘Revanchismo’

Dino também pediu que fossem acionados o juiz federal Sérgio Moro, o coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, e o ministro Herman Benjamin, relator da ação contra a chapa Dilma-Temer no TSE, para que compartilhassem provas, inclusive sigilosas. Segundo Dino, Moro pode ter “novos elementos de prova” que interessem às investigações.

A reportagem apurou que os pedidos de Dino foram vistos pelos partidos como um ato de “revanchismo” do MPE, que havia pedido a cassação da chapa Dilma-Temer, mas acabou derrotado no julgamento concluído em junho do ano passado. Além de rejeitar a cassação da chapa, a maioria do TSE também foi a favor de descartar os depoimentos de delatores da Odebrecht no julgamento final.

Suspensão

Conforme destacou Dino, uma possível sanção para os partidos investigados é a suspensão da participação no fundo partidário pelo prazo de um ano. Isso poderia agravar ainda mais o quadro financeiro das agremiações, só em 2016, o PT recebeu R$ 98 milhões via fundo partidário, e o PP, R$ 47,3 milhões, segundo dados do TSE. Esse dinheiro é utilizado para arcar despesas com o funcionamento regular dos partidos, como pagamento de empregados, aluguel de imóveis e viagens de dirigentes.

Ao pedir o arquivamento do processo, o PT alega que a prestação de contas da campanha presidencial da chapa Dilma-Temer de 2014 foi aprovada com ressalvas pelo TSE em dezembro de 2014. Também argumenta que as prestações do partido referentes a 2012, 2013 e 2014 ainda estão tramitando na Corte Eleitoral.

Em uma manifestação de 71 páginas encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PT defendeu a existência de partidos políticos para a consolidação da democracia e questionou a “sanha investigatória” contra a sigla. O partido alega ainda que cumpriu, na íntegra, a legislação eleitoral, tendo apresentado, na forma e no tempo exigido toda a documentação referente ao financiamento da campanha eleitoral de 2014.

O PP, por sua vez, alega falta de delimitação do objeto no processo, o que inviabilizaria o exercício da ampla defesa e do contraditório. O vice-procurador-geral eleitoral, no entanto, discordou da argumentação dos partidos. Procurada, a assessoria do PMDB não respondeu à reportagem.

Fonte: Veja

ESTADOS UNIDOS - Empresário que se negou a fazer camisetas para parada gay ganha batalha judicial

A Comissão de Direitos Humanos de sua região obrigou o empresário a fabricar as camisetas e assistir a um curso sobre diversidade.

Um empresário que se negou a produzir camisetas para a Parada do Orgulho Gay do Kentucky, nos Estados Unidos, saiu vitorioso de uma batalha judicial acirrada. O juizado de apelações do estado se pronunciou no último dia 12 de maio a favor de Blaine Adamson, dono da Hands On Originals, em uma decisão que seus advogados consideraram uma vitória da liberdade de expressão.

O caso remonta a 2012, quando a Organização de Serviços para Gays e Lésbicas (GLSO, na sigla em inglês) solicitou à empresa a produção de camisetas para a Parada do Orgulho Gay local. Adamson recusou o pedido, mas ofereceu o contato de outra empresa que cobraria um preço similar.

A organização conseguiu realizar as camisetas gratuitamente com um outro fornecedor, mas ainda assim organizou um boicote contra Adamson e prestou queixa junto à Comissão de Direitos Humanos do Condado de Lexington-Fayette. A comissão obrigou o empresário a fabricar as camisetas e a assistir a um curso sobre diversidade. O empresário, porém, nunca discriminou clientes por sua orientação sexual e, aliás, contrata com frequência funcionários homossexuais.

Adamson entrou com um recurso e ganhou, mas a comissão apelou mais uma vez. O empresário saiu vitorioso novamente. No processo, ele teve o apoio da Aliança para a Defesa da Liberdade (ADF, na sigla em inglês) e até mesmo de uma empresária lésbica, Kathy Trautvetter, que é dona de uma estamparia junto com sua parceira.

“Quando soube da história, imediatamente pensei: ‘Se eu estivesse no seu lugar, o que me estariam forçando a fazer?’ Tenho que dizer que se isso tivesse acontecido comigo, eu também não gostaria”, disse ela ao site The Blaze, em 2014.

“Os norte-americanos sempre deveriam ter a liberdade de crer, de expressas essas crenças e de não expressar ideias que violem sua consciência”, disse por sua vem Jim Campbell, conselheiro sênior da ADF. “A decisão de hoje é uma vitória para estampadores e outros profissionais criativos, que servem a todos mas não podem promover todas as mensagens”.

Com informações de ACI Prensa.

Comandante da ROTA diz que votaria em Bolsonaro

O novo comandante da Rota, a tropa de elite da PM (Polícia Militar) de São Paulo, o tenente coronel Ricardo de Mello Araújo, 46, afirmou, em entrevista, que votaria no deputado federal Jair Bolsonaro (PSC). 

Ele deixou claro que as afirmações refletem sua opinião pessoal e não são uma visão das instituições Rota ou Polícia Militar. 

Bolsonaro tem interesse em se candidatar à Presidência da República em 2018. Assim como Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo, que declarou nesta quarta-feira (23) querer ser o candidato tucano nas eleições presidenciais do ano que vem. 

"O deputado Jair Bolsonaro, eu votaria nele. Eu votaria nele. Eu não sou político e não gosto de falar muito de política, mas eu entendo que o país precisa de pessoas honestas no comando. E a população sente isso. Agora, é uma opinião pessoal", afirmou Mello Araújo à reportagem. 

"A população está sentindo a necessidade de pessoas honestas. Não falo nem de capacidade. Hoje, o que a população visa, são pessoas honestas, que saibam onde tão gastando o nosso dinheiro", complementou o comandante. 

Pesquisa realizada pelo Datafolha sobre intenções de voto para a disputa presidencial de 2018 apontou, em 26 de junho, que o ex-presidente Lula (PT) tem de 29% a 30% das intenções de voto, seguido por Jair Bolsonaro (PSC), com 16%, e Marina Silva (Rede), com 15%. Alckmin é o quarto, com 8%. 

"Policial de São Paulo não ganha o suficiente"

De acordo com Mello Araújo, o policial de São Paulo não ganha o suficiente para combater a criminalidade. "Mas eu também falo: eu não entrei na polícia por salário. Entrei na polícia para ser polícia", afirmou. 

"A nossa expectativa é que o governo reconheça as nossas dificuldades e deixe a gente em condições disso. O policial que entrou na polícia, ele sabe disso. E eles têm prestado concurso", disse. 

"Volto a falar: eu não entrei na polícia para ganhar dinheiro. Entrei na polícia para salvar as pessoas, para ajudar as pessoas", complementou. 

domingo, 27 de agosto de 2017

Venezuela: por que os militares ainda apoiam o ditador comunista Nicolás Maduro

Temendo condenação por envolvimento com o tráfico internacional de drogas, militares continuam apoiando o regime venezuelano

O líder venezuelano Nicolas Maduro escuta o vice-líder do PSVU e membro da Assembleia Constituinte do regime Maduro, Diosdado Cabello, durante uma parada militar em comemoração ao 24º aniversário do golpe de Estado fracassado do ex-líder Hugo Chávez, no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, 4 de fevereiro de 2016 (Federico Parra/AFP/Getty Images)

Com o passar dos anos, tem sido cada vez maior a quantidade de evidências que apontam para o envolvimento do alto escalão político e militar da Venezuela com o narcotráfico. Em 2015, o Epoch Times publicou a denúncia feita por Leamsy Salazar, que atuou como segurança de Hugo Chávez por dez anos, tornando-se posteriormente segurança de Diosdado Cabello — que foi presidente da Assembleia Nacional da Venezuela de 2012 a 2016 —, Salazar afirmou que Cabello seria o chefe do Cartel de los Soles (Cartel dos Sóis).

Já em 2016, dois sobrinhos da primeira-dama da Venezuela Cilia Flores — esposa de Nicolás Maduro e presidente da Assembleia Nacional da Venezuela de 2006 a 2011 — foram condenados nos Estados Unidos por tráfico de drogas: de acordo com as evidências, Antonio Campo Flores e Franqui Francisco Flores de Freitas intermediaram um negócio feito entre as FARC e o Cartel de los Soles, com a ajuda de Bladimir, irmão da primeira-dama e inspetor-geral do Corpo de Investigações Científicas Penais e Criminalística, além de terem feito uso de um avião do governo na condução do negócio. Apesar de tudo isso, ninguém com profundo conhecimento sobre a operação do cartel havia sido preso ainda. Contudo, em junho desse ano, a Colômbia extraditou Yazenky Lamas para os EUA.

Lamas, capitão reformado do exército venezuelano, era o piloto pessoal da primeira-dama, Cilia Flores, e estava envolvido no dia-a-dia da logística do tráfico de drogas. Ele conhece as lideranças do Cartel de los Soles dentro do governo, e o caminho feito pela droga, saindo da Colômbia, passando pela Venezuela, Caribe (Honduras ou Cuba), até chegar aos EUA. Isso explica o esforço feito pelo corpo diplomático de Nicolás Maduro para que a Colômbia extraditasse Lamas de volta para a Venezuela.

Diosdado Cabello também foi acusado de lavar dinheiro para as FARC, pelo ex-juiz venezuelano Luis Velasques Alvaray, que agora vive na Costa Rica sob a guarida do asilo político.

Apesar de Lamas ser a primeira pessoa com informações sensíveis sobre o cartel a ser julgado nos EUA, de forma nenhuma ele é o primeiro a quem os EUA aplicou sanções, através do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Office of Foreign Assets Control), agência responsável por planejar e executar sanções econômicas e comerciais, em apoio à política externa e à segurança nacional dos EUA. O Escritório integra a estrutura do Departamento do Tesouro.

Os seguintes membros do governo venezuelano já sofreram sanções por parte do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, por envolvimento no narcotráfico:

• Capitão Ramón Chacín, ex-Ministro do Interior e Justiça;
• Antonio Benavides, ex-Comandante-Geral da Guarda Nacional Bolivariana;
• General de Brigada Manuel Bernal, ex-Diretor de Inteligência do Exército;
• Manuel Pérez, ex-Diretor da Polícia Bolivariana;
• General Henry Rangel, ex-Ministro da Defesa;
• Miguel Vivas, Inspetor do Exército Bolivariano;
• Justo Noguera, ex-Comandante-Geral da Guarda Bolivariana;
• General Cliver Alcalá, que também é sogro do líder do Cartel de Guajira;
• Samark López Bello, suposto laranja do Vice-Presidente da Venezuela;
• Tareck el Aissami, Vice-Presidente da Venezuela e ex-Ministro do Interior.

Como se percebe, muitas figuras importantes do governo venezuelano já foram acusadas de estarem envolvidas com o Cartel de los Soles. No entanto, quando alguma autoridade do alto escalão da Venezuela é acusada por Washington, Nicolás Maduro, em vez de investigá-los, parece oferecer proteção: Tareck el Aissami era Ministro do Interior e tornou-se Vice-Presidente do país, o General Néstor Reverol deixou a Agência de Combate aos Narcóticos, para se tornar Ministro de Interior e Justiça.

O presidente também promoveu recentemente o diretor do Serviço de Inteligência Gustavo González Lopez, de major para general. González foi acusado pela Procuradora-Geral da Venezuela de violar direitos humanos em operações policiais.

Esse comportamento do presidente venezuelano passa duas mensagens. Primeiro, o governo oferece proteção a autoridades do alto escalão, contra punições por envolvimento no tráfico de drogas ou em esquemas de corrupção, desde que sejam politicamente leais a Maduro. Segundo, o presidente escolhe seus aliados entre aqueles que terão tudo a perder com a queda do regime socialista.

Para demonstrar que combate o narcotráfico, o governo venezuelano prende e condena alguns envolvidos, mas apenas aqueles do baixo escalão político ou de baixa patente militar.

O Cartel de los Soles

O termo Cartel de los Soles é usado para descrever vários grupos clandestinos das Forças Armadas da Venezuela os quais participam do tráfico de cocaína. Apesar de o termo dar a impressão de existir uma figura central de liderança, o fato de que vários órgãos militares vez ou outra fazem grandes apreensões de drogas, prendendo militares de baixa patente de outros ramos, parece indicar, segundo especialistas da fundação InSight Crimes, que os vários grupos clandestinos disputam território e rotas entre si, o que não ocorreria caso existisse uma figura central. Contudo, como mencionado anteriormente, Leamsy Salazar acusou Diosdado Cabello de ser o líder do Cartel de los Soles.

A expressão surgiu em 1993, quando dois generais da Guarda Nacional foram presos por envolvimento com o tráfico de drogas: Ramón Guillén Dávila e Orlando Hernández Villegas. Por causa da patente que ambos possuíam (o símbolo que indica o posto de general na Guarda Nacional se assemelha a um Sol), a imprensa passou a usar a expressão Cartel de los Soles para noticiar o envolvimento de militares com o narcotráfico. Posteriormente, o nome foi adotado por outros grupos militares narcotraficantes, quando as operações clandestinas se espalharam por toda a estrutura da caserna venezuelana, segundo Felix Jiménez, chefe aposentado da DEA.

Como noticiado pelo Epoch Times:

“[…] em 1998, os Estados Unidos assinaram um acordo com a Colômbia para combater o narcoterrorismo. Os dois principais grupos a serem combatidos eram: as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o Exército de Libertação Nacional (ELN).

No final da década de 1990, dois cartéis colombianos – o Cartel de Medellín e o Cartel de Cali – entraram em declínio. Então, quando os militares da Colômbia iniciaram a ofensiva contra as FARC, os guerrilheiros fugiram através da fronteira para a Venezuela e assimilaram os cartéis de Medellín e Cali, que tinham controle sobre a região.

O Cartel do Sol cresceu com os soldados que foram designados para proteger carregamentos de drogas das Farc, e uma vez que eles foram pagos pelas FARC com drogas, em vez de dinheiro, eles se envolveram no tráfico de drogas […]

Jiménez disse que ‘com o consentimento do ex-ditador Hugo Chávez’, os soldados se juntaram ao tráfico de drogas e formaram o Cartel dos Sóis”.

De acordo com a fundação InSight Crime, desse momento em diante, tem ficado cada vez mais clara a expansão das atividades do cartel: os grupos narcotraficantes não estão mais confinados à Guarda Nacional da Venezuela e agora contam com a participação dos outros ramos das Forças Armadas, da polícia e de civis ligados às altas esferas da política do país.

Expansão do poder

Desde 2014, a Venezuela vive uma grave crise socioeconômica, trazendo consigo o aumento da inflação, da pobreza e da escassez de alimentos, remédios e de outros itens de necessidades básicas. Como consequência, a população passou a ir às ruas para protestar contra o governo.

Para lidar com essa situação perigosa para o regime socialista, o governo de Nicolás Maduro escolheu os militares para administrar a distribuição de remédios e comida. Dessa forma, segundo especialistas, ao Cartel de los Soles foi dada uma nova oportunidade de negócio, que não só permite ao grupo lucrar com essa nova atividade, mas também exercer poder sobre a população carente.

Como resultado, em setembro do ano passado, um tenente do exército foi preso roubando três toneladas de comida. A InSight Crimes acredita que esse crime é evidência de que o cartel agora faz bachaqueo (ação de revender produtos básicos que se tornaram escassos no país), pois, segundo os investigadores, três toneladas de comida é um grande problema logístico para uma pessoa resolver sozinha.

Os militares e a crise

O governo socialista da Venezuela, instaurado por Hugo Chávez, sempre dependeu do valor do barril de petróleo para levar adiante a sua política de prestação de serviços públicos a alguns setores da sociedade. A Petróleos de Venezuela(PDVSA), empresa estatal do setor petrolífero, está entre as 15 maiores do ramo, de acordo com o World Factbook.

Com o constante aumento do preço do barril de petróleo, a partir de meados de 2002, Hugo Chávez lançou vários programas sociais, chamados de missões bolivarianas. Assim, o aumento nos gastos públicos foi atrelado ao alto valor do barril de petróleo. Essa decisão se mostrou catastrófica para a economia da Venezuela.

Em 2009 e em 2014, o preço do barril sofreu quedas abruptas. Primeiro, pela crise do sub-prime. Depois, porque desde 2014 a oferta de petróleo superou a demanda. Sem a galinha dos ovos de ouro, o governo não teve como sustentar o seu programa e nem a sua economia. Para lidar com a situação, optou por controlar os preços e o câmbio. O resultado: encolhimento da economia (queda de 19% no PIB em 2016), hiperinflação (calculada em 800% em 2016) e uma grave crise de abastecimento de alimentos.

Como noticiado pelo Epoch Times, a crise venezuelana, fruto da depressão econômica e da instabilidade política, criou um êxodo. Mais de 10 mil venezuelanos já migraram para a cidade brasileira de Pacaraima. O pequeno município em Roraima, próximo ao município venezuelano de Santa Elena do Uiarén, saltou de 12,5 mil habitantes, para 25 mil.

Apesar do descalabro, a grande maioria das lideranças militares continua a apoiar Nicolás Maduro, mesmo com mais de 85% da população reprovando o governo, segundo a Hercon Consultores, empresa venezuelana de consultoria política.

Isso pode ser explicado se levarmos em conta o noticiado até aqui: como muitos militares e figuras políticas importantes se beneficiaram com a complacência e, até mesmo, a ajuda do governo socialista de Chávez e, posteriormente, de Nicolás Maduro, os envolvidos temem que, com a queda do regime chavista, todos seriam acusados e condenados, na Venezuela e no exterior, pelos crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e violação aos direitos humanos.

No entanto, Deborah Bonello, investigadora sênior na fundação InSight Crime, disse ao WLRN, imprensa de Miami, que a oposição venezuelana tem oferecido anistia aos militares, caso eles permitam a mudança de governo. A investigadora acredita que, com o crescimento dos dissidentes políticos entre os militares, essa talvez seja a saída para o problema.

Fonte https://www.epochtimes.com.br/venezuela-militares-apoiam-maduro/#.WaOGGvOGO1s

Fotógrafos podem se negar a registrar casamentos homossexuais, diz justiça dos EUA

A fotógrafa que acionou o tribunal contou que havia deixado de aceitar qualquer trabalho em casamentos com medo de ser processada

Um tribunal do estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, julgou que não é ilegal que um fotógrafo recuse registrar casamentos homossexuais. A decisão veio depois que a fotógrafa Amy Lawson se preocupou com colegas que estavam sendo processados por essa recusa e pediu um julgamento que declarasse que esses processos violavam a constituição dos Estados Unidos.

Lawson, que tem um estúdio de fotografia, é evangélica e tinha como propósito recusar aceitar propostas para retratar casais homossexuais. No entanto, quando soube que alguns fotógrafos estavam sendo incriminados por isso, ela parou de pegar qualquer trabalho em casamentos, temendo que a sua posição lhe rendesse um processo.

Ao solicitar o julgamento, ela alegou não ser justo que as leis da cidade – Madison – e do estado que dão igual tratamento a casais gays e héteros impeçam que ela conduza o seu trabalho de acordo com a sua fé.

A corte julgou a questão baseada no fato de que Lawson não dirige uma loja física, de tal maneira que o seu negócio não é um estabelecimento aberto ao público, categoria à qual as leis antidiscriminação locais se aplicam.

“A corte ponderou – e o município e o estado concordaram – que profissionais criativos que não possuem lojas não podem ser punidos com base nas leis de estabelecimentos públicos por exercer a sua liberdade artística”, disse o advogado de Lawson, Jonathan Scruggs.

“Estamos contentes que Amy e muitos outros artistas de Madison e de todo o estado podem seguir em frente com o seu trabalho sem temer censuras governamentais”, afirmou Scruggs, que é conselheiro da Alliance Defending Freedom. “Oficiais do governo têm a obrigação de dar a esses profissionais a liberdade de tomar suas próprias decisões sobre quais ideias irão promover com a sua expressão artística”.

Com informações de Crux.

O G1 perguntou a população se as fotos dos presidentes militares deveriam ser retiradas do Planalto

Um grupo de estudantes, professores e arquitetos de Curitiba entrou com um processo na Justiça pedindo a retirada das fotos dos presidente militares do mural do Planalto. 

O G1 então resolveu perguntar a opinião da população a respeito. 
O resultado foi tão humilhante, que a votação foi encerrada rapidamente...

Confira: