Hoje, terça-feira, 12 de maio de 2015, faleceu o senador Álvaro Dias, Aécio Neves, José Serra e Tasso Jereissati. A causa mortis foi covardia, falência da moral e desonra. O partido que há muito tempo decepcionava seus eleitores, ao agir como as fiéis mulheres dos malandros, hoje cavou a própria cova.
O tucanato durante muito tempo protagonizou o debate político brasileiro ao lado do PT. Por conta da miopia de seus lideres, não perceberam que outro autor importante surgia no Brasil: a Direita. Essa Direita que deu 51 milhões de votos a Aécio Neves no segundo turno contra Dilma Rousseff. Foi essa direita que levou o povo ás ruas nos dias 15 de março e 12 de abril, protagonizando as maiores mobilizações populares de toda a história da Nova República.
Eles não entenderam nada. Enquanto Álvaro Dias abraçava a indicação de Edson Fachin colocando sua própria cabeça a prêmio ao se oferecer como fiador de um advogado radical comunista, as figuras mais emplumadas do tucanato se calaram, e na véspera da polemica sabatina bateram as asas até Nova York para dar afagos no velho cacique Fernando Henrique. Também por conta de FHC, as lideranças resolveram postergar o pedido de impeachment exigido por 63% da população. Isso é claro, depois de um jantar com o Marcelo Odebrecht, implicado no esquema do Petrolão. O empreiteiro governista é um dos doadores do Instituto FHC.
Enquanto os outros tucanos graúdos se omitiram, Álvaro Dias entrou em uma inglória jornada sozinho, dando a cara a bater pela indignidade. Durante a sabatina, o senador protagonizou o momento mais vergonhoso de sua trajetória política repetindo clichês petistas atribuindo aos opositores da nomeação de Fachin a pecha de "oportunistas, ignorantes, irracionais e mensageiros do ódio". Pra cumprir seus propósitos bairristas, o senador se suja e insulta seus próprios eleitores. Ele não pode ser perdoado. Álvaro Dias pecou contra a boa fé dos que o conduziram até o senado, e por isso ele deve ser imolado junto com os petistas. Ele não é digno de nenhuma clemência. quem se deita com porcos farelo come.
A morte do tucanato será lenta e dolorosa. Serão fustigados pelos eleitores traídos, enquanto definharão na própria leviandade e equivalência moral. Confiaram na bipolaridade do cenário político brasileiro, e agora vivem a possibilidade de que surja uma nova agremiação disposta a atender a demanda da maioria conservadora e liberal que confiava o voto no PSDB por falta de opção.
A morte de Álvaro e do tucanato será só a primeira morte. William Shakespeare teria dito que os covardes morrem várias vezes antes da sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez. Ao tucanato se aplica a primeira parte. Eles ainda enfrentarão a morte mais adiante, até finalmente desaparecerem da vida pública, sepultados por sua indignidade e pusilanimidade.