A tentativa de estupro falhou. Então eles bateram na vítima e cortaram seu seio.
Tradução: Khadija Kafir 07-03-2016
Nathalie hager, 29 anos, estava voltando para casa de um ponto de ônibus quando um grupo de homens que falavam árabe subitamente a atacou. Ela conseguiu escapar, mas ficou gravemente ferida. "Eles me bateram e me chamaram de 'puta sueca'"- disse ela a Fria Tider.
O ataque aconteceu perto de uma igreja na pitoresca cidade de Nora, Oeste de Estocolmo, tarde da noite de quinta-feira. Nathalie Hager, que sofreu de uma perda parcial de memória por causa de algumas pancadas na cabeça durante a tentativa de estupro, tinha seguido uma amiga até a parada de ônibus. Mais tarde, foi até a parada de novo, pois sua amiga havia esquecido as luvas lá. Enquanto caminhava pela segunda vez, ela percebeu um grupo de homens caminhando atrás dela. Ela gritou pelo namorado e começou a correr, mas depois de uma caça de 100 metros os homens a alcançaram.
"Eles me empurraram e agarraram meu cabelo, obrigando-me a ir para uma alameda. Não me lembro de terem me batido, mas meu rosto está cheio de hematomas. Também cortaram um de meus seios. Acho que usaram uma faca ou uma gilete. A ferida é fina e profunda. Também tenho marcas no braço, onde eles me agarraram".
Ela não tem lembrança de como tudo aconteceu, mas lembra que os homens baixaram as calças. "Percebi que eles haviam rasgado minhas roupas. De algum modo consegui escapar. Acho que eu os esmurrei, pois minhas mãos estão todas roxas. Tenho sangue nas unhas e a polícia coletou amostras delas".
Enquanto saía correndo, Nathalie viu o namorado uns 50 metros de distância. Nessa hora, os homens saíram de cena. Logo depois, ela entrou em contato com a polícia. De acordo com Nathalie, que já havia trabalhado com árabes, os homens tinham cerca de 30 a 35 anos e falavam árabe com sotaque sírio.
"Puta sueca!"
"Minha amiga, a quem eu havia seguido até a parada de ônibus, tinha observado um bando de alguns estrangeiros nessa parada depois que eu saí. Alguns subiram no ônibus, mas três ou quatro ficaram lá".
Os estrangeiros que a atacaram, além de falarem árabe, usavam expressões simples em sueco durante a tentativa de estupro. "Falavam apenas palavrões como 'puta sueca' ou 'vadia sueca'. Nenhuma frase completa. Acho que eram requerentes de asilo, pois não sabiam outras palavras do sueco." De acordo com Nathalie, a polícia não entrou mais em contato com ela desde o ataque. Ela mesma tentou se comunicar de novo, após descobrir mais hematomas e após se lembrar de outros detalhes do incidente, pois alguns detalhes dados haviam sido dados inadequadamente. Mas ninguém ligou de volta para ela. "Eles me despacharam e disseram que ninguém podia me ajudar agora. Passei muito tempo ao telefone com a polícia e falei com muitas pessoas diferentes, mas ninguém parece querer ajudar. Ninguém mostrou interesse em anotar os nomes das pessoas, nem da minha amiga, que viu os homens e podia descrevê-los com mais detalhes".
Divulgação incorreta
O único jornal que relatou o ataque foi o Nerikes Allehanda (NA), em uma nota minúscula, sem falar nos traumas físicos da vítima e nem no corte. Apenas escreveu "a vítima teve a jaqueta e as roupas rasgadas em uma tentativa de estupro".
"Eu fiquei zangada de ler uma nota tão minúscula. Soube também de muitas pessoas, incluindo amigas minhas, que entraram em contato como o NA antes e falaram sobre assédios. O jornal nunca mencionou nada disso, disse Nathalie, a Fria Tider*.
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* O Fria Tider é um jornal on line sueco, fundado em 2009, que faz abordagem crítica sobre a política de imigração na Suécia.