quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Brasil criou 313 mil vagas de emprego formais em setembro

Este é o terceiro resultado positivo consecutivo durante a pandemia

Brasil criou mais de 313 mil vagas de emprego formais em setembro Foto: Reprodução

O mercado de trabalho brasileiro registrou em setembro o terceiro mês consecutivo de recuperação no emprego formal. Houve a abertura líquida de 313.564 vagas com carteira assinada em setembro, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério da Economia. O resultado de setembro decorreu de 1.379.509 admissões e 1.065.945 demissões.

O mercado financeiro já esperava um novo resultado positivo no mês passado. O desempenho do Caged em setembro ficou acima do intervalo das estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast. As projeções eram de abertura líquida de 140.000 vagas a criação de 301.551 vagas em setembro, com mediana positiva de 230.000 postos de trabalho.

Nos quatro meses de auge da pandemia de covid-19 (de março até junho), o Caged registrou 1,595 milhão de demissões líquidas. Já entre julho e setembro, 697.296 postos formais foram recriados, uma recuperação de 43,73%.

No acumulado do ano até setembro, o saldo do Caged ainda ficou negativo em 558.597 vagas, o pior desempenho desde 2016, quando foram fechados no período 683.597 postos.

SETORES
Este é o terceiro resultado positivo consecutivo no Caged e foi impulsionado pelo bom desempenho da indústria geral no mês passado. O setor liderou a criação de vagas com 110.868 postos formais, mais de um terço do saldo positivo no mês.

Já os serviços recuperaram 80.481 vagas no mês passado, enquanto houve um saldo positivo de 69.239 contratações no comércio. Setembro registrou ainda abertura líquida de 45.249 empregos formais na construção civil e de 7.751 vagas na agropecuária.

Em setembro, todas as Unidades da Federação registraram resultado positivo no Caged. Em termos absolutos, os maiores saldos no mês foram em São Paulo (75.706), Minas Gerais (28.339) e Santa Catarina (24.827).

O salário médio de admissão nos empregos com carteira assinada passou de R$ 1.740,63, em agosto, para R$ 1.710,97 em setembro.


Trump sobe o tom: 'Temos que fazer algo sobre o Google'

Presidente atacou gigante da tecnologia

Presidente Donald Trump fez duros ataques a gigantes da tecnologia Foto: EFE/Peter Foley

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duros ataques às grandes empresas de tecnologia nesta quinta-feira (29), em comício em Tampa, na Flórida.

– Temos de fazer algo sobre o Google – afirmou, dizendo que a companhia está ligada a fake news, e acusou as big techs de não escreverem que o candidato democrata Joe Biden é corrupto.

Trump dirigiu às empresas de tecnologia ataques que normalmente faz a parte da imprensa, em especial à CNN e ao jornal New York Times, também alvos de diversas críticas durante o ato de campanha.

Sobre a pandemia, o republicano afirmou que a vacina contra a Covid-19 estará disponível de graça a todos nas próximas semanas, assim como um medicamento da Eli Lilly.

– Fizemos um grande acordo com a China, antes da praga – afirmou Trump, culpando Pequim pela pandemia. Citando commodities, afirmou que a “China está comprando em valores recordes, pois sabe que eu vou ganhar”.

Além disso, afirmou que as ações estão caindo pois em caso de vitória de Biden, o país terá sua maior depressão na história.

A Flórida é o estado com mais representantes no Colégio Eleitoral dentre os chamados swing-states, que não tem uma orientação tradicionalmente definida. A vitória no Estado é vista como fundamental para as ambições de reeleição de Trump.

No momento, o FiveThirtyEight coloca Biden à frente nas pesquisas no Estado, com uma diferença de 2,1 pontos porcentuais.

*Estadão

Senador critica Twitter, Facebook e Google: 'Ameaça à liberdade de expressão'

Ted Cruz deu declarações nesta quarta-feira, durante audiência

Senador republicano, Ted Cruz, do Texas Foto: EFE/EPA/MICHAEL REYNOLDS / POOL

Nesta quarta-feira (28), o senador republicano, Ted Cruz, do Texas, afirmou que Facebook, Twitter e Google oferecem ameaça à liberdade de expressão nos Estados Unidos. Ele deu declarações durante uma audiência na Comissão de Comércio do Senado.

– As três testemunhas que temos hoje posam coletivamente, creio eu, a maior ameaça à liberdade de expressão na América e a maior ameaça que temos a eleições livres e justas – disse ele.

Cruz também criticou diretamente Jack Dorsey, presidente do Twitter. Segundo ele, a rede social não tratou da mesma forma a reportagem do jornal The News York Times sobre as declarações de imposto de renda do presidente americano Donald Trump e o artigo do New York Post sobre e-mails que seriam de Hunter Biden, Joe Biden.

– Sr. Dorsey, quem diabos te elegeu e te colocou na posição de dizer o que a mídia pode relatar e o povo americano pode ouvir, e por que o senhor persiste em se comportar como um comitê [do partido] democrata, silenciando visões contrárias às suas visões políticas? – questionou o senador.

No último dia 16, o presidente do Twitter admitiu o erro no tratamento diferenciado que as notícias citadas por Cruz tiveram na rede.

Além de Dorsey, Mark Zuckerberg (Facebook) e Sundar Pichai (Google) participaram da audiência.

Ataque islâmico com faca em basílica na França deixa três mortos

Acusado é muçulmano e foi detido e ato foi classificado como terrorismo pelo prefeito da cidade de Nice

Igreja na França foi alvo de ataque com três mortos Foto: EFE/EPA/Sebastian Nogier

Um ataque com faca na manhã desta quinta-feira (29) na Basílica Notre-Dame de Nice, na França, deixou três mortos e diversos feridos. Segundo o prefeito da cidade, Christian Estrosi, um acusado foi detido e o caso foi classificado como terrorismo.

A Procuradoria antiterrorismo da França abriu uma investigação sobre o incidente, que ocorreu por volta das 9 horas pelo horário local (6 horas no horário de Brasília). O ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, anunciou uma reunião de crise com a presença do presidente Emmanuel Macron, que depois irá a Nice.

A basílica fica no coração da cidade da Riviera Francesa, que já tinha sido alvo de um ataque terrorista com 84 mortos em 2016. Na ocasião, um caminhão atropelou diversas pessoas que assistiam à queima de fogos em comemoração ao 14 de Julho, o Dia da Bastilha.

O Passeio dos Ingleses, onde ocorreu o ataque de 2016, fica a cerca de 1 quilômetro da Basílica Notre-Dame. O ataque desta quinta ocorre 13 dias após a decapitação de Samuel Paty, professor que mostrou uma charge de Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão.

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Forças Armadas devem continuar na Amazônia até abril, afima General Mourão

Operação tem foco em ações contra delitos ambientais na Amazônia Legal

Vice-presidente Hamilton Mourão Foto: Divulgação

A Operação Verde Brasil 2, realizada pelo Ministério da Defesa para combater o desmatamento ilegal na Amazônia, vai ser prorrogada até abril do ano que vem, anunciou o vice-presidente Hamilton Mourão. A operação começou em maio e havia sido adiada até novembro deste ano.

Nesta segunda-feira (26), ao chegar no Palácio do Planalto, Mourão declarou que o presidente Jair Bolsonaro precisa prorrogar o decreto de Lei da Garantia e da Ordem (GLO) que autoriza o empenho das Forças Armadas na operação até semana que vem.

– Vai até abril, vamos prorrogar. A decisão está tomada – disse o vice-presidente.

A falta da liberação de todos os recursos para a operação, de acordo com Mourão, exige a prorrogação. Ainda há R$ 180 milhões para o governo colocar na operação, nos cálculos apresentados pelo vice-presidente, que coordena o Conselho Nacional da Amazônia Legal. Os recursos precisam ser empenhados no orçamento federal ainda neste ano, lembrou.

As ações da Verde Brasil ocorrem em faixas de fronteira, terras indígenas, unidades federais de conservação ambiental e outras áreas federais da Amazônia Legal. A missão começou em 11 de maio com foco em ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais na Amazônia Legal após pressão internacional para o País dar respostas contra a destruição da floresta.

*Estadão

'Forças Armadas estão prontas para garantir nossa liberdade'

Presidente Jair Bolsonaro deu a declaração durante cerimônia em homenagem ao Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira
Presidente Jair Bolsonaro durante evento da FAB Foto: Isac Nóbrega/PR

Em evento da Força Aérea Brasileira (FAB) nesta sexta-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que as Forças Armadas estão “prontas” para defender a pátria e garantir a liberdade. O mandatário participou de cerimônia em homenagem ao Dia do Aviador e da FAB em que foi feita a apresentação oficial do caça F-39 Gripen, desenvolvido em parceria pelo Brasil e Suécia.

– Quando tudo lhes parecer incerto, lembrem-se das Forças Armadas Como bem diz a história, elas sempre estarão prontas para defender a pátria e para garantir a nossa liberdade – disse.

Em breve discurso, o presidente destacou que a apresentação do novo caça da FAB fará de 2020 um ano “marcante” para a aeronáutica. Com a nova aeronave, ele destacou que será possível “transformar de forma irreversível nossa operacionalidade e nossa capacidade logística”.

O novo jato da FAB chegou ao Brasil em 20 de setembro e é o primeiro de um total de 36 unidades compradas pelo governo. A compra dos caças foi firmada no fim de 2013 e o contrato assinado em dezembro de 2014, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Parte dos 36 Gripen será fabricada no Brasil, em instalações localizadas em São Bernardo do Campo (SP) e Gavião Peixoto (SP).

O dia 23 de outubro marca os 114 anos do primeiro voo do 14-Bis, realizado em 1906 por Alberto Santos-Dumont no Campo de Bagatelle, em Paris. O acontecimento histórico foi citado por Bolsonaro em sua fala.

– Seu feito colocou definitivamente o Brasil na história mundial da aviação e das grandes invenções da humanidade – acrescentou o presidente.

*Estadão

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Saiba quem é Kassio Marques, indicado por Bolsonaro ao STF

Desembargador é católico e pode ocupar lugar do ministro Celso de Mello

Desembargador Kassio Nunes Marques foi indicado ao STF 

O desembargador Kassio Nunes Marques foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir a vaga de Celso de Mello no Supremo Tribunal Federal (STF). Kassio não é “terrivelmente evangélico“, mas sim católico.

Neste domingo (4), o presidente rebateu um questionamento sobre a indicação do desembargador para o STF. Ele disse a um seguidor que Nunes está alinhado com as pautas do governo.

– Kassio é contra o aborto (votará contra a ADPF 442 caso seja pautada). É pró armas nos limites da lei (ele é CAC). Defende a família e as pautas econômicas (quem duvida que aguarde as votações). Resumindo, ele está 100% alinhado comigo, por isso a ferrenha campanha para desconstruí-lo – escreveu o presidente.

O presidente também usou as redes sociais para argumentar que o magistrado não votou contra a deportação do terrorista italiano Cesare Battisti.

– O desembargador Kassio participou de julgamento que tratou exclusivamente de matéria processual e não emitiu nenhuma opinião ou voto sobre a extradição. A apelação no TRF1 nunca chegou a ser julgada em razão de decisão posterior do STF. Portanto é mentira que Kassio Nunes teria votado concordando que Battisti permanecesse no Brasil – enfatizou Bolsonaro.

QUEM É KASSIO MARQUES

Natural de Teresina, Piauí, o desembargador de 48 anos advogou por 15 anos e foi juiz durante quatro antes de ingressar no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), através de uma indicação da ex-presidente Dilma Rousseff.

É formado em Direito pela Universidade Federal do Piauí. Também já integrou a Comissão Nacional de Direito Eleitoral e Reforma Política. Ele é tido pelos colegas como muito produtivo, discreto e defensor da Constituição Federal.

Bolsonaro mantém relação com Kassio Marques desde os tempos em que era deputado. Segundo um integrante do primeiro escalão, é a ele que o presidente se referia quando disse que queria um ministro do STF que “bebe cerveja”.

Celso de Mello se aposentará no dia 13 de outubro e vai deixar o cargo. O nome de Marques foi bem recebido no tribunal e, caso seja aceito, poderá ficar na Corte até 2047.