Lula assumiu fazendo apologia à ignorância, ao estatismo e à preguiça tutelada como se nobreza d'alma fosse. Rousseff assumiu quebrando os oito séculos de Língua Portuguesa e num gesto emblemático que mesclava ego imperialista e desrespeito as Instituições auto-denominou-se PresidentA. O povo, assumido na condição de Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, preguiçosamente deixou-se embalar mesmo CONTRA OS SINAIS DOS TEMPOS. Se o tempo é mais moroso para revelar verdades, os SINAIS indicam, desde sempre, a verdade. O tempo corroborou os SINAIS.
O discurso de Michel Temer repostou a Língua Portuguesa com sujeito, verbo, predicado, concordância verbal e lógica, temperado com excelente dose de elegância, tão em falta neste país onde ser vulgar tornou-se a monstruosidade consentida e o Mal eleito rei sem Coroa. Um discurso positivista, quase francês. O dístico da Bandeira Nacional passa a ser o lema do Novo Governo. O azul, cor de Nossa Senhora marca o dístico novo. Mas, entre Michel Temer e o Congresso Nacional paira uma abissal distância e, no meio de ambos, o FORO DE SÃO PAULO, cujos projetos permanecem intocáveis em três ministros emblemáticos e vitais na gestão: José Serra (exímio FABIANO GRAMSCISTA que faz frente somente a FHC), Raul Jungmann e Henrique Meirelles.
Assim, entre o passado que se faz e que está feito e o futuro que deverá marcar a diferença do passado-presente estejamos atentos aos SINAIS e aos SÏMBOLOS. Eles são infinitas vezes mais reveladores que palavras e gestos, porque transmitem o intransmissível.
Não entramos numa nova era como afirma O Antagonista. Viramos uma página escrita pelo COMUNISMO, mas, o COMUNISMO PERMANECE COMO AUTOR DO LIVRO QUE LEMOS.
O povo precisa libertar-se da maldição de Macunaíma que Mário de Andrade e os modernistas, TODOS, perversamente, lançaram sobre o Brasil e a República: sair da preguiça anti-ética; recusar-se ficar deitado em berço esplêndido e passar a valorizar o Trabalho, a Propriedade Privada, a Família e a Pátria; ter apreço ao Conhecimento e a Inteligência como armas do Espírito Humano. Eis o Brasil que urge despertar e ser criado.
ALVORADA é o nome do Palácio da Presidência, um estado de TEMPO que só surge após a travessia da noite densa e do cantar do galo anunciando um novo amanhã.
Fonte:Loryel Rocha