Sessão que selará o futuro da presidente deve seguir até a noite. Nada indica que ela conseguirá escapar de ser processada por crime de responsabilidade
Passados pouco menos de 24 anos da sessão que resultou no afastamento de Fernando Collor de Mello do Palácio do Planalto, o Senado Federal volta nesta quarta-feira (11) a selar o destino de um presidente da República: após uma sessão de debates que deve se estender até a noite, os senadores deverão decidir se abrem processo contra a petista Dilma Rousseff por crime de responsabilidade, afastando-a do cargo por até 180 dias. Nada no horizonte indica que a presidente escapará hoje de mais uma derrota no Congresso – num afastamento provavelmente sem volta.
A sessão desta quarta será dividida em três blocos: um das 9 horas da manhã ao meio-dia, outro das 13 horas às 18 horas, e o último bloco, com as falas do relator na comissão especial, Antonio Anastasia (PSDB-MG), e do advogado-geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, das 19 horas em diante. O roteiro do impeachment prevê ainda que todos os senadores que se inscreverem tenham até 15 minutos para se manifestar da tribuna. A expectativa é de que cerca de 67 dos 81 integrantes do Senado se apresentem para oferecer argumentos pró e contra o seguimento do processo de impeachment de Dilma.
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