sexta-feira, 31 de julho de 2020

30 anos do Foro de SP reúne PT e ditadores em live fracassada

Nicolás Maduro chegou a fazer "coraçãozinho" para Lula

Nicolás Maduro fez “coraçãozinho” para Lula Foto: Reprodução

Para celebrar os 30 anos do Foro de São Paulo, o PT e a nata das ditaduras latino-americanas participaram de um debate online na terça-feira (28), em que não faltaram ataques ao imperialismo americano e à contribuição do capitalismo para a pandemia de coronavírus.

O evento reuniu os ditadores da Nicarágua, Daniel Ortega, e da Venezuela, Nicolás Maduro, além do líder do regime ditatorial cubano, Miguel Díaz-Canel.

Foi mediado pela dirigente petista Mônica Valente, secretária-executiva do Foro, que reúne 123 partidos de esquerda de 27 países da América Latina e do Caribe.

Apesar da presença estrelada, o debate teve audiência pífia, com menos de 800 visualizações até a tarde desta sexta (31) no canal do PT no YouTube, que o transmitiu conjuntamente com a Presidência de Cuba.

– Desde o seu surgimento o Foro demonstrou que eram factíveis novos objetivos de luta, de construir uma sociedade mais justa e com igualdade de oportunidade para todos – disse Valente na abertura, após chamar Ortega, Maduro e Diáz-Canel de “companheiros”.

Criado em 1990 por inspiração do então ditador cubano, Fidel Castro, e do petista Luiz Inácio Lula da Silva, o Foro de São Paulo viveu seu auge na primeira década deste século, quando diversos presidentes de esquerda chegaram ao poder.

No poder desde 2007, à frente de um regime que persegue de forma violenta opositores e a imprensa, o nicaraguense Ortega criticou o que chamou de abusos cometidos pelos americanos.

– Eles dizem que são os pais da democracia, mas são os pais do colonialismo, do imperialismo, do terrorismo, da violação dos direitos humanos dos nossos povos – declarou, ao lado de sua mulher e vice-presidente, Rosario Murillo.

Após mandar “nosso abraço e nosso carinho para Lula, que está no nosso coração”, o ditador nicaraguense culpou o capitalismo pela pandemia.

– O capitalismo é o maior vírus, a própria essência do egoísmo e da maldade – afirmou ele, que no início da pandemia tinha atitudes negacionistas, até explodirem os casos da doença.

Em sua fala, Maduro fez gesto de coraçãozinho com as mãos para o PT e atacou duramente Bolsonaro, a quem chamou de “uma desgraça para o povo do Brasil”.

Oficialmente, a Venezuela registra 158 mortes, mas há suspeitas de que o número real seja bem maior.
Embora lidere um regime que prende e cassa opositores, Maduro pregou em sua fala a tolerância e o fim do sectarismo da esquerda.

– Devemos nos caracterizar pela inclusão, o debate plural, democrático – afirmou o ditador, que chamou o Foro de São Paulo de “a grande força democratizadora da América Latina e do Caribe”.

*Folhapress

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Cuba, Vietnã e Turquia culpam cristãos pelo coronavírus

Grupos religiosos são perseguidos e até presos nesses países

Cristãos enfrentam perseguição em tempos de pandemia Foto: Portas Abertas

A ONU relatou um surto de intolerância religiosa durante a pandemia causada pelo novo coronavírus. De acordo com o Relator Especial da ONU sobre liberdade de religião e crença, Ahmed Shaheed, líderes de algumas nações têm atribuído o “castigo do coronavírus” aos cristãos.

– Estou alarmado ao ver o aumento do incentivo ao ódio, criação de bodes expiatórios em comunidades religiosas, incluindo cristãos pela disseminação de vírus.

Além de enfrentar problemas sérios na China, como perder os benefícios do governo pelo simples fato de não negarem sua fé, cristãos também estão enfrentando perseguição em outros países da Ásia e até da América Central. No Vietnã, por exemplo, cristãos estão sendo excluídos dos serviços médicos e sociais do país. O governo tem negado documentos de identificação e de residências a este grupo, sendo obrigados a viver em vilas e favelas, onde o distanciamento social se torna impraticável.

Já na Turquia, o chamado islamismo institucional obrigou a maior igreja cristã do país – a Hagia Sofia – a fechar as portas para dar lugar a uma mesquita muçulmana. Templos têm sido incendiados com a alegação que os cristãos levaram o coronavírus para o país. Tudo isso aos olhos do governo que pouco faz para acalmar os cidadãos turcos.

Em Cuba, autoridades prenderam religiosos que tentam fornecer ajuda a idosos e vizinhos durante a pandemia. Taxados de dissidentes, a luta contra Covid se tornou um pretexto para pressionar minorias.

– A luta contra a pandemia de Covid-19 tem sido um pretexto bem-vindo para as autoridades do governo intensificarem sua pressão sobre dissidentes e outros considerados parte de um movimento de oposição. Sob acusações de desobediência ou disseminação de doenças, vários cristãos foram multados em valores exorbitantes, o equivalente a mais de R$1.500, que é mais do que os cidadãos cubanos ganham em um ano. Eles são incapazes de pagar tais multas e, consequentemente, são enviados para a prisão – disse a analista de perseguição da Portas Abertas, Rossana Ramirez.

George Soros doa R$ 5 milhões a governo do PCdoB

Valor foi repassado pela fundação do bilionário para o Maranhão, administrado por Flávio Dino

Flávio Dino (PC do B)George Soros Foto: EFE

De “olho” no Brasil, o bilionário globalista George Soros, forte opositor do conservadorismo ao redor do mundo, fez uma doação de 1 milhão de dólares (cerca de R$ 5 milhões) ao governo do Maranhão, administrado por Flávio Dino (PC do B). A informação foi confirmada pelo próprio Dino em postagem no Twitter.

– Registro o recebimento de doação de US$ 1 milhão ao governo do Maranhão oriundo da Fundação Open Society. O dinheiro será destinado a ações sociais, apoio à agricultura familiar e na área da saúde. Agradeço especialmente a Pedro Abramovay pela iniciativa e pelo diálogo – escreveu o político.

A Open Society, fundação criada por Soros em 1993, é conhecida por apoiar diversas iniciativas de esquerda ao redor do mundo. Os apoiados pelo globalista vão desde pessoas próximas a Greta Thunberg até estudos do ex-deputado federal Jean Wyllys na Universidade de Harvard. O bilionário também faz reiteradas críticas a diversos governos de direita, como o de Donald Trump.

Além de atacar o presidente americano, a quem chamou de “aberração”, o defensor de políticas globalistas disse também que a ascensão da direita pelo mundo é apenas coincidência. Ele já chegou a declarar que está engajado em derrotar o conservadorismo ao redor do mundo.

EUA ordenam fechamento de consulado da ditadura comunista chinesa no Texas

Bombeiros e polícia foram acionados após testemunhas relataram que homens estavam queimando papeis no local

Após fogo em consulado chinês, EUA ordenou fechamento Foto: Reprodução

O governo dos Estados Unidos decretou o fechamento do consulado chinês em Houston, no Texas, nesta quarta-feira (22), sob a justificativa de “proteger a propriedade intelectual americana e as informações privadas dos americanos”.

A decisão acontece após a polícia e os bombeiros de Houston responderam às denúncias de que documentos estavam sendo queimados no pátio do Consulado Geral da China em Houston na noite de terça-feira (21).

A relação entre os dois países, que já vem mostrando desgaste há alguns meses por conta da pandemia do novo coronavírus, piorou ainda mais nessa semana após dois hackers chineses serem indiciados por suspeita de roubar informações sobre projetos de vacinas.

Segundo o governo americano, eles trabalhavam para o ministério da Segurança de Estado da China. A dupla também foi acusada de violar a propriedade intelectual de empresas nos Estados Unidos e em outros países.

– Os Estados Unidos não tolerarão as violações da República Popular da China da nossa soberania e intimidação do nosso povo, assim como não toleramos as práticas comerciais desleais, o roubo de empregos americanos e outros comportamentos – afirmou Mortan Ortagus, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA.

Os chineses, por sua vez, chamaram a decisão de “escalada sem precedentes” de ações contra o país asiático e prometeram medidas firmes de retaliação caso os americanos não revertam a decisão.

– O fechamento unilateral do consulado geral da China em Houston dentro de um curto período de tempo é uma escalada sem precedentes de suas ações recentes contra a China – disse Wang Wenbin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.

A imprensa de Houston relatou que os bombeiros foram ao consulado chinês após receberem uma denúncia de incêndio. De acordo com o jornal “Houston Chronicle”, testemunhas disseram que as pessoas estavam queimando papel no que parecia ser latas de lixo.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Partido Comunista Chinês obriga cristãos a negarem a fé

Quem se recusa perde o auxílio do governo durante a pandemia

Xi Jinping quer que cristãos abram mão de sua fé 

O Partido Comunista Chinês tem ameaçado cortar os benefícios de moradores cristãos do país caso eles não abandonem a sua fé. De acordo com denúncia feita pela revista eletrônica Bitter Winter, eles são obrigados a trocar cruzes e qualquer outro símbolo religioso por fotos dos presidentes Mao Tsé-Tung e Xi Jinping.

– Todas as famílias pobres da cidade foram instruídas a exibir imagens de Mao Tsé-Tung. O governo está tentando eliminar nossa crença e quer se tornar Deus em vez de Jesus – revelou um pregador à revista.

Em outra ocasião, um idoso de 80 anos foi removido da lista de ajuda do governo pelo simples fato de ter dito Graças a Deus ao receber o subsídio mensal que corresponde a menos de R$ 150. Uma viúva, que cuida sozinha dos dois filhos, também perdeu direito ao auxílio depois que se recusou a assinar uma declaração renunciando à sua fé e destruir todos os símbolos cristãos em sua casa.

Com quase 100 milhões de cristãos em seu território, a China ocupa a 23ª posição na lista de 50 países que mais perseguem cristãos ao redor do mundo. Estima-se que 30 mil igrejas já foram atacadas pelo governo do país.

sábado, 18 de julho de 2020

Governo economiza R$ 14,2 bilhões aos cofres públicos

Melhorias mostraram impacto positivo na gestão pública

Governo conseguiu economizar verba pública Foto: Reprodução

A Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou que o governo federal economizou R$ 14,2 bilhões aos cofres púbicos durante o primeiro ano do mandato do presidente Jair Bolsonaro. O trabalho feito pela CGU em parceria com as demais Unidades de Auditoria Interna evitou que R$ 13,38 bilhões fossem gastos, além de recuperar mais de R$ 811 milhões.

O Sistema de Controle Interno (SCI) gerou benefícios que demonstram impacto positivo na gestão pública. Ao longo de 2019, o governo realizou 4.879 melhorias de repercussão estratégica e operacional.

Os valores dessa economia incluem arrecadação de multa legal; cancelamento de licitação/contrato com objeto desnecessário, inconsistente ou inadequado tecnicamente; eliminação de desperdícios ou redução de custos administrativos; e suspensão e recuperação de valores pagos indevidamente.

Bolsonaro critica PL das Fake News: ‘Limita a liberdade’

Para o presidente, não é preciso ter uma legislação que prejudica a liberdade de expressão

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (18) que o projeto de lei sobre fake news aprovado no Senado limita a liberdade de expressão. Para ele, não será possível se manifestar sobre nada se o texto passar a valer.

A proposta foi aprovada no fim de junho pelos senadores e ainda depende de análise da Câmara dos deputados. Se for aprovado, segue para sanção ou veto de Bolsonaro.

– Eu acho que é uma maneira de colocar limite na liberdade de expressão. Não tem que ter isso. Se alguém se ver prejudicado, entra na Justiça. Está previsto calúnia, difamação, injúria. Não tem que inventar mais nada (…) Vai virar terra de ninguém, um terreno onde você vai perder a liberdade, não vai poder se manifestar sobre nada – completou o presidente.

As afirmações foram feitas em transmissão ao vivo em redes sociais. Bolsonaro estava no Palácio da Alvorada, onde alimentou emas. Pela segunda vez na semana, uma das aves bicou a mão do presidente, que reclamou da dor, mas seguiu alimentando os animais.

A proposta aprovada pelos senadores traz a exigência de guarda dos registros da cadeia de reencaminhamentos de mensagens no WhatsApp para que se possa identificar a origem de conteúdos ilícitos.

O armazenamento de registros se dará apenas das mensagens que tenham sido reencaminhadas mais de cinco vezes, o que configuraria viralização. Os dados armazenados sobre a cadeia de encaminhamento só serão acessíveis por meio de ordem judicial e quando as mensagens atingiram mil ou mais usuários.

A matéria isentou a disseminação de fake news de penalizações criminais, retirando da versão debatida o financiamento de redes de fake news das leis de organização criminosa e lavagem de dinheiro. O texto final ainda excluiu a obrigatoriedade das empresas de identificação prévia no uso de pseudônimos para a inscrição em redes sociais.

No início do mês, o presidente disse a apoiadores que há possibilidade de vetar o projeto de lei sobre fake news aprovado pelo Senado.

– Acho que, na Câmara, vai ser difícil aprovar. Agora, se for [aprovado], cabe a nós ainda a possibilidade do veto. Acho que não vai vingar este projeto não – afirmou.

Na transmissão, o presidente ainda voltou a defender que a população se arme.

– Nossa política é pró-armamento. Nós entendemos que a arma é uma maneira de fazer com que o homem garanta sua liberdade, garanta sua democracia. Mas as armas têm que estar nas mão das pessoas certas. A pessoa certa é o povo – disse.

Com problemas econômicos, a socialista Argentina ‘revê’ quarentena

Governo anunciou flexibilização das medidas de isolamento

Argentina flexibiliza quarentena por pressão econômica 

Apesar da curva ascendente de infecções e mortes pelo coronavírus e na mesma semana em que a Argentina entrou para o grupo dos 20 países com mais casos no mundo, o governo anunciou nesta sexta-feira (17) a flexibilização da quarentena.

As regras foram afrouxadas na região metropolitana de Buenos Aires (que inclui a capital federal) e nas províncias de Rio Negro e Chaco, que tem as situações mais críticas do país.

Segundo a universidade americana Johns Hopkins, a Argentina registrou 49.780 casos e 2.133 mortes pela Covid-19.

Foram 120 dias de medidas restritas nessas zonas mais afetadas, incluindo uma “superquarentena” de 15 dias, que termina nesta sexta.

A flexibilização começa a valer neste sábado (18) e vai ocorrer em seis etapas. Em duas semanas, haverá uma nova avaliação da situação e, se necessário, o país pode voltar a adotar as medidas de confinamento extremas.

A partir de segunda-feira (20), estão reautorizados a abrir os comércios não-essenciais, seguindo protocolos de distanciamento social e uso de álcool em gel. Restaurantes e cafés, no entanto, continuam restritos ao delivery e ao “take away”, com hora marcada.

Nesta etapa, o transporte público segue restrito aos trabalhadores essenciais. E shoppings e escolas devem permanecer fechados.

As máscaras continuam sendo obrigatórias fora de casa.

Também nessa primeira etapa, fica autorizada a reunião de artistas para realizar atividades culturais a serem transmitidas por streaming. As igrejas podem voltar a abrir para visitas individuais – mas missas continuam suspensas.

Serviços médicos que estavam operando apenas em sistema de emergência, como dentistas e psicólogos, passam a ser liberadas.

As atividades de mudanças, também suspensas em março, podem ser retomadas.

Salões de beleza e barbearias ficam para uma segunda etapa do processo de flexibilização – e as visitas deverão acontecer apenas com agendamento prévio.

Depois de quatro meses fechados, os parques serão reabertos. E, a partir de segunda (20), os argentinos podem voltar a praticar atividades físicas ao ar livre entre 18h e 10h.

Mas os exercícios devem ser realizados no máximo em dupla – grupos de corrida e esportes coletivos não estão autorizados.

As crianças também ganham mais chance de sair de casa: agora elas podem circular durante a semana (e não mais apenas aos sábados ou domingos), mas continuam precisando seguir o rodízio a partir do número de célula de identidade.

Fora das regiões que registram os piores cenários de contaminação, no entanto, a vida tem voltado às ruas. Em mais de dez províncias, que não registram casos novos há dois meses, a maioria das atividades comerciais e industriais já voltaram, incluindo restaurantes, bares, cafés e o turismo interno.

Continuam fechadas, porém, as fronteiras aéreas e terrestres do país – exceto para caminhões com mercadorias e voos de repatriação. Os voos comerciais, internos e externos, devem ser restabelecidos em 1º de setembro.

O anúncio da flexibilização das regras foi feito na Quinta de Olivos, residência oficial da Presidência argentina. Como das outras vezes, o presidente Alberto Fernández sentou-se no centro da mesa, ladeado pelo também peronista Axel Kicillof (governador da província de Buenos Aires) e o oposicionista Horacio Rodríguez Larreta (do PRO, partido do ex-presidente Mauricio Macri, chefe de governo da cidade de Buenos Aires).

Fernández usou linguagem inclusiva para estimular a população a não abandonar as orientações sanitárias.

– Todos, todas e todes conseguimos avançar. Mas precisamos continuar com os cuidados, senão, teremos de voltar atrás – disse.

Entre os avanços, Fernández mencionou o aumento de unidades hospitalares de emergência e de leitos de UTI.

– A preocupação da quarentena era preparar o sistema de saúde, e que nenhum argentino pudesse estar sem acesso à saúde. E isso nós conseguimos – apontou.

Segundo dados oficiais, há ocupação de 64% dos leitos de UTI na região metropolitana de Buenos Aires. Fernández disse que o número preocupa, mas “se não tivéssemos feito essa quarentena, estaríamos com 72% de ocupação”.

O presidente afirmou que, nos últimos 14 dias, apesar do aumento do número de infecções e mortes, o país está “em uma situação boa”. Como comparação, ele mostrou gráficos com os casos nos EUA, no Brasil, no Peru e no Chile.

– Precisamos, porém, ter muito cuidado, porque o vírus é muito rápido e muito contagioso – ressaltou.

Entre os motivos para que o governo comece a flexibilizar a quarentena, está a pressão de empresários, preocupados com a crise econômica, e da sociedade, que começou a realizar protestos contra as medidas restritivas.

Dados do setor mostram que mais de 25 mil pequenas e médias empresas do país faliram durante a pandemia, assim como 30% dos restaurantes e cafés.

Embora exista uma ajuda do governo para os trabalhadores informais, ela não tem chegado a todos – o que também tem estimulado protestos.

Por conta de um decreto do presidente que proíbe a demissão durante a pandemia, algumas empresas estão preferindo declarar falência, para poder demitir empregados. Multinacionais também começam a fechar suas atividades no país – caso da Latam argentina e da Basf alemã.

*Folhapress

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Guedes diz ter “missão” com o Brasil: 'Só saio abatido à bala'

Ministro diz que precisa passar a agenda de reformas no país

Ministro Paulo Guedes afirma ter “missão a cumprir” pelo Brasil Foto: PR/Marcos Corrêa

O ministro da Economia Paulo Guedes disse nesta quinta-feira (16) que pretende ficar no cargo até o fim do governo, mas, caso o Congresso passe a barrar as reformas pretendidas, ele deixaria o posto. O economista afirmou que “tinha uma missão a cumprir”.

– Eu só saio abatido à bala; removido à força. Enquanto houver essa agenda [reformista] a ser perseguida, eu estou aqui. Se o presidente [Jair Bolsonaro] desistir da agenda, se o Congresso interditar a agenda, eu não tenho o que fazer; tenho que ir embora para casa – afirmou na Expert XP, evento online realizado pela XP Investimentos.

Guedes apresentou propostas para a recuperação da atividade econômica após a crise provocada pelo novo coronavírus. Ele acredita que, em 2021, o PIB (Produto Interno Bruto) do país poderá crescer acima de 2% – taxa que era esperada antes do início da pandemia.

– É muito cedo para ser tão pessimista – declarou o ministro, se referindo a previsões de que o Brasil não voltará a crescer logo após o tombo causado pela Covid-19.

O plano de reformas do ministro inclui a reformulação do sistema tributário, que deve ser dividida em diversos projetos. A primeira parte, segundo ele, poderá ser entregue nesta terça-feira (21) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

O primeiro passo da reforma pensada por Guedes prevê a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA), ao fundir dois tributos: PIS e Cofins. A proposta está na Casa Civil e agora depende de decisão do Palácio do Planalto para ser enviada ao Congresso.

A ideia é unir o projeto de Guedes a outras propostas de reforma tributária que já tramitam na Câmara e no Senado.

Guedes confirmou que o governo estuda a criação de um imposto sobre transações eletrônicas e que quer taxas os dividendos, como forma de reduzir o Imposto de Renda de empresas.

Apesar da resistência do Congresso, ele reconheceu que o governo segue analisando a possibilidade de propor um imposto sobre transações financeiras (uma espécie de nova CPMF), mas isso não será debatido agora.

– Vamos começar [a reforma] buscando harmonia – afirmou.

Além da reforma tributária, o ministro pede que o Congresso destrave propostas que alteram marcos regulatórios, como o do setor elétrico e do mercado de gás. Ele também defendeu a troca do regime (de partilha para o de concessão) no setor de petróleo.

Segundo o ministro, o setor de construção civil deverá passar por um boom, citando como exemplo o aumento nos pedidos de crédito imobiliário.

Guedes repetiu ter vontade de privatizar todas as estatais, mas reconheceu que esse processo depende de apoio político dentro do governo e no Congresso.

– Se eu puder vender estatais, acelerar privatizações, pegar recursos do petróleo e poder derrubar a dívida [federal], é o que eu tenho que fazer – disse durante a videoconferência.

Novamente, ele apresentou linhas gerais do Renda Brasil, como deve ser chamado o programa fruto da reformulação e expansão do Bolsa Família.

O ministro afirmou que o orçamento desse programa deverá ser, no mínimo, R$ 20 bilhões acima da verba do Bolsa Família (atualmente em cerca de R$ 32 bilhões). O dinheiro deve sair de programas sociais considerados menos eficientes pelo governo.

Mas a equipe econômica ainda busca mais alternativas para ampliar esse orçamento, por exemplo, por meio do fim de desonerações.

Guedes reforçou o compromisso com o teto de gastos e disse que as despesas públicas aceleraram nesse ano por causa da pandemia, que é uma situação excepcional.

Para ele, se a crise da Covid-19 tivesse ocorrido durante um governo social democrata, os impostos seriam triplicados. No entanto, a atual gestão buscará não aumentar tributos e controlar os gastos.

*Folhapress

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Bolsonaro elogia Pazuello: ‘É proibido militar na política?’

Em sua live pelo Facebook, presidente chamou o ministro de "excepcional"

Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Marcos Corrêa

O presidente Jair Bolsonaro rebateu as críticas contra a militarização do Ministério da Saúde e afirmou que o general Eduardo Pazuello deve ficar à frente da pasta.

– O Pazuello está muito bem lá – declarou Bolsonaro em sua live semanal nas redes sociais.

O presidente argumentou ainda que prefeitos e governadores que têm solicitado auxílio ao Ministério da Saúde estão sendo atendidos.

– Acho que está precisando muito mais de um gestor do que um médico na saúde – acrescentou Bolsonaro, referindo-se às queixas de que o militar não tem formação médica.

A atuação de Pazuello –ministro interino desde o pedido de demissão de Nelson Teich, em maio– e a ocupação de postos-chave da pasta por militares estiveram no centro de uma crise nos últimos dias.

No final de semana passado, o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), criticou a militarização do ministério e disse que o Exército estava se associando a um genocídio.

Pazuello comanda o principal ministério responsável por reagir à crise do coronavírus, que no Brasil já soma mais de 2 milhões de infectados e 76 mil mortos.

A fala de Gilmar desencadeou dois movimentos.

Porta-voz da cúpula militar, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, publicou uma dura nota e informou que havia representado contra Gilmar na PGR (Procuradoria-Geral da República).

Mas, em outro flanco, integrantes do Exército incomodados com a responsabilização das forças armadas renovaram as pressões para que Pazuello seja substituído ou peça remoção para a reserva –como fez o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo.

A aliados, no entanto, o ministro interino sinalizou que não pretende antecipar sua ida para a reserva.

Na live desta quinta, Bolsonaro confirmou que conversou com Gilmar após a eclosão da crise e que instruiu Pazuello a informar o magistrado sobre ações da pasta.

Em um sinal de que não pretende antagonizar com Gilmar, Bolsonaro afirmou que “crítica construtiva é bem-vinda” e que, com a nota do Ministério da Defesa, considera o assunto encerrado.

O presidente usou a transmissão para render elogios a Pazuello, a quem chamou de “excepcional”, e negar que exista um excesso de militares na pasta ou mesmo na Esplanada. Bolsonaro está em isolamento no Palácio da Alvorada, após ter sido diagnosticado com o coronavírus.

– [Vamos] falar em Pazuello. Alguns querem a saída dele porque [tem] a militarização. Vocês estão com saudades dos ministros da Dilma, Lula e Fernando Henrique? – questionou o presidente.

Ele disse ainda que o general da ativa levou consigo 15 militares para auxiliá-lo na pasta.

Apesar da fala do presidente, há ao menos 24 militares, na ativa ou na reserva, nomeados para o ministério.

Bolsonaro enumerou ainda um a um todos os seus ministros que também são militares e lembrou que sua chapa presidencial em 2018 era formada por ele –um capitão reformado– e pelo vice-presidente Hamilton Mourão, general da reserva.

– É proibido militar na política? É proibido militar ser ministro? Não – declarou o presidente.

*Folhapress

O socialista Alckmin é indiciado por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro

Indiciamento também inclui suspeita de falsidade ideológica eleitoral

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin foi indiciado pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (16) pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral. Além dele, foram indiciados pelos mesmos crimes Marcos Antônio Monteiro, tesoureiro da campanha de Alckmin e também seu ex-secretário de Planejamento; e o advogado Sebastião Eduardo Alves de Castro.

O indiciamento é resultado de investigação da Operação Lava Jato, iniciada pela PF a partir das delações premiadas de executivos do Grupo Odebrecht. Além da colaboração premiada, foram realizadas diversas outras diligências, como prova pericial nos sistemas de informática do Grupo Odebrecht, análise de extratos telefônicos, obtenção de conversas por aplicativo Skype e ligações telefônicas, análise de documentos indicando a prática de cartel no Metrô de São Paulo e no Rodoanel.

Segundo a PF, houve ainda a oitiva de testemunhas e de outras pessoas também sob o regime da colaboração premiada.

Outro lado

O PSDB, partido ao qual o ex-governador é filiado, divulgou nota em defesa de Alckmin. “Governador quatro vezes de São Paulo, quase cinco décadas de vida pública, médico, Geraldo Alckmin sempre levou uma vida modesta e de dedicação ao serviço público. É uma referência de correção e retidão na vida pública. Tem toda a confiança do PSDB.”

Os advogados de Alckmin consideram o indiciamento “injustificável e precipitado”. “A ele foram negados o prévio conhecimento dos fatos que teriam ensejado a instauração do inquérito, além do direito fundamental de se defender, assegurado pela Constituição a todo cidadão brasileiro. O ex-governador sequer foi chamado a prestar esclarecimentos que poderiam ter evitado o seu indevido e imerecido indiciamento”, diz a nota assinada pelos advogados Marcelo Martins de Oliveira e José Eduardo Rangel de Alckmin.

“Por meio desta nota, além de expressar a sua indignação e reiterar o seu compromisso com os princípios de seriedade, transparência, probidade e modéstia pessoal com que sempre procurou atuar na vida pública, confirma a sua confiança na verdade, que haverá de prevalecer”, acrescentam os advogados.

'O comunismo destruiu o meu país, não deixem que destrua o seu', diz cubano a americanos

Maximo Alvarez é um imigrante cubano e participou de um evento ao lado de Donald Trump, declarando apoio ao presidente dos EUA e repudiando o comunismo.

O empresário cubano Maximo Alvarez participou de um evento ao lado de Donald Trump e sua equipe de governo. (Foto: The Hill)

Durante um evento de mesa redonda com o presidente Donald Trump na Flórida, na última sexta-feira (10), o empresário cubano Maximo Alvarez alertou os americanos sobre os perigos do comunismo e do socialismo, que destruiu o seu país de origem e alertou os americanos (sobretudo os jovens) para não se tornarem "idiotas úteis", dominados por essa ideologia. Na opinião do empresário, essa poderia ser a repetição da história que vivenciou em Cuba quando criança.

“Nós sempre falamos sobre socialismo. Socialismo é nada mais que comunismo durante o Halloween. Não há algo como socialismo. A América tem sido sempre o país mais socialista do mundo. Nós somos definitivamente os mais generosos”, afirmou ele.

Alvarez é o fundador, proprietário e presidente da ‘Sunshine Gasoline Distributors’. Ele migrou para os Estados Unidos ainda aos 13 anos de idade, com seu pai.

"Quase 60 anos depois, estou sentado ao lado do presidente dos Estados Unidos, conversando sobre o sonho americano", disse ele sobre sua improvável história.

Ele então falou sobre suas experiências quando criança em Cuba, comparando a ascensão do comunismo naquele país, liderada por Fidel Castro, à situação atual dos Estados Unidos.
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“O que está acontecendo em nosso quintal hoje, experimentei aos 11 anos de idade. Lembro-me vividamente de todas as promessas que um cara chamado Castro fez e como 99% das pessoas as engoliram como uma pílula. Demorou muitos anos. Mais tarde, depois de ler o material de alguém chamado Saul Alinsky, percebi que todas essas pessoas eram apenas idiotas úteis”, acrescentou.

Alinsky era um ativista de esquerda nos Estados Unidos, famoso por seu livro “Rules for Radicals” (“Regras para Radicais”), que explicava como administrar com sucesso uma movimento “revolucionário”.

"Lembro-me de todas as promessas que ouvimos hoje: sobre educação gratuita e assistência médica gratuita e a terra livre", contou ele. “Não havia liberdade alguma, mas ele nunca assumiu isso até depois de estar no poder e se livrar de toda a polícia, se livrar de todos os militares. Ele destruiu todos aqueles que o ajudaram, Igreja Católica, o povo".

Alvarez mencionou que Castro, o líder do movimento comunista em Cuba que governou o país como ditador comunista por muitas décadas, foi perguntado uma vez se ele realmente era comunista.

"Ele ficou louco", contou Alvarez. Castro alegou ser um católico, educado pelos jesuítas, que foi até apoiado por alguns padres.

Alvarez elogiou o presidente Trump, que estava presente no evento, por ter entrado na arena política há cinco anos.

"Ele poderia estar apenas se divertindo em um de seus belos campos de golfe agora, mas ainda assim desistiu de aproveitar o fruto de seu trabalho para fazer isso", disse Alvarez.

"Eu pensei que você estava um pouco louco, considerando o sacrifício que estava prestes a fazer", disse o empresário ao presidente sobre seus pensamentos durante a temporada de eleições de 2016, "mas previ que o elegeríamos em novembro e eu iria vê-lo na Casa Branca em janeiro. Muito obrigado!"

Ensinamentos

"Nunca me esqueço do meu pai, que só estudou até a sexta série, mas acho que ele foi o maior filósofo que eu já conheci", disse Alvarez. "Ele costumava nos contar sobre como teve sorte, porque conseguiu sair da Espanha para Cuba e depois fugiu de Cuba para os Estados Unidos".

“E ele me viu completar os estudos na faculdade, e esse foi o maior prêmio que ele já teve, e disse: Não perca este lugar, porque você nunca será tão sortudo quanto eu, porque se você perder este lugar, você não tem para onde ir”, acrescentou. "Então, com isso, lembre-se disso e, pessoal, expliquem isso aos nossos jovens que estão por aí: não sejam idiotas úteis".

"Por favor, entenda o que aconteceu em nosso país, veja o que aconteceu com nossos pais e o que está acontecendo com a América hoje", implorou Alvarez.

Sementes do comunismo nos EUA

Os distúrbios gerados pelo movimento ‘Black Lives Matter’ estão ligados ao ativismo de extrema esquerda. Patrisse Khan-Cullors, uma das três fundadoras do movimento ‘Black Lives Matter Global Network Foundation’, admitiu publicamente que ela e sua colega fundadora Alicia Garza, uma homossexual confessa, “são organizadoras treinadas”.

“Somos marxistas treinadas. Nós somos super versadas ​​em, tipos de teorias ideológicas. E acho que o que realmente tentamos fazer é construir um movimento que possa ser utilizado por muitos, muitos negros”, explicou ela.

Governo Trump avalia proibição de viagem aos EUA de membros do Partido Comunista Chinês, diz fonte

O governo Trump está considerando proibir viagens para os Estados Unidos de todos os membros do Partido Comunista Chinês e suas famílias, afirmou uma pessoa familiarizada com o assunto nesta quinta-feira, em uma medida que poderia piorar as relações já tensas entre Pequim e Washington.

Autoridades de alto escalão que discutem o assunto começaram a divulgar o esboço de um possível decreto presidencial, mas as considerações estão em um estágio inicial e o assunto ainda não foi levado ao presidente Donald Trump, afirmou a fonte, que falou sob condição de anonimato. As discussões foram noticiadas inicialmente pelo New York Times.

Melhora na economia ficou mais clara, diz presidente do Banco Central

Campos Neto prometeu novas medidas para crédito a microempresas

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto falam à imprensa no Palácio do Planalto, sobre as ações de enfrentamento ao covid-19 no país (©Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Por Agência Brasil

A previsão de queda de 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB) – soma dos bens e serviços produzidos no país – divulgada pelo Banco Central (BC) no fim de junho, pode não se concretizar, disse hoje (16) o presidente do órgão, Roberto Campos Neto. Em transmissão ao vivo para executivos de um banco, ele disse que a tendência de recuperação da economia ficou mais clara nos últimos 15 dias.

“Nos parecia que apesar de ter um número de 6,4% existia um viés de melhora, e acho que nas últimas duas semanas esse viés ficou mais claro. Tem um começo de recuperação em ‘V’ e depois a pergunta é o quanto suave vai ser a segunda parte dessa recuperação”, declarou Campos Neto. Ele citou estatísticas de arrecadação, tráfego e consumo de energia para justificar a reativação da economia.

Recuperação em “V” é um termo usado por economistas para relatar uma retomada intensa depois de uma queda vertiginosa na atividade econômica. No caso do Brasil, no entanto, o presidente do BC disse não acreditar que a recuperação será tão rápida como na China, com o reaquecimento dando-se de forma suave.

“Nós não acreditamos que vai ser um V completo. Hoje a China dá pra dizer que está perto de ter um V completo. Até nos Estados Unidos acho que está difícil dizer isso, a evidência mostra que alguns dados como consumo está subindo em V, mas outras nem tanto”, acrescentou.
Microempresas

Sobre a ajuda às micro e pequenas empresas afetadas pela pandemia, objeto de críticas por parte dos empresários, Campos Neto afirmou que o governo editará em breve uma medida provisória com quatro novas medidas de liberação de crédito.

Campos Neto indicou que o BC deverá estimular a liberação de crédito para as micro e pequenas empresas com base na diminuição do custo dos bancos em reter capital. “Entendemos que é uma medida que é um alcance bom, que tem um componente de baratear o custo de capital dos bancos”, comentou.

O presidente do BC disse que as medidas complementarão o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), que fornece crédito com juros baixos e exigências reduzidas de garantia aos pequenos negócios. Segundo ele, o Pronampe com desempenho ótimo, mas ainda “está longe do que precisa ser feito”.
Novo imposto

Em relação à eventual criação de um imposto sobre pagamentos eletrônicos, em estudo pela equipe econômica, Campos Neto defendeu o debate sobre o tema, com os agentes econômicos pesando os impactos da medida com as desonerações prometidas para compensar o novo imposto. “Acho que a ideia do ministro de ter um instrumento para poder fazer um abono, para poder fazer uma desoneração de folha grande é muito relevante”, declarou. Campos Neto, no entanto, disse que a alíquota teria de ser “muito pequena” para não provocar distorções no sistema financeiro, com as pessoas deixando de pagar por meios eletrônicos para evitar o imposto.
Whatsapp

O presidente do BC comentou a decisão do órgão de suspender o novo serviço de pagamentos por meio do aplicativo Whatsapp. Ele enfatizou que a autoridade monetária não proibiu a ferramenta, apenas pediu tempo para esclarecer dúvidas e analisar os efeitos do aplicativo, como o aumento da competição no sistema financeiro.

“Temos conversado com eles. Acertamos uma posição de aprovar o mais rápido possível, mas a gente precisa ter certeza de que ele é barato, eficiente, aberto e seguro para as pessoas. Outras big techs [grandes empresas de tecnologia] podem oferecer outros tipos de serviços. A gente entende que lá na frente esse mundo financeiro vai ser mais digital e mais especializado”, concluiu.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

‘A história vai dizer quem estava certo’, diz Bolsonaro

Presidente participou do arriamento da Bandeira Nacional

Presidente Jair Bolsonaro participou do arriamento da Bandeira Nacional

O presidente Jair Bolsonaro participou, no fim da tarde desta quarta-feira (15), do arriamento da Bandeira Nacional, no Palácio da Alvorada. Ainda se recuperando da Covid-19, o presidente afirmou que está se sentindo bem e que mantém o tratamento com a hidroxicloroquina.

– Graças a Deus estou muito bem. Fui medicado desde o início com a hidroxicloroquina, [tive] uma recomendação médica para isso e senti melhora no dia seguinte. Não tive nenhum sintoma forte, só tive uma febre pequena, de 38 graus, na segunda-feira retrasada (6), cansaço e algumas dores musculares, no resto tudo bem. Coincidência ou não, sabemos que não tem nenhuma comprovação científica, mas deu certo comigo. No mais, não existe nenhum medicamento no mundo que tenha comprovação científica constatada. É uma situação de observação, deu certo comigo e com muita gente, muitos médicos dizem que a hidroxicloroquina funciona – disse Bolsonaro.

O presidente também lembrou que não está recomendando o remédio a ninguém e disse que há interesses por trás da rejeição à hidroxicloroquina.

– Não estou fazendo campanha por medicamento, afinal de contas o custo é baratíssimo. Talvez por isso tenha muita gente contra. Outras, ao que me parece, [são contra] por questão ideológica. O que está acontecendo é que está dando certo. Eu não recomendo nada, eu recomendo que você procure seu médico e converse com ele. O meu, no caso um médico militar, me recomendou a hidroxicloroquina e funcionou. Estou bem, graças a Deus, fiz exame e deu resultado que ainda estou positivo para coronavírus. Espero que nos próximos dias eu faça um novo exame e se Deus quiser dê tudo certo para a gente retomar as atividades – apontou.

Sem citar nomes, Bolsonaro disse também que futuro irá dizer quem estava certo sobre a eficácia do medicamento e quem deveria ser responsabilizado por uma suposta omissão.

– O futuro vai dizer se esse remédio é eficaz ou não. Para mim foi, credito [minha saúde] a ele. Se for [eficaz], muita gente de responsabilidade caminhou ao contrário. A história vai dizer quem estava certo e a quem cabe a responsabilidade sobre parte das mortes. Eu nunca disse que não haveria mortes, haveria. Sabíamos da potencialidade do vírus, mas apareceu a hidroxicloroquina, a ivermectina, a Anitta, mas não estou aqui para orientar ninguém a tomar esse ou aquele medicamento, procure seu médico desde o início dos sintomas – orientou.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Líder do movimento esquerdista Black Lives Matter quer abolir polícia em 5 anos

YahNé Ndgo disse que "não quer ver polícia na comunidade" dentro do intervalo de meia década

Ativista de esquerda pediu extinção da polícia na Filadélfia 

Uma das lideranças do movimento esquerdista Black Lives Matter no estado da Filadélfia, leste dos Estados Unidos, pediu a “abolição completa” do departamento de polícia local dentro de um intervalo de cinco anos, além da demolição de bases militares no exterior. A declaração foi dada pela ativista YahNé Ndgo em conversa com a Fox News.

– Uma das coisas que exigimos ao longo de cinco anos é a abolição completa. Não queremos ver nenhuma polícia em nossa comunidade. Ao longo desses cinco anos, dá tempo para a comunidade começar a construir o que é necessário. Não queremos deixar nenhum tipo de vaga em torno da questão da segurança – disse.

A ativista ainda alegou que a polícia fez pouca coisa para tornar as comunidades locais mais seguras e disse que a autoridade “não é um recurso para impedir que o crime aconteça”. A sugestão, segundo ela, é cuidar da saúde dos usuários de drogas, já que a maioria dos crimes estaria relacionada ao uso de entorpecentes.

– Muitas vezes, se houver violência acontecendo, quando a polícia chegar, isso já ocorreu e particularmente em bairros pobres e em comunidades negras e pardas. Portanto, a polícia não é realmente um recurso para impedir que esse tipo de crime aconteça. Apenas uma resposta – relatou.

General Mourão diz que Gilmar ‘forçou a barra’ ao criticar militares

Vice-presidente criticou declaração do ministro do STF que associou as Forças Armadas a um genocídio

Vice-presidente Hamilton Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira (13) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes “passou da linha da bola” e “forçou a barra” com suas declarações que associaram o Exército a um genocídio -por conta da crise sanitária provocada pelo novo coronavírus.

– O ministro não foi feliz. Aí vou usar uma linguagem do jogo de polo: ele cruzou a linha da bola, ao querer comparar com genocídio o fato das mortes ocorridas aqui no Brasil na pandemia, querer atribuir essa culpa ao Exército, porque tem um oficial general do Exército como ministro interino da Saúde – disse o vice-presidente.

A declaração foi dada durante transmissão promovida pelo banco Genial Investimentos.

– Ele forçou uma barra aí que está criando um incidente com o Ministério da Defesa – completou, em referência à decisão da pasta de acionar a PGR (Procuradoria Geral da República).

No sábado, Mendes havia criticado a ausência de ministro efetivo no comando da Saúde, pasta que mantém como interino o general Eduardo Pazuello. O ministro do STF disse que essa situação seria ruim para a imagem das Forças Armadas, utilizando o conceito “genocídio”.


Mourão também afirmou que as críticas feitas ao governo são válidas, mas que o ministro do Supremo “ultrapassou o limite da crítica”.


– Não é aceitável que se tenha esse vazio no Ministério da Saúde. Pode até se dizer: a estratégia é tirar o protagonismo do governo federal, é atribuir a responsabilidade a estados e municípios. Se for essa a intenção é preciso se fazer alguma coisa. Isso é ruim, é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. Não é razoável para o Brasil. É preciso pôr fim a isso – afirmou Gilmar Mendes no sábado (11).


O vice-presidente afirmou que a relação do governo com o STF vinha em um bom momento, após um começo conturbado. Mourão ressaltou que o presidente Jair Bolsonaro escalou seus ministros ligados à área do Direito -como André Mendonça (Justiça) e Jorge Oliveira (Secretaria Geral da Presidência)- para construir “pontes” com a cúpula do judiciário.


Em relação ao Congresso, o vice-presidente afirmou que a aproximação com o chamado “Centrão” foi um importante passo para a reaproximação com o poder legislativo


– Em relação ao legislativo, o presidente já compreendeu desde algum tempo que nosso presidencialismo tem que ter base no Congresso (…) A aproximação com os partidos de centro, que são, vamos dizer assim, a base do equilíbrio do poder dentro do legislativo, é uma aproximação que eu considero sadia, correta. E a partir daí começou a melhorar, vamos dizer assim, esse relacionamento – disse Mourão.


*Folhapress

Ministério da Defesa acionará PGR contra Gilmar Mendes

Ministro do STF afirmou que as Forças Armadas estão se associando ao genocídio

Ministro Gilmar Mendes, do STF Foto: STF/Nelson Jr

Nesta segunda-feira (13), o Ministério da Defesa repudiou uma declaração feita pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de que o Exército estaria se associando a um genocídio, em referência à pandemia de Covid-19. Em nota, a Pasta informou que irá acionar a Procuradoria-Geral Da República (PGR), “para a adoção das medidas cabíveis”.

As declarações de Gilmar Mendes foram feitas no sábado (11), durante uma transmissão ao vivo, quando criticou a atuação de militares no Ministério da Saúde.

– Não podemos mais tolerar essa situação que se passa no Ministério da Saúde. Não é aceitável que se tenha esse vazio. Pode até se dizer: a estratégia é tirar o protagonismo do governo federal, é atribuir a responsabilidade a estados e municípios. Se for essa a intenção é preciso se fazer alguma coisa. Isso é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. É preciso pôr fim a isso – afirmou.

Em nota assinada pelo ministro Fernando Azevedo e Silva e pelos comandantes das Forças Armadas: general Edson Leal Pujol (Exército), almirante Ilques Barbosa Junior (Marinha) e brigadeiro Antonio Carlos Bermudez (Aeronáutica), o Ministério da Defesa afirmou que “comentários dessa natureza, completamente afastados dos fatos, causam indignação. Trata-se de uma acusação grave, além de infundada, irresponsável e sobretudo leviana. O ataque gratuito a instituições de estado não fortalece a democracia”.

A Pasta afirmou que “na atual pandemia, as Forças Armadas, incluindo a Marinha, o Exército e a Força Aérea, estão completamente empenhadas justamente em preservar vidas” e deixou claro que irá encaminhar “representação ao procurador-geral da República (PGR) para a adoção das medidas cabíveis”.

Veja a íntegra da nota:

O Ministro da Defesa e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica repudiam veementemente a acusação apresentada pelo senhor Gilmar Mendes, contra o Exército Brasileiro, durante evento realizado no dia 11 de julho, quando afirmou: “É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável”.

Comentários dessa natureza, completamente afastados dos fatos, causam indignação. Trata-se de uma acusação grave, além de infundada, irresponsável e sobretudo leviana. O ataque gratuito a instituições de Estado não fortalece a democracia.

Genocídio é definido por lei como “a intenção de destruir, no todo ou em parte, grupo nacional, étnico, racial ou religioso” (Lei nº 2.889/1956). Trata-se de um crime gravíssimo, tanto no âmbito nacional, como na justiça internacional, o que, naturalmente, é de pleno conhecimento de um jurista.

Na atual pandemia, as Forças Armadas, incluindo a Marinha, o Exército e a Força Aérea, estão completamente empenhadas justamente em preservar vidas.

Informamos que o MD encaminhará representação ao Procurador-Geral da República (PGR) para a adoção das medidas cabíveis.

Fernando Azevedo e Silva
Ministro de Estado da Defesa

Ilques Barbosa Junior
Almirante de Esquadra
Comandante da Marinha

Edson Leal Pujol
Comandante do Exército

Antônio Carlos Moretti Bermudez
Tenente-Brigadeiro do Ar
Comandante da Aeronáutica

Ministro da Defesa se revolta com Gilmar Mendes

Ministro do STF criticou atuação das Forças Armadas no combate ao coronavírus

Fernando Azevedo disse que acusações de Gilmar Mendes são levianas 

As críticas feitas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, ao general Eduardo Pazuello como interino do Ministério da Saúde e à atuação das Forças Armadas na pandemia do novo coronavírus indignaram o ministro da Defesa, o general Fernando Azevedo. Ele avalia tomar medidas em relação a Gilmar juntamente com os comandantes das Forças Armadas e à Advocacia-Geral da União.

Azevedo considerou como levianas tais acusações feitas pelo ministro do STF e não descarta de o governo acionar a própria Justiça para cobrar uma retratação de Gilmar. Pelo Twitter, o ministro do Supremo tentou amenizar a situação dizendo ter “absoluto respeito e admiração pelas Forças Armadas Brasileiras e a sua fidelidade aos princípios democráticos da Carta de 88”.

– Não me furto, porém, a criticar a opção de ocupar o Ministério da Saúde predominantemente com militares. A política pública de saúde deve ser pensada e planejada por especialistas, dentro dos marcos constitucionais. Que isso seja revisto, para o bem das FAS e da saúde do Brasil – declarou Mendes.No sábado (11), o Ministério da Defesa já havia emitido uma nota repudiando as declarações do magistrado. O comunicado destacou a atuação direta das Forças Armadas no combate ao novo coronavírus e reforçou o compromisso do Ministério com a saúde e o bem-estar dos brasileiros.

domingo, 12 de julho de 2020

'Exército está se associando a esse genocídio', diz ministro Gilmar Mendes sobre pandemia

Em live, ministro do STF afirmou não ser aceitável 'vazio' no comando do Ministério da Saúde

Gilmar Mendes disse que não é aceitável Brasil não ter ministro da Saúde em plena pandemia e criticou Exército

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse neste sábado (11) não ser aceitável o vazio no comando do Ministério da Saúde em meio à pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) e afirmou ainda que, se o objetivo de manter um militar à frente da Pasta é tirar o protagonismo do governo federal na crise, "o Exército está se associando a esse genocídio". O Brasil ultrapassou 1,83 milhão de casos confirmados e 71.469 mortes por conta da Covid-19, segundo o boletim deste sábado .

O Ministério da Saúde está sem titular desde a saída de Nelson Teich , em 15 de maio, que ficou menos de um mês no cargo após substituir Luiz Henrique Mandetta. Após a saída de Teich, o número dois da Pasta, general Eduardo Pazuello, passou a responder pelo ministério, sem, no entanto, ser efetivado no comando. A experiência do militar está ligada à área de logística e não à saúde.

Gilmar Mendes participou de uma live promovida pela revista Isto É no sábado, na qual estavam também Mandetta e o médico Drauzio Varella.

"Não podemos mais tolerar essa situação que se passa no Ministério da Saúde. Pode se ter estratégia e tática em relação a isso. Não é aceitável que se tenha esse vazio no Ministério da Saúde. Pode até se dizer: a estratégia é tirar o protagonismo do governo federal, é atribuir a responsabilidade a estados e municípios. Se for essa a intenção é preciso se fazer alguma coisa. Isso é ruim, é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. Não é razoável para o Brasil. É preciso pôr fim a isso", disse o ministro do STF .

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Pedido de investigação sobre nota do general Heleno é arquivado

Conteúdo, porém, segue em apuração pela Procuradoria-Geral da República
General Heleno Foto: Reprodução

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu pelo arquivamento da notícia-crime apresentada por parlamentares sobre uma nota do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, na qual ele citou que a apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro, como pediram alguns parlamentares, poderia resultar em “consequências imprevisíveis” para a estabilidade do país.

Ao analisar o caso, Celso de Mello arquivou a notícia-crime por já existir uma apuração preliminar aberta pela Procuradoria-Geral da República (PGR), no mês passado, para apurar o caso. A medida da PGR, inclusive, segue em andamento. Segundo o ministro, a notícia-crime já “atingiu seu objetivo” pois a PGR tomou “as providências que entendeu pertinentes”.

A nota de Heleno, alvo da notícia-crime, foi divulgada no dia 22 de maio, como reação a uma decisão do ministro Celso de Mello. Relator do inquérito que investiga se houve interferência de Bolsonaro na Polícia Federal, Mello havia enviado para a PGR pedidos de partidos políticos para que o celular do presidente fosse apreendido.

EUA confiscam um lote de carros que Chavismo tentou contrabandear para a Venezuela

O líder chavista da Venezuela, Nicolás Maduro (Spencer Platt / Getty Images)
Por Sabrina Martín

As autoridades dos Estados Unidos confiscaram um carregamento de 81 veículos destinados à Venezuela, como parte de uma operação contra o contrabando automotivo internacional. Os carros estavam sendo exportados fraudulentamente, violando as leis comerciais.

O portal de notícias CiberCuba revelou na terça-feira, 7 de julho, que havia veículos para o uso da polícia do regime Nicolás Maduro e carros de luxo. O valor da remessa é estimado em US$ 3,2 milhões.

Segundo as investigações, para violar as sanções, o regime utilizou intermediários especializados em transações ilegais.

“Esta operação foi um duro golpe para as exportações fraudulentas para a Venezuela e para o contrabando de carros em benefício do regime Nicolás Maduro”, disse o funcionário.

O grupo de veículos estava equipado com luzes, sirenes e outros dispositivos especiais que seriam enviados à Polícia Nacional Bolivariana Chavista (PNB), caracterizada por violar os direitos humanos dos venezuelanos, bem como de outros órgãos de segurança do Estado.

A CyberCuba explica que a operação foi realizada em 16 de junho com a participação de investigadores do Grupo DHS sobre Ativos Ilícitos e Corrupção Estrangeira em Miami e agentes do Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP).

A operação faz parte da luta que o governo de Donald Trump mantém contra o regime Nicolás Maduro, que inclui desde o confisco de bens a pessoas ligadas ao Chavismo, a investigação antinarcóticos e a captura de criminosos venezuelanos, bem como a barreira contra o comércio internacional .

Para pressionar a queda da tirania na Venezuela, o governo dos EUA sancionou recentemente companhias de navegação que facilitaram a comercialização de petróleo bruto e a importação de gasolina para o regime de Maduro.

Da mesma forma, a Justiça dos EUA ordenou o bloqueio de todos os ativos de aliados e intermediários do Chavismo naquele país.

Este artigo foi publicado originalmente no PanAm Post.

Estimativa de junho prevê safra recorde de 247,4 milhões de toneladas

Produção se mantém em patamar recorde com 2,5% acima da safra de 2019
Por Agência Brasil

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2020 foi estimada agora em junho em 247,4 milhões de toneladas. Com isso, se manteve em patamar recorde com 2,5% acima da safra de 2019, o que representa mais 6 milhões de toneladas.

O resultado é também 0,6% maior que a estimativa de maio em mais 1,5 milhão de toneladas. Os dados fazem parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, referente a junho, divulgado hoje (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

A área a ser colhida é 2,2% acima da registrada em 2019, que, com o acréscimo de mais 1,4 milhão de hectares, atingirá 64,6 milhões de hectares. Os três principais produtos deste grupo são o arroz, milho e a soja. Somados, representaram 92,3% da estimativa da produção e responderam por 87,2% da área a ser colhida.

Conforme o levantamento, em relação a 2019, houve alta de 1,7% na área do milho, com os aumentos de 4,7% no milho de primeira safra e de 0,6% no milho de segunda safra; de 2,9% na área da soja e quedas de 2,0% na área do arroz e de 0,1% na do algodão herbáceo.

Alta em relação a 2019

Na comparação com o ano passado, há previsão de mais 119,9 milhões de toneladas na soja, o que significa elevação de 5,6%. No arroz, com o crescimento de 5,3%, são mais 10,8 milhões de toneladas, e de 0,4% para o algodão herbáceo com mais 6,9 milhões de toneladas.

O IBGE informou também que, com uma produção de 97,5 milhões de toneladas, sendo 26,7 milhões de toneladas de milho na primeira safra e 70,8 milhões de toneladas de milho na segunda, espera-se recuo de 3% para o milho, após crescimento de 2,8% na primeira safra e decréscimo de 5,1% na segunda.

A região Centro-Oeste responde por 115,8 milhões de toneladas na distribuição da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas. As demais regiões: Sul (73,6 milhões de toneladas), Sudeste (25,6 milhões) Nordeste (21,9 milhões) e o Norte (10,5 milhões).

A pesquisa indica, ainda, que há aumento em quase todas as regiões: Nordeste (14,3%), Sudeste (7,8%), Norte (7,0%) e Centro-Oeste (3,8%). O único que apresentou declínio foi o Sul do país (4,7%).

Estados

Na distribuição da produção pelos estados, Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 28,4%, seguido pelo Paraná (16,4%), Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (10,1%), Mato Grosso do Sul (7,9%) e Minas Gerais (6,1%), que, somados, representam 79,6% do total nacional. Com relação à participação das regiões brasileiras, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (46,8%), Sul (29,8%), Sudeste (10,3%), Nordeste (8,9%) e Norte (4,2%).
Junho e maio

Na relação de junho a maio deste ano, os destaques são as variações nas estimativas de produção do café arábica (4,8%), cana-de-açúcar (1,8%), mandioca (1,4%), trigo (1,2%), sorgo (1,2%), aveia (1,0%), milho 2ª safra (0,9%), milho 1ª safra (0,6%) e soja (0,5%).

Houve redução na produção da batata 3ª safra (26,2%), feijão 1ª safra (3%), cevada (2,4%), café canephora (1,9%), batata 2ª safra (1,6%), feijão 2ª safra (1%) e batata 1ª safra (0,5%).

Já em números absolutos, as variações em destaque ficam por conta da cana-de-açúcar (11,9 milhões de toneladas), milho 2ª safra (647,7 mil toneladas), soja (547,3 mil toneladas), mandioca (266,6 mil toneladas), milho 1ª safra (160,8 mil toneladas), café arábica (121,7 mil toneladas), trigo (82,7 mil toneladas), sorgo (31,7 mil toneladas), aveia (10,5 mil toneladas), batata 3ª safra (-239,3 mil toneladas), feijão 1ª safra(-42,3 mil toneladas), cevada (-10,5 toneladas), café canephora (-16,6 toneladas), batata 2ª safra (-17,6 mil toneladas), feijão 2ª safra (-11,0 mil toneladas) e batata 1ª safra (-8,8 mil toneladas).